AO1990 EM TIMOR

 

Acordo Ortográfico avança em Timor-Leste

 

Acordo Ortográfico avança em Timor-Leste
port.pravda.ru
http://port.pravda.ru/cplp/timorleste/28-02-2014/36329-acordo_ortografico-0/
Missão do IILP apoia o desenvolvimento do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) e do Portal do Professor de Português (PPPLE).
Please follow and like us:
error

transportes nos açores: megalomania e altos custos

sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

Malhando em ferro frio – Publicado no Jornal do Pico a 28 de fevereiro de 2014

Malhando em ferro frio
“ Se bem me lembro “, desde sempre, chamei a atenção para a necessidade de sermos criteriosos e responsáveis na utilização dos dinheiros públicos, utilizando-os com a máxima racionalidade, sendo certo que tal não é possível sem um conhecimento aprofundado das necessidades da Região e da forma como lhes dar resposta.
Vem isto a propósito da Resolução nº. 9/2014 aprovada em Conselho do Governo no passado dia 20 de Janeiro que, alterando o contrato de gestão de serviços de interesse económico geral relativo à construção e exploração de navios de transporte de veículos e passageiros entre as ilhas do arquipélago dos Açores, autoriza a empresa pública Atlânticoline a avançar com um concurso público internacional para a construção de dois navios com capacidade para 650 passageiros e 150 viaturas e cujo custo global rondará os 85 milhões de euros.
Como é sabido, a Região não necessita, nunca necessitou e nunca necessitará de dois Ferrysde médio porte. Torna-se embaraçoso referir as taxas de ocupação desses dois navios ao longo destes anos em que a operação decorreu. Convém no entanto referir que, considerando os 9 meses de operação – 6 meses de um navio e 3 do outro – e as respetivas escalas, o total de lugares disponibilizados ultrapassa os 2 milhões para um total de passageiros transportados que não ultrapassa os 50 mil ou seja 2,5% de taxa de ocupação. Acresce, é público e publicado, que a faturação da Atlânticoline não chegou para pagar o combustível. Pode-se pois concluir que com tal misera taxa de ocupação o custo passageiro/milha será, muito provavelmente, o mais caro do mundo.
É pois, do meu ponto de vista, absolutamente incompreensível que se avance para a construção de dois novos navios, com as características atrás referidas sem, tendo por base níveis de serviço adequados, definir o modelo a implementar, cumprindo a máxima do Governo; “ ajustar a oferta à procura “. O resultado era suposto ser um modelo funcionando verdadeiramente articulado, com mais escalas, mas sem duplicações e oferta excessiva e inútil. Importa não esquecer que tudo o que é excessivo e inútil se traduz em custos também eles excessivos e inúteis.
A Região só deve possuir os meios próprios de transporte que necessita para dar resposta às suas necessidades permanentes. Apesar dos elevados custos de exploração praticam-se, e bem, no transporte regular regional de passageiros, utilizando a via marítima, tarifas sociais subsidiados. É nesse contexto – resposta subsidiada às necessidades permanentes – que surgem, e bem, os dois novos navios para substituir os Cruzeiros.
Não é contudo para dar resposta a necessidades permanentes que surgirão os dois navios referidos na Resolução. Não será também com a respetiva faturação que se fará face aos custos em jogo. Teremos assim um “modelo” profundamente desajustado, pago por todos nós e mais grave do que tudo isto é o facto de daí não advir nenhuma mais-valia para a Região porque, na dimensão proposta, como atrás se viu, dele não necessitamos.
A título de exemplo refira-se que um navio porta-contentores inter-ilhas, com mais ou menos as mesmas dimensões, pese embora tenha uma faturação anual próxima dos 6 milhões de euros, apresenta um défice anual entre 4,8 e 5 milhões de euros.
Qual o défice anual que apresentarão estes dois navios? Reconheço que, infelizmente, a pergunta parece ser irrelevante. Serão sempre os mesmos a, direta ou indiretamente, pagar.

 

Please follow and like us:
error

parlamento debate AO1990

Parlamento aprova recomendação “mínima” para grupo de trabalho sobre acordo ortográfico

Proposta final de Ribeiro e Castro, Michael Seufert e Mota Amaral foi bastante amputada em relação à inicial para poder contar com o apoio do PSD.

MIGUEL MADEIRA

O Parlamento aprovou esta sexta-feira a recomendação ao Governo para que crie um grupo de trabalho no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros para fazer o acompanhamento do acordo ortográfico. O texto foi proposto pelos deputados centristas José Ribeiro e Castro e Michael Seufert e pelo social-democrata João Mota Amaral.

