evolução pedagógica

Ana Gil shared a post.

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É quase isto!

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FLA 17 de novembro de 1975 o escamoteamento de uma data

17 de novembro de 1975

o escamoteamento de uma data

17 de novembro de 1975, a maior manifestação da história dos Açores. Manifestação abrangente a todo a arquipélago açoriano. Dia em que acreditávamos, se ia proclamar a independência dos Açores. Se alcançado esse sonho, hoje, estaríamos a celebrar o XLIII aniversário da Pátria Açoriana. Sonho traído por quem incumbido da proclamação unilateral da nossa maioridade como Povo, recuou quanto ao prometido aos seus pares.

Ainda hoje perguntamos o que sucedeu… pois, ao nosso 17 de novembro, deve Portugal, o seu 25 do mesmo mês com a intervenção do chamado “Grupo dos Nove” que libertou o retângulo Luso de uma guerra civil, derrotando os SUV (Soldados Unidos Vencerão) grupo apologista de uma República Popular.

De uma manifestação, reivindicativa de apoio à junta regional, contra o governo de Lisboa e pelo referendo, extravasou mais uma vez o grito de Liberdade, Independência e de intimidação traduzida no slogan “Lisboa escuta… os Açores estão em luta” ouvidos, cinco meses antes. Quer o 6 de junho quer o 11 de novembro de 1975, são projetados e organizados pelo PPDA, não podendo esquecer que, os movimentos independentistas dos quais se destacava a FLA, participavam quer na sua organização quer na sua execução. De referir que no 17 de novembro, o CDS teve parte importante com forte empenho do seu Secretário Geral da altura que apontava à realização de um referendo. Não excluir de qualquer das duas manifestações, a participação de muitos açorianos de simpatia e filiação partidária socialista. O que se depreendia que “Os Açores em primeiro”.

Como em tudo que movimenta massas, foram diversos os “ses” com que se depararam aos mentores do ”17 de novembro”. Foram eliminados pela certeza de uns quantos, que a data mereceria referência no futuro.

Hoje queremos afirmar: – o 17 de novembro de 1975, confirmou a autenticidade do querer do Povo Açoriano manifestado no “6 de junho”, quanto à libertação do poder centralista e colonizador de Lisboa. Portugal sempre usou e continua a usar os Açores conforme as suas conveniências. Ao 17 de novembro de 1975, (aqui referido seis vezes) nunca será de mais recordá-lo e, afirmar que, poderia ter sido o “corolário” o resultado positivo para a concretização efetiva da divisa que os Açores ostenta no seu Brazão datada 13 de fevereiro de 1582 e que reza “«ANTES MORRER LIVRES, QUE EM PAZ SUJEITOS», livrando-nos da ostentação do símbolo colonialista, aposto na nossa Bandeira.

Da Autonomia Política/Administrativa, advinda desses dois eventos aqui referidos, que construída de forma subterfugia, ardilosa, não passa de um documento mentiroso como é a própria Constituição que o arquiva.

Lamentamos que “tantos” e, (são muitos) que vimos na rua, gritar a intenção emancipadora do Povo a que dizem pertencer, se tivessem deixado vender por um “tacho”, por uns subsídios, por uns convites de circunstância numa posição de subserviência, servindo o poder de ocasião instituído. Disseram e dizem-se independentistas. Convenientemente assumem-se autonomistas. Numa época jogam num clube e noutra mudam de camisola. Pobres criaturas… são tantas infelizmente.

São eles que tendo participado ativamente no 17 de novembro de 1975, tentam escamotear a data e o seu significado. Quem sabe, se um dia a exemplo do “filho pródigo” não regressarão?

Se o 17 de novembro de 1975, não tivesse encontrado uma série de “pedregulhos” no seu caminho, até à proclamação da Constituição gerada pela então Assembleia Constituinte e, ao consentimento da humilhante autonomia concedida pela mesma, não estaríamos sujeitos:

Ao desaparecimento das nossas companhias de navegação, um banco e uma companhia de seguros de implementação internacional, o desmantelamento de um tecido económico industrial. possuidor de fortes empresas geradoras de trabalho e capital (são vários os exemplos). À proliferação de incompetência e do compadrio, dum tecido político familiar de amigos para amigos, exemplificado no quadro partidário de um país rico em escândalos e corrupção. À volta de um colonialismo assoberbado no “roubo” do que nos pertence, o Mar e suas profundezas, o espaço aéreo, a utilização da nossa situação geoestratégica e por aí adiante. O silenciar da nossa voz e a transmissão da nossa imagem para o mundo (o sequestro da RTP-A) Exemplos são tantos, atente-se ao aumento das visitas dos “inspetores do cacimbo” são eles: – Ministros, Secretários de Estado, Diretores Gerais etc. etc. Da necessidade de manter uma caterva de generais/almirantes e quejandos, com a acção psicossocial de presença a exemplo do então sucedido nas colónias, ditas de províncias ultramarinas e, para terminar: a bofetada que nos veio dar “dentro portas” o senhor Professor Marcelo Rebelo de Sousa, Digníssimo Presidente da República Portuguesa no dia 9/10 de junho pp. com a afirmação do “aqui também é Portugal “ ostensivamente demonstrada com a força militar que se fez acompanhar e a “esconjuração” dos símbolos açorianos (a sua Bandeira e o seu Hino).

“Quando um povo se ergue à altura

Da sua nobre missão,

Põe na Carta d’Alforria

A mais nobre aspiração.”

(Da primeira letra do Hino Autonomista 1894)

José Ventura

2018-11-15

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A guerra esquecida de Portugal em África | História | PÚBLICO

Entre 1914 e 1918, Portugal enviou 39 mil soldados para África. Apesar desse enorme esforço de um país em crise, o registo da campanha africana resume-se a derrotas e insucessos frente aos alemães. Cerca de 2 mil europeus perderam a vida, de acordo

Source: A guerra esquecida de Portugal em África | História | PÚBLICO

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Faial funda associação para defender o turismo sustentável (Vídeo) – Azores Today

Faial funda associação para defender o turismo sustentável (Vídeo) – Azores Today

Source: Faial funda associação para defender o turismo sustentável (Vídeo) – Azores Today

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ALGUÉM LEU A MINHA CRÓNICA DE 2008…….CDS quer que o Estado recupere o Farol dos Rosais (Vídeo) – Azores Today

CDS quer que o Estado recupere o Farol dos Rosais (Vídeo) – Azores Today

Source: CDS quer que o Estado recupere o Farol dos Rosais (Vídeo) – Azores Today

 

FOI PUBLICADO EM CHRÓNICAÇORES vol 1 e vol 3 Parte I

CRÓNICA 54 SÃO JORGE 21/9/2008…

 

No outro extremo da ilha há uma maravilha paradisíaca: a reserva ou parque natural das Sete Fontes em Rosais, cujo farol abandonado deveria ser recuperado pois tem uma localização inigualável e umas vistas excelentes. Ali se faria uma excelente pousada com vista para um pôr-do-sol inolvidável. As formações geológicas em volta do farol são espantosas pelos caprichos da mãe natureza. O mais estranho no Parque Natural das Sete Fontes, foi encontrar os tão diferentes e originais porcos do Vietname e os omnipresentes e engraçados gamos.

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vulcão no japão

Mais uma erupção.
Vulcão no Japão.

-0:18

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a fuga de informação da SATA

José Pacheco shared a link to the group: Azores Today.

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Muita gente teve acesso aos documentos confidenciais sobre a Sata | Fonte: RTP Açores ….. < Clique na imagem para ler mais > #azorestoday

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Is the California Fire Spreading Nuclear Toxins?

A Sheep No More


Is the California Fire Spreading Nuclear Toxins?

Posted: 14 Nov 2018 09:11 PM PST

FILE PHOTO © Reuters / Eric Thayer

The devastating wildfires sweeping California may be even worse than you think; exposing Californians to toxic nuclear material.

The Woolsey fire may have disturbed the nuclear waste site at the Santa Susana Field Lab (SSFL) exposing many to deadly toxins in the air

We have QUARTZ reporting that …

As the Woolsey fire tore through more than 90,000 acres of Southern California over the weekend, it scorched land at a closed-down lab where the US government and private companies tested nuclear weapons and rocket engines for decades beginning in the 1940s.

The Santa Susana Field Lab (SSFL), in the Simi Hills right on the border of Ventura and Los Angeles counties, is now a federal Superfund site. It was the site of several nuclear accidents, including the worst nuclear meltdown in US history when, in 1959, facility operators intentionally vented nuclear material from the site’s “Sodium Reactor Experiment” to prevent it from overheating and exploding. By the time the leaks were closed, the site had released 459 times more radiation than was leaked during the better-known 1979 meltdown at Three Mile Island.

