o atleta luso mais rico de sempre

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O atleta mais rico de sempre nasceu em Portugal (e não, não é Cristiano Ronaldo)
CAIO DIOCLES,PORTUGUÊS DE LAMEGO,DESPORTISTA CONDUTOR DE CADRIGAS,NASCIDO EM 104 DC E O MAIOR MULTIMILIONÁRIO PORTUGUÊS DE SEMPRE
Caio Apuleio Diocles nasceu em Lamecus, actualmente Lamego, e tornou-se um dos maiores aurigas da Roma Antiga, tendo amealhado mais de 15 mil milhões de dólares ao longo da sua carreira.
-Portugal é muitas vezes descrito como um belo jardim à beira-mar plantado e parece que para além disso, este nosso pequeno rectângulo de território também tem um talento especial para criar atletas multimilionários.
-Em 2020, Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro futebolista a acumular mais de mil milhões de dólares desde o início da carreira. Mas se acha que esta marca do craque português é imbatível, é melhor tirar o cavalinho — ou a quadriga — da chuva, já que um auriga na Roma Antiga, também nascido em Portugal, fê-lo.
-Caio Apuleio Diocles era um famoso condutor de quadrigas, um desporto que era o equivalente aos ralis ou à Fórmula 1 do Império Romano, e ainda hoje reina como o atleta mais rico da História, relata o Ancient Origins.
-Apuleio Diocles ganhou o equivalente a 15 mil milhões de dólares ao longo da carreira, de acordo com um estudo de 2010 de Peter Struck, professor de estudos clássicos da Universidade da Pensilvânia, que analisou registos históricos para calcular este valor.
-Caio seria mesmo cinco vezes mais bem pago do que o governador da sua província e a sua fortuna daria para abastecer Roma de cereais durante um ano. Em comparação, CR7 ainda tem muito dinheiro para ganhar para conseguir competir.
-Nascido por volta de 104 D.C., o berço de Caio foi na antiga Lusitânia, mais especificamente na capital em Lamecus, que actualmente corresponde a Lamego, em Portugal. A cidade tem até uma estátua e azulejos em honra do atleta.
-O condutor de quadrigas começou a sua carreira aos 18 anos em Ilerda, a actual Lérida, na Catalunha. Depois de um arranque promissor, Apuleio Diocles seguiu-se para o Circo Máximo, em Roma, onde se realizava o maior campeonato do desporto. Lá, adoptou o nome profissional de “Lamecus”, em honra à sua cidade-natal.
-Ao longo de uma carreira de 24 anos, o atleta participou em 4257 corridas e venceu 1462. Sem patrocínios ou direitos de imagem para vender, a única fonte da fortuna do corredor eram os prémios do campeonato.
-Para os romanos, as corridas de quadrigas eram o desporto de eleição. A iniciativa partiu dos Imperadores que queriam oferecer uma distracção à população e procuravam aumentar a sua popularidade.
-As provas estavam envoltas em grandes rituais e iniciavam-se com uma procissão sagrada desde as ruas até ao Circo Máximo, que acolhia até 200 mil pessoas.
-Apesar da popularidade do desporto, os corredores não eram vistos como grandes estrelas e eram até ostracizados por competirem por dinheiro. Tal como os gladiadores, muitos eram escravos ou cidadãos de segunda e era raro que algum corredor ocupasse a um cargo público ou tivesse plenos direitos.
-O que torna a carreira de Caio Apuleio Diocles ainda mais notável foi a sua longevidade. As corridas de quadrigas eram notoriamente perigosas e uma queda significava muitas vezes que se seria pisado pelos cavalos dos rivais ou arrastado pela arena.
-Por esta razão, muitos dos atletas não chegavam à casa dos 30 anos. O exemplo de Diocles foi bem diferente, tendo-se reformado aos 42 anos, após mais de 20 anos no topo do desporto, e decidido ir viver calmamente na Itália rural com a sua família.
Adriana Peixoto, ZAP //
Via Rafael Santos

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Aulas nos Açores arrancam a 12 de setembro – Jornal Açores 9

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As aulas do próximo ano letivo (2023/2024) iniciam-se nos Açores em 12 de setembro, segundo o calendário escolar aprovado por unanimidade na reunião do Conselho Coordenador do Sistema Educativo Regional, que decorreu esta segunda-feira, 5 de junho, na Escola Básica e Integrada Roberto Ivens. A Secretária Regional da Educação e dos Assuntos Culturais, Sofia Ribeiro, considerou […]

