timor agora 19.2.18

TIMOR AGORA

Lixu estraga imajen Timor; "Apoia Inisiativa Movimentu Tasi Mos"
Primeiros dicionários 'online' Português/Chinês e Chinês/Português feitos a partir de Macau
Tailândia condecora responsável pela limpeza étnica da minoria muçulmana rohingya
Putin prefers Aramco to Trump’s sword dance
China Aims for the Moon – and Beyond
Alkatiri Aseita Mina Dada Mai Timor
PM Alkatiri: TL Labele Depende ba Fundu Minarai
Timor-Leste tenta último esforço para resolver impasse sobre poços de Greater Sunrise
Publicação de calendário eleitoral em Timor-Leste preocupa responsável

Lixu estraga imajen Timor; “Apoia Inisiativa Movimentu Tasi Mos”

Posted: 18 Feb 2018 12:57 PM PST

Lixu iha capital Dili sai ona fenomena ne’ebe la iha rohan atu solusiona. Iha bairo-bairo no kuaze sikun sira sidade Dili nia laran sempre iha lixu ne’ebe soe naklekar.

Maske Governu, liu husi Autoridade Munisipiu Dili, kontrata kompñia nasional balun hodi responsabiliza hamosu sidade Dili, maibe lixu kontinua envade sidade Dili. Sa tan iha tempu udan, lixu tun husi foho mai intupidu hela iha tetuk sira kapital Dili nian hodi nalihun tama to’o Estrada laran.

Iha tasi ibun sira Dili nian, hahu husi Kristu Rei tesi kai Area Branca no liu ba Bairus Pantai Kelapa nian, sempre hafutar ho lixu, hanesan plastiku, aqua mamuk, kaleng a’at, no sira seluk tan.

Direktor Trade Invest Timor Leste, Arcansio da Silva hateten, lixu nakonu iha tasi ibun estraga imajen Timor Leste. Tanba ne’e, husu ba entidades no komunidade hotu atu koida ambente tais ibun atu garante tasi ibun livre husi lixu.

“Ita nia rai tenke mos liu liu potensia iha tasi ibun hanesan iha área branka hanesan fatin desde tempu Português hanesan fatin visitantes sira mai turista lokal no internacional,” informa Arcansio da Silva ba jornalista iha área Branca, Dili, Sesta (16/2/2018).

Apoia inisiativa Movimentu Tasi Mos

Iha parte seluk, Vise Ministru Dezemvolvimentu Habitasaun no Ambiente, Abrão Grabriel do Santos Oliveira hateten, grupo Movimentu Tasi Mos hanesan fo motivasaun tanba ne’e presiza apoiu sira nia inisiativa.

“Ita hotu koalia kona-ba lixu dehan responsabilidade husi Governu, maibe ita hotu nia responsabilidad,” afirma Abrão de Oliveira. ety

GMN TV | Grupo Média Nacional

Primeiros dicionários ‘online’ Português/Chinês e Chinês/Português feitos a partir de Macau

Posted: 18 Feb 2018 10:19 AM PST
Porto, 18 fev (Lusa) – Os primeiros dicionários ‘online’ Português/Chinês e Chinês/Português agora disponibilizados foram feitos a partir de Macau por Ana Cristina Alves, demoraram cerca de um ano e da equipa que o produziu consta uma professora chinesa de português e mandarim.

Doutorada em Filosofia da História e da Cultura Chinesa, Ana Cristina Alves disse hoje à agência Lusa que quando lhe foi feito o desafio pensou que “não iria ser capaz”, pois à data lecionava na Universidade de Macau e “não tinha tempo”.

“Mas logo me foi dito que teria a equipa de informática da Porto Editora a trabalhar comigo e, ao fim de um ano o trabalho estava feito, em menos tempo do que aquele que me davam”, salientou a autora de vários livros e manuais sobre a língua e cultura chinesas.

O facto de o desafio ter sido “bastante aplacado” pela colaboração que lhe chegava do Porto, foi no “trabalho de pesquisa” na tradução para chinês moderno das entradas que lhe chegavam de Portugal que encontrou as “maiores dificuldades”.

“Foi uma pesquisa enorme pois cada entrada tem vários sentidos e havia que verificar quais eram as oportunas para cada uma delas”, explicou a docente, vincando que o trabalho feito foi no “sentido de criar um dicionário que seja básico e essencial, para os contemporâneos”.

E prosseguiu: “não se trata de um dicionário erudito, mas sim para comunicação, em que tanto os estudantes, turistas e empresários o possam utilizar”.

Para a autora dos livros “A Sabedoria Chinesa” (2005), “A Mulher na China” (2007) e do manual Chinês/Português e Português/Chinês (2010), a preparação do dicionário informático representou “um desafio muito diferente”, dada a sua “experiência ser no campo teórico, de ensino e na preparação de manuais”, recorrendo à metáfora para explicar de que modo teve de se readaptar para que a obra surgisse.

“Para o efetuar tive de despir um pouco o meu lado teórico e académico para ir ao encontro das necessidades práticas da nossa sociedade”, descreveu Ana Cristina Alves cujo critério da escolha levou a que a obra hoje publicada obrigasse a que “25 mil dessas entradas fossem retiradas, ficando só as expressões essenciais”.

A parte do dicionário feita em Macau contou ainda com outra ajuda “preciosa” da universidade local, ficando a revisão a cargo da colega chinesa Ao Sio Heng, professora de português e chinês de iniciação.

Agitada pelo “nervoso miudinho” que a acompanhou na coordenação do dicionário, a especialista confessou à Lusa que para conseguir dar resposta ao trabalho houve dias em que teve de “acordar às 02:00 para traduzir e depois ir dar aulas”.

E com a obra a ser lançada em Portugal no dia em que se assinala o Ano Novo Chinês é de um maior investimento na cultura chinesa que a autora do livro de investigação “Culturas em Diálogo. A Tradução Chinês-Português” (2016) fala.

“Os chineses gostam muito da língua deles e os carateres são uma das características da sua cultura e pode ainda muito ser feito em termos de dicionários etimológicos, de provérbios, adágios e aforismos”, desafiou.

Nos dicionários hoje disponibilizados no ‘site’ Infopédia.pt constam mais 25.500 entradas e cerca de 36.500 traduções.

JYFO/NL

Tailândia condecora responsável pela limpeza étnica da minoria muçulmana rohingya

Posted: 18 Feb 2018 10:17 AM PST

Banguecoque, 18 fev (Lusa) — A Tailândia condecorou o chefe do Exército birmanês, o general Min Aung Hlaing, considerado o arquiteto da perseguição à minoria muçulmana rohingya, classificada pelas Nações Unidas como limpeza étnica, noticiou a imprensa local.

Segundo o comandante supremo das Forças de Defesa da Tailândia, general Thanchaiyan Srisuwan, Hlaing foi distinguido com a Grande Cruz de Cavaleiro da Ordem do Elefante Branco por contribuir para a “história de cooperação” entre os dois países.

“A proximidade nas relações militares sempre melhora as coisas para que não ocorram problemas”, declarou o general tailandês.

O anúncio da condecoração ao responsável pela limpeza étnica dos rohingya integra-se numa visita oficial de três dias que o chefe do Exército birmanês iniciou na sexta-feira em Banguecoque.

Esta é a segunda condecoração que o general da Birmânia recebe da Tailândia que, em 2013, já lhe tinha atribuído a Grande Cruz de Cavaleiro da Nobre Ordem da Coroa.

Mais de 650.000 pessoas da minoria rohingya permanecem como refugiados no Bangladesh, para onde fugiram assim que começou a operação militar iniciada pelo Exército da Birmânia em agosto passado no estado de Rakéin, no oeste, onde vivia esta comunidade.

A operação incluiu milhares de assassinatos, a destruição, através de incêndios, de centenas de aldeias, a violação de mulheres, assim como a devastação de campos de cultivo e de gado, numa perseguição premedita e sistemática contra a minoria que é atribuída ao general Hlaing.

A União Europeia cortou as relações com o Exército da Birmânia na sequência desta limpeza étnica, que tem suscitado duras críticas à líder civil do país e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

A Birmânia não reconhece a cidadania aos rohingya, que considera imigrantes bengalis, e sujeita-os a diferentes tipos de discriminação, incluindo restrições à liberdade de movimentos.

Segundo a organização não-governamental Médicos sem Fronteiras, a intervenção das forças birmanesas causou a morte de pelo menos 6.700 membros desta minoria.

SR // SR

Putin prefers Aramco to Trump’s sword dance

Posted: 18 Feb 2018 09:28 AM PST

Hardly 10 months after honoring the visiting US president, the Saudis are open to a Russian-Chinese consortium investing in the upcoming Aramco IPO

By M.K. BHADRAKUMAR | Asian Times

n the slideshow that is Middle Eastern politics, the series of still images seldom add up to make an enduring narrative. And the probability is high that when an indelible image appears, it might go unnoticed – such as Russia and Saudi Arabia wrapping up huge energy deals on Wednesday underscoring a new narrative in regional and international security.

