Homem profanava túmulos e usava carne de cadáveres para “dar gosto” ao feijão no Brasil – Mundo – Correio da Manhã

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Publicava vídeos a ensinar a receita a seguidores.

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gender crisis? not so, society’s manipulation of social agenda

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Gender Crises…
Pix 1… Taiwan’s Lin Yu-Ting a female boxer 51kg weight category who was disqualified & strip off her medal from the World Championship in New Delhi India in 2023 as she failed a Gender Test becos medical reports shows she’s got XY chromosomes Instead of XX chromosomes so she’s a MAN..
Pix 2.. Imane Khelif whose case is trendy at the moment was also disqualified alongside with Taiwan’s Lin Yu-Ting in 2023 in New Delhi becos medical reports also shows that she’s got XY chromosomes so she’s also a Man! But the Question is why did the International Olympics Committee allow her compete in thIs Olympics in the first place while Caster Semenya was barred from competing..
Pix 3…Caster Semenya a South African 800m runner & world champion was also disqualified from competing in the women’s categories becos she also failed Gender Test as medical reports shows that She’s also got XY chromosomes! So she’s also a Man…
Apart from having XY chromosomes this Athletes don’t have wombs nor Ovaries but born with both male & female organs!! Caster Semenya is a typical example..
Yet the Woke Community wants the world to embrace them as a Woman whose chromosomes are that of a Man!! So how do we quantify such matters but rather we say No to Men in Women’s Sports..
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o flop olímpico e a sociedade sem dinheiro vivo a não vingar …

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Chukwunonso Okoro

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Friends in Paris tell me that Paris is empty. The Olympics is an expensive flop. Restaurants are making no money. Tourists have not arrived. I guess they ensured that would happen with their *****graphic opening ceremony. What has also driven people away is the Olympics is 100% cashless and all products and services are via QR Code. People literally checked out of hotels because of it. Cashless is FAILING
As seen on Twitter.
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morreu um grande jornalista

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Um grande profissional, tanto na rádio como nos jornais, com vários livros publicados (casos de “Memórias das Guerras Coloniais, Savimbi – Vida e Morte”, “Diz que é uma espécie de democracia”,” Descolonização Portuguesa – O regresso das caravelas” e “Romance de uma conspiração”), além de talentoso guionista televiso (e.g., no documentário “Memórias das Guerras Coloniais”) e uma excelente incursão no teatro com a adaptação do romance “Clarabóia”, de José Saramago, em cena n’ A Barraca, em 2015.
E foi o mais brilhante provedor do Ouvinte da rádio pública, de 2017 a 2021 (autênticos programas de rádio, como ainda se podem reouvir na RTP Play, até para se comparar com o cizentismo atual…).
Homem da rádio já antes do 25 de Abril, foi dele a expressão “nacional-cançonetimo”, que cunhou pela primeira vez em 1966 na rubrica “POPularucho” do suplemento “Mosca” do “Diário de Lisboa”, numa sátira acutilante ao estilo musical dominante à época e em contraponto com a qualidade da emergente música de intervenção de José Afonso, José Mário Branco e Sérgio Godinho, entre outros, que mal passavam então pelo crivo da censura .
Fica a admiração e a saudade pela sua partida. 🥲
JOÃO PAULO GUERRA: ATÉ AMANHÃ, CAMARADA
Comecei a ouvi-lo, mas sobretudo a lê-lo em miúdo, nos jornais que andavam lá por casa, com “o diário” à cabeça. E nunca mais deixei de lê-lo. Disse-lhe em vida o que toda a vida lhe quis dizer: quando for grande quero ser como tu. Por isso, quando, em abril de 2017, ele aceitou apresentar o meu livro “Quando Portugal Ardeu”, na Barraca, em Lisboa, sublinhei ainda mais essa dádiva: “Foi contigo que este bichinho do jornalismo se fez grande. Não só pelas reportagens, mas sobretudo por causa de um livro chamado “Polícias & Ladrões”, da Editorial Caminho, que reunia já algumas das histórias que desenvolvo no meu livro. É uma felicidade, uma honra e um privilégio que a minha geração tenha tido o teu exemplo como inspiração. Nunca te estaremos suficientemente gratos por isso.”. Nos anos que se seguiram, esteve sempre disponível para mim. E ainda fui a tempo de incluir as suas memórias e histórias sobre a música e a política na “minha” Amália.
Muitos dos seus textos permanecem vivos e podem lê-los aqui: http://especiedemocracia.blogspot.com/
Obrigado, camarada João Paulo Guerra! Esta tristeza vai demorar a apagar-se…
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Microsoft Reportedly Had to Ban Bill Gates From Being Alone With Interns

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In an upcoming book about Microsoft cofounder Bill Gates, a reporter is set to air some of the billionaire philanthropist’s dirty laundry.

