Catarina Furtado em Timor revoltada com morte: “Não imagino o sofrimento” – SELFIE

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Recorrendo ao Instagram, a apresentadora Catarina Furtado não se mostrou indiferente a uma morte.

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A MIRAGEM DO TURISMO

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EDITORIAL

A miragem do desenvolvimento

O nosso colaborador Nuno Domingues, que nos escreve atualmente a partir da Suiça, mas conhecendo bem os Açores, onde residiu vários anos e onde exerceu, num dos governos socialistas, o cargo de diretor regional na área ligada aos transportes, em artigo que ontem publicámos, faz uma abordagem nova à questão do anúncio do abandono da Ryanair e a sua relação com o turismo. É uma perspetiva com a qual tendemos a concordar e que basicamente se resume ao seguinte: a verdadeira razão porque a Ryanair vai abandonar (ao que parece só em parte) a operação de Inverno deve-se à perspetiva de crescimento de passageiros “esgotado” do destino de S. Miguel, devendo-se a concentração dos voos naquela ilha à política de desenvolvimento do turismo do Governo Regional que não consegue resistir à pressão dos empresários locais. Essa concentração, já de si um problema, não encontra resposta numa estratégia de distribuição desses turistas por outras ilhas, nem a oferta da SATA está estruturada para servir esse objetivo. Ou seja, muitos dos turistas que entram por S. Miguel poderiam depois irradiar para outras ilhas, mas não é isso que acontece porque a estratégia que está montada é outra: antes de mais, serve para responder à capacidade hoteleira de S. Miguel em vez de se olhar para um desenvolvimento harmónico dos Açores como um todo. Nem há qualquer promoção feita nesse sentido. Argumenta-se que as ligações entre ilhas, ainda que reforçadas, andam esgotadas, querendo ilusoriamente significar que, afinal, os turistas entram por S. Miguel e depois cirandam pelas outras ilhas. Alguns fá-lo-ão, mas sem expressão. A maioria dos passageiros é açoriana que aproveita (e bem) a tarifa Açores para fazer férias cá dentro. Independentemente da opção de uma estratégia de turismo assente numa porta de entrada, quanto a nós arriscada, a verdade é que esta apenas procura responder ao crescimento de S. Miguel e mesmo assim com fim à vista. A prova é que a Ryanair vai eventualmente abandonar parte da operação precisamente porque o crescimento de passageiros, pelo menos em parte do ano, está esgotado porque afunilou para servir S. Miguel. O único dado que talvez tenha escapado à fundamentada análise de Nuno Domingues terá sido que este mal já vem de trás, dos governos que ele também integrou. Os erros da política de transportes que serve a estratégia para o turismo são transversais a governos da esquerda socialista e do PSD e também agora da coligação de direita. Digamos que todos alinham pela mesma cartilha e a visão do todo regional perde no atendimento à ilha com maior população e maior economia. E isso anda longe do apregoado desenvolvimento harmónico.
  • in, Diário Insular, 06 de Setembro / 2023
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Morre Giovanni Ricciardi, o crítico italiano que mais divulgou a literatura brasileira – Jornal Opção

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Pelo que fez pela literatura, merece estátua em praça pública — uma homenagem justa a um intelectual que amava o Brasil e o explicava para estrangeiros e brasileiros – Imprensa

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ABAIA USAR OU NÃO

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Confunde-se tudo! A abaya não é necessariamente um vestido religioso. Depende da região, do país. Há muçulmanas que usam, outras não.
Concordo que não se use nas escolas a burka ou outras que tapem a cara num estado laico. É preciso que se identifiquem as pessoas; não tem sentido não saber se determinada aluna é ela, a prima ou a tia, etc.
Mas a abaya não tapa a cara e num país livre qualquer um deve poder vestir o que quer.
Quanto aos símbolos religiosos quase brincamos ou não reparamos. Há símbolos religiosos por todo o lado, principalmente cristãos. Vão tirar também os crucifixos que tanta gente usa ao pescoço? Vão mudar os nomes das ruas e cidades que têm nomes de santos? Vão disfarçar as igrejas com tapumes, como se fazia em Portugal com as sinagogas no séc. XIX, quando começaram a ser permitidas?
Não se trata do estado laico. Trata-se de atirar areia para os olhos escondendo problemas do quotidiano, como a segregação, a xenofobia, a falta de oportunidades para a segunda ou terceira geração de imigrantes, que até têm nacionalidade francesa.
Se essas alunas não forem à escola, ficam sujeitas a quem? E depois? Vão prendê-las, vão deportá-las (talvez não possam porque têm nacionalidade francesa)?
Espero que o governo francês não faça recordar, não volte aos tempos de triste memória, como a deportação de judeus de nacionalidade francesa, em que os colaboracionistas, do governo de Vichy, exportavam pessoas ainda mais diligentemente que os alemães, para os campos de extermínio ou as perseguições aos franceses de origem argelina, durante a guerra da Argélia.
Não são pequenas coisas. Começa-se por aí.
JN.PT
Quase 300 alunas foram para as aulas com abaya e dezenas foram mandadas para casa
António De Borja Araújo

