Companhia aérea britânica declara falência e cancela todos os voos

A companhia aérea regional britânica Flybmi cancelou todos os voos por ter entrado em bancarrota por diversas “dificuldades”, incluindo a subida dos preços dos combustíveis e as incertezas criadas pelo Brexit.

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OSVALDO CABRAL Afinal, que estratégia para o leite?

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Pierre Sousa Lima to Açores Global

Yesterday at 17:42

Afinal, que estratégia para o leite?

Primeiro foram as quotas, agora é a crise do preço à produção e o excedente de leite entregue nas fábricas.
O peso do leite na economia da região é bem conhecido, mas não se conhece uma estratégia bem definida sobre o sector, porque as autoridades regionais querem estar bem com Deus e com o diabo.
Comprar uma guerra com o sector é, naturalmente, pisar terreno arriscado em termos eleitorais, pelo que se vai empurrando com a barriga para a frente todas as crises, atirando o máximo de dinheiro que se puder para cima dos problemas, numa tentativa, quase sempre inglória, de tapar a boca aos agricultores.
Os industriais vão pela mesma via, também eles sem orientações de cima e, muitas vezes, com a tutela a ser conivente face a estratégias erradas, como a ausência de diversificação de produtos e mercados.
Ainda agora se viu: a Comissão Europeia a fazer um esforço para debelar o excedente de leite em pó na Europa, comprando às toneladas o que vai em armazém das indústrias (felizmente já colocado em vários mercados), e a indústria açoriana a aumentar a produção de leite em pó!
Colocar leite, mesmo com a qualidade do nosso, no mercado interno é um esforço quase fracassado, porquanto se sabe que o consumo no nosso país, entre 2005 e 2015, caiu 21%, com os números do consumo de 2017 a registarem níveis abaixo de 1985.
A grande questão que se coloca hoje a qualquer produtor açoriano, à semelhança do espanhol ou português, é simples: como é que o preço do leite à produção sobe nos restantes países europeus e apenas na Península Ibérica se mantém nos registos mais baixos de todo o continente europeu?
É preciso reflectir, estudar onde estamos a falhar e encontrar portas para uma saída de sucesso, caso contrário muitas famílias ligadas ao sector vão ficar na miséria.
O governo regional tem razão quando diz o óbvio, ou seja, que produtores e industriais estão condenados a se entenderem, mas o governo não se pode pôr de lado, esquivando-se quando parece um problema que parece incapaz de ajudar a resolver, e avança sempre na linha da frente quando é para conquistar triunfos no sector.
Se há desorientação entre industriais e produtores, o governo tem também a sua quota parte de culpa, porque nunca sabe definir estratégias claras nem tão pouco prever os sinais que resultam em crise.
Anda sempre a reboque dos acontecimentos e não é só neste sector.
É em todos, como agora se constatou, mais uma vez, com o problema dos cancelamentos de cirurgias programadas no Hospital de Ponta Delgada.
Foi preciso fazer barulho, chegar a uma situação de ruptura, chamar a tutela à frente de combate, onde já devia estar desde o início da crise, para vir agora anunciar que vai resolver o problema com mais camas, mais enfermeiros e mais pessoal auxiliar.
Uma incompetência que durou mais de dois anos, prejudicando doentes e profissionais do sector.
Haverá algum assunto em que este governo não pegue de empurrão?

Osvaldo Cabral

(Diário dos Açores de 17/02/2019)

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“A geolocalização laboral”.Félix Rodrigues

Partilha-se artigo de opinião publicado no jornal Diário Insular com o título:
“A geolocalização laboral”.

Vivemos tempos de modernidade, e por outro lado, de perda de privacidade. Por vezes a perda de privacidade é consentida porque se julga que a modernidade é mais importante. Cada coisa tem o seu lugar, por isso, somos cada vez mais obrigados a pensar.
Imagine-se que permito, como funcionário público que sou, a quem me dirige, que possa aceder aos meus dados pessoais, num telemóvel que comprei com o meu salário, com as aplicações que quis e entendi lá colocar. Que autoridade tem, quem quer que seja, de me exigir que aceda à minha geolocalização?
Imagine-se que quando sou geolocalizado estou no local mais privado que qualquer ser humano gosta de ter, mesmo no horário de trabalho.
Imagine-se que, contrariamente ao estereótipo de funcionário público, desleixado, que se balda ao serviço, que trata dos seus assuntos pessoais no tempo de serviço, que marca férias só para prejudicar a entidade profissional, que odeia relógios de ponto, que odeia atender o público e cujo grande sonho de vida é reformar-se antes do tempo de reforma, que até sou aplicado e profissional. Teria de perder a minha privacidade por causa de um estereótipo?
Quantos funcionários públicos ficam deprimidos quando se reformam?
Quantos funcionários públicos adoram o que fazem e se sentem uteis? Os estereótipos não são nada mais do que imagens preconcebidas de determinadas pessoas, coisas ou situações profissionais.
Diria que a grande maioria dos funcionários públicos se sentem úteis, o que não significa que também não se sintam dececionados com lideranças. Há minorias que estragam a imagem, mas isso é comum a todas as profissões ou classes profissionais.
A geolocalização é equivalente a uma pulseira eletrónica e se não fui preso nem condenado ninguém me deve exigir que ande com ela. Acho que isso é politicamente indefensável e não creio que haja nenhum partido que o defenda, nem mesmo com o argumento da modernidade. Seria útil para o patrão ou entidade patronal? Sim, provavelmente para os patrões ou entidades profissionais controladoras, burocratas ou persecutórias. Numa sociedade livre, cumprem-se objetivos, estabelecem-se metas e as lideranças são esclarecidas. As responsabilidades são individualizadas quando o devem ser e coletivas quando o merecem.
Já me irritam algumas facetas do geocaching, onde se escondem papelinhos em lugares inadmissíveis, quanto mais não me irritaria se transformassem os funcionários públicos em “objetos de geocaching”.
A geolocalização de qualquer funcionário público ou privado quase que se equivale a direito de propriedade do empregador ou administrador da coisa pública sobre um funcionário. Esse conceito entronca no de escravatura, mesmo que essa seja eletrónica. A lei é o garante das liberdades. Enquanto a tivermos teremos sempre cumpridores, na sua grande maioria, e prevaricadores, numa pequeníssima minoria, por isso, abaixo a “geolocalização laboral”.