Source: Microsoft Reportedly Had to Ban Bill Gates From Being Alone With Interns

onde eram os jardins suspensos da babilónia?

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VOCÊ SABIA QUE OS JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA, NO IRAQUE, NÃO FORAM CONSTRUÍDOS NA BABILÔNIA?
Descubra o mistério por trás da sua verdadeira localização.
👇Os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, têm fascinado a humanidade por séculos. No entanto, um detalhe surpreendente e pouco conhecido é que esses jardins podem não ter estado na Babilônia. Pesquisas recentes sugerem que a verdadeira localização dos jardins estava na cidade de Nínive, no norte do Iraque. Essa teoria se baseia em estudos de textos antigos e novas evidências arqueológicas que apontam para o rei assírio Senaqueribe como o verdadeiro criador dessa maravilha.
Segundo os historiadores, os Jardins Suspensos não eram simplesmente um feito arquitetônico, mas também uma proeza de engenharia avançada. Diz-se que os terraços dos jardins eram sustentados por enormes colunas e que a irrigação era realizada por meio de um complexo sistema de roldanas e bombas que transportava água do rio Eufrates. Esse sistema permitia que a água fluísse para os terraços mais altos, criando uma cascata de verde no meio da paisagem árida mesopotâmica.A ideia de que Senaqueribe, e não Nabucodonosor II, foi o responsável pelos jardins adiciona uma camada de intriga à sua história.
Senaqueribe é conhecido por ter construído um impressionante palácio em Nínive, que ele descreveu em seus escritos como um “palácio sem rival”. As descrições de seus jardins, com sistemas de irrigação elaborados e vegetação exuberante, se assemelham muito às descrições dos Jardins Suspensos. Isso levou alguns arqueólogos a reconsiderar a localização tradicionalmente aceita desses jardins.
Para o viajante moderno, explorar as ruínas da Babilônia ou Nínive no Iraque pode ser uma experiência inesquecível, mas é crucial planejar com cuidado. O Iraque é um país com uma rica história, mas também com desafios de segurança. É vital consultar as recomendações de viagem do seu país e considerar a contratação de guias locais que conheçam bem a região e possam proporcionar uma experiência segura e enriquecedora.Além dos Jardins Suspensos, o Iraque abriga uma infinidade de locais históricos e culturais que merecem ser visitados. Na Babilônia, você pode encontrar os restos do icônico Portão de Ishtar e do Templo de Marduk.
Em Nínive, as ruínas do palácio de Senaqueribe e as impressionantes esculturas de touros alados oferecem um vislumbre do esplendor do antigo império assírio. Esses locais proporcionam uma conexão tangível com o passado e permitem apreciar a grandeza das civilizações antigas.Para aproveitar ao máximo sua visita, é recomendável vestir-se adequadamente para o clima quente e levar água suficiente.
Além disso, estar acompanhado de um guia local não só melhora a segurança, mas também enriquece a experiência ao fornecer contextos históricos e culturais que de outra forma poderiam passar despercebidos. Explorar os mercados locais e experimentar a gastronomia da região também adiciona uma dimensão única à sua viagem, permitindo-lhe vivenciar a hospitalidade e a cultura iraquiana de primeira mão.
Viajar para o Iraque para descobrir os mistérios dos Jardins Suspensos é uma oportunidade única de se conectar com uma civilização antiga e explorar uma das maravilhas do mundo. Esta viagem permitirá que você mergulhe na história e aprecie a majestade de um legado impressionante.
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Mario Jorge Costa

Embarcação de recreio incendeia-se com sete pessoas a bordo

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Uma embarcação de recreio local incendiou-se esta tarde a 5 milhas de Vila Franca do Campo. Os sete tripulantes foram retirados por uma embarcação marítimo-turística que se encontrava próxima, estando já em terra.