The lab property, now owned by airplane manufacturer Boeing, stretches for 2,800 acres in the Simi Hills, and remains contaminated with toxic materials. Thousands of people live within two miles of the site, and roughly half a million live within 10 miles, according to an investigation by NBC 4 Los Angeles.

The California Department of Toxic Substances Control said that, as of Friday (Nov. 9), they believed there was nothing to worry about at the Santa Susana site in relation to the Woolsey fire. “Our scientists and toxicologists have reviewed information about the fire’s location and do not believe the fire has caused any releases of hazardous materials that would pose a risk to people exposed to the smoke,” the department said in a statement.

But some physicians disagree.

“We know what substances are on the site and how hazardous they are. We’re talking about incredibly dangerous radionuclides and toxic chemicals such a trichloroethylene, perchlorate, dioxins and heavy metals,” Robert Dodge, a physician and the president of Physicians for Social Responsibility Los Angeles, said in a statement. “These toxic materials are in SSFL’s soil and vegetation, and when it burns and becomes airborne in smoke and ash, there is real possibility of heightened exposure for area residents.”

Weighing in with satellite imagery tells a similarly two-sided story. These images show that the fires did spread to the compound, but they didn’t take down structures. With near-infrared imagery, dense vegetation appears red while burn scars from the Woolsey fire contrast as dark brown.

The physicians’ group also took a swipe at the California Department of Toxic Substances Control, noting that the state agency is the subject of an independent review commissioned by the California state legislature to investigate its handling of toxic-site cleanups.

The Santa Susana Field Lab has never been completely cleaned up, and residents believe cancer occurs at higher than normal rates in the area. People who worked at the lab in the 1950s and who developed cancer are part of a designated US Centers for Disease Control “special exposure cohort” and may be eligible for compensation for their nuclear materials exposure.

The site is adjacent or nearby to several Southern California residential communities, including Simi Valley, Chatsworth, West Hills, Canoga Park, Woodland Hills, Thousand Oaks, and Moorpark. Several of these communities suffered fire damage, and California’s state fire department estimates 370 structures in total have been destroyed in the blaze so far.

Now listen to this video where investigative journalist and radio host Paul DeRienzo joins Rick Sanchez to discuss the dire situation.

Aerial Drone Video Shows NorCal Fire Devastation

Posted: 14 Nov 2018 07:42 PM PST

Image Source: YouTube Screenshot

Hey guys … I live in Chico, California, less than 30 miles from the town of Paradise to where now 27,000 people are displaced and many have died because they could not escape the inferno.

Personally, these fires do not look normal. But I’m living and working in this community and although I cannot discuss my views on the fires, I do ask questions and by doing that I am planting seeds.

Chico was spared from devastation so I was not affected by the fires, however, the air is not safe and we are all breathing in toxic ash and chemicals to which even wearing a mask is not going to prevent one from inhaling it. I do have concern that many may have future issues with their health because of this. We haven’t seen the sun either, it’s just blackened skies and still, the ash continues to fall from the skies.

On a positive note, many will agree that this tragedy has created a unity bond in this community that is purely divine. Instead of our noses shoved in our cell phones, we are all talking with one another, hugging, listening, caring, loving and giving to each another. It’s quite amazing and heartbreaking at the same time.

So I found some ariel drone footage showing the devastation that these fires have caused and thought I would share it with you.

In case you don’t know who I am, I created Sheep Media DBA A Sheep No More, and my name is Julie Telgenhoff.

Video footage via Associated Press:

“(14 Nov 2018) A wildfire all but obliterated the Northern California town of Paradise, population 27,000, and ravaged surrounding areas last Thursday. About 7,700 homes were destroyed.”

If you like my work, please consider a small donation so that I can keep this site up and operational. Thank you!

