Saltar para o conteúdo primário
Saltar para o conteúdo secundário

blogue.lusofonias.net

blogue de tudo e nada para mentes pensantes

blogue.lusofonias.net

Menu principal

  • Início
  • AICL a Mesa março 2026
  • AICL a ficha de inscrição para associados
  • AICL Biodados dos Patronos set 2026
  • AICL BOAS-VINDAS aos sócios
  • AICL Comissão Científica 2025
  • AICL Comissão Executiva 2025
  • AICL Declaração de princípios e objetivos
  • AICL Declaração de utilidade pública
  • AICL Estatutos e regulamento interno atualizado 2023
  • AICL Historial atualizado 2026
  • AICL instruções de publicação (sinopses, atas, etc) 2026
  • AICL lista de autores açorianos, açorianizados, etc.,presentes 2001-2025
  • AICL lista de FUNDADORES e Sócios Ordinários jan 2026
  • AICL LISTA ISBN ISSN
  • AICL SÓCIOS E OBRAS NO PRL PLANO REGIONAL DE LEITURA2024
  • apoios AICL 2001-2026
  • lista de Protocolos. AICL 2001-2026
  • Política de privacidade

Arquivo mensal: Junho 2013

Navegação de artigos

← Artigos mais antigos

primeiro livro impresso em Portugal era judaico

Publicado a 30/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 5

 

O primeiro livro impresso em Portugal veio do prelo de Samuel Gacon, editor judeu, operador da primeira oficina tipográfica em solo português, situada em Faro. O ano foi 1487, a obra o Pentateuco.

http://tipografos.net/historia/gacon.html

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

TIMOR LESTE SOB FOGO 1999 (o filme)

Publicado a 29/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 6

 

Timor Leste Debaixo de Fogo
https://www.youtube.com/watch?v=RBiBXGfS6K8

 

Em 1999 a Indonésia aceitou a realização de um referendo sobre o futuro de Timor-Leste, uma antiga colónia portuguesa que tinha ocupado em 1975.
https://www.youtube.com/watch?v=RBiBXGfS6K8

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

BALIBÓ, o filme (Timor)

Publicado a 29/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 4

este filme está também em

 

BALIBÓ – THE MOVIE

https://www.lusofonias.net/timor-film/579-balibo-o-filme.html
Em 1975, a pequena nação de Timor-Leste declarou a independência depois de 400 anos de domínio colonial português. Nove dias depois, a

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

fósseis Açores(aves) SÉRGIO ÁVILA

Publicado a 28/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 2

Sérgio Ávila uploaded a file.
Para quem esteja interessado no artigo acerca das aves fósseis nos Açores, abaixo deixo o artigo.

Preview · Download

0403Alcover_proof1

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

INÉDITO DE MARIA JOÃO RUIVO 2013

Publicado a 23/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 5

 

