676. Antes que cheguem cá, custa ver o fim da civilização ocidental CHRYS CHRYSTELLO

Views: 10

 

676. Antes que cheguem cá, custa ver o fim da civilização ocidental

CHRYS CHRYSTELLO 07/09/2026

 

Tenho cidadania portuguesa e australiana e, neste ocaso de vida, custa ver o fim da civilização ocidental orquestrada pelos seus próprios imperadores, piores que Nero, Calígula, etc…. Já não finjo que não tenho uma opinião só porque alguém possa ficar ofendido com ela.

 

ADORO ESTE PAÍS onde vivo agora e adoro o país que deixei Austrália. Adoro as pessoas que aqui vivem e as nossas comunidades. Adoro a nossa história. Adoro as nossas tradições. Adoro o facto de as gerações que nos precederam terem trabalhado, se terem sacrificado e lutado para construir o país que herdámos. E porque me importo, não estou disposto a ficar à margem a ver os políticos a minar a confiança do público nas nossas fronteiras, nas nossas leis e nas nossas instituições, enquanto se espera que as pessoas comuns se calem e aceitem tudo isso.

 

Não. Já estou farto. Não odeio ninguém só por ser estrangeiro. Eu também já por muitas vezes. Não me interessa a cor da pele de ninguém. A minha pele já teve várias cores. Não me interessa em que país alguém nasceu, nem eu sei onde nasci, tantos foram os sítios que escolhi para viver e ser feliz. Mas interessa-me, sem dúvida, se as pessoas cumprem a lei. Interessa-me quem entra neste país. Interessa-me se as nossas fronteiras são controladas. Interessa-me se as pessoas que vêm para cá foram devidamente identificadas e submetidas a controlos de segurança. Interesso-me pelas famílias ue lutam para pagar as suas contas enquanto vêem os governos a tomar decisões que as fazem sentir-se completamente ignoradas. Seja nos combustíveis, no valor das rendas exorbitantes para estrangeiros ricos, seja no cabaz de compras do supermercado. E interesso-me pelas vítimas de crimes. Sempre tive esta noção de equidade, desde muito novo, em que fico desorientado quando assisto a injustiças sejam elas em tribunais ou na vida real. Alias ha anos que me insurjo no primeiro dia de cada ano contra as INJUSTIÇAS.

 

Se alguém entrar no país ilegalmente e cometer um crime grave contra uma pessoa inocente, não me importo nem um pouco se falar sobre isso incomoda alguém. A vítima importa. A lei importa. A segurança pública importa. E as pessoas que dirigem este país precisam de se lembrar para quem trabalham. Porque estou absolutamente farto de ver os cidadãos comuns a serem tratados como se fossem o problema por fazerem perguntas totalmente legítimas. Dizem-nos para ficarmos calados. Dizem-nos para sermos compassivos. Dizem-nos para não «alimentarmos as tensões». Dizem-nos para ter cuidado com o que dizemos. Dizem-nos para confiarmos no sistema. Dizem-nos para não sermos racistas ou islamófobos ou outra coisa qualquer conforme a ementa do dia. Dizem-nos que está tudo sob controlo.

 

Olhem as pessoas nos olhos, porra, e digam-lhes isso. Digam à família que luta para conseguir uma consulta no Serviço Nacional (Regional) de Saúde (SNS ou SRS) que está tudo bem. Digam à pessoa com medo de voltar a pé para casa à noite que está tudo bem e que não prestem atenção a drogados e outros que esperam em qualquer esquina. Digam ao contribuinte que vê o seu dinheiro a desaparecer que está tudo bem. Digam às comunidades a quem se pede para suportar cada vez mais pressão que está tudo bem. Digam às vítimas de crimes graves que as suas preocupações não são importantes porque alguém pode achar a conversa desconfortável. As pessoas não são estúpidas. Elas conseguem ver o que se passa à sua volta. Elas sabem tirar as suas próprias conclusões. E estão furiosas. Eu também. Não vou fingir o contrário.

 

Nunca afirmei ter um filtro. Digo o que acredito e, às vezes, digo-o com raiva porque estou furioso. E não me interessa que digam que agora em velho mudei e sou de direita ou de extrema-direita, que qualquer dia voto no Chega. Estou furioso porque acredito que este país é capaz de muito mais. Estou furiosa porque todos os países deviam ter fronteiras que funcionassem. Estou furioso porque os políticos passaram anos a fazer promessas e depois a perguntar por que razão as pessoas já não confiam neles. Quer o PSD quer o PS são os principais responsáveis pela viragem à direita, não só aqui, mas na maioria dos países europeus. Tanto quiseram agradar às franjas que se converteram nelas, mas sem fé nem convicção.

 

Estou furioso porque se espera constantemente que as pessoas comuns façam concessões, enquanto quem está no poder parece completamente alheio às consequências das suas decisões. E estou furioso porque amar o próprio país se tornou, de alguma forma, algo pelo qual se espera que nos peçamos desculpa. Ao contrário do Reino Unido ainda não somos presos por dizer o que pensamos e sentimos, ou por andar com a bandeira nacional, ou por ofender quem veio para destruir a nossa civilização e publicamente afirma que está escrito no seu (deles) livro sagrado que têm de converter ou aniquilar os infiéis

 

Que se lixe isso. Não vou pedir desculpa por me orgulhar de ser português australiano e europeísta. Não vou pedir desculpa por querer fronteiras seguras. Não vou pedir desculpa por querer que a imigração seja devidamente controlada. Não vou pedir desculpa por querer que os criminosos sejam responsabilizados. Não vou pedir desculpa por exigir que os cidadãos sejam protegidos. E não vou, de forma alguma, pedir desculpa por desafiar os políticos quando acredito que estão errados.

Se isso te ofende, o problema é teu. Se achas que sou demasiado barulhento, baixa a porra do volume. Se não gostas das minhas opiniões, contesta-as. Se discordas de mim, defende o teu ponto de vista. Mas não me digas para me calar. Porque não vou fazê-lo. Não me importo nem um pouco se devo ficar calado para que alguém se sinta à vontade. Não me interessa se algum comentador político acha que sou demasiado irritado. Não me interessa se alguém me chama de controverso porque me recuso a amenizar aquilo em que acredito.