Source: Aulas nos Açores arrancam a 12 de setembro – Jornal Açores 9

United Airlines volta a ligar Ponta Delgada a Nova Iorque – Jornal Açores 9

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A companhia aérea United Airlines vai retomar no fim-de-semana a rota sazonal entre o aeroporto de Ponta Delgada, nos Açores, e o aeroporto Internacional Newark Liberty/Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, anunciou hoje a empresa. De acordo com a operadora, o voo “deverá ser operado até 27 de setembro de 2023”, juntando-se a rota […]

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Timor-Leste/Eleições: Partido vencedor propõe acordo de governo a terceira força política

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Timor-Leste/Eleições: Partido vencedor propõe acordo de governo a terceira força política
Díli, 05 jun 2023 (Lusa) – O partido vencedor das eleições legislativas timorenses convidou o Partido Democrático (PD) para formar governo, assegurando uma maioria absoluta no parlamento, disseram à Lusa fontes partidárias.
“O secretário-geral do CNRT entregou-nos hoje uma caria de felicitação ao PD pelo resultado eleitoral expressando a aceitação do partido em relação à intenção política expressa pelo PD para formação do nono Governo”, disse à Lusa António da Conceição, secretário-geral da força que ficou em terceiro lugar nas eleições de 21 de maio.
A carta, assinada pelo presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), Xanana Gusmão, e pelo secretário-geral do partido, Francisco Kalbuadi, foi entregue hoje na segunda reunião das duas forças políticas desde as eleições de 21 de maio.
O encontro, que ocorreu depois da confirmação dos resultados eleitorais pelo Tribunal de Recurso, confirma que as duas forças políticas – que em conjunto terão 37 das 65 cadeiras no novo parlamento – se vão apresentar como maioria de sustentação do executivo.
“Na nossa conversa, o secretário-geral apenas informou-nos que o processo está a decorrer. Estávamos a aguardar a chegada do Presidente da República para poder iniciar contacto com o partido mais votado”, disse Conceição.
“Neste caso, o secretário-geral do CNRT afirmou que o PD irá em conjunto com o CNRT para a formação do Governo e que iremos juntos a uma reunião com o senhor Presidente”, referiu.
A reunião com José Ramos-Horta, que chegou hoje de uma visita à Coreia do Sul e Singapura, poderia ocorrer ainda esta semana, sendo que formalmente terá ainda que haver a posse dos novos deputados eleitos, antes que o partido mais votado seja convidado para o encontro.
“Tudo depende agora da agenda do senhor Presidente e do resto do processo”, explicou Conceição.
Os dois secretários-gerais já se tinham encontrado no passado dia 30 de maios, altura em que o PD apresentou uma carta de felicitação ao CNRT em que expressava a “intenção de partilhar responsabilidades com o CNRT para a formação do IX governo”.
As conservações estão ainda na fase preliminar, não tendo havido ainda debates sobre distribuição de pastas ou o que vai ocorrer, por exemplo, ao nível da mesa do Parlamento, com o CNRT à espera da validação dos resultados pelo Tribunal de Recurso.
Hoje, à chegada a Díli, o Presidente timorense disse à Lusa que quer reunir-se rapidamente com o presidente do parlamento para acelerar o processo de agendamento da tomada de posse dos novos deputados, cuja eleição foi hoje confirmada pelo Tribunal de Recurso.
“A minha intenção é, hoje ou amanhã, dependendo da disponibilidade do presidente do parlamento, conversar rapidamente para acelerar o agendamento de todos os tramites necessários para a posse do novo parlamento, e, posteriormente a posse do novo Governo”, disse José Ramos-Horta à Lusa.
“Assim, juntos – e digo juntos Presidente, Governo e bancadas parlamentares -, trabalharmos na mesma agenda: a agenda nacional de consolidação da paz, do desenvolvimento nacional, na nossa adesão a ASEAN e outras responsabilidades nacionais e internacionais”, afirmou.
Horas depois, o presidente do Tribunal de Recurso, Deolindo dos Santos, leu o acórdão que certifica os resultados das eleições de 21 de maio.
Esse acórdão é ainda hoje publicado no Jornal da República podendo o parlamento agendar a partir de agora a sessão de tomada de posse dos novos deputados.
Fontes parlamentares confirmaram à Lusa que está prevista uma reunião dos chefes de bancada na terça-feira, no Parlamento Nacional, não sendo ainda conhecida a agenda do encontro.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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Australian mother pardoned after 20 years in prison for killing her young children – CBS News

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Kathleen Folbigg was dubbed “Australia’s worst female serial killer” after being convicted over the deaths of her 4 children, but modern medicine raised “reasonable doubt.”