Maria João Ruivo

Junho 2012

Quando passeio pela ilha e a vejo em toda a sua beleza pura, não posso deixar de me admirar por ainda me causar espanto, ao fim de tanto tempo. Penso que já foi tão fotografada que corre o risco de se estragar, como uma mulher bonita.
Fomos para as bandas do Faial da Terra. Ali, entre o Mar e a encosta escarpada, vislumbrei o equilíbrio perfeito entre a Terra e o Mar. Vidas paradas… Suspensas…Terra fecunda que se oferece ao Homem numa eterna dádiva. Homens que vivem tão perto do Mar! Tão perto do Céu!
Da Terra ao mar é um passo que condensa tudo: sonho e infinito; busca e incerteza.
Uma luz mística surge ali, por detrás da escarpa, a criar ilusões e a envolver Terra e Mar em raios de fantasia.
A Terra é a âncora, o porto de abrigo, o ancoradouro de sonhos. Dela vimos. A ela regressamos.
O mar é a passagem.
Então pensei que o que a Natureza tem de mais belo é a sua inconsciência. É ser fantástica, mágica e misteriosa sem se aperceber. É maravilhar-nos com a sua beleza, apenas porque está ali, para regalo dos olhos.
Seguindo o curso da ribeira, subimos pela mata até à cascata do Salto do Prego. O caminho pedregoso não é fácil, principalmente porque vamos após uma noite de forte chuvada. A lama não facilita a vida aos caminheiros, mas lá vamos, sem querer dar o braço a torcer ao cansaço.
Fecho os olhos e inspiro aquela mistura perfeita de frescura e de vida que brota da mata de criptomérias, conteiras e incenseiros. De repente lembro-me de que subi aqui a primeira vez há 17 anos, com a família toda, mais o Onésimo e a Leonor, que fazem parte da família. Trazia o Afonso na barriga.
A partir de certa altura, em cada curva do caminho, julgamos já estar muito próximos, porque o barulho da cascata vai-se intensificando, brincando connosco ao esconde-esconde pelo meio das árvores. Subitamente, na pequena descida enlameada, olhamos à nossa esquerda e lá está ela, garbosa! Cascata feita de nuvens, rasgando a rocha num brotar constante. Num gesto abusivo de invasão, a água a medir forças com a Terra. A pureza da água no mito da origem brota do basalto negro e a ele regressa num ciclo de eterno retorno tão anterior a nós e que irá perdurar tão depois de nós…
É frágil a vida. Mas esta água e esta rocha não.
O Céu, que mal se vislumbra nesta luxúria de verdes, mantém-se imperturbável e sereno, pelo tanto que já viu.
Água abençoada, vinda do alto! Imagem duplicada de beleza, emoldurada pela silhueta das árvores que velam em silêncio…

Maria João Ruivo

como é filha de Fernando Aires….quem sai aos seus…

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

VINICIUS Operário em construção POR MÁRIO VIEGAS

Publicado a 23/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 3

Vinicius de Moraes – “Operário em construção” dito por Mário Viegas

 

Piano-José Calvário e José Luis Tinoco Viola acústica e direcção musical-José Niza Pintura de Victor Vasarely (1906-1997)

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

1932 ANARQUISTAS-DEPORTADOS-PARA-TIMOR-FUNDAM-ALIANCA-LIBERTARIA-EM-DILI/

Publicado a 22/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 7

Rosely Forganesposted toTimor, Crocodilo Voador
http://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2013/06/12/memoria-libertaria-anarquistas-deportados-para-timor-fundam-alianca-libertaria-em-dili/

(Memória Libertária) Anarquistas deportados para Timor fundam Aliança Libertária em Dili

colectivolibertarioevora.wordpress.com

Leitura matinal na residência e sede da Aliança Libertária em Dili (Timor) -1932 Há alguns dias atrás, durante a Feira do Livro de Évora esteve aqui a professora e investigadora universitária, Luí…
4 Gosto

BNP_N61_CX110_AHS3912MS2998-B865

Leitura matinal na residência e sede da Aliança Libertária em Dili (Timor) -1932

Há alguns dias atrás, durante a Feira do Livro de Évora esteve aqui a professora e investigadora universitária, Luísa Tiago de Oliveira, a apresentar e a contextualizar historicamente o livro do timorense Luís Cardoso, recentemente editado, “O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação”. Trata-se de um romance a que a historiadora fez um enquadramento global, atravessando as grandes linhas da história do território timorense.

A dado passo, Luísa Tiago de Oliveira, salientou a dimensão que teve durante, sobretudo, a década de 30 do século passado, a deportação de presos de índole social e política para aquelas terras distantes. Disse que, em Timor, chegaram a estar cerca de 500 deportados, a maior parte anarquistas e anarcosindicalistas da CGT, vítimas de repressão que se seguiu à instauração do regime ditatorial pós 1926. 500 deportados em Timor era muita gente, tantos como os brancos que integravam a administração da ilha, o que levantava, só por si, problemas de segurança.