The ebb and flow of events in Syria – Turkey’s campaign in Afrin and its threat to administer an “Ottoman slap” to the United States, and the shooting down of an Israeli F-16 jet – hogged the attention. But something of far greater importance was unfolding in Riyadh, as Saudi and Russian officials met to seal major deals marking a historic challenge to the US dominance in the Persian Gulf region.

The big news is the Russian offer to the Saudi authorities to invest directly in the upcoming Aramco initial public offering – and the Saudis acknowledging the offer. Even bigger news, surely, is that Moscow is putting together a Russian-Chinese consortium of joint investment funds plus several major Russian banks to be part of the Aramco IPO.

Chinese state oil companies were interested in becoming cornerstone investors in the IPO, but the participation of a Russia-China joint investment fund takes matters to an entirely different realm. Clearly, the Chinese side is willing to hand over tens of billions of dollars.

Yet the Aramco IPO was a prime motive for US President Donald Trump to choose Saudi Arabia for his first foreign trip. The Saudi hosts extended the ultimate honor to Trump – a ceremonial sword dance outside the Murabba Palace in Riyadh. Hardly 10 months later, they are open to a Russian-Chinese consortium investing in the Aramco IPO.

Riyadh plans to sell 5% of Saudi Aramco in what is billed as the largest IPO in world history. In the Saudi estimation, Aramco is worth US$2 trillion; a 5% stake sale could fetch as much as $100 billion. The IPO is a crucial segment of Vision 2030, Saudi Crown Prince Mohammad bin Salman’s ambitious plan to diversify the kingdom’s economy.

Aramco signs MoU with Novatek

Also on Wednesday, Saudi Aramco signed a memorandum of understanding with Novatek, Russia’s largest non-state natural-gas producer, regarding Saudi investment in the latter’s LNG (liquefied natural gas) projects – specifically, in the $20 billion Arctic LNG-2, which is expected to be on stream in 2023 and has a capacity of 18 million metric tons annually.

Saudi Minister of Energy, Industry and Mineral Resources Khalid Al-Falih told the media in Riyadh, “This is a big project. It will become part of Aramco’s gas strategy.” The agreement will be showcased as the centerpiece of the St Petersburg International Economic Forum in May. (Novatek is also interested in building a regasification terminal in Saudi Arabia.)

Other Saudi-Russian energy deals in the making include investment by Aramco and the Saudi sovereign wealth fund (Public Investment Fund, or PIF) in the Russian company Eurasia Driller, a major independent driller, which has been seeking entry to onshore and offshore projects in Saudi Arabia. The Saudi and Russian officials also disclosed that Russia had made a formal proposal to build two nuclear reactors in Saudi Arabia and that the contract was expected to be awarded by next year.

Indeed, these deals must be seen in the backdrop of the Saudi-Russian alliance to sustain the oil price through production cuts until the end of 2018. In 2015, the Russian Direct Investment Fund and Saudi Arabia’s PIF joined hands to make investments in projects in Russia. Last year, RDIF and PIF announced the creation of a Russia-Saudi Investment Fund with total committed capital of $6 billion to pursue investment opportunities, primarily in Russia, and in joint ventures that can help Saudi Arabia’s economic diversification.

Tectonic shift

Historically, Saudi Arabia has been seen as a pivotal country in the United States’ Middle East energy strategies, which formed a core template of Cold War-era politics to keep the former Soviet Union out of the region. The past week’s developments signify that the tectonic plates are shifting.

And history might repeat. Reminiscent of the so-called Quincy Agreement of February 1945 between US president Franklin Roosevelt and King Abdul-Rahman bin Abdulaziz, founder of Saudi Arabia, the emerging Saudi-Russian energy alliance will most certainly trigger an overall expansion of relations between Russia and Saudi Arabia, including in defense and security fields.

Russian President Vladimir Putin telephoned King Salman bin Abdulaziz Al Saud on Wednesday, when they discussed “a wide range of bilateral cooperation, primarily in trade and defense technology” and “expressed readiness to boost meaningful coordination in global hydrocarbon markets,” according to Moscow. The Kremlin readout highlighted that Putin and King Salman discussed Syria and Saudi Arabia’s standoff with Qatar – and, possibly, Iran too.

Interestingly, the Kremlin statement cited Putin as regretting that “the current crisis by no means contributed to the consolidation of joint efforts in the struggle against a terrorist threat or the stabilization of the Middle East in general.” Indeed, it cannot be lost on the Saudis that what distinguishes Russian diplomacy is that unlike the traditional US tactic of exploiting regional tensions and divisions, Moscow focuses on beneficial cooperation. Quite obviously, the Russian military bases in Syria or Russia’s axis with Iran do not impede a full-bodied Saudi-Russian strategic relationship.

Suffice to say, Russia is positioning itself, in geopolitical terms, to shape outcomes in the Middle East and to enhance its standing as a great power, while also advancing its economic, political and security interests. The contrast with the US couldn’t be sharper.

Radio Free Europe/Radio Liberty reported last week that while addressing a closed-door meeting of the Russian Union of Industrialists and Entrepreneurs, a prominent group of industrialists and business tycoons, in Moscow on February 9, Putin predicted that “those who are doing this [imposing sanctions] will themselves tire of it soon.” The news from Riyadh signals that Putin’s prediction is well grounded.

When Russia teams up with China and Saudi Arabia in making such massive investments in the energy field, the US sanctions aimed at denying Western capital and technology to stymie Russia’s oil industry have been rendered meaningless.

Photo: Saudi Energy Minister Khalid Al-Falih and Russian Energy Minister Alexander Novak attend a news conference at the Ritz-Carlton hotel in Riyadh on February 14, 2018. Photo: Reuters / Faisal Al Nasser

China Aims for the Moon – and Beyond

Posted: 18 Feb 2018 09:29 AM PST

China’s space program, past, present, and future

By Nayef Al-Rodhan* | The Diplomat

China’s space program dates back to the 1950s, when China first started developing its own missiles, modeled on those of the USSR, but some would argue that the space age was actually born in China, citing its use of “fire arrows” in the 13th century as the first example of rockets. Mao Zedong himself was impressed by the launch of Sputnik in 1957 and wanted China to move forward quickly in the development of satellites. But these plans were postponed and it was not until 1970 that China launched its first small satellite, long after the United States and Russia.

An ambitious program, including the launch of astronauts to space, was approved by Mao Zedong, Prime Minister Zhou Enlai, and Minister of Defense Lin Biao in 1970, but, in the turbulent political context of the 1970s, it was canceled in 1978 by Deng Xiaoping, who was back to power. Deng had a very pragmatic view of the interest of space and focused the Chinese space program on practical applications, leading to the launch of the first Chinese telecommunications satellite in 1984. Since then China has successfully developed civilian and military applications, including telecommunications, remote sensing, meteorology, and navigation. However, with the rising geopolitical posture of the country, more prestige-oriented projects, in lunar and deep space exploration, and human spaceflight, were promoted in the 1990s, including the approval, in September 1992, of an orbital space station as the main goal of the program.

As a result, despite China’s late entry into space exploration – the first Chinese astronaut was not sent into space until 2003 – it has caught up lately at an impressive rate. By 2017, 11 taikonauts (a term used for Chinese astronauts) had successfully orbited the Earth, demonstrating China’s growing participation in space. In 2013, China landed the Jade Rabbit rover on the moon, representing the first time that a robot had landed on the moon’s surface in nearly half a century.

However, China’s record in space has not consistently been impressive, with the most notorious instance of irresponsible space activity being the 2007 anti-satellite (ASAT) test. According to official Chinese media, the test was defensive in nature. Yet in reality it was meant to test China’s ability to destroy satellites, which several militaries – and most notably the American military – depend on for communications and geolocation information. While successful in destroying one of its own weather satellites, this act has jeopardized China’s future cooperation prospects with other states. The ASAT test was highly contentious, as it produced a massive amount of space debris, endangering many other nations’ space assets. Altogether the test reinforced suspicionsabout China’s intentions in outer space.

Contemporary Assets and Policies of China

Unlike in other countries, but like in the Soviet Union in the past, China’s space program and its military are essentially the same entity. Despite China’s ongoing exclusion from the International Space Station (ISS) – due to U.S. opposition – it currently possesses many impressive space assets. In 2016, China achieved a record number of rocket launches. These included seven “Long March” rockets, including the maiden flight of the Long March 5 in November 2016. The new rocket is capable of ferrying 25 metric tons (MT) of cargo into low-Earth orbit (LEO), putting it on a par with the Delta IV Heavy and Europe’s Ariane V rockets and doubling the payload which China is able to place in space. Also in 2016, in June, China launched a new Long March 7 rocket, which is the “middle child” in the country’s arsenal of launchers, sitting between the heavier Long March 5 and the lighter Long March 6. Progress continued, despite some setbacks, in 2017, including China’s first launch of a cargo spacecraft using a Long March 7 Y2 rocket in April.

The proposed Long March 9 aims to increase payload to 140 MT for LEO, meaning that China should be able to operate large human and cargo mission and carry spacecraft within the next five to seven years. China also has its own spacecraft – known as Shenzhou – modeled on the Russian Soyuz vehicles, which has served as the primary mechanism for transporting taikonauts into and out of space, but is now due for replacement.

China additionally has a hypersonic missile program and has conducted several major tests in the last two years alone, including on missiles with nuclear capability.

