eua e pedro almeida maia na tv

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The Portuguese Channel, em New Bedford, foi uma das paragens mais empolgantes da visita aos Estados Unidos. A produção acolheu-me calorosamente, e estive “à conversa com” o grande Onésimo, a quem deixo a maior vénia. Gravámos dois episódios: já tinham estreado na TV e brotaram agora no YouTube, essa nuvem de memórias para a eternidade. Podem assistir na sequência dos quatro links abaixo.

Dia Mundial da Língua Portuguesa.

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PORQUE RAZAO A AICL NÃO CELEBRA ESTE DIA? pois há décadas que pedimos uma política da língua e todos os anos o que nos dão é este folclore, por isso não celebramos

 

Na AICL, a LUSOFONIA diz respeito a todos os que trabalham, falam e escrevem a língua portuguesa, independentemente da nacionalidade

A AICL constitui um instrumento institucional para a promoção de fins de interesse geral…que se dedica ao bem-estar da comunidade

pelo que determino : Declarar de utilidade pública a AICL

3 de dezembro de 2015.

A AICL promove a Investigação Científica para a defesa, preservação, ensino e divulgação da língua portuguesa e todas as suas variantes, em qualquer país, região ou comunidade

PORTUGAL CAMPEÃO MUNDIAL

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May be an image of map and text that says "Divorce rates around the world: India: 1% Vietnam: 7% Tajikistan: 10% Iran: 14% Mexico: 17% Egypt: 17% South Africa: 17% Brazil: 21% Turkey: 25% Colombia: 30% Poland: 33% Japan: 35% Germany: 38% United Kingdom: 41% New Zealand: 41% Australia: 43% China: 44% United States: 45% South Korea: 46% Denmark: 46% Italy: 46% ++ Canada: 47% Netherlands: 48% Sweden: 50% France: 51% Belgium: 53% Cuba: 55% Finland: 55% Ukraine: 70% Russia: 73% Luxembourg: 79% Spain: 85% Portugal: 94%"

 

Marriage is an event that bonds two (or, rarely, more) people together for life, creating a legal, cultural, and/or religious connection between them that impacts everything from their name and address to their future family. Marriage is a cultural universal, an institution so fundamental to the human experience that there are no known examples of a society that functions without it. People marry for many reasons, including love, companionship, the desire to build a family, financial stability, social status, and religious fulfillment, and in nearly every case the marriage is considered a watershed event in the participants’ lives.

Divorce has many possible causes, including infidelity, financial problems, loss of intimacy, substance abuse, domestic abuse, lack of commitment, moral or religious differences, and simply growing apart. Whatever the reason, divorce is not a uniquely American scenario. Divorce happens all over the world—in fact, it may be every bit as universal as marriage itself.

It should be noted that a low divorce rate does not necessarily mean that a country’s citizens have blissful, thriving marriages. In some countries, divorces may be more difficult to legally obtain, or wives may be unable to leave a bad marriage because they fear for their safety, or for their children’s safety, or because they lack the financial wherewithal (or societal opportunity) to support the family on their own.

Source: https://worldpopulationreview.com/…/divorce-rates-by…

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TIMOR O CONTO VENCEDOR

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Leia o conto vencedor do IX Prémio de Língua Portuguesa
“O Futuro de Timor-Leste virado do avesso”
Parabéns Hornai Ramos
May be an image of text that says 'IX PRÉMIO DE LÍNGUA PORTUGUESA CONTO VENCEDOR o futuro de Timor-Leste virado do avesso, de Hornai da Silva Ramos FUNDAÇÃO ORIENTE CAMÕES PERAÇ ÇÃO RU UNTL FOCO UNTL BNU M'

Segue o conto vencedor do IX Prémio de Língua Portuguesa, “O Futuro de Timor-Leste virado do avesso”, de Hornai da Silva Ramos, selecionado dentre os 71 textos concorrentes este ano.
Parabéns ao Hornai, que poderá usufruir do prémio de um Curso de Verão de Língua e Cultura Portuguesas, em Portugal, e obrigado a todos os participantes!
O futuro de Timor-Leste virado do avesso
Hornai da Silva Ramos
Sempre que todas as terças-feiras nós tínhamos aula na sala C15, eu não gostava. Não era por causa da lição ou da professora, mas por causa do lugar de aprendizagem, porque a sala C15 era a mais pequena de todas do Liceu e ficava situada num lugar que fazia os nossos olhares ficarem inquietos ao ver muita gente em redor, que passava encostada pelas janelas enquanto a aula decorria. Essa sala tinha muitas janelas e toda a gente da faculdade a conhecia, porque estava colado C15 mesmo no cimo da porta.
Era uma terça-feira de sol, no dia vinte e um de fevereiro. Era metade do dia, aquele momento em que nós não necessitamos do relógio para certificar que já é meio-dia, pois basta olhar a nossa sombra que aparece ensombrada nos nossos próprios pés. Quando entrei no portão da universidade, o meu corpo parecia água nascente porque fazia muito calor nesse dia. Vi que a sala C15 ainda estava vazia, a porta ainda estava fechada, nenhum dos meus amigos da turma ainda lá estava. Uma terça-feira muito diferente das outras. Nesse momento, eu pensei que, ou eu andava distraído ou talvez houvesse um mal-entendido com o horário e o calendário, mas quando eu os consultei, era mesmo terça-feira, tínhamos aula de literatura e cultura timorense com a professora Sara na sala C15. No entanto, eu já duvidava de mim mesmo, pois não via ninguém. Entretanto, um amigo da outra turma informou-me que a professora e os meus amigos da minha turma foram para a SEJD (Secretaria de Estado da Juventude e Desporto), mas ele também não sabia qual era o objetivo de irem para lá, só sabia dizer que eles foram para lá. Depois dessa informação, eu não me demorei mais e segui para a SEJD.
Ainda de longe, vi os meus amigos. Ainda lá estavam, junto com imensa gente em fileiras e eu não sabia o que eles estavam a fazer. Quando eu cheguei, eles deram uma gargalhada que eu nem entendia, mas depois disseram-me em tétum que era Loron boʼot, grande dia, não tínhamos aula, só devíamos fazer uma marcha para a biblioteca Xanana Reading Room nesse dia. Quando eu lhes perguntei sobre o objetivo desse estirão, eles só responderam que era para celebrar o loron boʼot, mas não percebiam mesmo o alvo desse grande dia. Nesse momento, os arredores de SEJD enchiam-se de várias escolas do ensino básico de vários municípios, de vários uniformes, de vários estudantes para fazer essa caminhada, mesmo que ainda não entendêssemos a sua meta. Mas depois, os professores orientaram as crianças em fileiras e ofereceram-lhes algumas bandeirinhas para fazer esse passeio. Nós também recebemos essas bandeiras… aquelas bandeiras eram quadradas e brancas, no seu centro estavam escritas palavras de cada um dos idiomas que ainda existiam nas regiões de Timor-Leste e cada fileira de uma dada escola representava um idioma.
Nesse grande dia, a terra cobria-se de sol, nós estávamos banhados em suor, misturados de cores, cheios de dores, mas estávamos com boa vontade para fazer essa caminhada até à Biblioteca Xanana Reading Room. Pelo caminho, levantávamos as bandeirinhas em cima, gritámos e cantámos muito alegres, mesmo que nenhuma dessas crianças soubesse falar a sua língua nativa, aquela que estava escrita na bandeira que elas orgulhosamente seguravam. Alguns de nós, adultos, também não sabíamos falar a nossa própria língua nativa. No entanto, alguns falavam um pouco e eu falava bem a minha língua mãe, que era o tokodede. Quando nós chegámos à Biblioteca Xanana Reading Room, um palco brilhante despertou a nossa vista, cheio de várias luzes, de muitos balões, imensas cores e um grande póster colocado atrás do palco. O póster tinha escrito as informações da comemoração do grande dia que nós, até ao momento, não entendíamos. As informações diziam assim “dia vinte e um de fevereiro é o dia internacional de todos os idiomas do mundo, é um dia com o objetivo de salvaguardar e proteger todos os idiomas do mundo” foi assim que nós percebemos o objetivo daquela marcha.
Depois de alguns minutos, a mestra de cerimónia anunciou a sessão da programação da comemoração. E o primeiro era o discurso do patrocinador da biblioteca Xanana Reading Room que era mesmo o líder Xanana Gusmão. Quando o discurso terminou, eu só captei algumas mensagens. Diziam que esse dia era muito pertinente porque o mundo inteiro comemorava todos os idiomas e nós também comemorávamos esse dia para que pudéssemos recordar e memorizar sempre as nossas raízes, de onde vínhamos, onde estávamos e para onde íamos. Portanto, se nós esquecêssemos as nossas raízes, a nossa vida não fazia sentido nenhum, o nosso corpo ficaria sem alma, porque sempre vivemos juntos com a nossa identidade. A nossa identidade era a nossa alma e um povo sem identidade era um povo sem história, visto que a nossa identidade eram as nossas línguas nativas, o nosso tais, belak, morteen, os nossos usos e costumes, entre outros. Por isso, não podíamos esquecer as nossas raízes.
Além do discurso, havia outra programação: a narração de histórias, apresentação de poesia, cancões, danças tradicionais e oficinas de escrita para as crianças na língua nativa que a escola representava. Embora todas as atividades do programa corressem muito bem e muito rápido, quando chegou ao fim todas as crianças tinham um grande desafio: o difícil não era escrever, mas sim escrever na língua nativa. Aí é que as crianças tinham muitos problemas. Então, nós demos assistência àquelas crianças. Eu fui ajudar um menino em que a sua escola representava o idioma mambae. Este menino vinha do município com fama do café, mas ele não sabia falar o mambae. Entretanto, eu estava muito curioso em saber qual era o problema dessa criança e pergunteiː
– Amaun, em que língua os teus pais falam em casa?
-Mambae e tétum.
– Em que língua os teus pais falam contigo?
– Só́ em tétum.
– Apenas em tétum! Então, o mambae?
– Sim, só́ em tétum, o mambae é apenas para eles.
– Quem são eles?
– Os Katuas e Ferik.
– Ohh… está bem.
Apesar de ser breve essa conversa, eu percebi o problema das crianças. Assim, nós tentámos ajudá-las e elas conseguiram terminar bem a sessão e, como o último programa era a oficina de escrita, então todas as atividades terminaram bem. Depois dessa magnífica celebração do dia internacional de todos os idiomas do mundo, lembrei-me do diálogo do menino e também me lembrei de que no meu bairro, na minha vizinhança e na minha casa, toda a gente falava sempre em tétum para as crianças, o tokodede era para os adultos. Os pais tinham sempre como uma das razões que era melhor ensinar o tétum para as crianças para que não dificultasse o seu ensino aprendizagem e para que não prejudicasse as conversas com as outras pessoas de outros municípios quando fossem para a cidade, porque o tétum era uma língua comum e uma das línguas oficiais.
Quando as atividades da comemoração terminaram, os meus amigos ainda lá continuaram, mas eu despedi-me deles e voltei para casa porque me senti um pouco maldisposto. Entretanto, como ainda estava no fim da tarde, fui até à praia da areia branca para aliviar o cansaço. Na boca do mar da Areia Branca, era muito tranquilo e fazia com que eu viajasse para terras da Ucrânia com um papelinho de uma história de um viajante do tempo chamado Sergei Paramarenko. Naquele fim da tarde ninguém estava lá, o suspiro do vento era muito sereno e o mar também se revolvia muito calmo. Depois da leitura, observei a paisagem do mar, era tão magnífica que as gaivotas voavam pela beira-mar, as águias lá no céu olhavam fixamente os peixes que os tubarões perseguiam, e o cheiro da natureza fazia-me sentir muito tranquilo. Quando os tubarões apanhavam os peixes, as águias desciam muito velozes para aproveitar alguns peixes que pulavam da boca do tubarão. Uma das vezes em que as águias se aproximaram para apanhar peixe, vi uma peça enorme de ferro que as acompanhava, uma peça preta e redonda. Quando o sol passou pelo corpo dessa peça, o seu raio endireitou-se na minha vista e vi um grande arco-íris e, inesperadamente, eu não deixei de ver bem a terra. Os meus olhos doeram muito, tapei-os com as minhas mãos e as minhas lágrimas molharam o meu rosto com muito sal. Eu baixei-me para lavar o rosto com a água do mar e de seguida pousei a cabeça no meu joelho
Passados alguns minutos, senti-me melhor, então tentei abrir os meus olhos para ver. Contudo, quando eu lancei o meu olhar ao mar, vi que todas as coisas eram diferentes, não eram iguais como antes de eu ter visto o arco-íris. Nesse momento, vi uma praia muito linda, repleta de gente a mergulhar. Entretanto, todos os que estavam lá pareciam malaes porque o tom das suas peles era branco e falavam uma língua estranha que eu suspeitava ser o tétum, mas não era bem o tétum-praça, era outro tétum que eu não sabia. As mulheres e as meninas só usavam biquíni enquanto se banhavam. Assim, entrei em pânico com essa sensação e senti muito receio. Então, saí para a rua. Quando cheguei à beira da rua, olhei para a estrada. Era muito larga e havia muitos prédios de vidraças e na margem da estrada vi uma placa que tinha mesmo escrito “Avenida da Areia Branca”, mas o lugar era muito diferente!
Estava a tremer de suor e a tentar passar mais um pouco à frente para perguntar a alguém que horas eram porque o céu estava nublado. Quando perguntei aos dois senhores que caminhavam na minha direção, eles apenas me mostraram os seus telemóveis. A princípio, todas as coisas eram muito diferentes, já eram dez horas da manhã, do dia vinte e dois de fevereiro de dois mil cento e vinte e três. Nesse momento, eu fiquei tão pálido e preocupado com essa sensação que aqueles dois homens, ao verem a minha condição, perguntaram-meː
– Ó kusi neʼebé? [De onde vens?]
– Haʼu husi Tasi-tolu [Sou de Tasi-tolu]
– Ahh… Ó la hatene konjuga verbu iha tétum ka? [Ahh… Tu não sabes conjugar o verbo em tétum?]
– Oinsá konjuga verbu iha tétum? [como conjugar o verbo em tétum?!] – falei em voz trémula.
– Ahh… Ita koʼalia ho ema neʼon-kari ida! [Ahh… falamos com uma pessoa distraída].
Como eu não sabia falar bem o tétum, nem aquela forma de conjugar o verbo Husi [vir] em tétum, uma vez que eu disse Haʼu musi Tasi-tolu, então aquelas pessoas deixaram-me sozinho e foram-se embora. Depois dessa ocorrência em que as pessoas falaram comigo, eu estava banhado em suor, senti-me muito só e não sabia onde estava nem para onde eu iria. Logo, tentei passar pelas calçadas à procura de alguém para me indicar o caminho de retorno para casa porque as pessoas que estavam lá na praia da Areia Branca não sabiam falar o tétum-praça e eram malaes. Entretanto, pelo caminho, não vi nenhum transporte público, como microlete ou táxi, para eu apanhar. Pelas ruas andavam apenas carros privados e de luxo. As casas também eram diferentes, eram prédios de vidraças e bem altos. No meio do caminho, vi um grande jardim luxuoso como se estivesse no paraíso e em frente do jardim havia uma placa que tinha escrito Avenida Largo de Lecidere. Ali, eu estava quase a reconhecer o lugar porque era um sítio onde eu passava sempre os meus tempos livres. Mas eu continuava em dúvida porque as instalações estavam mudadas e os vendedores de cocos já não estavam lá. Naquele jardim havia muita gente, talvez fossem estudantes! Pareciam estudantes, porque toda a gente se sentava em grupo com computadores de maçãs. Eu esperava que aquelas pessoas soubessem falar o tétum-praça e a minha língua nativa para que pudessem indicar-me o caminho para casa. Então, com um pouco de esperança no coração, entrei lá para perguntar.
– Bom dia, imi hatene dalan bá Tasi-tolu ka? [Bom dia, vocês sabem o caminho para Tasi-tolu?]
– Haha… sá tétum ida mak neʼe! La konjuga verbo. [Haha…que tétum é esse! Não há conjugação do verbo] – diziam-me em voz de risos.
– Entaun, imi hatene koʼalia Tokodede ka? [Então, sabem falar o Tokodede?]
– Ó matete sá mak neʼe! [O que estás a dizer!] – exclamaram eles.
– Imi koʼalia português hatene ka? [Sabem falar o português?]
– Ahh… sabes falar o português! Diz, o que é que tu queres?
– Qual é o caminho certo para Tasi-tolu?
– Tu vais esperar o táxi voador ali na praia.
– EO quê?! Táxi voador? – respondi eu, completamente incrédulo!
– Sim.
Logo, dirigi-me para a praia, mas eu ia muito confuso… para apanhar esse veículo devia ficar à espera na praia. Porém, eu admirava aquelas pessoas que sabiam falar muito bem o português e o tétum. Na praia de Lecidere, havia muita gente à espera do táxi voador e eu estava muito curioso em saber se toda aquela gente sabia falar tão bem o tétum e o português, da mesma forma que as outras pessoas tinham falado comigo. Quando eu conversei com aquelas pessoas, descobri que toda a gente falava muito bem essas duas línguas, todos seguiam a norma gramatical, só que eles desconheciam e não sabiam falar as línguas nativas das regiões de Timor-Leste, mesmo que aquelas pessoas também estivessem preparadas para ir aos municípios e algumas também viessem de municípios.
Quando o táxi voador passou pelo mar em pleno voo, apareceu, outra vez, o arco-íris e fez com que eu não conseguisse ver bem a terra. Dei um grito muito alto para que aquelas pessoas me socorressem. Com os olhos fechados senti o carinho dessa gente, alguns passaram as mãos nas minhas mãos e outros passaram as mãos no meu rosto e nos meus cabelos a acariciarem-me, para que eu ficasse mais calmo e sem medo. Passaram alguns minutos. Quando eu abri os meus olhos, vi que o lugar era diferente outra vez, eu estava deitado numa cama macia e as pessoas que estavam a ajudar-me eram os meus amigos, que estavam muito preocupados e perguntavam-me se eu estava bem. Em vez de responder às suas perguntas, eu perguntei-lhes sobre a hora, o dia, o mês, o ano e o lugar em que eu estava. Eles responderam-me que eu estava no hospital e contaram-me aquilo que aconteceu. Disseram-me que eu desmaiei na praia da Areia Branca e eles receberam a informação de alguém. De seguida, levaram-me para hospital. Enquanto eu escutava a descrição do acontecimento, olhei para o relógio e para o calendário que estavam pendurados na parede do hospital, e confirmei que eram dez horas da noite, do dia vinte e um de fevereiro de dois mil vinte e três. Ora, fiquei espantado com essa sensação e senti palpitações. Contudo, eu disse aos meus amigos que já estava bem e os médicos também disseram que eu podia voltar para a casa porque eu já estava melhor. Assim, eu e os meus amigos voltámos para casa.
Por essa sensação vivida, eu imaginei que fosse um viajante do tempo ou andasse às avessas, mas recordava todos os acontecimentos e acreditava que daqui a mais de cem anos Timor-Leste viraria do avesso, porque, na minha visão, a cidade de Díli estava mudada, as casas eram prédios de vidraças, as pessoas pareciam malaes, porque eram brancas e desconheciam todas as línguas nativas que existiam nas regiões da nossa nação, mesmo que eles soubessem falar tão bem o português e o tétum padronizado. E senti muita pena das nossas línguas nativas. Dali a mais de um século, seríamos timorenses de alma morta porque perderíamos as nossas raízes e os nossos valores. Isso poderá acontecer, porque ainda não temos uma escola de arte e cultura para ensinar esses valores culturais para as crianças preservarem e salvaguardarem as nossas raízes, os nossos valores, rituais e cultura. Então, se nós dizemos que somos timorenses, é porque vivemos sempre com a nossa identidade, mas se não tivermos a nossa própria identidade, seremos timorenses sem alma. Contudo, eu espero que o avô crocodilo não deixe que as gerações futuras andem de cabeça perdida, porque Timor-Leste é o nosso amor.

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Cláudia de Brito Oliveira | O transporte aéreo internacional de mercadorias – Jornal Açores 9

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São várias as empresas que apostam na sua crescente globalização através da dispersão dos seus produtos em vários territórios no mundo. Por forma a assegurar o fluxo das mercadorias, o cumprimento dos contratos de compra e venda internacionalfica dependente da intervenção de um terceiro, a quem chamamos de «transportadora». Com esta é celebrado um contrato […]

Source: Cláudia de Brito Oliveira | O transporte aéreo internacional de mercadorias – Jornal Açores 9

ANÚNCIO ANTECIPADO DO 13 MAIO

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Joaquim Fernandes shared a memory.

QUANDO OS JORNAIS DIFUNDIRAM
OS PRÉ-ANÚNCIOS ESPÍRITAS
DO 13 DE MAIO DE 1917….
Foi em 2017 que esta evocação surgiu nas páginas do JN. Lembrava o mui incómodo pré-anúncio (prenúncio) de dois grupos espíritas sobre o advento do dia 13 de maio de 1917 como algo a ter em conta pela humanidade: primeiro, subscrito pelo grupo de Lisboa liderado pelo medium espanhol Carlos Calderon e dado à estampa no Diário de Notícias, de 10 de março nas páginas de pubicidade do jornal com a cifra 135917 e com base na receção de uma mensagem sob a forma de “escrita automática” em espelho e apontava a data críptica como ” de grande importância para os espíritas de todo o mundo”, assinada por “Stella Matutina” ( Estrela da Manhã-Vénus). A outra mensagem similar recebida no Porto e inserta no Jornal de Notícias, de 11 de maio 1917 titulada “A guerra e o espiritismo” e que apontava precisamente a data de 13/5 em correlação com a Grande Guerra em curso. Todos os detalhes e documentos afins foram reproduzidos nas obras publicadas em parceria com a saudosa amiga Fina d’Armada, partindo da descoberta de um opúsculo da autoria de Furtado de Mendonça que cita os documentos originais. Por certo, na solução desta enigmática e perturbadora antecipação resta o dilema: a Igreja Católica beneficiou de uma “aparição” mas rejeita o teor deste pré-anúncios de essência espírita; os espíritas têm em mãos o confroverso pré-anúncio mas rejeitam a versão católica “mariana”. Cada perspetiva ajusta ao seu modelo ideológico as partes que mais importam para validar o todo deste gigantesco quebra-cabeças que qualquer um(a) honestamente poderá reconhecer…
Cf.JF e Fd’A, “Fátima nos bastidores do Segredo” ( Lisboa, Âncora Editora, 2002); JF, “As Outras Fátimas” ( Lisboa, Manuscrito, 2021).
A FÁTIMA OCULTA NO JN/HISTÓRIA
Com dois contributos – do muito competente António Marujo – e o meu sobre o intrigante pré-anúncio do dia 13 de Maio e a evocação da saudosa amiga e colega Fina d’Armada. Para ler e guardar durante os próximos 100 anos…
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O PÚBLICO EMBARCA NO PLÁGIO E NEM DESCULPA PEDE…

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A banalização do plágio – um roubo normalizado
Eu fui um dos autores plagiados pelo José Bártolo, na sua História do Design Gráfico em Portugal, publicada pelo jornal Público como uma coleção de livros.
Esta história miserável é-nos aqui relatada pelo Nelson Zagalo. E eu partilho-a.
Quando me alertaram para o plágio, escrevi ao autor de tal façanha, José Bártolo, com conhecimento ao diretor do Público, Manuel Carvalho.
Do autor recebi umas desculpas pífias e inaceitáveis.
Do diretor do Público, Manuel Carvalho, não recebi resposta nenhuma.
A obra foi agora reeditada pelo jornal Público. Mas não resolveu o problema, tendo-o mesmo agravado.
Aconselho a leitura do post do Nelson Zagalo.

Plágio no Design Português: roubar à descarada
Em novembro de 2022 o jornal Público iniciou a publicação de uma coleção de livros — designada “História do Design Gráfico em Portugal” — criada pelo professor José Bártolo, um crítico e curador de referência do design português. Em dezembro 2022, dois professores da Universidade do Porto deram o alerta para problemas graves de plágio. Em poucos dias o Público retirou a coleção de venda e passados mais alguns dias anunciava que, em vez de abandonar a coleção e pedir explicações ao autor, iria ser realizada uma segunda edição com a revisão de todos os “erros”, leia-se plágios! Foi dito aos leitores que poderiam depois pedir a substituição dos primeiros livros. Não houve uma palavra do Público para com os autores plagiados. No final de fevereiro 2023, saiu a reedição, alegadamente revista, e desta vez com nomes do design português a assegurar, dizem, uma completa revisão por pares. Hoje, 4 de Maio, e para nossa total estupefacção, os mesmos professores da U. Porto publicaram os resultados da análise desta 2ª edição e não só uma boa parte dos plágios da 1ª edição continuam lá, como surgiram novos problemas! Irá o Público agora realizar uma 3ª edição e substituir todos os livros vendidos da 1ª e 2ª edições?
Estamos a falar de de páginas inteiras roubadas de livros e teses. São 9 livros, e todos, sem exceção, apresentam plágios, maiores ou menores. O capítulo IV do Volume 2 é praticamente decalcado da tese de doutoramento de Tiago Moita defendida em 2017. Como é que um autor, depois de lhe ter sido apontado o problema, mas mais do que isso, depois de a sociedade ter dado mostras de uma enorme complacência e de lhe ter oferecido uma rara segunda oportunidade, apresenta um trabalho assim? A única explicação possível aparenta ser a ausência de competências para dar resposta ao trabalho em questão.
Se os colegas do Design manifestam vergonha pela área, eu manifesto vergonha pela academia portuguesa.
Mas o jornal Público não fica melhor na fotografia. Apesar de avisado, e de lhe ter sido fornecido amplo material, limitou-se a fazer comunicados inconsequentes, demonstrando uma total inoperância, e confirmando a anuência do plágio, como já tinha acontecido no caso Belanciano. O Público até pode dizer que não é o editor dos livros que apenas os distribui, mas para todos os efeitos distribui-os a partir da sua loja, publicita-os amplamente nas suas páginas, tendo-se associado ao lançamento da obra. Tem de saber o que está a vender, e sabe, se não soubesse não teria apagado todo o rasto da primeira edição nas suas páginas online.
Para compreender toda a história e analisar no detalhe a documentação produzida pela análise das duas edições, sugiro a leitura do blog Uma História Grave, da autoria de Mário Moura e Maria José Goulão, ambos professores da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Publicado no blog com links para os factos: https://virtual-illusion.blogspot.com/…/plagio-no…
Deixo o link direto para o Uma História Grave: https://umahistoriagravedodesigngraficoemportugal.design….

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Manecas Tiane

inaceitável!

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José Ramos-Horta nomeia três novos adjuntos do procurador-geral da República de Timor-Leste – Observador

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Três novos adjuntos do procurador-geral foram nomeados por José Ramos-Horta, mas o Conselho Superior do Ministério Público de Timor-Leste admite não ter sido ouvido quanto à decisão.

Source: José Ramos-Horta nomeia três novos adjuntos do procurador-geral da República de Timor-Leste – Observador

SATA CONTAS MARTELADAS

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CONTAS MARTELADAS
Após a minha última publicação nesta rede social acerca de “Um filme de terror chamado SATA”, tive acesso ao relatório e contas relativos ao exercício 2022.
Ainda sem ter tido tempo para uma análise profunda, salta à vista que o resultado do exercício findo foi “martelado”
Na demonstração de resultados do exercício 2022 da SATA Internacional, S.A., na rubrica “impostos sobre o rendimento do exercício”, impostos diferidos, foram registados 13.027.568,00 €.
Dizem a UHY, certificador legal das contas e a PWC, auditor, que o montante acima referido, impostos diferidos, cuja segurança depende da obtenção futura de resultados tributáveis positivos, nas circunstâncias atuais, só com muitas reservas pode ser apresentado dado que a sua recuperação, num futuro próximo, não é espetável.
Nem o auditor gostou e por isso não branqueou. No relatório, colocou-o, preto no branco.
Curiosamente a atual Presidente do Conselho de Administração era a Diretora Financeira o que, não augura nada de bom.
Sem esta ginástica financeira, para não lhe chamar outra coisa, o resultado seria, próximo, dos 50 milhões de euros negativos.
No maior ano de passageiros e receitas, até seria, foi, pior do que o de 2021, ano em que, durante pelo menos metade, ainda vivemos em pandemia.
Quem virá, agora, falar de verdade e transparência?
Não há dúvida; “contas martelada” . É mau, muito mau.
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Antonio Manuel Furtado

Só assim conseguem enganar os http://xn--aorianos-s0a.com/ um sorriso fingido

Brandão. Raul. (2023). As ilhas desconhecidas, prefácio Pedro da Silveira, apresentação de Vasco Medeiros Rosa. Ed. Companhia das Ilhas

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Fico particularmente feliz por me associar a esta nova edição, onde o meu nome se junta ao de Pedro da Silveira. O título da minha apresentação é «Um livro que brilha, cem anos depois». Agradeço ao Carlos Alberto Machado a confiança que de novo me concede, quatro anos depois de publicar o meu «Raul Brandão e os Açores». Há momentos em que esforços são recompensados e este é, sem dúvida, um deles.
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You, Ana Monteiro, Urbano Bettencourt and 17 others

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Urbano Bettencourt

3 autores num só livro. Parabéns! Abraço
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