Entre os anarquistas que estiveram em Timor há nomes como Arnaldo Simões Januário, de Coimbra, que depois veio a morrer no Tarrafal ou Manuel Viegas Carrascalão, nascido em S. Brás de Alportel, tipógrafo, secretário-geral das Juventudes Sindicalistas, por várias vezes preso, a última das quais em 1925, sendo condenado a 6 anos de degredo pelo Tribunal Militar e despachado para Timor em 1927, de onde nunca mais voltou. Este Manuel Viegas Carrascalão seria o fundador do clã Carrascalão (de que há ainda vários elementos ligados à actividade política timorense) e criou a fazenda “Algarve”, uma das mais prósperas (na altura) de Timor. Conduziu também a resistência à invasão japonesa nos anos 40.

Segundo Luisa Tiago de Oliveira a forma de encarar os deportados também variou de governador para governador. Muitos foram espalhados pela ilha de forma a não poderem criar laços fortes, numas vezes. Vezes houve, no entanto que os governadores tentaram integrar os deportados, incentivando-os a participarem na actividade económica e social da ilha e a desenvolverem as actividades que eram as suas. Terá havido mesmo uma padaria em Dili criada por anarquistas que fornecia o pão à população branca. Nessa altura, de maior distensão social, foi mesmo constituída uma Aliança Libertária de Timor, com sede e tudo, possuíndo um boletim informativo que teve pelo menos três números (aqui).

Nesta sua passagem por Évora, Luísa Tiago de Oliveira falou-me duma foto desta altura. Encontrei uma semelhante agora no arquivo Mosca (foto no início do texto). Alguns destes anarquistas fixaram-se em Timor Leste (como o Carrascalão). Outros regressaram a Portugal. Outros ainda foram morrer ao Tarrafal, como Simões Januário. Foi, no entanto, uma geração que lutou e foi fortemente reprimida, deportada e, por fim, em muitos casos, barbaramente assasinada. Foram largas dezenas os anarquistas mortos nas prisões, nas fugas, nas greves, nos atentados e nas acções contra o fascismo que se começava a impôr em Portugal e por toda a Europa. Hoje começa a recuperar-se essa memória. De uma geração que lutou até ao fim, mas cujos ecos só hoje começam a fazer-se ouvir junto das gerações mais jovens, mantendo viva a chama do ideal libertário.

e.m.

avo_marcelina_e_avo_manel_com_a_tia_dora_Marcelina Guterres e Manuel Viegas Carrascalão (aqui)

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

aristides sousa mendes – filme O Cônsul de Bordéus (2011

Publicado a 21/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 2

O CÔNSUL DE BORDÉUS

É um filme Português que retrata a vida de ARISTIDES SOUSA MENDES

https://www.youtube.com/watch?v=aLaNX8877Z4
Aristides de Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus (2011)

www.youtube.com

Com a invasão de França pelas tropas nazis, dezenas de milhares de refugiados começam a

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

ROSALIA DE CASTRO, GALIZA Adeus, rios; adeus, fontes

Publicado a 20/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 3

Adeus, rios; adeus, fontes

adeus, rios; adeus, fontes;
adeus, regatos pequenos;
adeus, vista dos meus olhos;
não sei quando nos veremos.

minha terra, minha terra,
terra onde me eu criei,
hortinha que quero tanto,
figueirinhas que plantei,

prados, rios, arvoredos,
pinhares que move o vento,
passarinhos piadores,
casinha do meu contento,

moinho dos castanhais,
noites claras de luar,
campainhas timbradoras
da igrejinha do lugar,

amorinhas das silveiras
que eu lhe dava ao meu amor,
caminhinhos entre o milho,
adeus para sempre a vós!

adeus, glória! adeus, contento!
deixo a casa onde nasci,
deixo a aldeia que conheço
por um mundo que não vi!

deixo amigos por estranhos,
deixo a veiga pelo mar,
deixo, enfim, quanto bem quero…
quem pudera o não deixar!…

mas sou pobre e, malpecado!
a minha terra n’é minha,
que até lhe dão prestado
a beira por que caminha
ao que nasceu desditado.

tenho-vos, pois, que deixar,
hortinha que tanto amei,
fogueirinha do meu lar,
arvorinhas que plantei,
fontinha do cabanal.

