morreu gabriel garcia marquez

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Morreu Gabriel Garcia Marques

Adeus Gabriel García Márquez
Partiu um dos melhores escritores latino-americanos do século XX.

Adeus Gabriel García Márquez Partiu um dos melhores escritores latino-americanos do século XX.

“Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapos e me
presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que
pudesse…
(….)
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol,
deixando a descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma.
(…..)
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com
o esquecimento.
(….)
Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão,
pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre.
(…..)
São tantas as coisas que pude aprender com Vocês, mas agora, realmente
de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa,
infelizmente estarei morrendo.
(…..)

Gabriel Garcia Marques

o pecado de falar galego,Bernardo Penabade

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in diálogos lusófonos

https://alemguadiana.blogs.sapo.pt/o-pecado-de-falar-uma-lingua-o-galego-167174

O pecado de falar uma língua (o galego, por exemplo)

Galiza – PGL – [Carlos Durão] O autor, Bernardo Penabade, que foi presidente da AGAL (Associação Galega da Língua), é professor de Língua e Literatura no Instituto Perdouro de Burela, onde impulsiona o ‘Modelo Burela’, primeiro projeto de planificação linguística aprovado por unanimidade numa vila galega.
Diz-nos ele, no prólogo e na contracapa do livro, que as entrevistas com o professor Estraviz “devem entender-se como homenagem ao seu protagonista… Uma vez publicado o seu testemunho, o perfil humano e profissional de Estraviz deixa de ser privativo daqueles círculos que tivemos o privilégio de o acompanhar de perto nestes últimos trinta anos e passa a ser património comum da cidadania da Galiza e de todos aqueles países que no mundo utilizam o idioma de raiz galega”.