Source: Embarcação de recreio incendeia-se com sete pessoas a bordo

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subida ao Pico

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o nosso sócio fundador JOSÉ CARLOS TEIXEIRA acaba de regerssr ao seu Canadá, depois de na semana passada ter subido aquele montesinho de pedras que existe no Pico

 

Subida à imponente montanha do Pico no dia 27 de julho de 2024.
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Ribeira Grande lidera ranking nacional de concelhos com maior taxa de criminalidade | RTP Açores

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…crimes contra a integridade física.

Source: Ribeira Grande lidera ranking nacional de concelhos com maior taxa de criminalidade | RTP Açores

o mito do cesto da gávea

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O mito do cesto da gávea

Marco Neves

Ago 4

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Aviso: este texto contém palavrões; ou melhor, um palavrão repetido muitas vezes.

Foto de Bruno Martins em Unsplash

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Uma academia que não existe

A «verdadeira» (sublinho as aspas) história da palavra «caralho» aparece em muitas páginas por essa Internet fora. Aqui fica uma das versões mais conhecidas (curiosamente, não refere o nome «cesto da gávea», que aparece em muitas outras versões da mesma história)[1]:

Segundo a Academia Portuguesa de Letras, caralho é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra. O caralho, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco. Também era considerado um lugar de castigo para aqueles marinheiros que cometiam alguma infracção a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no caralho e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom tempo. Daí surgiu a expressão: Vai pró caralho. Hoje em dia, caralho é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.

A história, tal como contada acima, é mesmo um vírus: está construída para se espalhar. Tem logo uma evocação de autoridade (a Academia Portuguesa de Letras) para que ninguém se atreva a duvidar! Depois, remete para aventuras, navegações, castigos de marinheiros. Revela-nos algo que não conhecíamos sobre o mundo. Uma maravilha — mas uma maravilha falsa do princípio ao fim.

É falsa, mas prometo: a verdade sobre a origem da palavra é mais interessante, embora não a conheçamos na totalidade (é fácil criar mentiras bem compostas; é mais difícil escavar a verdade).

Comecemos então pelo princípio: a famosa Academia Portuguesa de Letras. É famosa, mas tem um problema que a distingue de todas as outras academias de letras: não existe. Existem academias de letras noutras paragens: o Brasil tem uma Academia Brasileira de Letras, Espanha tem a Real Academia Espanhola, a França tem a Academia Francesa. Ora, Portugal não tem uma academia dedicada apenas às letras. Existe, isso sim, a Academia das Ciências de Lisboa, com uma Classe de Letras.

Portanto, nenhuma Academia Portuguesa de Letras associou a origem da palavra «caralho» ao cesto das caravelas. Se formos generosos com a história e quisermos ver na referência uma alusão à Academia das Ciências de Lisboa, podemos sempre consultar o famoso dicionário dessa academia, que tem um verbete dedicado ao palavrão. Afirma-se por lá que a sua origem de «caralho» é a palavra latina (reconstruída) *caracŭlum, ou seja «pequeno pau». Não é uma etimologia aceite por todos, mas já lá chegaremos. Quero só sublinhar que o dicionário nada diz sobre cestos ou caravelas.

Conselho de amigo: quando inventar uma história e quiser dar-lhe uma patine de verdade, use uma instituição verdadeira. Pelo menos, demoramos mais uns segundos a verificar a veracidade da história.

Os primeiros registos de «caralho»

A referência à academia poderia estar errada e, mesmo assim, a história ser verdadeira. Ora, não o é — por três razões: (1) a história ignora um facto essencial sobre a palavra; (2) os primeiros registos escritos da palavra não têm nada que ver com navegações nem com cestos; (3) não há registos anteriores ao século XX sobre uma associação do cesto (ou do mastro) das caravelas à palavra «caralho».

O facto essencial que a história ignora é algo que acompanha a palavra desde os primeiros registos da sua existência: a palavra refere-se ao órgão sexual masculino. É verdade que, a partir desse sentido, é depois usada como interjeição em situações em que o órgão não é visto nem achado. É isso que acontece com muitos palavrões, transformados em interjeições. No entanto, ninguém nega que o sentido denotativo da palavra é mesmo esse: o órgão sexual masculino.

Vejamos agora aquilo que sabemos, de facto, sobre o aparecimento da palavra. Como não temos gravações das primeiras vezes que alguém a usou (uma chatice), temos de nos socorrer do registo escrito. A primeira referência ao palavrão é indirecta, mas muito curiosa.

