“O HOMEM DO CAVAQUINHO” REVELA AS ROTAS ESQUECIDAS DO INSTRUMENTO NA INDONÉSIA

“O HOMEM DO CAVAQUINHO” REVELA AS ROTAS ESQUECIDAS DO INSTRUMENTO NA INDONÉSIA

https://www.noticiasaominuto.com/cultura/482500/o-homem-do-cavaquinho-revela-as-rotas-esquecidas-do-instrumento

Posted: 08 Nov 2015 10:58 AM PST

Jacarta, 08 nov (Lusa) – “O homem do cavaquinho” é o novo documentário que o realizador Ivan Dias está a preparar para revelar as rotas do instrumento português na Indonésia e do popular “fado indonésio”.

A realização deste documentário surge na senda de um sonho antigo de Ivan Dias de “procurar as histórias do cavaquinho”, instrumento que nasceu em Braga, a sua cidade natal, e de contá-las ao grande público.

Depois da série “Apanhei-te cavaquinho”, que conta a viagem do instrumento pelo mundo, designadamente Portugal, Brasil, Cabo Verde, Los Angeles e Havaí, o produtor decidiu seguir as informações “muito subtis” sobre algo que “parecia ser uma coisa antiga que se tinha perdido” na Indonésia.

“Há uma desinformação brutal sobre a Indonésia, tanto por culpa dos holandeses durante 200 anos, como por culpa da ditadura do Suharto”, justificou.

Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à Indonésia, em busca de especiarias, o ‘ouro’ do século XVI, e procurando espalhar o catolicismo, mas a subsequente colonização holandesa tentou apagar todas as marcas portuguesas ali deixadas.

O documentário marca também o regresso do compositor e multi-instrumentista Júlio Pereira ao universo do cavaquinho, instrumento que, há mais de 30 anos, levou ao seu reconhecimento nacional e internacional.

Segundo o realizador, “há quatro anos, o Júlio Pereira não queria voltar a pegar no cavaquinho”, mas durante uma viagem de comboio em que tentava convencê-lo a tal, o revisor reconheceu-o como “o homem do cavaquinho” e foi aí que o músico decidiu render-se e embarcar no projeto.

Desde então, além do documentário, Júlio Pereira reinventou o instrumento, gravando o disco “Cavaquinho.pt” e iniciando a Associação Cultural Museu Cavaquinho, à qual preside.

Durante uma viagem de duas semanas, os dois, juntamente com o diretor de fotografia Carlos Mendes Pereira, viram as suas expectativas superadas ao descobrirem que o keroncong – nome dado ao cavaquinho local e também ao estilo com influências do fado – “é talvez o único género musical que une todo o arquipélago da Indonésia”.

“O keroncong vem diretamente de uma raiz cultural portuguesa que se foi transformando de Lisboa para Cabo Verde, de Cabo Verde para Goa, de Goa para Malaca e de Malaca para Java e para a Banda Neira”, explicou.

Ivan Dias sublinhou que o keroncong “tem de facto uma ligação umbilical especial com Portugal pelos instrumentos”, sendo que os indonésios “dividiram o cavaquinho em dois”, e pela temática, com “canções romanescas” e “de saudade”.

A película “é realmente fruto do amor de muito gente”, porque a RTP suportou dois terços do orçamento, com “20 mil euros”, e “muita gente envolvida no projeto abdicou de qualquer tipo de ganho”, frisou.

“A RTP vive sempre dias complicados quando é para apoiar estas coisas mais importantes da cultura. Gastam mais dinheiro noutras coisas”, lamentou o bracarense.

O trabalho deverá estar finalizado em dezembro, mas ainda não há uma data prevista para a sua exibição na televisão pública, sendo que Ivan Dias deseja também oferecê-lo à Indonésia para que a verdade sobre a origem do keroncong se mantenha viva do outro lado do mundo.

Ivan Dias comprometeu-se também a tentar levar a Portugal o famoso grupo musical indonésio Keroncong Tugu, por considerar que “é o mínimo que Portugal pode fazer por uma comunidade que mantém desde 1661 uma relação umbilical” com o país.

A comunidade dos ‘tugu’ ou dos ‘portugueses negros’ terá nascido do cruzamento de escravos de portugueses na Índia, que foram levados para Jacarta, com comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute.

Entretanto, o produtor reuniu-se com a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, que se mostrou disponível para apoiar a realização do sonho do grupo de ir a Portugal.

Ivan Dias conta com várias produções relacionadas com a música, como “Carlos do Carmo: Um homem no mundo”, “A revolução de abril – No olhar de Carlos Gil”, “Povo que canta”, “Fados” e “Guitarras à portuguesa”.

AYN // VM

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Expresso | Ramos-Horta: “Fui contra a declaração unilateral da independência!” ( curiosamente surge lá o meu nome…)

A 28 de novembro de 1975 a Fretilin declarou unilateralmente a independência de Timor-Leste. Nove dias depois, a ex-colónia portuguesa foi invadida pela Indonésia, para uma brutal ocupação que se prolongou até ao histórico referendo de 1999. 40 anos depois da bandeira de Portugal ter sido arriada de Díli, o Expresso entrevistou em Lisboa o Nobel da Paz, José Ramos-Horta, que foi primeiro-ministro e Presidente da República de Timor-Leste

Fonte: Expresso | Ramos-Horta: “Fui contra a declaração unilateral da independência!”

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(10) 9 Ilhas 1 Geoparque…Geoparque Açores. Promoção… – MEDIA 9 – Produção para Televisão

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MEDIA 9 – Produção para Televisão posted this video on 2015-11-10. 246 likes. 15 comments. 1630 shares.

Fonte: (10) 9 Ilhas 1 Geoparque…Geoparque Açores. Promoção… – MEDIA 9 – Produção para Televisão

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ZECA MEDEIROS E A FANFARRA DISSONANTE

https://www.youtube.com/watch?v=VfYJ2w_DyMQ&feature=youtu.be

Zeca Medeiros
8 hrs ·
Caros amigos a fanfarra tem estado dissonante. Fazemos votos para que com a maioria de esquerda a fanfarra fique mais afinadinha.
Saudações democráticas abraços.

José Medeiros e Pilar Silvestre – “A Fanfarra Dissonante”
“A Fanfarra Dissonante” (CD “Aprendiz de Feiticeiro-Imagens e Canções”- faixa 07) Letra e música: José Medeiros Trombone: Eduardo Lala Flauta: Gil Alves Clar…
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