20 milhoes de mortos covid

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Estima-se que quase 20 milhões de pessoas já tenham morrido de COVID-19, em todo o mundo; muitos milhões são actualmente infectadas, todos os dias. No número de 22.12.2022 da JAMA Oncology, Lee e colegas mostraram que as pessoas com cancro são especialmente vulneráveis à infecção por SARS-CoV-2, e à hospitalização por COVID-19. Doentes com cancro do sangue, ou em estágio avançado ou a receberem terapêutica sistémica apresentaram menor resposta de anticorpos à vacina, tornando-os mais vulneráveis. Com o seu estudo, Lee e colegas mostraram, pela 1a. vez, que a resposta de anticorpos à vacina está associada à infecção por SARS-CoV-2 e à hospitalização por COVID-19, numa população de doentes em risco. Doentes com cancro tiveram 47 vezes menor probabilidade de desenvolver uma resposta detectável de anticorpos à vacina, do que os pacientes controlo. Graças a este estudo percebeu-se que doentes com baixos títulos de anticorpos anti-S devem aumentar as precauções contra a COVID-19. Estes doentes podem beneficiar de doses adicionais de vacina, de profilaxia e tratamento precoce.
Esta investigação desafia os políticos e os dirigentes das instituições de saúde a considerarem soluções criativas de apoio, em pandemia, aos doentes oncológicos, especialmente vulneráveis. O médico e antropólogo médico Paul Farmer, MD, PhD, lembra-nos que, quando enfrentamos problemas novos e onerosos, os sistemas muitas vezes respondem com “falhas de imaginação”. Ora, Lee e colegas realçam que “os testes de anticorpos são apenas uma parte de uma estratégia mais ampla, que inclui esforços colectivos, como a ventilação, filtração e uso de máscara”. Numa estratégia mais abrangente, delinearam um conjunto prático de 10 dicas que os sistemas de saúde devem considerar, no apoio às necessidades dos mais vulneráveis, em pandemia. Estas dicas são centradas no doente, imaginativas e inspiradoras. Programas de apoio aos mais vulneráveis na pandemia devem incorporar elementos dos 10 componentes seguintes:
1. Psicoeducação básica. Informar sobre como o vírus se espalha, principalmente pelo ar, em espaços interiores mal ventilados, e descrever a mitigação a vários níveis.
2. Aconselhamento e acesso à vacina. Fornecer materiais educativos sobre a vacina. Aconselhar os doentes acerca das vacinas e reforços, e oferecê-las o mais perto possível do cidadão.
3. Testes de anticorpos e profilaxia.
4. Apoiar o uso de máscaras. Ajudar os doentes a usar correctamente máscaras de alta qualidade (N95, KN95, KF94, FFP3).
5. Teste de COVID-19 e tratamento precoce. Educar os doentes sobre como ter acesso e usar testes rápidos de antigénio e testes PCR. Orientar sobre como proceder se o teste for positivo.
6. Educação sobre a qualidade do ar interior. A melhoria da qualidade do ar interior, através da ventilação e filtração, pode remover aerossóis carregados de vírus, reduzindo o risco de COVID-19. Os doentes podem beneficiar da compra de filtros HEPA, para uso doméstico.
7. Educação sobre transmissão em casa. Ensinar aos doentes que é possível reduzir a transmissão em casa, quando alguém tem teste positivo.
8. Avaliação e tratamento da condição pós-COVID-19 (COVID longa).
9. Existirem recursos locais com uma “atitude prudente”, face à COVID-19.
10. Suporte na resolução de problemas.
