catástrofe em Itália

»Tempestades fortes trouxeram picos devastadores de marés para as margens da Itália…«

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Destructivas #Marea🌊 están causando un desastre en la costa de #Italia 🇮🇹️#Genova #Liguria y #Rapallo #videos #storm #cambioClimatico 30/10

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Ana Monteiro · Perdidos no verdadeiro Halloween

Ana Monteiro
56 mins ·
Perdidos no verdadeiro Halloween

Há uns bons anos passou na televisão uma série que me manteve “colada” ao ecrã durante várias temporadas. Isto na era pré-gravações automáticas em que não existia um botão que permitia “viajar” facilmente pelos últimos 7 dias.
A série “Lost” (Perdidos) girava à volta de um grupo de sobreviventes de um acidente de aviação que se encontravam numa ilha repleta de experiências enigmáticas. Uma delas, uma Escotilha, onde um morador solitário seguia escrupulosamente um protocolo que consistia em digitar uma sequência de números a cada 108 minutos e carregar um botão (“A partir do momento que o alarme soa, vocês têm 4 minutos para digitar o código ou algo de terrível acontecerá”; nem eles – nem os espectadores – fazem ideia do que poderá acontecer, mas decidem acreditar e seguir as instruções. Fazem turnos e, sem falta, continuam a carregar o botão que pode manter a ordem das coisas).
Ontem, ao ler o “Living Planet Report 2018” da WWF lembrei-me do tal “botão” do Lost, não no sentido em como bons selvagens podem ser condicionados a um novo comportamento mas no conforto que é haver um mecanismo que faz mover o mundo de forma infalível. Esse mecanismo chama-se Natureza.
Segundo o relatório ontem anunciado, as populações mundiais de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis diminuíram 60% (soletrem devagar: s-e-s-s-e-n-t-a por cento) entre 1970 e 2014.
Nas zonas tropicais da América do Sul e Central, as perdas chegam aos 89%.
Estes números deveriam fazer soar todos os alarmes da Terra. Imaginei que hoje, ao ligar a televisão, todos os canais estariam a noticiar tamanha catástrofe; estava convicta de que nas capas dos jornais de hoje aparecesse um 60% em letras garrafais e berrantes como nos dias em que o Benfica vence o Futebol Clube do Porto. Esperei discursos políticos e a criação de um sindicato do Ambiente. Imaginei que as publicações do relatório nas redes sociais teriam mais “likes” do que uma foto de um prato de chicharros.
Eu estava claramente errada. Este mau presságio não abalou, nem um centímetro que fosse, a trajectória fútil da humanidade.
60% às tantas não é assim tanto. Certamente fui eu que me tornei pessimista.
Imaginemos então que 60% da nossa família é exterminada ou 60% dos nossos colegas de trabalho ou da nossa equipa de futebol. Ou 60% dos vizinhos da nossa rua. Ou 60% de todas as nossas opções consumistas – da cerveja ao telemóvel.
Imaginemos agora que 60% de toda a Humanidade se extingue e os 40% que sobram têm de manter a “máquina” a funcionar de forma mais ou menos digna. Precisamos de alguém que cultive alimentos, de alguém que saiba fazer pão pão, de professores que eduquem as nossas crianças, de médicos que nos diagnostiquem e nos curem algumas doenças. Com apenas 40% não poderemos exigir muitas especialidades; teremos de nos contentar com generalistas e esperar que consigam fazer o melhor que puderem.
Os ecossistemas encontram-se assim amputados em 60% das suas capacidades, muitas delas desconhecidas para nós mas todas elas importantes para a nossa sobrevivência e para a sobrevivência do Planeta.
Por exemplo, um terço da produção alimentar mundial depende de polinização – por 20 mil espécies de abelhas, centenas de outros insectos e até mesmo de vertebrados como alguns pássaros e morcegos. Todas estas espécies se encontram em risco de extinção.
A Natureza é portanto o “botão” que mantém o equilíbrio do Planeta e da Vida (esta parece uma frase destinada a crianças do primeiro ano, mas não estou certa de que todos tenham assimilado esta ideia).
A culpa do extermínio destes 60% é nossa. De todos nós e do nosso consumismo desenfreado: agricultura intensiva, degradação dos solos, sobrepesca, desperdício de alimentos, alterações climáticas, todas as formas de poluição, sobre exploração de recursos naturais e energia, etc, etc, etc.
A culpa desta aniquilação em massa é também fruto da nossa crescente visão descartável de tudo o que nos rodeia e da nossa facilidade em desculpar a irresponsabilidade ambiental das pessoas e instituições.
Quando ouço responsáveis políticos apregoarem medidas que aumentam o conforto das pessoas penso se a palavra “conforto” também não estará em vias de extinção. Não me parece que nada de “confortável” possa advir do encurtamento ou desaparecimento de ecossistemas.
Não será também “confortável” ter um discurso radical ou disseminar o pânico generalizado mas creio que a fase das mezinhas e dos paninhos quentes já passou. Precisamos de medidas urgentes e concretas, de pactos de governação a longo prazo que incluam todos os quadrantes políticos.
Este é o maior desafio da Humanidade e está a passar-nos ao lado. Se não despertarmos para uma nova forma de consciência, espera-nos uma eterna noite de Halloween com muitos mortos-vivos, bruxas mercenárias de recursos, vampiragem e outras estranhezas.
O ser humano não consegue substituir-se ao “botão” que mantém a ordem das coisas nem possui um comando de um qualquer equipamento “Smart” que permita recuar no tempo e recuperar todos os anos de destruição infligida à Natureza. Mas o ser humano pode reaprender e encontrar-se.

