miséria em Timor

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Se outros calam, cantemos nós.
( Trovante)
Há dois anos tive oportunidade de visitar o meu país e percorri-a de um lado a outro. Falei com as pessoas e tive oportunidade de ler nos seus olhos aquilo que não podiam dizer de viva voz. Impera a miséria extrema nas populações das montanhas bem como nas periferias da capital. Levam porrada da polícia por venderem os seus produtos na praça pública. Impossível esconder. Os ricos do petróleo e da política vivem numa bolha como se tudo estivesse bem. O mal só existe na cabeça dos que nada sabem sobre o país. Faço ficção mas a realidade excede a imaginação. Sei que é preciso dar tempo ao tempo para que tudo encontre o seu lugar. Há gente honesta, honrada e séria que procura dar outro rumo ao país. Só que já lá vão duas décadas e brevemente o petróleo seca e é o fim da fábula do kadoras. E quem lá está parece estar agarrado ao poder daqui não saio e ninguém me tira e a distribuir benesses e dinheiro como se tudo aquilo viesse do seu quintal.
NILTON GUSMÃO
O homem mais rico de Timor. Nestes últimos vinte anos Timor produziu mais ricos do que riqueza como disse o meu amigo Mia Couto sobre o drama dos países pobres. Tem um ar confiante e próspero numa terra onde a maioria da população vive debaixo do limiar da pobreza. Não há água potável e não existe saneamento básico e onde o negócio da água engarrafada é uma mina de ouro. Não sei como em tão pouco tempo enriqueceu. Certamente que não foi a virar frangos ao lado do tio durante estes últimos anos da independência do jovem país.
 

Governo acaba com várias entidades no Ministério da Educação como a Fundação para a Ciência e Tecnologia

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Conselho de Ministros criou uma Agência para a Reforma Tecnológica. Entidade que será liderada por um diretor de sistemas e tecnologias de informação da Administração Pública

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Deputados regionais criticam falta de fiscalização no transporte de mercadorias nos Açores – jornalacores9.pt

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Os deputados da comissão de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores criticaram hoje as entidades que regulam o transporte marítimo de mercadorias em Portugal, considerando que não fiscalizam o serviço público na região. Segundo relataram os parlamentares açorianos, há atrasos na operação da cabotagem insular, há queixas dos empresários locais por falta de previsibilidade nas […]

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Santa Maria com escala semanal do navio Margarethe – jornalacores9.pt

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A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada considerou hoje que a garantia de uma escala semanal do navio Margarethe à ilha de Santa Maria, coloca-a em “pé de igualdade” com as restantes. Em comunicado, a direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada – Associação Empresarial das Ilhas de São Miguel […]

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Açores garantem melhores condições de monitorização do Trilho da Montanha do Pico

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Os vigilantes da natureza do Pico (Açores), que têm a missão de percorrer, com regularidade, o trilho da Reserva Natural da Montanha, acabam de receber novos equipamentos e vestuário de montanhismo das mãos do secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel.

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Açores devem preparar-se para fenómenos climaticos intensos – Observador

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Metereologista recorda que Açores são “uma zona de passagem de grandes tempestades”, que nos últimos anos têm chegado à região com maior intensidade.

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Vai poder viajar com líquidos com mais de 100ml e não terá de os tirar da bagagem — mas nem sempre – ZAP Notícias

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Nem todos os aeroportos terão os scanners aeroportuários que agora obtiveram luz verde de Bruxelas. Cabe aos aeroportos informar os passageiros. A Comissão Europeia anunciou ter dado luz verde à instalação de scanners nos aeroportos da União Europeia que permitem aos passageiros transportar líquidos com mais de 100 mililitros (ml) e não ter de retirar dispositivos eletrónicos da bagagem. “Recebemos a avaliação da Conferência Europeia da Aviação Civil e demos o selo europeu, com base na sua avaliação, a esta primeira configuração de scanners aeroportuários que permite aos passageiros trazer a bordo estas embalagens maiores de líquidos”, disse a porta-voz

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Pais a recusar trabalho ao fim de semana? É para acabar, diz Governo. E “mama” vai ter limite – ZAP Notícias

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Tentativa de limitar horário de trabalho flexível contraria STJ e pode vir a mudar completamente a dinâmica de muitas famílias — especialmente as dos pais que trabalham no setor do comércio, saúde e transportes, avisam especialistas. O Governo está a mudar muita coisa no Código de Trabalho e uma dessas mudanças passa por contrariar a ordem do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e pôr um travão aos pais com filhos menores de 12 anos — ou com doença ou deficiência crónica —, que atualmente podem recusar trabalho ao fim de semana e feriados. O anteprojeto do Executivo liderado por Luís