 

Preocupo-me com o país, a Europa, a civilização ocidental. É essa a questão. Não estou a fazer isto porque quero que fracasse. Estou a fazê-lo porque quero que tenha sucesso. Quero que os nossos filhos cresçam orgulhosos das suas origens. Quero que as pessoas se sintam seguras ao andar nas suas comunidades. Quero que a lei seja devidamente aplicada. Quero fronteiras que realmente signifiquem alguma coisa. Quero políticos que ouçam o público em vez de lhes darem sermões.

 

Quero um país onde o trabalho árduo seja recompensado e onde as pessoas comuns não sejam constantemente levadas a sentir que estão no fim da porra da fila. E se defender essas coisas me tornar impopular, que assim seja. Prefiro ser odiado por dizer a verdade tal como a vejo do que ser amado por dizer o que quer que seja que mantenha toda a gente confortável. Isto não tem a ver com odiar as pessoas. Tem a ver com amar a civilização ocidental o suficiente para lutar pelo tipo de país que queremos que seja. E vou continuar a falar e escrever. Vou continuar a fazer perguntas. Vou continuar a desafiar o sistema. Vou continuar a defender aquilo em que acredito ser certo.

 

Podem chamar-me revoltado. Podem chamar-me controverso. Podem chamar-me o que lhes der na cabeça. Mas uma coisa que não vão conseguir é convencer-me de que devo deixar de me importar. Porque eu importo-me com este país, com a Europa, com a civilização ocidental. E recuso-me a ser silenciado por isso. Penso com tristeza nas imagens (de islamização) que me chegam de França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Itália, Grécia, EUA, e outros, e prefiro a abordagem polaca ou eslovaca, mesmo que possam parecer menos compreensivas e menos solidárias. Continuo a não me sentir bem neste mundo que já não é o meu, e pergunto “Vai crer no Islão ou ser assassinado? É esse o dilema que os muçulmanos apresentam aos cristãos quando conquistam um país”.

 

 

 

90 anos NORBERTO ÁVILA

Views: 13

Norberto Ávila (Angra do Heroísmo, 1936 – Lisboa, 2022) foi provavelmente o dramaturgo português mais traduzido e levado a palco em Portugal e no estrangeiro: foi autor de 30 peças de teatro, a que se somam um de poesia, três romances e um livro de contos. Foi também condecorado pelo Presidente da República e pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores. No entanto, quem sabe quem foi este homem sereno e afável?
Morreu sozinho, e pouco tempo depois os seus papéis apareceram à venda na «net», não se sabendo quem os surripiou. Paulo Enes da Silveira, seu amigo, comprou aqueles que conseguiu, e deles resgatou um conjunto de contos inéditos que reuniu e publicou sob o título NEVOEIRO E OUTROS CONTOS (Companhia das Ilhas, 2025).
Em jeito de comemoração dos 90 anos do nascimento do escritor, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo acatou a proposta de Paulo Enes da Silveira e organizou uma sessão de apresentação pública daquele livro póstumo, que se realizará no próximo dia 9 de Setembro no Salão Nobre dos Paços de Concelho.
É para ela que aqui deixo o convite e demais informações úteis. Norberto Ávila gostaria muito de ver a casa cheia…

See less

‎675. Teoria do controlo humano 1/9/2026 ‎por CHRYS C

Views: 12

  1. Teoria do controlo humano 1/9/2026

Nunca tive dúvidas de que pensar é a coisa mais perigosa que existe. Nem tive dúvidas de que imaginar é a atividade mais subversiva de todas. Todas as ditaduras nasceram de promessas de liberdade e de luta contra a corrupção. O chamado fascismo futurista promete abalar o sistema e substituí-lo por outro, mais podre, dependente e corrupto. Uma das inúmeras razões pelas quais a maioria da população, dita culta e educada, não se apercebe das nuances do dia a dia que vão afetar o nosso futuro sendo desenhadas pelos donos do mundo — as elites que nos dominam e nos escravizam — prende-se às necessidades falsas que nos são incutidas desde pequenos. Dos 3 ou 4 aos 18 anos, não estás a ser educado, mas sim treinado. Ficas quieto e calado, sentado numa cadeira, pedes para ir ao WC, fazes o que te mandam e não bufas. Depois, se arranjares trabalho ou emprego (não é bem o mesmo, mas, para já, serve), podes, inconscientemente, tornar-te um escravo nos próximos 40 anos. Recebes o salário mínimo, pois não precisas de mais para sobreviveres e viveres endividado na rotina que te obriga a ir trabalhar diariamente, até poderes reformar-te como uma peça de vestuário usada e rota. Já sem forças, nem saúde, recebes uma esmola para gozar a velhice (desculpa o verbo irónico). E então já não dizem “não tenho tempo para respirar”. O cansaço de toda uma vida impende sobre os teus ombros curvados; deste, finalmente, conta dos anos que passaras sem estares com amigos e família. Se calhar já nem existem. Estavas ocupado a trabalhar, nem era por ti, era para a família. Trabalhamos e fazemos horas extraordinárias para “ganhar a vida” que logo perdemos à nascença. Depois, vai-se gastando com os nossos adiamentos imperiosos: “é só esta semana”, “logo que este projeto terminar” e nunca chega a vez. Quando chegar será tarde, tarde demais. Depois da promoção, do casamento, dos filhos, da estabilidade, depois da reforma. Esperamos pelo momento indicado para viajar, mudar de emprego, passar mais tempo com quem amamos ou simplesmente descansar. E esse momento nunca chegou, nem jamais haveria de chegar. Como aqueles e-mails a que nunca respondes porque hoje não, talvez amanhã, precisas doutra disposição, doutro modo de ver, doutros estímulos para responder. Sem culpa. É como a tua vida que ficou adiada para sempre, até sempre, porque amanhã tratas disso e esse amanhã nunca chegou. Depois, descobres que já não irás a tempo e que a vida ficou para trás. Nada a fazer exceto isto: alertar quem te lê para evitar ser a cópia de vida escrava. O sistema usou-te a vida inteira e fez-te acreditar que isso era viver. Todos trabalhamos para termos mais bens materiais, mais isto e aquilo (no fundo, isso serve apenas para nos meter no círculo eterno do endividamento). Seja para comprar carros mais caros e melhores (?), seja para roupas mais na moda, seja para frequentar locais (restaurantes, clubes, etc.) mais na moda, seja para mandar os filhos para as melhores escolas e colégios, para termos a melhor saúde privada, e por aí adiante, num rol de falsas necessidades que nos escravizam ainda mais.