Source: Australian mother pardoned after 20 years in prison for killing her young children – CBS News

 

https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/condenada-pela-morte-dos-filhos-kathleen-foi-libertada-20-anos-depois?&utm_source=Newsletter&utm_campaign=Editorial_CM_Boatarde+-+Alive&utm_medium=email&sfmc_segment=Alive&sfmc_term=Alive##utm##

ucranianos deixam portugal

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Ucrânia: Perto de 4.000 refugiados ucranianos já deixaram Portugal
Lisboa, 05 jun 2023 (Lusa) – O número de refugiados ucranianos em Portugal continua a diminuir, tendo perto de 4.000 deixado o país nos últimos dois meses, indicou hoje o SEF, avançando que atualmente são 56.528 os títulos concedidos a pessoas que fugiram da guerra.
Num balanço feito hoje sobre as proteções temporárias concedidas a ucranianos e a estrangeiros que fugiram da Ucrânia, o Serviço de Estrangeiros e Fronteira indica que atualmente são detentores daquele título em Portugal 56.528 pessoas, 33.949 das quais mulheres e 22.579 homens.
No início de maio, o SEF avançou à Lusa que cerca de 2.000 ucranianos tinham pedido o cancelamento dos pedidos de proteção temporária. Na altura totalizavam 58.191 e com os números hoje apresentados são menos 1.663 os títulos concedidos, passando para 56.528.
Além dos pedidos de cancelamentos dos títulos, há também ucranianos que não estão a renovar as proteções temporárias, que inicialmente tinham a duração de um ano e entretanto caducaram.
Em maio, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadokha, disse que muitos ucranianos, sobretudo mulheres e crianças, não conseguindo “estar longe da família”, regressam à Ucrânia porque “têm mais confiança”, existindo ainda outros casos que estão a deixar Portugal por dificuldade em encontrar uma habitação, devido aos elevados custos do arrendamento, ou preferem ir para outros países, como Alemanha e Suíça, em busca de “melhores condições” de vida.
De acordo com aquele serviço de segurança, Lisboa continua a ser o município com mais proteções temporárias concedidas, 11.096, seguido de Cascais, com 3.845, Porto, com 2.683, Sintra, com 1.952, e Albufeira, com 1.465.
Em relação aos menores, o SEF adianta que foram contabilizadas 14.249 proteções temporárias do total de 56.528.
O SEF indica ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 739 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.
Nestas situações – na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar -, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.
O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.
CMP (ER) // ZO
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Portugal e o Segredo de Colombo de Manuel da Silva Rosa – Livro – WOOK

