pico FOTO AÉREA

 

Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2013

SOCIEDADE | Fotografia aérea mostra perspectiva interessante do Pico

O Pico nunca se exime de proporcionar aos fotógrafos, sejam profissionais ou amadores, momentos inéditos e, senão inéditos, quase sempre deslumbrantes

A «meia broa», troço de mar entre os ilhéus e o porto da Madalena, vista de um ângulo raro, pela objetiva de José Leonildo Dias

Nesta fotografia de José Leonildo Dias, publicada hoje no Facebook, pode ver-se, de um ângulo só acessível a quem viaja de avião, no caso um “regresso de Lisboa”, a “meia broa”, troço de mar com pouco mais de um quarto de milha, entre os ilhéus e o Porto da Madalena, que foi, em dias de mar do Norte, um desafio aos antigos mestres das velhas lanchas do Pico e continua a ser, hoje, um quebra-cabeças dos que governam embarcações com destino à vila da “fronteira”, apesar de os meios de navegação já serem outros.

Bem vísivel está também o quebra-mar que faz parte da requalificação em curso do principal porto da ilha do Pico, escala incontornável do Triângulo e uma das mais apreciadas portas de entrada – porque se entreabre perante a montanha mais alta de Portugal – de quantas dão acesso às ilhas do arquiélago açoriano.

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poesia ONDJAKI

“Talvez o princípio fosse a chuva assim descendo sobre a terra para a cobrir de lama fértil e cogumelos. A chuva costuma anunciar-se de longe e avança sobre a distância ligando o chão gretado da seca e dos tempos. A chuva sara o próprio ar e é mãe, pai, tecto, templo para todos os viventes grandes e pequenos. Cai sobre a terra ávida vinda não se sabe bem de onde e lambe-lhe as cicatrizes até criar vida de novo a cada ciclo de vento e terra.
De onde eu venho a chuva usa uma voz fininha para falar uma língua de sopros, rente-ao-chão e faz crescer com a lava dessa voz o mundo em volta. Os miúdos aprendem cedo a conhecer os sons da fala, a forma como muda na dobra do vento. (…)”
… [paula tavares, “como veias finas na terra”, ed. Caminho, p.30]
Ondjaki Ondjaki isto, sim, é poesia. em força. (está disponível em portugal, pela Caminho. no brasil, saiu pela PALLAS, que reúne a obra completa da autora.)
  • Ondjaki Ondjaki isto, sim, é poesia. em força. (está disponível em portugal, pela Caminho. no brasil, saiu pela PALLAS, que reúne a obra completa da autora.)
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fernando pessoa 136 autores fictícios com que Fernando Pessoa assinou os seus textos.

in dialogos lsofonos

 

Eu Sou uma Antologia. 136 Autores Fictícios
Eu Sou uma Antologia. 136 Autores Fictícios
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 720
Editor: Tinta da China
ISBN: 9789896711894

Pela primeira vez, 136 autores fictícios com que Fernando Pessoa assinou os seus textos. Cada figura autoral é apresentada por uma introdução, a que se segue um ou mais dos seus textos e a reprodução das várias assinaturas.

«Eu sou uma anthologia.
Screvo tam diversamente
Que, pouca ou muita valia
Dos poemas, ninguem diria
Que o poëta é um sòmente.»

Assim escreveu Pessoa num poema datado de 17 de Dezembro de 1932.
Eu Sou Uma Antologia – 136 Autores Fictícios resulta do trabalho de minúcia e audácia de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari, que descobriram novos autores ficcionais e textos inéditos de Pessoa, assim ampliando o conhecimento deste fascinante universo.

 

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fernando pessoa e a CHAVE PARA A crise

http://expresso.sapo.pt/compositor-italiano-descobre-em-pessoa-chave-para-a-crise=f844970
https://expresso.pt/cultura/compositor-italiano-descobre-em-pessoa-chave-para-a-crise=f844970
Compositor italiano descobre em Pessoa chave para a crise
expresso.sapo.pt
São 44 poesias para ser lidas e interiorizadas, porque dentro delas está o código do futuro para Portugal, afirma Mariano Deidda.