A TV e infindáveis anúncios, todos com mensagens subliminares (Mensagens subliminares são estímulos que entram no cérebro abaixo do limite da consciência). Isso significa que vemos ou ouvimos algo tão rápido, ou tão baixo que não percebemos conscientemente. A ideia é que essas mensagens afetem as escolhas e as emoções sem que saibamos o porquê.

Não sei a razão, mas comigo não funcionam; deve faltar-me uma molécula qualquer (penso que a deixei ficar em Macau com o vício – aliás adição – do jogo). Além disso, como os meios de comunicação estão todos nas mãos dos mesmos, a informação que proporcionam destina-se a criar mais consumidores e ilusões sobre os acontecimentos que raramente correspondem à realidade tal como a imaginamos. Veja-se o exemplo de qualquer guerra em que ambas as partes estão sempre a somar vitória sem aniquilarem o inimigo. A desenfreada evolução tecnológica que nos domina por smartphones e mil e um aparelhos (desnecessários que, alegadamente, fazem a vida mais simples, embora, na prática, nos escravizem mais, nos controlem mais e nos tornem mais dependentes deles, como a IA foi preparada para nos programar).

Fui escravo desse novorriquismo na fase trabalhólica (viciado no trabalho) de falso jet set durante muitos anos do meu casamento com a minha mulher macaense. Além disso, há coisas difíceis de aceitar, interpretar e acreditar, como algumas narrativas do caso Epstein (canibalismo, transplantes, fábrica de bebés, enriquecimento genético, despejar corpos em ácido e no mar, etc.). Ninguém consegue imaginar que haja na elite gente cujo único propósito é reduzir a população mundial, injetar-nos vírus e doenças chamadas vacinas, envenenar o ar e os céus, fabricar alimentos artificiais que causam doenças e morte. Na comida, o perigo está nas carnes processadas (como os enchidos). Para manter a cor rosada, usam-se nitritos e nitratos de sódio (E 250, E 251), que podem se transformar em nitrosaminas. A Organização Mundial da Saúde classificou a carne processada no Grupo 1 de agentes que causam cancro. Outro aditivo é o dióxido de titânio (E 171). É um corante utilizado para clarear pastilhas elásticas, doces, molhos. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos proíbe o E 171. O aspartame (E 951) é um adoçante artificial presente em produtos sem açúcar ou light, refrigerantes e iogurtes. A Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifica o aspartame como possivelmente causador de cancro em humanos.

Tudo já é feito à vista de todos, e quem discorda desaparece da face da terra ou é suicidado. A Agenda 2030 é um plano de ação global adotado pela ONU em 2015, alegadamente focado na erradicação da pobreza e no desenvolvimento sustentável. Estruturada em torno de 5 pilares (Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias), orienta governos, empresas e a sociedade civil por meio de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Compreende 169 metas desenhadas para criar um mundo mais justo, inclusivo e ambientalmente equilibrado até o final desta década. A teoria da conspiração da Agenda 2030 afirma que uma elite global secreta utiliza os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU como fachada para criar um governo mundial totalitário. Os teóricos acreditam que o plano real inclui o controle total da sociedade e a redução da população:

Controle Populacional: A teoria afirma que a elite planeia reduzir drasticamente a população mundial.

Governo Único: Sugere que a ONU se torne um governo global que elimine a independência dos países.

Fim da Propriedade Privada: Acredita-se que as pessoas serão forçadas a alugar o que usam, sem possuir nada

Vigilância em Massa: O uso de tecnologia verde serviria para rastrear e controlar cada passo do cidadão comum.

Grande parte das teorias da conspiração é atribuída à direita, ao contradizerem o plano engendrado pela elite dominante. Uma das formas pelas quais o termo “Nova Ordem Mundial” passou a ser associado à teoria da conspiração foi o livro “None Dare Call it Conspiracy (Ninguém se atreve a chamar isso de conspiração) ”, do americano Gary Allen, publicado em 1972.

«Ele expôs uma teoria conspiratória de que o movimento ambientalista, o movimento pacifista, o da liberação feminina, a maioria da média, o comunismo soviético internacional e as Nações Unidas estavam todos confabulados com os Rockefeller que buscavam controlar o mundo por meio do Conselho de Relações Exteriores.» Como informou a revista Galileu, a Nova Ordem Mundial é uma “superconspiração”, segundo o cientista político norte-americano Michael Barkun, que fala sobre uma hierarquia de conspirações. Além das “super”, acrescenta, há conspirações “eventuais”, ligadas a eventos específicos, como os atentados de 11 de setembro, e as “sistémicas”, em que um sistema inteiro (militares, políticos, cientistas) estaria envolvido. “Teorias da Nova Ordem Mundial” alegam que os eventos do passado e do presente devem ser compreendidos como resultado dos esforços de um grupo imensamente poderoso, mas secreto, para controlar o mundo”, afirmou Barkun à Galileu. Ainda, como explica a revista, dependendo do objetivo dos conspiracionistas, esse grupo superpoderoso pode ser composto por diferentes pessoas, como judeus, banqueiros, o Vaticano, maçons, a ONU e alienígenas (com predominância de reptilianos). Essa maioria de gente só se aperceberá da mudança demográfica de nativos para imigrantes e refugiados quando as forças da lei deixarem de as proteger e já estiverem em minoria. A substituição populacional e a rápida islamização da Europa parecem já difíceis de conter, tal como aconteceu há mais de mil anos. Mas chamam-me alarmista e outras coisas ligadas à Teoria da Conspiração. Denigrem os que falam e escrevem sobre isto, tentando desacreditá-los como extremistas de direita. Já escrevi algumas vezes que essa distinção entre “direita” e “esquerda” é artificial e serve apenas para confundir e baralhar as pessoas, colocando umas contra outras, mas trata-se duma agenda comum à direita e à esquerda. Isto vale mesmo quando digo que continuo a pensar como de esquerda (social-democracia sueca, à Olof Palme, como me defino quando falo politicamente). Dito isto, é normal que a maioria das pessoas nem se aperceba de como foi lavada ao cérebro (politicamente, a direita e a esquerda são duas faces da mesma moeda, para nos convencerem de que temos livre-arbítrio e de que o voto serve para alguma coisa).