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timor leste na asean

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Timor-Leste diz que não quer ser “dor de cabeça” para associação de nações asiáticas
Singapura, 04 jun 2023 (Lusa) – O Presidente de Timor-Leste disse hoje que o país não quer ser uma “dor de cabeça” para a Associação de Nações do Sudeste Asiático, mas ajudar a fortalecer o consenso regional nos esforços de paz e segurança.
“O nosso primeiro contributo é que não queremos ser um peso, uma dor de cabeça para a ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]. Vamos manter a paz no nosso país e apostar no desenvolvimento o máximo possível”, disse José Ramos-Horta no Diálogo de Shangri-La, uma conferência sobre segurança a decorrer em Singapura.
“A nossa melhor contribuição é que não queremos ser outra catástrofe como Myanmar. A ASEAN tem aqui um grande desafio e apoiaremos no possível para resolver estes desafios na nossa região”, vincou.
José Ramos-Horta falava em Singapura na abertura da 6.ª sessão plenária do Diálogo de Shangri-La, considerada uma das principais cimeiras da região sobre segurança e defesa e onde intervêm, entre outros, a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas e o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius.
Também a ministra da Defesa Nacional de Portugal, Helena Carreiras, está em Singapura a participar na cimeira, segundo anunciou o seu gabinete.
Questionado pela Lusa, depois da sessão, se Timor-Leste poderia vir a ter algum papel mediador nesse conflito em Myanmar, Ramos-Horta disse que, para já, o primeiro objetivo é consolidar o próprio país e responder ao roteiro de adesão à ASEAN.
“A nossa atenção vai estar focada na implementação do roteiro que, em si, reforça também as instituições timorenses”, disse, referindo-se ao documento com os aspetos que Timor-Leste tem que cumprir antes da adesão, aprovado na recente cimeira da organização em Labuan Bajo, na Indonésia.
“O mais importante é juntar a nossa voz à da ASEAN para questões de paz e segurança no Indo-Pacífico, mas ajudando sobretudo a que haja consenso na ASEAN para que rivalidades no Mar do Sul da China não venham a afetar a unidade e o consenso da ASEAN”, sublinhou.
Ramos-Horta, que termina hoje uma curta visita de 24 horas a Singapura – depois de uma visita à Coreia do Sul – deixou vários recados, tanto aos países ricos, a quem pediu mais ajuda externa e o perdão da dívida às nações mais pobres do Sul, defendendo que estes devem apostar mais na melhoria das condições de vida dos seus povos.
Na sessão de hoje, Ramos-Horta recordou que apesar de Timor-Leste ser um país pobre é “investidor nos mercados financeiros internacionais”, através do Fundo Petrolífero, com portfolios em vários países.
“Agora vamos canalizar mais para investir mais em mercados asiáticos. Os títulos do tesouro dos Estados Unidos não pagam muito. Isso não quer dizer que nos vamos afastar do dólar norte-americano, que é a nossa moeda e nos tem servido bem”, considerou.
Questionado sobre as disputas no Mar do Sul da China, Ramos-Horta referiu-se à importância do diálogo e do respeito pelas regras internacionais, dando como exemplo o uso da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) para o tratado de fronteira permanente com a Austrália no Mar de Timor.
“No início da independência, tínhamos uma disputa com a Austrália sobre as nossas fronteiras marítimas. A Austrália preferia a teoria da bacia continental, mas felizmente o bom senso prevaleceu e as duas partes, com mediação da UNCLOS, chegaram a um acordo, com base numa linha mediana”, afirmou.
“Atuou-se com base na lei internacional. Se não seguíssemos a UNCLOS, as regras internacionais, a lei e o direito internacional, Timor-Leste seria uma vítima e continuaríamos sem fronteira permanente”, considerou.
Ramos-Horta deixa hoje Singapura, regressando a Timor-Leste na manhã de segunda-feira.
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Relógio mais completo do mundo está em Tabuaço

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O relógio mais completo do mundo está em Tabuaço, no distrito de Viseu. Demorou 28 anos a construir, tem 34 funcionalidades e 45 mostradores. Está parado, mas continua a dar informações certas e atuais.

Source: Relógio mais completo do mundo está em Tabuaço

António Costa em Angola. Assinados 13 instrumentos de reforço da cooperação

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O primeiro-ministro está em Angola para uma visita oficial de dois dias, a convite do presidente da República, João Lourenço. Esta segunda-feira de manhã, foram assinados 13 instrumentos jurídicos para aumentar a cooperação estratégica e reforçar a linha de crédito entre Portugal e Angola, de 1.500 milhões de euros para dois mil milhões.

Source: António Costa em Angola. Assinados 13 instrumentos de reforço da cooperação

Depósitos a prazo. Taxa média paga pelos bancos sobe para 1,03%

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A taxa de juro paga pelos bancos no depósitos a prazo ultrapassou um por cento, o que aconteceu pela primeira vez em oito anos. Mesmo assim, fica muito abaixo dos 2,5 por cento de juro pagos pela nova série dos certificados de aforro.

Source: Depósitos a prazo. Taxa média paga pelos bancos sobe para 1,03%

Governo sob críticas da oposição. Nova série de certificados de aforro à venda

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Começa a ser comercializada esta segunda-feira a nova série de certificados de aforro. A série F surge depois da suspensão da série E, na passada sexta-feira. Os títulos passam de um prazo máximo de dez para 15 anos e a taxa de juro baixa dos 3,5 para os 2,5 por cento.

Source: Governo sob críticas da oposição. Nova série de certificados de aforro à venda

Depressão Óscar. Ilha da Madeira em alerta vermelho

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Na tarde desta segunda-feira, a costa sul e as regiões montanhosas da Ilha da Madeira entram em alerta vermelho. A passagem da depressão Óscar traz chuva e vento fortes.

