As alterações climáticas estão a agravar uma crise de saúde em Kiribati – MSF Portugal

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A Médicos Sem Fronteiras (MSF) começou a trabalhar neste arquipélago do Pacífico em outubro de 2022.

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A EXISTÊNCIA DA UCRÂNIA NÃO É NEGOCIÁVEL

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【A CAUSA DAS COISAS】
A EXISTÊNCIA DA UCRÂNIA NÃO É NEGOCIÁVEL
«Há uma escola de pensamento no Ocidente, cada vez maior, a defender que as vítimas devem negociar com os seus assassinos e aceitar mais derramamento de sangue e ocupação a fim de oferecer a Putin uma “estratégia de saída”. Trata-se de uma ilusão tão ofensiva quanto perigosa. (…)
Os praticantes da “Realpolitik” precisam de compreender que a Ucrânia não luta apenas pelo território, como num jogo de “Risk”, mas pelas pessoas que lá vivem. (…) Há infra-estruturas civis e críticas que são deliberadamente visadas e há cidades inteiras, como Mariupol, que estão agora inabitáveis.
(…) Quando os ucranianos ouvem que devem “desistir” do território, isso é sinónimo de abandonar os nossos compatriotas neste cenário. (…)
A guerra na Ucrânia não começou em 2022, mas em 2014, quando as forças russas invadiram e ocuparam ilegalmente a Crimeia, Donetsk e Lugansk, com uma tímida resposta da comunidade internacional. Será que esta abordagem cautelosa saciou, de algum modo, a sede de Putin por novos alvos? (…)
Com a guerra, o objectivo original do Kremlin era ocupar toda a Ucrânia numa questão de dias e é quase certo que, caso o tivessem conseguido, outros países, como a Moldova ou o Cazaquistão, teriam sido os alvos seguintes. Talvez ainda sejam. A Bielorrússia foi, efectivamente, anexada em tudo menos no nome. (…)
Face a uma campanha genocida, os ucranianos não devem ser aconselhados a negociar a sua existência. (…) Aqueles que mascaram o seu cinismo com o chamado pragmatismo precisam de voltar à escola e aprender que a única forma de derrotar quem faz “bullying” é enfrentá-lo.» (O. Matviychuk)
Joana Lopes
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A antiga guia turística nos Açores que hoje se dedica às chitas em África – PiT

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É ao lado do leopardo Rei que Lisa Kytösaho, 31 anos, tem passado grande parte do seu tempo nos últimos meses. Embora já trabalhe com os animais selvagens há mais de uma década, o felino foi o primeiro da espécie que acolheu a pedido de um jardim zoológico. “Não tinha a certeza de que queria … Continued

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MARINA DA HORTA ABARROTA

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https://soutoemlinha.wordpress.com/2023/06/06/atualidade-economia/
ATUALIDADE. ECONOMIA
SOUTOEMLINHA.WORDPRESS.COM
ATUALIDADE. ECONOMIA
Marina da Horta rebenta pelas costuras Ao princípio da manhã desta terça-feira, 6 de junho, S

Marina da Horta rebenta pelas costuras

Ao princípio da manhã desta terça-feira, 6 de junho, Soutoemlinha contou 451 iates atracados e ancorados no Faial

TODA A GENTE já reparou na excecional afluência de iates ao Porto da Horta que se verifica neste início do mês de junho. Não faltam fotografias nas redes sociais, em jeito de estupefação, a realçar, sob diversos ângulos, este autêntico espetáculo, que a fama internacional da principal baía faialense produz, justificando a sua adesão ao Clube das Mais Belas Baías do Mundo (CMBBM).

Não me lembro de nada assim, exclamava, esta manhã, perante o repórter, um observador diário do movimento portuário.

Ao início do dia havia três centenas de iates nos pontões da Marina; 55 atracados no exterior dos cais, muitos deles em filas de três; 92 ancorados no interior da baía e quatro nas proximidades do porto do Alcaide, fora do Pasteleiro.

Estes últimos foram aconselhados a fundear junto à costa sul da ilha e isso poderá vir a acontecer com mais embarcações que forem demandando a Horta, já que as previsões meteorológicas anunciam a chegada, que não é bem-vinda, do “carpinteiro da baía” (vento nordeste), que instabiliza as condições de abrigo do Porto e que deverá começar a fazer-se sentir nas próximas horas.

Uma das razões que pode explicar esta inédita afluência simultânea de embarcações relaciona-se com o estado do tempo, que tem levado alguns navegadores a atrasarem a partida da Horta.