China also operates its own navigation satellite system – known as BeiDou – providing regional coverage over China and the Asia-Pacific, with accuracy of up to ten centimeters. Aside from providing accurate geolocation information for Chinese weapon systems and communication coverage for its military various forms of information, users of BeiDou, which include the Pakistani military, can take advantage of a short-message service not possible with the U.S. GPS.

Another of China’s activities in space involves monitoring space debris using a tracking system. This strategy is an important aspect in repairing trust transnationally and demonstrating a commitment to the responsible and secure use of space, following the 2007 ASAT test. The Chinese Space Debris Monitoring and Application Center, which is part of the China National Space Administration, is tracking space debris with a special focus on the smallest pieces – those which are smaller than one centimeter and of which there are around 100 million. In 2015, China also launched a space junk monitoring center to protect its spacecraft in orbit.

China’s objectives as part of its outer space endeavors are declaredly defensive. According to a 2015 white papercalled “China’s Military Strategy 2015,” China’s military policy is one of active defense and its intention is to secure its spot in space for peaceful purposes, such as space exploration, supporting the economy, and developing technology.

In 2015, at the Conference on Disarmament in Geneva, China, along with Russia, proposed an updated version of the “Treaty on the prevention of the placement of weapons in Outer Space, the threat or use of force against outer space objects (CD/1985).” The Russian-led proposal, known as the “no first placement” initiative, calls on nations not to deploy weapons in space. This resolution is nonbinding and intended more as a method to even the space-warfare playing field, rather than for altruistic peaceful purposes.

Some see China’s rapid expansion into space as a necessary step to change the military balance on Earth and defend its policies. By strengthening its military with space technologies (which boost military capabilities by improving communications and geolocation services), China is better placed better to defend against potentially aggressive behavior.

Future of the Chinese Space Program

In December 2016, China released a white paper detailing its plans to expand the “strength and size” of its space program. The nation plans to increase the estimated $6 billion per year it currently invests in space activities, in order to fund numerous proposed initiatives. The plan outlines a robotic lunar program made up of several missions. These include the aim of becoming the first country to soft land a probe on the far side of the moon (planned for this year) and the launch of the Chang’e-5 lunar probe – a technically complex process in which the probe will land, collect samples, return to a docking in lunar orbit, and then come back to Earth. On the surface, these missions appear largely scientific and they do indeed improve China’s capacity to explore deeper into space. However, the routinization of precision maneuvering in space also has military implications, as the technology required for such endeavors parallels the skills needed for military operations in space. These include defensive skills, such as repairing and maintaining satellites.

In addition, China’s BeiDou navigation system is on course to provide global coverage using 35 satellites by 2020. In September 2016, China sent its second space laboratory into orbit – Tiangong 2 – after it was announced that the Chinese National Space Administration had lost control of its predecessor – Tiangong 1 – and that it would reenter the Earth’s atmosphere in March 2018. The launch of Tiangong 2 was in preparation for the establishment of a permanent manned space station by 2022, finally implementing the goal approved 30 years before. The space station is being constructed at a fast pace and is scheduled for launch into orbit in 2020. With the potential retirement of the ISS after 2025, other countries could feasibly rely on China for space research, if it becomes the only country with a space station.

Recently, China became the first country to begin testing on a quantum-enabled satellite, which aims to investigation hack-proof communication keys using quantum encryption. If successful, this technology could be upscaled to create a hack-proof satellite communication network, which would naturally have great security implications, in light of the increasing threat posed by cyberattacks to communications infrastructure. This initiative, along with those mentioned previously, is clearly in line with China’s goal of becoming a global science and technology leader.

China’s tactics indicate President Xi Jinping’s strong ambitions to transform the nation into the next space power and to strengthen Chinese military capabilities at a rapid pace, while helping legitimize the regime on Earth. In the near future we could feasibly see a leveling of the outer space playing field between several major powers, or potentially the shifting of the current power in a new direction. After all, China is not the only regional space player. Japan maintains a highly sophisticated space program, and India is also developing lunar and deep-space capacities, albeit with less media attention.

Concerns over China’s role in outer space were also expressed poignantly in a testimony by James Lewis of the Center for Strategic and International Studies before the House Space Science and Technology in September 2016. China was fast consolidating its position as a top space power in the world, pursuing several largescale projects simultaneously – although still spending less than the United States and Russia on space. However, Lewis’ testimony expressed an already familiar concern: besides a few short white papers, there is a lack of transparency in China’s military space programs and its release of technical information is scarce compared to what NASA or the European Space Agency provide.

The problem of trust has already surfaced between the United States and China, and the lack of transparency in outer space affairs risks further straining the relations between the two powers. More generally, it can set a precedent for other nations too, which may feel more inclined to be more secretive about their intentions on space.

*Professor Nayef Al-Rodhan is an Honorary Fellow at St Antony’s College, University of Oxford, and Senior Fellow and Head of the Geopolitics and Global Futures Program at the Geneva Center for Security Policy. He is the author of Meta-Geopolitics of Outer Space: An Analysis of Space Power, Security and Governance(Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2012). Follow him on Twitter: @SustainHistory

Photo: Shenzhou 9 spacecraft rocket launches from the Jiuquan Satellite Launch Center in China (June 16, 2012).
Image Credit: AP Photo/Ng Han Guan

Alkatiri Aseita Mina Dada Mai Timor

Posted: 18 Feb 2018 12:59 AM PST

DILI: Primeiru Mainistru (PM) Mari Bim Amudi Alkatiri deklara maske seidauk hatene destinu kadoras mina Timor atu dada ba ne’ebé, maibé ninia parte aseita di’ak liu dada mai Timor-Leste.

“Ida ne’e maka akordu ida ne’ebé atu asina daudauk. tanba ne’e kadoras seidauk deside atu ba Australia ka atu mai Timór. Ne’e duni loron 20 Marsu maka TL-Australia sei hasoru malu fali iha Malaisya antes aranka ba Nova Yorke.,” dehan PM Alkatiri ba jonalista sira, kinta (15/02) iha Palasiu Prezidensia Nicolau Lobatu Bairu Pite.

Hasoru malu ho delegasaun husi parte rua iha Malaisya ne’e nia sei la partisipa no nia rasik sei dereitamente aranka ba Nova Yorke.

“Ha’u aseita tanba uluk ha’u nunka iha mehi to’o 100%.Ne’e duni kuandu 70% mai Timor ne’e di’ak ona,”dehan Alkatiri.

Nia afirma katak, klaru tebes akordu ne’ebé Timor-Leste halo ho Australia ne’e hodi garante riku soin iha tasi laran. Ida ne’e maka tenki integra tomak iha akordu nia laran. Maibé medialine ne’e akordu ida no Greater Sunrise ne’e ekonomiku.

Maibé nia afirma atu ko’alia kona ba 70 too 80 pursentu ne’e husik depois maka bele halo kontas.

“Agora iha diferensa oituan hakarak dada ba Australia 80%. Uluk ho bayu undang 90% ema barak halo kritika ha’u. Agora ha’u la halo kritika ba ema ida tanba ha’u laiha mehi liu ida ne’e,” tenik nia.

Entertantu testu importante ne’ebé atu tama iha akordu ne’e maka area JPDA maka sai nu’udar fronteira ba Timor-Leste.

Cristina Ximenes | Independente

PM Alkatiri: TL Labele Depende ba Fundu Minarai

Posted: 17 Feb 2018 11:45 PM PST
THETIMOR-NEWS.com, MANATUTO – Xefe Governu Mari Alkatiri hatete, Timor – Leste labele defende deit ba fundus husi mina rai, maibe tenke tau importansia ba setor hotu atu nune’e bele garante ekonoma iha tempu naruk tanba mina rai to tempu sei maran.

“Programa VII Governu nian atu tau importansia ba problema oin-oin ne’ebe mak iha, atu lori reativa fila fali ita nia agrikultura, se ita nia ekonomia depende nafatin deit ba mina rai la tau importansia ba setor sira seluk, aban bairua mina hotu ita mos hotu, nune’e hakarak ka lakoi agora ita tenke investe makas iha setor sira seluk,” dehan Primeiru Ministro (PM) Mari Alkatiri bainhira halo dialogu ho komunidade munusipiu Manatotu, iha salaun parokial S. Antonio Manatuto Vila, Sexta (16/02/2018).

Daudauk ne’e, povu Timor – Leste barak moris depende ba agrikultura. Tanba ne’e VII Governu avansa ho nia programa atu dezenvolve setor ne’e sai produtivu tebes hodi lori reseitas bo’ot ba falia hotu no ba estadu.

“Programa ne’e klaru tebes atu reativa setor sira laos agrikultura deit, edukasaun, turismu, saude no seluk tan ne’ebe presiza atu dezenvolve ho diak,” dehan PM Alkatiri.

Alende ne’e, nia esplika programa refere fo apoiu makas mos ba negosiasaun Tasi Timor atu nune’e kria alta autoridade ida hodi nune’e bele hatene lolos fronteira tasi Timor – Leste ho nasaun vizinu sira.

