pobreza em bobonaro timor

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Uma istoria de partir o coração de três irmãs sozinhas neste mundo numa aldeia inacessível em Bobonaro. Não falam tetum. Só falam a língua bunak de Bobonaro. Vivem sozinhas, muito muito pobres. Estão a fazer check-up médico. De saúde estão bastante bem.
***
A heart breaking story of 3 sisters left alone in the world, ages 4, 8 and 15. Both parents passed away when the youngest was 11 months.
I’m trying to figure out how to best help them. They are from a remote village in Bobonaro, speak only Bunak, their language. They have done a first check up and seem to be in good health.

 

 

O 25 DE ABRIL 49 ANOS DEPOIS

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crónica 493 O 25 DE ABRIL 49 ANOS DEPOIS, 16.4.2023

 

1. soletras autonomia (lomba da maia, abr 2013)

 

ilhas de névoas e gaze

de novelões e conteiras

do verde e do azul

ó gente de negro basalto

quem canta a tua gesta?

terra de maroiços

cais de rola-pipas

mar imenso abraseado

lacerado por vulcões

ilhas de bardos e músicos

republicanos presidentes

poetas, pintores e artistas

antero, nemésio e natália

quem te liberta das grilhetas

do passado feudal

da escravatura da fé

do atavismo ancestral?

soletras autonomia

gaguejas liberdade

titubeias emancipação

com laivos de insubmissão

como a irmã galiza

cicias um 25 de abril

que tarda em chegar

(In Crónica do Quotidiano Inútil, vols 1 a 6, 50 anos de vida literária, ed. Letras Lavadas)

 

  1. A atual geração não passou por nada em termos de privações familiares comparado com a geração de “baby boomers” a que pertenço, nascida no pós-guerra (2ª Grande Guerra). A geração rebelde que, no fim dos anos 60, se revoltava contra o status quo na França e contra a guerra colonial em Portugal tinha algo contra que lutar. Vivia melhor que a geração dos pais, em conforto e posses económicas, mas era arrastada para projetos militares alienígenas aos quais se opunham. Queria tomar parte na construção da História e não ser arrastada como nota de rodapé como acontecera aos pais. Depois chegou o 25 de abril e as liberdades misturaram-se inicialmente com as libertinagens em que tudo era permitido. Os jovens dos anos 70 e 80 nasceram já com o rei na barriga. Nada era proibido, tudo era permitido e podiam almejar a uma sociedade sem classes em que todos tinham acesso ilimitado a todos os bens, sendo felizes até todo o sempre.

Antes do 25 de abril em Portugal havia uma coisa chamada lápis azul, ou censura, que em 1972 me cortou 70 páginas a um livrinho de poemas adolescentes que publiquei com cerca de trinta páginas… o resto é já história, o 25 de abril trouxe a liberdade de pensamento e de expressão e muita água correu sob as pontes e sou confrontado por uma sociedade mais desigual do que nunca, de falsa fluência consumista.

Quando cresci havia respeito pelos veteranos sobreviventes da mortandade na campanha portuguesa na 1ª Grande Guerra, conheci alguns heróis, de medalhas ao peito em marchas da famigerada Liga dos Combatentes (a que pertenci durante anos após o 25 de abril, comprava-se comida barata no “casão”). Hoje, não sabemos quantos são, quantos sofrem, quantos sobrevivem.

Nalgumas aldeias e vilas do interior profundo de Portugal alguns autarcas mandaram erigir pequenos monumentos em honra da memória desses bravos, mas regra geral, foram esquecidos e temem falar sobre o tema, ou evitam-no a todo o custo. Nos Açores, autores houve que trataram o tema em livro: Urbano Bettencourt, Cristóvão de Aguiar, João de Melo, para citar apenas alguns que me vêm à memória de momento, mas outros preferem manter um silêncio discreto, tal como o dono do café da esquina, o dono do restaurante mais acima, o lavrador que vive na rua e se recusa a falar do tema e tantos outros de que nem sei a existência.