Durante vários anos, B. Penabade manteve este alargado diálogo com o seu amigo lexicógrafo, aprofundando na vida e no conhecimento de uma das figuras mais relevantes no estudo da língua e literatura galegas.
I. A. Estraviz é o redator e coordenador do grande dicionário que leva o seu nome (hoje na Rede:http://www.estraviz.org/, Dicionário da Língua Galego-Portuguesa, e-Estraviz, no Portal Galego da Língua, com jogos didáticos, a partir de 2005, e agora na sua terceira edição em Internet), e neste livro de entrevistas podemos conhecer melhor o professor, o monge, o ativista, o estudioso… desde criança: as suas lembranças, a sua aldeia natal de Vila Seca (Límia, 1935), a sua chegada ao mosteiro de Usseira, a vida ali, e os inícios da sua formação humanística, o posterior desterro, e o abandono do monacato, que abre uma nova etapa na sua vida, completando a sua formação, morando então, e exercendo a docência e a dedicação social, em várias cidades do Estado Espanhol [sic] (Madrid, Albacete), França, Alemanha, com deslocamentos ao Brasil, Inglaterra, Portugal (Lisboa, Anadia, Norte…), etc., expressando-se em galego, castelhano, catalão, francês, alemão… e redigindo e coordenando a sua maior obra: o mais completo dicionário existente do português da Galiza.
A edição está ilustrada com numerosas fotografias da vida de Estraviz, com um anexo e dezasseis páginas a cor que mostram visualmente diferentes momentos da sua vida, partilhados com familiares e amigos (como Manuela Ribeira Cascudo), e vultos da galego-lusofonia (como Manuel Maria, I. Dias Pardo), bem como documentação pertinente ao texto.
http://apedoiro.files.wordpress.com/2009/12/isaac.jpeg?w=595
Por diante dos nossos olhos vai passando o rapaz criado no rural, partilhando com a sua família numerosa as duras tarefas do campo, aprendendo o galego da Límia (que nunca deixou de falar), destinado depois ao monacato no mosteiro cisterciense de Usseira (uma das colocações que na altura muitos pais procuravam para os seus rapazes saírem do mundo rural), mas tendo que o abandonar, junto com os seus companheiros, devido a um conflito gerado pela atitude sobranceira dos seus superiores (a proibição de falar a sua língua era considerada “normal”, devendo ele próprio até se confessar do “pecado de falar galego”).
Começou então um desterro que o levou a mosteiros cistercienses da Cantábria, Navarra, França, Alemanha, e depois, de volta ao Estado Espanhol [sic], exclaustrado, a Albacete (onde foi sacerdote na comunidade cigana), e Madrid, fazendo labor pastoral em bairros marginais, ao tempo que trabalhava na docência e seguia os seus estudos universitários.
Relacionou-se então com o grupo editorial Galáxia, de R. Piñeiro e F. Fernández del Riego (iniciando a sua colaboração com a revista Grial), e com a editora SEPT, de J. Illa Couto (para a qual fez uma tradução dos Salmos, e outras).
Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Comillas (1973), em Filosofia e Letras pela Complutense de Madrid (1974), e na mesma em Filologia Românica (1977), foi diplomado em Cultura e Língua Portuguesas pela Universidade de Lisboa (1976), e doutor em Filologia Galega pela Universidade de Santiago de Compostela (1999) com a tese “O Falar dos Concelhos de Trasmiras e Qualedro”.
Entre 1975 e 1977 foi professor de Língua e Literatura Galegas no Ateneu de Madrid, e desde então até 1984 desempenhou o mesmo labor na Irmandade Galega-Lôstrego da capital do Estado. Como Professor de Bacharelato percorreu várias vilas e cidades galegas (A Rua, Ferrol, Ponte Vedra, Ponte d’Eume, Santiago, Vigo, Corunha, Ordes) até obter destino definitivo no Instituto Otero Pedraio de Ourense em 1987. Em 1986 assistiu como observador (por delegação do professor Ernesto Guerra da Cal) ao Encontro sobre Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, 6-12 de maio de 1986, no Rio de Janeiro (tendo ali a oportunidade de dar a conhecer o seu primeiro Dicionário). De 1990 a 1992 foi Professor Associado da Universidade de Vigo, desde 1992-94 Professor Titular de Didática da Língua e Literatura Galegas na Universidade de Vigo, em Ourense e Ponte Vedra, e de 1994 até hoje só no de Ourense. É membro da Comissão Linguistica da AGAL, Vice-Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), do Conselho de Redação da Revista Agália e do Boletim da AGLP.
Em Madrid, nos anos anteriores e posteriores à chamada “transición” política espanhola, desenvolveu uma intensa atividade associacionista, relacionando-se com pessoas do Grupo Brais Pinto (entre elas o veterano J. R. Fernandes-Ojea Ben-Cho-Shey, “embaixador da cultura galega” em Madrid), e do Café Gijón (como C. Emílio Ferreiro, R. Garcia Domingues Borobó, E. Blanco Amor…). Em Lisboa foi aluno de Lindley Cintra e Malaca Casteleiro, supervisado por Ivo de Castro, e conheceu Ma. Helena Mira Mateus e ainda o ministro da educação J. A. Seabra.
