mais um crime patrimonial

https://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=130726
O sítio arqueológico de Crestelos, em Mogadouro, foi alvo de escavações ao longo de dois anos, e, apesar de ser classificado como um sítio “raro” da idade do ferro, vai ficar submerso. O enchimento gradual da albufeira da barragem do Baixo Sabor está previsto para o início de 2014.
Barragem do Sabor vai inundar sítio “raro” da idade do ferro
rr.sapo.pt
O sítio de Crestelos, na freguesia de Meirinhos, revela vestígios de ocupação que começaram no século VII a. C. e que se estende pelo período romano até aos dias de hoje.
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lembrando Daniel de Sá

existem alguns textos sobre o Daniel de Sá que foram apresentados nos colóquios da lusofonia e que merecem ser conhecidos os quais estão há anos compilados no Suplemento 2 dos Cadernos Açorianos em
https://www.lusofonias.net/acorianidade/cadernos-acorianos-suplementos.html#

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isabel rei em a viagem dos argonautas

Para quem não conheça, recomendo ler os artigos de Isabel Rei Samartim no blogue «A viagem dos argonautas»:
http://aviagemdosargonautas.net/tag/isabel-rei/

aviagemdosargonautas.net

Posts about isabel rei written by Pedro Godinho
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LUÍS CARDOSO EM DILI PARA LANÇAR LIVRO

 

SEXTA-FEIRA, 22 DE NOVEMBRO DE 2013

Escritor timorense Luís Cardoso em Díli para lançar última obra

Luis Cardoso “Takas”

Díli, 22 nov (Lusa) – O escritor timorense Luís Cardoso chegou hoje a Díli para lançar, na segunda-feira no Arquivo e Museu da Resistência, o seu último livro, intitulado “O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação”.

A obra, segundo a sinopse disponibilizada na página na Internet da Sextante Editora, foi editada em 2012 e conta a história contemporânea de Timor-Leste através de três navios – o Arbiru, o Lusitânia Expresso e nau Vitória – e inclui todos os que participaram para a construção do país.

Luís Cardoso nasceu em 1959 em Cailaco e estudo em Díli no Liceu Francisco Machado, tendo depois seguido para Portugal para ingressar no Instituto Superior de Agronomia.

O autor, que viveu em Portugal durante a ocupação indonésia, também estudou direito e fez o mestrado em política do meio ambiente.

A sua obra literária inclui a Crónica de uma Travessia (1997), Olhos de Coruja, Olhos de Gato Bravo (2001), A Última Morte do Coronel Santiago (2003) e o Requiem para o Navegador Solitário (2006).

A cerimónia de lançamento do livro foi organizada pelo Arquivo e Museu da Resistência Timorense em conjunto com a secretaria de Estado da Arte e Cultura e a Presidência do Conselho de Ministros.

MSE // JCS

Lusa/fim

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Ramos Horta vai receber a Ordem da Austrália

 

PARABÉNS Sua Ex.cia Dr. Ramos-Horta.
Ramos-Horta condecorado pela Austrália.

Leia mais em:
http://noticias.sapo.tl/portugues/info/artigo/1350641.html

Ramos-Horta to receive Order of Australia
ramoshorta.com
Former East Timor president Jose Ramos-Horta will receive one of Australia’s highest honours, in recognition of his work strengthening diplomatic ties between the two countries. The now-special representative of the United Nations secretary-general is one of 13 foreigners named as recipie
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autonomia Açores

José Francisco Nunes Ventura

(Este artigo está para publicação no jornal A.O.)

