são jorge uma ilha esquecida (2013)

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Jornal de Negócios:
S. Jorge – Ilha esquecida
“Vitorino Nemésio, em “Mau Tempo no Canal”, vê-a [à Ilha de S. Jorge] como um “vulto estirado” no mar, “um navio azulado pelo próprio fumo da marcha”.
Não tem o cosmopolitismo da Horta nem exerce a atração natural do majestático Pico, mas é na pacata e discreta ilha de São Jorge que se escondem as paisagens mais surpreendentes das “ilhas do triângulo”.”

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S. Jorge – Ilha esquecida

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S. Jorge – Ilha esquecida

Vitorino Nemésio, em “Mau Tempo no Canal”, vê-a [à Ilha de S. Jorge] como um “vulto estirado” no mar, “um navio azulado pelo próprio fumo da marcha”.

S. Jorge - Ilha esquecida
Turismo dos Açores
Elisabete Miranda 29 de julho de 2013 às 00:26

Não tem o cosmopolitismo da Horta nem exerce a atracção natural do majestático Pico, mas é na pacata e discreta ilha de São Jorge que se escondem as paisagens mais surpreendentes das “ilhas do triângulo”.

A forma comprida e estreita com que São Jorge se dispõe no Atlântico, no coração do grupo central do arquipélago dos Açores, começa por ser uma das suas singularidades. Os guias turísticos tendem a caracterizá-la de “oblonga”, mas espíritos mais fantasiosos conseguem descobrir-lhe outras formas dentro da adjectivação convencional a que está confinada.

Vitorino Nemésio, em “Mau Tempo no Canal”, vê-a como um “vulto estirado” no mar, “um navio azulado pelo próprio fumo da marcha”. Raul Brandão, que em 1924 se passeou dois meses pelas nove ilhas, compara-a um “grande bicho à tona de água”. Os fiéis à mitologia religiosa identificam este “grande bicho” como um dragão, “um dragão adormecido”, depois de corajosamente domado pelo cavaleiro que é patrono da ilha.

A razão pela qual vale a pena descrever mais demoradamente a morfologia é porque ela é determinante para os segredos que a região esconde. Com 53 quilómetros de comprimento e apenas oito de largura, São Jorge parece ser, seguindo com Raul Brandão, “só metade de uma ilha, cortada a pique”.

De um lado, a Sul, a suave ondulação dos campos vai desembocar harmoniosamente no mar. A Norte, as serras deslumbrantes são abruptamente interrompidas por “penedos aguçados como dentes”, criando um vazio entre o verde e o azul.

Este contraste entre a aspereza das falésias da costa Norte e a planura do Sul foi propiciado pelo que os geólogos designam de “vulcanismo fissural”. A lava dos sucessivos vulcões foi sendo expelida ao longo de fracturas na crosta terrestre, contribuindo para a formação de uma cordilheira em linha recta.

É também a este processo que ficou entretanto a dever-se a profusão de fajãs, zonas formadas por aluimentos de terra ao longo da costa, onde pequenas povoações se foram aninhando. Ao todo São Jorge tem 73, um número ímpar em todo o arquipélago e que ali estão para exibir o arrosto do homem a uma natureza hostil.

Para quem dê a volta à ilha de carro, as fajãs acabam por incorporar-se naturalmente no percurso da viagem. Mas quem ponha os pés ao caminho para alcançar algumas das mais inacessíveis, como a fajã da caldeira de santo Cristo, encontrará no fim justa recompensa.

Paisagem preservada

AÇORES

A Fajã dos Cubres, na Calheta, é descrita como uma das mais bonitas e exóticas de São Jorge. Na ilha há o número invulgar de 73 fajãs, áreas formadas em resultado de aluimentos de terra ao longo da costa, sobre as quais se foram aninhando pequenas povoações.

Com uma população de quase nove mil habitantes e em progressivo declínio, São Jorge continua a ser uma a ilha pastoril e essencialmente agrícola, mantendo os traços de uma paisagem rural que foi preservada da intervenção humana.

O gado, que constitui a base económica da ilha, espalha-se pelos campos e pelas serras, que também aqui se encontram ladeadas por serpentinos trilhos de hortenses que acompanham o lençol de verde até ao mar.

Lá em cima, a mil metros de distância do mar, no ponto mais alto da ilha ergue-se o Pico da Esperança, onde, em dias claros, se avista a silhueta de todas as vizinhas do grupo central. Dizia Raul Brandão, “o que as ilhas têm de mais belo e as completa é a ilha que está em frente”. São Jorge é a janela para quatro – Faial, Graciosa, Pico e Terceira.