Surgiu naqueles anos o projeto de fazer um Dicionário Galego com um grupo de colaboradores, em princípio para se publicar pela Editora Akal, depois pela Editora Galáxia; mas então evidenciaram-se já as diferenças de focagem linguística com Ramón Piñeiro, quem lhe dizia: “O dia de manhã podemos fazer um dicionário Galego-Português, mas agora não é conveniente” (pág. 163), ao tempo que pedia que adaptasse o texto das entregas às normas do ILG (então conhecido como Instituto de la Lengua Gallega, liderado pelo isolacionista Constantino García). Naquela altura, o professor R. Carvalho Calero liderava uma Comissão académica encarregada de elaborar umas normas ortográficas com critérios histórico-etimológicos, com os que concordava o Estraviz. R. Piñeiro então desentendeu-se da edição do seu dicionário.
Depois de tentativas falhas com várias outras editoras (conseguindo contudo publicar o Dicionário galego ilustrado “Nos”, 1983), e de ainda mais tempo perdido, nasceu finalmente a editora Alhena (“nome da estrela gama da constelação dos Gémeos”, p. 167), que por fim publicou o dicionário em três tomos (Dicionário da língua galega, Alhena, 1986), e andando o tempo a editora Sotelo Blanco num tomo (Dicionário da língua galega, Sotelo Blanco, 1995), embora ambos com concessões gráficas, como grafar os verbetes só entre parênteses com a ortografia histórica.
É justo assinalar aqui que “os primórdios da AGAL geriram-se no primeiro encontro da comissão encarregada de elaborar o dicionário… [com] José Luís Rodrigues e Martinho Montero Santalha” (p. 179), cujos Estatutos registou o Isaac no Ministério da Cultura do Estado (1981).
Dentre os inúmeros encontros e desencontros do Estraviz com o oficialismo linguístico (chamemos-lhe assim: bem podia ser caracterizado como caciquismo linguístico), talvez merece ser salientado este com Paz Lamela, na altura Diretora geral de política linguística, quem o cumprimentou pelo seu “bom galego”. “Após uma longa conversa, disse-me claramente que, se renunciava a criticar a norma oficial em público, ela se comprometia a procurar-me uma vaga dentro da rede de ensino público no lugar que mais gostasse” (p. 209; não é preciso dizer mais: também outros temos sido objeto deste tipo de “ofertas” mefistofélicas).
I. A. Estraviz participou sempre muito ativamente em todas as iniciativas que visavam reintegrar a ortografia galega ao seu berço histórico, como as Jornadas do Ensino da Galiza e Portugal (que dirigia J. Paz em Ourense), a Associação Sócio-Pedagógica Galega, as Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, a Associação de Amizade Galiza-Portugal, bem como a Rádio Antojo, ademais das mencionadas AGAL e AGLP.
Contribuiu fundamentalmente (com A. Gil Hernández) ao Estudo crítico das Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego (AGAL, 1983), ao Guia prático de verbos galegos conjugados (AGAL, 1988), e ao Prontuário ortográfico galego (AGAL, 1985).
Publicou numerosos trabalhos no Boletim de Filologia de Lisboa, na RevistaAgália, Revista O Ensino, Nós (Revista Internacional Galego-Portuguesa de Cultura), Temas de Linguística e Sociolinguística, Cadernos do Povo, Revista Encrucillada, Revista Raigame, Revista de Guimarães, semanário A Nosa Terra.
Teve uma importante presença no Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, que ele ajudara a organizar com a presidenta da AGAL, Ma. do Carmo Henriques (bem como as suas seguintes edições). Deu palestras no Centro Galego de Londres, onde foi recebido com carinho. Foi longo e cordial o seu relacionamento com M. Rodrigues Lapa, como continua a ser com J. M. Montero Santalha, A. Gil Hernández, J. L. Fontenla e o autor desta resenha.
Publicou também obra vária de criação, como os seus Contos con reviravolta: arando no mencer, Editora Castrelos, 1973. Seja-me agora permitido fechar esta resenha com duas citações daquele monge cisterciense de Usseira, então conhecido como Padre Santos: “A religião, em princípio, não aliena, completa o ser humano e tem de ser libertadora. Do contrário pode ser tudo menos religião” (p. 115); “… há uma cultura religiosa que é independente da Igreja Católica. O povo galego é profundamente religioso, mas não é profundamente católico” (p. 202).
Carlos Durão é académico da Academia Galega da Língua Portuguesa.
http://www.diarioliberdade.org/galiza/cultura-m%C3%BAsica/45643-conversas-com-isaac-alonso-estraviz,-resenha-de-carlos-dur%C3%A3o.html
sentimo-nos: galego portugueses
música: galego portuguesa
“línguas minoritárias”