 

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ONÉSIMO HONORIS CAUSA UNIV AVEIRO

SÓ A UNIV DOS AÇORES NÃO LHE RECONHECE TALENTO????
Entrevistas
Onésimo Teotónio Almeida, ensaista e cronista, Honoris Causa pela UA
“É inesperado, mas passo a ser filho da casa com deveres familiares inerentes”
13.12.2013

Onésimo Teotónio Almeida

Académico, ensaísta, autor de contos e crónicas, Onésimo Teotónio Almeida, professor da Brown University, EUA, cultiva e vive, através da escrita e da investigação, a teia de relações que estabeleceu entre as suas raízes nos Açores, a comunidade emigrada nos EUA, a vida académica, Portugal e o mundo. Na Brown, uma das mais prestigiadas universidades norte-americanas, completou o MA e o PhD, ambos em Filosofia, e tornou-se professor. “Rideo, ergo sum” – “Eu rio, logo existo” – afirma, sobre si próprio, no título de uma das suas crónicas. A Universidade de Aveiro (UA) atribui ao professor o Doutoramento Honoris Causa na Cerimónia Comemorativa dos 40 anos da instituição, a 16 de dezembro. Algo que considera inesperado, mas “bonito” e criador de um vínculo mais forte à UA.

Não querendo forçar, neste momento, a elaboração de um ensaio nem de uma resposta demasiado longa, como acha que um filósofo e ensaísta que reflete sobre o papel inovador dos portugueses no pensamento empírico e na modernidade e sobre identidade nacional, pode contribuir positivamente para o momento difícil que o país atravessa?

Pobre de mim, como dizia Fernão Mendes Pinto. Que posso eu fazer pelo país? Só continuar o que tenho procurado fazer ao longo da vida e disponível para fazer o que me for sendo possível. Como não sou político nem pretendo concorrer a nenhum cargo público, não tenho de fazer promessas. Como sou de antigos hábitos, não gosto de alardear o que faço, que é o que está ao meu alcance e dentro das minhas possibilidades e, além disso, quando me pedem, porque não devo intrometer-me a não ser quando isso me é solicitado. Infelizmente, neste momento o país precisa de alguns milagres e eu não trabalho nesse departamento.

É notória, na formação dos portugueses, a falta de pensamento filosófico? Em que sentido? Que sugere neste aspeto?

O pensamento propriamente filosófico é menos importante do que o pensamento crítico, embora me pareça que os dois devam ser sinónimos. Não vou dizer que não existe pensamento crítico em Portugal porque isso seria falso e, além do mais, presunçoso. Todavia, no nosso ensino ainda predomina muito a influência de uma tradição que privilegiou durante séculos a erudição sobre a análise crítica de questões. Isso nota-se aos mais variados níveis. Claro que é difícil transmitir às novas gerações hábitos de pensar mais rigorosos e críticos quando as gerações formadoras ainda apreciam esse outro mais tradicional modo de ser. Por isso, as transformações a esse nível demoram muito. Não creio, porém, que sejam impossíveis.

A Filosofia pode (deve?) fazer um esforço para chegar mais próximo das pessoas? Ou seja, a Filosofia pode contribuir também para resolver os problemas da vida quotidiana, como defende Alain de Botton? Ou, pelo contrário, o papel da Filosofia não é, de todo, esse?

Uma área da Filosofia, a Ética, desde sempre se dedicou por inteiro às relações interpessoais. Pelo menos aí há uma grande aplicabilidade do trabalho filosófico a inúmeras áreas da vida. Mas há outras áreas, como essa que referi da transmissão de uma capacidade analítica e crítica, que nos permite avaliar situações e problemas com discernimento, passo fundamental para se agir com acerto.

Humor ajuda à sanidade psicológica

O humor pode contribuir positivamente para esse momento difícil? Como? É possível educar os portugueses para um humor menos sarcástico (que, na sua opinião, é caraterístico em Portugal) e mais construtivo?

O humor pode de facto ajudar-nos a recuperar um pouco de sanidade mental. Não resolverá as questões reais, mas poderá fazer-nos menos deprimidos. Existe, entre os portugueses, uma tendência depressiva que se contrapõe a uma tendência eufórica noutros períodos. O sentido de humor favorece uma certa distância crítica e autocrítica e isso é um passo saudável para o restabelecimento de uma certa sanidade psicológica, passo importante para se poder funcionar onde quer que seja.

Sim, na verdade a tendência que preferencialmente exibimos é a sarcástica, que é produto de um envolvimento emocional forte, o que não permite a ironia. É muito desgastante e destruidor e, além disso, quando em excesso, cria mau relacionamento social desfavorecendo a cooperação e aumentando a desconfiança.