A entrada de iates no Porto durante a noite e madrugada, que são “arrumados” na ocasião, para depois serem acomodados de forma mais conveniente; a necessidade de “mexer” nalguns destes iates que já se encontram ancorados para permitir a manobra de navios; a influência da meteorologia; a possibilidade de continuarem a aportar à Horta mais “aventureiros” e todo o movimento normal associado às atividades do Porto, tem posto a equipa de receção e apoio da marina da Horta, verdadeiramente, com as calças na mão. | x

FOTOGRAFIA DE TOPO DE FILIPE GONÇALVES; DE CIMA PARA BAIXO: FOTOGRAFIA DE JOSÉ MACEDO E DOIS ASPECTOS DOS IATES FORA DO PASTELEIRO (FOTOGRAFIA DE SOUTO GONÇALVES)

JOANA DE VASCONCELOS

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Joana Vasconcelos, de 51 anos, e o barão Jacob Rothschild, de 87, junto a uma obra da artista portuguesa que ele encomendou e que está a ser muito falada na imprensa britânica: o Bolo de Noiva, de três andares, 12 metros de altura.
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VICTOR HUGO MARREIROS

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VICTOR HUGO MARREIROS MERECE SER CONDECORADO
POR PORTUGAL
NO 10 DE JUNHO
Victor Hugo Marreiros é um artista de excelência, pintor e um dos melhores directores de arte gráfica portugueses. Nasceu em Macau. Há anos, que é o autor do cartaz comemorativo do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, no 10 de Junho. Este ano, a sua inspiração para o cartaz, que aqui publicamos em primeira mão, inspirou-se em todos os grandes temas que assolam Portugal.
Victor Hugo Marreiros há muito que merece ser condecorado pela República Portuguesa pelo seu vasto espólio artístico, sempre com Portugal no coração.
O Consulado de Portugal em Macau é cego e não dá valor a nada.
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José Gabriel Ávila · A epidemia das migrações

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A epidemia das migrações (crón. rádio)
Não há dúvida que no sistema em que vivemos, só a economia de escala proporciona custos mais baixos dos produtos e menores gastos aos consumidores.
Esta regra do bem-estar das populações, não se aplica a aglomerados populacionais de menor dimensão, pois, para haver livre concorrência, têm de existir vários operadores no mercado.
Esta é a grande dificuldade de quem vive nos pequenos centros populacionais, ou em algumas ilhas. Por haver muito poucos espaços comerciais, não há poder de escolha e as margens dos lucros atingem valores muito elevados.
Faço esta observação anualmente.
Como consumidor, a primeira reação é dizer: -está tudo mais caro que aqui ou ali e não entender que o processo de formação dos preços depende também do número de consumidores, da rotação dos produtos e dos custos que acarretam manter nas prateleiras mercadorias que dificilmente se vendem, que passam de prazo, mas que acarretam encargos financeiros desperdiçados.
Vem tudo isto a propósito, do custo de vida na área metropolitana de Lisboa. Aqui há maior poder de compra. A elevada concentração da população portuguesa atrai uma enorme quantidade de empresas e agentes comerciais. Todos eles concorrem entre si e são forçados a baixar os preços para poder vender, rentabilizar os investimentos e cumprir os seus compromissos laborais e financeiros. De contrário, terão de fechar a porta.
Esta é a razão por que a grande Lisboa é cada vez mais atrativa. Há mais e melhores ofertas de emprego e à exceção do mercado da habitação, vive-se melhor – a vida é mais barata.
Esta análise aplica-se a centros urbanos do interior do país bem como nos Açores.
Ponta Delgada beneficia disso.
Novos trabalhadores, licenciados ou não, alguns com competências profissionais, chegam de todo o lado: das ilhas pequenas e até da Terceira.
É que ainda há pequenos empresários com a mentalidade de taberneiros ou merceeiros. Lutaram toda a vida para amealhar uns escudos e, com certas dificuldades educar os filhos, éverdade, mas agora não têm a noção de que a sociedade mudou e que os trabalhadores por conta de outrem também têm direto a justos salários…
Posso estar a fazer uma reflexão leviana. Todavia, quem anda por aí e conversa com rapazes e raparigas com pronuncias insulares diferentes, recolhe testemunhos interessantes que confirmam o que acabo de dizer.
As migrações são um direito fundamental que não deve nunca recusar-se ou impedir-se, pois revelam sempre o desejo de atingir melhores patamares de vida.
No entanto, quando o exílio dos mais novos é forçado, por falta de trabalho ou por razões de subsistência, compete aos poderes públicos e ao tecido económico tudo fazer para estancar a hemorragia que há vários anos se acentua em várias ilhas do arquipélago.
Não me canso de abordar este problema, pois estou ciente de que muito mais se pode e deve fazer para encontrar novas e melhores soluções. Enquanto é tempo, pois de ano para ano, as ilhas esvaem-se pela lei natural da vida ou pela debandada para territórios mais atrativos.
Dir-me-ão que sempre assim foi. Mas agora, o fenómeno migratório que atinge a Europa envelhecida, deixa marcas ainda mais profundas nos meios pequenos. E o nosso não foge a essa grave epidemia.
Lisboa, 4 de junho de 2023
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Albino Manuel Terra Garcia