A bancada do CDS-PP votou dividida: dos 24 deputados, sete votaram a favor da recomendação, ao lado do PSD e dos Verdes. Os restantes 14 deputados votaram contra, acompanhando o PS e o Bloco. O PCP absteve-se. Com Ribeiro e Castro e Michael Seufert votaram os centristas Teresa Caeiro, Teresa Anjinho, José Lino Ramos, Inês Teotónio Pereira e Rui Barreto.

O diploma chegou à votação final bastante amputado em relação ao seu figurino inicial – o que motivou críticas do PS e do Bloco sobre o sentido e eficácia da iniciativa. Primeiro, na quinta-feira à noite, tinham caído os dois parágrafos que previam a possibilidade deste grupo de trabalho poder vir a propor a revogação, suspensão ou revisão da aplicação do acordo ortográfico. Fora esta a condição para o PSD deixar passar a proposta.

Já esta sexta-feira de manhã, o texto sofreu mais cortes: caíram os considerandos, o prazo de funcionamento do grupo de trabalho – que obrigava a que tivesse mesmo que apresentar conclusões – e até a denominação do projecto de resolução foi mudado. Em vez da inicial “reavaliação da aplicação” do acordo ortográfico, o título diz agora apenas “acompanhamento da aplicação”.

José Ribeiro e Castro defendeu que a aplicação do acordo tem estado envolto em “problemas políticos de efectivação” e “problemas técnicos” que é preciso ultrapassar. Citou Adriano Moreira para dizer que “a língua portuguesa não é nossa, mas também é nossa”, pelo que é preciso “ter plasticidade e inteligência no equilíbrio entre os elementos normativos e o trabalho de linguistas” e de todos os especialistas e utilizadores da língua, como docentes ou escritores.

Apesar de ter havido um grupo de trabalho sobre o assunto, que funcionou na Assembleia da República em 2013, o deputado centrista diz não ter tirado as conclusões que outros tiram e que é “precipitado” defender simplesmente a saída de Portugal do acordo ortográfico. Mas considera fundamental ultrapassar os problemas para aumentar a adesão de todos ao acordo.

Apoio modesto do PSD
A social-democrata Rosa Arezes veio dar um apoio moderado aos três deputados. Avisou que o partido está “empenhado para que a aplicação do acordo possa prosseguir com naturalidade”, recordou que se está já numa fase de transição com a utilização corrente do novo acordo em quase todos os organismos públicos “sem sobressaltos”. Mas admitiu a “necessidade de limar algumas arestas e a importância de proceder a melhoramentos”.

Na declaração de voto que no final da votação anunciou – como o fizeram também as bancadas do PSD e a do CDS-PP e outros parlamentares em nome individual -, o deputado do PSD José Mendes Bota considerou que a solução que o seu partido admitiu deixar passar é “o mínimo dos mínimos dos mínimos, fraca, não vinculativa e que nada fará para inverter o rumo traçado por este estranho consenso político rendido às conveniências económicas, diplomáticas e operacionais”.

O centrista Telmo Correia veio justificar a oposição da bancada a esta proposta de dois dos seus deputados com o argumento da “noção de responsabilidade”, tendo em conta o “percurso que já foi feito” e o “esforço de entidades, editores, escolas” no processo de implementação do acordo nos últimos anos.

O deputado citou Fernando Pessoa que disse que “a minha pátria é a língua portuguesa”, mas fazendo questão de acrescentar que o poeta falou na “língua e não na ortografia”. Em resposta a Ribeiro e Castro, Telmo Correia também citou Adriano Moreira para salientar que se a “língua portuguesa é um instrumento da nossa soberania, Portugal e a soberania não são donos da língua. Apenas a partilham com outros Estados de língua oficial portuguesa”. Sobre as “dificuldades” levantadas pelo Brasil, que tem adiado a entrada em vigor efectiva dos termos do acordo, Telmo Correia respondeu com uma pergunta: “Se nós temos receio sobre as dúvidas ou dificuldades que o Brasil levanta, porque levantamos também? O interesse de Portugal é liderar o acordo ortográfico. E por isso eu votarei contra.”

