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o fim da espécie
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Revealed: Julian Assange’s $780,000 flight home after London jail release
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A German foundation has agreed to pay the majority of the costs, but Australian taxpayers still face a bill.
Source: Revealed: Julian Assange’s $780,000 flight home after London jail release
CrowdStrike IT outage hits airports, banks, supermarkets as emergency committee meets
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A major network outage has affected several Australian institutions and businesses, including multiple airports, the Commonwealth Bank, Optus, Australia Post and Woolworths.
Source: CrowdStrike IT outage hits airports, banks, supermarkets as emergency committee meets
A room with no view: Sydney ‘capsule’ for rent for $1,080 a month
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The “capsule” is a small, cell-shaped room with just enough space for a mattress — and it’s on the rental market for $250 a week.
Source: A room with no view: Sydney ‘capsule’ for rent for $1,080 a month
O primeiro mapa de Portugal
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O primeiro mapa de PortugalAndo a navegar pela Internet fora e vejo um mapa de Portugal que me deixa de boca aberta. Nunca tinha visto o país assim…
Lembro que estão abertas as inscrições para o Curso de Revisão de Português. Fecham no dia 21. Muito obrigado! O mundo para cima ou para baixoHá coisas que são como são há tanto tempo que parece ser impossível imaginá-las de outra maneira. Por cá, o sinal de STOP, por exemplo, tem uma peculiar forma octogonal e uma palavra inglesa no centro. Podia ser outra palavra ou outra forma? Sim, claro. Mas hoje já parece natural que seja assim — e não me parece razoável mudar o sinal agora (seria, aliás, bastante perigoso). Enfim, que os sinais de trânsito são convenções é bastante claro. Aliás, conduzimos pela direita, mas há muitos países que decidiram conduzir à esquerda. Houve até países que mudaram a certa altura. Dois exemplos? A Suécia, nos anos 60 — e Portugal, nos anos 20 (sim, já conduzimos pela esquerda). Talvez um pouco menos óbvia seja a ideia de que os relógios também são uma convenção, divididos como estão em doze partes, com o 12 lá em cima. Ainda há uns tempos escrevi sobre a curiosa história dos relógios que têm o 12 cá em baixo… Mas há mais convenções que, de tão usadas, já nos parecem naturais. Por exemplo, escrevemos da esquerda para a direita, mas poderíamos escrever da direita para a esquerda — como, aliás, fazem os árabes. Nem os livros têm uma direcção natural: a lombada está à esquerda nos livros em português, mas os livros japoneses têm a lombada do outro lado… Tudo isto só para chegar à própria orientação do mundo: o Pólo Norte está lá em cima — mas poderia estar lá em baixo… Todos temos na cabeça, de forma muito bem martelada, que o Norte fica em cima e o Sul fica em baixo. Ninguém diz que vai para baixo quando viaja de Lisboa para o Porto. Já dizer que vamos para cima quando viajamos do Algarve para Lisboa parece bem natural… É difícil imaginar que o mundo fosse doutra maneira. Os australianos vivem lá em baixo, nós vivemos cá em cima. E, no entanto, a Terra e todo o Sistema Solar estão a navegar pelo espaço sem que haja um tecto ou um chão… Uma das primeiras fotos do nosso planeta, tirada por astronautas em 1972, costuma aparecer na direcção “certa”, mas no original tinha o Sul por cima: A fotografia, tal como aparece em revistas e livros, está com o Sul por baixo. Porquê? Para que ninguém estranhe… Um continente exóticoHá tempos, li um livro — A History of the World in Twelve Maps — em que o autor (Jerry Brotton) afirmava ser difícil perceber por que razão o Norte acabou por ficar, de forma praticamente definitiva, na parte de cima dos mapas. Afinal, não é um facto universal. Note-se, por exemplo, onde está a Europa na Tabula Rogeriana, mapa de al-Idrisi, cartógrafo muçulmano que viveu em Palermo e nasceu em Ceuta: Uma das surpresas deste mapa é reparar como a Itália está deitada… Pois, curiosamente, se formos até ao Google Earth e virarmos a Europa ao contrário, também