A TERCEIRA ESTA NOITE NA RTP AÇORES

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Não há orçamento para os Dire Straits

“So far way from me”, a ironia de ser esta a canção quando regresso a casa. É um mistério – como o da civilização que terá habitado estas ilhas muito antes do Infante D. Henrique ter sequer orquestrado a sua visão – mas de cada vez que estou nas ilhas ouço Dire Straits. Sempre de forma espontânea, a tocar algures. Seja a sair das colunas dum bar, como background numa cena de filme ou série intercalada num zapping avulso em casa dos pais, ou num Play místico duma das muitas rádios açorianas. É o caso de “So far way”, cortesia do Rádio Clube de Angra, enquanto conduzo a carrinha da nossa equipa em direcção à Quinta dos Açores, de cuja varanda vamos posicionar a lente que melhor captura o sol total deste dia.
“Romeo & Juliet” podia enquadrar a conversa paralela, nas 5 Ribeiras, entre a comunicadora Tatiana Ourique e o empreendedor André Leonardo; “Sultans of Swing” ficava bem no treino que os compinchas Nuno e Luís tiveram em plena Fonte do Bastardo com os espantosos atletas de volley locais; “Private Investigations” serviria na mouche Félix Rodrigues e os vestígios arqueológicos que espantam (na Grota do Medo e não só); “Walk of Life” enquanto se desce ao Algar do Carvão; “Brothers in Arms” como hino deste grupo de aventureiros munidos de 3 câmaras, drone, jogo de lentes, tripés, luzes, microfones, pilhas, papéis e a chave duma carrinha; “Private Dancer” para uma qualquer das muitas noites de folia terceirense; mas não há orçamento para os direitos de autor dos Dire Straits, portanto “Money for Nothing” e fecha-se o círculo com nova ironia doce.
Sem problema. Flávio Cristóvam, nascido e criado no Rochedo da Salvação, é o autor da banda sonora da série e este casamento perfeito merece o enquadramento harmonioso do músico a tocar na Serretinha, acompanhado nos backing vocals por dois carismáticos ilhéus. Jorge Forjaz leva os dois amigos a entender as raízes dos seus próprios nomes e a recordar a gema pura que foi o “Breviário Açoriano”. Luís Godinho, fotógrafo devorador de prémios, capta-nos enquanto mantemos um restinho de juventude e, junto ao monumento da Memória, damos por nós a lembrar as coisas mais absurdas.
O episódio na terra-natal tem argumento de Alexandre Borges, meu irmão, e homenagem a Mário Cabral – poeta, filósofo, nosso antigo professor. Tem Queijo Vaquinha e jogo da Marralhinha, bom tempo e sotaque, pormenores de História e a música de Luís e Maria Bettencourt, pai e filha, sentinelas do Atlântico com um pé em cada margem. E quem me dera tivesse bailinho de Carnaval, uma missão a bordo dum carro de rally, tourada à corda.
Penso em todos os amigos de infância e em como 90% deles regressaram a casa, o apelo telúrico da ilha muitas vezes mais pungente do que as perspectivas profissionais com que a capital acenava. Dedico-lhes também – e ao tempo em que o futuro e as angústias adultas não passavam de estações longínquas – os 55 minutos de hoje.
Não há música dos “Dire Straits” mas tentámos todos tocar guitarra como o Mark Knopfler.

3º ep. – ilha Terceira, “O Rochedo da Salvação”
20h45, hora açoriana, + 1 no Continente
RTP Açores, canais:
189 NOS
160 MEO
185 Vodafone
28 Cabovisão
Disponível a partir de amanhã na RTP Play
Transmissão em simultâneo no FB da RTP-Açores
#MalAmanhados #OsNovosCorsáriosdasIlhas #RTPAçores

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JAZZ DAY: Guitarist Stephane Wrembel Plays Music Inspired By Jazz Great Django Reinhardt : NPR

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Before the coronavirus outbreak, Wrembel visited the Fresh Air studio to talk about his musical influences and to play, with his trio, songs from his new album, Django L’Impressionniste.