No ano de 982, num documento de doação do Mosteiro de São Pedro de Roda, na zona da actual Catalunha, aparece a referência ao nome de um monte: Caralio. Nada a dizer; a semelhança ao nosso palavrão poderia ser coincidência. Ora, anos antes, num documento de 974, o mesmo monte não aparece referido pelo nome porque o nome era, dizia o autor do documento, indecoroso. Ou seja, «caralio» já não se podia dizer em certas situações. Esta foi a primeira aparição da palavra. (Veja-se aqui a fonte.)

Muito indirecta, é verdade. No entanto, desses vagos princípios, começámos a encontrar o palavrão nos registos das várias línguas românicas da Península Ibérica. Na nossa língua, a palavra aparece com frequência nas cantigas medievais, antes das navegações e afins. Se formos a https://cantigas.fcsh.unl.pt/ e pesquisarmos pela palavra, encontramos vários bons poemas dos primeiros tempos da nossa língua.

Deixo apenas um exemplo, da autoria de Fernando Esquio:

A vós, Dona abadessa,
de mim, Dom Fernand’Esquio,
estas doas vos envio,
porque sei que sodes essa
dona que as merecedes:
quatro caralhos franceses
e dous aa prioressa.

Pois sodes amiga minha
nom quer’a custa catar,
quero-vos já esto dar
ca nom tenho al tam aginha:
quatro caralhos de mesa
que me deu ũa burguesa,
dous e dous ena bainha.

Mui bem vos semelharám
ca sequer levam cordões
de senhos pares de colhões;
agora vo-los darám:
quatro caralhos asnaes,
enmanguados em coraes
com que calhedes a mam.

Sei que a língua mudou muito, mas todos percebemos bem que o poeta não estava a falar de cestos. (Um esclarecimento cultural: os ditos «caralhos franceses» são objectos que substituem os verdadeiros; vêm bem enfeitados e são oferecidos à abadessa para o que lhe aprouver.)

Avancemos. Há um facto que parece claro: a palavra já existia antes de haver um reino de Portugal. Aparece em todas as línguas românicas ibéricas e tem um primeiro registo (indirecto) no século X. Mais: em todas as referências medievais, não há qualquer ligação às navegações ou a cestos.

Dito tudo isto, de onde vem a palavra? Há várias teorias. Uma delas está registada no Dicionário da Academia, que referi acima. Viria de uma palavra latina que significava «pequeno pau». Esta é também a opinião de José Pedro Machado, no seu Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Já o etimólogo catalão Joan Coromines, no Diccionario crítico etimológico castellano e hispânico, propõe uma origem pré-romana. Não há consenso entre etimólogos, mas nenhum refere qualquer ligação ao cesto da gávea ou às navegações (portuguesas ou outras).

Se a palavra, de facto, a palavra tiver origem numa referência a um pequeno pau ou a uma estaca (não há provas), não será impossível imaginar que o termo fosse originalmente usado para designar também um pequeno mastro num barco. É apenas uma suposição: não há qualquer registo de tal uso. Repito: na escrita, a palavra aparece logo como palavrão e como referência ao órgão sexual masculino. É isso que sabemos.

Ou seja: desde o início da nossa língua (e das línguas vizinhas) temos este palavrão ao dispor.

Então de onde vem a associação do cesto da gávea ao palavrão?

Anatomia da lenda do cesto

A história do cesto e do caralho tem várias versões. Como qualquer lenda, é muito clara e impante em cada versão, mas muito variável entre versões.

Há quem afirme que o caralho é o mastro e o cesto é a casa do caralho (essa correcção é muito frequente, o que não deixa de ser curioso: há quem se afadigue a corrigir uma história errada para substituí-la por outra história errada).

Há quem diga que, pronto, é verdade que a origem do palavrão não é essa, mas os marinheiros passaram a usar o palavrão para designar o cesto (ou o mastro). Será verdade? Não sabemos (não há registos), mas se o for, já não é a explicação da origem da palavra.

Outros dizem que a história é a origem da expressão «vai para o caralho» e não da palavra em si. Também não há registos que o seja, mas aqui já estamos a ver uma lenda aflita, a fugir com o rabo à seringa. Resumo: é falsa, mas se a torcermos muito e semicerrarmos os olhos vislumbramos, lá muito ao fundo, um pedaço de verdade.