acabamos com uma Itália estranhamente deitada. É apenas um exemplo de como o mesmo mapa virado ao contrário tem um sabor muito diferente. Como quando repetimos uma palavra conhecida muitas vezes, o mapa começa a estranhar-nos, a parecer o resultado do trabalho de um escritor de fantasia… Não sei se acontece com todos, mas ao olhar para este continente de pernas para o ar, começo a imaginar outras histórias, outras aventuras… As habituais associações que fazemos ao Norte e ao Sul começam, devagar, a cair. São terras exóticas, estas… Não que o continente que temos não seja interessante por si. Tem, aliás, uma História demasiado interessante — e que assim promete continuar por muitos e bons séculos. O nosso país deitadoBem, olhemos para aquele país ali virado para o canto superior direito… Com o Google Earth, podemos virar o país ao contrário a nosso bel-prazer. Ficamos com o Minho cá em baixo e o Algarve lá bem em cima, onde as águas são mais quentes e, se subirmos mais um pouco, vamos parar, não à Galiza, mas a Marrocos: Não sei bem porquê, mas olhar para o mapa assim leva-me a notar certas características do país: Lisboa parece-me mais distante do Minho do que pensava; ali, a meio, aquela reentrância espanhola no corpo do nosso país surge um pouco menos natural, mais recortada… É um absurdo? Não faz sentido? Estamos habituados a imaginar um país que foi criado de cima para baixo, um país em que o mar está à esquerda. O contorno do país é, hoje, um dos símbolos nacionais. Mas, no fundo, podíamos ter acabado com uma imagem diferente. Afinal, os nossos primeiros mapas punham o Algarve nem em cima nem em baixo: ficava à esquerda! Aqui está a Carta de Portugal de Fernando Álvaro Seco, na versão editada no Theatrum Orbis Terrarum de Abraham Ortelius, em Antuérpia, no ano de 1570 (houve uma versão do mesmo mapa publicada uma década antes): Já foi há muito tempo? Pois, já no século XIX, ainda apanhamos Portugal assim deitado — mas desta vez de barriga para baixo: Foi este estranhíssimo mapa que me levou a escrever esta crónica… A verdade é que, se olharmos para o mapa do nosso país, de pernas para baixo, a fazer o pino, deitado ou na direcção habitual — o contorno é-nos tão confortável como a cama da infância. Conhecemos bem este mapa e desenhamo-lo com o dedo, a sorrir. E com esta conversa toda, fiquei com uma vontade irreprimível de viajar. É o que dá olhar para mapas. Obrigado por ler a página Certas Palavras.
© 2024 Marco Neves |
How many athletes from each country will participate at Paris Olympics 2024?
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A total of 117 athletes will represent India at the Paris Olympics 2024. Know the number of athletes from other countries.
Source: How many athletes from each country will participate at Paris Olympics 2024?
Açores avançam com duas passagens aéreas grátis por ano para estudantes
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O programa ‘+ Jovem’, hoje publicado em Jornal Oficial, tem como uma das primeiras medidas o pagamento de duas passagens aéreas aos estudantes deslocados da sua ilha para frequentarem o ensino, seja noutra ilha açoriana, Madeira ou continente.
Source: Açores avançam com duas passagens aéreas grátis por ano para estudantes
José Soares Filho de mãe incógnita
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José Soares
Filho de mãe incógnita
Uma das tropelias anómalas de Salazar, conjuntamente com o cardeal Cerejeira – seu inseparável companheiro de seminário – era considerar no código civil português uma situação bastante singular e muito usada na idade média, mas de forma diferente.
Como o divórcio estava proibido em Portugal “…em 1940 foi assinada a Concordata entre Portugal e a Santa Sé que proibiu o divórcio para todos os casamentos católicos que viessem a ser celebrados no futuro, o que se traduziu num retrocesso civilizacional, uma vez que a esmagadora maioria dos casamentos celebrados em Portugal obedeciam aos cânones da Igreja Católica… a situação apenas viria a ser alterada na sequência da Revolução do 25 de abril de 1974” (Diário da República, divórcio).
Desta inquisição político-religiosa, nasceram autênticas aberrações jurídicas nos registos que ainda hoje se podem consultar.