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ENTREVISTA: China tem feito mais pela identidade macaense do que Portugal — investigador

O investigador Carlos Piteira, do Instituto do Oriente, considera que a China encara Macau como um “laboratório experimental” pela sua singularidade e tem contribuído mais para preservar a identidade macaense do que Portugal.

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Governo dos Açores diz que ‘rankings’ traduzem “visão redutora” do ensino – Atualidade – SAPO 24

O Governo Regional dos Açores esclareceu, hoje, que os resultados dos exames do ensino secundário nos Açores estão “em linha com a tendência nacional” e que os ‘rankings’ “traduzem uma visão redutora” do sistema de ensino.

Source: Governo dos Açores diz que ‘rankings’ traduzem “visão redutora” do ensino – Atualidade – SAPO 24

património esquecido dos Açoes

um povo que não respeita sua história está condenado ao olvido e à extinção Chrys Chrystello 1996
Mario Jorge Costa

41 mins

Casa dos nossos Avós.
Nem todos os nossos antepassados tinhas estes bens.
Estas ruínas mostram como era uma cozinha no século XVI
Forno e Poial mais estes utensílios era de gente abastada

Curiosidades:
A vida antiga em todos os Açores º trouxeram sementes de Trigo, centeio, feijão, ervilhas e outros. Os animais de engorda foram vitais na alimentação. Os que se fixaram na orla marítima tinham peixe em abundancia mas era perigoso por causa dos corsários que vinham amiudê molestar e até pior levavam-nos como escravos.Criavam porcos, cabras, vacas, galinhas e outros animais que cozinhavam nalguns destes utensílios para sustentar as Famílias. Foi assim em tempos antigos nesta ilha de São Miguel Açores

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Mario Jorge Costa

2 December 2015

História dos Açores. Esta casa é uma das casas mais antigas de Lagoa Açores, que sempre morou gente nobre. O 1º Rui Gonçalves da Câmara, que tinha muitas terras, ( Terras de dentro ) e também assento nesta casa, Vila de Lagoa. Viveu na então Vila Franca do Campo, foi ele que comprou a João Soares de Albergaria ( Sobrinho de Gonçalo Velho ) a Capitania de São Miguel Açores. Depois da morte em 1534, foi um filho de nome de Vasco o herdeiro de Terras de dentro. Anos mais tarde, foi de um Diogo Afonso Cogumbreiro. Passou para a família João Guilherme da Câmara Fisher. A viúva Dona Engrácia de Fisher, por vontade de seu marido mandou construir a Ermida de Nossa Senhora das Mercedes, ( NAS terras de dentro ) no dia 10 de Julho de 1893 foi inaugurada com pompa e circunstância, sendo a 1ª missa registada no livro dos ofícios da ouvidoria , a 1ª pedra foi benzida pelo padre João Maria Vaz Pacheco. Anos depois viveu nesta casa o Morgado Clímaco Raposo, que casou com a Dona. Engrácia Fisher. O padre João José Tavares, que descreve a maior parte desta história, diz poucos anos antes da sua morte, em 1933, que a casa é de herdeiros de Drº João Luís de Botelho da Câmara.

E se “O Senhor dos Anéis” tivesse sido filmado nos Açores? – Açoriano Oriental

Em visita oficial à Califórnia, o presidente do Governo dos Açores apresentou oportunidades de investimento na região a potenciais interessados. Em Los Angeles, terra do cinema, houve quem perguntasse sobre a viabilidade de se gravar um filme nas ilhas.

