finalmente a biografia certa do pai de RAMOS HORTA

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FRANCISCO HORTA (1902-1970)
O pai de José Ramos Horta tem sido, ao longo dos anos, uma figura de biografia controversa sobretudo pelas inexactidões que seu filho tem introduzido nas suas intervenções públicas, nomeadamente nas várias edições, em Inglês e em Português, dos seus livros “Funu The Unfinished Saga of East Timor”, e “Amanhã em Díli”, reiteradas em entrevistas.
Ramos Horta tem reafirmado que seu pai, deportado para Timor no navio “Gil Eanes” que chegou a Díli a 21 de Outubro de 1931, “era sargento da marinha nos anos trinta e teria ficado pela sua terra natal, Figueira da Foz, se não lhe tivesse ocorrido juntar-se à revolta dos barcos do Tejo em 1936 que deveriam seguir para Espanha para combater ao lado dos republicanos”. E acrescenta: “Logo a seguir foi despachado para Timor de onde nunca mais saíu e onde morreu em 1970.”Amanhã em Díli”, 1994, Lisboa, Publicações Dom Quixote, p. 42.
Trata-se, evidentemente, de afirmações falsas e Ramos Horta tinha disso conhecimento: Francisco Horta estava deportado em Timor desde 21 de Outubro de 1931, só regressando no fim da II Guerra Mundial, a bordo do paquete Angola chegado a Lisboa a 15 de Fevereiro de 1946, Nunca poderia ter participado da “revolta dos Marinheiros” de 1936!
Ramos Horta esforçou-se por encontrar documentos que comprovassem que seu pai pertenceu à Marinha de Guerra, inclusivamente contactou Adelino Rodrigues da Costa, o oficial da Marinha autor de “Os Navios e os Marinheiros Portugueses em Terra e nos Mares de Timor”, 2005, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, que na página 194 escreve não ter conseguido encontrar essa documentação no Arquivo Histórico da Marinha.
Há dias, após porfiada pesquisa, encontrei no Arquivo Histórico da Marinha a famigerada “Matrícula nº 5004”, do Livro de Matrícula 7ª Série, do Nº 4903 a 5230, páginas 179 e 180, referente a Francisco Horta (https://arquivohistorico.marinha.pt/viewer?id=44556…).
Francisco Horta, nascido na freguesia da Pena, Lisboa, a 23 de Agosto de 1902, entrou na Marinha de Guerra, como voluntário, a 2 de Julho de 1921 e foi abatido ao efectivo da Armada a 15 de Maio de 1928, com o posto de 1º grumete.
Teve um percurso atribulado nesses quase sete anos: logo em 1921, 10 dias de prisão em isolamento por se ter ausentado dez dias sem licença. Desertou durante dois anos e meio, de 10-2-922 a 12-8-924, sendo englobado numa amnistia entretanto decretada. Participante na “Revolta do Rato”, 7 a 9 de Fevereiro de 1927, é preso no navio-escola “Sagres” e no Forte de Sacavém. Em 16 de Março embarca, sob prisão, no transporte de guerra “Lourenço Marques” e desembarca no Lobito. Abrangido por nova amnistia, regressa a Lisboa no navio “Loanda”, saído de Luanda a 19-4-1928. É abatido ao efectivo da Armada a 15-5-1928, passando à Reserva Naval. Assim termina a carreira de marinheiro de Francisco Horta.
Não ficará quieto. A sua participação em “actos sediciosos” em 1931 irá conduzir à sua deportação para Timor.
José Ramos Horta já não tem motivos para continuar a apresentar uma biografia falsa de seu pai, Francisco Horta.
Além do liink para o Arquivo Histórico da Marinha, anexo o Assento de Nascimento de Francisco Horta:

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A HISTÓRIA DO VENCEDOR DO NOBEL DA PAZ QUE CHOCOU O MUNDO

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A HISTÓRIA DO VENCEDOR DO NOBEL DA PAZ QUE CHOCOU O MUNDO
Muitos pensavam que o Prémio Nobel da Paz foi alcançado através de uma confortável rota diplomática. Enquanto que, para o Mgr. Carlos Filipe Ximenes Belo, o prémio é fruto da coragem de arriscar a sua vida para ser um escudo vivo para o seu povo nos tempos mais sombrios
Nascido em Wailakama a 3 de fevereiro de 1948, a jornada espiritual de Carlos Belo foi moldada por uma educação teológica e filosófica transcontinental, de Macau a Portugal, antes de finalmente ser ordenado padre salesiano (SDB) em 1980. Ao regressar à sua terra natal, ele deve tomar a sua cidadania indonésia para servir o seu povo. O destino levou-o à posição superior quando, em 21 de março de 1988, o Papa o elegeu Bispo Titular de Lorium e Administrador Apostólico de Díli. No entanto, em vez de jogar pelo seguro, apenas cinco meses no cargo, o Bispo Belo simplesmente abalou as coisas! Através do púlpito da igreja, ele condenou alto os eventos do Massacre de Kraras de 1983 e as prisões em massa que ocorreram.
A sua coragem ardeu no palco internacional quando, em fevereiro de 1989, escreveu ao Secretário-Geral da ONU, ao Papa, e ao Presidente de Portugal para convocar um referendo para Timor-Leste, que ele chamou de “morrer como uma nação. ” “No auge, quando a tragédia do Massacre de Santa Cruz irrompeu em 1991, o Bispo Belo abriu largas as portas de sua própria residência a fim de esconder e resgatar os jovens que foram perseguidos pela polícia. ” Esta dedicação sem limites faz com que o mundo vire as costas. Exatamente em 10 de dezembro de 1996, o mundo internacional premiou-lhe o Prémio Nobel da Paz com José Ramos-Horta. Armado com este maior elogio, ele entrou no palco mundial, conhecendo líderes globais como Bill Clinton e Nelson Mandela para dar voz ao grito dos corações do povo Lorosae.
No entanto, esta incrível luta tem afetado muito a sua saúde física e mental. Pós-independência de Timor-Leste em 2002, na idade mais jovem (54 anos), o bispo Belo surpreendeu o público ao renunciar ao Papa João Paulo II devido a grande fadiga física e mental e tratamento contra o cancro. Em vez de desfrutar de uma reforma confortável na Europa, a sua alma missionária acaba de levá-lo para as bases em Moçambique desde 2004. De uma figura mundial que estava ao lado de um vencedor do Nobel, ele escolheu servir como pastor paroquial assistente, ensinar o catecismo das crianças e nutrir a fé na solidão. O fim de um capítulo devocional que prova que as suas vestes sagradas nunca se desligam da essência do verdadeiro serviço
PS FOI PATRONO DOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA ENTRE 2015-2022

VISITA DE DOIS LAUREADOS COM O PRÉMIO NOBEL DA PAZ 1996 À EBI DA MAIA,

A AICL (Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia)organiza colóquios da lusofonia desde 2001 (36 até outubro 2022) e foi sempre sua política partilhar autores e personalidades d vida pública, com relevo, nas universidades, politécnicos e escolas perto dos locais onde se desenrolam os seus eventos.

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo (atual bispo resignatário de Díli) e José Ramos-Horta (atual presidente da República Democrática de Timor-Leste foram duas dessas personalidades que, em eventos altamente mediatizados trouxeram a ribalta da comunicação social à EBI Maia.

Aliás, entre 2015 e 2022 eram ambos patronos da AICL.

Enquanto Ramos Horta proferiu alocuções relativas à língua portuguesa em Timor e à educação, tendo até apresentado um livro infantojuvenil da sua autoria, Ximenes Belo (entre outros temas) falou da paz e apresentou dois livros seus sobre a história desconhecida dos missionários açorianos no Oriente (especialmente em Timor), tema obnubilado da história da açorianidade.

Nesses livros participaram professores da EBI Maia e o relevo curricular dessas obras não pode ser desmerecido a qualquer título.

Relativamente a uma proposta (de que ora tomámos conhecimento) de retirar uma imagem do Bispo da Biblioteca da Escola por alegada pedofilia (conforme reportado por alguns setores da Igreja), não é do nosso conhecimento que qualquer ação tenha sido intentada pelas alegadas vítimas, nem o caso transitou em nenhum tribunal civil de Timor-Leste ou de qualquer outro país.

Que saibamos a EBI da Maia ainda não adotou a prática norte-coreana ou estalinista de retirar das imagens públicas qualquer pessoa indigitada como “persona non-grata” .

Por outro lado, dado o relevo das personalidades em apreço e das suas intervenções no seio da escola, não podem ser as mesmas apagadas em nome de um falaz labéu de politicamente correto que nestes últimos anos tem corroído a sociedade.