A História repete-se: era isso que acontecia em 1974-75, quando, em Timor Português, alertei para o movimento de barcos indonésios ao largo e os radiotelegrafistas não monitorizavam as comunicações, numa preparação da “Operasi Komodo”, que havia de conduzir à invasão da ilha em 7 de dezembro de 1975 e a 24 anos de sangrenta ocupação militar.

 

 

Os 39 cursos do ensino superior que ninguém quis; Bragança manda mas não está sozinha

Views: 14

Entre gerontologia, agronomia, sistemas alimentares sustentáveis e diversos tipos de engenharia: todos com… zero alunos.

Source: Os 39 cursos do ensino superior que ninguém quis; Bragança manda mas não está sozinha

enlouqueceram ????Pais querem férias de verão mais curtas e escolas abertas todo o ano – ZAP Notícias

Views: 11

Pais queixam-se da disparidade entre as 15 semanas e os 22 dias que têm de férias. CONFAP vai apresentar ao Governo uma proposta para que as escolas possam permanecer abertas durante todo o ano. A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) veio esta semana mostrar-se contra as férias de verão escolares, por considerar que estas são demasiado longas e afetam a vida dos pais. Os pais argumentam que a maioria dos encarregados tem apenas 22 dias de férias por ano e que muitos não contam com o apoio de familiares para ficarem com as crianças. Pedem agora que as

Source: Pais querem férias de verão mais curtas e escolas abertas todo o ano – ZAP Notícias

Ruína grega ‘famosa’ afinal era falsa – Cultura – Correio da Manhã

Views: 3

Turistas chegaram a pagar 40 euros para visitar uma suposta construção histórica com milhares de anos que, afinal foi construída no século XXI e propositadamente envelhecida para parecer uma ruína grega.

Source: Ruína grega ‘famosa’ afinal era falsa – Cultura – Correio da Manhã

Hackers divulgam dados de 70 mil agentes marroquinos. “Migração é plano” – Notícias ao Minuto

Views: 7

Um grupo de hackers publicou nomes, números de identificação nacional e outros dados sensíveis alegadamente de milhares de agentes dos serviços de espionagem interna e da polícia de Marrocos. Detalhou, além disso, que “a migração de marroquinos para a Europa, começando pela Espanha, é um plano oficial marroquino”.

Source: Hackers divulgam dados de 70 mil agentes marroquinos. “Migração é plano” – Notícias ao Minuto

mais um vírus altamente contagioso chegou aos Açores

Views: 12

  1. mais um vírus altamente contagioso chegou aos Açores 25.8.26

Norovírus nos Açores. Há alguns meses, um navio de cruzeiro em Bordéus teve a presença de norovírus. Agora, as autoridades de saúde dos Açores alertaram para a presença deste vírus em alguns casos de gastroenterite. Também no Faial houve uma situação epidemiológica atípica, mas sem norovírus. Na maioria das situações, a gastroenterite é autolimitada e melhora em poucos dias, mas pode causar desidratação e é um vírus altamente contagioso. “O norovírus transmite‑se por via fecal‑oral, ao comer alimentos ou beber água contaminados, ao tocar em superfícies que têm o vírus e depois levar as mãos à boca, ou contacto com uma pessoa infetada.” O período de incubação é de dois dias. Sintomatologia: diarreia, vómitos, febre e arrepios, náuseas e cólicas abdominais, fadiga, dores musculares e dores de cabeça. O tratamento do norovírus é feito de através de beber água com frequência, descansar e evitar esforços. Na ausência de alergia previamente conhecida, o paracetamol pode ser utilizado.”

 

Evolução é imprevisível. Tenham receio, como convém. Corram e acumulem algo profundamente irracional. Não é papel higiénico — já evoluímos, são pêssegos enlatados. Ou pilhas. Ou sapatos esquerdos. Ou chinelos verdes. Ninguém sabe porquê, mas se não tiveres 300 na garagem, não levas isto a sério. Desinfeta as compras como se as preparasses para a cirurgia. Limpa cada uva individualmente. Coloca o correio em quarentena por três dias. Veio de fora. Viu coisas. Desenvolve fortes convicções morais sobre atividades que, na semana passada, não te importavam. Ficar perto de alguém? Imprudência. Fazer paddleboard sozinho ao “Nascer do Sol”? Loucura. Sentar-te calmamente num banco de jardim? Basicamente, bioterrorismo. Volta para os colegas de trabalho e partilha vídeos coreografados, gravados em hospitais. Publica-os regularmente. Ninguém solicitou, mas todas as pessoas precisam e, assim, nos ajudamos uns aos outros. Mantém a distância da família, única forma de mostrar que os amas. Especialmente a avó. Protege-a a todo o custo, nunca mais a vendo. Lembra aos outros que o comportamento deles está «literalmente a matá-la», mesmo que não a visites desde que pesquisaste «Norovírus ou hanta vírus, ou….». Alerta as autoridades se os vizinhos estiverem alegres. O riso é suspeito. Mais de três pessoas num quintal? Vai e denuncia. Estás a salvar vidas. Obedece às setas no supermercado. Não são sugestões. São um estilo de vida. Se alguém for na direção errada no corredor não te envolvas. Atualiza os painéis de controlo como se fossem os segundos finais de um jogo de campeonato. Afasta-te lentamente e alerta a gerência. Acompanha as estatísticas. Podes não perceber, mas isso não importa. O que interessa é a vigilância. Escolhe um lado em discussões que nem sabias existirem. Torna-te um especialista muito rapidamente. Cita fontes que ninguém verifica. Muda a foto de perfil para promover o que te queiram injetar. Utiliza a máscara, publica uma selfie, atualiza a biografia, fica em casa. Apoia as pequenas empresas à distância. Lembra-te: estamos todos nisto, permanece isolado em todos os momentos. O cumprimento das regras é a forma de demonstrar que nos importamos e de manter-te com muito medo.