Source: Depressão Óscar. Ilha da Madeira em alerta vermelho

Mau tempo em Trás-os-Montes deixa rasto de destruição e prejuízos elevados

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No domingo, duas aldeias de Macedo de Cavaleiros foram fortemente atingidas. Uma chuva intensa e repentina provocou uma enxurrada que inundou casas e estabelecimentos comerciais, sendo os prejuízos elevados.

Source: Mau tempo em Trás-os-Montes deixa rasto de destruição e prejuízos elevados

Em defesa do Serviço de Saúde público dos Açores

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[Artigo publicado no Diário dos Açores de 02.06.2023]
Saúde Pública e Saúde do público, semana a semana (8): Salvar o Serviço de Saúde (público)
✅ Os dados da semana: como salvar o SRS?
“Os britânicos têm mais orgulho no seu sistema de saúde do que na monarquia, mas quando o serviço nacional de saúde (NHS) inglês completar 75 anos em Julho, o ambiente não será de comemoração.” Este é o cerne de um artigo no Economist, que é o mote para uma breve análise ao Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores.
Durante a pandemia, o povo aplaudia o NHS. Agora ataca-o. 2,5 milhões de britânicos estão sem trabalho, porque estão doentes. Os funcionários do NHS saem em massa. Os indicadores de saúde do Reino Unido mostram algumas das piores taxas de sobrevivência para o cancro. A lista de espera nos hospitais, na Inglaterra, ultrapassa os 7 milhões, levando muitos a esperar meses, anos, pelo alívio do seu sofrimento.
Combater as listas de espera deve ser prioritário, em qualquer sistema. Como se fez, por exemplo, no Hospital de Ponta Delgada, quando em 2021 e 2022 o número de crianças que aguardava – há mais de 1 ano – uma cirurgia de “otorrino” baixou 83%, ou quando as que aguardavam uma Cirurgia Pediátrica baixou 52%. Reduções notáveis, e que aliviaram – em muito – o sofrimento das nossas crianças. E dos seus pais.
Quando algo está mal, reformas ousadas parecem ser tentadoras. No Reino Unido há quem queira reformular o modelo de financiamento do NHS, passando de um sistema financiado pelos impostos para um sistema de seguro social, ao exemplo de França ou Alemanha.
A receita para salvar o Serviço de Saúde público requer radicalismo, mas simples: transformá-lo daquilo em que se tornou – um serviço de assistência à doença – para aquilo que o seu nome prometia – um serviço de saúde. Na prática, uma mudança no seu foco: passar dos hospitais para a comunidade, do tratamento para a prevenção, do “incentivo aos actos” para o “incentivo a melhores resultados”.
Veja-se o que acontece por cá: se uma determinada produção (consulta/ cirúrgica/ exames) for baixa, a lista de espera aumenta; se uma lista de espera aumenta procuram-se soluções extra para a reduzir. Como?
Pagando mais, para que haja mais produção, muitas vezes a quem em horário “normal” tem uma produção insuficiente face às necessidades.
Ou seja, em tese, pode haver “interesse” em que a lista cresça, pois isso permitirá incentivos financeiros para a sua redução… paradoxal, não é…?
Na Inglaterra o sector da saúde absorve a maior parte do orçamento: por cada libra que o Estado gasta (em serviços públicos), 38 pence vão para o NHS. Nos Açores calcula-se que andará pelos 40%. E isto tende a aumentar:
Nos próximos 25 anos o número de britânicos com 85 anos (ou mais) duplicará. Ademais, o NHS é o maior empregador individual da Europa; e aqui veja-se o paralelismo com os Hospitais e Centros de Saúde nos Açores, também eles dos maiores empregadores em cada ilha.
Afinal, onde é que o (nosso) dinheiro é gasto? A resposta, quer no NHS, quer no SRS, resume-se numa palavra: hospitais.
Os gastos com a saúde pública e a solidariedade social caíram, em termos reais, na última década. A parcela de gastos no NHS alocada aos cuidados primários (e comunitários) caiu, mesmo antes da pandemia; a parcela para os hospitais subiu para quase dois terços.
Isto não faz qualquer sentido! Um sistema centrado nos hospitais está projectado para tratar as pessoas, depois de elas ficarem doentes. “Isto equivale a comprar mais extintores de incêndio, e a desmontar os alarmes de fumo”, refere o Economist, numa imagem feliz.