A AICL consideraria qualquer atitude censória da EBI Maia similar a um salazarismo de falsa moral e puritanismo do Cardeal Cerejeira contra o qual nos insurgimos e manifestamos e é do conhecimento público

CHRYS CHRYSTELLO, PRESIDENTE

HELENA CHRYSTELLO VICE-PRESIDENTE DA AICL 07.02.2023

a conspiração de Xanana

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acabo de ler isto:

 

 

José Sousa -TRADUÇÃO DO ARTIGO DA REVISTA “GATRA” PARA A LÍNGUA INDONÉSIA”. A Conspiração de Xanana Gusmão e Mahidin Simbolon. O lado sombrio do presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

​Agitação tomou conta da redação, com a presença dum homem identificado pelas iniciais JM, que afirma ser um ex-soldado da Primeira Divisão da Companhia Brawijaya, ansioso por confessar que, devido à frustração e ao estresse acumulados ao longo de anos, não conseguia calar-se sobre o envolvimento em operações militares das ABRI/POLRI (TNI/POLRI) em Timor-Leste, entre 1994 e o final de 1996.

​ Os jornalistas da revista ficaram inicialmente confusos com o homem. No entanto, após alguns minutos, o ex-membro das ABRI começou a explicar seu envolvimento em operações de assassinato de várias figuras importantes do movimento pró-independência de Timor-Leste, ocorridas entre 1994 e 1996. Neste ponto, o correspondente da revista não ficou excessivamente surpreso com a informação, pois já era de conhecimento público que, em meados dos anos 90, a guerra em Timor-Leste estava sendo intensificada pelas ABRI/POLRI em várias bases da resistência guerrilheira — ou, como as ABRI designavam, GPK-Fretilin (Grupos Perturbadores da Segurança). Contudo, a história tornou-se muito diferente e chocante quando o ex-sargento JM (que solicitou o anonimato para proteger a segurança de sua família) detalhou documentos operacionais das ABRI relacionados à Frente Clandestina e às forças armadas de Timor-Leste.

O principal alvo dessa operação era o líder da organização da Frente Clandestina, à época liderada pelo comandante Keri Laran Sabalae. Um ponto extremamente interessante e sensacional é o dilema de uma operação militar que estava diretamente sob o comando do Coronel Mahidin Simbolon (patente de Simbolon à época), em cooperação com Xanana Gusmão, o “líder da resistência” timorense, que estava preso na Penitenciária de Cipinang, em Jacarta.

O ex-sargento JM afirmou que esteve presente em uma reunião com o Coronel M. Simbolon, realizada em uma sala da Penitenciária de Cipinang. O fundamento dessa reunião seria o desejo e a prontidão de Xanana Gusmão em “centralizar” grupos radicais numa única estrutura da resistência timorense que, segundo Xanana, poderiam ameaçar os esforços de uma “resistência serena” e de reconciliação com diversos grupos políticos timorenses, processo que estava sendo acelerado para unir o povo.

Por esse motivo, Xanana Gusmão estaria disposto a colaborar com o Cor. M. Simbolon para eliminar grupos radicais da “GPK Fretilin”, compostos por comandantes do movimento e seus seguidores, entre os quais Rodak Timur, Keri Laran Sabalae, David Alex, Konis Santana e Eli Fohorai Boot. Estes nomes constam nos anexos dos documentos da operação militar de 1994-96 apresentados pelo ex-sargento JM.

A essência da “cooperação” entre o lado de Xanana e M. Simbolon era o princípio do mutualismo: Simbolon alcançaria sucesso na sua carreira militar e Xanana ganharia mais flexibilidade para controlar o movimento de resistência que comandava a partir da prisão de Cipinang. Parece evidente que o presidente de Timor-Leste foi extremamente astuto ao proteger os interesses do grupo, eliminando os comandantes considerados desleais ou, mesmo leais, que priorizavam excessivamente a “via da violência” para atingir os objetivos nacionais. Ao observar os documentos e as fotos em poder de JM, é muito difícil duvidar da origem desta história. Esta é a versão oculta e o lado sombrio do “carisma” de Xanana, tão venerado por seu próprio povo: colaborar com o “inimigo” para exterminar o seu povo.

