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Sismo nos Açores causa destruição e morte

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Da edição de 2 de setembro de 1926, quinta-feira, n. 207

Source: Sismo nos Açores causa destruição e morte

LUIS NEVES, MAI, O PREDESTINADO

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O limite da decência já tinha sido ultrapassado quando Luís Neves ainda andava pela Polícia Judiciária a fazer campanhas políticas, a transformar operações policiais em instrumentos de promoção pessoal e a deixar pelo caminho investigações importantes, destruídas por decisões cujos motivos só ele poderá esclarecer.
Agora foi ultrapassado o limite da falta de vergonha.
Luís Neves não se considera um simples ministro. Considera-se um predestinado. O homem quer ser Presidente da República, imagina-se uma espécie de salvador nacional e fala como se Portugal tivesse recebido um polícia por graça divina. A Polícia Judiciária foi o palco, o Ministério da Administração Interna é apenas mais um degrau e Belém será, na sua cabeça, a recompensa natural por décadas a posar diante das câmaras.
E está predestinado, de facto. Resta saber qual será o destino dessa predestinação: uma reforma dourada, protegida pelos amigos do regime, ou uma cela no Estabelecimento Prisional de Évora.
O homem que afirma que «sem provas não há acusação, há difamação» aproveitou o mesmo discurso para acusar pessoas que não identificou de agirem por inveja e falsidade. Não apresentou nomes. Não apresentou factos. Não apresentou provas. Conhece as pessoas, diz ele, mas haverá «um tempo próprio para tudo».
Para Luís Neves, uma acusação sem provas é difamação quando é dirigida contra si. Quando é ele a acusar, transforma-se misteriosamente em informação reservada de um grande estadista.
Depois veio a explicação sobre os bens apreendidos. Carros, televisores, sofás e equipamento de ginásio foram colocados ao serviço da Polícia Judiciária. Luís Neves diz que aplicou a lei e apresenta o assunto como se tivesse descoberto uma fonte gratuita e inesgotável de património para o Estado.
Não descobriu.
A utilização de património apreendido não é gratuita. A lei admite a utilização operacional provisória de determinados bens, mas exige declaração de utilidade operacional, despacho fundamentado, registo do estado de conservação, comunicação às autoridades competentes, notificação dos interessados e avaliação para eventual indemnização.
O bem apreendido ainda não pertence necessariamente ao Estado. Continua a existir um proprietário e continua a existir a possibilidade de aquele património ter de ser restituído.
Se o titular for absolvido, ou se o bem não vier a ser declarado perdido, o Estado poderá ter de indemnizar a sua utilização e desvalorização. Quem paga não é Luís Neves. Somos nós.
Se o bem for declarado perdido a favor do Estado, também não apareceu dinheiro do céu. Cada quilómetro feito num automóvel, cada ano de utilização de uma televisão e cada desgaste de equipamento reduz o valor de um bem que o Estado poderia vender. Pode haver situações em que a utilização operacional compense essa perda, mas isso tem de ser demonstrado através de critérios objectivos. Não basta o director da PJ declarar que decidiu bem e exigir que o país aplauda.
A pergunta não é apenas se a lei permite utilizar bens apreendidos. A pergunta é quem autorizou cada utilização, com que fundamento, para que finalidade, por quem, durante quanto tempo, com que custos, com que quilometragem, com que depreciação e com que vantagem efectiva para o Estado.
Luís Neves fala em mais de 800 viaturas e outros bens. Muito bem. Então publique-se a lista. Publiquem-se os despachos de utilidade operacional, as avaliações, os registos, os utilizadores, os custos de manutenção, os destinos finais e as indemnizações pagas.
Isso seria transparência.
Subir a um púlpito, proclamar que possui um legado «à prova de bala», chamar invejosos aos críticos e recusar identificar os alegados mentirosos não é transparência. É apenas a arrogância de um homem que passou demasiado tempo a mandar numa polícia e começou a acreditar que também manda na verdade.
Luís Neves acha-se predestinado. Talvez esteja certo. Agora é preciso descobrir para quê.

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açores – Que modelo de desenvolvimento?