Source: Guitarist Stephane Wrembel Plays Music Inspired By Jazz Great Django Reinhardt : NPR

prestem atenção ao Japão: “Estou arrependido. Não devíamos ter levantado o estado de emergência” | TVI24

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Ilha japonesa de Hokkaido está a ser atingida por uma segunda vaga de novas infeções provocadas pelo novo coronavírus

Source: “Estou arrependido. Não devíamos ter levantado o estado de emergência” | TVI24

tudo o que o governo disse sobre o novo regime de abertura

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*** ESPECIAL INFORMAÇÃO AÇORES ***

Por serem extensas as orientações governamentais açorianas sobre a abertura gradual, por grupo de ilhas, a partir de 4 de Maio, contidas em mais de 40 folhas, a melhor maneira de divulgar as orientações e decisões é partilhar convosco o vídeo da RTP Açores, ouvindo-se o Dr. Vasco Cordeiro.

Víctor Alves hosted a watch party.

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REPLAY
-1:09:36
HD

WATCH PARTY
Especial Informação: Conferência de imprensa do Governo Regional dos Açores | em direto | RTP Açores
RTP Açores

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Ilhas das Flores, Corvo e Santa Maria passam de contingência a alerta – Jornal Açores 9

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As Flores, o Corvo e Santa Maria, ilhas sem casos de covid-19 desde o começo da pandemia, passarão na segunda-feira

Source: Ilhas das Flores, Corvo e Santa Maria passam de contingência a alerta – Jornal Açores 9

Faial, Pico, São Jorge e Terceira continuam em estado de contingência, mas estabelecimentos comerciais e industriais abrem – Rádio Atlântida

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As ilhas do Faial, Pico, São Jorge e Terceira vão […]

Source: Faial, Pico, São Jorge e Terceira continuam em estado de contingência, mas estabelecimentos comerciais e industriais abrem – Rádio Atlântida

rtp açores não percam hoje o 3º episódio

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Passará hoje (30/4/2020) pelas 20:47H (hora dos Açores) na RTP-Açores e 21:47H, hora do Continente e Madeira, mas no canal 189 da NOS, o episódio referente à Ilha Terceira, onde participo. Trata-se da série televisiva “Mal-amanhados – Os Novos Corsários das Ilhas” um projeto de Luís Filipe Borges e Nuno Costa Santos.
O primeiro episódio foi sobre a ilha do Pico e o segundo sobre a ilha do Faial.
Passando por cima da redundância, o terceiro será sobre a Terceira.

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quarentena mantém.se nos açores

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Fico mais descansado por saber que a obrigatoriedade de cumprimento de quarentena em unidade hoteleira irá manter-se para todos os que viajam para os Açores. Sendo que no caso dos residentes, os custos serão suportados pelo Governo dos Açores, no caso dos não residentes, serão os próprios a pagar. Flores, Corvo e Santa Maria vão passar para estado de alerta a partir de 4 de Maio. Estamos indo bem.

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apoio ao lay off

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A propósito do lay-off solicitado por alguns sacerdotes diocesanos dos Açores e do Porto, encontrei hoje esta análise jurídica à legislação em vigor que me parece ter pouco ou nada a ver com o estatuto do clero.
Deixo à consideração dos trabalhadores interessados para que possam confirmar a sua situação com o estatuto do lay-off.
VMEDIDA EXTRAORDINÁRIA DE APOIO

À MANUTENÇÃO DOS CONTRATOS DE TRABALHO

(LAY-OFF SIMPLIFICADO)

Perguntas Frequentes

O que é o lay-off simplificado?

O denominado lay-off simplificado é uma medida extraordinária, aprovada pelo Governo, de forma a apoiar a manutenção de postos de trabalho e a mitigar as situações de crise empresarial resultantes da pandemia da covid-19, e que permite aos empregadores, de forma unilateral, suspender os contratos de trabalho ou reduzir os períodos normais de trabalho dos seus trabalhadores, mediante pagamento de uma compensação retributiva comparticipada em forma de apoio financeiro, por trabalhador.

A minha empresa vai entrar em lay-off. Que modificações pode sofrer o meu contrato de trabalho?

Se for um dos trabalhadores da empresa abrangido pelo lay-off, das duas uma: ou a sua prestação de trabalho vai ser totalmente suspensa (suspensão do contrato de trabalho), mantendo-se apenas os deveres e as obrigações resultantes do contrato que não estejam diretamente relacionados com a prestação de atividade; ou vai sofrer uma redução diária e/ou semanal do período normal de trabalho (redução do período normal de trabalho) situação em que o trabalhador continua a prestar a sua atividade nos exatos termos em que o vinha fazendo mas por meio de um período normal de trabalho reduzido.