O Estado francês andou mal. Ou promulgavam um código de vestuário abrangente ou, conforme fizeram, tratou-se de um simples acto de discriminação. Afinal, a abaya é mais respeitosa do que muitas peças de vestuário usadas, actualmente, pela malta nova qu…

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João Simas

António De Borja Araújo Em Portugal, normalmente o problema é ao contrário, alunas mais despidas do que vestidas. Nunca liguei muito a isso, mas já me aconteceu haver, mais que uma vez, uma aluna queixar-se de ter frio por causa de uma janela aberta (nas aulas tinha sempre pelo menos uma janela aberta, porque não estou para apanhar mais virus, dióxido de carbono e outros, com tanta gente a respirar). A resposta que dava era: vista-se com mais roupa que isso passa! Mas tive um colega de Biologia que mandou várias alunas (de barriga à mostra), vestirem-se com uma bata, mesmo numa aula mais teórica. Mas essa também é uma questão difícil. Se alguém diz alguma coisa vem logo um chorrilho de acusações, sobretudo se o professor for homem, normalmente de gente que não quer saber do ensino. Nunca tive paciência para entrar nesses “fait divers”.
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Há uma probabilidade de 50% de estarmos a viver numa simulação

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A possibilidade de vivermos numa simulação, semelhante ao jogo “The Sims”, está a ser novamente debatida entre os cientistas.

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Descobertas as causas do colapso da Dinastia Qing. Foram três (e ameaçam algumas nações) – ZAP Notícias

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Um novo estudo permitiu identificar as razões que estiveram por trás da poderosa Dinastia Qing, a última dinastia imperial da China. Um estudo realizado por uma equipa internacional liderada por Georg Orlandi e Peter Turchin, investigadores do Complexity Science Hub, oferece novas perspetivas sobre o colapso da Dinastia Qing em 1912. Na década de 1820, a China era a maior economia do mundo, representando quase 33% do PIB global do planeta. Mas, após mais de 250 anos no poder, a Dinastia Qing que então reinava na China enfrentou um declínio devastador. Ler também: O pirata mais bem sucedido do mundo

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Engenheiros estão a construir a primeira ponte sobre um glaciar rochoso em movimento – ZAP Notícias

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Numa iniciativa pioneira, uma equipa de engenheiros iniciou a construção da primeira ponte do mundo sobre um glaciar rochoso em movimento, no Parque Nacional de Denali, no Alasca. É a primeira ponte do mundo sobre terras em movimento, e vai ser construída no Pretty Rocks Landslide, uma área de deslizamento de terra localizada na estrada do Parque Nacional de Denali, no Alasca, Estados Unidos. O local é conhecido por ter um terreno instável e em constante movimento, o que leva a desafios na manutenção da estrada que o atravessa e na segurança dos visitantes e trabalhadores do parque. As terras

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“O colapso climático começou”. Abril pode ser o novo agosto – ZAP Notícias

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António Guterres, alertou, esta quarta-feira, que “o colapso climático começou”, numa reação ao anúncio do verão deste ano como o mais quente de sempre, no Hemisfério Norte. “O clima está a implodir mais depressa do que conseguimos aguentar”. António Guterres, deixou o alerta: “o colapso climático começou”. Foi a reação do secretário-geral da ONU ao anúncio de 2023 como o verão mais quente de sempre, no Hemisfério Norte. “Os cientistas há muito que alertaram para as consequências da nossa dependência dos combustíveis fósseis”, disse Guterres, citado pela agência francesa AFP. Ler também: Esqueça o aquecimento global. Começou a era da