adeus, adeus, que me vou,
ervinhas do campo-santo,
onde meu pai se enterrou,
ervinhas que biquei tanto,
terrinha que nos criou.

adeus, Virgem da Assunção,
branca como um serafim;
levo-vos no coração;
vós pedi-lhe a Deus por mim,
minha Virgem da Assunção.

já se ouvem longe, mui longe,
as campanas do Pomar;
para mim, ai!, coitadinho,
nunca mais hão de tocar.

já se ouvem longe, mais longe…
cada bad’lada uma dor;
vou-me só e sem arrimo…
minha terra, adeus me vou!

adeus também, queridinha…
adeus por sempre quiçá!…
digo-che este adeus chorando
desde a beirinha do mar.

não me olvides, queridinha,
se morro de solidão…
tantas léguas mar adentro…
minha casinha!, meu lar!

(Rosalia de Castro, poeta galega 1837-1885)

Edições da Galiza/AGLP, pelo ilustre filólogo galego, Professor Dr. Higino Martins Esteves, segundo o Acordo Ortográfico da LP de 1990.

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

relembrar entrevista a Natália Carrascalão embaixadora de Timor em Lisboa

Publicado a 20/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 3

Cláudia Semedo entrevista Natália Carrascalão – embaixadora de Timor-Leste em Portugal – parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=MndgCcMRDOM

www.youtube.com

Timor-Leste é o país da Lusofonia com a comunidade migrante mais pequena residente em

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

mia couto e o “may be man”

Publicado a 19/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 2

Assim é a “Máfia Política”…….
O “May be man” – Por Mia Couto <Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Sim­plesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada.
Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros. A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enqua­dra-se no combate contra a pobreza.
Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém.
O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte. Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir. Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem.
O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrup­to: em nome da lei, assalta o cidadão.
Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cau­tela, os do chefe do chefe.
O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.
Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio.
O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de-conta. Para um país a sério não serve.

 

 

 

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

judeus portugueses na América-Portuguesa

Publicado a 19/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 2

From: mlmedeiros[ saudades-sefarad] partilhou :


Judeus Portugueses na América-Portuguesa

http://vozdnacao.blogspot.com.br/2010/11/judeus-portugueses-e-america-portuguesa.html
http://vozdnacao.blogspot.com/2010/11/judeus-portugueses-e-america-portuguesa.html
América Portuguesa

Em sua diáspora pelo mundo, os conversos portugueses, encontraram um porto seguro nas colônias ultramarinas Portuguesas, em especialmente no Brasil: A América Lusitana.

Entre os séculos XVI à XVIII, a grande maioria dos conversos que saíram de Portugal escolheram o Brasil como destino.

Isso se deveu não só as facilidades, já que as colônias nada mais eram que os quintais da metrópole, mas também a possibilidade de crescimento econômico e ascensão social.

Todavia, dois grupos distintos de Cristão-novos podiam ser observados entre os que decidiram cruzar o Atlântico:

  • Os que optaram pelo exílio por motivos religiosos.
  • Os que optaram pelo exílio, e assim, fugir da marginalização social imposta pela genere et moribus, que os impediam de ocupar um lugar digno na sociedade lusitana.
Deveras complexo separar um grupo do outro, pois mesmo os que buscavam lugares onde as leis de segregação eram frouxas, também almejavam uma posição digna na sociedade.
Interrogatórios do Sto. Ofício

As notícias de prosperidade dos conversos portugueses no Brasil, não tardaram a chegar em Portugal, que logo cuidou de despachar visitadores do Sto. Oficio as capitanias mais prosperas do Brasil.

A primeira Visitação do Sto. Ofício ao Brasil aconteceu entre de 1591 – 1595. Em 1624, nada menos que 245 Conversos já haviam sido processados.

Engenho Camaragib

Entre os anos de 1649 – 1748, entre os processados, encontramos 18 brasileiros de origem conversa executados no Largo do Róssio em Lisboa.

O Judaísmo, na maior parte do tempo, esteve presente na vida dos conversos portugueses de forma oculta no Brasil.