“Prosesu negosiasaun Tasi nian agora lao daudaun hela komesa hetan ona rezultadu diak uitoan, maibe sei kontinua lao nafatin, ita halo negosiasaun tasi ne’e laos deit ho Australia, tuir mai tenke halo mos ho Indonezia iha tasi mane mos tenke halo negosia ho sira husi tasi feto mos tenke halo negosia tanba pulau barak mak besik los ita ne’e, negosiasaun ida ne’ebe susar tebes tanba ita ne’e iha klaran atu alkansa objetivu sira ne’e tama hotu iha programa ne’e nia laran maibe rejeita tiha,” dehan PM Alkatiri.

Nia hatutan, bainhira halo negosiasaun ho Indonezia dahuluk tenke hakotu tia negosiasaun fronteira rai maran hafoin hakat ba tasi.

Hortencio Sanches | Editóra: Agida dos Santos | Photo: TTN/Jose Samuel

Timor-Leste tenta último esforço para resolver impasse sobre poços de Greater Sunrise

Posted: 17 Feb 2018 11:25 PM PST

Díli, 17 fev (Lusa) – Timor-Leste, a Austrália e um consórcio de empresas petrolíferas tentam esta semana, sob mediação das Nações Unidas (ONU), chegar a um acordo para o desenvolvimento dos campos de Greater Sunrise, no Mar de Timor, essenciais para o financiamento timorense.

As reuniões, que decorrem em Kuala Lumpur, na Malásia, são as últimas antes do fim do trabalho de uma Comissão de Conciliação solicitada por Timor-Leste no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar (conhecida pela sigla UNCLOS).

Díli e Camberra conseguiram já, através da mediação dessa comissão, alcançar um acordo histórico para um tratado de delimitação de fronteiras marítimas, que vai ser assinado a 06 de março em Nova Iorque, na presença do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Como a Lusa avançou no início deste mês, o acordo, cujos contornos exatos ainda não são conhecidos, coloca a linha de fronteira na posição defendida por Timor-Leste, ou seja, a meio caminho entre os dois países, como Díli sempre reivindicou.

A linha mediana resolve quase definitivamente as fronteiras na região, tendo depois Timor-Leste de concluir, com a Indonésia, a delimitação de outas zonas fronteiriças.

Apesar do êxito nas negociações do tratado, que foi esta semana aprovado pelo Governo timorense, a equipa liderada por Xanana Gusmão (ex-Presidente e negociador principal) e Agio Pereira, ministro de Estado no atual Governo e que vai assinar o documento em nome de Timor-Leste, não há ainda acordo sobre a exploração do Greater Sunrise.

Esta semana as redes sociais timorenses, incluindo páginas oficiais do partido presidido por Xanana Gusmão, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense, divulgaram uma suposta mensagem enviada pelo líder timorense em que este pede a todos que rezem pelo êxito das negociações.

A mensagem, em tétum, refere-se aos encontros de Kuala Lumpur e às duas alternativas de desenvolvimento do Greater Sunrise, com o gasoduto para Darwin ou para Beaçu, no sul de Timor-Leste.

Apelando à ajuda dos ancestrais para que apoiem a delegação timorense, a mensagem pede rezas a todos os timorenses, destacando em particular os estudantes, já que os recursos petrolíferos “também são o seu futuro”.

“Peço que todos se mobilizem para ir à Missa rezar a Deus para que nos abençoe e ajude”, lê-se na mensagem.

Em cima da mesa estão três potenciais cenários, a de uma exploração flutuante, defendida pelas petrolíferas que têm a concessão do Greater Sunrise – Woodside, ConocoPhillips, Royal Dutch Shell e Osaka Gas -, a ligação ao gasoduto já existente que liga outros poços no Mar de Timor a Darwin (norte da Austrália) ou a ligação por gasoduto ao sul de Timor-Leste.

A decisão determinará a partilha de receitas do recurso, com Timor-Leste a receber 70% se o gasoduto vier para território timorense e 80% se for para Darwin, segundo fonte conhecedora das negociações.

Localizados em 1974, os campos do Greater Sunrise contêm reservas estimadas de 5,1 triliões de pés cúbicos de gás e estão localizados no Mar de Timor, aproximadamente a 150 quilómetros a sudeste de Timor-Leste e a 450 quilómetros a noroeste de Darwin, na Austrália.

ASP // SR | Foto: GMN TV

Publicação de calendário eleitoral em Timor-Leste preocupa responsável

Posted: 17 Feb 2018 11:16 PM PST
Díli, 17 fev (Lusa) – O responsável do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) timorense manifestou hoje preocupação com os prazos de publicação do calendário eleitoral, defendendo uma “republicação” do decreto presidencial de convocatória das eleições antecipadas.

O diretor-geral do STAE, Acilino Manuel Branco, disse à Lusa que a preocupação se deve ao cumprimento do artigo 18.º da lei que regula as eleições parlamentares e que define que este órgão tem de publicar o calendário das operações eleitorais “nos oito dias seguintes” à publicação do decreto presidencial que convocou o voto.

“O decreto do senhor Presidente foi publicado a 09 de fevereiro e, apesar de dizer que só entra em vigor a 20 de fevereiro, a lei refere expressamente que se trata de um prazo de até oito dias depois da publicação”, explicou o responsável do STAE.

Segundo Acilino Manuel Branco, “a solução poderia ser a Presidência republicar o decreto na segunda-feira e o STAE publicaria, no dia seguinte, o calendário”, insistindo que não está em causa nem o cumprimento de qualquer dos preceitos eleitorais, nem do calendário e processo de voto em si.

Fonte da Presidência rejeita a preocupação, esclarecendo à Lusa que todos os aspetos do calendário eleitoral foram devidamente acordados com o STAE e com a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Para a Presidência da República tratou-se de tentar, ao mesmo tempo, anunciar a data das eleições o mais rapidamente possível, respondendo assim à pressão dos partidos e da sociedade em geral, mas ao mesmo tempo cumprir os prazos técnicos recomendados pelos órgãos eleitorais.

Daí que, explica a fonte ouvida pela Lusa, o decreto com o anúncio tenha sido assinado a 07 e publicado a 09 de fevereiro, mas “determinando explicitamente que só entrava em vigor a 20 de fevereiro”, na próxima terça-feira.

Entre o dia da publicação e o da entrada em vigor, “aplica-se o princípio de ‘vacatio legis’, ou seja ‘vacância da lei'”, pelo que, efetivamente, a lei em causa não está em vigor, como define a lei 1/2002, de publicação dos atos.

Assim, reitera a fonte, o STAE “pode manter os prazos previstos”, publicando o calendário tal como previsto a 20 de fevereiro.

Na terça-feira, data anunciada para a publicação e divulgação do calendário eleitoral, está previsto um encontro de trabalho alargado envolvendo os órgãos eleitorais, as forças de segurança e representantes do Governo.

ASP // SR
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notícias pag global 18.2.18

PÁGINA GLOBAL

Portugal | COMO SE FAZ UM CANALHA
SPORTING C. PORTUGAL | Não escapou ninguém. Bruno Carvalho dispara em todas as direções
MOÇAMBIQUE | O ultimato desnecessário de Iemele
MOÇAMBIQUE | Centenas de pessoas marcham em apoio a Nyusi em Manica
ANGOLA | A vassoura da democracia
Angola | AUDITORIA À DÍVIDA PÚBLICA? – O MPLA NÃO VAI CAIR NESSA
BRASIL | Uma aventura temerária
CONGRESSO PSD | A sensação de azia na sala
PORTUGAL| Bajulação e baba corre como rio no Big Show PSD

Portugal | COMO SE FAZ UM CANALHA

Posted: 17 Feb 2018 09:52 AM PST

José Soeiro | Expresso | opinião

O mais recente filme de João Salaviza, um dos mais reconhecidos e brilhantes realizadores portugueses da nova geração, chama-se “Russa” e acontece no bairro do Aleixo, no Porto. Ao mesmo tempo que o filme estará em competição em Berlim, bem acompanhado por outras obras portuguesas, 948 delegados e delegadas juntam-se no Congresso do PSD que consagrará Rui Rio como novo líder do partido.

Há imagens que não se esquecem e que definem as pessoas. Uma delas é a de Rui Rio num barco, no Rio Douro, a abrir uma garrafa de champanhe com os seus convivas enquanto assiste à demolição de uma das torres do Bairro do Aleixo. No bairro – sei-o porque estava lá – o clima era de desespero, com um enorme aparato policial montado, mulheres que gritavam de raiva ao ver a sua casa ser implodida, homens a chorar junto ao gradeado enquanto o pó dos destroços se espalhava, crianças atónitas junto ao lugar onde até há poucos dias brincavam e que parecia, agora, um cenário de guerra. Se acaso a demolição daquelas torres tivesse sido negociada com a população, talvez um Presidente da Câmara estivesse junto aos moradores naquele momento, de consciência tranquila por ter cumprido o seu dever e garantido uma alternativa para a vida daquela gente. Se não fosse esse o caso, uma pessoa normal que tivesse tomado convictamente aquela decisão teria ao menos o pudor de se remeter ao silêncio perante o sofrimento dos outros. Rui Rio não fez uma coisa nem outra. Foi para a frente do bairro, no aconchego de um barco no meio do rio, juntou os amigos e celebrou, frente aos cidadãos desesperados da sua cidade, o momento em que as suas casas vinham a baixo. Perante o sofrimento dos outros, Rui Rio sorriu e brindou. Independentemente do que cada um possa pensar sobre as soluções para o Aleixo – e há muitas opiniões – uma coisa parece-me estar para além das discordâncias políticas: quem faz isto é um canalha. E eu, como muitos outros, não esqueço.

