mude o óleo

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O casamento de um velhote de 80 anos e de uma rapariga de 20 era o motivo de todas as conversas na aldeia. Um ano depois do casamento, o casal apresenta-se no hospital para o nascimento do seu primeiro filho.
A parteira sai da sala de partos para felicitar o velhote e diz-lhe:
«É espantoso. Como é que consegue na sua idade?» O velho sorri e diz : «Tem de se manter o motor a trabalhar.»
No ano seguinte, o casal aparece de novo no hospital para o nascimento do segundo filho.
A mesma enfermeira acompanha o parto e sai para felicitar o nosso velhote, dizendo-lhe: «O Senhor é incrível. Como é que consegue?»
O velho sorri e diz : «Tem de se manter o motor a trabalhar.»
Mais um ano e o casal aparece no hospital para o nascimento do terceiro filho. A mesma enfermeira acompanha uma vez mais o parto e, após o nascimento, vai de novo ter com o velhote, sorri-lhe e diz: «O Senhor é de facto incrível. Como é que consegue?»
O velho sorri e diz: «É como já lhe disse, tem de se manter o motor a trabalhar.»
A enfermeira continua a sorrir, dá-lhe uma pancadinha nas costas e diz-lhe : «Bom, creio que é altura de mudar o óleo, este já saiu preto.»
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Osvaldo José Vieira Cabral TRABALHAR PARA AQUECER

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TRABALHAR PARA AQUECER
Os números que o INE publicou esta semana sobre a precariedade laboral em Portugal são devastadores.
É a prova, se faltasse, de que a pobreza está a galopar na sociedade e a alastrar mesmo àqueles que trabalham.
A privação social e material é cada vez maior no país e, especialmente, nos Açores.
Não fossem os apoios sociais que os governos transferem para as famílias mais carenciadas e teríamos um desastre social ao nível de alguns países africanos.
Quando o peso da inflação atinge, sobretudo, os alimentos e a habitação, é óbvio que a privação social e material dispara, com relevo para a classe média, a menos protegida na cadeia dos apoios sociais.
Portugal já está em 3º lugar do top dos países com mais trabalhadores precários e essa praga também já se estende aos Açores.
As políticas sociais são importantes, mas se elas durarem quase infinitamente, então temos uma economia distorcida e uma sociedade altamente doente.
O remédio é a criação de oportunidades para que haja mais riqueza na economia, com investimento público, é verdade, mas sobretudo com a dinâmica do investimento privado.
O pacote de fundos comunitários que aí vem tem que ser bem aplicado e chegar a todos por inteiro.
Não podem ser sempre os mesmos a beneficiar das ajudas comunitárias, nem pode a sua aplicação ser, maioritariamente, para acções públicas não reprodutivas e que não criam riqueza.
Temos problemas sociais graves em todas as ilhas e a teimosia do endividamento zero não é aconselhável para uma região que precisa de dinheiro para compensar o investimento restante dos fundos comunitários.
As razões políticas para a medida ficam com quem as toma e cada força política ficará responsável pelo atraso do nosso desenvolvimento, caso continuemos com esta inércia investidora.
Não é viável continuarmos a nos endividar até não podermos cumprir, mas a redução da dívida pública deve ser gradual, como se faz em todos os países, e não de forma radical até deixar a população à fome.
O bom entendimento entre governo e parceiros sociais deve ser aproveitado para se encontrar soluções que garantem melhor desenvolvimento.
É neste sentido que o Acordo de Parceria assinado esta semana entre o Governo dos Açores e os parceiros sociais é uma boa iniciativa entre duas partes que têm um objectivo comum: a paz social e o bem-estar dos cidadãos.
No ano passado António Costa fez o mesmo a nível nacional, visando a melhoria de rendimentos, dos salários e da competitividade.
No fundo é mais um instrumento para melhorar a nossa economia, em que o governo, empresários e trabalhadores criam um entendimento comum, que não pode ser estático e que deve ser alterado conforme as conjunturas.
Não admira que José Manuel Bolieiro quisesse dar relevo ao acto, levando-o à vetusta sala do “Arquipélago”, um nome já por si rico na simbologia.
Pode-se questionar o momento escolhido, o último ano da legislatura, onde tudo é visto como “campanha eleitoral”, mas não deixa de ter o seu significado.
E é curioso que a vigência do Acordo seja entre 2023 e 2028, ou seja, abrangendo este último ano de governação e a legislatura seguinte, como se Bolieiro esteja a dizer que confia no eleitorado para mais um mandato.
Quando o Presidente do Governo diz que o Acordo “é uma marco estratégico”, quer que subentendemos que não é para um ano apenas e que precisa de mais um mandato.
Resta saber como responderá o eleitorado.
Não é por acaso, também, que o Acordo tenha sido assinado num dia, para no outro seguinte os partidos se deslocarem ao Palácio de Santana para serem ouvidos sobre o próximo Plano e Orçamento 2024.
É deste instrumento que vai depender os restantes dias da governação.
Vão ser negociações duras, a julgar pelo aumento da intensidade das críticas dos parceiros que apoiaram esta coligação.
Seja qual for o resultado, é bom que os partidos pensem menos nos seus interesses aparelhísticos e mais nos cidadãos e famílias.
No final serão julgados por isso.
O CASO RYANAIR
A importante entrevista que a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas concedeu a este jornal foi suficientemente esclarecedora, embora tardia, para se perceber os contornos em que se procedeu as negociações com a Ryanair.
Ela reproduz a vontade do Governo Regional em negociar o mal menor, que foi manter a companhia aérea com apenas duas operações em S. Miguel e Terceira no Inverno, opção duvidosa para dois aeroportos diferentes.
Pagar cerca de 2 milhões de euros por esta operação, quando ainda há poucos dias o governo atribuiu 13 milhões à SATA por voos não previstos, é outro critério que deve fazer confusão a muita gente.
A percepção que fica de todo este imbróglio é que se trata do corolário de um trabalho mal sucedido de desenvolvimento dos nossos mercados, quer o nacional quer o internacional.
A competitividade dos negócios, dos do transporte também, depende da evolução e robustez dos mercados, coisa que não criamos e competiria às entidades públicas criar, através da promoção externa, e/ou limitando o espaço ocupado pelas companhias públicas ineficientes e consumidoras de recursos astronómicos. Em vez de nos concentrarmos na promoção nos últimos anos, andamos a poupar nos orçamentos para notabilizar o nosso destino, para não falar no ruído que o governo deixou alastrar sobre a ATA e a própria estratégia errada, apoiada pelo governo, de permitir a promoção por algumas ilhas, sem nenhum critério. A forma como se implementam políticas não é inconsequente, afeta os resultados.
A transição de uma liderança privada da Visit Azores para uma liderança diretamente dominada pela perspetiva política também não funcionou bem.
Há opções que vêm com custos e, neste caso, os custos poderão ser elevados para o sector do turismo.
Resta saber se aprenderam alguma coisa, porque esta dinâmica privada vai continuar e a próxima área de incerteza está com a UNITED.
O que se tem feito para assegurar que aquele mercado é um sucesso para os Açores?
Nada de significativo de que nos tenhamos apercebido!
Osvaldo Cabral
Editorial “Diário dos Açores”, Setembro 2023
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MANIPULAÇÃO (UMA HISTÓRIA EXEMPLAR) china