O exílio dos mais novos é, sobretudo, forçado por uma questão tão fundamental como o direito a formação. É por aí que eles começam a sair cedo a fim de adquirirem estudos, conhecem novos lugares e novas pessoas e acabam por se radicar fora das terras de origem (ilhas ditas pequenas). Não há como evitá-lo já que nada se faz para travar essa hemorragia que acaba também por, mais tarde, levar muitos idosos para junto dos filhos e dos netos…

RAIZ COMOVIDA DE CRISTÓVÃO DE AGUIAR

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O seguinte excerto da trilogia Raiz Comovida de Cristóvão de Aguiar é, para além de ser uma passagem preciosa e genial da nossa literatura, uma sátira sempre pertinente na atualidade, que sai da boca de José Pascoal, personagem inspirada no meu avô José Cabral, em conversa com o narrador, que fazemos coincidir com o autor Luís Cristóvão, ainda jovem.
Esta obra, por razões afetivas e por ser magistral na conceção, na linguagem e nas histórias que tanto dizem de nós, é, para mim, e será sempre uma referência inestimável.
Se não conhecem, fica aqui um estímulo à leitura.
“Estás com certeza alembrado do mestre José Emílio, um home de saber e que não virava a cara a nada. Isto que se passou e te vou contar não é do teu tempo, mas ficas a saber que foi ele juntamente com algumas pessoas de ventas pra diante – teu avô Evaristo também andava metido nisto – que puseram a água e a luz eléctrica na nossa freguesia. Nem sequer podes imaginar, por mais voltas que dês ao miolo, o que aquele home sofreu na cara (…)
Segue-se intance que o povo mais miúdo tomou a peito o encanamento da água. Cada qual dava um ou mais dias de faxina, consoante as posses; os que tinham carroças davam o dia acartando os canos de barro da fábrica do senhor Carreiro da Vila da Lagoa; os outros davam o dia abrindo valas a poder de pá e pique. Em menos de um palito, ficaram as obras acabadas. Os comilães da Câmara da Ribeira Grande, que nem um chaveco velho deram para a ajuda do encanamento, pintando o sete durante os trabalhos – chegaram a pontos de embargarem as obras, porque queriam licenças e outras papeladas – mal, viram o serviço pronto, ficaram de beiça caída. Longe estavam eles de imaginar que o povo da nossa freguesia levasse inté à fim uma obra daquele tamanho. Vai daí, queriam ter eles o proveito, e toca de marcar a data de inauguração, com festa , roqueiras, arraial pelas duas bandas da freguesia e ainda pelas duas da Ribrira Grande, a dos Cães e a dos Gatos, mais os discursos de suas excelências. Convidaram o sr. Barão das Águas Claras e outra gente grada da Vila e da nossa cidade. (…)
Num domingo de Julho, uma calorama de derreter os untos, veio intance toda aquela tropa fandanga para a nossa freguesia. Nessa altura estava o nosso povo desunido, pois o padre António tanto pregou das grades do púlpito, tanto medo meteu, que os mais fracos das canetas e de espírito se puseram da sua banda. Mas o mestre José Emílio e outros da mesma rijeza fizeram-lhe um grande manguito , não arredaram pé das suas ideias e, como presidente da Junta de Freguesia, o mestre José Emílio não compareceu no palanquim das honrarias, preferiu ficar entre o ajuntamento, no Canto da Fonte, acompanhado de mais dois ou três de ventas, observando tudo com ar de escárnio mas sem perder a compostura. O primeiro a botar discurso foi o doutor Calisto, presidente da Câmara, que só disse mentirada pela boca fora, que o Estado Novo assim, que o Estado novo assado, que aquela obra que se estava inaugurando era bem o exemplo da vontade das novas autoridades de darem não sei o quê, já não sei encarreirar o resto da cantilena – uma treta pegada. Na fim da lenga lenga, viva o Estado Novo, viva a Câmara da Ribeira Grande, viva o Barão das das Águas Claras, viva este, viva aquele, e no povo da freguesia nem tocou, o grandessíssimo fideputa. Depois de tanto vivório, o nosso padre vigário, também assentado num cadeiral em riba do palanquim, fez um ameço com a mão para o povo se aquietar. Estava o senhor Barão das Águas Claras preparando-se pra falar, mas andava em cata dos óculos, apalpava as algibeiras e nada. Nesse entrementes, o mestre José Emílio, cego de génio de escutar tanta baboseira junta, aproveitou a acalmia e berrou de rijo: Viva esta canalhada toda!
O povo, que o que queria era vivório , respondeu sem malinar de nada, com um grande vivaaaaa. Os figurães do palanquim ficaram néscios e sem pinga de sangue, amarelinhos de cidra. O sr. Barãozinho, mouco que nem portão de quinta, perguntou ao ouvido do padre António o que houvera assucedido, mas o sacerdote , fino como um cadelo, lá disfarçou como pôde pra não dar moleste a sua excelência.”
Cristóvão de Aguiar, Raiz Comovida, Ed. Caminho, cap. XVII, págs. 88, 89.
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Mário Roberto

Já li a trilogia, e é fantástica
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