Conhece bem os dois universos académicos (americano e português), sendo que, lecionando na Brown (uma das melhores universidades dos USA já que pertence à “IvyLeague”), tem consciência de evoluir num “microcosmos” privilegiado, no qual a “excelência” não será uma mera palavra. É possível estabelecer paralelismos, comparações, entre estes dois universos?

Sim, tenho consciência de trabalhar num ambiente altamente privilegiado que vai desde os recursos humanos (a alta qualidade dos alunos, por exemplo) aos recursos materiais (bibliotecas, apoio tecnológico, espaço físico), tudo assente numa longa tradição de há séculos – a Brown vai comemorar para o ano os seus 250 anos. É a sétima universidade mais antiga do país e precede, em doze anos, a independência dos EUA. A situação não é replicável em Portugal mas estou convencido de que há muito de transmissível. E muito tem sido, aliás, adotado, se bem que nem sempre o melhor. Há universidades portuguesas que evoluíram bastante. A UA, por exemplo, fez uma caminhada imensa em apenas quarenta anos. Não estou a dizer isso para ser simpático, pois estes dados são do domínio público.

Saio da sala sempre “energizado”

Imagina-se a lecionar numa universidade portuguesa? Pensa que seria a mesma pessoa? Seria o mesmo “scholar”?

Em Portugal sinto-me perfeitamente em casa, mas é precisamente na universidade que me sinto menos. Estou habituado a um envolvimento maior dos alunos, desde a presença quase infalível nas aulas até à participação ativa nelas, em debates ricos porque informados, pois os alunos em regra leem o que está indicado no programa para o dia. Dar uma aula assim nunca é cansativo; pelo contrário, é uma fonte de prazer. Saio da sala sempre energizado (passe o neologismo).

Como reage perante as restrições orçamentais que as universidades e a investigação sofrem, de há uns tempos a esta parte, em Portugal?

Com desencanto. Não se pode fazer muito sem dinheiro. As melhores universidades americanas funcionam bem porque souberam, desde muito cedo, criar fontes de recursos financeiros à margem do orçamento do Estado. Claro que as universidades privadas fazem isso com muito mais facilidade e fizeram-no, aliás, por essa ter sempre sido a garantia da sua sobrevivência e independência. A longo prazo isso tem beneficiado imenso o seu crescimento. É sobretudo nesse domínio que as realidades entre os dois países não são comparáveis. Mas não vejo onde se possa cortar mais no sistema universitário português. Em Portugal, as privadas, com algumas notáveis exceções, cresceram com vícios porque na altura do seu aparecimento respirava-se uma visão demasiado utópica (o termo certo era “mal informada” e mesmo “leviana”), do tipo de sociedade que o futuro reservava a Portugal, algo como os “amanhãs que cantam” prometidos pelos comunistas, mas com total liberdade, sem trabalho e muitas viagens. A única vantagem que vejo na crise atual é a de uma limpeza no sistema. A pena é que alguns males estão já tão enraizados que, neste processo de contração, instituições que merecem ser apoiadas estão a ver retirar-se-lhes pedras fundamentais aos seus alicerces.

Qual o significado, para si, da atribuição do Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro?

Primeiro do que tudo, trata-se de algo para mim completamente inesperado. Segundo, tenho ao longo das últimas duas décadas colaborado a vários níveis com a UA, mas nunca fiz nada que merecesse tanto reconhecimento. Por isso, tomo o bonito gesto da Universidade como criador de um vínculo que me deixa agora com a obrigação moral de colaborar com a UA no que eu puder. É que agora passo a ser filho da casa e com deveres familiares inerentes.

(Entrevista do @ua_online publicada, em simultâneo, no Diáriio de Aveiro)

 

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RAFAEL FRAGA E ZECA MEDEIROS

Canção do Medo (José Medeiros | arranged by Rafael Fraga) http://t.co/X3Ju1fQQ19 via @youtube

25 Anos de música original nos Açores – 2010 CD/DVD pack | music recorded at Teatro Micaelense, Azores (Portugal) Track: Canção do Medo

Minela e Zeca Medeiros – “Bons olhos te vejam” do disco “cinefilias e outras incertezas”

 

Música e letra: José Medeiros Arranjo de Ricardo J.Dias António Pinto: Guitarra de 12 cordas Marino de Freitas: Baixo acústico ..