Paypal.me: https://www.paypal.me/ASheepNoMore

Patreon: https://www.patreon.com/ASheepNoMore

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Os 20 objetos que mudaram o mundo moderno – Observador

Source: Os 20 objetos que mudaram o mundo moderno – Observador

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descalabro, Parlamento timorense aprova polémicas alterações a diploma sobre operações petrolíferas – Notícias SAPO – SAPO Notícias

Source: Parlamento timorense aprova polémicas alterações a diploma sobre operações petrolíferas – Notícias SAPO – SAPO Notícias

19 hrs

Parlamento timorense aprova polémicas alterações a diploma sobre operações petrolíferas
http://noticias.sapo.tl/portugues/info/artigo/1528859.html

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manipular o clima

Artificially cooling the planet by spraying aerosols into the stratosphere will cause ‘climate chaos’ by triggering cyclones and droughts around the world

– Artificially cooling Earth to stop global warming is a ‘risky strategy’, expert says
– Scientists have previously said aerosols could stop sunlight from reaching Earth
– This would help to cool the planet down by reducing solar radiation at its surface
– This could have devastating effects on regions prone to storms and drought

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SATA ninguém liga ao parlamento regional

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as comidas e as doenças

NÃO MORREMOS ASSIM DE QUALQUER MANEIRA….

A semana passada deixei de comer chouriços. E presunto. E fiambre. E
mortadela!!! Esta semana deixei de comer queijo. “Afecta a mesma
molécula das drogas duras”, dizia um estudo. Eu não quero ter nada a
ver com isso, gosto muito de queijo, mas não quero ter nada a ver com
drogas, muito menos ser visto como um agarrado ao queijo. Acabou-se
com o queijo cá em casa. Também já tinha acabado com o pão, por isso…
O mês passado deixei de beber vinho branco. Um estudo dizia que fazia
mal a não sei quê. Se calhar era cancro também. Passei a beber só
tinto que dizia um estudo ser ideal para uma série de coisas. Esta
semana voltei a beber branco porque entretanto saiu um estudo a dizer
que afinal o branco até tem propriedades que fazem bem e muito tinto é
que não. Comecei a reduzir no tinto mas, também, acho que compreendem,
não quero morrer assim de qualquer maneira.

Cortei nas azeitonas também porque um estudo dizia que têm demasiada
gordura, são muito insaturadas, ou lá o que é, mas não parece nada bom.

Andava praticamente a peixe até perceber que os portugueses comem
peixe a mais e são, por isso, prejudiciais ao ambiente. Eu sei que não
moro no continente mas como sou português, e ainda contam todos para o
estudo, sei lá, os que estão e os que não estão, e como eu não quero
ser acusado de inimigo do ambiente, ando a cortar no peixe também.
Especialmente no atum que está cheio de chumbo e o bacalhau também
porque causa daquele estudo que saiu sobre a quantidade de sal mas,
também, acho que compreendem, não quero morrer assim de qualquer
maneira.

Esta semana saiu um estudo a dizer que afinal o vinho em geral faz
mal. Fiquei devastado. Há dois meses foram as couves roxas. Vi até um
especialista na televisão dizer que não devíamos comer nada cuja cor
seja roxa; “é sinal que não é para comer”, dizia. Arroz também quase
não como porque engorda, quanto mais esfregado pior, e saiu um estudo
a dizer que implica com uma função qualquer mais ou menos delicada.
Não é a reprodutora porque acho que essa é com a soja. Dá hormonas
femininas aos homens, e consequentes mamas, o raio da soja (!) e
prejudica as funções todas. Não, soja nem pensar!

Leite também já há muito que me livrei dele. Foi, salvo erro, desde
que saiu um estudo a dizer que o nosso corpo não está preparado para
leites. Por isso, leite não. Sumos de frutas também dispenso enquanto
não resolverem o problema levantado no estudo que apontava para… não
sei muito bem para quê, mas apontava e não era nada excitante mas,
também, acho que compreendem, não quero morrer assim de qualquer
maneira.

Carne vermelha, claro, também não. Ataca o coração, diz o estudo.
Galinha nem sonhar porque umas estão cheias de gripe e as outras
encharcadas de antibióticos. Além de que carne de galinha a mais, como
dizia outro estudo, impacta com o desenvolvimento dental, o que até
parecia óbvio mas ninguém percebia, pois as galinhas não desenvolvem
dentes. Cortei a galinha há muito tempo. Porco? Só a brincar. É óbvio
que não há cá porco. Não chegassem as salsichas e afins ainda veio
este outro estudo, ou ainda não leu? Pois então, diz que o excesso de
carne de porco pode provocar uma diminuição de massa cinzenta e o
aumento dos ciclos atópicos do mastoideu singular. Ninguém quer passar
por isso! Você quer? Eu não mas, também, acho que compreende, não
quero morrer assim de qualquer maneira. Esqueça-se a carne de porco,
pelo amor da santa!