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a coletânea de textos dramáticos açorianos -Helena Chrystello e Lucília Roxo

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Nota de imprensa/ Press Release

Helena Chrystello e Lucília Roxo vão apresentar ao público docente e discente dia 24 de abril pelas 15.30 horas no anfiteatro da EB 2, 3 da Maia (Ramal de S. Pedro, Maia) a obra “COLETÂNEA DE TEXTOS DRAMÁTICOS DE AUTORES AÇORIANOS” destinada ao currículo escolar. A obra será apresentada por Lurdes Alfinete

Trata-se de mais um projeto nascido no seio dos Colóquios da Lusofonia, com o total apoio da EBI Maia, e que visa divulgar a obra dos mais relevantes autores contemporâneos de matriz açoriana.

“Vem esta Coletânea de Textos Dramáticos suprir uma lacuna que há muito se fazia sentir nos escaparates das livrarias, a saber, um florilégio de extratos tão-somente de peças de teatro assinadas por cinco escritores açorianos: Álamo Oliveira (Missa Terra Lavrada, Manuel seis vezes pensei em ti e A Solidão da casa do Regalo), Daniel de Sá (Bartolomeu), José Martins Garcia (Domiciano), Norberto Ávila (Algum Teatro) e Onésimo Teotónio Almeida (No seio desse Amargo Mar). Se outros méritos lhe não fossem reconhecidos (que os tem, e não poucos…), não deixaria a posteridade de lhe outorgar o louvável intuito pedagógico-científico que presidiu à sua elaboração” afirma a Professora Doutora Rosário Girão da Universidade do Minho no prefácio da obra.

E acrescenta: “Abarcando uma extensa faixa temporal que remonta à Atlântida – imortalizada nos diálogos platónicos Crítias e Timeu e entressonhada em transe pelo Jovem “voyeur” de No seio desse Amargo Mar –, atravessa o século primeiro, prossegue pelo Renascimento, viaja até Oitocentos e desemboca na contemporaneidade, os trechos dramáticos da Coletânea em causa firmam e afirmam a identidade de Portugal – numa era globalizada em que a divisa parece ser a morna estandardização –, invocando e evocando vultos nacionais, tornados entrementes mitos e trazidos à luz da ribalta como atores paradigmáticos de um tempo em devir, retratado pelos “historiadores do futuro” (José Martins Garcia).”

De não descurar, nesta compilação, se afigura o preito rendido ao Arquipélago, quer mediante a nomeação dos seus mais lídimos representantes oriundos das ilhas designadas (S. Miguel, Terceira, Flores), quer através de referências diversas a topónimos ilhéus (Monte Brasil, Campo de S. Francisco), quer do ponto de vista da hierarquia social insulana (os lavradores micaelenses)…. Talvez não seja erróneo asseverar que foi este espírito epocal e nacional de cariz mítico e, por conseguinte, universalizante que as/os Organizadoras/es desta Coletânea intentaram homenagear, ao coligir significativos extratos de peças de teatro, algumas de difícil acesso advindo da sua não-reedição, de cinco Autores consagrados no panorama das Letras portuguesas.
HELENA F. DA COSTA SIMÕES CHRYSTELLO

CEUTA já foi portuguesa

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Ceuta foi Portuguesa …

Encanto histórico e….pouco mais…!
As autoridades da “Cidade Autónoma de Ceuta” estão a empenhar-se na comemoração dos 600 anos da conquista daquela cidade pelos Portugueses, que se completam a 21 de Agosto de 2015.

O assunto está a causar polémica pois, embora os promotores da ideia defendam que “no se conmemora un acontecimiento bélico de conquista, sino más bien, un legado cultural que han heredado y del que se benefician todas las comunidades culturales y religiosas de esta ciudad”, a comunidade muçulmana entende que comemorar a invasão portuguesa, uma cruzada religiosa de cristãos contra muçulmanos “es un insulto a la ciudad y a sus habitantes”.

Por aqui há quem defenda que Portugal também devia festejar o facto de Portugal ser o pioneiro da globalização, alegando que “a conquista de Ceuta é reconhecida como marco do início da expansão e dos descobrimentos Portugueses”.

A Sociedade de Geografia de Lisboa tomou a iniciativa de não deixar esquecer a efeméride e organizou um ciclo de conferências que se prolonga por 2013, 2014 e 2015, abordando temas que se iniciam com a cuidada preparação da expedição e terminam com a conquista militar da cidade em Agosto de 1415.

Só espero que o “Espírito da Lusitanidade” (que viabilizou a epopeia dos descobrimentos e o relacionamento cordial com novas gentes) se manifeste e dê corpo ao que o grande Agostinho da Silva dizia ser necessário fazer:

”Planear novos descobrimentos em vez de comemorar os antigos”.

Mas no meio desta polémica… não deixa de ser intrigante que a bandeira de Ceuta esteja tão ligada a Portugal e seja, ainda hoje, a mesma… desde 1415… mesmo durante a ocupação espanhola…

Na cidade abundam os símbolos e brasões da época quatrocentista que foram mantidos.

Ver vídeo Anexo.

https://www.youtube.com/watch?v=6yAmo4SF2qw

Como se pode ver/ler na Wikipedia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_e_escudo_de_Ceuta

EscudoCeuta.svg

a bandeira de Ceuta é igual à de Lisboa e tem ao centro o brasão de Portugal…

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fd/Flag_Ceuta.svg/750px-Flag_Ceuta.svg.png

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Onésimo T Almeida e Fernando Pessoa

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domingo, 6 de Abril de 2014

Prefácio a “Pessoa, Portugal e o Futuro”, livro de Onésimo Almeida, por George Monteiro

Trancrevo o prefácio de Goerge Monteiro ao livro de Onésimo Almeida que acaba de sair na Gradiva (tradução de Leonor Simas-Almeida):
Quando em 1987 surgiu o precursor deste excelente Pessoa, Portugal e o Futuro, então com o título deMensagem: uma tentativa de reinterpretação, eu recenseei‑o para a revista World Literature Today. Cada vez mais convencido de que é «correcta» a interpretação pioneira desenvolvida nesse primeiro livro, gostaria de expressar o meu elevado apreço pelo bem conseguido trabalho do autor, reproduzindo aqui a mencionada recensão crítica:
O autor de Mensagem que emerge do minuciosamente investigado e intensamente argumentado estudo de Onésimo Teotónio Almeida sobre as intenções poéticas e o literário desígnio (insisto no termo) revela‑se claramente como um teórico da acção social e da intervenção política. O patriotismo de Fernando Pessoa veste a pesada armadura da coerência estrutural e do pragmatismo lógico conseguida por um pensador, ao mesmo tempo frio e fervente perante a mensagem que teria desejado trazer aos que mereciam executá‑la, uma mensagem brilhantemente exemplificada no próprio acto de ter ele apresentado o seu poema à consideração de uma homenagem pública.
Um subtexto do ensaio notavelmente lúcido e coerente de O. Almeida, se tivermos em conta a diversidade de comentários e interpretações evocados por um texto inequivocamente vital, é claramente a noção de que a grande mensagem bem reflectida e expressiva do poeta‑pensador aos seus compatriotas tem sido lida como quase tudo o que o poeta não quis que fosse, desde o quimérico desejo de um futuro imperial construído nas areias movediças da nostalgia até ao modelo cifrado do desejo de qualquer poeta de escrever sobre si próprio no mais hermético dos códigos: a linguagem ocultista do eremita romântico. Não deveria surpreender‑nos (mas surpreende‑nos) aprender, como aprendemos, no importante estudo de O. Almeida que em Mensagem não apenas o poeta sabia o que pretendia, mas ainda que a sua mensagem é tão directa e, de certa maneira, tão prática que é quase como se tivesse sido necessário um acto colectivo de perversidade para que fosse tão egregiamente mal entendida durante mais de cinquenta anos.
Baseado na descoberta do autor do enraizamento do poema no entendimento de Pessoa dos escritos de Georges Sorel, o caso é tão claramente arguido e tão convincentemente documentado que, a partir de agora, visto precisamente pelo que é, Mensagem emerge como referência para todo e qualquer estudo sobre a mente e o pensamento de Fernando Pessoa.[1]
À supracitada recensão crítica original de há um quarto de século, podem acrescentar‑se algumas palavras referentes a detalhes pertinentes para o desenvolvimento de Mensagem, que vieram à superfície após a publicação do livro de Onésimo, nomeadamente factos que iluminam os exactos desejos de Pessoa relativos
ao efeito que ele pretendeu para o seu poema e para o uso que dele fosse feito; tudo isso previsto no título pró‑activo que foi a sua escolha final.
A intenção de Pessoa de intitular Portugal um dos seus projectados livros data já dos finais da primeira década do século xx. Precisamente antes de um tal livro ser publicado, todavia, Pessoa foi induzido a substituir o título de Portugal por Mensagem. Avisado, diz‑se, de que o seu título original para uma colectânea de poemas históricos, elegíacos e de profético lirismo, que ele ia submeter como poema único à competição recém‑criada pelo Secretariado de Propaganda Nacional, se tornara nos últimos tempos algo gasto, ele decidiu‑se por Mensagem, um título aparentemente mais pró‑activo. Curiosamente, esse título parece‑me ter‑lhe sido sugerido, anos antes, por um inglês das suas relações residente em Lisboa. Ainda ambicionando uma carreira de poeta de língua inglesa, em 1918 Pessoa remetera cópias de dois pequenos volumes, 35 Sonnets e Antinous, a William A. Bentley, o editor em Lisboa de Portugal, um compêndio mensal de notícias de política e artes, dirigido a um público inglês, principalmente de Londres e de outras partes da Grã‑Bretanha.
Algo repugnado pelo conteúdo que considerava pouco saudável e perturbador de Antinous, Bentley ofereceu ao aspirante jovem poeta alguns avunculares conselhos e indicações sobre a direcção para onde ele deveria futuramente encaminhar o seu talento poético.
Permita‑me que lhe sugira embrenhar‑se na sua própria História; nas mais puras fontes da sua existência nacional; na fé, entusiasmo e devoção daqueles que fizeram de Portugal a primeira nação no despertar da Europa da Renascença, escolha algum tópico que seja ao menos saudável, exaltante e puro e devote‑lhe a sua poesia. Isto se tiver a coragem de sentir a vocação de cantar não apenas o passado distante; mas que tenha uma mensagem para o Presente. Nisso Camões parece‑me tão mais ousado do que o conjunto de poetas que se envolveram com ele na história dos tempos antigos, ele intrepidamente escolheu para assunto dos seus grandes poemas as coisas, os homens e os eventos do seu próprio tempo e as viagens e descobertas dos seus companheiros quotidianos. Não haverá nada de nobre a merecer o seu encómio e a sua inspiração? Se não houver, por que não apontar aos seus contemporâneos o que poderia sê‑lo e o que seria digno do esforço deles? [2]
Não temos a resposta de Pessoa (se de facto houve alguma) a esta bem intencionada missiva de aconselhamento da parte do fundador e editor de Portugal, uma publicação mensal, sita em Lisboa, sobre «o país, as suas colónias, comércio, história, literatura e artes» (1915‑1916), embora a substância da carta de Bentley tenha, creio eu, ficado com Pessoa até ao fim da vida, resultando, cerca de quinze anos mais tarde, na formulação e designação de Mensagem. Em Pessoa, a memória dessa carta de Bentley, atrevo‑me a propor, bem poderá ter sustentado a intenção final do seu livro, assim como sugerido a alteração do título.
A natureza da mensagem a ser transmitida em Mensagem, o modo de animar e dirigir o espírito colectivo português para a acção foram, porém, criação do próprio Pessoa. Que o ponto da «mensagem» de Pessoa tencionava ser um apelo sacerdotal à acção, tal como eu o vejo, é o tema fundamental da indispensável leitura de Onésimo Teotónio Almeida, revelando a inspirada apropriação por Pessoa da obra de Blaise Pascal e de Georges Sorel; particularmente no que concerne à sua partilha da concepção de uma teoria pragmática da verdade e bem assim ao seu singular conceito de mito como guia para a acção.
George Monteiro
Windham, Connecticut, U.S.A.
8 de Fevereiro de 2011
NOTAS
1 World Literature Today, vol. 61 (Outono de 1987), p. 613.
2 Ver o texto original desta carta, em inglês, em Fernando Pessoa, Correspondência Inédita (Lisboa: Livros Horizontes, 1996), p. 208. Cota da Biblioteca Nacional de Portugal, Espólio 3 (F. Pessoa): 1151‑19.
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A CONQUISTA DE GOA

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http://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/conquista-de-goa/

Conquista de Goa

A 25 de Novembro de 1510, Afonso de Albuquerque consegue conquistar Goa. Foi há 500 anos.
Comemoramos este evento com a divulgação da imagem do protagonista e referência à carta que escreveu a dar a notícia.

A 25 de Novembro de 1510, Afonso de Albuquerque consegue conquistar Goa. Foi há 500 anos.

Comemoramos este evento com a divulgação da imagem do protagonista e da carta que escreveu a dar a notícia.

Afonso-de-Albuquerque

Veja a descrição destes documentos:

Carta-Afonso-Albuquerque

Descubra mais na Torre do Tombo…

  • Carta de D. Manuel I ao bispo de Segovia dando-lhe parte da conquista de Goa. 1511-07-12. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 10, n.º 60.
  • Atlas de Fernão Vaz Dourado. 1571. Portugal, Torre do Tombo, Colecção Cartográfica, n.º 165.
  • Carta de Afonso de Albuquerque para o rei sobre os sucessos de Goa, e de Manuel de Lacerda ter acudido ao cerco da dita cidade. 1512-12-09. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 12, n.º 40.
  • Carta de Tomé Lopes para o rei sobre os navios que entraram em Lisboa e suas cargas. 1512-12-11. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 12, n.º 41.
  • Carta de António Real para o rei sobre o Estado da Índia depois de Afonso de Albuquerque ter saído de Malaca para Goa. 1512-12-15. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 12, n.º 44.
  • Carta de dois judeus informando o rei que o capitão-mor da Índia se servia deles para levarem cartas a vários reis, pelo que lhes pediam mercês. 1512-12-18. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 12, n.º 46.
  • Carta de Pedro Quaresma para o rei, na qual lhe pediu que pelos serviços que lhe tinha feito, na tomada de Goa e Benastarim, lhe fizesse justiça a ele e a seu filho. 1513-07-25. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 13, n.º 26.
  • Carta de Francisco Corvinel, feitor de Goa, para o rei sobre as cartas que lhe tinha escrito, sobre o estado das coisas tocantes ao seu serviço, de que não tinha tido resposta e do que se passou posteriormente. 1513-10-22. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 13, n.º 80.
  • Carta de Pedro de Faria para o rei sobre o Estado da Índia, dizendo que para esta terra aumentar era necessário que fizesse o governador abastado, dando-lhe boa renda, para não contratar e cuidar unicamente dos interesses do mesmo senhor. 1513-10-23. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 13, n.º 81.
  • Carta de Afonso de Albuquerque dando conhecimento ao rei dos pareceres dos capitães sobre o Forte de Goa e das pessoas providas nas feitorias e escrivaninhas da Índia e do que tem feito naquele Estado. 1514-01-01. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 14, n.º 40.
  • Carta de Afonso de Albuquerque para o rei, que estando Timoja em Goa, tinha armado secretamente três atalaias e com elas tinha tomado uma nau de Ormuz e duas de Chaul. Que o rei de Onor tinha lançado mão delas e requerido para as entregar, mas não o tinha feito. 1513-12-02. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 14, n.º 5.
  • Alvará de D. Manuel I para o feitor de Cochim dar a Manuel de Sousa, alcaide-mor da Fortaleza de Goa, 56.172 réis por 6 quintais, 2 arrobas e 6 arráteis de pimenta que se comprou para o dito senhor. 1514-03-17. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 15, n.º 4.
  • Alvará de perdão que Afonso de Albuquerque passou a Manuel Fernandes por ser culpado na entrada de um homem que Álvaro Madureira tomara em sua casa para dormir com uma sua escrava. 1514-06-08. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 15, n.º 56.
  • Carta de Afonso de Albuquerque para o rei sobre o negócio de Malaca e Cochim. 1514-11-08. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 16, n.º 106.
  • Alvará de Afonso de Albuquerque, capitão-geral de Goa, para Francisco Corvinel, feitor da dita cidade, pagar a mestre Pedro 4 pipas de vinho, menos 12 almudes e meio, à razão de 10 cruzadas a pipa. 1514-10-05. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 16, n.º 29.
  • Alvará de Afonso de Albuquerque, capitão geral de Goa, para o feitor Francisco Corvinel pagar a Henrique Figueira 49 quintais e 18 arráteis de cobre, à razão de 12 cruzados o quintal. 1514-10-24. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 16, n.º 64.
  • Carta de Afonso de Albuquerque para o rei, expondo a necessidade que havia em Goa de uma caldeira, em que se recolhessem as galés, para a construção da qual havia muita gente que entendesse da obra. 1514-10-25. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 16, n.º 72.
  • Carta de Afonso de Albuquerque para o rei, sobre o que havia passado com o embaixador do Preste João, quando esteve em Goa. 1514-10-25. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 16, n.º 78.
  • Carta de Afonso de Albuquerque para o rei, sobre uma caldeira que havia em Goa para se refugiarem as galés. 1514-10-25. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 16, n.º 83.
  • Carta de fr. Domingos de Sousa para o rei sobre o grande trabalho que tem em Goa, ensinando a doutrina e pregando e do pouco ordenado que tem, com o rol dos cristãos da dita cidade. 1514-12-22. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 17, n.º 30.
  • Carta de Diogo de Melo para o rei sobre o governo e Estado da Índia. 1515-08-10. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 18, n.º 61.
  • Carta de Pedro de Faria para o rei D. João III sobre problemas no governo do Estado da Índia. 1527-08-13. Portugal, Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte I, mç. 37, n.º 43.
  • Governo do Estado da Índia. 1567/1826. Portugal, Torre do Tombo, Governo do Estado da Índia.
  • Livros das Monções. Portugal, Torre do Tombo, Governo do Estado da Índia, Livros das Monções.

… e na Biblioteca da Torre do Tombo

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  • ALBUQUERQUE, Afonso de – Albuquerque, Caesar of the East: selected texts by Afonso de Albuquerque and his son. Ed., transl., introd. and notes T. F. Earle & John Villiers. Warminster: Aris & Phillips, cop. 1990. ISBN 0-85668-488-0. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 734/06.
  • ALBUQUERQUE, Afonso de – Cartas de Afonso de Albuquerque seguidas de documentos que as elucidam…. Dir. Raymundo António de Bulhão Pato. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências, 1884. (Colecção de Monumentos Inéditos para a História das Conquistas dos Portugueses em Africa, Asia e America). CNCDP. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 906-912.
  • ALBUQUERQUE, Afonso de – Comentários do grande Afonso de Albuquerque. Dir. e coment. Luís de Albuquerque; transcrição em português actual Maria da Graça Pericão. Lisboa: Alfa, D.L. 1990. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 1721(1-3)/06.
  • AZEVEDO, António Emílio de Almeida – As comunidades de Goa: historia das instituições antigas. Lisboa: Viúva Bertrand & Sucessores Carvalho, 1890.. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 3455.
  • AZEVEDO, Pedro A. de – O fidei-comisso de Afonso de Albuquerque (na Graça de Lisboa). In: Arquivo Histórico Português. – Vol. 1 (1903) p. 157-162 ; p. 188-193. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 1412 (1).
  • BAIÃO, António – Affonso d’Albuquerque. Lisboa: Ferin, 1913. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 7992.
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  • CAMPOS, José Moreira – Da fantasia à realidade. Lisboa: J. M. Campos, 1960. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 1182/06.
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  • CENTRO DE ESTUDOS DAMIAO DE GOIS – Documentos remetidos da Índia ou Livro das Monções (1625-1627). Dir. Artur Teodoro de Matos; coord. téc. Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2000. ISBN 972-787-010-4. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 121/0094(469-5) REF.
  • COMMENTARIOS DO GRANDE AFONSO DALBOQVERQVE, CAPITAM GERAL QVE FOI DAS INDIAS ORIENTAES, EM TEMPO DO MUITO PODEROSO REY DOM MANUEL, O PRIMEIRO DESTE NOME. Em Lisboa: Com licença impresso por João de Barreira impressor del Rey nosso Senhor, 1576. 577 p. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SP 1411 (1).
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  • DISNEY, Anthony – The Viceroy as entrepreneur: the Count of Linhares at Goa in the 1630s. Stuttgart: Franz Steiner Verlag, 1991. Separata de “Emporia, commodities and entrepreneurs in asian maritime trade, C. 1400-1750, ed. by Roderich Ptak and Dietmar Rothermund (1991). Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 812/07.
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  • DOURADO, Fernão Vaz – Atlas de Fernão Vaz Dourado [Material cartográfico]: reprodução fidelíssima do exemplar da Torre do Tombo, datado de Gôa, 1571. Dir. do Visconde da Lagoa. Porto: Livraria Civilização Editora, 1948. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 7046.
  • FARINHA, A. Dias – A dupla conquista de Ormuz por Afonso de Albuquerque. Lisboa: [s.n.], 1989. – Sep. Studia, 48. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 9863.
  • FERNANDES, António de Salvador – O Liceu Nacional Afonso de Albuquerque em Nova Goa. Lisboa: Agência Geral das Colónias, 1946. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 4288 (4).
  • FONSECA, Quirino da – A obra colonial de Afonso d’Albuquerque e a prioridade dos portuguezes no exercício da colonização cientifica. Lisboa: Q. da Fonseca, 1910 (Lisboa: Typ. da Coop. Militar). Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 8991.
  • GARCIA, José Inácio Abranches – Archivo da Relação de Goa contendo vários documentos dos séculos XVII, XVIII e XIX. Nova Goa: Imprensa Nacional, 1874. – Documentos do século XVII. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 483(9) SV 8817.
  • GOA AND PORTUGAL: history and development. Ed. by Charles J. Borges, Óscar G. Pereira, Hannes Stubbe. New Delhi: Concept Publishing Company, 2000.ISBN 81-7022-867-0. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 719/07.
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  • SALDANHA, M. J. Gabriel de – Resumo da história de Goa. Bastorá: Typ. Rangel, 1898. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 169/07.
  • SANCEAU, Elaine – O sonho da Índia: Afonso de Albuquerque. 2ª. ed. Porto: Livraria Civilização, 1943. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, BC 10030.
  • SANTOS, Catarina Madeira – Goa é a chave de toda a Índia: perfil político da capital do Estado da Índia (1505-1570). Pref. Luís Filipe F.R. Thomaz. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1999. ISBN 972-8325-96-7. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 94(547) 102/00 DEP.
  • SEN, Surendranath – Studies in indian history: historical records at Goa. New Delhi: Asian Educational Studies, 1993. ISBN 81-206-0773-2. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 1069/07.
  • SMITH, Ronald Bishop – Afonso de Albuquerque being the portuguese text of an unpublished letter of the Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra relating the portuguese conquest of Ormuz in 1507. Maryland: Decatur Press, 1972. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 167/07.
  • SMITH, Ronald Bishop – The letter of Afonso de Albuquerque in Códice 11.353 of the Biblioteca Nacional de Lisboa. Lisboa: [s.n.], 1992. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 319/95.
  • SOUSA, Francisco de – Oriente conquistado a Jesu Christo pelos padres da Companhia de Jesus da Província de Goa…. Lisboa: na Off. de Valentim da Costa Deslandes, 1710. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SP 869-870.
  • TADEU, Edith Inês Valério – O plano de Afonso de Albuquerque / Edith Inês Valério Tadeu. (Lisboa): Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, [S.d.]. – 53 p. ; 27 cm. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 523/96.
  • TELES, Ricardo Michael – Inventário dos objectos de conventos e igrejas palácios e fortalezas de Gôa. Nova Goa: Imprensa Gonçalves, 1934. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 861/07.
  • TELES, Ricardo Michael – Vida de Afonso de Albuquerque em mil palavras: pelo quarto centenário da sua morte. – Reis-Magos : [s.n.], 1915. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 4295 (4).
  • VASCONCELOS, Frazão de – Diário da Navegação da “Nau S. Francisco” de Goa para Lisboa em 1600-1601. Lisboa: Academia. Portuguesa da História, 1944. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 1463/96.
  • VIEGAS, Valentino – As políticas portuguesas na Índia e o Foral de Goa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1380-5. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, 94(547)(093).
  • VITERBO, Sousa – A avó materna de Affonso de Albuquerque (os penhoristas do seculo XV). Lisboa: Typ.- Calçada do Cabra, 1903. Separata do Arquivo Historico Português, vol.1. Portugal, Torre do Tombo, Biblioteca, SV 1412 (1).
Afonso-de-Albuquerque

Hino dos Açores está consolidado e é aceite pela generalidade das pessoas, afirma Luís Fagundes Duarte

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———- Mensagem encaminhada ———-
De: <GaCS@azores.gov.pt>
Data: 31 de Março de 2014 às 12:45
Assunto: GaCS: Hino dos Açores está consolidado e é aceite pela generalidade das pessoas, afirma Luís Fagundes Duarte
Para:

Ponta Delgada, 31 de Março de 2014
Hino dos Açores está consolidado e é aceite pela generalidade das pessoas, afirma Luís Fagundes Duarte ( anexo disponível no site )

O Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura, afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Hino dos Açores “não corre qualquer perigo”, considerando que “está consolidado e é aceite pela generalidade das pessoas”.

 

Luís Fagundes Duarte frisou que o Hino dos Açores “é intocável, ou seja, não pode nem deve ser posto em causa por ninguém, uma vez que resulta de uma decisão tomada pelos órgãos próprios da Autonomia, no momento certo.”

 

O Secretário Regional, que falava no final de uma audição na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa dos Açores, defendeu que este símbolo da Autonomia “deve ser incentivado junto das escolas”, acrescentando que é necessário passar para as crianças o “conhecimento sobre a música e sobre a letra do hino.”

 

“Trata-se de uma música composta no século XIX por um músico açoriano ligado às filarmónicas e, no que diz respeito à letra, refere-se a um poema de Natália Correia composto propositadamente para servir de letra ao Hino dos Açores”, salientou.

 

Luiz Fagundes Duarte referiu que está claramente determinado no Estatuto do Aluno e no Diploma da Gestão e Criação das Unidades Orgânicas do Sistema Educativo Regional que os alunos “devem aprender na escola a letra e o hino e que os professores devem explicar a razão de ser dessa letra e dessa música”.

 

O Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura disse ainda que o Governo Regional dos Açores está a fazer tudo para que seja concretizado nas escolas “aquilo que está determinado na lei”, como forma dos alunos entenderem a “simbologia do hino e dos símbolos heráldicos da Região”.

GaCS/BP

*************************

ANTECEDENTE:

 

 Quer votar na petição então vá a

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT71949

——– Original Message ——–

Subject:

proposta ao governo regional e ALRA

Date:

Sat, 04 Jan 2014 10:51:40 -0100

From:

lusofonias <lusofonias@lusofonias.net>

To:

undisclosed-recipients:;

EXMOS SENHORES MEMBROS DO GOVERNO, ALRA, E DEMAIS INSTITUIÇÕES

Ilhas De Bruma, um verdadeiro Hino aos Açores.
Quantos Açorianos conhecem o Hino dos Açores e quantos conhecem a Letra que Natália Correia tentou adaptar à melodia?
Julgamos que poucos, mas muitos não só conhecem como gostam e trauteiam as “Ilhas De Bruma” de Manuel M Ferreira (falecido em 3/1/2014).
Quer a melodia quer a letra retratam com fidelidade as Nove Ilhas do Arquipélago e, no momento do padecimento do Autor de Ilhas de Bruma, a melhor homenagem que lhe podemos prestar é propor que a sua criação musical e literária seja assumida como Hino Dos Açores.
Eu voto e quem vota mais? VICTOR PEREIRA victormpereira@hotmail.com
COM TOTAL APOIO DA DIREÇÃO DA AICL COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

Ora bem, em menos de 24 horas, centenas e centenas de pessoas nos fóruns da internet dedicados aos Açores (Info Açores, Açores Global, Ilhas de Brumas, e tantos tantos outros) manifestaram-se afirmativamente a esta proposta. Registou-se apenas uma voz contra  e todas as restantes eram unânimes….Aliás esta constatação já a vínhamos fazendo na sessão de abertura de os Colóquios da Lusofonia desde 2006 em que todos conheciam a letra e música de As Ilhas de Bruma e todos ficavam calados quando institucionalmente tínhamos de tocar o hino oficial…. Assim, sugerimos, a quem de direito a coragem de assumir o verdadeiro hino dos Açores em substituição do hino oficial que nada nem ninguém representa.
Com os melhores cumprimentos

--
J. CHRYS CHRYSTELLO,
Presidente da Direção [AICL, Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia]

NATÁLIA CORREIA POR JUDITE JORGE

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POR JUDITE JORGE Gravação de Luis de Raziell.”
http://www.youtube.com/watch?v=FCO-YCDHuE8
Recordações de uma grande poeta – Vídeo elaborado a partir da cassete de um pequeno gravador, que utilizava como repórter da Rádio Comercial, que pude regist…
YOUTUBE.COM|BY LUISDERAZIEL