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Pode ser uma imagem a preto e branco de 19 pessoas e multidão

MANIPULAÇÃO (UMA HISTÓRIA EXEMPLAR)
[recuperado do baú com pequena atualização]
Mao Tsé-Tung morreu há precisamente 47 anos. Em setembro de 1976 ainda assinava a revista semanal «Pekin Information». Recebi por isso o inevitável número, desta vez tarjado de negro, sobre as exéquias fúnebres do presidente chinês, contendo uma fotografia do acontecimento que ocupava duas páginas. Calculem o meu espanto quando, dias depois, chegou novo exemplar do mesmo número da publicação, acompanhado do pedido expresso para queimar o anterior e reter apenas o novo. Entretanto o «Bando dos Quatro» tinha caído em desgraça e já estava a ser apagado da História.

PORTUGAL 3 SUICÍDIOS POR DIA

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E também é tabu admitir que as pessoas andam, de uma forma geral, afetadas psicologicamente. Não há coragem de admitir que há um problema de saúde pública mais do que evidente… a razão não sei qual é, mas acho que é fácil concordar com isto!
May be an image of 1 person and text that says "11:47 sicnoticias 76% SIC nOT nOtICIG DIA MUNDIAL PREVENÇÃO DO SUICÍDIO "Catastrófico' 'difícil de antecipar" três pessoas suicidam-se em Portugal todos os dias 695 outras Gostos: isabel_sevinate pessoas sicnoticias suicídio é, segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das principais causas de morte em todo mundo. Morrem desta forma quase 800 mil pessoas todos os anos. Feitas as contas, cerca de suicídio cada segundos. Em Portugal, matam-se pelo menos, três pessoas por dia, mas número pode ser superior. As estatísticas são da Ordem dos Psicólogos. Este um tema ainda "tabu e delicado", reconhecem os profissionais."

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Vítor Oliveira Martins

Isto não está relacionado com pobreza. Tu vês comportamentos mais do que esquisitos em todos os segmentos sociais…
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Professores a viver em quartos arrendados “em situações indignas”

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Há cada vez mais professores a dividirem apartamentos e até quartos, segundo a associação Chão das Lutas, que tem ouvido relatos de docentes que se queixam de “transtornos familiares” e de viverem “situações indignas”.

Source: Professores a viver em quartos arrendados “em situações indignas”

woke, linguagem inclusiva e etc.