Ah!… Já me esquecia do glúten! Glúten, também não. É que nem pensar!
Durante muitos anos nem sabia que existia, mas desde que me apercebi
da existência de semelhante coisa arredei tudo o que tivesse glúten.
Deixa-me pouca escolha mas, também, acho que compreendem, não quero
morrer assim de qualquer maneira.

Ovos! Claro que também não como ovos. Primeiro porque não sou nenhum
ovíparo e depois por causa das quantidades de coisas que aquele estudo
que saiu a semana passada dizia. É um rol senhores, um rol e
colesterol! Vão ver e admirem-se! Os ovos! Quem diria os ovos… Enfim,
é a vida: ovos nem vê-los! Como a manteiga: é só gordura! Desde que
acabei com o pão e com o queijo, a manteiga também, por assim dizer,
deixou de fazer falta. Ainda a usava para fritar ovos mas agora também
não se pode comer ovos… Pois, a manteiga, dizia o estudo, é só gordura
animal e animais não devem comer a gordura uns dos outros. Pareceu-me
um bom fundamento e acabei com a manteiga.

Ia fazer uma salada. Sem muito azeite, claro, porque, compreendem, não
quero morrer assim de qualquer maneira, sem sal, naturalmente e
vinagre só do orgânico, porque, compreendem, não quero morrer assim de
qualquer maneira…

É quando recebo um email com o título “Novo Estudo Aconselha a
Ingestão Moderada de Saladas e Hortaliças”.

Enchi um copo de água, filtrada, naturalmente, de garrafa de vidro e
sorvi um golo ávido. Espero que não me faça mal.

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ler sem limites em macau

Trabalho da jornalista Catarina Brites Soares, vencedor da segunda edição do Prémio de Jornalismo da Lusofonia.

Ler sem limites.

O Instituto Cultural não diz se há livros proibidos em Macau, mas ressalva que a seleção para as bibliotecas só tem em conta se as obras enriquecem a coleção do acervo.

O PLATAFORMA foi confirmar se autores e livros censurados no Continente estão disponíveis na região.

O Instituto Cultural (IC) não revela se há autores e obras proibidos, ou que evite comprar.

Em resposta ao PLATAFORMA realça que a aquisição de livros para as 16 bibliotecas públicas é feita pela Divisão de Desenvolvimento de Recursos Bibliográficos do Departamento de Gestão de Bibliotecas Públicas e que só há um critério:

“Os livros que correspondem à política de desenvolvimento da coleção são considerados pela Biblioteca Pública de Macau para serem incluídos no acervo.”

Nas Políticas de Desenvolvimento de Coleções da Biblioteca Pública de Macau lê-se que “as colecções da Biblioteca e os serviços não poderão estar subordinados a qualquer forma imprópria de escrutínio, tanto a nível de consciência, como político ou religioso”.

No mesmo documento refere-se também que as obras literárias em língua chinesa são “o corpo principal das coleções” das bibliotecas que inclui obras das regiões de Hong Kong, Macau e Taiwan, do Interior da China, obras literárias em língua chinesa publicadas no estrangeiro e obras em língua chinesa escritas por chineses na diáspora.

Yan Lianke, Yu Hua, Sheng Keyi, Murong Xuecun, Ma Jian e Jung Chang são autores chineses controversos no Continente.

Reconhecidos dentro e fora do país, viram muitas das suas obras censuradas por Pequim.

Em Macau existem.

Yan Lianke é traduzido em várias línguas.

Vencedor de diversos prémios literários, incluindo na China, foi vítima de censura, repetidamente.

Em 1994, publicava o primeiro romance.

“Xia Riluo”, que tem como protagonistas dois heróis militares, foi uma das obras censuradas.

É considerado um livro particularmente corajoso porque na altura Yan era membro do Partido Comunista Chinês e do Exército Popular de Libertação, no qual trabalhava como escritor e tinha como função escrever histórias que moralizassem as tropas.

Em Macau, pode ler-se.

Encontrámos cinco exemplares nas bibliotecas: um na Sir Robert Ho Tung, outro na da Taipa e os restantes no Depósito Central.

“Serve The People” (2005) – comédia subversiva sobre o culto a Mao Tsé Tung na altura do seu auge, durante a Revolução Cultural – é mais uma das obras referência do escritor que foi proibida pelo Ministro da Propaganda Chinês.