Cresci, como sabem, numa ditadura. Havia até quem lhe chamasse branda, como brandos eram alegadamente os costumes do povo que a suportava. Cresci acreditando que um dia o país faria parte da Europa e do mundo, tão longe que bem podia pertencer a outra galáxia. Lembro-me de ir a Tui (Galiza) comprar discos dos Beatles ou beber Coca-Cola que em Portugal eram proibidas com medo dos miasmas contagiosos de civilizações estrangeiras. Depois, veio o dia de todas as esperanças, 25 de abril (quase sem mortes e com cravos na ponta das espingardas) e eu, em Timor, esperei, tardava a chegar (teria ido de barco?) e jamais arribou.

A europa cresceu, o sonho da europa unida medrou e cresceu descontroladamente, até ter mais olhos que barriga e ficar desesperadamente obesa na palhaçada que hoje é. Por toda a parte, uma após outra, as ditaduras iam sendo aniquiladas e substituídas por modelos de democracia onde alegadamente o povo e a sua vontade eram representados em parlamentos. Com a queda do muro de Berlim e a glasnost a dar lugar a uma nova Rússia todos acreditamos que sonhar era isto, quando se tornavam realidade até na América latina e América do sul. Já o neoliberalismo da nova ordem mundial tinha disseminado sementes com a Thatcher e o Ronald Reagan, mas não sabíamos que isso iria perverter todo o ocidente.

Lentamente, nos últimos vinte anos assistimos a um constante retrocesso nas conquistas dos direitos fundamentais da humanidade: igualdade, solidariedade e justiça. Mais do que nunca as democracias estão a ser manipuladas criando a aparência de vontade popular através do voto universal, mas, na prática, substituídas por autocracias dos EUA, à Venezuela e dezenas de países, sem falar daqueles onde as escolhas democráticas foram substituídas por nomeações da grande e anónima banca internacional, do grande capital do petróleo às farmacêuticas que tudo controlam. Isto num mundo em que a verdade é ficção e a ficção é a neoverdade. Ao ler Umberto Eco, O Cemitério de Praga, apercebi-me de que como isto sempre aconteceu sem nos darmos conta. Entretanto, países que se habituaram a mandar e a serem os xerifes do universo, como os EUA continuam a inventar primaveras políticas, depondo ditadores ou democratas a seu bel-prazer.

Há algo que sempre afirmei e reitero, mesmo que já não sirva para grande coisa, o 25 de abril trouxe-me o bem mais precioso: a liberdade de expressão, a mim que sou um individualista nato e jamais conseguiria viver numa autocracia. Dantes, os países democráticos tinham eleições os outros não (nem mesmo as mascaradas eleições do partido único em Portugal o ocultavam).

Timor-Díli 25 de abril 1974: Era hora de jantar e eu estava de Oficial (Ajudante) de Dia no Quartel-general. O idoso Oficial de Dia já estava há muito a olhar para o seu umbigo, depois da sua rodada habitual de vinho “Periquita” ou outro qualquer. Toni Belo, operador da Telecom local, a Rádio Marconi, ligou para o Quartel-General a dizer-me que ia ter uma chamada telefónica uma hora depois. Chamei o condutor de serviço, mandei-o ligar o Jeep e passados minutos estava em Díli, ansiosamente esperando ‘a chamada’. Pressenti tratar-se de algo muito importante.

Anteriormente, acordara com a família que só haveria telefonemas em caso de emergência. Há muito que confirmara que toda a correspondência era sujeita a censura prévia e as chamadas telefónicas gravadas. E ouvi quase sem acreditar: Era a REVOLUÇÃO. Embora Timor não dispusesse de telex, desde o ano anterior dispunha de contactos radiotelefónicos com o mundo exterior.