Talvez por isso as palavras de Salaviza, que não é do Porto mas esteve pelo Aleixo para fazer o seu novo filme, sejam tão contundentes: “Rui Rio é uma espécie de papão, de pesadelo que assombra a memória dos moradores do Aleixo.Trata-se de um tipo tenebroso e sinistro que decidiu brincar com a vida de centenas de pessoas para ceder aos interesses da especulação imobiliária. Há uma imagem dele muito paradigmática quando, na demolição da torre, o vemos no Douro, num barco de luxo a fazer uma pequena celebração com champanhe e a brindar à demolição. Ele transforma aquele momento de aniquilação de uma comunidade numa celebração. E é este tipo que tem esta forma de estar na política e de jogar com a vida das pessoas que quer ser primeiro-ministro de Portugal…”.

Não é a primeira vez, aliás, que o caso é tratado por um filme. Quem quiser perceber o processo do Aleixo deve ver “Ruído ou As Troianas”, do realizador portuense Tiago Afonso. Está lá tudo: a origem do bairro e de quem foi para lá, a explicação cristalina – através de uma imagem da marginal do Porto – para o apetite imobiliário por aqueles terrenos, a revolta contra o modo como o poder autárquico tratou aquelas pessoas, a dignidade das mulheres que resistem, o modo como as crianças representam aquele espaço, o ambiente vivido no dia da demolição, a relação de tudo isso com a cidade. Num registo diferente, é também no Aleixo que se passa Bicicleta, um filme de Luís Vieira Campos, com argumento de Valter Hugo Mãe, do qual guardo a imagem de umas intermináveis escadas, num bairro em que, propositadamente, a Câmara deixou de consertar o elevador, condenando as pessoas a terem de viver como um sacrifício as mais singelas necessidades do dia-a-dia.

Sobre o mal que Rui Rio fez ao Porto e sobre os mitos acerca da sua governação no Porto, não repetirei o eloquente resumo feito por Adriano Campos. Também não tenho grande esperança que Rui Rio vá alguma vez ver algum destes filmes – ou que se deixasse transformar por eles, caso os visse. Direi apenas isto: ninguém deve querer para o seu país aquilo que Rui Rio fez com quem mais sofria no Porto. E este é um bom fim-de-semana para o lembrar.

Foto: João Porfírio / Observador – manipulada por PG

SPORTING C. PORTUGAL | Não escapou ninguém. Bruno Carvalho dispara em todas as direções

Posted: 17 Feb 2018 08:42 AM PST

Na intervenção na Assembleia Geral, o presidente do Sporting dramatizou o discurso. Os sócios do clube têm de escolher: ou ele ou os interesses instalados.

Ao ataque, Bruno de Carvalho abriu a Assembleia Geral extraordinária do Sporting com um discurso de meia hora, durante o qual disparou contra tudo e contra todos.

Debaixo da mira do líder do Sporting estiveram, por exemplo, nomes de antigos presidentes como Dias da Cunha e José Roquette, que têm acusado o atual líder do leões de ser populista.

“Populista é aquele que pratica práticas políticas no estabelecer de uma relação entre as massas e a liderança. Um líder carismático. Sou esse líder, que se afastou das elites e dos grupos e grupinhos”, atirou, visando um ex-presidente do clube.

Nesta assembleia geral estão em votação os estatutos e o regulamento disciplinar do clube e ainda a continuidade da atual direção. Bruno de Carvalho explicou porque decidiu votar não a todos os pontos.

O terceiro ponto da assembleia geral do Sporting, dependente da votação dos dois anteriores e com a necessidade de obter 75 por cento dos votos, é a continuidade da direção.

Bruno de Carvalho dramatizou o discurso e lançou o apelo aos sócios: “Estou disposto a dar o meu tempo, vida e alma ao Sporting Clube de Portugal, mas têm de estar comigo. Nos últimos dois anos tive duas hipóteses: ou me juntava aos interesses ou a vocês. Escolhi juntar-me a vocês. Agora têm de estar comigo, caso contrário os interesses acabam comigo num instante. É tão válido hoje como era há dois anos”.

Bruno de Carvalho exige o apoio de 75 por cento dos sócios presentes na reunião desta tarde. Para se manter no cargo, assegurando que, se sair, não se recandidata.

Cerca de quatro mil sócios do Sporting encheram o pavilhão João Rocha, recinto da Assembleia-Geral, para votarem a alteração de estatutos e do regulamento disciplinar. Outros 200 tiveram de ser transferidos para o pavilhão multiusos.

O escrutínio será feito por voto secreto, com três boletins depositados nas 45 urnas disponíveis.

Teresa Alves | TSF | Foto: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

MOÇAMBIQUE | O ultimato desnecessário de Iemele

Posted: 17 Feb 2018 08:21 AM PST

@Verdade | Editorial

Após o bárbaro assassinato de Mahumudo Amurane, a cidade de Nampula transformou-se num verdadeiro caos. Os problemas da urbe agudizaram-se de uma forma impressionante, mostrando claramente que as intervenções que foram feitas reflectiam indubitavelmente o projecto pessoal de Amurane. Com o seu assassinato, a edilidade do mais importante centro urbano do norte de Moçambique abandonou as suas responsabilidades, sobretudo no que diz respeito à remoção de resíduos sólidos, tanto na zona urbana como suburbana, e melhoramento das vias de acesso.

Um dos aspectos que também saltou à vista, após o assassinato de Mahumudo Amurane, foi a invasão aos passeios das artérias de Nampula pelos vendedores ambulantes, situação essa que o então edil, com muita inteligência e sensibilidade, conseguiu controlar. No entanto, invocando a necessidade de limpar a cidade e permitir maior mobilidade dos munícipes, o presidente interino do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Américo da Costa Iemele, convocou a Imprensa para tornar pública a sua decisão de retirada pacífica dos vendedores ambulantes dos passeios de Nampula.

Iemele disse, socorrendo-se do código de postura municipal, que, apartir de 14 de Fevereiro corrente, fica expressamente proíbido a venda de todo tipo de artigos nas ruas e passeios da cidade de Nampula, dando, assim, sete dias aos vendedores para abandonarem o local. O aviso foi também extensivo aos operadores do comércio formal, aos proprietários das lojas e armazéns. Caso não se respeite esse “ultimato”, usando os meios municipais a sua disposição, Iemele promete uma execução coersiva aos que ganham a vida nas ruas do terceiro maior centro urbano do país.

A decisão de Iemele é, diga-se de passagem, bem-vinda, pois os munícipes de Nampula já estavam a habituar-se a viver numa cidade limpa, e a circularem nos passeios sem esbarrar em bancas ou artigos expostos em plena via pública. Porém, esta decisão do edil interino peca, primeiro, por ser tardia e, segundo, por se tratar de uma retaliação contra os eleitores que na última eleição intercalar para a escolha do presidente do município demonstrou a sua insatisfação em relação ao partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Lembrem-se de que os vendedores ambulantes voltaram a ocupar os passeios a convite do partido de Américo Iemele, sobretudo na pessoa de Manuel Tocova.

Portanto, no lugar de desencadear uma campanha contra os vendedores da rua, o presidente interino da cidade de Nampula devia aproveitar o pouco tempo que lhe resta na gestão do município para ocupar-se no melhoramento os mercados, que se transformaram num atentado à saúde pública, para além de tapar os buracos nas vias e remover o lixo que tem estado a tirar o sossego dos “nampulenses”.

MOÇAMBIQUE | Centenas de pessoas marcham em apoio a Nyusi em Manica

Posted: 17 Feb 2018 08:14 AM PST

Membros de organizações da sociedade civil e do partido no poder saíram às ruas de Chimoio para apoiar os consensos alcançados entre a FRELIMO e a RENAMO no âmbito do processo de descentralização.

Centenas de pessoas saíram este sábado (17.02) às ruas de Chimoio, a capital da província de Manica, numa marcha em apoio ao presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, pelos consensos alcançados com o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Afonso Dhlakama, no âmbito do diálogo político sobre o processo de descentralização.

Os manifestantes percorreram diferentes ruas e avenidas da capital provincial, cantando, empunhando dísticos, cartazes, panfletos, e vestindo camisetas com a mensagem: “Nós queremos a paz”. A marcha foi convocada por organizações da sociedade civil e teve a participação de militantes da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido no poder.

O presidente do Conselho Distrital da Juventude em Chimoio (CDJ), Soares Juga Ferro, disse que a camada jovem da população decidiu ir às ruas para pressionar a RENAMO a seguir com o processo de paz e desmilitarizar o seu braço armado. Para Soares, a paz efetiva irá aumentar os investimentos no país e as oportunidades de emprego para os jovens.