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Pergunta aos defensores da linguagem dita inclusiva:
Se o Persa e o Turco são dois exemplos de limguagem naturalmente inclusiva, porque é que não é lá que se verifica então a maior igualdade entre sexos?
E como é na Estónia e Hungria?
Todos os dias azicrinam a nossa cabeça com estas coisas e até têm estudos. Gostava agora de ler uma excelente explicação…

May be an image of map and text that says "원어원사장 geography_addicted_ Europe GENDERLESS LANGUAGES OR BASICALLY LANGUAGES WHERE THE WORD FOR "HE" AND "SHE" ARE EXACTLY THE SAME GENDERLESS GEOGRAPHY @LOVEROF HAS GENDERS Om! WIKIPEDIA"

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José Pedro Gil

Isso. Eu gostava de ver os wokes a ser inclusivos era no Afeganistão, no Iraque, na Turquia, na Rússia, em Marrocos, na China, na Coreia do Norte, na Arábia Saudita, e noutros assim. Isso é que era coragem.

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Pedra de granito cai de camião e mata mulher em acidente na Guarda(pergunta: o condutor não foi logo preso por homicídio?)

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Uma mulher morreu hoje na sequência de um acidente na Estrada Nacional 332, em Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, disse à agência Lusa fonte da proteção civil.

Source: Pedra de granito cai de camião e mata mulher em acidente na Guarda

Marrocos AO MINUTO: Portugueses já foram resgatados; Mais de 2 mil mortos

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Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre o terramoto em Marrocos.

Source: Marrocos AO MINUTO: Portugueses já foram resgatados; Mais de 2 mil mortos

mais atual que nunca 1966 Saramago a J R Miguéis

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O ambiente literário português visto por Saramago, em 1966.
Mudou alguma coisa?
«Deixe lá os nossos intelectuais: tirante morder, o mais que fazem, o futuro julgará, e esta porca sociedade do elogio mútuo ou este permanente ajuste de contas de gangs rivais, não merecem mais do que desprezo. Neste triste país, o sage é o homem calado que não quer conhecer ninguém nem quer que o conheçam. Há dias fui ao jantar da entrega do prémio à Isabel da Nóbrega: é de morrer. Tanta impostura, tanta falsidade, tanto esforço para parecer mais inteligente do que o vizinho, e sobretudo mais célebre. E tudo isto sob a capa da modéstia jesuítica, uma capa cheia de buracos de orgulho e inveja. E esta gente é a nata, e esta gente conduz, orienta, dá entrevistas, pontifica, tem opiniões acerca de tudo e de coisa nenhuma. E todos, seja qual for a cor da epiderme, têm um lema- «Hors de l’église (notre église) pas de salut!» E com medo de não nos salvarmos, lá vamos para a sombra do campanário que mais sólido parece, mas sempre com o olho no campanário do vizinho não vá acontecer que a salvação não esteja afinal onde a supúnhamos. Há excepções, claro, há gente digna, sem dúvida, mas a balbúrdia não deixa que as suas vozes se oiçam, e quando através da confusão, do burburinho, se ouve uma voz honesta, responsável, logo a irmandade se faz, logo os campanários afinam os rebates – e enquanto o intruso não se cala, justos céus, é ver quem mais bate.»
Carta de 20 de Março de 1966 para José Rodrigues Miguéis

Pedro Homem de Mello

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Pedro Homem de Mello
Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello nasceu no Porto a 6 de setembro de 1904, foi um poeta e professor português.
Foi distinguido com o Prémio Antero de Quental (1940) e o Prémio Nacional de Poesia (1973). A sua obra poética encontra-se compilada em Poesias Escolhidas (1983). Foi ainda um estudioso do folclore nacional, tendo escrito A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941) e Danças de Portugal.
Faleceu no Porto a 5 de março de 1984.
Povo
Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!
Meu cravo branco na orelha!
Minha camélia vermelha!
Meu verde manjericão!
Ó natureza vadia!
Vejo uma fotografia…
Mas a tua vida, não!
Fui ter à mesa redonda,
Bebendo em malga que esconda
O beijo, de mão em mão…
Água pura, fruto agreste,
Fora o vinho que me deste,
Mas a tua vida, não!
Procissões de praia e monte,
Areais, píncaros, passos
Atrás dos quais os meus vão!
Que é dos cântaros da fonte?
Guardo o jeito desses braços…
Mas a tua vida, não!
Aromas de urze e de lama!
Dormi com eles na cama…
Tive a mesma condição.
Bruxas e lobas, estrelas!
Tive o dom de conhecê-las…
Mas a tua vida, não!
Subi às frias montanhas,
Pelas veredas estranhas
Onde os meus olhos estão.
Rasguei certo corpo ao meio…
Vi certa curva em teu seio…
Mas a tua vida, não!
Só tu! Só tu és verdade!
Quando o remorso me invade
E me leva à confissão…
Povo! Povo! eu te pertenço.
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida, não!
Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado,
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!
Pedro Homem de Mello, in “Miserere”
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