Na situação de redução do período normal de trabalho, o trabalhador fica obrigado a cumprir todas as regras de execução e organização do tempo de trabalho durante o novo e reduzido período de trabalho, podendo, por isso, ficar obrigado a prestar trabalho noturno, em dia feriado ou por turnos, entre outras, nos exatos termos em que já podia ou vinha prestando a sua atividade.

Em que circunstâncias pode a minha entidade empregadora colocar-me em regime de lay-off simplificado?

A empresa terá, necessariamente, de se encontrar numa situação de “crise empresarial”, prevista no n.º 1 do art.º 3.º do DL n.º 10-G/2020, de 26 de março, preenchendo obrigatoriamente, pelo menos, um dos seguintes requisitos:

Encerramento total ou parcial da empresa ou estabelecimento motivado por decreto do Governo/determinação legislativa ou administrativa e abrangendo os trabalhadores a estes diretamente afetos;
Paragem total ou parcial da empresa ou estabelecimento que resulte da interrupção das cadeias de abastecimento globais, ou suspensão ou cancelamento de encomendas, na ordem dos 40% da sua capacidade de produção ou ocupação, no mês seguinte ao do pedido de apoio;
Quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40% na faturação no período de 30 dias anterior à apresentação do pedido junto dos serviços da Segurança Social.

Qual o procedimento que a empresa está obrigada a adotar se quiser colocar alguns (ou todos) os trabalhadores em lay-off simplificado?

A entidade empregadora está obrigada a comunicar o lay-off a cada um dos trabalhadores abrangidos, ouvidos os delegados sindicais e a comissão de trabalhadores, quando existam.

Essa comunicação tem de ser feita por escrito (carta ou email), tem de referir a medida a adotar – suspensão ou redução do período normal de trabalho (neste caso indicando o período de trabalho a prestar) – e a duração previsível do lay-off (data de início e fim).

O regime legal do lay-off simplificado não estipula qualquer período de antecedência com que a comunicação deve ser efetuada – no entanto, trata-se de uma declaração recetícia, o que significa que só pode produzir efeitos a partir do momento em que chega ao conhecimento do trabalhador.

O lay-off simplificado tem de abranger todos os trabalhadores da empresa?

Não. A empresa pode colocar só uma parte dos trabalhadores em lay-off, podendo optar pela suspensão da atividade de uns trabalhadores, reduzir o tempo normal de trabalho de outros e manter os restantes a prestar atividade normalmente sem estarem abrangidos pelo lay-off.

Existem critérios legais de seleção dos trabalhadores abrangidos?

Não. A lei não estabelece quaisquer critérios de seleção dos trabalhadores. Assim, compete ao empregador escolher os trabalhadores que serão abrangidos pelo lay-off.

Qual o limite máximo de duração do lay-off?

O lay–off simplificado passou a poder ser adotado pelas empresas a partir do dia 16 de março de 2020 e tem a duração máxima de um mês, podendo ser, excecionalmente, prorrogável mensalmente, por igual período, até ao máximo de três meses. Tem como data limite 30 de junho de 2020, nos termos do decreto-lei que aprovou a medida, o qual prevê, no entanto, a possibilidade de prorrogação por mais três meses, em função da evolução das consequências económicas e sociais da covid-19.

Qual o valor da minha remuneração durante o lay-off?

No caso da suspensão do contrato de trabalho, o trabalhador tem direito a uma compensação retributiva de valor correspondente a 2/3 da retribuição normal ilíquida, com um limite mínimo de 635,00 Eur (RMMG*) e um máximo de 1.905,00 Eur (3x RMMG).

No caso de o trabalhador se manter a trabalhar com redução do período normal de trabalho, este tem direito a receber:

Retribuição calculada na proporção do número de horas trabalhadas;
Compensação de valor equivalente à diferença entre a remuneração auferida por trabalho prestado (na empresa ou fora dela) e 2/3 da retribuição normal ilíquida do trabalho, com um limite mínimo de 635,00 Eur e um máximo de 1.905,00 Eur.

É de salientar que, no caso de o trabalhador receber uma retribuição por trabalho prestado superior a 1.905,00 Eur (3x RMMG), não há lugar ao pagamento de qualquer compensação retributiva, porque se atingiu o limite máximo do valor previsto para esta.