A melancolia de uma data

Hoje acordei num estado de tristeza, o que há muito não me sucedia. Ponderando a razão que me levaria a tal, veio-me à memória a sua explicação. Estava no dia 17 de Novembro, trinta e oito anos passados sobre “a” manifestação do povo açoriano, no mesmo mês do ano de 1975, reforçando a razão do já manifestado a 6 de Junho daquele ano:
A reivindicação da nossa autodeterminação, da independência dos Açores.
Portugal passava por um momento crucial com a ameaça de uma ditadura de esquerda, a qual repudiava-mos (tal como uma igualmente indesejada ditadura de direita), defendida pelo partido comunista, esquerda anarquista radical e, o sector militar aos mesmos acoplados.
Avizinhava-se uma guerra civil. Para nós, a solução seria o corte radical com o Estado português, tornando-nos um país independente e democrático.
Não nos esqueçamos que, desde o 25 de Abril, nos Açores já pairava a ideia da independência, baseando-nos nos termos em que sempre fomos explorados “colonizados a coberto de um estatuto de ilhas adjacentes”, pelo poder centralista de Lisboa. Tal como os países nascidos da revolução dos cravos, mereciam também os Açores, a sua libertação no campo político, económico-financeiro e social, como país independente.
Há mais de 500 anos que estamos subjugados por Portugal em termos colonialistas, agravando-se nos últimos anos o abuso do poder instalado e o menosprezo pelas instituições próprias do “chamado” Governo dos Açores pelos autocratas, absolutistas portugueses que, se não aceitam a nossa autodeterminação, por alguma razão em especial é. Bruxo…
Em Setembro de 1975, são publicados os Princípios Programáticos da FLA, elaborado por um grupo de açorianos, destacando-se entre eles o Dr. José de Almeida e o Dr. Mota Amaral.
Encerra o citado documento, referindo que “para o seu completo entendimento e correcta aplicação, deverá ter-se em conta: “A) A FLA era um verdadeiro movimento de libertação nacional do povo açoriano; Que a independência correspondia ao desejo de afirmação nacional do povo açoriano e deveria ser alcançada fosse qual fosse a evolução da política verificada em Portugal; C) Ao emancipar-se o povo açoriano do jugo a que estava submetido por Portugal, a FLA lançava as bases para a completa erradicação nos Açores, de todas as formas de opressão e para a construção nestas ilhas de uma sociedade justa, onde cada homem possa realizar-se em liberdade.”
A manifestação marcada para aquele 17 de Novembro de 1975, promovida pelo PPDA, CDS e FLA, muito naturalmente já estaria imbuída do espírito dos Princípios Programáticos atrás referidos, pois se por um lado as palavras de ordem “sopradas” eram a favor da independência, por outro era anunciado no seio das forças organizadoras, que João Bosco Mota Amaral faria o discurso da independência unilateral dos Açores.
Com a consciência que grande parte – senão a maioria – dos militantes do PPDA eram activistas da FLA e que muitos se empenharam na organização da manifestação anunciada, seria a mesma o coroar do esforço emancipalista dos nossos antepassados de “oitocentos”. Refira-se que o primeiro manifesto separatista foi publicado em Ponta Delgada nos anos noventa do século 19, dando assim origem aos movimentos autonomistas.
Várias foram as peripécias, entre recuos e avanços sobre a realização da referida manifestação, tendo mesmo chegado a ser desmobilizada no dia imediatamente anterior, por força de militantes “ppds” empenhados em todo o processo. De referir que a manifestação não se cingiu apenas a São Miguel, tendo similares iniciativas ocorrido nas restantes ilhas, com particular relevo na Terceira e no Pico.
A multidão, a exemplo da Manifestação de 6 de Junho, foi tomando forma e volume, atingindo os vários milhares. Chegados ao destino – o Palácio da Conceição – onde os intervenientes mais mediáticos discutiriam os “entretantos” com os membros da Junta Regional dos Açores (presidida pelo General Altino de Magalhães) e levariam à tão desejada declaração da independência açoriana, verificamos que, depois de contactos estabelecidos com altas individualidades de Lisboa, João Bosco da Mota Amaral recua com o tão almejado discurso que todos esperavam… “Traição”? Se foi, não foi a única vez. Outra houve em Outubro de 1978.
No dia 17 de Novembro de 1975 deveriam ter repicado os sinos…
Naquele dia, os Açores foram traídos por aqueles que, acima do “seu” Território, puseram os seus interesses pessoais e a sua ambição política.
Foi por isso que acordei melancólico neste dia 17 de Novembro de 2013. Restando fazer parte do que agora chamamos por “estado de espírito” vivido pelos independentistas açorianos que até ao dia da Verdade, entoam o refrão da Canção Heróica que nos chega da Terceira:

Sou pássaro sou livre quero andar
Deixem-me estas asas p’ra voar…

José Ventura

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