Source: E se “O Senhor dos Anéis” tivesse sido filmado nos Açores? – Açoriano Oriental

contaminação nas Lajes

Partilha-se artigo de hoje do jornal Diário Insular com o título:
“FÉLIX RODRIGUES SOBRE A ANÁLISE DO LNEC À CONTAMINAÇÃO NA BASE DAS LAJES”, e subtítulo:
“Vanádio e hidrocarbonetos podem estar relacionados”.

O vanádio detetado na Base das Lajes, nomeadamente no “site” 3005, pode não ser de origem natural. A opinião é do especialista em poluição, Félix Rodrigues, que não descarta a possibilidade de aquele elemento estar associado à contaminação por hidrocarbonetos.
O professor da Universidade dos Açores falava ao DI a propósito do relatório de acompanhamento do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) aos trabalhos de alegada descontaminação na infraestrutura militar da ilha Terceira.
Nesse documento, o organismo refere-se ao “site” 3005, também identificado como “Seven Hydrants Area”, onde sublinha ter detetado vanádio “em concentrações típicas deste ambiente hidrogeológico”.
Segundo o investigador, trata-se de uma análise simplista.
“Vejamos: também poderíamos dizer que o petróleo não é de origem artificial, pois resultou de uma transformação de milhares de plantas durante milhões de anos. Aliás, todos os elementos que existem nos hidrocarbonetos existem na superfície terrestre. O que os torna perigosos é a sua concentração – serem de foro natural não significa que não sejam preocupantes. Só que há outro aspeto: em todos os locais onde ele foi detetado há uma associação aos hidrocarbonetos. Há, efetivamente, uma lógica de associação das duas coisas. O que não se pode é dizer que não há, sem fazer prova disso”, sublinhou.
A questão, aliás, entende Félix Rodrigues, também deve levantar dúvidas ao próprio LNEC, que continua a avaliar a existência desse parâmetro, mesmo defendendo que a sua origem é natural.
“Se é natural, porque é que se analisa? Se o vanádio não serve para nada, porque é que se analisa e se gastam recursos com essa análise? E como é distinguem uma coisa da outra? Quando detetam hidrocarbonetos e vanádio, ele é de origem natural, quando não detetam hidrocarbonetos, mas detetam vanádio ele natural é… Não faz sentido, com todos os dados que existem, que não se faça uma correlação entre os dois elementos”, sustenta.

ANÁLISE DA ÁGUA
Também no “site” 3005 – um complexo vedado que compreende os edifícios T-722 e T-721, 14 depósitos subterrâneos, filtros de combustíveis, uma plataforma de reabastecimento de camiões, uma rede de tubagens, um separador de óleo/água e sete pontos de reabastecimento, construídos em 1954 – foram detetados, em 2010, hidrocarbonetos sobrenadantes na água subterrânea.
Mais tarde, avança o LNEC, estudos promovidos pelos norte-americanos concluíram que as concentrações de contaminantes detetadas na água tinham valores inferiores aos limites definidos na legislação do Canadá, tendo-se concluído que as condições hidrogeológicas superficiais não constituíam risco para a captação de água na infraestrutura militar.
Em outubro de 2018, face a novas análises de monitorização à água – onde “apenas foi detetada a presença de cloretos e de vanádio” – o LNEC defendem não serem necessárias recomendações adicionais para aquele local.
Ora, Félix Rodrigues defende a análise contínuada da água naquele local.
“A monitorização deveria ser mais ou menos constante. Não faz sentido que se analisem as outras águas e esta não, quando tem as mesmas circunstâncias geoquímicas e geofísicas”, sustentou.

MAIS INFORMAÇÃO
Já no “site” 3009 – local de implantação da antiga plataforma de reabastecimento de camiões -, onde foi detetada contaminação por arsénio, chumbo e cádmio, hidrocarbonetos totais de petróleo e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, o LNEC dá nota de uma descontaminação através da substituição dos solos superficiais e da cobertura com vegetação.
De acordo com o relatório de acompanhamento dos trabalhos – apresentado, recorde-se, na última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA – os solos contaminados foram removidos, “cerca de 30 metros cúbicos” ( o equivalente a uma sala de uma casa) e substituídos por solos limpos e vegetação.
De acordo com o especialista em poluição, há questões que voltam a não ser abordadas pelo LNEC. Por um lado, sublinha, a contaminação dos solos em profundidade; por outro, a eficácia das alegadas ações de descontaminação.
“As análises dos norte-americanos revelavam contaminação logo à superfície, com hidrocarbonetos totais de petróleo, mas também, e mais uma vez, em profundidade – provavelmente de hidrocarbonetos que foram migrando através do solo. O LNEC refere a retirada de 30 metros cúbicos de solo, que não é uma grande quantidade, mas não refere nada quanto à profundidade, não sabemos se há ou não poluentes mais abaixo. E volta a colocar-se a questão: se o solo estava contaminado, o que é que fizeram com ele? Ao mesmo tempo, foi colocada bagacina e vegetação no local. A vegetação é aconselhada, de facto, mas depende das condições em que está o solo e sobre isso o LNEC não diz nada”, avançou Félix Rodrigues.

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