 

 

viver em portugal (não vale a pena)

Views: 16

Jeffy

·

Seguir

Atualizado a 12 de agosto

Vale a pena mudarse para Portugal?

Não.

Eu evitaria aquele lugar. Depois de ter vivido em Portugal durante muitos anos, se pudesse voltar atrás no tempo, não voltaria a fazer isto. Nem que me pagassem.

Podia escrever um livro sobre isto. Talvez o faça.

Se és um americano que pretende mudar-se para Portugal e já viste todo o alarido e as gabarolices nas redes sociais, podes ter ficado com a impressão de que Portugal pode «resolver alguma coisa» e que fugir para lá, para te afastares do Trump e da instabilidade política dos EUA, resolveria o problema. Estou aqui para te dizer que não vai resolver.

Vou explicar. Pergunta a um português a opinião dele sobre a política e os políticos em Portugal. Estabilidade e competência são duas coisas que NUNCA irás ouvir deles. E, como sabes, a política em Portugal tem vindo a inclinar-se para a direita há já algum tempo. Procura «Partido Chega Portugal».

E lembra-te: ao mudares-te para Portugal, tornas-te o imigrante. Os portugueses também têm um nome para ti, que podes ou não ouvir dizer à tua volta quando estiveres num restaurante, num bar ou em qualquer lugar público. (Partindo do princípio de que sabes o básico de português)

O partido Chega tem usado os estrangeiros em Portugal como bodes expiatórios. Mais uma vez… tu és o estrangeiro quando te mudas para Portugal. E, por isso, se tem lido os fóruns e painéis de discussão sobre estrangeiros em Portugal, saberá que o sentimento anti-estrangeiro é bastante forte. Estará sujeito a este tipo de ressentimento, de uma forma ou de outra.

Se pesquisar «NOVA LEI DE NACIONALIDADE DE PORTUGAL», verá que aumentaram o tempo necessário para ser elegível para a cidadania de 5 para 10 anos. Mas isso não inclui os prazos de espera e de processamento. Os prazos de processamento eram de cerca de 2 anos para obter a autorização de residência temporária. Ouvi falar de outras pessoas que esperaram 6 anos. E depois há o tempo de espera e de processamento após se candidatar ao passaporte, que pode ser de 5 anos ou mais. Portanto, quando somamos tudo, estamos a falar de, no mínimo, 17/18 anos, partindo do princípio de que o governo português não volte a alterar isso.

Pessoalmente, o tempo de espera não é o problema; o que importa é que, se compreender o processo de renovação, saberá que (como é típico em Portugal) complicam excessivamente coisas que deveriam ser simplificadas. Assim, a primeira autorização de residência é válida por 2 anos. Depois, a segunda é por mais 2 anos. Mas, após 5 anos, pode solicitar autorizações de 5 anos de cada vez. Isto aplica-se aos investidores do visto dourado, já agora. Portanto, é necessário solicitar um total de três autorizações de residência temporárias antes de se obter a de cinco anos. E quando se solicita ou renova, é preciso esperar anos só para obter a renovação. O meu advogado disse-me que não estou nem legal nem ilegal… estou em situação irregular enquanto aguardo a renovação da minha autorização de residência. Desde que apresente comprovativo da minha marcação na AIMA. E que, se regressar aos EUA, só posso voar diretamente de volta para os EUA, porque se fizer uma escala noutro país da UE/Espaço Schengen, podem não reconhecer a minha situação e posso ser detido. Mas, se souberes como é ser cidadão dos EUA e viajar no Espaço Schengen, teria de esperar, no mínimo, 6 meses antes de poder viajar de volta para um país do Espaço Schengen enquanto aguardo a renovação das autorizações de residência, caso precisasse de regressar aos EUA.

Se achas que consegues lidar com esse tipo de processo tedioso e excessivamente complicado, então faz isso. Gostaria de ouvir a tua história depois.

A título de curiosidade, conheci uma mulher americana que se mudou para Portugal; alugou um apartamento em Portugal e voltou para os EUA por algum tempo. Ela contou que, quando regressou, alguém tinha entrado no seu apartamento. Nada foi roubado. Mas havia cabelos de alguém (que ela supõe serem do senhorio) espalhados por vários locais do apartamento. Um pouco estranho.

Se procurares nas notícias (podes ter de pesquisar em português para encontrares os resultados), verás que muitos estrangeiros estão a processar os serviços de imigração portugueses e outras instâncias, porque o prazo para quem já estava aqui há menos de 5 anos e se tornaria elegível para a cidadania foi alterado para 10 anos. Por outras palavras, não houve retroatividade.

Muitas das pessoas que promovem Portugal como um local onde vale a pena mudar-se têm os seus próprios motivos.

E para aqueles de vocês que já lá foram de férias no passado e se divertiram imenso, perguntem a vocês próprios: estavam de visita ou a viver lá a longo prazo? São duas coisas muito diferentes. Precisaram de lidar com os serviços de imigração durante a vossa visita? Precisaram de lidar com questões de habitação? Precisaram de lidar com um advogado, um técnico de manutenção, um canalizador, um eletricista ou um gestor de conta bancária?