“O romance difama Mao Tsé Tung, o exército e é só sexo”, referia a nota que proibiu o livro.

Aqui existe.

Encontramo-lo nas bibliotecas de Wong Ieng Kuan e na do Jardim Luis de Camões, e há mais três exemplares no Depósito Central.

Já “The Dream of Ding Village” foi publicado no Continente em 2005 mas acaba por ser censurado e banido pouco tempo depois.

Volta a ser publicado em Hong Kong, em 2006.
É dos mais polémicos do autor.

A história tem como cenário uma vila de Henan.

Sem outros recursos e nas ânsias de querer acompanhar o rápido desenvolvimento económico da China, o Governo local decide fazer negócio com o sangue dos habitantes que, rapidamente, começam a vender ou a comprar.

Anos mais tarde, quando os habitantes começam a morrer por estarem infetados com o vírus da SIDA, só as agências funerárias beneficiam com o mercado.

Está nas estantes das bibliotecas Sir Robert Ho Tung, da Taipa e de Wong Ieng Kuan da Taipa.

Além destes, há ainda mais quatro cópias no Depósito Central.

Yu Hua é mais um dos autores que está na lista negra do Continente.

“China in Ten Words”, um dos livros mais controversos do escritor, foi proibido.

O jornal norte-americano The New York Times escrevia que o livro retrata uma nação moralmente comprometida com um desemprego crescente, um fosso entre ricos e pobres cada vez maior, e corrupção endémica.

A obra junta memórias pessoais e uma análise às transformações que a China tem atravessado nos últimos 60 anos.

Há três no Depósito Central, e mais dois nas bibliotecas de Mong Há e da Taipa.

Murong Xuecun, pseudónimo de Hao Qun, é outra das vozes críticas contra a falta de liberdade de expressão no país.

Está entre os escritores mais conhecidos da China, em muito graças ao uso inteligente da internet, como têm feito muitos escritores da mesma geração.

Numa entrevista ao jornal The Washington Post dizia: “Posso aceitar que não me deixam falar sobre o 4 de junho ou sobre Tiananmen, mas não posso aceitar a censura injustificada. Tudo o que digo sou autorizado a dizer, tudo o que critico é-me permitido criticar. Este tipo de censura cultural está inextricavelmente ligado ao nosso sistema de educação pública. Um sistema de lavagem cerebral.”

Do autor, encontrámos “Leave Me Alone, A Novel of Chengdu” na Biblioteca da Taipa e no Depósito Central.

Sheng Keyi, outro nome incontornável na literatura chinesa contemporânea, também teve a vida dificultada no Continente.

Se a obra “Northern Girls” conseguiu ser publicada, o mesmo não aconteceu com “Death Fugue”.

As editoras chinesas decidiram que a história era demasiado controversa para a publicarem.

Acabou por sair em Hong Kong e Taiwan, e de ser traduzida para inglês por uma pequena editora australiana, Giramondo.

“Quando escrevi a obra, sabia que não poderia ser publicada no Continente”, confessou a escritora, numa entrevista ao The New York Times.

“Death Fugue” está nas bibliotecas Central de Macau, na da Taipa e do Patane.

De Ma Jian há dois exemplares no Depósito Central de “Beijing Coma” (2008) um dos livros que procurámos do autor.

A obra conta a história do 4 de junho sob a perspetiva de uma vítima fictícia do massacre.

Dai Wei acorda do coma dez anos depois de ter sido alvejado durante os protestos de Tiananmen, em 1989.

“O livro pretende reclamar a história de um Governo totalitário que tem como objetivo apagá-la”, afirmou o autor sobre a obra.

A escritora Jung Chang termina a nossa lista e integra outra: a dos escritores que não são simpáticos a Pequim.

A viver em Londres com o marido, o historiador Jon Halliday, com quem assina muitas das obras, só pode regressar ao país para visitar familiares.

O jornal The Telegraph referia que a autora tinha de evitar viagens e atividades políticas, pelo menos, até 2013.

Este ano, foi uma das convidadas para o Festival Literário Rota das Letras de Macau, mas não esteve no evento.

A organização preferiu que não viesse com receio de que fosse impedida de entrar no território depois da alegada pressão do Gabinete de Ligação – representação do Governo Central em Macau – , que terá considerado a visita inoportuna.