Sem perder tempo, pedi ao condutor para passar por casa nos apartamentos da SOTA, no Largo de Lecidere, onde comunico aos colegas de habitação (o cirurgião Prata Dias e o Eng.º Proença de Oliveira, subchefe dos Serviços de Agricultura) o que ouvira. Pedi-lhes o máximo sigilo, ligo o rádio em ondas curtas e regresso ao Q.G. (Quartel-General) onde anoto que nada havia a assinalar da ‘ronda’ pela cidade. Durante o resto da noite, escuto avidamente os noticiários da BBC, Rádio Austrália e uma série de emissoras (até ouvi a Rádio Paquistão, pela primeira vez).

Na manhã seguinte, o camarada Freitas, que me ia render, pergunta se havia novidades de Portugal. Sem confiar em ninguém, , respondi-lhe: “Nada, que esperavas?” Os dias que se seguem são caóticos, com todos os rumores a circular e um generalizado sentimento de incredulidade pelos acontecimentos. Quando as novas de que o governador tinha mandado apreender a gravação e a versão impressa do discurso, a maior parte das pessoas convenceu-se de que a ‘Revolução dos Cravos’ não era imaginação.

Os dias passam, e o oportunismo camaleónico é avassalador. Do dia para a noite todos são revolucionáriosA oposição à continuação do coronel Aldeia no poder cresce de dia para dia. Ameaça tornar-se numa bola de neve, com os militares definitivamente divididos entre os progressistas – maioria de oficiais milicianos, furriéis e sargentos – e a velha guarda dos oficiais de carreira.

Entretanto em Portugal, os soldados usam os cravos encarnados nos canos das espingardas. O povo excitado com a liberdade acabada de aprender. Sobem os barómetros da esperança depois de 48 anos de obscurantismo. A situação começa a clarificar-se em maio, embora nem todos os decretos aprovados em Lisboa se tornem extensivos a Díli. Quase nem um tiro fora disparado em Portugal. O regime caiu porque estava tão podre que estava incapacitado de suster qualquer ataque. A celebrada vitória vem estampada em todos os jornais e revistas que chegam a Timor, mas de uma certa forma, parece estar a anos-luz de Timor.

Depois do 25 de abril (data da Revolução em Portugal) comecei a publicar artigos que o Comando Militar e, em especial o CEM (Chefe do Estado-Maior Arnao Metello) queriam evitar. Era chamado quase todas as manhãs e simpaticamente mandava o motorista no velho Volkswagen do Estado-Maior buscar-me a casa. Nessa rotina (prolongou-se por bastante tempo e trouxe consequências ao meu serviço militar) lá tinha de explicar porque publicara artigos censurados e considerado material proibido. Uma verdadeira caça ou o jogo do gato e do rato. Ramos Horta viu assim o 25 de abril (entrevista dada ao Expresso em 28.11.2015.

Ele acreditou que as coisas estavam a mudar, eu continuo à espera….

 

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713 [Australian Journalists’ Association – MEEA]

drchryschrystello@journalist.com,

Diário dos Açores (desde 2018)/ Diário de Trás-os-Montes (2005)/ Tribuna das Ilhas (2019)/ Jornal LusoPress, Québec, Canadá (2020)/ Jornal do Pico (2021)

 

A Islândia é um país à parte, até na hora de atestar o depósito. Eis o que precisam de saber para viajá-lo de carro – Mundo – SAPO Viagens

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Quake Info: Weak Mag. 3.7 Earthquake – North Atlantic Ocean, Portugal, on Saturday, Apr 15, 2023 at 8:47 pm (GMT -1)

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Detailed info, map, data, reports, updates about this earthquake: Weak mag. 3.7 earthquake – North Atlantic Ocean, Portugal, on Saturday, Apr 15, 2023 at 8:47 pm (GMT -1) –