Quais as parcelas retributivas que entram para o cálculo da compensação retributiva?

O cálculo da compensação retributiva é feito tendo por base todas as quantias auferidas pelo trabalhador com natureza retributiva, seja qual for a sua modalidade (certa ou variável), desde que tenham carácter regular e constituam uma contrapartida do trabalho prestado ou do modo específico da execução de trabalho (ex. subsídio de isenção de horário de trabalho (IHT), subsídios de chefia ou coordenação, subsídio de trabalho por turnos, comissões).

O lay-off altera o valor e/ou a forma de pagamento do subsídio de férias e de Natal?

Não. Quer o subsídio de férias, quer o subsídio de Natal deverão ser pagos por inteiro pela entidade empregadora.

Segundo o disposto no Código do Trabalho, salvo acordo escrito em contrário, o subsídio de férias deverá ser pago pela entidade empregadora antes do início do período de férias e proporcionalmente em caso de gozo interpolado de férias.

Já o subsídio de Natal tem, obrigatoriamente, que ser pago pela entidade patronal até ao dia 15 de dezembro de cada ano.

E no caso de receber o subsídio de férias ou de Natal em duodécimos? Continuam a ser pagos? Por quem?

Sim. O trabalhador mantém o direito ao recebimento dos duodécimos, continuando estes a serem pagos pela entidade empregadora.

Pode a minha entidade empregadora colocar-me a exercer funções não compreendidas no meu contrato de trabalho?

Sim. Estamos perante uma medida excecional que pressupõe a manutenção dos contratos de trabalho, pelo que o empregador pode, quando o interesse da empresa o exige, nomeadamente se orientado para a viabilidade da mesma, encarregar o trabalhador de exercer, a título temporário, funções não compreendidas no contrato de trabalho, desde que tal não implique uma modificação substancial da sua posição na empresa e que o objetivo seja garantir a viabilidade da empresa.

Tenho direito ao subsídio de alimentação durante o lay-off?

Depende. O subsídio de alimentação, em regra, é devido por cada dia de trabalho efetivamente prestado. Assim, o trabalhador que esteja em regime de suspensão do contrato de trabalho não tem direito ao subsídio de alimentação; já o trabalhador em regime de redução do período normal de trabalho terá direito ao subsídio de alimentação. Neste caso, o trabalhador terá direito ao valor previsto no IRCT (instrumento de regulamentação coletiva de trabalho) ou praticado na empresa, se for mais favorável, exceto quando o período de trabalho diário for inferior a 5 horas, caso em que o respetivo valor é calculado em proporção do respetivo período normal de trabalho semanal.

O empregador pode chamar-me dois ou três dias para trabalhar, se estiver em lay-off? O que recebo durante esses dias?

Sim. O empregador pode, caso precise, interromper o lay-off de um trabalhador por alguns dias. Contudo, terá de comunicar esta alteração à Segurança Social.

Nos períodos em que se encontre a trabalhar normalmente e, portanto, excluído do regime do lay-off, o trabalhador tem direito à remuneração e a todas as outras prestações retributivas nos termos habituais, auferindo o valor normal por cada dia de trabalho realizado, incluindo subsídio de alimentação se tiver direito ao mesmo.

Posso ser abrangido pelo lay-off estando de baixa médica?

Não. Um trabalhador que está incapacitado temporariamente para trabalhar por motivo de doença não pode ser abrangido pelo lay-off, na medida em que não pode ser dispensado de uma obrigação que já não tinha.

Pode, no entanto, acontecer que, verificando o empregador que o período de baixa médica termina durante o período de lay-off, o empregador decida incluir esse trabalhador na sua comunicação de lay-off, que, em princípio, será feita por períodos de um mês, sendo que, nesse caso, o trabalhador só ficará em regime de lay-off quando a sua baixa terminar.

Tenho de trabalhar nos feriados?

Depende. O trabalhador que esteja em redução do período normal de trabalho (por exemplo a prestar três dias de trabalho por semana, em vez dos cinco habituais ) nos dias em que presta atividade está obrigado às mesmas regras de organização do tempo de trabalho; logo, se já era obrigado a prestar trabalho aos feriados, vai continuar a ter de o fazer se um desses três dias for um feriado.