Antes de avançar: há uma associação óbvia entre as palavras «caralho», «mastro» e «verga». Todas podem ser usadas como designações do órgão sexual masculino. A questão é se a palavra «caralho» tem origem numa designação náutica. Ou seja: a questão é se a palavra começou por designar um elemento náutico (um mastro ou um cesto) e só depois o órgão sexual masculino. Não há qualquer indício de que tal seja verdade. Essa etimologia falsa aparece muito recentemente (à escala da história da língua).

Em relação à história do cesto da gávea, a primeira referência que encontro é numa página brasileira de 2005[2]. Depois, aparece noutros locais com cada vez mais frequência.

Pesquisei em corpora da língua, em textos de etimólogos, em livros. A indicação mais antiga da história parece ser já deste século. É possível que a história já corresse em mensagens de correio electrónico, naquelas correntes pejadas de mentiras que eram habituais nos anos 90. Também é possível que tenha sido importada de Espanha, onde uma lenda parecida também se encontra aqui e ali (e, tal como cá, é também recente).

Depois de 2005, a história aparece em livros publicados, mas só depois das primeiras versões em linha. Livros mais antigos ou investigações com algum tipo de investigação etimológica minimamente cuidadosa não apresentam qualquer referência à associação entre o cesto da gávea e o palavrão. Se pesquisarmos em livros de História sobre as navegações, sobre terminologia náutica, sobre etimologia, não encontramos nada que confirme a lenda.

Lembro (já me estou a repetir): a palavra é mais antiga que as caravelas, que as navegações, que Portugal. Não sabemos qual a sua origem, mas sabemos que aparece logo como referência ao órgão sexual masculino.

Tendo em conta o espaço vazio da origem etimológica, imagino que alguém argumente: ora, se não sabemos qual a origem, pode até acontecer que seja o cesto! Ou o mastro! Até poderá ser, mas não serão nem o cesto nem o mastro das caravelas portuguesas. Enfim, se quisermos enfiar esta história recente na origem remota de uma palavra, ninguém nos impede, mas podemos fazer o mesmo com qualquer outra história que inventemos à pressão. Se eu disser que a palavra tem origem numa árvore que existia em Silves, ali por volta do ano 800, que se chamava Caralho e tinha a forma parecida com o órgão sexual masculino, tenho tantas provas disso como da associação ao cesto da gávea (ou seja, nenhumas).

Se procurarmos uma associação da palavra «caralho» com o mastro das embarcações (uma das versões com que a lenda se tenta defender), encontramos uma curiosa referência no livro Almanak Caralhal, de 1860, em que se conta a sucinta história de Frei Martinho, que «oferece heroicamente o seu caralho para mastro grande da maior nau das Índias».

É este indício que a história afinal tem um fundo de verdade? Antes pelo contrário. Note-se que a palavra é usada para designar o órgão sexual, que iria servir de mastro — a palavra não designa o mastro. Mas há algo mais importante: num livro destes, dedicado ao caralho, não haver qualquer referência à lenda é uma clara indicação de que esta é posterior. E, de facto, passariam ainda mais de 100 anos até que a história começasse a aparecer na escrita.

O que sabemos é que a palavra surge no registo escrito da língua logo com o significado que tem hoje e é usada como interjeição e palavrão. É interessante pensar que este palavrão acompanha os portugueses desde o início: é mais antigo do que o país e nunca houve nenhum português que não o conhecesse. As palavras mudam muito, mas os palavrões ficam.

Nota: este texto é uma primeira versão de um capítulo de um livro que sairá em breve.

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[1] VortexMag: https://www.vortexmag.net/coisas-que-voce-nao-sabia-o-verdadeiro-significado-da-palavra-caralho/

[2] http://www.posto7.com.br/curiosidades.htm

Pode encontrar os meus livros nesta página. Obrigado!

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Três sismos sentidos esta madrugada na ilha Terceira – Jornal Açores 9

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Três sismos de magnitude 2,1, 2,4 e 2,6 na escala de Richter foram sentidos nesta madrugada na ilha Terceira, nos Açores, informou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA). Segundo informação divulgada na página na internet do CIVISA, o primeiro abalo foi registado às 05:29 locais (06:29 em Lisboa) e teve magnitude […]

Source: Três sismos sentidos esta madrugada na ilha Terceira – Jornal Açores 9