Crítico da proposta encabeçada por Ribeiro e Castro, o socialista Carlos Enes veio defender o Brasil e os restantes países que ainda não aplicam o acordo dizendo que o estão a fazer “ao seu ritmo”. Considerou que a perspectiva deve ser a de “caminhar com segurança, limar arestas, obter mais consensos”. Realçando que o corpo do acordo “não é uma Bíblia sagrada”, defendeu que uma eventual revisão do mesmo deve ser feita a longo prazo, e que o vocabulário ortográfico comum – a ser usado por todos os países – “está em fase de ultimação para ser conhecido ainda este ano”. “Compete ao Governo providenciar que tal aconteça”, rematou, empurrando a questão para o Executivo.

Projectos do PCP e Bloco chumbados
O PCP foi bem mais longe que a proposta dos três deputados da direita e apresentou um projecto de resolução que previa a criação de um Instituto para a Língua Portuguesa e a possibilidade de Portugal se desvincular do acordo se, até final de 2016, não houver um vocabulário comum e um acordo comummente aceite. Foi chumbado com os votos contra do PSD, PS e CDS-PP; o Bloco absteve-se.

O deputado comunista Miguel Tiago recordou que o PCP foi o único partido que não votou o segundo protocolo modificativo ao acordo e que implicava a entrada em vigor da actual versão. Na altura, o partido “suscitou dúvidas e teceu críticas que, depois destes anos, não foram respondidas”, nem mesmo com o trabalho do grupo que propôs e que funcionou no Parlamento durante sete meses, em 2013.

O comunista afirmou que a sociedade portuguesa se mantém dividida sobre a questão, que “não foi assegurada qualquer espécie de convergência ortográfica”, e que “a longo prazo a divergência é crescente, de acordo com a oralidade”. Recusou as dificuldades que colocam por se voltar atrás e defendeu a necessidade de um “faseamento para a desvinculação”. “A existência de um mau acordo ortográfico e de ausência de política da língua é catastrófica”, criticou Miguel Tiago. Que avisou ser impossível “continuar a fingir que nada se passa”. “Progresso e acordo sim, mas não a qualquer preço. O acordo ortográfico deve ser para a salvaguarda da língua e não para o interesse de editores e distribuidores.”

Também o projecto de resolução do Bloco, que recomendava ao Governo a “revisão técnica” do acordo, acabou chumbado. Luís Fazenda disse que o seu partido “continua a ver vantagens na aproximação ortográfica” entre as várias grafias da língua portuguesa. Mas “há uma suspeição sobre a conclusão, desenvolvimento e aplicação do acordo, em especial de que o Brasil chegue ao fim do prazo sem essa aplicação plena”.

Por isso, há que fazer agora uma avaliação para que “Portugal não fique com grafia isolada”, defende o BE. Mas é preciso fazer mais do que se propunha o grupo de trabalho proposto pelos deputados da direita, que Luís Fazenda classificou de “perfeitamente desnecessário” por, depois de tantas amputações à proposta inicial, não fará mais do que o grupo que trabalhou no Parlamento. “O tempo é agora de fixar algumas condições deste processo e exigir ao Governo que seja lesto nos seus contactos políticos e diplomáticos”, defendeu.

PARLAMENTO

Projetos de resolução sobre Acordo Ortográfico a votos

por Lusa, publicado por Helena TecedeiroHoje5 comentários

O parlamento debate e vota, hoje, três projetos de resolução sobre o Acordo Ortográfico, entre os quais um apresentado pela maioria PSD/CDS, que propõe a criação de um Grupo de Trabalho sobre a Aplicação do Acordo.

Os outros projetos são um do PCP, que “recomenda a criação do Instituto Português da Língua, a renegociação das bases e termos do Acordo Ortográfico ou a desvinculação de Portugal desse Acordo”, e outro do BE, que propõe a revisão do Acordo.

O projeto de resolução da maioria que apoia o Governo defende que se deve “reavaliar a situação e monitorar estreitamente a aplicação efetiva do Acordo Ortográfico de 1990, adotando eventualmente as medidas de revisão ou de reajuste que consensualmente possam impor-se”, lê no documento.

Os subscritores alertam que “não pode ser posto em causa o valor e o estatuto da língua portuguesa como língua global e uma das mais relevantes línguas internacionais de comunicação, presente em todos os continentes: a terceira língua mais falada no Ocidente, a sexta a nível mundial, a mais falada no hemisfério sul, a terceira língua europeia global”.

No âmbito deste projeto, o grupo de trabalho a criar, deverá ser “no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros” e deverá incluir representantes das áreas dos Negócios Estrangeiros, da Educação, da Cultura, da Economia e da Ciência.