Coisas com que me deparei em Portugal:

  • Racismo. É uma forma passivo-agressiva de racismo, mas está muito enraizada na sociedade portuguesa. Algo que a maioria deles não se importa de admitir.
  • Condutores loucos. A polícia não se importa, as pessoas conduzem à velocidade que querem.
  • O governo está a tornar-se cada vez mais de direita. Isso torna mais complicado ser estrangeiro em Portugal.
  • O maltrato aos animais. Os portugueses parecem acreditar que não há problema em deixar o cão lá fora e sozinho durante o tempo que quiserem. Já vi cães a fazer as suas necessidades nas varandas das pessoas aqui e elas não limpam o que eles sujam. As fezes e a urina escorrem simplesmente pelas laterais do corrimão. Pesquise «bem-estar animal e maltrato em Portugal» e poderá ler também relatos de outras pessoas sobre isto. Um amigo meu tem tido um conflito com o vizinho português. O vizinho português exerce uma profissão específica que não tem a ver com a criação de cães. Não vou dizer qual é, mas não é a criação de cães. Por alguma razão, este vizinho português vê a criação de cães como uma «oportunidade de ganhar dinheiro», porque pode cobrar muito por cada cão. Assim, este vizinho português tem vindo a montar ilegalmente uma operação de criação de cães sem licença e a construir o canil num terreno onde não é permitida a construção. As autoridades e o veterinário informaram este senhor português de que não pode fazer isto. No entanto, ele continua a fazê-lo. Os cães não são bem tratados, como se pode ver pelo acúmulo de fezes e pelo facto de os cães ficarem ali sentados o dia inteiro a ladrar. Ao reclamar novamente junto da entidade responsável por esta matéria (ao estilo tipicamente português), dizem que é preciso apresentar a queixa de novo, desde o início. Poderá perguntar: por que razão é preciso apresentar de novo uma queixa relativa a um problema que já está a decorrer? Não faz sentido, certo? Mas é essa a tendência para complicar excessivamente as coisas que os portugueses gostam de ter.
  • Lidar com a administração pública portuguesa é um processo complexo e moroso. Eles complicam excessivamente as coisas que deviam ser simplificadas. Esperei cerca de dois anos por uma autorização de residência temporária. Ouvi dizer que outras pessoas tiveram de esperar seis anos pela mesma autorização. Conheço um britânico que solicitou um passaporte, esperou anos e ainda não o recebeu. Pesquise «atrasos e tempos de espera da AIMA em Portugal» para referência.
  • Falta de profissionalismo. Advogados, gestores de contas bancárias, funcionários públicos… não respondem ou raramente respondem a e-mails.
  • Os locais. Muitos deles não gostam nem querem estrangeiros em Portugal. É uma loucura, tendo em conta quantos portugueses se mudaram para outros países da UE. Pesquise sobre os portugueses no Luxemburgo, na Suíça e em França. Pesquise sobre o «partido político Chega em Portugal». Talvez seja necessário pesquisar em português e traduzir, uma vez que os meios de comunicação ocidentais não cobrem Portugal com a mesma frequência que outros países.
  • Casas de baixa qualidade. Tenho amigos portugueses e muitos deles têm infiltrações nos tetos ou descobriram posteriormente que o construtor poupou nos custos de alguma forma. Por exemplo, ao instalar aparelhos de ar condicionado, abrem a parede que supostamente já estava pré-cabeada para o ar condicionado, mas descobrem que o construtor não o fez corretamente. Podes perguntar: «Porque é que não contratas alguém para reparar?» Essa é outra questão. O setor da mão-de-obra envolvido em áreas como a construção civil e os «técnicos de manutenção» está em alta procura, uma vez que há escassez deste tipo de mão-de-obra em Portugal. Por isso, quando queres que algo seja reparado, só consegues que o façam quando o técnico quiser. Não é como nos EUA, onde te perguntam quando gostarias de marcar a visita. Em Portugal, depende mais de quando lhes apetece vir fazer a reparação. Outra questão relacionada com as reparações domésticas é que, em 8 de cada 10 vezes, se descobrirem que é estrangeiro, vão tentar cobrar-lhe um valor muitas vezes superior ao que cobrariam a um local.
  • Os advogados são iguais. Pergunte a um americano ou a qualquer outro estrangeiro que tenha precisado de recorrer a um advogado para fins de imigração. Fizeram-me um orçamento de cerca de 200 euros apenas para escrever uma carta ao construtor da minha casa. Vários locais disseram-me que deveria custar apenas cerca de 30 euros. A minha casa foi mal construída. Há infiltrações, os interruptores de luz estão mal posicionados, o cano do lavatório da casa de banho caiu, as tábuas do soalho estão desniveladas em algumas zonas e muito mais.
  • Ouvi falar de outros americanos que compraram uma casa nova em Portugal e o aquecedor solar de água caiu. Não tinha sido devidamente apertado com os parafusos. E os parafusos que utilizaram não eram suficientemente compridos.
  • O custo de vida não é um problema para mim, mas muitos outros estrangeiros queixam-se de que «Portugal já não é barato».
  • Infraestruturas precárias. Houve uma grande tempestade ao longo da costa e na zona de Lisboa, chamada Tempestade Kristin. Ainda há imensos postes elétricos danificados e fios a voar por todo o lado, e já passaram 6 meses.
  • O tempo durante o inverno é principalmente chuvoso e ventoso. Gosto de atividades ao ar livre e descobri que não é viável nesta altura do ano.
  • As estradas são frequentemente estreitas e há imensos ângulos mortos.
  • O planeamento urbano e o traçado geral das vias são mal executados e mal concebidos. É como se alguém tivesse visto o ponto A e o ponto B, pedisse a uma criança do jardim de infância para traçar uma linha a ligá-los e, depois, simplesmente tivesse pavimentado a estrada de acordo com o desenho da criança. Ao entrar na autoestrada, muitas vezes não há espaço suficiente para que até três faixas se juntem nos pontos onde as pessoas precisam de sair ou entrar. É uma loucura.
  • As escolas. Já me disseram muitas vezes que faltam professores nas escolas ou que os professores se vão embora e, depois, a turma das crianças fica sem professor de matemática ou de qualquer outra disciplina.
  • Se precisares de usar transportes públicos, estão muito cheios porque o governo português está deliberadamente a não fazer circular os comboios com a frequência que deviam.

47,4 mil visualizações

Ver 78 votos positivos

Ver 5 partilhas

Vila Boa de Quires,

Views: 16

CONHECI ESTA FACHADA EM 1962 com o tio arquiteto Luís Almeida D’Eça e impressionou-me até hoje. No photo description available.