Em 1580 já se tinham notícias de várias Esnogas que funcionavam em Engenhos pertencentes a Conversos Portugueses.

Entre as primeiras Esnogas Secretas do Brasil, encontramos a do Engenho Camaragibe, Engenho Muribeca, ambos em Pernambuco, e a do Engenho Matoim na Bahia.

Um momento impa para os judeus conversos no Brasil, ocorreu durante a ocupação do Nordeste Setentrional pela Companhia das Índias Ocidentais.

Invasão Holandesa do Nordeste do Brasil
Com a liberdade religiosa posta como alicerce básico da nova possessão Holandesa nas América, a vida judaica prosperou.O continuo fluxo de Judeus da Nação Portuguesa de Amsterdam para o Brasil, somado aos Judeus conversos Luso-brasileiros que assumiram publicamente a sua fé, logo exigiu a edificação de uma vida comunitária organizada.

Assim duas qehilôth foram levantadas:
  • A Qahal Sur Israel, (primeira Esnoga das Américas), liderada pelo erudito Hakham Isaac Aboab da Fonseca,
  • A Maguen Abraham, liderada pelo Gramático e Hakham Rafael Moses de Aguilar.
Ambas foram unificadas na segunda metade de 600.
Com a expulsão dos Holandeses no Brasil, em 1654, a vida judaica ruiu. Porém, quatro foram os destinos tomados pelos Judeus Portugueses:
  • Os que voltaram a Europa;
  • Os que foram em direção a outras possessões holandesas na América do Sul, como Suriname e Curaçao;
  • Os que foram para Colônia holandesa na América do Norte, onde hoje se situa Nova Iorque nos EUA.
  • Os que voltaram à condição de criptojudeus e se refugiaram nos sertões do Brasil.

in diálogos lusófonos

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

poema de Gabriela Carrascalão

Publicado a 19/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 4

Este poema faz parte do curriculo do 12 ano da Escolas Portuguesas de TL. Foram escolhidos tres poemas sobre Timor : este, um de Rui Cinatty e um do Padre Barros Duarte. …

Poema :
Titulo : Menino Abandonado
autora; MGabriela Carrascalao

01-12-2006

Menino…. Abandonado,
rejeitado!
chorando!…
nas ruas de Dili!…
Secas! Poeirentas!
Menino magoado!
Perdido…
Angustiado!
Geme!
Garoto inocente!
triste, mal amado!
Menino esfomeado!
inocência violada !
criança usada!
rosto massacrado,
lágrimas !
de sangue jorrando!
nas ruas de Dili!…
Secas! Poeirentas!
Criança chorando!
Meu Menino,
garoto magoado!
Triste !…
abandonado!…

MGabriela Carrascalão
1-12-2006

MGabriela

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

Quando os Bobos Uivam LIVRO DE ONÉSIMO T ALMEIDA

Publicado a 18/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 3

Fogo, espionagem e outros mistérios q.b. são alguns dos ingredientes do novo livro do grande contador de estórias que é Onésimo T. Almeida. E também há presidentes e ex-presidentes da República, poetas, escritores e pensadores, tudo entretecido em conversas com textos clássicos e reflexões oportunas.
Quando os Bobos Uivam compõe-se de quatro estórias mirabolantes de realismo magicamente real a demonstrar que a arte, muitas vezes, não vai além da imagem pálida que a vida é capaz de inventar.

“ Quando os Bobos Uivam”, Onésimo Teotónio Almeida, Ed. Clube do Autor, 2013.

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos

morreu o padre Lancelote Rodrigues

Publicado a 17/06/2013 por CHRYS CHRYSTELLO

Views: 8

 

Última notícia:

Morreu Lancelote Rodrigues, o padre em Macau que era conhecido como o padre dos refugiados, começou o seu trabalho comunitário em prol de gente que chegava a Macau à procura de um porto de abrigo em 1950.

Leia mais em:
http://noticias.sapo.tl/portugues/lusa/artigo/16285235.html

Última notícia:

Morreu Lancelote Rodrigues, o padre dos refugiados em Macau que era conhecido como o padre dos refugiados, começou o seu trabalho comunitário em prol de gente que chegava a Macau à procura de um porto de abrigo em 1950.