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Que modelo de desenvolvimento?
Os Açores têm que definir o seu modelo de desenvolvimento, assente e sustentado em bases científicas, bem estudadas por quem sabe, longe de “modas” e de ciclos. Os políticos muitas vezes não são quem sabe mais, até porque funcionam com facilidade na base de eleitoralismos, ignorando os interesses gerais da sociedade.
Antes as vacas é que “eram”. Deram muito, sim, mas depois caiu-se no exagero, com vacas a mais e leite a mais, num mercado nacional e internacional muito concorrencial. Quando as vacas começaram a dar menos lucros, até já dão prejuízos, foi um tal “correr” para o turismo, com hotéis e unidades afins por todos os lados, sem esquecer que consta que existe muito alojamento ilegal.
Defendem a economia de mercado e não querem o Estado na economia. É um bom princípio, com certeza. O problema é que quando a lavoura e o turismo estão com “as calças na mão”, como agora, cheios de dificuldades porque o mercado está cada vez mais limitado, vão “bater à porta”, muito aflitos, dos organismos estatais. Até parece que o Governo Regional, que também está falido, funciona como uma Câmara do Comércio e Indústria ou como uma Associação Agrícola. Mas o Governo Regional não tem muito para dar, pois não, nem está obrigado a tal.
Enquanto os lavradores e os operadores turísticos ganharam milhões e julgaram que a riqueza era para sempre, não se preocuparam em ajudar sectores económicos e sociais carenciados, de forma que houvesse um desenvolvimento mais equilibrado. Agora aguentem-se e acreditem em melhores dias, se chegarem.
Volto a dizer. Não sabemos qual o modelo de desenvolvimento que se quer para os Açores. “Navegar à vista” ou aplicar medidas avulsas mal fundamentadas não resultam. O presente está difícil e o futuro poderá ser ainda mais preocupante para o arquipélago. Até porque a tendência é para diminuirem os fundos europeus e o Governo nacional tem feito tudo para atrasar a elaboração de uma nova Lei de Finanças Regionais, já que a existente está desactalizada e, como tal, limita as transferências do Orçamento de Estado para a Região Autónoma.

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Guerra e seca tramam Portugal: pão mais caro em outubro — e depois a massa, bolachas, carne, leite e ovos – ZAP Notícias

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Cereais mais caros, por causa da guerra no Mar Negro e da seca na Europa, ameaçam alimentos. Portugal terá possivelmente de procurar cereais noutros mercados O preço do pão deverá começar a subir em Portugal a partir de outubro, pressionado pelo encarecimento do trigo e por outros custos suportados pelas empresas. Mas a subida dos cereais poderá atingir, mais tarde, as massas, bolachas e pastelaria e, de forma indireta, à carne, ao leite e aos ovos. Débora Barbosa, presidente da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), diz ao Jornal Económico que desde junho, matérias-primas

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imagens que ainda me chocam hoje

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This photograph remains the hardest for me to look at, among the tens of thousands of war photographs I have ever seen. It shows the worst and the best sides of human nature in a single image.

Ukraine around 1942.

Australian commando Leonard Sifleet (1916–1943) shortly before his execution by Japanese officer Yasuno Chikao. Aitape, Papua New Guinea, around 1943. Sifleet, an Australian commando (Special Unit M), was captured on Aitape, an island off the coast of Papua New Guinea, after his team was ambushed by local Papuan soldiers loyal to the Japanese.

They were handed over to the Japanese, tortured, taken to the beach, blindfolded, and executed on the orders of Japanese Admiral Michiaki Kamada. Chikao ordered a soldier to photograph the act. According to various sources, Chikao died before the war ended, while others claim he was convicted of war crimes and sentenced to death, but spent less than ten years in prison after the war.

Leonard Sifleet with his girlfriend Clarice Lane in 1941

Iceland rejects EU membership plan in referendum held under the shadow of Trump’s Greenland threats | CNN

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Icelanders have voted to stay out of the European Union, broadcaster RUV reported on Sunday, rejecting a government push to reopen membership talks and siding with those who said Iceland’s fishing waters were too important to risk.

Source: Iceland rejects EU membership plan in referendum held under the shadow of Trump’s Greenland threats | CNN

«Os homens estão um grau acima das mulheres»

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— A verdadeira face da igualdade de género no Islão. Maomé ‎está de pé, ‎‎orgulhoso, e afirma: «Os homens estão um grau acima das mulheres!» O Alcorão 2:228 afirma: ‎‎«Os homens estão um ‎‎grau acima das mulheres.» ‎O significado deste versículo é simples. Os homens estão ‎sempre acima. Autoridade masculina, ‎‎obediência feminina. No casamento, na herança, no testemunho e ‎nos direitos legais, os homens são ‎‎colocados um degrau acima das mulheres. É uma declaração clara ‎de que as mulheres devem permanecer subordinadas. A tomada de decisões da mulher, a sua independência e a sua dignidade estão submetidas à autoridade masculina. Esta é a ideia do Islão de honrar as ‎mulheres. ‎Afirmam que o Islão concedeu respeito às mulheres, mas o Alcorão afirma explicitamente que ‎os ‎‎homens estão acima das mulheres. Os que apontam para versículos destes afirmam que «o Islão ‎estabeleceu a ‎‎igualdade entre homens e mulheres» estão a mentir deliberadamente ou a recusar-se a encarar a ‎realidade. Colocar as mulheres abaixo dos homens não é respeito; é humilhação e opressão patriarcal. As mulheres não ‎são seres subordinados. As ‎‎mulheres são seres humanos iguais. Este insulto já não pode ser aceite.‎

MUSLIM RAPE VIOLAÇÃO MUÇULMANA

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uma verdade incómoda: os homens violam porque podem — porque ninguém os impediu. Quando os violadores ficam impunes, voltam a fazê-lo repetidamente. (É bastante óbvio quando se pensa nisso! Qualquer infrator reincidente torna-se reincidente porque não foi detido da primeira vez, nem da segunda, nem…).

 

 

https://www.facebook.com/reel/1557622085804823

sou intolerante com os intolerantes?

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O Islão tem um problema com os homossexuais, os judeus, os sikhs, os cristãos, os budistas, os hindus, as mulheres, os não-muçulmanos, os ateus, os apóstatas, a cerveja, o vinho, o bacon e os cães, mas se eu tiver um problema com o Islão, sou eu que sou intolerante e islamófobo?

 

Sei que muitos entenderão que estou a exagerar, a exorbitar, e que os meus escritos são apelos raciais e à violência. ‎Enganam-se, pois o que eu ‎quero é que esta violência islâmica importada do Afeganistão, da Síria, do Irão e do Iraque, entre ‎outros, não seja acolhida na Europa, mas ‎devolvida à origem. Não quero que se acolham mais refugiados ou imigrantes ilegais. Quero que acabem as guerras que o mundo ocidental ou outros ‎países impuseram aos seus países e, inicialmente, serviu de desculpa para haver refugiados. Não quero cá mesquitas enquanto não houver igrejas nos países deles, nem os quero cá enquanto o credo deles ‎insistir na morte dos infiéis e dos que se convertem a outras fés.‎ Tem de haver limites à tolerância. O que é paradoxo da tolerância e como ele pode ser usado ? O filósofo austríaco Karl Popper questionou até que ponto a sociedade deve ser tolerante com os intolerantes. A liberdade de expressão é um dos pilares de uma sociedade democrática. Na sua essência, garante a todo indivíduo o direito de exprimir a opinião. Para sustentar tamanha multiplicidade de pensamentos, no entanto, é primordial que essa sociedade democrática conte com um outro ingrediente: a tolerância. É ela quem dita que devemos estar dispostos a ouvir, respeitar e conviver com opiniões divergentes das nossas. Mas e quando essa opinião divergente tem como pano de fundo justamente a intolerância? Quando ela prega que determinado grupo étnico deve ser segregado ou que as pessoas precisam ser punidas por sua orientação sexual? E quando uma opinião, na verdade, incita à violência e ao ódio? Nestes casos, devemos ser tolerantes ao intolerante? São esses questionamentos que levam o filósofo contemporâneo Karl Popper (1902-1994) a definir o chamado “paradoxo da tolerância”. O termo apareceu pela primeira vez no livro “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, de 1945, resultado das observações do filósofo frente aos movimentos totalitários do século XX. Ele defende que uma sociedade que se declara tolerante deve ser intolerante à intolerância. Tolerar ou não tolerar? Para o filósofo, ao aceitar os intolerantes, os tolerantes – e a chamada sociedade tolerante – podem ser levados à destruição. Isso porque uma tolerância ilimitada se torna vulnerável a qualquer tipo de ataque intolerante que se disfarce sob o discurso da liberdade de expressão. “A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles”. Karl Popper explica que a prioridade deve ser sempre combater ideários intolerantes com argumentos sólidos. “Nessa formulação, não insinuo, por exemplo, que devamos sempre suprimir a expressão de filosofias intolerantes. Desde que possamos combatê-las com argumentos racionais e mantê-las em xeque frente à opinião pública, suprimi-las seria, certamente, imprudente”, afirma. O combate mais incisivo às filosofias intolerantes, no entanto, não deve ser uma opção descartada – sobretudo quando a única resposta desse grupo é a violência. “Devemos-nos reservar o direito de suprimi-las, se necessário, mesmo que pela força. Pode ser que eles [intolerantes] não estejam preparados para nos encontrar nos níveis dos argumentos racionais, ao começar por criticar todos os argumentos e proibindo seus seguidores de ouvir argumentos racionais, porque são enganadores, e ensiná-los a responder aos argumentos com punhos ou pistolas”, explica. Dessa forma, o paradoxo da tolerância questiona até que ponto ideias intolerantes devem ser toleradas se infringem, ofendem ou incentivam algum tipo de violência às liberdades de um indivíduo ou um grupo. Pode ser confuso, mas é um paradoxo justamente por isso.

