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acabo de ler isto:
José Sousa -TRADUÇÃO DO ARTIGO DA REVISTA “GATRA” PARA A LÍNGUA INDONÉSIA”. A Conspiração de Xanana Gusmão e Mahidin Simbolon. O lado sombrio do presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão.
Agitação tomou conta da redação, com a presença dum homem identificado pelas iniciais JM, que afirma ser um ex-soldado da Primeira Divisão da Companhia Brawijaya, ansioso por confessar que, devido à frustração e ao estresse acumulados ao longo de anos, não conseguia calar-se sobre o envolvimento em operações militares das ABRI/POLRI (TNI/POLRI) em Timor-Leste, entre 1994 e o final de 1996.
Os jornalistas da revista ficaram inicialmente confusos com o homem. No entanto, após alguns minutos, o ex-membro das ABRI começou a explicar seu envolvimento em operações de assassinato de várias figuras importantes do movimento pró-independência de Timor-Leste, ocorridas entre 1994 e 1996. Neste ponto, o correspondente da revista não ficou excessivamente surpreso com a informação, pois já era de conhecimento público que, em meados dos anos 90, a guerra em Timor-Leste estava sendo intensificada pelas ABRI/POLRI em várias bases da resistência guerrilheira — ou, como as ABRI designavam, GPK-Fretilin (Grupos Perturbadores da Segurança). Contudo, a história tornou-se muito diferente e chocante quando o ex-sargento JM (que solicitou o anonimato para proteger a segurança de sua família) detalhou documentos operacionais das ABRI relacionados à Frente Clandestina e às forças armadas de Timor-Leste.
O principal alvo dessa operação era o líder da organização da Frente Clandestina, à época liderada pelo comandante Keri Laran Sabalae. Um ponto extremamente interessante e sensacional é o dilema de uma operação militar que estava diretamente sob o comando do Coronel Mahidin Simbolon (patente de Simbolon à época), em cooperação com Xanana Gusmão, o “líder da resistência” timorense, que estava preso na Penitenciária de Cipinang, em Jacarta.
O ex-sargento JM afirmou que esteve presente em uma reunião com o Coronel M. Simbolon, realizada em uma sala da Penitenciária de Cipinang. O fundamento dessa reunião seria o desejo e a prontidão de Xanana Gusmão em “centralizar” grupos radicais numa única estrutura da resistência timorense que, segundo Xanana, poderiam ameaçar os esforços de uma “resistência serena” e de reconciliação com diversos grupos políticos timorenses, processo que estava sendo acelerado para unir o povo.
Por esse motivo, Xanana Gusmão estaria disposto a colaborar com o Cor. M. Simbolon para eliminar grupos radicais da “GPK Fretilin”, compostos por comandantes do movimento e seus seguidores, entre os quais Rodak Timur, Keri Laran Sabalae, David Alex, Konis Santana e Eli Fohorai Boot. Estes nomes constam nos anexos dos documentos da operação militar de 1994-96 apresentados pelo ex-sargento JM.
A essência da “cooperação” entre o lado de Xanana e M. Simbolon era o princípio do mutualismo: Simbolon alcançaria sucesso na sua carreira militar e Xanana ganharia mais flexibilidade para controlar o movimento de resistência que comandava a partir da prisão de Cipinang. Parece evidente que o presidente de Timor-Leste foi extremamente astuto ao proteger os interesses do grupo, eliminando os comandantes considerados desleais ou, mesmo leais, que priorizavam excessivamente a “via da violência” para atingir os objetivos nacionais. Ao observar os documentos e as fotos em poder de JM, é muito difícil duvidar da origem desta história. Esta é a versão oculta e o lado sombrio do “carisma” de Xanana, tão venerado por seu próprio povo: colaborar com o “inimigo” para exterminar o seu povo.