“O futuro de Moçambique está nas mãos dos jovens. Eles estão esperançosos em ver e testemunhar o regresso à paz, que é um grande catapulto para o desenvolvimento de um país próspero, com a juventude na vanguarda. Ele [Filipe Nyusi] deslocou-se para as matas da Gorongosa onde foi se encontrar com o líder da RENAMO na busca deste consenso que hoje estamos a testemunhar. Por esta razão nos unimos e estamos aqui a marchar”, afirmou Soares Juga Ferro.

A primeira-secretária do Comité Provincial da FRELIMO em Manica, Ana Armando Chapo, disse que o evento surge igualmente para saudar o calar das armas em face das recentes hostilidades que o país testemunhou, em particular, naquela província. “Essa marcha é de saudação aos esforços que o presidente Nyusi tem estado a fazer em prol da paz”, afirmou.

O governador da província de Manica, Alberto Ricardo Mondlane, destacou a importância da presença da sociedade civil. “As boas coisas devem ser celebradas, e uma das coisas boas para o povo moçambicano é a paz. Sem paz, não podemos fazer nada. Já temos experiência disso”, frisou o governador.

Descentralização

O acordo entre a FRELIMO e a RENAMO, anunciado na semana passada por Filipe Nyusi, prevê que os governadores das províncias e os administradores dos distritos passem a ser indicados por quem ganha as eleições para as respetivas assembleias, em vez de serem nomeados pelo poder central. A proposta de revisão da Constituição depositada na Assembleia da República para apreciação também estabelece que os presidentes de municípios deixem de ser eleitos diretamente e passem a emanar das assembleias municipais.

Em entrevista à agência Lusa, o filósofo moçambicano Severino Ngoenha criticou as negociações. “Este acordo é estruturalmente fraco, porque ele compreende a dinâmica de dois partidos e deixa de lado aquilo que é a vontade popular”, disse. Para o filósofo, retirar o direito de voto direto ao povo nas eleições dos presidentes e dos municípios revela que a política está a fugir dos problemas reais do povo. “A descentralização que se propunha recentrou o poder. O partido político vai ser o novo monarca”, afirmou.

Na fundamentação da proposta de revisão da Constituição, o Executivo moçambicano justifica a alteração ao nível autárquico como uma forma de simplificar o processo eleitoral, tornando-o igual para todos os níveis da administração, ou seja, com a eleição de uma assembleia, que indica quem dirige.

Relativamente aos assuntos militares, o Presidente moçambicano sublinhou que consensos estão a ser alcançados em matéria de desarmamento, desmobilização e reintegração dos efetivos da RENAMO.

Bernardo Jequete (Manica), Agência Lusa | em Deutsche Welle

ANGOLA | A vassoura da democracia

Posted: 17 Feb 2018 08:00 AM PST
Jornal de Angola | Editorial

Os ventos de democracia, de cada vez mais exigência para a prestação de contas por parte dos poderes públicos e, acima de tudo, da obrigação de satisfazer as expectativas das populações, varrem claramente o continente africano desde há alguns meses.

O que se passou no Zimbabwe e muito recentemente na Etiópia e na África do Sul, demonstram que as lideranças africanas não podem ficar indiferentes ao rácio entre a governação e resolução dos problemas das populações. Governar com poder e autoridade para fazer mudanças pelo bem-estar das populações está ligado a outra, que é ser governado para ver o cumprimento da agenda de governação. Quando há um distanciamento grande entre aqueles dois elos de um mesmo segmento deteriora-se o convívio entre governantes e governados, tal como sucedeu nos países mencionados.

As lideranças anteriores tinham sido forçadas a demitirem-se naqueles países, por razões, entre muitas outras, ligadas basicamente à não satisfação das suas expectativas, parte delas traduzidas na inobservância das promessas eleitorais e excessos.

Na verdade, os políticos são eleitos regularmente sob uma espécie de contrato com os eleitores e é razoável que as agendas dos políticos sejam consentâneas com a realidade.

A estratégia política deve ser moderada, exequível, baseada em variáveis e metas alcançáveis, com uma reduzida margem de erro, que permita à população compreender a situação e não se sentir defraudada.

Quando as suas agendas falham, as lideranças africanas, sobretudo aquelas que lutam democraticamente pelo exercício e manutenção do poder, devem ser as primeiras a fazer leituras que inviabilizem a mobilização das ruas.

Não colhe a ideia segundo a qual as promessas são feitas numa dada altura e sob uma conjuntura que, passado algum tempo e por factores alheios à força humana, podem acabar em incumprimentos e sem responsabilização. Essa visão, de que se pode prometer tudo e nada cumprir, além de não dignificar a arte de fazer a política, está na base das crises que algumas democracias africanas enfrentam.

Governar pressupõe prever e, independentemente das dificuldades, é sempre expectável que as lideranças políticas ajustem as suas agendas aos desígnios das populações, comuniquem mais e sejam realistas na execução dos seus programas de governação.

Não há mal nenhum em admitir a desaceleração ou fracasso na execução de um determinado programa ou parte do mesmo, com uma boa estratégia de transparência, prestação de contas e comunicação que ajudam a minimizar a indignação popular.

Hoje, já não faz sentido para as lideranças africanas fazerem-se eleger democraticamente e esperar que todas as suas acções da governação sejam legitimadas, mesmo com uma grande desproporcionalidade dos indicadores económicos e sociais.

É preciso que as lideranças que se encontram no poder e que por razões ligadas ao seu desempenho, em desencontro com as expectativas das populações, sejam as primeiras a fazer leituras do contexto e evitar o agudizar da situação com crises políticas que custem vidas humanas, bens públicos e privados.

Auguramos que as lideranças africanas estejam à altura dos desafios que a governação impõe, sendo realistas nas promessas e eficientes na materialização, tendo sempre o povo como destinatário.

Nenhuma governação pode ser bem sucedida se o seu desempenho contrariar as expectativas das populações na medida em que acaba sempre varrida pelos ventos da democracia.

Angola | AUDITORIA À DÍVIDA PÚBLICA? – O MPLA NÃO VAI CAIR NESSA

Posted: 17 Feb 2018 07:53 AM PST

O líder da bancada parlamentar da UNITA, maior partido da oposição em Angola, disse hoje que vai submeter ao Parlamento um pedido para constituição de uma comissão de inquérito à dívida pública, defendendo igualmente a realização de uma auditoria. De derrota em derrota até à vitória final, espera o Galo Negro.

Adalberto da Costa Júnior falava à imprensa no final da sessão de aprovação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico de 2018, que contou com voto contra da UNITA.

“Nós temos ainda o inquérito ao BESA [Banco Espírito Santo Angola] não foi feito, à Sonangol não foi feito, ao Fundo Soberano, anda nos gabinetes, nas gavetas, mas posso dizer-vos que vai entrar uma [pedido de constituição] comissão parlamentar de inquérito à dívida pública. Já temos tudo pronto”, disse.

O deputado referiu que o executivo manifestou publicamente estar aberto a uma auditoria à dívida pública, mas “não faz”, como também até ao momento não foi entregue a lista das organizações financiadas de utilidade pública prometida pelo ministro das Finanças.

“Nenhuma das iniciativas fundamentais, a despartidarização do OGE é fundamental, não fizeram, continuamos com os mesmos vícios tal como aqui foi dito e sobre estas matérias lamentamos, porque nós pedimos essas mudanças e o Governo não foi corajoso o bastante para as fazer e não pode. Não se formata o futuro desta forma”, disse Adalberto da Costa Júnior.

Questionado pelos jornalistas à saída da sessão de hoje no Parlamento sobre a meta da dívida pública angolana, o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, disse que é preciso trabalho para garantir níveis de crescimento que a tornem sustentável.

“Porque mesmo as economias mais avançadas do mundo têm défice nos seus orçamentos, o importante é fazer com que haja um crescimento que seja sustentável e permita fazer com que essa dívida não se torne uma dívida problemática”, disse.

Sobre se o Governo se mantinha aberto a uma auditoria à dívida pública, como proposto pela UNITA, Manuel Nunes Júnior não respondeu.

Agora o ministro não responde porque o mandaram estar caladinho quanto a este assunto. Recorde-se que a admissão dessa possibilidade foi feita aos deputados pelo próprio ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, durante a discussão da proposta de lei do OGE na Assembleia Nacional.

“Em nome do rigor e da transparência da gestão pública, não nos opomos para que sejam accionados todos os elementos legais que assegurem a concretização deste princípio, incluindo auditorias”, disse Manuel Nunes Júnior.

Recordando que “ninguém pode ficar acima da lei”, o ministro explicou, ainda assim, que o Tribunal de Contas já pode, actualmente, ao preparar o seu parecer, fazer as averiguações necessárias sobre qualquer parte da gestão do país, incluindo a dívida pública.
“Portanto, não vemos que esse aspecto não possa ser implementado”, disse Manuel Nunes Júnior.

A dívida pública governamental (que exclui a contraída pelas empresas públicas angolanas), já ultrapassou o equivalente a 67% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados de Janeiro do Ministério das Finanças.

A despesa do OGE para 2018 com a dívida pública é uma das maiores preocupações admitidas pelo Governo angolano, que assume o objectivo, segundo o ministro das Finanças, Archer Mangueira, de “alterar a actual trajectória”, através de um “exercício de consolidação fiscal”.