O projeto do PCP reconhece que “a adoção de uma grafia comum para o conjunto de países de Língua Oficial Portuguesa é um objetivo que apresenta indiscutíveis vantagens, mas suscita incontornáveis dúvidas e dificuldades”.

 

Ler Artigo Completo (Pág.1/2) Página seguinte
PATROCÍNIO
753 Visualizações
5 Impressões
5 Comentários
0 Envios
FERRAMENTAS
Please follow and like us:
error

plano de ação de lisboa

O Plano de Ação de Lisboa, resultante da II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, foi aprovado pelo XII Conselho Extraordinário de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no dia 20 de fevereiro de 2014, em Maputo.

LER: RESOLUÇÃO SOBRE O PLANO DE AÇÃO DE LISBOA

Please follow and like us:
error

imagem 7 cidades

Talvez o Paraíso na Terra.
Lagoa das Sete Cidades - S. Miguel - Açores
Talvez o Paraíso na Terra.
Lagoa das Sete Cidades – S. Miguel – Açores
Unlike ·  · Share · 10 hours ago near Ponta Delgada · 
Please follow and like us:
error

Livro de D. João I descoberto na Galiza

 

O ‘Livro da Montaria’ de D. João I, que se julgava perdido, foi encontrado no Arquivo Histórico Provincial de Lugo, na Galiza, por duas investigadoras que afirmam que a obra está “em bom estado de conservação”.
CMJORNAL.XL.PT

 

Please follow and like us:
error

página global 28/2

PÁGINA GLOBAL


Angola: SOCIEDADES COMERCIAIS COM CUSTOS REDUZIDOS

Posted: 27 Feb 2014 07:07 AM PST

Kumuênho da Rosa – Jornal de Angola
O Conselho de Ministros aprovou, ontem, os contratos de empreitada para construção das infra-estruturas das reservas fundiárias da Quissama, em Luanda, da Graça, em Benguela, de Missombo, no Cuando Cubango, do Mungo, no Huambo, de Chitato, na Lunda Norte e de Catapa, na província do Uíge.
A construção de infra-estruturas integradas em todas as reservas fundiárias e um projecto inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013 – 2017 e visa criar condições, através do loteamento, da construção de redes técnicas de saneamento, electricidade, abastecimento de água e arruamentos, que permitam aos cidadãos interessados a construção de habitação de modo organizado, bem como a realização de projectos habitacionais pelos investidores privados do ramo imobiliário, actuando em parceria com o Estado.
Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a dimensão de cada uma destas seis reservas é de 100 hectares, prevendo-se a construção de aproximadamente 1000 residências e respectivos equipamentos sociais em cada uma das reservas fundiárias, perfazendo, nesta fase, um total de seis mil habitações.
O Programa Nacional do Urbanismo e Habitação tem como reservas fundiárias mais de 100 mil hectares a nível nacional. A delimitação física das referidas reservas fundiárias resulta da necessidade de execução de programas e projectos urbanísticos e habitacionais em todo o território nacional.
O referido programa traduz a ambição de Angola implementar um processo sustentado de requalificação e expansão ordenada do sistema urbano e do parque habitacional em todo o território.
No quadro do programa do Executivo de facilitação da actividade empresarial, o  Conselho de Ministros apreciou uma proposta de Lei, a submeter à Assembleia Nacional, sobre a Redução dos Emolumentos para a constituição de sociedades comerciais, diploma legal que vai tornar menos onerosa para os cidadãos a criação de empresas, ao reduzir substancialmente as taxas em vigor. Na sessão de ontem, orientada pelo Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, foi também apreciada uma proposta de Lei de Alteração do Código de Processo Civil, em matéria de Procedimento Cautelar de Restituição Provisória de Posse. Trata-se, em rigor, de uma iniciativa legislativa do Governo cujo objectivo é acautelar a observância do princípio do contraditório, eliminando assim a tomada de medidas cautelares pelas autoridades judiciais sem a audição da parte  contrária. No âmbito do processo de adequação da organização e do funcionamento dos  departamentos ministeriais à legislação em vigor, o Conselho de Ministros aprovou os estatutos orgânicos dos ministérios da Agricultura, da Ciência e Tecnologia, da Comunicação Social, das Pescas, do Ambiente e do Comércio.
O órgão de consulta do Presidente da Republica igualmente deu luz verde ao Regulamento de Utilização Geral dos Recursos Hídricos, diploma legal que define o regime jurídico de utilização, preservação e valorização destes recursos, estabelecendo normas sobre o planeamento e a gestão do seu uso, bem como as diversas modalidades de retribuição financeira, decorrentes da actividade dos diversos agentes económicos e sociais.
Outro diploma legal aprovado na reunião de ontem foi o Regulamento de Abastecimento Público de Água e Saneamento de Águas Residuais, instrumento jurídico que estabelece os princípios, as regras e os procedimentos adequados para a exploração e gestão dos serviços públicos de abastecimento de água e de saneamento das águas residuais, assegurando deste modo a observância das exigências da lei relativamente à preservação da saúde pública e do bem-estar geral das populações.
No domínio da política externa, o Conselho de Ministros aprovou um acordo entre os governos de Angola e da França sobre a Isenção Recíproca de Vistos de Curta Permanência para os titulares de passaporte diplomático ou de serviço, bem como um paradigma de Acordo sobre a Promoção e Protecção Recíproca de Investimentos entre Angola e outros Estados.
Em Dezembro passado, aquando da sua mais recente visita oficial a Paris, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, considerou o acordo de supressão de vistos “um passo importante para fortalecer os investimentos em ambos os países”.Georges  Chikoti apontou a França como um dos primeiros grandes investidores estrangeiros em Angola, com pretensões de alargar a sua carteira de investimentos em áreas como a agricultura e indústria.
 