E quando se fala em portas, para mim é inevitável falar das Obras do Fidalgo, também conhecidas como a casa inacabada de Vila Boa de Quires, são constituídas quase apenas pela fachada principal de um edifício do século XVIII. Em ruínas, com grande profusão de detalhes decorativos, é considerada uma das mais extensas e imponentes fachadas barrocas da arquitetura portuguesa. Os motivos para a não conclusão deste edifício permanecem ainda envoltos em mistério…
Mais fotografias em:
e

NÃO HÁ DÚVIDAS KAFKA ERA PORTUGUÊS

Views: 6

 

 

# O Neo, a carta de condução e o maravilhoso mundo da burocracia portuguesa
Então, vamos lá ver se vos consigo explicar.
O Neo, como gosta que o chamem, é cidadão romeno e, portanto, cidadão da União Europeia — aquele projeto que, em teoria, visava unir os povos desta região europeia, em toda a sua diversidade, num espaço comum. Mas não é disso que vou falar, até porque ainda me arrisco a meter os pés pelas mãos.
O Neo nasceu na década de 1960 e emigrou para Espanha no virar do século, onde se estabeleceu e viveu bem até se abater a crise de 2008 e ficar sem emprego. Fosse como fosse, nunca se sentiu propriamente um forasteiro.
Entretanto, conhecemo-nos e, em março de 2009, veio ter comigo a Portugal e aqui ficou, como meu companheiro de vida. Eu, apesar do nome estrangeiro, nasci, fui criada e educada em Portugal e metade da minha família é, de facto, portuguesa — provavelmente da tal raça «pura» lusitana, com pedigree e tudo. Pronto, sou rafeira.
Interessa saber que vivemos em união de facto desde essa época e que, desde então, o Neo trabalha legalmente em Portugal. Aliás, continua efetivo na mesma multinacional onde começou a trabalhar há cerca de 17 anos. Contrataram-no, se bem me recordo, porque acreditaram nas competências dele. E ali se manteve por ser um excelente profissional, acarinhado por colegas e clientes — excetuando, naturalmente, aqueles clientes que, com a delicadeza que os caracteriza, já o convidaram a regressar à terra dele porque estaria aqui a roubar o emprego a um português.
Bem tentámos viver à custa dos famosos subsídios que, segundo certas teorias populares, o Estado distribui generosamente a qualquer estrangeiro que atravesse a fronteira. Não tivemos sorte. Nem subsídios, nem casa oferecida, nem vida de luxo. Uma desilusão.
Já me desviei.
Quando o Neo chegou a Portugal, para começar a trabalhar exigiram-lhe uma autorização de residência. Tratou dela junto do falecido SEF no espaço de poucos dias. Uma trabalheira tremenda: tivemos de nos deslocar de Lisboa a Cascais.
Entretanto, essa autorização caducou e, no emprego, disseram-lhe que, sendo cidadão da União Europeia, já não precisavam dela.
Desde 2009 até hoje, o Neo trabalha, paga impostos, entrega IRS e desconta para a Segurança Social em Portugal. Tem também carta de condução portuguesa há cerca de 16 anos.
Eis o busílis da questão.
A carta caducou há uns meses e o Neo foi renová-la.
IMT. Marcação. Atendimento em Torres Vedras, a nossa atual área de residência.
— Aqui precisamos da autorização de residência, porque o sistema não aceita como identificação o seu documento de identificação romeno nem aceita os restantes documentos como prova de residência.
Mandaram-no ao IMT da Loja do Cidadão de Santarém, onde, segundo nos disseram, talvez conseguissem resolver o problema mais rapidamente.
Lá fomos. Conseguimos fazer coincidir dias de folga para eu o levar até Santarém.
Fomos efetivamente atendidos depressa. Quanto à simpatia do atendimento, digamos apenas que não foi o ponto alto da excursão.
Explicaram-nos que era necessário um título de residência válido para renovar a carta. Outros documentos não serviriam. Contudo, disseram-nos que ainda aceitariam um comprovativo de que tinha marcação na AIMA para renovar o título de residência.
Muito bem.
**Plano R: AIMA.**
Por um pequeno milagre administrativo, o Neo conseguiu ser atendido numa dependência da AIMA em Santarém. Aí explicaram-lhe algo curioso: sendo cidadão da União Europeia, já não precisava daquele título de residência.
Mesmo assim, perante o problema com a carta de condução, marcaram-lhe atendimento para tratar da situação documental.
Para outubro.
No Porto.
Entretanto, o Neo muniu-se do comprovativo dessa marcação e conseguiu atendimento no IMT de Leiria no final de julho, mais de um mês depois da ida a Santarém.
Eu, entretanto, também comecei a investigar e descobri a existência do CRUE — Certificado de Registo de Cidadão da União Europeia — que deveria ter sido requerido à Câmara Municipal quando ele se estabeleceu em Portugal.
Se eu sabia disso em 2009? Não.
Se o Neo sabia? Não.
Se alguém nos informou? Não.
Podemos certamente dizer que deveríamos ter-nos informado melhor. Mas o facto é que não o fizemos e ninguém nos alertou para essa obrigação.
Quando descobrimos a existência do CRUE, o Neo dirigiu-se à Câmara Municipal para tentar resolver a situação. Informaram-no de que, tendo passado há muitos anos o período em que deveria ter requerido esse certificado, já não lhe poderiam emitir aquele primeiro certificado de registo.
Foi então à Junta de Freguesia e obteve, pelo menos, um atestado de residência.
E lá fomos para Leiria.
Nova surpresa.
O comprovativo da marcação na AIMA, que em Santarém nos tinham indicado como suficiente, afinal já não servia. O atestado da Junta também não. NIF, Segurança Social, IRS, contrato de trabalho? Nada disso resolvia o problema.
Segundo nos disseram em Leiria, teria de apresentar o CRUE, um título de residência válido ou prova de que já tinha efetivamente tratado da renovação desse título junto da AIMA.
Deixem-me ver se percebo.
O Neo vive em Portugal desde março de 2009.
Vive em união de facto com uma portuguesa desde 2009.
Trabalha na mesma empresa em Portugal há cerca de 17 anos.
Desconta para a Segurança Social portuguesa há cerca de 17 anos.
Paga impostos e entrega IRS em Portugal há cerca de 17 anos.
Tem NIF, NISS, emprego estável e uma vida inteira documentada pelo próprio Estado português.
Tem um pedido de nacionalidade portuguesa pendente há vários anos.
