Tertúlia João Araújo Correia

João de Araújo Correia era admirado por muitos. Veja-se este depoimento do escritor Ferreira de Castro que acompanha o escritor na fotografia .

“ Considero João de Araújo Correia um poderoso escritor, um dos melhores contistas que tem tido a nossa língua, e com verdadeira alegria me associarei às homenagens que vão ser prestadas a quem, sobre uma terra muitas vezes hostil, modelou com o pobre barro humano, o mais precioso e difícil de todos, tantas figuras inesquecíveis.
A nobre sugestão de Guedes de Amorim, logo apoiada pela Sociedade de Escritores, de trazer a Lisboa João de Araújo Correia e outros grandes ficcionistas e poetas que vivem na província, representa um acto de justiça que honra a todos nós.”
Ferreira de Castro

"João de Araújo Correia era admirado por muitos. Veja-se este depoimento do escritor Ferreira de Castro que acompanha o escritor na fotografia .

“ Considero João de Araújo Correia um poderoso escritor, um dos melhores contistas que tem tido a nossa língua, e com verdadeira alegria me associarei às homenagens que vão ser prestadas a quem, sobre uma terra muitas vezes hostil, modelou com o pobre barro humano, o mais precioso e difícil de todos, tantas figuras inesquecíveis.
A nobre sugestão de Guedes de Amorim, logo apoiada pela Sociedade de Escritores, de trazer a Lisboa João de Araújo Correia e outros grandes ficcionistas e poetas que vivem na província, representa um acto de justiça que honra a todos nós.”
Ferreira de Castro"
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OVGA circula as aulas do Professor Doutor Galopim de Carvalho — solos

2015 – ANO INTERNACIONAL DOS SOLOS

FALANDO DOS SOLOS (6)

 

Para os romanos, solum aludia não só ao solo, tal como ele é descrito em pedologia,  mas também ao chão que pisavam, à terra onde nasciam e ao território pátrio que foi o deles.

Alguns pedólogos adoptaram este termo latino para designar apenas a parte superior, mais alterada, do perfil pedológico, rica em matéria orgânica, designando por alterito, rególito (do grego rhegós, cobertura, e lithós, pedra) ou saprólito (do grego saprós, podre, e lithós, pedra) a restante parte do perfil que se lhe segue em profundidade, representada pela rocha-mãe simplesmente meteorizada.

Em geologia planetária fala-se, por exemplo, de “solo lunar”, embora sabendo que esta entidade não possui a componente viva essencial à sua definição na Terra. São muitos os que lhe chamam rególito, termo neste caso mais correcto, posto que alude à sua condição de material incoerente de cobertura que não resulta de um processo de meteorização (ali inexistente), mas sim, da pulverização da crosta rochosa selenita (em especial, anortositos e basaltos), na sequência dos impactes meteoríticos a que esteve intensamente sujeita num passado longínquo, há milhares de milhões de anos, e ainda está, embora mínimo e sem expressão actual. Do mesmo modo, o “solo marciano” não passa de areia solta e  pedras (fragmentos de rocha dispersos) à superfície do “planeta vermelho”.

 

No sentido a que se referem pedólogos e geólogos, a composição do solo decorre da natureza da rocha-mãe, da topografia e do clima, quer o decorrente da zonalidade latitudinal, quer o relacionado com a altitude, e, consequentemente, dos processos que lhe deram origem. A rocha-mãe começa por se descomprimir, por diminuição da pressão litostática com a aproximação da superfície, e, eventualmente, a sofrer alguma desagregação mecânica, abrindo-se à penetração da água e dos gases atmosféricos  (oxigénio e dióxido de carbono) que promovem a sua meteorização química abiótica (decomposição), mais ou menos pronunciada, em função das citadas condições ambientais. Como resultado, a rocha evolui para um material terrígeno (fenoclastos[1], areia, silte e argila) incoerente ou desagregado,  ou seja, o alterito, como é, por exemplo, no caso do granito ou do gnaisse, o saibro ou arena. Via de regra, a esta fase segue-se a instalação de microorganismos e de plantas sucessivamente mais exigentes (muscíneas, herbáceas, arbustivas e arbóreas), transformando o alterito num solo.

A invasão desta capa de alteração (ou de um qualquer tipo de depósito aluvionar) pela vida vegetal acrescenta-lhe, ainda, os seus restos mortos em decomposição e os produtos da sua actividade biológica, desenvolvendo processos bioquímicos hoje muito bem estudados.

Consoante a intensidade e a duração deste processo podemos distinguir solos imaturos ou incipientes (pouco ou nada evoluídos), solos evoluídos ou maturos, havendo todos os termos de passagem entre estes dois extremos.

 

[1] – Fragmentos ou clastos rochosos de dimensão superior à das areias

VER TEXTO ORIGINAL COM IMAGENS AQUI .AIS 2015 – 6

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Língua portuguesa acolhe palavra ‘presidenta’ desde 1872

Um estudo elaborado pela equipe do dicionário Aurélio, a pedido do portal iG de notícias, sobre o uso da palavra “presidenta”, responde a qualquer dúvida sobre a existência e a correção do verbete. De acordo com as lexicógrafas Marina Baird Ferreira e Renata de Cássia Menezes da Silva, que realizaram a pesquisa histórica, o substantivo feminino presidenta existe na língua portuguesa desde 1872.Em dicionários, os primeiros registros da palavra ocorrem ao menos desde 1925, segundo o estudo. O parecer das especialistas ressalta…

Source: Língua portuguesa acolhe palavra ‘presidenta’ desde 1872

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