XANANA – MAIS UMA SUSPEITA -​O lado sombrio do presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão

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TRADUÇÃO DO ARTIGO EM LÍNGUA INDONÉSIO DA REVISTA “GATRA”. A Conspiração de Xanana Gusmão e Mahidin Simbolon
​O lado sombrio do presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão
​Uma agitação tomou conta da redação esta manhã com a presença de um homem identificado pelas iniciais JM. O homem, que afirma ser um ex-soldado da Primeira Divisão da Companhia Brawijaya, parecia ansioso por confessar que, devido à frustração e ao estresse acumulados ao longo de anos, não conseguia mais silenciar sobre o envolvimento em operações militares das ABRI/POLRI (atuais TNI/POLRI) em Timor de Leste, entre 1994 e o final de 1996.
​Os jornalistas desta revista ficaram inicialmente confusos com o homem. No entanto, após alguns minutos, o ex-membro das ABRI começou a explicar ao correspondente da GATRA sobre o envolvimento em operações de assassinato de várias figuras importantes do movimento pró-independência de Timor-Leste, ocorridas entre 1994 e 1996.
​Neste ponto, o correspondente da revista não ficou excessivamente surpreso com a informação, pois já era de conhecimento público que, em meados dos anos 90, a guerra em Timor-Leste estava sendo intensificada pelas ABRI/POLRI em várias bases da resistência guerrilheira — ou o que as ABRI designavam pelo termo GPK-Fretilin (Grupos Perturbadores da Segurança).
​Contudo, a história tornou-se muito diferente e chocante quando o ex-sargento JM (que solicitou o anonimato para proteger a segurança de sua família) detalhou documentos operacionais das ABRI relacionados à Frente Clandestina e às forças armadas de Timor-Leste.
​O alvo principal dessa operação era o líder da organização da Frente Clandestina, na época liderada pelo comandante Keri Laran Sabalae. Um ponto extremamente interessante e sensacional é o dilema de uma operação militar que estava diretamente sob o comando do Coronel Mahidin Simbolon (patente de Simbolon na época), em cooperação com Xanana Gusmão, o “líder da resistência” timorense que estava preso na Penitenciária de Cipinang, em Jacarta.
​O ex-sargento JM afirmou que ele próprio esteve presente em uma reunião com o Coronel M. Simbolon, realizada em uma sala dentro da Penitenciária de Cipinang. O fundamento dessa reunião seria o desejo e a prontidão de Xanana Gusmão em “centralizar” grupos radicais dentro de uma única estrutura da resistência timorense que, segundo Xanana, poderiam ameaçar os esforços de uma “resistência serena” e de reconciliação com diversos grupos políticos timorenses, processo que estava sendo acelerado para unir o povo.
​Por esse motivo, Xanana Gusmão estaria disposto a colaborar com o Col. M. Simbolon para eliminar grupos radicais da “GPK Fretilin”, compostos por vários comandantes do movimento e seus seguidores, citando nomes como Rodak Timur, Keri Laran Sabalae, David Alex, Konis Santana e Eli Fohorai Boot.
​Estes nomes constam claramente nos anexos dos documentos da operação militar de 1994-1996 apresentados pelo ex-sargento JM. A essência da “cooperação” entre o lado de Xanana e M. Simbolon era o princípio do mutualismo: Simbolon alcançaria sucesso em sua carreira militar e Xanana ganharia mais flexibilidade para controlar o movimento de resistência que comandava a partir da prisão de Cipinang.
​Parece evidente que o novo presidente de Timor-Leste foi extremamente astuto ao proteger os interesses de seu grupo, eliminando seus próprios comandantes, considerados desleais ou que, mesmo sendo leais, priorizavam excessivamente a “via da violência” para atingir os objetivos nacionais.
​Observando os documentos e as diversas fotos em posse de JM, é muito difícil duvidar da origem desta história. Esta é a versão oculta e o lado sombrio do “carisma” de Xanana, tão venerado por seu próprio povo: colaborar com o “inimigo” para exterminar seu próprio povo.
​O próprio ex-sargento JM afirmou que o fardo que carregou durante todo este tempo…

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Aero Dili suspende voos para Oé-Cusse e Singapura – TATOLI Agência Noticiosa de Timor-Leste

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DÍLI, 12 de março de 2026 (TATOLI) — A Aero Dili vai suspender os voos para Oé-Cusse e Singapura a partir do dia 14, devido ao aumento dos preços dos combustíveis, provocado pela tensão no Médio Oriente, anunciou o Diretor-Executivo da empresa, Lourenço Oliveira. “As operações para Oé-Cusse serão suspensa, pois os preços dos combustíveis […]

Source: Aero Dili suspende voos para Oé-Cusse e Singapura – TATOLI Agência Noticiosa de Timor-Leste

Presidente timorense nomeia Natália Carrascalão representante permanente na CPLP

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O Presidente timorense, José Ramos-Horta, nomeou hoje a embaixadora Natália Carrascalão representante permanente de Timor-Leste na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo o decreto presidencial divulgado no Boletim Oficial.