A autobiografia “Wild Swans” é o livro mais conhecido da autora.

Vendeu mais de dez milhões de cópias pelo mundo.

Foi proibido no Continente.

Outro dos títulos polémicos, é a biografia “Mao: The Unknown Story”.

O livro está nas nas bibliotecas do Mercado Vermelho e Central de Macau.

Além dos exemplares, há mais quatro cópias no Depósito Central.

Academia livre

Além das públicas, procurámos saber como é a oferta nas bibliotecas das principais instituições de ensino superior de Macau.

Começámos pela Universidade de Macau (UMAC).

De Yan Lianke, encontrámos “Xia Riluo”, “Serve The People” – em chinês; “The Dream of Ding Village” – em chinês e em inglês.

“China in Ten Words”, de Yu Hua, também está nas estantes da biblioteca da UMAC, em chinês e em inglês.

De Murong Xuecun, há a obra “Leave Me Alone, A Novel of Chengdu”, em chinês.

De Sheng Keyi não encontrámos “Death Fugue”, mas estava “Moral Song”, em livro digital.

“Beijing Coma”, de Ma Jian, também está disponível em chinês.

E da obra “Mao: The Unknown Story”, de Jung Chang, há 12 exemplares: três em chines, sete em inglês e dois em português.

A biblioteca do Instituto Politécnico de Macau também garante que os alunos podem ler nomes que hoje são referência no Continente e no exterior, apesar de censurados.

Tem obras de quase todos os autores da nossa lista.

De Yan Lianke há o “Xia Riluo”, “Serve The People”, em chinês, e “The Dream of Ding Village”, em chinês e inglês.

“China In Ten Words”, de Yu Hua, há um exemplar.

Não há livros de Murong Xuecun nas prateleiras, mas a instituição tem várias obras do escritor em ebook.

De Ma Jian encontrámos o “Beijing Coma”, em inglês.

De Jung Chang há, à semelhança da biblioteca da UMAC, vários exemplares de “Mao: The Unknown Story” – três em chinês e dois em inglês. De Sheng Keyi só havia uma cópia de “Moral Song”.

Livrarias sem stock

Nas livrarias já é mais difícil encontrar a maioria dos autores.

Apesar de as obras não estarem disponíveis, todas ressalvam que podem ser encomendadas e estarão em Macau no espaço de dias.

Na Pin Tou só encontrámos “‮’‬我只知道人是什麼” (não há tradução em inglês), de Yu Hua, em chinês.

Já na Livraria Portuguesa só havia a versão chinesa de “Moral Song”, da autora Sheng Keyi.

Na Plaza Cultural, a responsável não pode ajudar-nos, mas numa pesquisa pela livraria demos com “To Live” e “Chronicle of a Blood Merchant”, de Yu Hua.

Foi o único autor da nossa lista que encontrámos.

A oferta cresce na Elite, a livraria local onde encontrámos mais autores e obras dos nomes que selecionámos.

Yan Lianke, Yu Hua, Murong Xuecun, Ma Jian e Jung Chang estão todos à venda no espaço da Rua da Palha.

E os livros de Sheng Keyi podiam ser encomendados.

‭Yan Lianke

É um alvo frequente da censura do Governo central.

Yan nasceu na província de Henan, em 1958.
É dos poucos escritores críticos ao regime que continua a viver no país, em Pequim.

A infância do autor coincidiu com um dos períodos mais negros da História da China: o Grande Passo em Frente.

Yan já admitiu várias vezes auto-censurar o que publica para evitar ser, posteriormente censurado pelas autoridades.

“O meu trabalho causou mais problemas do que qualquer outro autor na China. Mas a perseguição contra mim diminuiu. Acho que isto mostra que, em muitos aspetos, a sociedade está a melhorar, a reformar-se e a desenvolver-se”, referiu Yan.

Xia Riluo (1994), o primeiro romance do autor, foi banido e Yan foi obrigado a escrever autocríticas durante quatro meses;

Enjoyment (2004) levou Yan a ser convidado a abandonar o Exército de Libertação do Povo, do qual fazia parte;

The Dream of Ding Village (2005) também foi banido no Continente e provocou uma disputa legal entre autor e editora.

“Não é o livro que queria escrever. Fiz uma autocensura severa. Pensei que chegava”, disse na altura.

Mas não chegou.

As autoridades proibiram a distribuição, venda e a divulgação do livro.