Conduziu com carta de condução portuguesa durante cerca de 16 anos.
Mas o Estado português não consegue determinar se ele reside em Portugal.
Entretanto, descobrimos outra pequena preciosidade: o Banco Santander, onde recebe o vencimento há cerca de 17 anos, também se recusa a atualizar a morada dele no sistema sem a apresentação do precioso documento de residência. Os cartões continuam, portanto, a ser enviados para a morada antiga.
O Neo tem 60 anos e está a poucos anos da reforma. O emprego fica a cerca de 20 quilómetros de casa.
Onde vivemos, apesar de haver bastante população e até uma escola, os transportes públicos são escassos. Nas férias escolares, pior ainda.
E o Neo trabalha por turnos.
Ultimamente tem feito o turno de fecho e sai às 21h30. A essa hora já não há autocarro para casa.
Tem uma bicicleta elétrica e é assim que vai quase sempre trabalhar. Convém esclarecer que uma bicicleta elétrica não é uma mota: também é preciso pedalar. E o percurso daqui até Mafra é acidentado, com troços de estrada estreitos, sem berma e com curvas apertadas. Sempre que consegue, vai por caminhos de terra para evitar parte da estrada.
São cerca de 20 km para lá e 20 km para cá.
Faça chuva ou faça sol.
Nos dias de maior calor, e porque apesar de estar em boa forma já não tem propriamente 25 anos, vou eu levá-lo e buscá-lo.
20 km para lá.
20 km para cá.
20 km para lá.
20 km para cá.
Só que, quando eu voltar a trabalhar fora de casa, deixarei de ter essa disponibilidade.
Entretanto, decidimos deixar de tentar interpretar o maravilhoso labirinto administrativo português por nossa conta e pedimos aconselhamento ao **A Sua Europa – Aconselhamento**, o serviço europeu especializado em questões relacionadas com os direitos dos cidadãos da União.
E foi aí que a história ficou ainda mais interessante.
Segundo a resposta que recebemos, depois de mais de cinco anos de residência legal em Portugal, o Neo adquiriu **o direito de residência permanente**. Esse direito resulta da lei; não nasce com a emissão de um cartão ou certificado. O documento serve para certificar um direito que já existe.
Mais: foi-nos chamado expressamente à atenção o artigo 21.º da Lei n.º 37/2006, que diz que a posse do certificado de registo ou do certificado de residência permanente **não pode constituir condição prévia para o exercício de um direito ou para o cumprimento de uma formalidade administrativa**.
E diz ainda que a qualidade de beneficiário dos direitos de residência ao abrigo do regime da União pode ser demonstrada **por qualquer outro meio de prova**.
O serviço europeu foi ainda mais concreto: indicou como possíveis meios de prova contrato de trabalho, declaração de IRS, NIF, NISS, contas de água, eletricidade ou gás, contrato de arrendamento ou título de propriedade, entre outros.
Ora, disto o Neo tem para dar e vender.
Com esta informação, voltámos a questionar formalmente o IMT.
E o IMT respondeu.
Reconhece que o Neo não tem CRUE. Reconhece que a Câmara Municipal já não lho emite. Reconhece que a AIMA lhe disse que não necessita de título de residência.
Mas considera que IRS, NIF, NISS, contrato de trabalho, atestado da Junta e outros documentos semelhantes são apenas elementos «complementares».
Para o IMT, continua a ser necessário um documento oficial emitido pela AIMA ou por outra entidade competente que certifique a residência.
Perguntámos então quais eram, concretamente, esses «outros documentos legalmente idóneos» e que outra entidade os poderia emitir.
Nova resposta do IMT: deverá pedir à AIMA uma declaração, certidão ou outro documento oficial que ateste a situação de residência.
E cá estamos.
A Câmara não emite o CRUE.
A AIMA diz que, enquanto cidadão da UE, já não precisa do antigo título de residência e só o consegue atender em outubro.
O IMT exige um documento oficial de residência e considera insuficientes, por si só, os muitos documentos emitidos ou reconhecidos pelo próprio Estado português que demonstram que este homem vive cá há 17 anos.
E um serviço europeu de aconselhamento jurídico diz-nos que a posse do documento de residência não pode ser condição prévia para cumprir uma formalidade administrativa e que essa qualidade pode ser demonstrada por outros meios de prova.
O caso foi agora encaminhado para o **SOLVIT**, a rede europeia criada precisamente para tentar resolver situações em que uma administração pública de um Estado-Membro aplica incorretamente o direito da União.
Também recorremos à Provedoria de Justiça e pedimos formalmente ao IMT que reaprecie a sua posição à luz da Lei n.º 37/2006 e do direito europeu.
Portanto, a história ainda não acabou.
Entretanto, o Neo continua sem poder conduzir.
Continua a trabalhar.
Continua a pagar impostos.
Continua a descontar.
Continua a viver na mesma casa comigo.
Continua, aparentemente, a ser residente em Portugal para receber salário, pagar IRS e Segurança Social.
Só ainda não é suficientemente residente para renovar a carta de condução.
Isto, para mim, continua a parecer loucura.
Um absurdo.
Surreal.
Da próxima vez que ouvirem uma notícia sobre um estrangeiro apanhado a conduzir sem os documentos em ordem em Portugal, talvez valha a pena lembrar que, por vezes, atrás de uma situação aparentemente simples existe uma história destas.
O Neo fala português, vive com uma portuguesa há 17 anos e eu consigo acompanhá-lo aos serviços, compreender cartas, escrever requerimentos, procurar legislação e insistir.
E, mesmo assim, ainda não conseguimos resolver uma questão burocrática que, à partida, deveria ser banal.
Agora imaginem quem chegou há pouco tempo.
Quem ainda não fala português.
Quem não sabe a que porta bater.
Quem trabalha por turnos e não pode passar dias a peregrinar entre Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, AIMA e IMT.
Quem não sabe procurar uma diretiva europeia ou escrever uma reclamação.
Quem não tem ninguém que o acompanhe.
Se para nós isto se transformou numa odisseia, imaginem para essas pessoas.
E talvez o verdadeiro problema esteja precisamente aí.

See less