A maioria dos gastos com saúde e solidariedade social vai para o tratamento de doenças crónicas, como a diabetes ou a hipertensão. Doenças que devem ser tratadas pelos próprios pacientes, nas suas casas e com o apoio da medicina geral, e outros especialistas, na comunidade.
Recentrar os cuidados de saúde, dos hospitais para as comunidades, significa focarmo-nos na prevenção: manter as pessoas saudáveis, pelo máximo tempo possível. O estado de saúde de um país, de uma Região, depende essencialmente dos factores socioeconómicos, da genética e do comportamento individual. Veja-se a obesidade: um paciente obeso custa ao NHS o dobro a tratar, do que um que não o é. Há que enfrentar o problema antes que o obeso apareça na cama de um hospital, por exemplo, fazendo uso eficaz dos novos medicamentos anti-obesidade.
As promessas dos políticos são em “número de novos hospitais”, ou “mais médicos”. Métricas baseadas em “actos” encorajam os hospitais a gastar milhões em tratamentos. Ora, o financiamento deveria antes centrar-se nos resultados em saúde.
Há poucos dias Sir Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, falou na necessidade de “mudar o foco, dos cuidados intensivos para os cuidados crónicos”. A pandemia covid-19 demonstrou a força da tecnologia para alcançar as pessoas mais rapidamente, desde as campanhas de vacinação direccionadas até às consultas online.
Urge uma mudança radical de mentalidade, começando pelos políticos. Profissionais de saúde na comunidade e bombas de insulina são menos atraentes, nas campanhas eleitorais, do que anunciar “cirurgiões cardíacos” ou “edifícios novos”.
Alguns políticos julgam-se “solucionadores de crises”, seja das urgências hospitalares, ou das reivindicações salariais das classes profissionais… Mas, a resolução destas crises não salvará nem o NHS, nem o SRS. Só trará uns “minutos de silêncio”.
Os serviços de saúde públicos podem ser salvos, mas apenas se quem os administra considerar que o seu trabalho é manter os cidadãos saudáveis, em casa, e não tratá-los em enfermarias. Apostar em salvar vidas, e não em salvar as suas carreiras políticas.
✅ A Ciência da semana: não esquecer tudo aquilo que aprendemos nos últimos 3 anos.
Já todos ouviram falar de casos de COVID-19 antes da vacinação, em que as pessoas tiveram sintomas leves, sobretudo jovens. Porém, após a infecção, alguns desenvolveram miocardite – inflamação do músculo cardíaco. A maioria recuperou. Mas, muitos desenvolveram problemas cardíacos, após a infecção por COVID-19.
Desde o início da pandemia da COVID-19, as mortes por ataque cardíaco, em todos os grupos etários, tornaram-se mais frequentes nos EUA, de acordo com um estudo do Hospital Cedars Sinai, de Los Angeles.
O grupo etário mais atingido foi o entre os 25 e os 44 anos, com um aumento relativo de 29,9% nas mortes por ataque cardíaco, nos primeiros dois anos da pandemia (ou seja, o número de mortes por ataque cardíaco foi 30% maior do que o previsto). Os adultos entre os 45 e os 64 anos tiveram um aumento relativo de 19,6% nas mortes por ataque cardíaco, e os com 65 anos ou mais tiveram um aumento relativo de 13,7%.
Cerca de 4% das pessoas que tiveram COVID-19, estima-se, desenvolverá um problema cardíaco. Parece um número pequeno, mas realmente não o é, se pensarmos no número de pessoas que teve COVID-19. Além disso, o risco de desenvolver COVID longo, incluindo problemas cardíacos, aumenta a cada infecção por COVID-19. Há que continuar a estar atento.
✅ A homenagem da semana: à Unidade de Saúde da Ilha do Corvo
A Unidade de Saúde da Ilha do Corvo vai disponibilizar contentores individuais a todos os diabéticos da Ilha do Corvo, para que neles possam depositar os resíduos criados pelo controlo e tratamento desta doença, que atinge cerca de 15% da população. Lancetas, tiras reactivas e agulhas usadas diariamente pelos utentes com Diabetes Mellitus, já que não acabarão assim no lixo doméstico. Fantástica medida.
Mário Freitas, médico consultor (graduado) em Saúde Pública, com a competência médica de Gestão de Unidades de Saúde
Em defesa do Serviço de Saúde público dos Açores
Em defesa do Serviço de Saúde público dos Açores
Saúde Pública nos tempos de pazadas de Epidemiologistas
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