bon appétit

Como dizia o treinador de futebol, Jorge Jesus, quando vai treinar para as Arábias, tem um contrato que tem de cumprir ‎escrupulosamente, ‎relativamente à religião deles e às normas que não pode quebrar. É isso que temos de fazer a todos os que ‎emigram para a Europa. Não é racismo ‎recusar a aceitação de imigrantes ilegais; não é racismo recusar a aceitação de imigrantes ‎que não se integram nem cumprem as normas e, como ‎tal, devem ser deportados. ‎

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Depressão sobre islamofobia : r/progressive_islam

Você contribui para a islamofobia? - ING Report reveals rising Islamophobia in Europe | Daily SabahThe more they hate on Islam, the more people research Islam and then come to Islam. Alhamdulillah for everything

 

sou intolerante e islamófobo?

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O Islão tem um problema com os homossexuais, os judeus, os sikhs, os cristãos, os budistas, os hindus, as mulheres, os não-muçulmanos, os ateus, os apóstatas, a cerveja, o vinho, o bacon e os cães, mas se eu tiver um problema com o Islão, sou eu que sou intolerante e islamófobo?

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Depressão sobre islamofobia : r/progressive_islam

Você contribui para a islamofobia? - ING Report reveals rising Islamophobia in Europe | Daily SabahThe more they hate on Islam, the more people research Islam and then come to Islam. Alhamdulillah for everything

 

100 mil milhões: EUA tomam conta de petróleo da Venezuela – ZAP Notícias

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Trump anunciou o “maior acordo de petróleo da história mundial” esta sexta-feira: “transação histórica mais do que duplica as reservas de petróleo dos Estados Unidos”. O presidente dos EUA Donald Trump anunciou esta sexta-feira que os Estados Unidos (EUA) fecharam um acordo com a Venezuela para assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo do país sul-americano. Numa publicação na plataforma que detém, Truth Social, Trump realçou que o acordo foi negociado por Marco Rubio, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, e pela Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. “Os Estados Unidos da América acabam

Source: 100 mil milhões: EUA tomam conta de petróleo da Venezuela – ZAP Notícias

Um homem de 70 anos foi ontem brutalmente espancado no seu café em Caminha.

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Um homem de 70 anos foi ontem brutalmente espancado no seu café em Caminha.
Está no hospital de Viana.
Por jovens que estavam a tentar assaltar a arca de gelados do café dele.
Na semana passada, nas festas de Viana, fui comprar uma fartura a uma roulote. Um casal na casa dos 30 anos, com duas crianças muito pequenas, achou por bem ficar a comer as farturas de pé, encostados à roulote. A impedir a passagem de quem queria comprar.
Um senhor, seguramente com mais de 60 anos, que deduzo ser o dono do espaço, pediu que eles saíssem dali. Assim não conseguia vender. Não foi meigo ao dizer isto porque estava indignado com a evidente falta de civismo. Mas também não foi mal educado. A mulher virou-lhes costas e ignorou-o. Ainda disse que ele era mal educado. Eu não me consegui conter e disse: o senhor tem toda a razão. Ali ficaram, a continuar a comer, como se nada fosse. O senhor começou a ficar ainda mais nervoso por ser ignorado e cometeu o “erro” de tocar no carrinho de bebé para exemplificar que tinham de o remover dali.
Foi aí que não queria acreditar no que estava a ver. O homem atirou-se a esse senhor, pronto para lhe bater. Encostou-lhe a cara, a gritar descontroladamente e a ameaçar porrada. O meu coração parou. A mulher dele a assobiar para o lado e em microsegundos pensei que se ela, tendo duas crianças, não fazia nada e achava aquilo normal, é porque estava habituada. Ainda lhe dava força. Fui ter com o senhor da roulote e pedi que se afastasse. Por favor, ele vai bater-lhe, não lhe diga mais nada, vá embora agora.
E ele foi. Parado, ao lado da roulote, visivelmente bloqueado. A família ali continuou, a comer as farturas e eu fiquei com vontade de vomitar. A sentir a injustiça nas veias e a confirmar que se o nosso país não começa a tomar medidas para ganhar pulso contra estes delinquentes, vamos viver numa república das bananas onde vale tudo e ninguém faz nada.
O dono do café de 70 anos está num hospital. E nós continuamos a não punir severamente quem tem de ser responsabilizado por estragar vidas.

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