O ministro das Finanças explicou a 18 de Janeiro que o Estado vai precisar de contrair 1,128 biliões de kwanzas de dívida (4.370 milhões de euros) em 2018, enquanto necessidades líquidas, acrescido de 4,153 biliões de kwanzas (16.000 milhões de euros) para pagar o serviço da dívida actual, respeitante a este ano.

Recorde-se que a agência de notação financeira Moody’s prevê que a dívida pública de Angola suba para mais de 70% do PIB no primeiro trimestre deste ano, crescendo 10 pontos percentuais só desde Outubro.

“A dívida global de Angola face ao PIB já subiu 10 pontos percentuais para além do nível que a Moody’s antecipava em Outubro de 2017″, quando a agência de notação financeira desceu o ‘rating’ do país para B2, ainda mais abaixo na recomendação de não investimento, escrevem os analistas na nota que acompanha a decisão de colocar a avaliação da qualidade do crédito em revisão negativa.

O aumento da dívida pública angolana deveu-se essencialmente “à depreciação do kwanza face ao dólar e ao apoio financeiro dado às empresas públicas no ano passado”, o que faz com que a Moody’s estime que a dívida pública tenha chegado aos 74 mil milhões de dólares, cerca de 66% do PIB, no final do ano passado”.

Isto, “juntamente com o ajustamento cambial em curso e com a eliminação de 5 mil milhões de dólares em atrasos a fornecedores, [faz com que] o rácio da dívida deva ultrapassar os 70% no final deste trimestre”.

Folha 8 com Lusa

BRASIL | Uma aventura temerária

Posted: 17 Feb 2018 07:39 AM PST

Ao envolver Exército numa intervenção esdrúxula, presidente quer embaralhar debate eleitoral e converter Segurança no grande tema. Militares aceitarão associar-se a governo corrupto, entreguista e impopular?

Lúcio Flávio Rodrigeus de Almeida* | Outras Palavras

É altamente provável que os acontecimentos de ontem para hoje contribuam para superar um debate entre as forças populares e democráticas, inclusive entre os que se proclamam mais à esquerda: desde o processo de deposição da presidenta Dilma Rousseff, está em curso um golpe de Estado. E, apesar de suas inegáveis vitórias imediatas, os golpistas, até porque envolvidos em disputas nas quais se denunciam reciprocamente por práticas muito pouco republicanas, se desmoralizam cada vez mais.

Daí a extrema dificuldade para encontrarem uma candidatura capaz de se sagrar vitoriosa contra seu principal adversário: o ex-presidente Lula. Gostando ou não deste, impõe-se reconhecer que, desde o início do golpe, foi o único político brasileiro que cresceu considerável e consistentemente, apesar da implacável perseguição que sofreu. A quantas anda o Aécio? E o Cunha? Quem diria que o inferno astral do Crivella começaria tão cedo? Por melhores que tenham sido as relações de Lula com as principais forças que implementaram e/ou se beneficiaram com seus dois mandatos, ele se tornou um grande obstáculo à consolidação eleitoral do golpe. Bloquear sua candidatura é estratégico para as forças golpistas, a menos que estas consigam força e unidade para promover rápida mudança de regime ou forma de governo. Daí a condenação em segunda instância e velocidade máxima por três prodígios em leitura dinâmica, em um processo que gerou um misto de indignação e chacota, mesmo entre os jornais conservadores de outros países, a começar pelos EUA, tão elogiados pelos que apoiaram o golpe.

O problema é que, desde o início, as forças golpistas são heterogêneas e contraditórias. No dia seguinte à condenação, um festival de denúncias expôs os estreitos vínculos de heróis do judiciário com vantagens de escassa legitimidade que, aos olhos cada vez mais atentos de amplos contingentes das classes populares, apequenavam as acusações (jamais provada) que levaram à condenação (e possível prisão) do líder petista.

É muito difícil nos recordarmos de um governo tão envolvido em ostensivos expedientes de corrupção como o atual, que, para se manter, recorre a explícitas manobras que podem ser sintetizadas como mais das mesmas. Daí as piruetas inglórias dos grandes meios de comunicação brasileiros, os porta-vozes do golpe: denunciar as ladroeiras e, ao mesmo tempo, ungirem estes larápios com a nobre missão de adotarem políticas profundamente antidemocráticas, antipopulares e antinacionais, mas apresentadas como condições indispensáveis à salvação do país. Assim como ocorreu em relação ao apoio que deram à ditadura militar, mais tarde os grupos Folha e Globo farão autocrítica.

Neste processo, a impopularidade dos políticos profissionais, a começar pela do atual chefe do Executivo, despencou, o que dificulta a escolha de uma candidatura viável. Não por acaso, setores da grande finança se encantam com o Bolsonaro.

Até agora, as Forças Armadas mantiveram, via de regra, atuação discreta. Vincular-se a um governo cujos líderes recebem os codinomes de Caju, Angorá, Botafogo, Mineirinho e Todo Feio é muito difícil de convergir com qualquer coisa que passe por interesse estratégico nacional. Quando abandonaram esta posição, por exemplo, ao intervirem na Rocinha, o resultado só não foi mais desastroso porque ocorreu rápida mudança de rumo.

Em um país com cerca de doze milhões de desempregados, na iminência de voltar ao mapa da fome e com o nada casual incremento do número de bilionários (grande parte ligada à especulação), estrategistas pensam que basta aperfeiçoar (?) os mecanismos de repressão para assegurar a paz social?

Começou no Rio. Como termina?

O nosso lado é o da democracia. Mas “só” isto será difícil de empolgar o povo, pois os grandes meios de comunicação insistem o tempo todo na tecla da segurança, como se a maior parte da população brasileira, especialmente a de pele negra ou assemelhada, não vivesse sob permanente fogo cruzado. Não abrimos mão da luta pelo direito à vida digna, o que passa pelo acesso à moradia, ao ensino público de qualidade e pelo combate às retrogradas mudanças da legislação trabalhista e da previdência social. Como todos sabem, democracia não se resume a votar periodicamente, mas implica efetiva participação popular na vida política.

Resta saber o que e quem, mais uma vez e de modo muito mais grave, envolve as Forças Armadas nesta aventura que, por mais sucesso midiático que tenha no curto prazo, não resolverá problema algum (como ocorreu com a lava jato). As quais podem incorrer em um dilema atroz: ou fazem política de governo (deste governo!), no caso até eleitoral, ou fazem uma política de Estado que pode reforçar uma ordem ilegítima e aprofundar a mudança de regime. É lamentável que isto aconteça pari passu com a destruição da indústria de construção naval, a declarada intenção de desnacionalizar a Embraer e o esquartejamento da Petrobrás. Ou seja, políticas que favorecem empresas estrangeiras muito bem amparadas por seus respectivos Estados nacionais e, no Brasil, contribuem para aumentar o número de condenados da terra, sérios candidatos a vítimas de futuras operações de “segurança” que objetivamente contribuem para reproduzir o que se chama de “escravidão social”.

Sabemos como intervenções militares começam e como costumam terminar.

Cabe às forças democráticas, nacionais e populares manifestar nossa clara desaprovação.

  • Lucio Flavio Almeida – Departamento de Política da PUC-SP; Editor da revista Lutas Sociais

CONGRESSO PSD | A sensação de azia na sala

Posted: 17 Feb 2018 07:13 AM PST

Anselmo Crespo | TSF| opinião

Se há coisa com que os grandes partidos lidam mal, é com a ausência do poder.

Deixar o poder é como deixar o tabaco. Os primeiros tempos são insuportáveis. Fica-se irritadiço. Sem paciência. O corpo implora pela nicotina. A boca suplica pelo cigarro. Os dedos sentem-se lassos, sem um filtro para apertar.

Mascar uma pastilha, ou ter sempre uma caneta na mão, não compensa a ausência do cigarro, mas ajuda a suportar a privação. Nos grandes partidos é a mesma coisa. O pequeno poder não compensa a ausência do grande poder, mas ajuda a tornar tudo muito mais suportável. Não impede a irritação, a ressaca e a impaciência, mas ajuda a suportar um dia de cada vez.

Rui Rio sabe isso muito bem. E, não por acaso, no primeiro discurso que fez ao congresso, deixou o aviso: “Os partidos existem para servir o país, não existem para dar corpo às suas pequenas táticas, nem aos interesses dos seus dirigentes”. A sala gelou. Os aplausos tímidos – muito tímidos – não disfarçaram o incómodo de tantos que, sentindo-se órfãos da anterior liderança, temem agora pelo que lhes possa vir a acontecer daqui para a frente.

Nos últimos três anos, o PSD foi, progressivamente, perdendo poder. Primeiro perdeu as Europeias. Depois ganhou as legislativas, mas António Costa roubou-lhe o poder. E, em 2017, as autárquicas foram uma espécie de machadada final nos sociais democratas, que chegaram a ser o maior partido autárquico português.