Da mesma forma, terá de continuar a prestar trabalho noturno, a praticar turnos ou outras formas de organização do tempo de trabalho, sempre que as mesmas sejam admissíveis nos termos gerais.

violência na atalhada, açores

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Grupo violento lançou terror na Atalhada feriu jovem de 19 anos e danificou viatura
Pouco passava das 21h00 quando, ao início da noite de anteontem, começavam os desacatos naquela que costuma ser uma localidade sossegada e segura para os seus moradores mas que, por diversas vezes, tiveram que apelar à intervenção da Polícia de Segurança Pública que ali acabou por chegar em dois momentos distintos, com recurso a uma carrinha de intervenção policial e vários elementos. Dessa noite violenta resultou um ferido, um jovem com 19 anos de idade, que segundo confirmou o gabinete de comunicação do Hospital do Divino Espírito Santo “foi admitido durante a madrugada no Serviço de Urgência do HDES, vítima de agressão”. No entanto, adianta a mesma fonte, “depois de ser observado e depois de se ter efectuado os devidos exames de diagnóstico”, o jovem acabou por ter alta hospitalar. Tudo começou, de acordo com testemunhas oculares aos actos de violência desde o seu início, com uma luta entre um grupo jovens do sexo masculino no asfalto, nada incomodados com os carros que – embora poucos – iam passando. Apesar de curta, a primeira luta parecia ter terminado, quando dois dos rapazes seguiram numa acelera, afastando-se assim do local em direcção ao centro da freguesia de Nossa Senhora do Rosário. No entanto, em menos de 20 minutos, o grupo composto desta vez por homens e mulheres regressava à Atalhada, em pelo menos três veículos diferentes e apressadamente estacionados no meio da rua, proferindo ameaças em voz alta, dirigidas a algum morador das redondezas com o qual desejavam falar pessoalmente. Desta vez, para além de numerosos, os envolvidos faziam-se acompanhar por objectos contundentes e, também, por um cão que,
presumivelmente, seria utilizado nos confrontos que pretendiam levar a cabo, o que chamou a atenção dos moradores que depressa começaram a chamar a polícia, prevendo o desfecho que poderia estar em causa. Minutos mais tarde voltavam a escapar, apenas para regressar de novo ao mesmo sítio – um parque de estacionamento localizado à beira da estrada regional – gritando ameaças e exigindo a presença de um indivíduo em específico, contaram as mesmas testemunhas. Foi neste momento que a Polícia de Segurança Pública fez o primeiro aparecimento, numa carrinha de intervenção, levando a que alguns destes jovens conseguissem fugir sem levantar suspeitas. Tendo em conta que ninguém foi apanhado em flagrante delito, a PSP incentivou os jovens a dirigirem-se à esquadra para apresentarem queixa formal em relação à origem do problema, apelando à não violência. Porém, este grupo deixou claro por várias vezes que não queria apresentar queixa e que “se não o fizessem hoje” iriam conseguir fazer o que queriam “noutro dia qualquer”, ouviram testemunhas. Entretanto, tudo parecia estar resolvido. Porém, por volta das 00h10 alguns moradores da Atalhada foram novamente apanhados desprevenidos pelos altos gritos provenientes do mesmo parque de estacionamento, onde foi possível avistar o mesmo grupo de jovens munidos de objectos contundentes e desta vez envolvidos num cenário de pancadaria, que tão depressa acabou como começou. Neste último confronto, ao qual a Polícia de Segurança Pública chegou uma segunda vez, depois de tudo ter terminado, desta vez com mais elementos e todos prontos para intervir nos desacatos, resultaram danos numa viatura ligeira, nomeadamente vidros partidos, e um ferido que, ao que tudo indica, num primeiro momento terá chegado a perder os sentidos. Os familiares da vítima, um jovem de 19 anos de idade, foram os primeiros a chamar o 112, tendo a ambulância e a viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV) chegado ao local por volta das 00h30, pouco depois da PSP, seguindo para o Hospital do Divino Espírito Santo às 00h50. O Correio dos Açores contactou a PSP no sentido de entender melhor os contornos desta história, mas não foram dados mais detalhes até ao fecho desta edição, nomeadamente em relação a possíveis detenções que tenham ocorrido em sequência do pânico e dos danos que causaram. Joana Medeiros IN correio dos Açores
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