“AS FAJÃS SÃO ÚNICAS”

Perguntas a António Pedroso Pintor, ceramista e empresário de turismo (dono da Casa do António e da Agência de viagens Aquarius)

Do que gosta mais em São Jorge?

Além de ser a minha terra e de termos sempre um carinho especial pela nossa terra, gosto muito da natureza. A ilha é fantástica, tem um contraste muito grande entre montanha e mar, a costa norte e a costa sul. A Norte encontram-se escarpas abruptas, lindíssimas, a Sul uma paisagem mais plana. Temos também uma vegetação muito exótica e com muita diversidade – temos plantas e flores de todo o mundo.

O que tem de diferente das outras que valha a pena a visita?

As fajãs. Temos cerca de 70 fajãs, o que é único na região. Única também é a nossa centralidade, o que faz com que nos sintamos sempre acompanhados por mais quatro ilhas e todos os dias vemos alguma. Uma das minhas rotinas é ir à janela ver o Pico. Se está com chapéu vai chover… é um barómetro meteorológico.

O que recomenda a toda a gente que faça?

Os passeios a pé. Temos trilhos fantásticos, que correspondem aos antigos trilhos que eram utilizados pelas populações para irem para as fajãs. Entretanto há fajãs que já têm estradas e os trilhos antigos são usados para as caminhadas. São muito engraçados porque descem de cerca de 700, 800 metros e até 1.000 metros até à costa.

Porque acha que é uma das menos visitadas?

É um bocado desconhecida. Não temos gateway, as ligações de barcos são um bocadinho incertas… isso leva a que os operadores turísticos comecem a desconfiar. Também não há muito interesse por parte de quem está nos gabinetes de turismo de divulgar as ilhas pequenas, porque desvia turismo das maiores. Às vezes há esse medo, mas é infundado.

Têm-se ressentido da crise?

Como trabalho basicamente com estrangeiros, não noto. Mas claro que no mercado nacional houve redução de turistas. Os Açores continuam a ser muito caros por causa do monopólio da Sata. Mas há nichos de mercado em desenvolvimento, como o turismo desportivo – rappel, canoagem, passeios de barco, pesca desportiva, mergulho. Temos também o turismo de genealogia: cada vez mais os lusodescendentes estão interessadas em saber quem são os seus antepassados e nós fazemos a investigação. Há boas ideias, mas é preciso suporte para desenvolvê-las.

repor a dignidade de antero de quental

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REPOR ANTERO DE QUENTAL COM DIGNIDADE EM PONTA DELGADA….. em 2010 nos colóquios da lusofonia em floripa sta catarina , o nosso associado escritor Vasco Pereira da Costa fez aprovar por unanimidade (quase 300 pessoas) esta proposta (mas nada aconteceu)A Suas Excelências
O Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores
O Presidente do Governo Regional dos Açores
Considerando que o Campo de São Francisco na cidade de Ponta Delgada, está
povoado pela memória de Antero de Quental;
Considerando que o local que acolheu o coração liberto do poeta -sob a âncora da
Esperança -está indelevelmente inscrito no imaginário cultural português;
Considerando que um grupo de cidadãos manifestou publicamente a intenção e
o empenho de sinalizar aquele espaço simbólico, identificando-o e conferindo-lhe a dignidade de que carece; Os participantes no XIII Colóquio da Lusofonia, reunidos em Florianópolis, estado de Santa Catarina, Brasil, declaram a sua adesão a esta patriótica iniciativa
 Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores,

 

praia formosa (santa maria açores) 2013 FOTOS ARNALDO MOURA

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Praia Formosa Galeria de Fotos

Praia Formosa Galeria de Fotos

santamariaazores.net

A Praia Formosa, fica na freguesia de Almagreira, concelho de Vila do Porto, é uma praia de areia branca, ex-libris da Ilha de Santa Maria . A Praia tem sido galardoada com a bandeira azul e com o galardão da Quercus qualidade ouro. Aparece em 1584 no mapa dos Açores da autoria de Luis Teixeira,…

A Praia Formosa, fica na freguesia de Almagreira, concelho de Vila do Porto, é uma praia de areia branca, ex-libris da Ilha de Santa Maria .

A Praia tem sido galardoada com a bandeira azul e com o galardão da Quercus qualidade ouro.

Aparece em 1584 no mapa dos Açores da autoria de Luis Teixeira, cosmógrafo real, como “Plaia Hermosa“, porque Portugal estava então sob domínio Castelhano.

Outro motivo pelo qual é conhecida e muito divulgada é o Festival Maré de Agosto, que ali tem lugar anualmente na terceira semana de agosto desde 1984, o mais antigo festival do país.