Foto: Francisco Bernardo
 
You are subscribed to email updates from PÁGINA GLOBAL
To stop receiving these emails, you may unsubscribe now.
Email delivery powered by Google
Google Inc., 20 West Kinzie, Chicago IL USA 60610
Please follow and like us:
error

Camiliana

CAMILIANA

Vilarinho da Samardã. Camilo viveu aqui na adolescência. E o que fazia? É ele que conta:

«Fui educado numa aldeia, onde tenho uma irmã casada com um médico, irmão de um padre que foi meu mestre. O mestre podia ensinar-me muita coisa que me falta; mas eu era refractário à luz da gorda ciência do meu padre. Fugia de casa para a serra, dava muitos tiros às galinholas e perdizes; porém, louvado seja Deus, não me dói o remorso de ter matado uma!
O meu gosto era passar o rebanho de casa por aqueles saudosos vales. Todavia, minha irmã opunha-se a este humilde serviço. Dizia-me coisas que eu não percebia acerca da minha dignidade; repreendia os meus baixos instintos; atraía ao seu voto o marido e o padre, e cortava-me o rasteiro voo escondendo de mim a clavina, o polvorinho, os salpicões, a broa e a cabacinha de aguardente.
Não obstante eu pedia tudo de empréstimo e ia com as ovelhas para o monte. Passava lá o dia inteiro, sentado nas espinhas daqueles alcantis fragosos, sempre sozinho, cismando sem saber em quê, engolfada a vista nas gargantas dos despenhadeiros.»

(Duas Horas de Leitura)

CAMILIANA

Vilarinho da Samardã. Camilo viveu aqui na adolescência. E o que fazia? É ele que conta:

«Fui educado numa aldeia, onde tenho uma irmã casada com um médico, irmão de um padre que foi meu mestre. O mestre podia ensinar-me muita coisa que me falta; mas eu era refractário à luz da gorda ciência do meu padre. Fugia de casa para a serra, dava muitos tiros às galinholas e perdizes; porém, louvado seja Deus, não me dói o remorso de ter matado uma!
O meu gosto era passar o rebanho de casa por aqueles saudosos vales. Todavia, minha irmã opunha-se a este humilde serviço. Dizia-me coisas que eu não percebia acerca da minha dignidade; repreendia os meus baixos instintos; atraía ao seu voto o marido e o padre, e cortava-me o rasteiro voo escondendo de mim a clavina, o polvorinho, os salpicões, a broa e a cabacinha de aguardente.
Não obstante eu pedia tudo de empréstimo e ia com as ovelhas para o monte. Passava lá o dia inteiro, sentado nas espinhas daqueles alcantis fragosos, sempre sozinho, cismando sem saber em quê, engolfada a vista nas gargantas dos despenhadeiros.»

(Duas Horas de Leitura)
Unlike ·  · Share · 19 hours ago · Edited · 
Please follow and like us:
error

blogue do Chrys, notícias de tudo e de nada

error

Enjoy this blog? Please spread the word :)

RSS20
Follow by Email3
Facebook0
Facebook
Twitter20
YouTube20
YouTube
LinkedIn20
%d bloggers like this: