novo livro j p porto

Views: 1

Novo livro em muito boa companhia numa belíssima colecção (N9na Poesia) inatacavelmente curada pelo poeta e romancista Henrique Levy. Já aqui no convite anuncio a presença de quem o prefaciou, Ângela de Almeida, para quem também guardo uma amizade e uma admiração imensuráveis.
O livro é uma poesia reunida em capa dura, com um índice de doze páginas onde se inscrevem algumas centenas de poemas que fui colhendo pelos anos – onze anos de escritas feitos ao dia onze do mês onze. Convido-vos para essa dupla celebração. Até dia 11.11.
Pode ser uma imagem de texto que diz "JOÃO PEDRO PORTO MONSTROS COMO NOS 11 Apresentação de Ângela de Almeida no Auditório da Biblioteca Pública e nov. Arquivo Regional de Ponta Delgada. às 18H00 N NA POESIA BIBLIOTECA ARQUIVO B REGIONA PONTADELGAD"
Terry Portugal Costa, Conceição Mendonça and 44 others
11 comments
Like

Comment
11 comments
View 7 previous comments
Most relevant

António Bulcão escreve sobre o piloto suicida e Putin

Views: 3

Senhores passageiros…
Às 10,30 do dia 24 de março de 2015, o copiloto Andreas Lubitz, da companhia de aviação Germanwings, atirou deliberadamente o avião que pilotava contra os Alpes franceses.
Na altura falou-se em depressão do rapaz, que teria antecedentes e pensamentos suicidas. Mas, que diabo, podia ter-se matado sozinho. Por que decidiu levar consigo 150 pessoas? Entre as vítimas estavam 16 alunos do ensino secundário, dois professores que os acompanhavam, o baixo-barítono Oleg Bryjak e a contralto Maria Radner.
Pessoas que não cresceriam, não criariam famílias, não en(cantariam) mais ninguém com a sua voz. Essas pessoas, fossem crianças, jovens ou adultos, iam sentadas nos seus bancos, dormitando, lendo livros, ouvindo música, ou simplesmente planeando o que iriam fazer quando ouvissem as palavras mágicas nessa situação, “senhores passageiros, acabámos de aterrar…”.
Os seres lúcidos e descontraídos não imaginam acidentes de aviação. Prendem-se às estatísticas, à máxima de que o avião é o mais seguro meio de transporte, à pequena probabilidade de ser aquele voo concreto a correr mal. Mesmo os seres assustados, como eu, que vai sempre atento a um barulho pouco comum, preparado em todos os músculos tensos para um eventual poço de ar, mesmo este desgraçado vai até falhas de motor, tempestades cumulonimbiescas, pássaros saídos do Jurassic Park a entrar pelos Rolls Royce. Não lhe passa pela cabeça de que quem vai aos comandos vai fazer despenhar o avião.
Todos morremos sozinhos. Mesmo que acompanhados por familiares ou amigos, num momento esperado, o último suspiro é só nosso. O que terá passado pela cabeça de Andreas para matar 150 pessoas? Ter-se-á sentido, na sua perturbação mental, mais acompanhado? Ou será que nem pensou nisso, na obsessão de se libertar de uma vida que já não teria sentido?
Já tive amigos que se suicidaram. Tomaram comprimidos, atiraram-se de penhascos, enforcaram-se. Mas só fizeram mal a eles próprios. Por que quis Andreas fazer diferente? É uma dúvida perturbadora, mesmo para quem leu “O Suicídio” de Durkheim.
Perguntará quem me lê: qual a razão que leva este tipo a escrever sobre isto hoje? Será por publicar na véspera do dia dos mortos? Quer-nos deixar deprimidos?
Nada disso. Apenas me lembrei de Vladimir Putin. Que deixou de cumprir o acordo de exportação de cereais e fertilizantes com a Ucrânia, bloqueando a rota através do Mar Negro. Apelam a ONU e a Turquia, para que a Rússia não impeça os que mais precisam de ter alimento. E ele surdo…
Até onde irá a loucura de Putin? Sabendo-se mortal, quererá ter a certeza de que morrerá, mas não haverá mais mundo depois dele? Será que a probabilidade de apertar um botão que liberte bombas nucleares é tão pequena como a de um piloto de aviação fazer explodir o avião que conduzia? Será que não consegue imaginar vida depois de a dele ter acabado? E, assim, não querer imaginar ninguém a galopar a cavalo em tronco nu, ou a pescar em alto mar, ou a tomar banho no gelo da Sibéria, ou a ser mais rico do que ele?
Não sei até onde irá a perturbação mental deste homem. Como não conseguiria imaginar que houvesse Napoleões ou Hitleres, se no seu tempo tivesse vivido.
Não faço ideia do que está dentro do crânio de alguém que espalha o terror e a morte, a destruição. Não sei até onde poderá ir. Mas sei que vale a pena pensarmos nisto, enquanto estamos vivos. Sobretudo na véspera do dia dos mortos.
“Senhores passageiros, acabámos de levantar voo do aeroporto, com destino a…”.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)

DO HALLOWEEN A OUTRAS TRADIÇÕES

Views: 1

DO HALLOWEEN A OUTRAS TRADIÇÕES, 1-22 NOVEMBRO 2008 CRÓNICA 60
12.8.1. DIA DE BOLINHOS OU DIA DE TI BOLINHOS

 

É milenária a origem do dia 1 de novembro, “Dia de Todos os Santos”. Nalgumas aldeias, ainda se comemora de forma curiosa. Na tradição popular, é conhecido pelo “Dia do Bolinho” ou “Pão de Deus” conforme a região. As crianças em pequenos grupos com sacolas de pano, andam de porta em porta, desde manhã cedo, por ruas e vielas, repetindo o “Ó tia! dá bolinho?”. Em meios rurais, há ainda quem leve a rigor a tradição preparando bolinhos com massa, noz, passas e frutos secos.

Para os católicos, 1 de novembro é dia de ida ao cemitério para depositarem flores nas campas dos que já abandonaram as lides terrenas. Dia 2 de novembro é Dia de Finados. Na Irlanda, Reino Unido e França, os celtas comemoravam o ano novo no dia 1 de novembro. Isto representava o fim do verão e o início do outono, a época das colheitas, antecedendo a escura e fria invernia, sinónimo de temporais e morte. Os Druidas consideravam o dia 31 de outubro como Samhain (Senhor da Morte e Príncipe das Trevas) ou Dia das Almas, celebrando a passagem entre a vida e a morte, onde reinava o espírito duma prática fantasmagórica. Com o advento cristão, no século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 como “Dia de Todos os Santos” e a noite de 31 de outubro passou a ser “Noite de Todos os Santos” e assim se alterou uma celebração de cariz profano.

12.8.2. PERÍODO PRÉ-CRISTÃO

Acreditava-se que os espíritos dos mortos voltavam para visitar os familiares em busca de calor e mantimentos, pois o inverno aproximava-se com o reinado do Príncipe das Trevas. Os Druidas invocavam forças sobrenaturais para acalmar os espíritos, que raptavam crianças, destruíam colheitas e matavam os animais. Nessa noite, acendiam-se fogueiras nas colinas para guiar os espíritos ou para espantarem as bruxas. A inclusão de feiticeiras, fadas e duendes nos rituais, resulta da crença pagã de que, na véspera do Dia de Todos os Santos havia espíritos que se opunham aos ritos da igreja, e vinham ridicularizar a celebração de Todos os Santos. Supunha-se que os fantasmas pregavam partidas e causavam acontecimentos sobrenaturais.

12.8.3. PERÍODO CRISTÃO

Com os anos, o Halloween tornou-se alegre e divertido, sem os aspetos tenebrosos da tradição céltica, divulgada na América pelo influxo escocês após 1840. Alguns costumes foram mantidos e outros mudados. As Jack-O-Lanterns eram feitas com nabos e passaram a ser com abóboras, símbolo de origem irlandesa.

12.8.4. JACK-O-LANTERN

A lenda fala de Jack que não conseguiu entrar no céu por ser muito avarento, expulso do inferno por pregar partidas ao diabo. Foi condenado a vagar eternamente pela terra com uma lanterna para iluminar o caminho.

Outra versão conta: um homem bêbedo e agressivo chamado Jack bebeu demais e o Diabo desceu à Terra para levar a alma. Jack, pediu para o deixar viver e beber mais um copo. O Diabo cede, mas Jack não tem dinheiro para pagar e o Diabo transforma-se em moeda na carteira. Só que o fecho tem o formato de uma cruz, fazendo com que o Diabo suplique para sair. Jack, então, propõe libertar o Diabo e ficar vivo por mais um ano. O Diabo concede o pedido, que muda os seus hábitos, passando a ser menos violento com a família.

No ano seguinte, exatamente no dia 31 de outubro, o Diabo volta e reclama a sua alma. Jack convence-o a pegar uma maçã numa árvore próxima e sem que ele perceba, risca uma cruz no tronco com um canivete. O Diabo foge e promete retornar dez anos depois. Mas Jack não aceita e diz que só irá libertá-lo se ele nunca mais aparecer. O Diabo concorda. Mas passa-se um ano e Jack morre. É impedido de entrar no céu, e vai para o inferno, onde a entrada é recusada pelo Diabo, que fica com pena da alma de Jack e oferece-lhe um pedaço de carvão que usa para iluminar um nabo esculpido em forma de lanterna. Ela vai iluminar os caminhos do espírito de Jack. Daí o nome Jack O’Lantern, uma alma errante vagando pelo mundo dos vivos.

12.8.5. “TRICK OR TREAT” (TRAVESSURAS OU GOSTOSURAS)

Tradição originária da Irlanda, as crianças iam de casa em casa pedindo provisões para as comemorações do Halloween, em nome da deusa Muck Olla. Esta tradição ganhou roupas extravagantes, máscaras e todos se vestem carnavalescamente como fantasmas, bruxas, duendes, gnomos, Dráculas, Frankenstein, ou doutras formas aterrorizadoras. Vão batendo de porta em porta, carregando abóboras iluminadas com velas, pedindo doces e dizendo: ” Trick or Treat”. Quem não lhes dá nada recebe uma pequena vingança. O nome de Halloween, adaptado de “All Hallows Eve”, significando véspera de Todos os Santos. As fogueiras eram acesas nas casas durante as comemorações. Os vivos que não queriam ser possuídos apagavam o fogo para que o local parecesse ser frio e indesejado, além de se vestirem com fantasias assustadoras e desfilarem na vizinhança para afugentar os espíritos que vagavam. Conta a lenda que na festa de Samhain, as fogueiras das casas eram acesas a partir das brasas de uma fogueira sagrada. Para levar a brasa, os moradores usavam um nabo como se fosse um lampião. Daí, os irlandeses, passarem a esculpir nabos e beterrabas e usá-los como lanternas quando emigraram para a América, não encontrando nabos e beterrabas, trocaram-nos por abóboras.

 

DIA DE FINADOS. AINDA ESTOU VIVO. DE VOLTA À MINHA INFÂNCIA, CRÓNICA 31, 1 NOVº 2006

 

O dia dos fiéis defuntos, dia dos mortos ou dia de finados é celebrado pela Igreja Católica a 2 de novembro, a seguir ao Dia de Todos-os-Santos. No séc. 1 os cristãos não rezavam pelos mortos, que nunca foi prática da “Igreja Primitiva”. Pelo contrário, líderes como o apóstolo São Paulo orientavam o povo cristão a não se preocupar com a situação dos mortos, como os pagãos faziam (1Ts 4.13).

Os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires. No séc. V, a igreja dedicava um dia para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o séc. XI os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No séc. XIII passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. Na cultura judaico-cristã que nos rodeia, a recordação dos que já morreram assume uma grande importância, quanto mais não seja para pensarmos que outra vida melhor nos espera.

Quem não se deu conta que aspiramos à eternidade e sentimos que essa aspiração se concretiza na memória dos que conviveram com cada um de nós. Há um dia expressamente dedicado a tal, a essa saudade, razão que motiva muitos dos que vivem longe dos locais onde nasceram, a visitá-los uma vez ao ano, e isso é bem mais visível no interior do país, onde, cada vez vive menos gente. O dia de finados é uma evidente expressão da cultura lusófona a que pertencemos e manifesta-se em todos os povos que se exprimem culturalmente em português. Eu tenho para mim que não é preciso haver um dia no calendário, propositadamente colocado a seguir ao Dia de Todos os Santos.

Ora esta data tem ainda algum relevo para uma minoria, e obviamente um dia de Finados em dia de laboração normal não deixa grande margem de manobra para as pessoas irem aos cemitérios, depois de se levantarem cedo, deixarem os filhos na escola, voltarem do trabalho, irem buscar os filhos ao ATL (tempos livres), prepararem o jantar, etc.

Expresso | Costa destaca “excelentes” relações com Timor-Leste e quer novas áreas de cooperação

Views: 0

Primeiro-ministro português e Presidente timorense tiveram almoço e encontro de trabalho tão prolongado que Ramos Horta teve de cancelar visita à sede da CPLP

Source: Expresso | Costa destaca “excelentes” relações com Timor-Leste e quer novas áreas de cooperação

Ramos-Horta diz que Timor-Leste está determinado em punir grupos que enganam jovens – Primeiro diário caboverdiano em linha – A SEMANA

Views: 0

Source: Ramos-Horta diz que Timor-Leste está determinado em punir grupos que enganam jovens – Primeiro diário caboverdiano em linha – A SEMANA

“Condenações por violência doméstica aumentam nos Açores” é a manchete do Açoriano Oriental – Açoriano Oriental

Views: 0

Destaque fotográfico para “Entregue proposta de Plano e Orçamento na Assembleia”

Source: “Condenações por violência doméstica aumentam nos Açores” é a manchete do Açoriano Oriental – Açoriano Oriental

40+ Smart Designs That Will Put Any City On The Map – Traveler Door

Views: 0

Let’s face it – life in the city can be quite stressful. You have deadlines to meet, papers to submit for your busy job, and limited options for public transport. Not to mention, all the public seats seem to disappear instantly when you just need to sit down and relax after work. With a great […]

Source: 40+ Smart Designs That Will Put Any City On The Map – Traveler Door