festa da cabra e do canhoto

FESTA DA CABRA E DO CANHOTO

31 de Outubro 2012 – Cidões / Vinhais

Boa Noite Caros Amigos em todos os graus e qualidades!

Hoje, dia 31 de Outubro, vai ter lugar a “Festa da Cabra e do
Canhoto” em Cidões / Vinhais.

Esta festa tem sido pouco considerada pela maioria dos estudiosos,
relutantes na sua aceitação, por não fazer parte da ideia
estereotipada de que as designadas “Festas de Inverno em
Trás-os-Montes” e as “Mascaradas de Invierno de Zamora” têm
início no solstício de Inverno e terminam no equinócio da
Primavera.

Sendo provavelmente a festa mais antiga e a primeira do escuro
inverno transmontano, nela encontramos os ingredientes mais genuínos
ligados à cultura celta que nesta região transmontana e galega
existem há mais de 3.000 anos, no período que antecedeu a conquista
romana da península ibérica.

Esta festa originalmente designada de _“Samhain [1]”_ (noite de
31 de Outubro a 1 de Novembro) era a comemoração celta mais
importante sendo celebrada em toda a Europa, até à sua conversão ao
cristianismo. Inicia-se com esta festividade o “Ano Novo Celta”
que tinha início com a estação escura, na realidade a verdadeira
passagem de ano.

A _Samhain_ [2] é a festa dos espíritos. O lugar dos espíritos
seria um espaço de felicidade ausente de dor ou fome. Cabia aos
sacerdotes druidas comunicar nesse dia com os antepassados.

Com a destruição da cultura celta e a conversão de Roma ao
cristianismo estas manifestações consideradas pagãs seriam
substituídas na Igreja Católica pelo “Dia de Todos os Santos”
(Festum omnium sanctorum) no dia 1 de Novembro e pelo “Dia dos
Fiéis defuntos” em 2 de Novembro. Recentemente passou-se a celebrar
a festa de índole carnavalesca designada de Halloween ou “dia das
bruxas”.

Desta festividade designada de _Samhain_ [3], ainda permanecem alguns
elementos rituais celtas fundidos com a tradição judaico-cristã em
cerca de quatro aldeias galegas e na aldeia portuguesa de Cidões –
Vinhais.

A singularidade desta festa não permitiu que continuasse a ser
apenas da pequena comunidade de Cidões. Com os anos transformou-se
numa festa frequentada por pessoas de diferentes origens, o que
obrigou à mudança do local por duas vezes.

A nova realidade socioeconómica e os novos públicos, cada vez mais
cultos e exigentes, ditaram uma maior exigência na preparação,
apresentação e divulgação da festa, tratamento dos conteúdos e
apoios institucionais.

Mantendo os horários e os procedimentos rituais dos anos anteriores,
construiu-se um guião adoptado aos novos públicos.

Com efeito construiu-se uma história baseada numa sucessão de actos
tendo como base elementos e personagens conhecidas da cultura celta.

Luís Canotilho 2012

PROGRAMA 2012 DA FESTA DA CABRA E DO CANHOTO

19 HORA – Início das “hostilidades”.

Abertura do Bar – Taska com a oferta de bebidas e petiscos.

Bebidas: Pipo de “Vinho da Terra”; Pipo de “Ulhaque”, Pipo de
Jerupiga e Queimada Celta de Cidões. Café no pote com brasa.

Comidas: Caldo verde, cabra matchorra no pote, feijoada à Cidões no
pote e pão de forno de lenha.

Venda do baralho de cartas dos caretos.

(O bar permanecerá aberto durante a noite. Oferta de castanhas
assadas.)

20 HORA – ESPECTáCULO DO ACENDIMENTO RITUAL DA FOGUEIRA PELA
TRíPLICE DEUSA CELTA CERRIDWEN.

20 HORA àS 22 HORA – Abertura do palco com actuações de gaiteiros
e o Grupo Etnográfico da Casa do Professor de Bragança

21 HORA – ESPECTáCULO DO 1 RITUAL DA QUEIMADA E ESCONJURA PELO
DRUIDA.

21:45 HORA – ESPECTáCULO DO 2 RITUAL DA QUEIMADA E ESCONJURA PELO
DRUIDA.

22 HORA àS 23 HORA – Actuação da “Quadrilha” de Sebastião
Antunes.

22:30 HORA – ESPECTáCULO DO 3 RITUAL DA QUEIMADA E ESCONJURA PELO
DRUIDA.

23.30 HORA – QUEIMA DO “_CABRãO_” (BODE / CHIBO / DEMóNIO).
ESPECTáCULO DE FOGO, LUZ E SONS ESTRIDENTES.

24:00 HORA – ESPECTáCULO DA CHEGADA DO DIABO NO CARRO DE BOIS COM O
ACENDER DAS 13 ESTRELAS DE FOGO.