Nos últimos três anos, houve muitos militantes que ficaram sem emprego. Pior que isso, houve muitos militantes que foram, progressivamente, perdendo os seus pequenos poderes. As guerras intestinas nas concelhias e nas distritais um pouco por todo o país e os jogos de bastidores que degradam a imagem dos políticos e dos partidos foram a consequência mais visível num partido que estava em queda acelerada. A saída de cena de Passos Coelho não matou esperança dos que ainda acreditaram que, com Pedro Santana Lopes, o poder não lhes escaparia completamente entre os dedos das mãos.

Mas Santana Lopes não ganhou. E Rui Rio, que durante a campanha interna já tinha avisado que ia pegar na vassoura, agora voltou a fazê-lo no congresso. Essa é uma das grandes incógnitas em torno da nova liderança de Rui Rio. Até que ponto conseguirá o novo presidente do PSD recuperar um partido que está fragmentado, sem rumo, sem ideias, sem liderança?

A primeira condição para ser bem-sucedido é conseguir afirmar-se como uma verdadeira alternativa a António Costa. E provar uma tese antiga, de que Rio é mais popular no país do que dentro do seu próprio partido. Depois tem de saber rodear-se das pessoas certas. E por certas, entenda-se competentes. Por fim, tem de conseguir fazer a tal limpeza no partido, sem se comportar como um elefante numa loja de porcelana.

Se conseguir fazê-lo, Rui Rio não tem que se preocupar muito com os críticos internos. Tipicamente, nos grandes partidos, os militantes movem-se em manada. Sempre na direção do poder e sempre na esperança de que sobre algum para eles. Mas se ao nariz dos militantes não começar a chegar o cheiro a poder e se, ao mesmo tempo, internamente ficarem feridas abertas (daquelas que demoram anos a sarar), Rui Rio arrisca-se a ter uma curta história como líder do PSD.

Para já, na sala do congresso do PSD, em Lisboa, há uma clara sensação de azia, uma indisposição mal disfarçada pelos sorrisos de circunstância e pelos abraços de união. É tomar uns sais de frutos. Ou colar um penso de nicotina.

Foto: Adriano Miranda, Público

PORTUGAL| Bajulação e baba corre como rio no Big Show PSD

Posted: 17 Feb 2018 06:58 AM PST

Carlos Tadeu, Setúbal

O PSD está em congresso desde ontem, sexta-feira. É o 37º congresso. Passos Coelho foi o primeiro orador. Disse adeus e mais umas patacoadas. Rui Rio, o recém eleito presidente do partido, interveio a seguir, mais do mesmo: muita parra que vai fluir em pouca uva. Mostrou-se antagónico ao Bloco Central e classificou extermistas aos de esquerda. Rio no seu melhor, aos ziguezages aparentes mas sempre à direita da alta finança, dos banqueiros e dos grandes empresários, do tira e rapa ao povo para dar aos bancos e aos outros detentores do capital que cava as desigualdades e reivindica salários de miséria, pensões e reformas de miséria para a vasta maioria dos que em Portugal trabalharam uma vida a serem explorados pelos que detêm as fortunas, por criminosos corruptores e corruptos que trazem à babuja políticos instalados nos poderes decisórios quando eleitos.

Temos badana para todo o fim de semana, o 37º congresso. A comunicação social explora o momento até à exaustão, para formar e informar… ou para manipular os que sejam menos cuidadosos e avisados. A palavra é a de que o PSD vai mudar. Existem até os que consideram que o PSD foi demasiado para a direita no sultanato de Passos Coelho e que meteu a social democracia na gaveta. Social democracia que Rui Rio vai agora rebuscar e reimplantar no partido. Acredite quem quiser, assim, de uma penada e sem obra feita. Dêmos tempo ao tempo e deixemos Rio sair da casca. Para já vai atirar-se à esquerda do PS como cão em jejum há mais de duas semanas. À esquerda a que chama extremista procurará isolá-la de forma a acabar de vez com a chamada geringonça. Dividir para fragilizar o PS, recuperá-lo como aliado. E reinar com as políticas de direita do costume, que cava com profundidade as desigualdades e aprofunda o fosso das ditas. Vêm aí mais catástrofes sociais se cairmos no anzol de Rio, deste seu PSD.

Neste congresso veremos o impacto – depois as consequências – da moção sobre injustiças sociais e desigualdades que é preciso combater. Os autores são do PSD, Pedro Duarte e Carlos Moedas. E depois o que farão na política e nas decisões após o congresso. O que fará Rio? Claro que este é um falso íman para cativar os que fugiram a sete pés do PSD, eleitores. Na prática irá redundar em uns cêntimos mal-coados para a ralé. A tal política de cêntimos para ti (a maioria, o povo) muitos milhões para mim (os senhores do capital que afinal são os patrões e donos destes políticos que elegemos muito estupidamente).

Entretanto, a pretexto do congresso, Cavaco Silva veio a público com declarações. Elogiou Passos, Rio, António Costa e a Procuradora Geral da República. Sobre ela Cavaco disse não compreender que viessem falar da sua substituição tão fora do tempo. Afinal o mandato dos PGR são da cariz único ou não? E se são porque teimam em os prolongar? Dá jeito a uns e nem tanto a outros? A “caldeirada entre políticos e a justiça é enorme e tem muitas espinhas. É o que tem parecido. E muitas vezes o que parece é. Como tantos dos ilustres dizem.

Hoje, sábado, o congresso prossegue. Amanhã também. Até agora têm-se andado a lamber uns aos outros. Eu elogio-te, tu elogias-me. Até Luísa Albuquerque fez voz na comunicação social. Entre muitas disse que Passos foi o maior, um grande PM… Eles lambem-se uns aos outros, enaltecem-se e reivindicam as suas grandes qualidades na recuperação económica de Portugal. Foram os melhores e os maiores. Mas o povo é que passou fome, caiu na maior das misérias com os apertos de cinto. Perdeu anéis e dedos, casas e até a vida. Muitos idosos morreram devido aos cortes para doações aos bancos e banqueiros – vigaristas ou não. Muitos suicidaram-se. Muitas famílias ficaram desfeitas por perda de empregos, por carências que não suportaram com unidade… Mas sim, pois. Eles, elas (a Albuquerque), esses tais políticos, governantes e troikos, é que foram uns grandes personagens. Sim, foram. Foram os “artistas” das autorias das situações extremamente milhentas de imposições de fome, miséria e mortes das populações. Os ricos ficaram mais ricos e os pobres muito mais pobres. E a pobreza aumentou, na afetação em números enormes, para os portugueses. Eis que agora as migalhas que o atual governo PS está a repor do que às populações lhes foi retirado e negado ao longo dos anos da governação pela direita, PSD/CDS, é muitas vezes contestado por essa direita. Rui Rio já disse sobre isso que primeiro está o pagamento da dívida… Entende-se que por ele na governação os portugueses continuariam a passar fome e na mais das angustiosas miséria.

O descaramento de certos e incertos políticos que na governação tomaram decisões terríveis nas consequências danosas para os portugueses é inolvidável e inadmissível numa sociedade que se pretende democrática, transparente, justa. Livre de seitas e grupelhos que distribuem entre eles e seus próximos o que pertence ao país, aos portugueses. Nisso, Cavaco Silva, o PSD e o PS têm muito para se retratarem. Curiosamente, em vez disso, mascaram-se de heróis, de salvadores da Pátria. Saibam que sabemos que tal não corresponde à realidade.

A seguir iremos acrescentando algumas notícias e dicas à laia de guia do congresso em marcha e da bajulação e baba que por lá corre como rio. Senhoras e senhoras, eis o Big Show PSD.

CT | Foto em TSF

AS NOTÍCIAS E DICAS MAIS RELEVANTES DO 37º CONGRESSO PSD

“Não é fácil bater a geringonça, mas é preciso bater a geringonça” – Passos

Entrou como líder do partido e saiu como mais um soldado disponível para contribuir para a união do partido. “Disponham e até sempre”.

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Rio e Santana alcançam acordo para listas de unidade

Os representantes do presidente eleito do PSD e do seu adversário nas diretas chegaram a acordo para listas de unidade aos órgãos nacionais do partido exceto a Comissão Politica Nacional.

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Bloco central? “Perdem tempo com o sexo dos anjos…” – Rio

No discurso de abertura como novo líder do PSD, Rui Rio prometeu atacar as autárquicas, modernizar o partido e acabar com a politização da Justiça. O mais importante foi o afastamento ao PS: “Esquecem-se que não ganharam as eleições”.

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“Caaalma, somos todos do mesmo partido”: António e a carta aberta a Rio

Durante este sábado tem estado um militante do PSD à porta do Centro de Congressos de Lisboa a entregar a quem lhe estende a mão uma carta aberta a Rui Rio. Este ativista, como se chama, diz que são “sugestões”.

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“Gostava que Passos Coelho voltasse a ser primeiro-ministro” – Albuquerque

A ex-ministra das Finanças desvaloriza o crescimento e deixa farpas a Costa. Se Rio não vencer as próximas legislativas, não descarta candidatar-se à liderança do PSD: “Tenho 50 anos, porque não?

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Cavaco elogia Rio, Passos e António Costa

Em fim de semana de congresso do PSD, o ex – Presidente da República não se alonga em comentários políticos por estar afastado da vida político-partidária. Cavaco deixa, no entanto, elogios a Passos e Rio. Quanto a Costa, considera-o um politico muito hábil.

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