Source: Quake Info: Weak Mag. 3.7 Earthquake – North Atlantic Ocean, Portugal, on Saturday, Apr 15, 2023 at 8:47 pm (GMT -1)

o pão e o poder de compra

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Um pão de quilo em 1990: 8 escudos, que são actualmente 4 cêntimos de euro.
Um pão de quilo em 2023: 2 euros, que são cerca de 400 antigos escudos.
– Salário mínimo em 1990: € 174,60
– Salário mínimo em 2023: € 760,00
O pão custa hoje 50 vezes mais do que em 1990.
Se o salário mínimo aumentasse como o pão, seria actualmente de € 8.730,00 por mês.
Ou se o pão aumentasse como o salário mínimo, custaria nos dias de hoje apenas € 17,40 cêntimos.
Doutra forma, a compra diária de um pão de quilo ao fim do mês consome em 2023, 8% do salário mínimo. Em 1990 representava 0,7% do Salário mínimo.
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Ana Matias

O que quer dizer que perdemos poder de compra.

Regime atual para descendentes de judeus sefarditas pedirem nacionalidade termina em dezembro – ECO

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O atual regime para os descendentes de judeus sefarditas portugueses pedirem a nacionalidade vai terminar em dezembro deste ano. Governo considera “estar cumprido o propósito de reparação histórica”.

Source: Regime atual para descendentes de judeus sefarditas pedirem nacionalidade termina em dezembro – ECO

açores fotógrafo premiado

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5 anos seguidos nos 10 finalistas, vários pódios, e hoje mesmo o ouro 💥 o Fotógrafo Europeu do Ano, categoria reportagem/fotojornalismo, é o meu querido amigo Luís Godinho 🏆 brilhante para Portugal, para os nossos Açores e, espero bem, para o futuro deste talento 💯 parabéns ninja!
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desastre em autoestrada

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ALERTA A QUEM CONDUZ, NÃO SABER ISTO PODE CUSTAR-LHE MILHARES DE EUROS.
INFORMAÇÃO IMPORTANTE!
Em caso de acidente numa auto-estrada ou via rápida concessionada, saber isto pode fazer a diferença entre pagares do teu bolso os danos da tua viatura e da via, ou receberes uma indemnização! É muito importante e deves partilhar com o maior número possível de pessoas. Pagamos as portagens mais caras da Europa, e mesmo assim tentam enganar-nos por desconhecer-mos a lei!
Importante: Lei 24/2007: Acidentes em auto-estradas:
Não saber este procedimento poderá custar-lhe algumas centenas ou milhares de euros! Conheça bem esta matéria!
Lei 24/2007: Acidentes em auto-estradas
Como sabem, para quem anda nas Auto-estradas, às vezes aparecem objectos estranhos nas mesmas, como peças largadas por outros veículos, objectos de cargas que se soltam e até animais… coisas que não deveriam acontecer porque as concessionárias são responsáveis pela manutenção. Estas situações provocam acidentes e danos nos nossos veículos, contudo se isto vos acontecer (espero que não) exijam a presença da GNR.
Ponto 2 do artigo 12 da lei 24/2007:
Para efeitos do disposto no número anterior, a confirmação das causas do acidente é obrigatoriamente verificada no local por autoridade policial competente, sem prejuízo do rápido restabelecimento das condições de circulação em
segurança.
BRIGADA DE TRÂNSITO-CENTRAL: 213 922 300
Os indivíduos das auto-estradas vão dizer que não é preciso, porque eles tratam de tudo.
No entanto, e conforme a Lei 24/2007, a qual define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como
Auto-Estradas Concessionadas… (tendo em atenção o Art.º º 12º nº 1 e 2), só podemos reclamar o pagamento dos danos, à concessionária, se houver a participação das autoridades!
É uma técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os danos causados nos veículos. Por isso, se tiverem algum percalço por culpa da concessionária, EXIJAM A PRESENÇA DA AUTORIDADE, não se deixem ir na conversa dos senhores da assistência os quais foram instruídos para dizer “agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade”. Isto é pura mentira! Se não chamarem as autoridades, eles não são obrigados a pagar os danos e este é o objectivo deles!
Façam circular este artigo, pois já nos chega pagar valores absurdos pelas portagens quanto mais sermos enganados desta maneira!
Boa viagem.
Fonte: Dr. Álvaro Caneira (Advogado)

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