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DÍLI, 12 de março de 2026 (TATOLI) — A Aero Dili vai suspender os voos para Oé-Cusse e Singapura a partir do dia 14, devido ao aumento dos preços dos combustíveis, provocado pela tensão no Médio Oriente, anunciou o Diretor-Executivo da empresa, Lourenço Oliveira. “As operações para Oé-Cusse serão suspensa, pois os preços dos combustíveis […]
Source: Aero Dili suspende voos para Oé-Cusse e Singapura – TATOLI Agência Noticiosa de Timor-Leste
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O Presidente timorense, José Ramos-Horta, nomeou hoje a embaixadora Natália Carrascalão representante permanente de Timor-Leste na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo o decreto presidencial divulgado no Boletim Oficial.
Source: Presidente timorense nomeia Natália Carrascalão representante permanente na CPLP
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Durante décadas, fui correspondente estrangeiro, e paladino internacional pela causa de Timor em que ninguém acreditava. Era sistematicamente ridicularizado pela direção da LUSA por escrever demasiado sobre a “guerra perdida.” Arquei com consequências, a nível da sanidade mental, durante mais de 24 anos. Em 1999 publico o 1º volume da Trilogia “Timor-Leste: o dossier secreto 1973-1975”, na semana em que o ditador genocida Suharto faleceu (o maior cleptocrata em 32 anos acumulando 53 biliões de dólares). No seu prefácio escrevi:
“Este trabalho mostra a atitude lânguida dos colonizadores, os primeiros europeus a “descobrir” Timor e Austrália, que se descartaram da Austrália e preferiram Timor devido à madeira de sândalo. A expansão holandesa forçou-os a colonizar Timor e a “pacificar” a rebelde população. Este diário de acontecimentos, até à sangrenta anexação, pretende mostrar como Portugal lidou, incompetente e apressadamente, com a descolonização. Timor não estava preparado, nem os portugueses tiveram tempo e, os EUA, Austrália e Indonésia ansiosos para se verem livres do problema. Timor era atrasado, sem educação nem infraestruturas.
A Austrália competia pelo petróleo em plena crise energética de 1973, Portugal aprendia a democracia depois de 48 anos de ditadura, e tentava evitar a Guerra Civil.
Quando a descolonização se inicia, a administração introduz medidas aceleradas para a preparação de quadros com vista à futura passagem de poderes e autodeterminação, mas a Indonésia estava adiantada a falsificar a escrita, apoiada pela histeria anticomunista dos EUA, devido à queda de Saigão, à “Teoria do Dominó” de Kissinger e incentivada pela pragmática diplomacia petrolífera australiana.
Para Portugal, Timor é demasiado longe, pobre e pequeno para ter importância. Deficientemente preparados, os Timorenses esperavam, que o mundo escutasse os pedidos de S.O.S., depois da curta guerra civil e da declaração unilateral de independência, quando os abutres indonésios descem a pique, no mais abafado genocídio do século que ocorre fora dos olhos e ouvidos do mundo. A luta prossegue após a queda de Suharto.
Apesar dos duzentos mil mortos (um terço da população). Timor não era o Kuwait, ninguém escutava os apelos. Ao invés da invasão do Kuwait pelo Iraque (1990) EUA, Reino Unido e potências ocidentais não fizeram campanha contra a brutal agressão da Indonésia. Ninguém se importou então e poucos querem saber agora.
Esta é a razão principal da tese. Dedico-a à memória dos que lutaram de armas na mão, ou doutra forma, pelo direito do povo Maubere à autodeterminação, que com pleno direito têm tentado ao longo dos anos.
Este trabalho acompanha a bibliografia disponível para o período 1973-75: artigos de jornal, entrevistas, a minha vivência em Timor e vinte anos de pesquisas. As conclusões tornam-se óbvias ao adicionarmos os cabogramas secretos de países ocidentais. A tese pretende demonstrar que a enormemente desejada, independência não teria sido viável, mas é mais do que merecida.”
dezembro 1999


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Source: 25 Jan 1974 – VECTOR – Trove