Na Praia Formosa fazer uma refeição ou beber um copo com amigos à beira, na Beach Parque e no Paquete, pode pernoitar na casa da palmeira, nos apartamentos turísticos mar e sol ou no parque de campismo de praia formosa.

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lições do Urbano

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Compramos agora menos do que comprávamos antes.
Há uma linha que separa
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compramos – compra-mos

Há uma linha que separa muito claramente “compramos” de “compra-mos”, mas as pessoas erram frequentemente na escrita destas formas verbais e de outras do mesmo tipo. “Compramos” é a 1.ª p. do plural do presente ou do pretérito perfeito do indicativo (note-se que, na nova ortografia, a acentuação desta última forma é opcional) de “comprar”, sendo “mos” a marca (desinência) de 1.ª pessoa do plural.  Ocorre em frases como “compramos muitas coisas de que não precisamos”/”compramos tudo o que nos quiseres vender”/”compramos esta casa porque tem um jardim bonito”. Já “compra-mos” é a 3.ª p. do singular do presente do indicativo ou a 2.ª p. do singular do imperativo, sendo, neste caso, “mos”  a forma de pronome pessoal resultante da contração da forma de complemento indireto “me” com a forma de complemento direto “os”. Ocorre em exemplos como “se encontrares os livros de que te falei, compra-mos”/”se eu lhe pedir para me comprar os livros, ele compra-mos imediatamente”. No caso de “compramos”, “mos” é parte do verbo e, consequentemente, não se separa dele na escrita, mas, no caso de “compra-mos”, o pronome “mos” separa-se do verbo. 
Em caso de dúvida, coloque a frase na negativa. Se “mos” passar para antes do verbo, então é uma forma de pronome e separa-se do verbo: “ele compra-mos quando lhe peço” /”ele não mos compra quando lhe peço”. Se tal não acontecer, então faz parte do verbo e não se separa dele: “compramos este carro”/“não compramos este carro”. 
Por último, note-se que uma separação idêntica existe entre formas como “comprávamos” e “comprava-mos”, “lemos” e  “lê-mos”, “líamos” e “lia-mos”, entre outras possibilidades.
Há uma linha que separa
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compramos – compra-mos

Há uma linha que separa muito claramente “compramos” de “compra-mos”, mas as pessoas erram frequentemente na escrita destas formas verbais e de outras do mesmo tipo. “Compramos” é a 1.ª p. do plural do presente ou do pretérito perfeito do indicativo (note-se que, na nova ortografia, a acentuação desta última forma é opcional) de “comprar”, sendo “mos” a marca (desinência) de 1.ª pessoa do plural. Ocorre em frases como “compramos muitas coisas de que não precisamos”/”compramos tudo o que nos quiseres vender”/”compramos esta casa porque tem um jardim bonito”. Já “compra-mos” é a 3.ª p. do singular do presente do indicativo ou a 2.ª p. do singular do imperativo, sendo, neste caso, “mos” a forma de pronome pessoal resultante da contração da forma de complemento indireto “me” com a forma de complemento direto “os”. Ocorre em exemplos como “se encontrares os livros de que te falei, compra-mos”/”se eu lhe pedir para me comprar os livros, ele compra-mos imediatamente”. No caso de “compramos”, “mos” é parte do verbo e, consequentemente, não se separa dele na escrita, mas, no caso de “compra-mos”, o pronome “mos” separa-se do verbo.
Em caso de dúvida, coloque a frase na negativa. Se “mos” passar para antes do verbo, então é uma forma de pronome e separa-se do verbo: “ele compra-mos quando lhe peço” /”ele não mos compra quando lhe peço”. Se tal não acontecer, então faz parte do verbo e não se separa dele: “compramos este carro”/“não compramos este carro”.
Por último, note-se que uma separação idêntica existe entre formas como “comprávamos” e “comprava-mos”, “lemos” e “lê-mos”, “líamos” e “lia-mos”, entre outras possibilidades.

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novo poema joana félix A DANÇA DOS PEIXES

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A DANÇA DOS PEIXES

Neste cais de pedra cinza,
olho o mar em silêncio.
Deixados nos sonhos
há peixes de prata
que serpenteiam,
parecem pássaros
sem medo,
que não se casam.
Agitam as barbatanas
e cantam com frequência.
Deslizam no infinito
em direção ao escuro
desaparecem,
talvez para dormir.

