descobertas construções megalíticas na ilha terceira

Descoberta construções megalíticas e arte rupestre Ilha Terceira/Açores/Portugal Insular: Telejornal -Açores – RTP Play – RTP

O arqueólogo Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Arqueólogos, diz ter encontrado vestígios de arte rupestre na Terceira que provam que os Açores não foram descobertos pelos portugueses.

Em declarações à Antena 1 Açores em Ponta Delgada, o arqueólogo diz que existem vários vestígios a carecer de estudo, incluindo construções, que podem sustentar a tese de que outros povos terão estado nas ilhas antes dos portugueses.

 

Nuno Ribeiro queixa-se do pouco empenho das autoridades regionais em facilitar o estudo do assunto e acrescenta que existem universidades estrangeiras interessadas na questão.

Antena 1 Açores

8/29/12, Joaquim Fernandes, historiador, compartilhou:

Caros amigos,
Revejam o Telejornal/RTP Açores de ontem, a partir do minuto 3′ 34”.
Foi mais ou menos isto que “prenunciei” com laivos de inconsciente “profecia” no meu romance histórico “O Cavaleiro da Ilha do Corvo”,
que publiquei em 2008: a história desconhecida e ignorada da Macaronésia atlântica era uma inconveniência para a gesta lusitana de “500”.
Passados 4 anos a História emerge do longo sono do Passado parecendo quere dar-me razão e, sobretudo, justiçar essa voz incómoda que foi Damião de Góis que revelou em primeira mão que os portugueses não haviam sido os primeiros
a habitar e a colonizar as ilhas açorianas… A estátua do enigmático cavaleiro encontrado na Ponta do Marco confirma tal pressuposto.
As desejadas escavações no terreno irão esclarecer – e provavalemente diluir – este episódio de ficção histórica traduzida na nossa
pseudo prioridade da navegabilidade e descobertas no Atlântico…
Esta é uma das mais inesperadas NOTÍCIAS dos últimos 5 séculos!
Um abraço,
Joaquim Fernandes, PhD
Rua Francisco Sena Esteves, 22, 3º Dtº Tras.
4200-604 Porto
PortugalTelf.228317397
Tlm. 917338986

CTEC Board – Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência
Universidade Fernando Pessoa
Praça 9 de Abril, 349
4249-004 Porto

Sent: quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 11:36
Subject: Descoberta construções megalíticas e arte rupestre Ilha Terceira: Telejornal -Açores – RTP Play – RTP
Anunciada descoberta de construções megalíticas e arte rupestre na ilha Terceira pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues Univ. Açores. Façam por favor a divulgação.
Com os melhores cumprimentos,
Nuno Ribeiro
Telejornal РA̤ores РRTP Play РRTP

Source: rtp.pt

 

 

Descoberta arte rupestre na Terceira

O achado desta arte milenar reforça a convicção de que a ocupação humana nos Açores é anterior à chegada dos portugueses.

O presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA) revelou ontem a existência de arte rupestre na ilha Terceira.

Nuno Ribeiro, que esteve presente na Universidade dos Açores para uma conferência subordinada ao tema “Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?”, afirmou que foi encontrado “um sítio de arte rupestre com características que nos fazem acreditar que remonta à Idade do Bronze”.

A convicção de a ocupação humana no Arquipélago ser anterior à chegada dos portugueses é, assim, reiterada, tendo Nuno Ribeiro salientado que, nos últimos três anos, foram descobertos em várias ilhas açorianas vestígios de estruturas “que indiciam, pela sua arquitetura e construção, serem de origem pré-portuguesa”.

 

JornalDiario

2012-08-29 13:00:00


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Artista plástico brasileiro ‘procura’ origens da cerâmica açoriana

Artista plástico brasileiro ‘procura’ origens da cerâmica açoriana

by Eulália Moreno on Monday, 13 August 2012 at 17:24 ·

O artista plástico brasileiro Lourival Medeiros, descendente de açorianos, está a estudar a origem da olaria no arquipélago dos Açores, num projeto que poderá culminar com o lançamento de um livro sobre o assunto.

“Pretendo saber como é que ela veio para os Açores. Até agora, consegui saber que vieram oleiros do continente, da região do Alentejo, de S. Pedro do Corval, onde pretendo ir para tentar saber melhor de onde vem a cerâmica açoriana”, afirmou o oleiro em declarações à Lusa.

Lourival Medeiros, que vive em Santa Catarina, no Brasil, mas descende de açorianos da ilha Terceira, assumiu que pretende utilizar todos os conhecimentos que adquirir neste projeto para editar um livro que será “um registo da cerâmica dos Açores”.

 

Inicialmente, este artista plástico estava a contar descobrir novas técnicas e conhecer melhor a cerâmica do arquipélago, mas deparou-se com uma atividade quase inexistente e acabou a partilhar os seus conhecimentos.

“Tive que reformular o projeto e aproveitar para passar o meu conhecimento para as pessoas da região”, afirmou, salientando que já realizou seis iniciativas de formação na Olaria Museu de Vila Franca do Campo, em S. Miguel.

Relativamente ao projeto de pesquisa das origens da olaria açoriana, Lourival Medeiros começou por S. Miguel, onde encontrou João da Rita, um dos últimos oleiros em atividade no arquipélago.

Para o oleiro brasileiro, é importante que se faça uma “aposta na formação dos jovens”, de forma a que se possa dar continuidade a “uma arte tão magnífica”.

 

Depois de S. Miguel, Lourival Medeiros pretende visitar a Terceira, o Pico e Santa Maria, onde afirmou existir “argila de qualidade”.

“Quero ter contacto com a argila de Santa Maria, que abastecia toda a região. Os oleiros açorianos usam agora argila que vem de Espanha, o que é uma pena porque a argila de Santa Maria é de altíssima qualidade e não está a ser valorizada”, frisou.

A fase seguinte deste projeto inclui uma deslocação a Lisboa para analisar os dados disponíveis em arquivos universitários na área da antropologia.

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timor e a violência doméstica

TIMOR-LESTE ESFORÇA-SE PARA SUPERAR A CULTURA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Kate Hodal, em Díli – guardian.co.uk , 24 de agosto de 2012
Apesar da introdução de uma lei que criminaliza a violência contra a mulher o problema ainda é endémico na cultura timorense
Maurícia está tremendo. Ela está na cama do hospital depois de se escapar de seu marido. Seu cabelo é puxado para trás em um coque bem arrumado e as unhas são pintadas de rosa. Seu vestido está salpicado de sangue do soco que lhe quebrou o nariz.
“Eu estava alimentando o bebé, quando ele voltou para casa, bêbado de novo”, ele é um trabalhador desempregado. “Ele enche-se de raiva e agride-me.”
Não é a primeira vez que isto aconteceu e é improvável que seja a última, mas Maurícia – por ter medo de repercussões – não quer envolver a polícia. “O bebé precisa de mim, eu não posso sair”, diz ela simplesmente.
Já faz dois anos desde que Timor-Leste aprovou uma lei que criminaliza a violência doméstica, no entanto, continua a ser o país número um deste crime. Obstáculos contínuos, tais como a falta de Estado de Direito, um sistema débil judicial, dependência económica, e uma cultura do silêncio significa que quase um terço de todas as mulheres sofreram algum tipo de violência ou agressão desde a idade de 15 anos, de acordo com 2009, o governo – Inquérito Demográfico e de Saúde(pdf). Na capital, Díli, esse número sobe para uma em cada duas mulheres.
“Apesar de a lei contra a violência doméstica, as comunidades não mudaram seu comportamento”, diz Marcelina Amaral, de serviços de Timor-Leste de apoio à vítima (VSS), uma unidade de assistência jurídica que ajuda pessoas que sofreram violência doméstica a procurar ajuda e justiça.
“Nossa própria cultura torna realmente difícil para as mulheres apresentar queixas no sistema de justiça. Devido a razões culturais e de dependência económica, a maioria das mulheres têm níveis muito baixos de educação, daí que elas não se sintam habilitadas a tomar decisões sobre seus casos.”
As ocorrências de agressão ainda são consideradas um assunto privado entre as famílias, três em cada quatro casos de violência doméstica não são notificados à polícia que, sob a lei de 2010, é necessário para investigar o crime dentro de cinco dias após ter sido apresentado. As delegacias de polícia, no entanto, têm a falta de testes científicos e são muitas vezes localizadas longe da cena do crime, especialmente em áreas rurais. Isso deixa frequentemente as pessoas desmotivadas, que optam por procurar justiça através dos tribunais tradicionais, que priorizam a harmonia da comunidade sobre a justiça individual.
“Muitas pessoas que vivem em áreas rurais não têm qualquer informação sobre o sistema [oficial] legal, então decidem resolver os casos de uma forma tradicional”, explica Luís de Oliveira Sampaio do programa judicial de Timor-Leste sistema de monitoramento ( JSMP), que supervisiona a VSS. “Em crime de estupro eles decidem casar-se, porque eles não entendem como o sistema legal deve trabalhar.”
Mas o sistema oficial tem suas falhas também. Sem evidências científicas, os casos frequentemente dependem de testemunho da vítima, que pode ser pressionada a retirar o seu caso. De acordo com o relatório anual do JSMP 2011 (pdf), os tribunais timorenses são muitas vezes desiquipados, faltando o básico como água corrente, geradores e juízes. O número de defensores públicos é muito limitado e pode resultar em que a vítima e o réu tenham de compartilhar o mesmo advogado.
Lisa Mortimer, uma advogada VSS, identifica um outro problema: “O processo de julgamento é tão longo que a vítima geralmente acaba por resolver o problema com o marido e com a comunidade, entretanto a vítima muitas vezes diz: “Se você o enviar para a prisão agora, eu não tenho ninguém para cuidar de mim e da família “. Quando nós começamos as sentenças, elas são geralmente suspensas.”
Violência não é novidade para Timor-Leste, que foi colonizada por Portugal cerca de 500 anos antes de ser anexado pela vizinha Indonésia em 1975. De acordo com a ONU o estupro e o abuso sexual de mulheres e crianças foi generalizado e impune durante a ocupação militar, que durou 24 anos.
Hoje, 71% dos homens dizem que a violência física contra a sua esposa é aceitável se elas negligenciarem os filhos, enquanto 72% das mulheres dizem que bater na esposa se justifica se uma mulher sai sem dizer ao seu marido, de acordo com levantamento demográfico do governo.
A violência doméstica é um dos muitos problemas enfrentados em Timor-Leste, que é classificado 147 de 187 países no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas 2011. Água corrente e electricidade são consideradas luxos, e 40% da população vive com menos de US $ 1,25 por dia.
No entanto, as autoridades apontam para uma evolução da igualdade de género – nomeadamente a passagem de um plano de acção nacional sobre a violência de género e educação escolar obrigatória – como prova de que Timor-Leste está a resolver o problema. “Esperamos que, no futuro, o nosso presidente possa ser uma mulher”, diz o responsável da Provedoria de Justiça e Direitos Humanos, Sebastião Dias Ximenes. “Mas agora estamos tentando desenvolver nossos direitos humanos. Temos que mudar nossa mentalidade [pela igualdade de género], porque a mentalidade anterior foi influenciada por qualquer pensamento colonial ou de economia.”
Muitos casamentos ainda são arranjados em torno de dotes tradicionais, mas o facto de que um terço de todos os assentos parlamentares serem reservados para mulheres ajudou a Timor-Leste entender que “as mulheres são uma parte integrante e importante da sociedade”, diz o primeiro-ministro Xanana Gusmão. “Isso obriga os políticos e a sociedade a entender a questão do machismo na nossa cultura.”
Ativistas preocupam-se sobre o financiamento para muitos dos programas que tratam deste género de crime. O financiamento dos doadores para o teste VSS e uma recuperação psicossexual e forense para os afetados é doada por caridade e expira no final deste ano, com consequências desconhecidas.
“Se os doadores vierem de mãos vazias nossos serviços estão terminados”, diz Manuel de Pradet dos Santos. “Mesmo a polícia depende de nós para testes forenses ou para colocar a vítima numa casa segura.”
*Tradução Página Global
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URBANO BETTENCOURT (Que paisagem apagarás, 2010)

URBANO BETTENCOURT (Que paisagem apagarás, 2010)

1.                       VOZES NO CÉU DE DUBLIN

Para Adelaide e Vamberto Freitas

Vozes no céu de Dublin

by Urbano Bettencourt on Monday, 27 August 2012 at 18:59 ·

                                                                               

                                                                                           Para Adelaide e Vamberto Freitas

 

 Havia uma mulher sentada junto ao murete de pedra, nessa meia tarde de um Outono precoce  em que visitámos  as ruínas da Abadia de Howth.

 

O guia turístico adquirido na recepção do hotel informava que Howth  “has long been a favoured dwelling place for writers”, mas, referida a Dublin, qualquer indicação sobre a presença literária na cidade será sempre redundante. Assim, a manhã esgotara-se  entre a visita ao Dublin Writers’ Museum  e a demorada passagem pela Martello Tower, aliás,  James Joyce Tower, cujos recantos e escadarias pareciam ressumar ainda a inquietação difusa perante a ameaça de uma eventual invasão napoleónica .

 

A voz de Buck Mulligan, que nos havia transportado até aos alvores do século XIX num andamento pausado e a rondar a monotonia, adquiriu   uma súbita vivacidade  ao descrever o  memorial joyceano. E ganhou  uma inesperada gama de modulações e registos  quando se pôs a evocar os acontecimentos dessa luminosa manhã de Junho de mil novecentos e quatro em que Leopold Bloom saiu   de casa para comprar rins de carneiro e, ao entrar no talho, pediu tomates, num particular momento de perturbação espacial e linguística cujo eco o escritor  Arménio Vieira faria  chegar às ilhas de Cabo Verde.

Em Howth não houve qualquer Buck Mulligan a falar-nos do remoto prestígio da Abadia e do fascínio que exerceu sobre os intelectuais da Europa medieval. Vagueámos  pelo seu interior, tentando apenas surpreender ainda um possível  rumor de passos e as vozes dos homens que ali, um dia, construíram o seu mundo por entre o recolhimento e a contemplação da  Ireland’s Eye, separada de terra por um curto braço de mar e, mesmo assim, ilha longínqua, entregue ao seu destino de solidão e abandono. E tudo isso se harmonizava, enfim, com a melodia que a mulher sentada junto ao murete se pusera, entretanto, a entoar.

 

Nessa noite, Briege Murphy cantava no Howth’s Abbey Center. Mas só quando começou a  interpretar “The sea” me apercebi de que ela era, afinal,  a mesma mulher que nós  surpreendêramos junto às ruínas da Abadia. A  sua voz desenhava um fio melódico que se erguia no ar em movimentos oscilantes, acentuados pelo  dedilhado sóbrio do violão,  e nessa ondulação devo ter pressentido os ritmos marítimos de Saint-John Perse, o fluxo e refluxo das suas marés verbais,  dos seus versos desmaiando sobre o  corpo de uma  ilha da memória. Talvez tenha mesmo tentado perseguir no rasto dessa voz  o remoto apelo do mar que secretamente ecoa na poesia de Emanuel Félix. O mesmo mar que   traçou para sempre o destino de Enrico Mreule, levando-o a trocar o fechado  Mediterrâneo pelo Atlântico infindo,  sem saber que este era, afinal,   esse outro mar de Claudio Magris e onde tudo acontece.

 

Lentamente, porém, a canção ganhava corpo nas palavras de uma dorida história de amor  em que uma mulher a pouco e pouco se perdia  de si mesma nas repetidas  ausências do seu homem no imenso Atlântico  selvagem: he takes a piece of me with him, each time he leaves the shore. Depois, uma fina amargura invadia os versos e a melodia até desembocar num   desabafo derradeiro em que tudo era já sem remédio nem consolação: he won’t stay home for me, cause my love he has a mistress, she’s the sea. De  súbito, naquela história de enamoramento e ciúme chegavam-me os ecos da belíssima abertura do romance  Saudade, de Katherine Vaz,  e nela vibrava  a voz de Conceição Cruz, como se José Francisco tivesse decidido perder-se em definitivo da terra. E  dei comigo a pensar como será bom saber que,  de cada vez que sucumbirmos ao íntimo chamamento do mar,  uma voz de mulher há-de erguer-se para chorar-nos o destino e a perdição.

 

Assim, longe dos Açores e da Califórnia, ouvindo Briege Murphy no Howth’s Abbey Center, eu era ao mesmo tempo leitor  e personagem do romance de Katherine Vaz.

 

(Que paisagem apagarás, 2010)

 

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TIMOR LESTE E A LÍNGUA

http://www.eurasiareview.com/20042012-jose-ramos-horta-timor-lestes-language-policy-tetum-portuguese-bahasa-indonesia-or-english-oped/

Jose Ramos Horta: Timor-Leste’s Language Policy: Tetum, Portuguese, Bahasa Indonesia Or English? – OpEd

By:

April 20, 2012

Timor-Leste’s language policy positions Tetum and Portuguese as official languages while making Indonesian and English as working languages. A recent article in RSIS Commentaries misses the open-mindedness and pragmatism behind the policy.

By President Jose Ramos-Horta

Once in a while a journalist or scholar opinionates on Timor-Leste’s choice of its official languages. Victor Richard Savage, Associate Professor in Geography at the National University of Singapore, wrote recently: “The current presidential election in Timor-Leste has brought international visibility to this rather marginalised state within Southeast Asia.”

We have been called “fragile state”, “failing state”, “failed state” but “marginalised state” is certainly a new title just bestowed on us. Mr. Savage then proceeded to provide us with his scholarly opinion on what is actually a very simple issue in Timor-Leste, the issue of languages.

Open-Mindedness

Articles 13 and 159 of our Constitution stipulate that Tetum and Portuguese are our official languages and the Indonesian Language and English are our working languages. Can one be more open-minded and pragmatic than that?

Timorese leaders and people, though islanders, are very outward-looking, open to cultural influences, eagerly learning and absorbing the good (and bad) we see, read and hear around us. We are among the most polyglot people in the world. A very large percentage of us manage as many as three to five languages – a native language, Tetum, Indonesian, English and Portuguese.

An increasing number of young Timorese are becoming conversant with English. It is estimated that English is understood by 31.4%. I am very impressed by how many of our youth have become fluent in Spanish, Korean, Japanese, Chinese after only a few months of studying the language. I always advise our youth to be open-minded towards information, knowledge and other cultures and learn as many languages as they can. I tell them not to be provincial as the average Australian, American or Briton who can manage only English.

According to Timor-Leste’s 2010 census, close to 90% of all Timorese use Tetum in their daily life. An estimated 35% are fluent Indonesian Language users and 23.5% speak, read and write Portuguese. This is a very impressive number bearing in mind that in 2002 less than 5% of all Timorese understood Portuguese.

Growing Importance Of Tetum

In his essay Mr. Victor Savage questioned the wisdom of Timor-Leste’s language policy and suggested that we should opt for English rather than Tetum and Portuguese, ignoring the fact that our Constitution provides space for Indonesian and English as working languages. However Mr. Savage erroneously claims that while Tetum is an official language “on the ground one gets the feeling that Portuguese has been given priority because it is the language of communication of the political and social elites – in short it is an elitist language in Timor Leste. This language policy has its own challenges.”

It is obvious that either Mr. Savage has not been to Timor-Leste or has been there only in the usual fly-in, fly-out fashion. Most proceedings in our National Parliament, Cabinet, seminars, etc are conducted in Tetum.

The Timorese resistance, Government and our Church have done more for the spread and modernisation of Tetum than anyone. That Tetum is today spoken by almost 90% of our people is a great measure of our success in nation-building. But Tetum is still in the process of becoming a truly modern, functional language. Hundreds of words are borrowed from Portuguese, some from Indonesian Language, and I believe that in another 10-20 years, Tetum will be a very colourful, rich and dynamic language. Indonesian also borrowed hundreds of words from Portuguese as a result of Portuguese colonial presence in the region.

In another 10 years half of our people will manage Portuguese – our own version of Portuguese – as lively and musical as the Portuguese spoken in Rio de Janeiro or Luanda. And Tetum will be as colourful and lively but better endowed to face the challenges that come with the nation’s opening to the world.

Mr. Savage, like many anglophiles, seems to hold a very simplistic view that English alone literally opens Heaven’s gate for poor Timor-Leste and would solve our economic and social problems. And if English is the key to Timor-Leste’s future, then I presume it must also be every poor country’s road from rags to riches.

English Not The Be All

Conversely, following such a line of argument, the said scholar and others want us to believe that it was the English language that actually catapulted nations like Japan, Korea, Germany, Italy, France into major industrial power status? Then how does one explain Portuguese-speaking Brazil’s rise to global economic status overtaking aging England to become the world’s sixth largest economy? And how does one explain the on-going “fragile state” status of some Pacific islands and Sub-Sahara African countries, which were under British rule and adopted English as their official language since independence?

And how about our Aborigine brothers and sisters in Australia whose life expectancy is 10 years less than ours? Are they not supposed to be much better off since they have been colonised by English speakers for some 200 years?

Contrary to the Singaporean scholar’s assertion that our decision not to use Indonesian has to do with political sensitivities, I say, we have no hang-ups as far as Indonesian language and culture are concerned. I have even argued that we should elevate Indonesian to official language status at some point. We just have to carefully look at every aspect of its implication in terms of costs, availability of qualified teachers, etc. An estimated 36% of our people speak Indonesian, but in the 5-10 age bracket, particularly in the rural areas, this percentage drops significantly.

While we have great respect for the scholar’s seemingly extensive knowledge about Indonesia and are grateful for his very wise advice, Timor-Leste and the Republic of Indonesia enjoy exemplary relations in every dimension – thanks to the foresight of the leaders of the two countries in opting for a forward-looking, pragmatic approach in managing the relationship.

Timor-Leste is an active member since 2005 of the ASEAN Regional Forum and has participated in ASEAN Ministerial meetings for almost 10 years now. We have full-fledged embassies in five ASEAN capitals and by the end of 2013 we will have embassies in the remaining five. We also have embassies in Seoul, Tokyo and Beijing. There are 20 foreign embassies in Dili along with international organisations.

Not Fated To Slow Progress

While I am grateful for Mr. Victor Savage’s useful contribution to the debate on the language issue and for so generously showing us the possible ways out of “regional marginalisation”, I dare to challenge the Anglo-Saxon-centered view that somehow the whole world would be a better place if we all surrendered to the dominance of the English language. Our brothers and sisters in Papua New Guinea, Liberia, Zimbabwe, Swaziland, to mention but a few of the British “Commonwealth” countries, might challenge that claim. And French, Germans, Italians, Swedish might all disagree with Mr. Savage.

We all know how English is an important language for international interaction and acquiring knowledge, especially if one wants access to information on science and technology, international trade and finance. But the fact that a particular language has regional or global usage does not necessarily mean we must all automatically dump our historical languages and roots and adopt it as official language.

Even if we were to be persuaded by Mr. Savage and other like-minded scholars about the “superiority” of the English language and adopt it as our official language, there would be extraordinary challenges in terms of human and financial resources required to implement such a policy.

But again, I would pause and ask my brothers and sisters in Papua New Guinea, Liberia, Swaziland, Zimbabwe, South Africa, etc if in their experience of using English for many generations now, this supposedly miraculous language has freed them from poverty and conflict and if indeed they are now in 21st Century Heavens.

Their answer might be along the lines: “English is very useful, gives us access to information on almost any field science, technology, international commerce, etc. But in itself, English is not a short cut out of poverty and prosperity. Just look at where we are now after generations under British rule and generations in the British Commonwealth.”

I concede we are not all as practical-minded as our Singaporean brothers and sisters. I confess we are mostly somewhat romantic, have historical perspective, because we have a long history, and do not possess Singaporeans’ practical and trade-oriented mind-set. So will we be condemned to slow progress only because we have a vibrant multi-cultural, multi-lingual, colourful, dynamic society, spending some time enjoying the beauty of life?

I am sure we won’t. I am sure that Timor-Leste will be able to deepen the quality of education, integrate seamlessly within ASEAN and spur modern economic development without forsaking the common feeling of belonging to our roots.

Jose Ramos-Horta is a Nobel Peace Prize Laureate and President of Timor-Leste.

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PEDRO DA SILVEIRA, GUERRA DA CAL E ROSALIA

PEDRO DA SILVEIRA, autor açoriano
, CASTELO DE VILA NOVA DE CERVEIRA, SETEMBRO 1959

INSCRITO SOBRE A ÁGUA D’UM RIO

(a Ernesto Guerra da Cal e também em memória de Rosalía de Castro e de João Verde)

Há um cais no outro lado;
Atrás do cais, árvores;
Além das árvores, uma casa.
Montes ao longe:
Mais perto, verdes,
Azulados os outros.

Com uma espingarda em cada olho
E nas mãos uma espingarda,
Um fantasma assombra o cais.

A água olha-o, calada.
Calada, foge.
Desgostosa.
Mas feliz.

Pedro Laureano Mendonça da Silveira (Fajã Grande, 5 de Setembro de 1922 — Lisboa, 2003), mais conhecido por Pedro da Silveira

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urbano bettencourt áfrica frente e verso

O TERROR

POR CAM

A natureza do terror abre uma espécie de fenda no pensamento: “escrever um poema após Auschwitz é um acto bárbaro, e isso corrói até mesmo o conhecimento daquilo que tornou impossível escrever poemas.” (Theodor Adorno). Celan, com o seu poema “Todesfuge” [“Fuga da morte”], versos nos quais evoca o horror da Shoah [Holocausto], levou muitos a questionarem o veredicto adorniano.

Entre nós, a guerra colonial calou muitas vozes – não apenas as dos homens que física e mentalmente tombaram na guerra real, mas também as dos outros, as dos sobreviventes, quer a tenham directamente sofrido, quer não. É claro que há a excepção de Manuel Alegre, na poesia, e de Lobo Antunes, na ficção, ou os esforços antológicos de João de Melo, mas não muito mais (parece existir agora, muito recentemente, um movimento em sentido contrário). Falamos disto como se fosse uma necessidade – será mesmo? O problema é que não sabemos se a ausência se deve a uma espécie de recusa ética e, digamos, ontológica, ou se a outras razões menos compreensíveis (aceitáveis?). Ninguém saberá – mas a questão – porque se corta das nossas experiências estéticas o terror – existe, como as bruxas (que las hay, las hay).

O novo livro de Urbano Bettencourt (Piedade, Pico, Açores, 1949-), “África Frente e Verso” (Ponta Delgada, Letras Lavadas, 2012) mergulha na guerra (já o tinha feito antes, e alguns dos poemas e textos deste livro apareceram justamente em livros anteriores). A sua experiência da guerra colonial (Guiné) acompanha-o (homem e poeta) até hoje – o último poema deste livro, “Agostos”, vem datado de 2011. Nos melhores momentos deste livro, como em “Da ilha carn(av)al”, de 1973, esbatem-se as fronteiras entre géneros e ficam as palavras na eterna luta do dizer o inominável (não apenas a guerra, ou o terror…). E delas ressalta, quem sabe se pela intensidade do vivido, outra intensidade, outra beleza (porque não?), porque a palavra é justa (ali), porque faz embater em nós ritmos, conjugações inesperadas, mas sempre com a força do retorno ao espaço e ao tempo do terror, espécie de ética de que Urbano parece não querer abdicar (e que, aqui e ali, parece tolher-lhe o impulso do dizer – questão controversa e longa de debater).

O plural de Agosto, trazido à liça lá em cima, é um modo do Urbano religar tempos, o do tempo em que uma “metralha e fogo e luz / e um homem deixou no adobe da parede / o seu retrato de cinza.”, o tempo em que “sobre uma esteira podia morrer-se de loucura / num corpo a corpo de vencidos, / desafiando a sombra da outra morte. A que vem / por detrás e por diante, da direita e da esquerda, / e deixa os seus dentes de chumbo na carne destroçada.” – e o tempo, o nosso de agora, o dos “pares que se devoram / nos jardins de cimento” “Não há chuvas neste Agosto. A calma / vibra nos telhados, as guerras trazem outros nomes, / outros donos. E talvez seja assim que tudo tem de ser. / E talvez seja este o melhor dos mundos.”

É mesmo preciso religar coisas. Ou não.

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VULTOS TIMORENSES

uma história esquecida da segunda guerra...
J M Domingues Silva 21 August 20:30

uma história esquecida da segunda guerra mundial

“No dia 19 de Setembro de 1945, data a todos os títulos memorável na nossa história, a bandeira da Pátria desfraldava-se orgulhosamente em todas as localidades importantes e em muitas povoações timorenses enfim libertadas da opressão estrangeira.” – José dos Santos Carvalho, “Vida e Morte em Timor Durante a Segunda Guerra Mundial”, 1970.

Aileu

Em Aileu (Timor Leste) ergue-se um monumento evocativo dos militares portugueses, e respectivas famílias, que se suicidaram aquando da invasão de Timor Leste pelas tropas imperiais japonesas no decorrer da Segunda Guerra Mundial, vítimas da propaganda dos Aliados os militares portugueses estavam convictos de que eles próprios e as suas famílias seriam barbaricamente torturados e violados.

D. Aleixo Corte-Real (régulo timorense), lá onde se mistura a lenda com a História, recusou em reconhecer a soberania japonesa sobre o território, afirmando: “Sou Português, e só os Portugueses me podem prender!”. O resultado: as forças invasoras executaram-no não só a ele, como toda a sua família. A colonização de Timor contava com a presença de Portugal e da Holanda, resta-me realçar que foram os timorenses do lado português que organizaram a resistência aos japoneses, aliados da Itália fascista e da Alemanha nazi, com o propósito de restabelecer a soberania portuguesa no território (a foto que ilustra este artigo é uma vista parcial da cerimónia aquando desse restabelecimento, cujo 65º aniversário passará certamente em branco). A Administração Portuguesa do território foi internada em campos de concentração japoneses. Salazar, tentando manter a necessária neutralidade (violada pelos japoneses) de Portugal não prestou qualquer auxílio aos portugueses presentes no território, nem aos que estavam detidos pelos japoneses, nem aos que participaram nas bolsas de resistência à ocupação, em nome de Portugal.

Portugueses contra o Eixo

Embora não sendo das fontes mais fiáveis (encontra-se completamente esgotada a obra “Timor – Ocupação Japonesa durante a Segunda Guerra Mundial” de Carlos Vieira da Rocha, publicado em 1996 pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal) creio ser digno de nota a seguinte entrada da Wikipédia portuguesa referente à Segunda Guerra Mundial:

“Em Timor ocorrem os únicos combates em que participam forças portuguesas durante a guerra. Apesar de nunca se estabelecer formalmente o estado de guerra entre Portugal e o Japão, militares e voluntários civis portugueses combatem ao lado das tropas australianas e holandesas contra os invasores japoneses. Na Austrália, é inclusive formada a primeira unidade militar pára-quedista portuguesa, que é lançada na retaguarda das linhas japonesas, para realizar operações de guerrilha contra os invasores.”

Com base no citado “Vida e Morte”, “Todos os portugueses que então aí viviam, fossem eles timorenses, metropolitanos, goeses, madeirenses, africanos ou macaenses, estiveram sujeitos a prolongado e pertinaz suplício que estóica e patrioticamente suportaram”.

A mesma obra numera as baixas do lado português: “muitas centenas de timorenses assassinados, mortos em combate ou falecidos na prisão e, entre os não-nativos de Timor, pelo menos, trinta e sete assassinados, dez mortos em combate, seis mortos por suicídio, vinte falecidos ao abandono no interior da ilha onde andavam foragidos e oito que miseravelmente acabaram os seus dias no cárcere japonês”.

Encontra-se ainda disponível a obra “Timor na 2.ª Guerra Mundial — O Diário do Tenente Pires” de António Monteiro Cardoso (Centro de Estudos de História Contemporânea, ISCTE, 2007) que inclui, como o título indica, o diário de um dos oficiais portugueses que participou activamente na guerrilha contra a invasão nipónica.

Ausência de memória

Antes de lerem esta minha curta chamada de atenção, quantos dos leitores estavam a par deste episódio referente à Segunda Guerra Mundial? Muito poucos certamente, as nossas escolas estão mais preocupadas em ensinar banalidades em vez da História nacional, é portanto normal que tal se reflicta não só nos nossos governantes, mas também entre aqueles que se declaram como alternativa a estes… é triste, mas é o Portugal que ainda vamos tendo.

Post-Scriptum – No dia 16 irá decorrer, nas instalações da Biblioteca Nacional, uma Homenagem a António Telmo. Às 18h será apresentada a obra “O Portugal de António Telmo” (Guimarães, 2010) com a presença de Pedro Sinde, Renato Epifânio, Rodrigo Sobral Cunha, Miguel Real e o filósofo Pinharanda Gomes. 2010 tem-nos sido pesado em baixas, há que aproveitar as cada vez mais raras oportunidades para homenagear e recordar os nossos maiores pensadores, pelo andar da carruagem chegará o dia em que também estes poderão desaparecer nas areias do tempo, há que os recordar.

O Diabo, Semanário Independente
14 de Setembro, 2010.


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Não esquecer João Bosco,como um vulto da...
Maria João Moniz Barreto 22 August 12:49
Não esquecer João Bosco,como um vulto da cultura timorense.
Em casa do pintor timorense João Bosco

Um encontro feliz na viagem de regresso de Jaco para Dili.
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