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PREFÁCIO DE TIMOR-LESTE O DOSSIER SECRETO 1973-75

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3.10.3. O PREFÁCIO DE TIMOR-LESTE O DOSSIER SECRETO 1973-75

 

Durante décadas, fui correspondente estrangeiro, e paladino internacional pela causa de Timor em que ninguém acreditava. Era sistematicamente ridicularizado pela direção da LUSA por escrever demasiado sobre a “guerra perdida.” Arquei com consequências, a nível da sanidade mental, durante mais de 24 anos. Em 1999 publico o 1º volume da Trilogia “Timor-Leste: o dossier secreto 1973-1975”, na semana em que o ditador genocida Suharto faleceu (o maior cleptocrata em 32 anos acumulando 53 biliões de dólares). No seu prefácio escrevi:

“Este trabalho mostra a atitude lânguida dos colonizadores, os primeiros europeus a “descobrir” Timor e Austrália, que se descartaram da Austrália e preferiram Timor devido à madeira de sândalo. A expansão holandesa forçou-os a colonizar Timor e a “pacificar” a rebelde população. Este diário de acontecimentos, até à sangrenta anexação, pretende mostrar como Portugal lidou, incompetente e apressadamente, com a descolonização. Timor não estava preparado, nem os portugueses tiveram tempo e, os EUA, Austrália e Indonésia ansiosos para se verem livres do problema. Timor era atrasado, sem educação nem infraestruturas.

A Austrália competia pelo petróleo em plena crise energética de 1973, Portugal aprendia a democracia depois de 48 anos de ditadura, e tentava evitar a Guerra Civil.

Quando a descolonização se inicia, a administração introduz medidas aceleradas para a preparação de quadros com vista à futura passagem de poderes e autodeterminação, mas a Indonésia estava adiantada a falsificar a escrita, apoiada pela histeria anticomunista dos EUA, devido à queda de Saigão, à “Teoria do Dominó” de Kissinger e incentivada pela pragmática diplomacia petrolífera australiana.

Para Portugal, Timor é demasiado longe, pobre e pequeno para ter importância. Deficientemente preparados, os Timorenses esperavam, que o mundo escutasse os pedidos de S.O.S., depois da curta guerra civil e da declaração unilateral de independência, quando os abutres indonésios descem a pique, no mais abafado genocídio do século que ocorre fora dos olhos e ouvidos do mundo. A luta prossegue após a queda de Suharto.

Apesar dos duzentos mil mortos (um terço da população). Timor não era o Kuwait, ninguém escutava os apelos. Ao invés da invasão do Kuwait pelo Iraque (1990) EUA, Reino Unido e potências ocidentais não fizeram campanha contra a brutal agressão da Indonésia. Ninguém se importou então e poucos querem saber agora.

Esta é a razão principal da tese. Dedico-a à memória dos que lutaram de armas na mão, ou doutra forma, pelo direito do povo Maubere à autodeterminação, que com pleno direito têm tentado ao longo dos anos.

Este trabalho acompanha a bibliografia disponível para o período 1973-75: artigos de jornal, entrevistas, a minha vivência em Timor e vinte anos de pesquisas. As conclusões tornam-se óbvias ao adicionarmos os cabogramas secretos de países ocidentais. A tese pretende demonstrar que a enormemente desejada, independência não teria sido viável, mas é mais do que merecida.”

 

dezembro 1999

VECTOR – COMENTÁRIO DE J. CHRYSTELLO ESPANHA: ANO NOVO GOVERNO NOVO -parte2 A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 18 Jan 1974 J Chrystello 

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Source: VECTOR – COMENTÁRIO DE J. CHRYSTELLO ESPANHA: ANO NOVO GOVERNO NOVO – A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 18 Jan 1974

VECTOR – COMENTÁRIO DE J. CHRYSTELLO ESPANHA: ANO NOVO GOVERNO NOVO – A Voz de Timor (Dili, East Timor : 1970 – 1975) – 18 Jan 1974 J Chrystello

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