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Observatório Climático do Atlântico instalado nos Açores em 2027 – Rádio Atlântida

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 O Observatório Climático do Atlântico, que será instalado na ilha […]

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a epidemia da solidão

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Quo Vadis Saúde?
[Saúde (do) Pública(o) (28), no Diário dos Açores de 30.07.2025]
➡️ O tema da semana: alertas, boas e péssimas notícias
Na semana passada uma notícia de saúde global destacou-se, pela sua relevância e impacto social:
o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a solidão, considerada a Nova Crise de saúde global: a solidão está a tornar-se uma epidemia silenciosa, com consequências devastadoras para a saúde física e mental.
Um relatório recente da OMS, “Da Solidão à Conexão Social: Traçando o Caminho para Sociedades Mais Saudáveis”, revelou que mais de 871 mil pessoas morrem anualmente devido aos efeitos directos e indirectos da solidão, o que equivale a mais de 100 pessoas por hora.
Há, pois, o reconhecimento de um problema crescente: a OMS, ao classificar a solidão como uma crise de saúde global, eleva este problema ao patamar de uma ameaça séria, que exige estratégias de Saúde Pública. Isto é crucial, numa Era de hiperconectividade digital, e onde, paradoxalmente, a desconexão emocional e social parecem estar a aumentar.
O Relatório sublinha a ligação da solidão com vários problemas de saúde: AVC, doenças cardíacas, demência, depressão, ansiedade, diabetes e morte prematura. Isto demonstra (mais uma vez) a complexidade da saúde humana, onde factores sociais e emocionais desempenham um papel tão importante quanto os biológicos.
Ao destacar este tema, a OMS incentiva os governos a desenvolverem políticas e programas que promovam a conexão social e combatam o isolamento. Isto levará a investimentos em infraestruturas comunitárias, programas de apoio social e estratégias de sensibilização.
Neste aspecto os Açores foram até pioneiros, quando em 2021 avançaram com o Programa “Novos Idosos”. É sempre bom lembrar.
Esta semana destaco também a recomendação de novos medicamentos, pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A EMA deu pareceres positivos para a aprovação de medicamentos para o tratamento do tumor de células gigantes tenossinovial (Romvimza) e um novo medicamento para o glioma de grau 2 com mutação IDH (Voranigo), entre outros. Estas recomendações significam que os doentes, na Europa, poderão ter acesso a novas opções terapêuticas para situações que, em alguns casos, são raras ou têm poucas alternativas de tratamento eficazes. Isto representa um avanço na qualidade de vida e no prognóstico, para muitos doentes.
Embora seja uma boa notícia para os doentes, a introdução de novos medicamentos, especialmente para doenças raras ou complexas, pode ter um impacto significativo nos orçamentos dos serviços de saúde nacionais. As decisões de preço e reembolso, ao nível de cada país, serão cruciais para determinar a sua acessibilidade.
Em Portugal, continua a crise nas urgências hospitalares. O Hospital de Santa Maria e o Amadora-Sintra, por exemplo, continuam a enfrentar fortes pressões nas suas urgências, com notícias de encerramentos temporários de serviços.
Em resposta a esta situação, o Ministério da Saúde autorizou a contratação de 350 médicos para as urgências, através de contratos sem termo, numa tentativa de colmatar a escassez de profissionais e responder a situações de manifesta urgência, até ao final do ano.
A escassez de profissionais de saúde, particularmente de médicos e enfermeiros, é um desafio estrutural do SNS, que se agrava com o tempo.
A contratação de 350 médicos é uma resposta de emergência, mas levanta questões sobre a sustentabilidade a longo prazo do modelo, e a necessidade de medidas mais profundas para atrair e fixar profissionais no serviço público de saúde. Este deveria ser o foco de discussão de TODOS os agentes políticos, e não situações laterais.
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➡️ A homenagem da semana: mais enfermeiros nos Açores
A Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros (SRRAAOE) iniciou, em Ponta Delgada, o processo de inscrição dos novos Enfermeiros licenciados pela Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores, seguindo-se a ilha Terceira, em Angra do Heroísmo.
Segundo Pedro Soares, Presidente da SRRAAOE, “a inscrição de 65 novos enfermeiros na Ordem representa mais do que um acto formal, é a incorporação de novos profissionais essenciais para garantir o direito à saúde no arquipélago dos Açores. São peças fundamentais para reforçar as equipas de enfermagem num momento em que há uma reconhecida carência de profissionais nas unidades do Serviço Regional de Saúde”.
Indubitavelmente, uma boa notícia para @todos.
Mário Freitas
Coordenador Regional de Saúde Pública dos Açores