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a contaminação na Ilha Terceira

Partilha-se notícia do jornal Diário Insular de ontem, com o título: “Reportagem lançada a nível nacional confirma radiação artificial na Terceira”.
A TVI lançou, no passado fim-de-semana, duas reportagens que se debruçam sobre a possibilidade de contaminação radioativa na Terceira, em consequência do armazenamento de armas nucleares pelas forças norte-americanas estacionadas na Base das Lajes.
Na última das reportagens emitida pela cadeia de televisão são apresentados os resultados de análises a amostras de solo retiradas da zona Pico Careca. Os testes foram feitos por um laboratório francês independente, o CRIIRAD.
“Vocês enviaram-nos duas amostras de solo, que foram recolhidas perto do Pico Careca e observamos nessas duas amostras uma contaminação por elementos radioativos artificiais; Césio 137 e, numa das amostras, Amerício, que indica provavelmente a presença de plutónio. Esses níveis de contaminação não são muito importantes, mas são anormais”, afirma Bruno Chareyron, diretor do laboratório CRIIRAD.
Duas amostras de água recolhidas em locais muito próximos da base nada revelaram de anormal.
A matéria já foi motivo de um estudo encomendado pelo Governo Regional ao Instituto Superior Técnico (IST), depois de ter estalado a polémica sobre esta possível contaminação.
No dia 18 deste mês, DI noticiou as conclusões do relatório do Laboratório de Proteção e Segurança Radiológica do IST da Universidade de Lisboa que indica que o nível de radioatividade natural e artificial existente na Terceira está, em termos gerais, abaixo dos valores máximos previstos na legislação nacional.
O relatório atribui a presença de alguma radiação artificial aos acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima e também aos testes nucleares efetuados na Guerra Fria pelos EUA, União Soviética e China, cujas consequências se propagaram pelo globo.

O passado nuclear das Lajes

A face nuclear da Base das Lajes já foi explorada em vários artigos publicados pelo Diário Insular. O trabalho da TVI explora agora este papel das Lajes como possível ponto de armazenamento de armas nucleares. Durante a Guerra Fria, a Marinha norte-americana mantinha na ilha paióis destinados a guardar bombas e torpedos, que seriam utilizados contra os submarinos soviéticos caso estalasse um conflito.
É citado pela TVI, Mário Terra, ex-funcionário da Base das Lajes. “O meu pai sempre me disse: Os americanos guardam armas nucleares aqui na Base das Lajes”, recordou.
A denúncia da possível contaminação tem partido sobretudo do antigo funcionário da secção de Ambiente das Lajes, Orlando Lima, que garantiu ter-se deparado, nos finais dos anos 90, quando ainda trabalhava na base, com uma situação em que a chefe estava em pânico, depois de terem sido feitas análises ao solo do Cabrito. “Estás a falar de metais pesados radioativos, perguntei. A senhora respondeu-me que isso estava muito acima do seu ´nível de pagamento’ e que não podia comentar”, relatou
Em 2017, Orlando Lima recorreu a um contador Geiger para demonstrar que havia presença de radioatividade no Cabrito.
Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, que acompanhou esse esforço, comentou sobre o assunto: “Há nuclídeos que aqui estão que ultrapassam as explicações normais de fallout radioativo”.
Uma fonte anónima referiu a existência na base militar de uma equipa chamada EOD-Explosive Ordnance Disposal que englobava outra equipa “mais secreta”.
“Nessa, atuavam pessoas de diversos esquadrões, num número máximo de meia-dúzia de pessoas, talvez e essa (equipa) só respondia a uma situação muito grave, em caso de radioatividade ou de alguma fuga radioativa”, contou essa fonte ao canal de TV.
A imagem é da reportagem da TVI.

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Comments
Ana Mendonça Será novidade para algum terceirense? Sempre o maior cego é o que não quer ver

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Paula Alexandra Rosa Confirmadas as suspeitas que muitos terceirenses já desconfiavam
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Isabel Mendonça Porque será que só agora é que se preocupam com “essas coisas”?
Enquanto alguém recebia Dólares americanas, esfregavam as mãozinhas e guardavam no bolso, refiro-me a entidades públicas e particulares…
Foi preciso os americanos virarem as costas?See More
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Joao Diniz replied2 Replies1 hr
Fernando Fausto Silva Cristóvam Cheira a ciúme de quem recebeu. Cheira a que se tivesse recebido e estivesse em causa o sustento da família teria calado seguramente. Cheira, não se quer que falem porque incomoda a politica, o Turismo. Cheira que a velha frase é mera conversa “maisSee More

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David Carvalho Devagar devagarinho eles vão aceitar a verdade!

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Joao Cabral Já estou a imaginar o Governo Regional a processar, levando a tribunal a TVI, por divulgar os resultados da sua investigação, alegando difamação de caráter público de um paraíso, em que claramente, segundo os mesmos, nada disso aconteceu …

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Porte de arma, Previdência, mentira: as declarações de Bolsonaro analisadas

Carlos Fino and 2 others shared a link.
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Presidente eleito deu bateria de cinco entrevistas às TVs nesta segunda e disse que buscará aprovar reforma da Previdência ainda neste ano. EL PAÍS analisa as principais declarações
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mundo cão: diplomaTa morde GNR

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Uma diplomata sul-africana de 60 anos, colocada na embaixada deste país em Lisboa, atacou um cabo da GNR no posto fiscal do Aeroporto Humberto Delgado, na capital.
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Bolsonaristas soltam primeira lista negra com mais de 700 inimigos – Nocaute

Entre os listados estão o editor do Nocaute, o jornalista e escritor Fernando Morais, o médico Dráuzio Varella, os cantores Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, e as atrizes Camila Pitanga e Patricia Pilar.

Source: Bolsonaristas soltam primeira lista negra com mais de 700 inimigos – Nocaute

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