Iniciativas comunitárias direccionadas aos números 4 e 6 podem angariar contributos substanciais. As empresas e os organismos filantrópicos podem aproveitar para apoiar os doentes, que lidam duplamente com o cancro e a pandemia. Além destas dicas, centradas nos doentes, as mensagens de saúde pública são cruciais para transmitir que os doentes com certos tipos de cancro permanecem em alto risco, apesar do sentimento público de que “a pandemia acabou”.
O caminho para a imunidade permanece complexo e variável. As reinfecções aumentam o risco para a saúde. Novas vacinas, e o momento e a combinação dos tipos de vacinas, podem reduzir a vulnerabilidade. Na dúvida adoptem-se precauções universais.
✅ á, :
Urge lançar programas para ajudar pessoas com cancro a evitar infecções por COVID19, baseados no modelo proposto no JAMA Oncology. Particularmente centrados nas dicas 1, 4, 5, 6 e 7.
À medida que os hospitais abandonam as “precauções COVID”, muitas vezes aumentando a disseminação nosocomial (deste e de muitos outros patogénios), existem caminhos alternativos, como desenvolver programas abrangentes para apoiar pessoas vulneráveis durante a pandemia. Coisas simples, como distribuir aos doentes com cancro, e aos seus familiares, máscaras de alta qualidade e bem ajustadas, ou os melhores Testes Rápidos do mercado. Cada família também deveria ter purificadores de ar.
Isto já se faz no Estado do Louisiana! Num momento em que muitas instituições de saúde estão a tornar a prestação dos cuidados de saúde menos segura. Estranha época esta em que os doentes são forçados a protestar, porque querem apenas ser atendidos de forma mais segura nos Hospitais.
As pessoas com cancro estão entre as que correm maior risco de contrair COVID, e merecem todo o apoio. Infelizmente, as taxas de COVID permanecem muito altas. E serão ainda maiores, nos próximos tempos. Este é um mundo muito perigoso para pessoas com cancro.
✅ : ó ó (é ó, ã é )
O ensino à distância durante a epidemia de poliomielite, em 1937 em Chicago, foi necessário devido à ausência de cura para a poliomielite, e à sua elevada contagiosidade. Resultado disto, a abertura das escolas foi adiada e os alunos obrigados a permanecer em casa. Mais de 300.000 alunos, do 3o. ao 8o. ano, tiveram aulas através de transmissões de rádio. De acordo com David M. Oshinsky, professor de história da NYU:
“O público estava compreensivelmente assustado com a poliomielite. Não havia prevenção, nem cura. Todos estavam em risco, especialmente as crianças. Não havia nada que um pai pudesse fazer para proteger a sua família.”
“Eu cresci nesta época. Em cada Verão a poliomielite aparecia como a peste. Praias e piscinas fechavam. As crianças tinham de ficar longe de multidões, o que levou ao encerramento de cinemas, espaços de jogos e outros lugares semelhantes. A minha mãe fazia-nos um ‘teste de poliomielite’ todos os dias: conseguíamos tocar nos dedos dos pés e colocar o queixo no peito? Cada dor de estômago ou rigidez causava pânico. Era poliomielite? Lembro-me das fotos horríveis de crianças de muletas, em cadeiras de rodas e pulmões de ferro. E, ao voltar à escola, em Setembro, de ver as carteiras vazias onde se sentavam as crianças que não voltaram.”
á , é () ú ú, ê é ã ú
(Diário dos Açores de 08.09.2023)
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Luís Pacheco Medeiros Almeida

Excelente! A história fará justiça ao Dr. Mario Freitas e ao Dr. Tato Borges na gestão da pandemia nos Açores. Obviamente não foram apenas eles, sem dúvida o papel de ambos foi determinante. Abraço
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Início da era multipolar? – PGL

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“No período de crise, a hegemonia dos Estados Unidos operará de forma mais completa, mais aberta e mais implacável do que no período de expansão. Os Estados Unidos buscarão superar e se livrar de suas dificuldades e doenças principalmente às custas da Europa, independentemente de isso ocorrer na Ásia, no Canadá, na América do Sul,

Source: Início da era multipolar? – PGL

50 anos zeca afonso reeditado

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Reedição de “Venham Mais Cinco” de José Afonso nomeada para prémio da crítica alemã
Redação, 07 set 2023 (Lusa) – A reedição do álbum “Venham Mais Cinco”, de José Afonso, pela editora Mais 5, está entre os nomeados para os prémios dos críticos de discos da Alemanha, anunciou hoje a companhia portuguesa.
“É uma honra para a Mais 5, editora independente portuguesa, receber notícia desta nomeação para o clássico de José Afonso que deu nome à nossa editora”, pode ler-se no comunicado hoje divulgado.
A lista completa consiste em 96 produções gravadas que tenham sido lançadas no mercado alemão nos últimos 12 meses, de qualquer género, incluindo audiolivros, a partir de propostas do júri, que depois vai decidir quais os 10 vencedores, a anunciar no dia 27 deste mês.
De acordo com o ‘site’ dos prémios, os jurados deste ano foram Laura Aha, Manuel Brug, Ralf Dombrowski, Jörn Florian Fuchs, Julia Kaiser, Sabrina Palm, Petra Rieß, Isabel Steppeler, Markus Thiel, Albrecht Thiemann e Matthias Wegner.
O disco de José Afonso, prestes a celebrar 50 anos, como recordou a editora portuguesa, surge ao lado de álbuns como o mais recente trabalho de Björk, “Fossora”, ou de “Memento Mori”, dos Depeche Mode, “Ay”, de Lucrecia Dalt, “12”, de Ryuichi Sakamoto, e “Sequana”, de Souad Massi.
Gravado em Paris e editado pela Orfeu originalmente em 1973, “Venham Mais Cinco” contou com produção de José Niza e com direção musical de José Mário Branco.
O álbum inclui temas como “Era um Redondo Vocábulo”, que o crítico e músico de jazz Manuel Jorge Veloso considerou uma das melhores composições de José Afonso, “Rio largo de profundis”, “Nefretite não tinha papeira”, “Que amor não me engana”, “A Paz, o poeta e as pombas”, “Se voaras mais ao perto” e “Gastão era perfeito”, além da canção que dá nome ao álbum.
“Venham Mais Cinco” foi “o último dos discos de Zeca gravado e publicado nos interstícios da ditadura”, como se pode ler num texto do jornalista Gonçalo Frota publicado na página da Associação José Afonso.
Os 11 álbuns de José Afonso, editados originalmente entre 1968 e 1981, começaram a ser reeditados em outubro de 2021, sob o selo Mais 5.
O primeiro a ser reeditado foi “Cantares de Andarilho” (1968), seguindo-se “Contos Velhos Rumos Novos” (1969) e “Traz Outro Amigo Também” (1970). Todos tiveram edições físicas em CD e vinil, além de ficarem disponíveis nas plataformas digitais.
O projeto de reedição das obras previa “também uma sequência de edições de ‘singles’ nas plataformas digitais que antecedem a edição de cada álbum, de forma a divulgar as canções de José Afonso junto de novos públicos”.
Em maio de 2022, a obra do músico português começou a ser lançada na Alemanha.
TDI (JRS/SS) // MAG
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escalator, escada rolante avariada

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PRÉMIO JOHN DOS PASSOS

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Ensaio “Portugal na História – Uma Identidade” vence Prémio John Dos Passos 2023
Redação, 07 set 2023 (Lusa) – A obra “Portugal na História – Uma Identidade”, de João Paulo Oliveira e Costa, editada pela Temas e Debates, foi distinguida com o Prémio John Dos Passos 2023, anunciou a Secretaria Regional de Turismo e Cultura da Madeira.
O professor universitário Bernardo Vasconcelos, presidente do júri e coordenador do Centro Cultural John Dos Passos, na Ponta do Sol, sublinhou a “pertinência do tema” da obra vencedora, “numa época em que se coloca a questão da identidade individual e coletiva no contexto das múltiplas identidades e do diálogo com o outro”.
Além de Bernardo Vasconcelos, o júri desta edição do prémio, que foi dedicada à área de Ensaio Histórico ou Literário, foi composto pelo professor catedrático José Pedro Serra, diretor da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e José Sílvio Moreira Fernandes, reitor e presidente do Conselho de Gestão da Universidade da Madeira.
O autor, João Paulo Oliveira e Costa, é professor catedrático do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, da Cátedra UNESCO “O Património Cultural dos Oceanos”, e investigador do Centro de Humanidades da mesma faculdade, que dirigiu entre 2002 e 2020. É ainda membro efetivo da Academia de Marinha e presidente da Comissão Científica do projeto “História da Marinha Portuguesa”.
Oliveira e Costa tem como áreas privilegiadas de investigação a História da Expansão Portuguesa, a História do Japão Moderno, a História das Religiões na Ásia Antiga e a História da Europa, nos séculos XV-XVI.
Em 2015, João Paulo Oliveira e Costa foi distinguido com a Ordem do Sol Nascente pelo imperador do Japão.
Em comunicado hoje divulgado, a Temas e Debates afirma que a obra galardoada se baseia “numa experiência académica de décadas”, assim como nas “viagens de João Paulo Oliveira e Costa pelos cinco continentes”, o que faz deste livro, segundo a editora, “uma notável reflexão sobre o País”.
“Privilegiando um olhar que apreende um sentido global”, “Portugal na História – Uma Identidade” faz “um enquadramento da História de Portugal no mundo, demonstrando também como a História está à vista de todos e não apenas na inacessibilidade da erudição académica”, conclui a Temas e Debates.
O anúncio do vencedor foi feito na cidade do Funchal, numa sessão que contou com o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, a diretora regional da Cultura, Teresa Brazão, o coordenador do Centro Cultural John Dos Passos e os restantes membros do júri.
O prémio, com periodicidade bienal, no valor pecuniário de 7.500 euros, será entregue “em data e local a anunciar”.
Retomado em 2019, com o objetivo de contribuir para criação literária de ficção e não ficção em língua portuguesa, o Prémio John Dos Passos é atribuído pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura da Madeira nas modalidades Literária e de Ensaio Histórico ou Literário, em alternância, distinguindo obras publicadas no biénio precedente.
Nas duas anteriores edições, foram premiados os livros “O Século dos Prodígios – A Ciência no Portugal da Expansão”, de Onésimo Teotónio Almeida (2019), em Ensaio Histórico ou Literário, e “Oração a que faltam joelhos”, de Jacinto Lucas Pires (2021), na modalidade Literária – Prosa de Ficção.
A modalidade literária será retomada na próxima edição do Prémio John Dos Passos, em 2025.
NL // MAG
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UMA MULHER POLÍCIA

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Pela primeira vez uma mulher polícia assume cargo na direção nacional da PSP
Lisboa, 07 set 2023 (Lusa) – A direção nacional da Polícia de Segurança Pública vai ter pela primeira vez uma mulher polícia, com a nomeação de Paula Peneda como diretora nacional adjunta de recursos humanos, indicou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).
Em comunicado, o MAI avança que o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, aceitou os nomes propostos pelo novo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana e novo diretor da Polícia de Segurança Pública para as cúpulas destas duas forças de segurança.
Segundo o MAI, Paulo Silvério, que desde 2021 desempenha funções de Comandante da Unidade de Intervenção da GNR, é o novo segundo comandante-geral da corporação.
A estrutura de topo da PSP passa a integrar Paula Peneda como diretora nacional adjunta de recursos humanos, Paulo Lucas como diretor nacional adjunto de operações e segurança, Bastos Leitão como diretor nacional adjunto de logística e finanças e Paulo Pereira como inspetor nacional.
Paula Penedo é comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP desde 2020, Paulo Lucas, que é o atual comandante da Unidade Especial de Polícia, regressa à direção nacional da Polícia de Segurança Pública 11 anos depois de sair, Paulo Pereira é atualmente comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e Bastos Leitão é desde 2019 diretor do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.
O novo comandante-geral da GNR, Rui Veloso, o primeiro oficial oriundo da Guarda a comandar a instituição, e o novo diretor da PSP, José Barros Correia, tomaram posse na passada segunda-feira e substituíram no cargo José dos Santos Correia e Manuel Magina da Silva respetivamente.
Foram hoje publicadas em Diário da República as concessões de louvores e medalhas de serviços distintos de segurança pública, grau ouro, a José dos Santos Correia, da Guarda Nacional Republicana, e a Manuel Magina da Silva, da Polícia de Segurança Pública.
No louvor, o ministro da Administração Interna destaca a “prestimosa e incansável intervenção” do ex-comandante da GNR na adequação dos procedimentos internos e da atividade operacional às medidas extraordinárias e de caráter urgente durante a pandemia de covid-19, bem como o papel que desempenhou ao nível da cooperação e da colaboração internacional.
José Luís Carneiro realça também o papel desempenhado pelo diretor da PSP durante a pandemia, além de ter determinado “um novo impulso no âmbito do policiamento de proximidade e de visibilidade”.
CMP // FPA
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AI SATA SATA…AINDA VAMOS TER SAUDADES

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Ao contrário do que hoje alguns tentam vender por aí, levados por décadas de ingerência política e má gestão, a SATA, ao tempo que foi criada, não pretendia ligar as ilhas entre si, mas antes o que animava a mão cheia de empresários sonhadores e voluntariosos que a criaram era o ensejo de ligar os Açores ao mundo, contrariando a fatalidade histórica do isolamento geográfico das ilhas. Quem se recorda dos anos do monopólio da TAP sabe bem como esse isolamento, na era dos jatos, continua a ser uma pena na vida dos açorianos, seja no desejo de sair seja na vontade de trazer. A essência da insularidade, mais do que o mar, é a distância. Hoje, mais uma vez, os Açores vivem com particular angústia esse drama do seu isolamento. Sem TAP, sem Ryanair e, muito provavelmente, sem SATA Internacional, ou como se usa dizer agora Azores Airlines, os Açores remontam a uma espécie de antepovoamento, um acidente geográfico de vulcanismo e isolamento. A ameaça de saída da Ryanair mostra bem como os Açores ainda sofrem de uma crônica e profunda falta de atractividade, gerada em grande medida pela sua fraca infra-estrutura turística e a residual notoriedade num mercado global altamente diversificado e agressivamente competitivo. A privatização da TAP irá certamente forçar um redimensionar da sua frota e das suas prioridades o que, no caso dos Açores, levará com certeza a menos ligações e piores preços nos poucos casos em que essas ligações se mantiverem. Quanto à SATA, e mesmo não tendo qualquer conhecimento das reais intenções dos que se propõem comprá-la, o simples facto de serem, por um lado um grupo turístico com uma forte componente charter, e, por outro, um consórcio de companhias especialistas neste tipo de operação, deixa antever que o foco principal da sua gestão futura estará não na região mas fora dela. Ao longo dos seus 600 anos de História os Açores viveram sempre da sua conectividade com o exterior, não o perceber é não compreender nada sobre o que são estas ilhas. Desgraçadamente sucessivas gerações dos nossos políticos deixaram de ver para lá do duplo horizonte destes nove calhaus e dos seus micro ciclos eleitorais. O objectivo não é o desenvolvimento dos Açores, dar-lhes asas e horizontes, mas apenas apaziguar os anseios imediatos e circunscritos de cada freguesia. Estamos perigosamente na beira do precipício e só conseguimos discernir o nevoeiro…
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Ló Rego Costa

Não concordo com a forma como interpretas a formação da SATA e a intenção de quem formou aquela empresa. Já pareces o sr. Cristiano Frazao Pacheco, com o seu livrinho “As Cinco Desgraças dos Açores “. É evidente que não temos que lhes agradecer, mas es…

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Ló Rego Costa replied
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Margarida Salgado

Não vendam a Sata , não podemos ficar reféns de qq companhia ou grupo que só visam lucros . Arriscámo-nos a ficar novamente isolados no meio do oceano !
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Ló Rego Costa replied
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droga em ponta delgada

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Socorro, alguém ponha a mão nisto
Já não é a primeira vez que se tem abordado esta temática aqui, na minha rua já chutam e fazem necessidades entre os carros estacionados para além de cenas de pancadaria e barulho
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Ponta Delgada – em plena Matriz

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You, Duarte Melo and 1 other

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o problema do aeroporto de Beja

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【A CAUSA DAS COISAS】
Não sou especialista na matéria, limito-me a ouvir as várias partes, neste processo que se arrasta há longos anos e vou trocando ideias, ouvindo especialistas e alguns amigos da área da aviação, esses sim com opiniões, estudos e fundamentações bem estribadas sobre o assunto. Todos, sem excepção, que não estão com os rabiosques entalados na política, são practicamente unanimes em afirmar que o Terminal Aeroportuário de Beja, que uns quantos espontâneos apelidam de aeroporto, só porque a rapaziada lá colocou uma placa a dizer Aeroporto, não é viável como alternativa a Lisboa. E eu, que sou um imberbe nestas coisas da aviação, mas que ainda sei fazer contas, concordo plenamente.
Isto vem a propósito de um + um espontâneo, que de aeroportos deve saber tanto como eu de alpinismo e que resolveu “esgalhar” umas patacoadas numa página chamada “Braga Nossa” que para o efeito aqui partilho.
Trata-se de mais uma “saloiice” à boa maneira tuga, sem qualquer bases de conhecimento da coisa. Foi só porque sim e que eu tenho vindo a rebater, graças ao bom senso, que é produto que ainda vai havendo cá pela massa encefálica, “graças a Deus”.
Beja nem sequer é um Aeroporto como erradamente se tenta iludir no artigo, mas sim um terminal aeroportuário. Ao longo dos anos, tem-se gerado o “mito urbano” de que em Beja foi construído um grande aeroporto que está ao abandono há vários anos por mera incompetência política e falta de visão. Bem, isso simplesmente não corresponde à verdade.
O Aeroporto de Beja é um pequeno complexo aeroportuário adjacente à Base Aérea Nº11 com a qual partilha as duas pistas existentes. É, para todos os efeitos, um pequeníssimo terminal de baixa capacidade com uma placa de estacionamento de aviões adjacente. Este Aeroporto não está fechado ou ao abandono, aliás está aberto a receber voos, simplesmente nenhuma companhia tem uma operação regular lá por falta de interesse e opções econômicas. O Aeroporto é atualmente usado principalmente para estacionamento de longa duração de aeronaves, normalmente chamado de “storage” na indústria da aviação.
O Aeroporto de Beja teve um custo de construção de 33 milhões de euros, o que, tendo em conta os valores habituais de construção de um aeroporto, é aquilo a que se costuma chamar “migalhas”. Para o termo de comparação, todo o plano de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa (expansão da Portela + Montijo) foi orçado em 1 300 milhões de euros. Foram 33 milhões de euros gastos numa “tentativa” de dinamizar o turismo no Alentejo que correu mal. Espanha também tem um longo histórico de casos muito semelhantes. Mas quem é que vai fazer 1 hora e meia de viagem entre Lisboa e Beja para apanhar um avião… se tem um Aeroporto disponível no meio de Lisboa? O Aeroporto de Beja fica a cerca de 170 km do centro de Lisboa por via rodoviária, sendo o percurso mais rápido feito em 1h 45 minutos. Não existe na Europa (e atrevo-me a dizer, no mundo inteiro) nenhuma grande cidade que tenha um aeroporto complementar a 170 km de distância e quase 2 horas de viagem do seu centro. Por que simplesmente não existe.
Concluir a A26, poucas melhorias traria. Mesmo que se sinta alguma redução no tempo de viagem, a distância continuaria a ser elevada. Por via ferroviária ou Aeroporto também não seria mais acessível. Nem falo da infraestrutura existente atualmente uma vez que essa nem está eletrificada nem tem serviços com ligação direta a Lisboa. Mas mesmo agarrando no estudo da IP sobre a ligação ferroviária ao Aeroporto de Beja/Modernização do acesso ferroviário a Beja, o cenário é negro. Na melhor das hipóteses, e dependendo de um investimento a rondar os 120 milhões de euros (quase 4 vezes o que custou o aeroporto em si) seria possível fazer Lisboa-Aeroporto de Beja em cerca de 1 hora e 30 minutos utilizando vários troços a 200 km/h.
E mesmo que tal fosse possível, sem uma Terceira Travessia do Tejo é impossível garantir um serviço ferroviário com a frequência adequada para o que exige a operação de um shuttle aeroportuário. A Ponte 25 de Abril e a Linha de Cintura não têm capacidade para isso. Mesmo com a nova Ponte, a viagem continuaria a demorar cerca de 1 hora desde uma estação em Lisboa até ao aeroporto. Não esqueça de adicionar o tempo desde a origem/destino final até essa estação, um enorme inconveniente que seria fazer uma longa viagem de e para o Aeroporto em si, especialmente para turistas que vêm em visitas de curta duração. Aliás, grande parte do tráfego que tem sobrecarregado o Aeroporto de Lisboa está relacionado precisamente com o turismo mais low cost de curta duração (o chamado turismo de fim de semana que teve um boom com o aparecimento das companhias low cost na Europa). Para esses turistas, que sentido faz perderem 1 hora e meia de tempo e gastarem talvez perto de 30/40 euros só na viagem de e para o Aeroporto se têm uma alternativa em Lisboa a 15 minutos do centro de Metro?
A ideia de usar o Terminal Aeroportuário de Beja como complementar a Lisboa não faz o mínimo sentido e não passa de uma ideia sem nexo alimentada ao longo do tempo pelo grande público baseado em alguns mitos urbanos em relação ao que realmente foi construído na Base Aérea Nº11.
Os autarcas da região do Alentejo, alimentaram durante anos a ideia completamente descabida de que o Aeroporto de Beja, localizado na região mais desertificada do país a 170 km de Lisboa, poderia ter um grande potencial para tráfego de passageiros. A realidade por e simplesmente não corresponde a vagas promessas eleitorais de “dinamização da região”.
Em resumo, o Aeroporto de Beja tem bastante potencial ao nível de manutenção de aeronaves e armazenamento. Tanto é que a HiFly construiu recentemente um hangar de manutenção em Beja, local que já utilizava para estacionar os seus aviões em alturas de menor procura. Beja não tem muito movimento militar, tem muito espaço para expandir a sua placa de estacionamento, uma pista que pode receber todos os tipos de aviões e pode oferecer taxas baixas, é a receita perfeita para o sucesso. Ao mesmo tempo, criaria empregos qualificados na região.
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O AEROPORTO DE BEJA TEM UM GRANDE PROBLEMA:
Já está construído…..
A maior parte dos portugueses crê que o Baixo Alentejo e Beja ficam no fim do mundo. Atrás do sol posto. No cu de Judas. Como preferirem. Para essas mesmas pessoas Beja ambicionar ser a alternativa de suporte ao aeroporto da capital não passa de uma fantasia ridícula, enxovalhada à boca cheia (em tom jocoso e até desrespeitador) por grande parte dos media nacionais, como ainda agora acabei de ouvir na TV.
Para quem, por ignorância ou omissão deliberada da comunicação social, não sabe eu partilho: a BA11 de Beja é, em termos de área ocupada, a maior da Europa e uma das maiores do mundo. Quando os alemães a construíram na década de 60 sabiam o que estavam a fazer. E é por isso que a pista é uma das 240 do planeta onde o “aviãozinho” A380 pode aterrar (fora todos os outros, naturalmente).
E não me invoquem o argumento da distância geográfica. Beja fica a 1h30 de Lisboa e a 1h30 do Algarve, totalmente disponível para apoiar os dois grandes pólos turísticos do sul do país. Ao contrário do argumento do comentador de TV aterrei em dezenas de aeroportos no mundo inteiro ( por isso tenho termo de comparação) e em vários desses aeroportos secundários levei entre hora e meia, a duas ou mais horas a chegar à capital. Porque os voos para esses aeroportos são mais baratos e há muito público nesse segmento. Porque apreciar a paisagem do país através do vidro de um comboio também enriquece a experiência do viajante.
Porque de um universo gigante de passageiros, alguns (mesmo que poucos) terão a sorte de escolher pernoitar nas redondezas e descobrir um país sem filtros, sem rooftops, sem tuk tuks, feito de pão, queijo, vinho, vida barata e poucos atropelos. E seguramente passarão a mensagem.
A ridicularização da opção aeroporto de Beja existe apenas para encobrir a falta de interesse em investir nas acessibilidades (que maçada, esses milhões já estão destinados aos bolsos dos que engordarão com a construção do novo aeroporto noutro sítio qualquer). Há mercado e passageiros para o aeroporto de Beja prestar muitos e bons serviços. Infelizmente só não há vontade.
(Isabel Branco)

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Dóci palco. Que futuro para o teatro em patuá? – Revista Macau (teremos amostra no 38º colóquio da lusofonia)

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Local e universal, vetusto e contemporâneo, obsolescente e ameaçado, mas, ainda assim, mais relevante e mais exposto do que nunca. Trinta anos depois de ter subido ao palco pela primeira vez, o teatro em patuá do grupo Dóci Papiaçám di Macau condensa em si forças e furores o mais das vezes antagónicos, mas é também

Source: Dóci palco. Que futuro para o teatro em patuá? – Revista Macau

LISBOA OS ENTEADOS DA SERAFINA

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« (…) Três semanas depois da “não-visita” do Papa à Serafina, uma equipa de reportagem da SIC Notícias voltou ao local, e lá continua o Luís com teto, mas sem casa, vivendo em condições inimagináveis numa capital europeia. Ele, como tantas e tantos outros moradores, não vê nem todos os cafezinhos que o presidente da CML, Carlos Moedas, diz tomar no bairro, nem o seu “contacto diário” com as pessoas que ali moram, nem a sua preocupação que muitas vezes não o “deixa dormir à noite”, e ainda menos qualquer ação.
Segundo a reportagem: “A autarquia tem 800 milhões de euros para investir em habitação na capital, mas a Serafina e o Bairro da Liberdade, cuja origem é clandestina, ficaram de fora.” Diz ainda a reportagem que a CML, contactada pela SIC, “não esteve disponível para prestar esclarecimentos”.
O Luís pede que seja feito na Serafina o que foi feito no Bairro da Boavista. Ora, eu acompanhei do interior o realojamento das pessoas do Bairro da Boavista para o novo bairro social, assim como o de uma parte do Bairro do Zambujal. Lembro-me da alegria de quem vivia nas barracas, de quem tinha um teto, mas passou a ter uma casa. “Foi o melhor dia da minha vida”, disse-me o João, que viveu o realojamento como se fosse um prémio e não como o cumprimento de um direito.
As casas eram grandes, bonitas, novas, assim como os elevadores, os espaços verdes, os equipamentos para as crianças, mas, aos poucos, vi também a degradação, a falta de manutenção, de acompanhamento. O mau funcionamento dos elevadores, os obstáculos para as pessoas com dificuldades de locomoção. A humidade nas casas, as canalizações defeituosas, os ratos, as baratas. Habitações que continuaram a ser tetos, mas que, aos poucos, se foram tornando menos “casa”.»
[ Luísa Semedo, “Público”, 7/09/2023]
Ter teto não é ter casa
PUBLICO.PT
Ter teto não é ter casa
As casas eram grandes, bonitas, novas, assim como os elevadores, os espaços verdes, os equipamentos para as crianças, mas, aos poucos, vi também a degradação, a falta de manutenção, de acompanhamento.