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A LEI DA DROGA

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A última façanha do Tribunal Constitucional português em relação aos Açores , e num sentido mais lato, às duas autonomias insulares, foi materializada na recusa absoluta em não atender às reclamações oriundas dos Açores e da Madeira, e, dessa forma, ter validado a chamada lei da droga.
Esta decisão vem na sequência de muitas outras – a lei da gestão do mar açoriano, p. ex. – e não é novidade para ninguém que esse Tribunal – eminentemente político – existe, não para defender os interesses dos Açores e do Povo Açoriano, mas sim os interesses de Portugal e dos portugueses continentais.
Sempre foi assim e sempre assim será, enquanto não houver um verdadeiro sismo político com epicentro nos Açores.
Como é do conhecimento geral, este tipo de tribunais – guardiões das Constituições – são habitualmente muito conservadores e, no caso do TC português, chegam a ser reacionários e não perdem a oportunidade para xingarem nos nossos direitos históricos e políticos, lavrando sentenças e pareceres altamente restritivos.
Cortam sempre para o lado do dono…
Mas se é assim, será que a culpa é do TC e dos senhores meritíssimos juízes?
Vejamos o seguinte : o Tribunal Constitucional é um orgão de soberania e é constituído por 13 elementos,- juízes conselheiros – sendo 10 nomeados pela AR e os outros três cooptados entre aqueles..
Actualmente desses 13 juízes , 6 foram indicados e/ou cooptados pelo PSD; 4 pelo PS, 1 pelo PCP, 1 Independente e o 13ª cadeira está por ora vaga.
Como vêm o que ressalta nesta composição é o seu caracter político e partidário, e por esse prisma, este Tribunal decide de acordo, não só com a CRP, mas também de acordo com a maioria qualificada e negociada na AR.
Quando lemos e ouvimos por aí um clamor contra as malfeitorias do TC, devemos questionar se essas posições são genuínas ou meramente oportunistas e circunstanciais?
Se o TC invariavelmente decide contra as regiões autónomas, alegando para o efeito alguns conceitos abstractos a favor da soberania portuguesa, porque é que a comunidade política nos Açores – orgãos de governo próprio (ALRAA e governo) e as delegações locais dos partidos portugueses – não recorrem a outros meios legais, inclusive internacionais, para contestar? Porque é que as extensões locais dos partidos portugueses maioritários, em especial o PS e o PSD, que sozinhos têm maioria qualificada, quer na AR, quer na ALRAA, não convencem os dirigentes nacionais desses partidos a mudar a Constituição o mais rapidamente possível, afim de eliminar essas zonas cinzentas ? E caso as pretensões e reivindicações açorianas não sejam satisfeitas e atendidas- o que acontece com muita frequência – porque é que as delegações regionais desses partidos não cortem definitivamente o seu cordão umbilical com o partido- pai? Porque é que os deputados açorianos na AR não mexem uma palha para modificar este statu quo, e, ao invés, se sujeitam à disciplina e obediência aos seus chefes do Continente?
De nada vale vir para a comunicação social, como foram os senhores presidentes das assembleias legislativas regionais, assim como governantes e partidos, se não forem consequentes com aquilo que dizem defender.
Enquanto os açorianos votarem nos partidos portugueses; votarem maioritariamente para o PR em funções ou partilharem entre si os lugares na AR dos mesmos partidos que mandam na Constituição, tudo continuará na mesma.
Daqui conclui-se que a haver culpa desses vetos ou dessas leituras restritivas da CRP, por parte do Tribunal Constitucional, a culpa não é deste, mas sim da nossa comunidade politica – partidos e orgãos de governo próprio – e num sentido mais lato, a culpa é de todos os Açorianos que querem continuar a ser portuguesas de segunda…
@ Ryc
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ORWELL E H G WELLS

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“O que Orwell temia eram aqueles que proibissem os livros.
O que Huxley temia era que não houvesse razão para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse lê-lo.
Orwell temia aqueles que nos privariam de informações.
Huxley temia aqueles que nos dariam tanto que seríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo.
Orwell temia que a verdade nos fosse escondida.
Huxley temia que a verdade fosse afogada num mar de irrelevância.
Orwell temia que nos tornássemos uma cultura cativa.
Huxley temia que nos tornássemos uma cultura trivial.
Como Huxley observou em Admirável Mundo Novo Revisitado, os libertários civis e os racionalistas que estão sempre alertas para se oporem à tirania “não levaram em conta o apetite quase infinito do homem por distrações”.
“Em 1984”, acrescentou Huxley, “as pessoas são controladas infligindo dor. No Admirável Mundo Novo, elas são controladas infligindo prazer.” Em suma, Orwell temia que aquilo que odiamos nos arruinasse. Huxley temia que aquilo que amamos nos arruinasse.”
Neil Postman (Livro: Divertindo-nos até a Morte https://amzn.to/3OTfAfr) (Arte: Colagem de Joe Webb)