JOANA FÉLIX

TESOUROS NA baía da HORTA (AÇORES)

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Um documentário sobre o trabalho de arqueologia realizado na ilha do Faial que vale a pena ver..
Tesouros da Baía da Horta – SAPO Vídeos

videos.sapo.pt

A jornalista Susana Silveira mostra na Reportagem Açores o trabalho de recuperação dos achados que decorreu durante quatro anos no Faial.

LER AÇORES VÍDEOS

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Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores,

WALTZING MATILDA em várias versões o hino oficioso da australia

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este é o hino popular não oficial da Austrália em várias versões

Waltzing Matilda Territory style – Ali Mills

http://www.youtube.com/watch_popup?v=WgLtzD6JxcA&vq=medium

The song is a version of our unofficial national anthem Waltzing Matilda, the lyrics for which were penned by Banjo Paterson on a track east of Winton, in Ou…

VERSÃO DE ROLF HARRIS

 

http://www.youtube.com/watch?v=bl-YI44XYjI

 

 

versão de joan baez

http://www.youtube.com/watch?v=_E9Nu8JinM0

 

versão ROD STEWART

https://www.youtube.com/watch?v=Lvn2bi5fi9c

 

versão The Pogues

 

versão Kylie Minogue Sydney Olympics 2000

http://www.youtube.com/watch?v=QOfyHjRONLo

 

versão 2009 Australia Day com Wendy Matthews, John Schumann & Brian Cadd

 

 

versão king size em rock’n’roll

http://www.youtube.com/watch?v=h8UlIFmhie4

 

versão Dire Straits 1986 apresentados por Molly Meldrum

 

VERSÃO The Beatles

 

a letra (lyrics) na página seguinte

www.imagesaustralia.com

 

Once a jolly swagman camped by a billabong,
Under the shade of a Coolibah tree,
And he sang as he watched and waited till his billy boil,
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda, Waltzing Matilda,
You’ll come a Waltzing Matilda with me,
And he sang as he watched and waited till his billy boil
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

………………..

Down came a jumbuck to drink at that billabong
Up jumped the swagman and grabbed him with glee,
And he sang as he shoved that jumbuck in his tucker bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda, Waltzing Matilda,
You’ll come a Waltzing Matilda with me,
And he sang as he shoved that jumbuck in his tucker bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

…………………

Up rode the squatter mounted on his thorough-bred
Down came the troopers One Two Three
Whose that jolly jumbuck you’ve got in your tucker bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda Waltzing Matilda
You’ll come a Waltzing Matilda with me
Whose that jolly jumbuck you’ve got in your tucker-bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

………………….

Up jumped the swagman sprang in to the billabong
You’ll never catch me alive said he,
And his ghost may be heard as you pass by that billabong
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Once a jolly swagman camped by a billabong,
Under the shade of a Coolibah tree,
And he sang as he watched and waited till his billy boil,
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda, Waltzing Matilda,
You’ll come a Waltzing Matilda with me,
And he sang as he watched and waited till his billy boil
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

………………..

Down came a jumbuck to drink at that billabong
Up jumped the swagman and grabbed him with glee,
And he sang as he shoved that jumbuck in his tucker bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda, Waltzing Matilda,
You’ll come a Waltzing Matilda with me,
And he sang as he shoved that jumbuck in his tucker bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

…………………

Up rode the squatter mounted on his thorough-bred
Down came the troopers One Two Three
Whose that jolly jumbuck you’ve got in your tucker bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda Waltzing Matilda
You’ll come a Waltzing Matilda with me
Whose that jolly jumbuck you’ve got in your tucker-bag
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

………………….

Up jumped the swagman sprang in to the billabong
You’ll never catch me alive said he,
And his ghost may be heard as you pass by that billabong
You’ll come a Waltzing Matilda with me.

Waltzing Matilda Waltzing Matilda
You’ll come a Waltzing Matilda with me
And his ghost may be heard as you pass by that billabong
You’ll come a Waltzing Matilda with me.e.

 

belíssimo texto de Cristóvão de Aguiar

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QUARTA-FEIRA, 17 DE JULHO DE 2013

Minha Querida Neta Ana Laura:

Celebras hoje o teu quinto aniversário. Já principia a desabro­lhar em ti o botãozinho que indicia a despedida da tua primeira infân­cia. Ainda que não muito creditada em altura, como teus Pais, sem­pre te revelaste uma criança que corre adiante da sua idade. No ín­timo e no secreto do ra­ciocínio, ao invés, há muito que atingiste uma medida invejável para a tua tenridade. De­pressa continuarás subindo fí­sica e mentalmente. Tens ainda de an­dar um certo tanto para empubesceres, tornares-te uma senhori­nha sem peias nem preconceitos, mas, como o tempo é ma­roto e gosta das corridas à desfilada, lá chegarás num ápice. Bem gosta­ria o teu Vovô que, nessa altura, estivesse ainda neste mundo, sen­tado ao computador, a escrever-te mais uma carta de para­béns.
Tudo quanto atrás ficou lavrado significa que arribaste a esta vida para lar­gares e te elevares em voo largo que não consigo neste mo­mento inter­pre­tar. Mas auguro uma ascensão plena. Se custa? Claro que custa muito suor a alcançar o que quer que seja nesta vida. De outra maneira a vitória não tinha qualquer gozo. O sabor do sucesso reside me­nos em alcançá-lo do que no caminho que se percorre até a ele che­gar. A vida é muito complexa, mas vale a pena vivê-la em plenitude. É a única riqueza que nos é dada. O resto chega de­pois, e devagar, é uma con­quista contínua que requer força de von­tade e transpiração abun­dante. Sei que nada disto te atemo­riza. Nem agora, nem no futuro com­prido, que se desdobra em passadeira vermelha à tua frente.
Pelo que tenho vindo a captar da tua personalidade sou testemunha de que é muito vigorosa e indomável. O teu não é tão categórico, que, por ve­zes, causa calafrios na espinha de quem ele é endereçado. Sei-o por experiência própria!
A minha esperança é que a tua robusta força de vontade continue a desa­brochar com a força indómita que te habita e te habilita para as pro­vas a que a vida te irá submeter… Um beijo repenicado da música que já vais balbuciando no teclado do teu piano! ♫♫♫♪
Braga, 17 de Julho de 2013
Vovô Luís Cristóvão

pintura de margarida madruga

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Gostaria que espreitassem:

http://margaridamadruga.blogspot.com/2013/07/os-quadros-da-minha-exposicao-ponta-do.html

http://margaridamadruga.blogspot.pt/2013/07/os-quadros-da-minha-exposicao-ponta-do.html

 

Abraços

Margarida Madruga

“A Ponta do Pico”

 

A

Exposição

“A Ponta do Pico”

de Margarida Bem Madruga

na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça

Margarida Bem Madruga cobriu a montanha do Pico de mantas, tintas e poesia.

A imponência da montanha é, diariamente, objecto de fruição estética. Nosso barómetro de todos os dias, a sua altitude máxima é de 2.351 metros de lava, mistério e maravilha, constituindo o ponto mais alto de Portugal. Nos flancos deste santuário ocorreram inúmeras erupções predominantemente efusivas. Ténues fumos brancos, visíveis na ponta do Pico, atestam que o vulcão não cessou ainda completamente a sua actividade.

A não menos vulcânica Margarida, arquitecta reformada e pintora no activo, lança, nesta exposição (patente ao público de 11 de Julho a 27 de Setembro) olhares sobre esta montanha que nunca apresenta duas vezes o mesmo aspecto, pois que a luz que a enforma está sempre em constante mutação.

A pintura é uma arte generosa, sabe-se. E, em Margarida Madruga, a arte é já o domínio da técnica. Com arte e com técnica, e recorrendo a tinta de esmalte acrílico sobre tela, a pintora abre a cortina do assombro e recria, reconstrói e reinventa a montanha do Pico através de múltiplas abrangências: novos ângulos, diferentes enquadramentos e outros modos de olhar.

Mas atenção: esta picarota não pinta o Pico que vê do alto da sua casa da rua Cônsul Dabney – ela pinta o Pico que sente na alma.

Erguendo-se do mar em beleza petrificada, a soberba montanha apodera-se dos nossos sentidos. O resultado salta à vista nestes quadros: aquele espectáculo de todo o ano apresenta-se em todo o seu esplendor pictórico, cénico e místico. E o que vemos quando olhamos a montanha? Um seio gigantesco com um apetecível mamilo? Um enorme falo eruptivo? Uma monumental estátua de basalto? Um fantasma extraordinário? Um gigante recortado de brumas? Mistério de fogo? Alma-mater? Sentinela? Farol? Barca? Cada um fará a sua leitura, porque a beleza das coisas está sempre no olhar de quem as vê.

Nesta exposição colhemos todos os efeitos de luz da colossal montanha, que agora está violeta, logo está cor de fogo. Mas também pode cobrir-se de negro e cinzento. Ou amanhecer em neve. Ou desfalecer em roxo, com a lua enorme a nascer por trás daquela nuvem surrealista…

Tal como o pico do Pico que coroa e/ou fura as nuvens, esta exposição de Margarida atrai e encanta e fascina realmente o olhar.

Victor Rui Dores

Publicada por Mar de Bemà(s) 23:51

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