25 Anos de música Original nos Açores: Bailado da Garça (José Medeiros | arranged by Rafael Fraga): http://t.co/X5plpNphnA via @youtube

 

Bailado da Garça (José Medeiros | arranged by Rafael Fraga) https://www.youtube.com/watch?v=BgfdxQDg_Ag

 

25 Anos de música original nos Açores – 2010 CD/DVD pack | music recorded at Teatro Micaelense, Azores (Portugal)

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DAR O PITO – tradições (vila real – de trás-os-montes)

 

DIA DE DAR O PITO

…a tradição assim o manda em Vila Real…
Dia 13 de Dezembro, dia de Santa Luzia é dia de dar o Pito … a tradição assim o manda em Vila Real!!!!

E assim reza a história:

“Conta-se que os pitos de Santa Luzia foram inventados por Ermelinda Correia, que veio a ser mais tarde a Irmã Imaculada de Jesus. Esta rapariga tinha um defeito: era muito gulosa. Este facto obrigou os seus pais a enclausurarem-na no convento de Santa Clara, na esperança de transformar o pecado em virtude.

A Irmã Imaculada tornou-se devota de Santa Luzia, padroeira dos cegos e das coisas da vista. Um certo dia estava a irmã aplicar os curativos nos seus doentes (feridas, contusões e inchaços nos olhos), com uns pachos de linhaça, que eram uns quadrados de pano cru onde se colocava a papa, dobrando as pontas para o centro para não verter a poção – usados como pensos para os ferimentos, quando de repente teve uma visão.

Correu para a cozinha e fez a massa de farinha e água e cortou-a em pequenos quadrados. Tinha consigo o cibo do açúcar que lhe cabia na ração, e fez uma compota de abóbora. À imagem dos pachos dobrou a massa por cima da compota e levou ao forno a cozer. A seguir despachou-se a escondê-los, pois estava proibida de ser gulosa.

A caminho cruzou-se com a madre superiora que era cega. A madre perguntou desconfiada, o que leva no tabuleiro, cheirando o perfume adocicado a Irmã Imaculada, apressa-se a responder que são pachos de linhaça para os doentes do dia seguinte.

À noite na cela, a irmã Imaculada sossegou a alma, e não sequer se sentia culpada, pois sempre ouviu dizer que “do que não se vê, não se peca”.

DIA DE DAR O PITO

...a tradição assim o manda em Vila Real...
Dia 13 de Dezembro, dia de Santa Luzia é dia de dar o Pito ... a tradição assim o manda em Vila Real!!!!

E assim reza a história:

"Conta-se que os pitos de Santa Luzia foram inventados por Ermelinda Correia, que veio a ser mais tarde a Irmã Imaculada de Jesus. Esta rapariga tinha um defeito: era muito gulosa. Este facto obrigou os seus pais a enclausurarem-na no convento de Santa Clara, na esperança de transformar o pecado em virtude.

A Irmã Imaculada tornou-se devota de Santa Luzia, padroeira dos cegos e das coisas da vista. Um certo dia estava a irmã aplicar os curativos nos seus doentes (feridas, contusões e inchaços nos olhos), com uns pachos de linhaça, que eram uns quadrados de pano cru onde se colocava a papa, dobrando as pontas para o centro para não verter a poção - usados como pensos para os ferimentos, quando de repente teve uma visão.

Correu para a cozinha e fez a massa de farinha e água e cortou-a em pequenos quadrados. Tinha consigo o cibo do açúcar que lhe cabia na ração, e fez uma compota de abóbora. À imagem dos pachos dobrou a massa por cima da compota e levou ao forno a cozer. A seguir despachou-se a escondê-los, pois estava proibida de ser gulosa.

A caminho cruzou-se com a madre superiora que era cega. A madre perguntou desconfiada, o que leva no tabuleiro, cheirando o perfume adocicado a Irmã Imaculada, apressa-se a responder que são pachos de linhaça para os doentes do dia seguinte.

À noite na cela, a irmã Imaculada sossegou a alma, e não sequer se sentia culpada, pois sempre ouviu dizer que "do que não se vê, não se peca".
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ZECA MEDEIROS RAFAEL FRAGA CANÇÃO DO MEDO

Canção do Medo (José Medeiros | arranged by Rafael Fraga):
https://www.youtube.com/watch?v=s_e7npUNQMA

 

Canção do Medo (José Medeiros | arranged by Rafael Fraga)
youtu.be
25 Anos de música original nos Açores – 2010 CD/DVD pack | music recorded at Teatro Micaelense, Azores (Portugal) Track: Canção do Medo (mu
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