Em vez do divórcio, passou a chamar-se a essa nova situação “separação legal”. No entanto, o ex-casal não poderia voltar a casar, pelos que os filhos que tivesse noutras posteriores relações, seriam bastardos com o nome de “filho de pai [ou mãe] incógnita”. A situação era tão ridícula, que a própria igreja católica chegou a repensar o assunto, mas o fanático Cerejeira, que foi uma espécie de Tomás de Torquemada do século XX em Portugal, insistiu que se devia prosseguir com tal sistema inquisitorial.
Embora as anomalias persistissem em ambos os casos, convenhamos que ‘filho de pai incógnito’ ainda se pode tentar definir ou compreender, pelo facto de uma progenitora poder ter relações com vários homens. Mas ‘filho(a) de mãe incógnita’ – essa não lembra nem ao diabo. Alguém tem de sair do útero de alguém. Como diria meu avô:
“Os filhos da minha filha, meus netos são; Os do meu filho, serão ou não.”
Esta situação terá provocado milhares e milhares de bastardos em Portugal. Depois de 1974 e tanto quanto foi possível, foram anuladas todas as situações conhecidas, declaradas ou denunciadas junto dos registos civis.
Por outro lado, o salazarismo exaltava heróis nacionais que eram bastardos.
El-rei D. João I, o Mestre de Avis e pai da “Ínclita Geração” camoniana, era filho bastardo d’El-rei D. Pedro I e de uma das suas amantes, Teresa Lourenço.
O que é verdade é que, de uma “cópula ordinária ou coito vulgar” (como se dizia à época), vingaria em Lisboa, em São João da Praça (onde residiam os comerciantes lisboetas), a 11 de Abril de 1357 um «…filho natural a que deram o nome de João e que, não podendo ser criado na Corte por ser bastardo, foi confiado a Lourenço Martins, o da Praça, seu avô, a fim de o criar. Poucos anos depois, João foi feito Mestre de Avis, a pedido do galego D. Nuno Freire de Andrade, o então mestre da Ordem de Cristo. E esse mesmo João veio a ascender ao trono durante a Crise de 1383-1385, sob o nome de D. João I.» (Livro da Chancelaria de D. Pedro I / 1987, José Carlos Soares Machado).
E para só dar aqui dois dos inúmeros exemplos históricos sobre o assunto, o segundo será D. Nuno Alvares Pereira, o Condestável – e amigo íntimo de D. João I. Era filho natural de Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem do Hospital ou Malta e neto de Gonçalo Gonçalves Pereira, Arcebispo de Braga. Era, portanto, neto de um arcebispo. A mãe de Nun’Álvares, Iria Gonçalves do Carvalhal, foi uma concubina de seu pai.
Salazar e o seu consórcio religioso, cardeal Cerejeira, criaram, com os seus extremos e ortodoxias, uma confusão geracional que ainda tem repercussões nos dias de hoje, embora em fase de velhice de vida de milhares dos seus interpretes.
Após o 25 de Abril, a Lei mudou. É proibido o registo de ‘filhos de pais incógnitos’. O Ministério Público é obrigado a desencadear processo de averiguação oficiosa da paternidade.
FALSO TÍTULO, FALSO PROBLEMA, APRENDAM pt OU A FAZER TÍTULOS EM VEZ DE FAZEREM O FAVOR À OPOSIÇÃO…IRRA QUE JÁ CHATEIA!Filhos de desempregados discriminados no acesso às creches nos Açores
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Proposta do Chega foi aprovada com os votos da maioria de direita – PSD, CDS-PP e PPM. Oposição fala em “preconceito grave”.
Source: Filhos de desempregados discriminados no acesso às creches nos Açores
LOBO ANTUNES, A CHAMADA
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FLORES (AÇORES) FINALMENTE NA MODA
Diretor-geral do JN e TSF saca milhares de grupo à beira do colapso – Tv Media – Correio da Manhã
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Domingos Andrade cobra montantes milionários de ajudas de custo, tem cartão de crédito de 5 mil euros e apresenta despesas fictícias: 600 euros para gasóleo de… carro elétrico.
Source: Diretor-geral do JN e TSF saca milhares de grupo à beira do colapso – Tv Media – Correio da Manhã





