Leia mais em:

http://noticias.sapo.tl/portugues/lusa/artigo/16285235.html

 

Faleceu Padre Lancelote Rodrigues em Macau,

Manifesta a Korsang di Melaka a perda física do padre Lancelote, transcrevendo a publicação a 08 julho 2008, Macau, China (Lusa) – A entrada de Malaca para a lista de tesouros da Humanidade da UNESCO é uma “honra para todos os malaqueiros”, disse à agência Lusa em Macau o padre Lancelote Rodrigues, natural de Malaca.

Também o presidente do instituto Internacional de Macau, Jorge Rangel, manifestou a dor profunda com a noticia. “Quem o conheceu de perto sabe que a vida em Macau nunca mais será a mesma para com quem ele convivia e partilhava a alegria de viver e a vontade de servir e abraçar causas nobres”.

O padre Lancelote Rodrigues, natural de Malaca e a residir em Macau desde 1935, onde chegou com 12 anos, morreu hoje 17 de Junho no Hospital Kiang Wu, noticiou a Rádio Macau.
Filho de pai português, Lancelote Rodrigues nasceu a 21 de dezembro de 1923, morreu aos 89 anos e deixa um trabalho em prol dos refugiados – chegou a ser representante em Macau do Alto Comissariado dos Refugiados – que lhe valeu ser nomeado por Hong Kong para o prémio Nansen 2012 e uma condecoração da rainha de Inglaterra.
Depois de concluir os estudos em filosofia e teologia, Lancelote Rodrigues decidiu, aos 22 anos, ser padre, e acabou ordenado em 1949.
Conhecido como o padre dos refugiados, começou o seu trabalho comunitário em prol de gente que chegava a Macau à procura de um porto de abrigo em 1950, quando o então bispo de Macau o mandou acudir à vaga de portugueses que chegava de Xangai.
Numa entrevista à agência Lusa em junho de 2012, Lancelote Rodrigues recordou que chegaram a existir três centros de refugiados com pessoas de várias condições como no caso dos portugueses de Xangai o que, para alguns, era uma humilhação, problema que se foi esbatendo com convívios entre todos.
Realojados os portugueses de Xangai, em 1977 surge uma nova vaga de refugiados, os vietnamitas, situação que se prolongou até 1991 e que trouxe a Macau cerca de 30.000 pessoas.
Com a transição à porta – realizou-se a 20 de dezembro de 1999 – Lancelote Rodrigues recordou também que foi necessário ir procurando países de acolhimento para as pessoas que passaram por Macau e para as 441 crianças que nasceram no então território administrado por Portugal.
Em declarações à agência Lusa, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Vitor Sereno, lamentou a morte de Lancelote Rodrigues e destacou o trabalho do padre ao longo de várias décadas junto da população de Macau, mas sobretudo junto dos refugiados.
“Foi um exemplo no passado e será sempre um exemplo para todos no futuro”, assinalou.
JCS // VM
Lusa/Fim

Share this:

  • Share on Facebook (Opens in new window) Facebook
  • Share on X (Opens in new window) X

Like this:

Like Loading…
Publicado em OBIT OBITUARIO

Navegação de artigos

← Artigos mais antigos
  • Ciclogénese explosiva ganha força no Atlântico Norte: IPMA prevê mais vento e chuva em Portugal – Expresso
  • Ciclogénese explosiva ganha força no Atlântico Norte: IPMA prevê mais vento e chuva em Portugal – Expresso
  • país seguro?Traficante esfaqueia na cara homem que recusou comprar droga em Lisboa – Portugal – Correio da Manhã
  • Former Muslim’s warning about Islam leaves Glenn Beck STUNNED | Blaze Media
  • Maria João és heroína | O Cidadão

Contact Info

aicl@lusofonias.net

.

www.lusofonias.net r igreja lomba da maia 9625-115 s miguel açores
Política de privacidade Criado com WordPress
%d