Sheng Keyi

Nasceu na província de Hunan, em 1973, e agora vive em Shenzhen.

“Northern Girls” (2004) é um dos seis romances publicados pela autora.

Retrata a história das jovens mulheres que abandonaram a China rural rumo aos grandes centros do sul, nos anos 90.

Uma vida que a autora conhece bem já que também ela foi uma trabalhadora migrante na altura.

“Death Fugue” (2014) é o mais recente romance da autora e o segundo traduzido para inglês.

Os protestos de Tiananmen são o cenário de fundo.

“Um romance tem de ter a capacidade de ofender”, refere na nota do livro.

Quando foi confrontada com o facto de muitas cenas serem quase repulsivas, respondeu: “Então consegui”.

Murong Xuecun

É o pseudónimo do ativista Hao Qun, um dos autores chineses mais críticos do regime de censura do país.

Nasceu em 1974 na província de Shandong, e começou a escrever ficção em 2001.

Em 2014, todos os livros do autor foram retirados das livrarias chinesas e o escritor deixou de ter acesso aos cerca de 8,5 milhões de seguidores no blogue Weibo, onde publicava o que ia escrevendo.

Deixou de poder viver da escrita no Continente e hoje vende fruta.

“A verdadeira coragem num escritor passa por dizer a verdade quando toda a gente está calada, quando a verdade não pode ser dita. Passa por levantar uma voz, arriscando a raiva do Estado e ofender toda gente pelo respeito pela verdade e pela consciência do escritor”, defende.

Ma Jian

É considerado o autor chinês proibido mais conhecido.

Nasceu em 1953, em Qingdao.

Foi fotojornalista de uma revista publicada pela All-China Federation of Trade Unions, sob o domínio do partido.

Ma é residente permanente de Hong Kong, para onde se mudou pouco tempo antes das autoridades no Continente banirem o primeiro livro que publicou, em 1987.

Deixou a cidade em 1997, quando o território deixa de ser colónia britânica e passa a estar sob administração chinesa, e foi viver para Londres, onde obteve a nacionalidade.

Apesar dos trabalhos do escritor estarem proibidos no Continente, o autor voltava ao país com frequência ainda que, denunciou, sob vigilância apertada.

Em 2011, foi impedido de entrar no Continente.

“A minha esperança é que o Governo chinês perceba que é inútil reprimir a liberdade de expressão e que percebam que, ao contrário do que acreditam, a força do regime não está na supressão da pluralidade de opiniões e ideias, mas na capacidade e vontade de as incentivar”, defendeu.

“Stick Out Your Tongue” (1987) foi escrito depois de uma viagem de três anos do autor pelo Tibete.

O livro foi proibido e fez com que outros trabalhos também fossem restringidos no Continente.

Yu Hua

Vive em Pequim, mas nasceu em Hangzhou, na província de Zhejiang, em 1960.

Cresceu durante a Revolução Cultural.

“Brothers” (2005), que conta a história de dois cunhados durante o período da Revolução Cultural e o das reformas do país, foi um bestseller no país.

“China in Ten Words” (2010) é outra das obras referência censurada.

“Quando, neste livro, escrevo sobre a dor da China, estou a registar a minha dor também porque a dor da China é a minha também”, disse sobre o livro.

O autor publica no jornal New York Times entre outros media.

“Alguns dos meus ensaios são proibidos na China. Estou muito pessimista relativamente à situação de liberdade de expressão. Os tempos vão continuar a ser duros, sobretudo para os jovens escritores”, alertou o escritor em declarações ao Asian Review.

Jung Chang

Chang, a viver em Londres, é uma crítica feroz do sistema político do Continente.

Os livros que publicou – incluindo a biografia sobre o antigo líder Mao Tsé Tung – estão banidos no Continente.

Mao morreu em 1976, quando começou o período de reformas na China e o país se começou a abrir.

Dois anos depois, Jung partia para estudar.

Foi uma das 14 alunas bolsistas enviada em 1978 para o Reino Unido para prosseguir os estudos.

“Muitas coisas boas aconteceram entretanto, mas isso não significa que fique extasiada quando vou à China. Fico sempre despedaçada porque há problemas com o desenvolvimento. E, claro, os meus livros estão proibidos. Como é que posso estar completamente feliz com a China?”, referiu a escritora ao South China Morning Post.

Catarina Brites Soares, 27.02.2018

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