24:30 HORA – “Virar a aldeia ao avesso”.

00:30 HORA – Actuação do DJ Kitchen com espectáculo de música
celta.

Organização: _Associação Raízes da Aldeia de Cidões. Presidente
– Dr.ª Hortência Pinto._Apoios:_ Câmara Municipal de Vinhais;__
Escola Superior de Educação de Bragança (alunos da licenciatura de
Animação e Produção Artística);__ Centro de Investigação em
Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR);__ Junta de Freguesia de Vilar
dos Peregrinos._

DIRECçãO TéCNICA:

_GUIãO E ELEMENTOS PLáSTICOS – PROFESSOR LUíS CANOTILHO
(DEPARTAMENTO ARTES VISUAIS ESE/IPB)_

_GUIãO E LOGíSTICA – PROFESSOR LUíS CASTANHEIRA (DEPARTAMENTO DA
SUPERVISãO DA PRáTICA PEDAGóGICA ESE/IPB)_

_SOM – PROFESSOR VASCO ALVES (DEPARTAMENTO DE EDUCAçãO MUSICAL
ESE/IPB)_

Links:
——
[1] http://es.wikipedia.org/wiki/Samhain
[2] http://es.wikipedia.org/wiki/Samhain
[3] http://es.wikipedia.org/wiki/Samhain

__________

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direitos de autor

Ministra da Cultura defende mais transparência na arrecadação de direitos autorais

Brasília – Em reunião na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, defendeu mais transparência na gestão do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), entidade privada responsável por arrecadar e distribuir direitos autorais.  Leia mais

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valter hugo mãe

Valter Hugo Mãe diz que jovens em Portugal vivem “queda no abismo”

Brasília – O escritor português participou na Feira do Livro de Porto Alegre e ficou entusiasmado. Em entrevista ao Portugal Digital, Valter Hugo Mãe fala dessa experiência e da realidade, bem menos agradável, que os portugueses estão a viver. “Há mais que um vazio. Há um desamparo total, uma queda no abismo”, diz o autor de “A máquina de fazer espanhóis”.  Leia mais

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o custo por aluno

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COMUNICADO: O CUSTO POR ALUNO

 

Foi com grande expectativa que o FLE – Fórum para a Liberdade de Educação recebeu o relatório do Tribunal de Contas sobre o “Apuramento do Custo Médio por Aluno” nas escolas Portuguesas. Embora incidindo num único ano lectivo, de 2009/2010, esclarecendo ainda o Tribunal de Contas que o valor apurado não considera diversas rubricas, tais como (i) as despesas de investimento (nomeadamente as da Parque Escolar E.P.E e outras despesas em infra-estruturas), (ii) as despesas do MEC imputáveis à administração, manutenção e gestão das escolas estatais (nomeadamente, com a contratação, gestão, avaliação e formação dos professores) e (iii) algumas despesas das Autarquias Locais, os cálculos apresentados permitem-nos perceber que existem muitas e diversificadas alternativas ao modelo actual em vigência que, sem acréscimo de custos para o Estado, permitirão reformar de forma significativa e determinante o sistema educativo Português.
Os inimigos da liberdade de escolha na educação acenam frequentemente com o fantasma do custo para o Estado das escolas privadas. O facto deste relatório evidenciar que este custo é superior nas escolas estatais deve afastar definitivamente os argumentos que pretendem que o Estado diferencie as escolas em função de quem é o seu dono em vez de só e apenas em função da qualidade do seu ensino e da preferência que os pais têm entre elas. A principal utilidade que o relatório traz é a de mostrar que um melhor serviço prestado às crianças e jovens portugueses não pode ter a ver com a questão da propriedade da escola ser privada ou estatal, mas sim com a qualidade da mesma.
Com um sistema educativo assente nos princípios da liberdade de educação, entendida como a liberdade de escolha da escola e de criação de escolas, o aluno passa a ser a única razão de ser de tudo o que tem a ver com a educação, com as escolas a existirem para os alunos e não os alunos para as escolas. Um sistema educativo livre, em que o Estado é apenas regulador e garante da qualidade das escolas, permitirá a Portugal oferecer à próxima geração uma escola, seja ela do Estado ou privada, que usufrui da autonomia necessária, sendo por ela responsabilizada, para adaptar o seu currículo, os seus programas, a sua organização pedagógicas e as suas dinâmicas internas às principais características, anseios e necessidades dos seus alunos.
Assim, teremos uma escola que promove a inovação, o empreendedorismo e a cidadania, representando um passo em frente na consolidação da nossa identidade e da democracia em que vivemos. Sem custar ao Estado mais recursos, a liberdade de educação fomenta ainda a escolha livre e responsável, definindo um novo paradigma de progresso pelo qual todos ansiamos.
Centrar a análise deste relatório na questão dos custos, aproveitando-os para fomentar a discórdia e o divisionismo, é impedir Portugal de aproveitar a oportunidade para assumir a liberdade de educação como o destino de excelência ao qual todos desejamos chegar.
Lisboa, 29 de Outubro de 2012
O Presidente do FLE
Fernando Adão da Fonseca

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PT prepara serviço de armazenamento gratuito na cloud

PT prepara serviço de armazenamento gratuito na cloud

Lisboa – A Portugal Telecom (PT) está a preparar o lançamento de um serviço de armazenamento gratuito na cloud, acessível a todos os utilizadores de Internet, mesmo que não sejam clientes da PT. O novo serviço, que deverá ser lançado a 10 de dezembro, vai oferecer a qualquer utilizador de Internet acesso a 16 GB de espaço de armazenamento na cloud.  Leia mais

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Fundação Casa de Rui Barbosa comemora Ano de Portugal no Brasil

Fundação Casa de Rui Barbosa comemora Ano de Portugal no Brasil

Rio de Janeiro – A Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, vai comemorar o Ano de Portugal no Brasil no dia 6 de novembro, com um evento onde será analisada a presença portuguesa nos acervos da instituição.  Leia mais

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boletim FLE

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COMUNICADO: O CUSTO POR ALUNO

 

Foi com grande expectativa que o FLE – Fórum para a Liberdade de Educação recebeu o relatório do Tribunal de Contas sobre o “Apuramento do Custo Médio por Aluno” nas escolas Portuguesas. Embora incidindo num único ano lectivo, de 2009/2010, esclarecendo ainda o Tribunal de Contas que o valor apurado não considera diversas rubricas, tais como (i) as despesas de investimento (nomeadamente as da Parque Escolar E.P.E e outras despesas em infra-estruturas), (ii) as despesas do MEC imputáveis à administração, manutenção e gestão das escolas estatais (nomeadamente, com a contratação, gestão, avaliação e formação dos professores) e (iii) algumas despesas das Autarquias Locais, os cálculos apresentados permitem-nos perceber que existem muitas e diversificadas alternativas ao modelo actual em vigência que, sem acréscimo de custos para o Estado, permitirão reformar de forma significativa e determinante o sistema educativo Português.
Os inimigos da liberdade de escolha na educação acenam frequentemente com o fantasma do custo para o Estado das escolas privadas. O facto deste relatório evidenciar que este custo é superior nas escolas estatais deve afastar definitivamente os argumentos que pretendem que o Estado diferencie as escolas em função de quem é o seu dono em vez de só e apenas em função da qualidade do seu ensino e da preferência que os pais têm entre elas. A principal utilidade que o relatório traz é a de mostrar que um melhor serviço prestado às crianças e jovens portugueses não pode ter a ver com a questão da propriedade da escola ser privada ou estatal, mas sim com a qualidade da mesma.
Com um sistema educativo assente nos princípios da liberdade de educação, entendida como a liberdade de escolha da escola e de criação de escolas, o aluno passa a ser a única razão de ser de tudo o que tem a ver com a educação, com as escolas a existirem para os alunos e não os alunos para as escolas. Um sistema educativo livre, em que o Estado é apenas regulador e garante da qualidade das escolas, permitirá a Portugal oferecer à próxima geração uma escola, seja ela do Estado ou privada, que usufrui da autonomia necessária, sendo por ela responsabilizada, para adaptar o seu currículo, os seus programas, a sua organização pedagógicas e as suas dinâmicas internas às principais características, anseios e necessidades dos seus alunos.
Assim, teremos uma escola que promove a inovação, o empreendedorismo e a cidadania, representando um passo em frente na consolidação da nossa identidade e da democracia em que vivemos. Sem custar ao Estado mais recursos, a liberdade de educação fomenta ainda a escolha livre e responsável, definindo um novo paradigma de progresso pelo qual todos ansiamos.
Centrar a análise deste relatório na questão dos custos, aproveitando-os para fomentar a discórdia e o divisionismo, é impedir Portugal de aproveitar a oportunidade para assumir a liberdade de educação como o destino de excelência ao qual todos desejamos chegar.
Lisboa, 29 de Outubro de 2012
O Presidente do FLE
Fernando Adão da Fonseca

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instrumentos medievais e barrocos em Sampa

Exposição em São Paulo apresenta instrumentos musicais do período medieval e barroco

São Paulo – O som do instrumento medieval espineta preenche os corredores da Igreja Santo Antonio, construída por volta de 1590, no centro da capital paulista. Arquitetura, acústica e sonoridade transportam os ouvintes à atmosfera dos concertos de câmara dos séculos 16 e 17. Para a exposição, foram selecionados 19 categorias de instrumentos que reúnem 22 modelos.  Leia mais

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