SANTANA CASTILHO, A CULPA ERA DO POSTIGO

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Afinal era o postigo!
1. Sobre o vírus e a doença que provoca, cientistas invocam estudos, modelos matemáticos e dados estatísticos para contraditarem outros que, socorrendo-se de recursos idênticos, deles divergem. De uns nunca tinha ouvido falar, de outros conheço currículos sólidos e longos. De uns procurei produção científica sujeita a avaliação por pares e não encontrei, de outros li o que está publicado, sob esse requisito de validação.
É este exercício racional que me tem ajudado a construir opinião própria e a blindar contra a cruzada do medo que as televisões continuam a alimentar. Porque mesmo nos piores momentos é possível viver de pé e pensar, procurando não nos precipitarmos a aderir e só aderir ao que se entende por via da dúvida construtiva.
2. Não me agrada ver os que censuravam a TINA doutros tempos quererem convencer-me que não há alternativa ao confinamento, aos testes a eito, aos desinfectantes a jorros e à suspensão das liberdades individuais básicas.
Não aceito que António Costa me culpe pelo fracasso da sua governação, cavalgando o medo, porque o medo é o instrumento que mais nos faz desaprender. Sim, o medo tornou-se uma espécie de religião e muitos bispos profanos usam-no como estratégia de poder. Por isso têm medo que o medo acabe.
Rejeito a banalização do estado de emergência (vamos no 9º com o 10º anunciado) e o atropelo a liberdades e garantias dos cidadãos, constitucionalmente protegidas, como forma de gerir a saúde pública. E não me sirvo de teorias da conspiração para destacar o que é evidente: com este expediente cerceiam-se greves e protestos por parte dos que são proibidos de trabalhar, enquanto avança a substituição de postos de trabalho por soluções digitais (professores e médicos incluídos). A pandemia é uma desgraça para a maioria e uma rica oportunidade para alguns. Qualquer ser pensante não paralisado pelo medo tem obrigação ética de procurar perceber porque crescem exponencialmente as fortunas dos mais ricos do mundo, num cenário de devastação económica e de destruição massiva de milhões de pequenos modos tradicionais de ganhar a vida.
Rejeito o cancelamento por decreto dos direitos constitucionais, a intromissão na esfera privada das famílias, a suspensão da democracia para determinar a prisão domiciliária da sociedade inteira, a transformação de seculares modos de vida num imenso parque temático de rituais patéticos, que me reconduzem aos preâmbulos de fascismos doutros tempos.
Governantes sensatos e cultos, independente de qualquer ideologia militante, não poderiam ignorar que a propósito dos danos da covid-19 se ensaiam engenharias sociais, alavancadas pelos avanços fabulosos da digitalização global, que outro fito não têm senão controlar e domesticar a liberdade individual. Porque não sou negacionista, preocupa-me muito o potencial infeccioso do vírus. Mas porque não sou estúpido, preocupam-me muito mais os efeitos colaterais, destruidores, de muitas das medidas tomadas para o combater.
3. Não sei se é fragmento literário ou se aconteceu e alguém me contou. Numa ou noutra hipótese, desconheço o autor. Mas a história narra-se assim: um menino de 4 anos tinha um vizinho idoso, cuja mulher morreu. Ao vê-lo chorar, o menino sentou-se no seu colo. Quando a mãe lhe perguntou o que tinha dito ao velhinho, ele respondeu:
– Nada. Só o ajudei a chorar.
A história estava guardada na minha memória. Saiu de lá e levou-me às lágrimas quando o outro dia vi a expressão, já definitivamente ausente e esmagadoramente macabra, de um velho a receber a visita de um familiar, dele separado por um vidro. Gostava que os protectores sanitários dos velhos abandonados em lares a lessem.
São os que têm mais de 80 anos que maioritariamente aumentam o actual número diário de mortos, sendo que a covid- 19 apenas é o factor que agrava patologias e fragilidades previamente existentes. E para estes, que vivem em lares ou isolados, falhámos na tomada de medidas diferenciadas. Não é o confinamento que os protege do frio ou resolve as suas carências graves, alimentares e de assistência médica. O confinamento afasta-os da família. E isso vai-os matando aos pedaços. Um confinamento rigoroso baixa a transmissão da infecção mas não evita as mortes dos socialmente mais frágeis, quase 2 milhões que vivem com pensões de reforma abaixo dos 400 euros.
4. Tenhamos a clarividência de reconhecer que a ameaça de ruptura nos hospitais não é nova. Todos os anos os hospitais se aproximam da ruptura por esta altura. Dados disponíveis no site da OMS mostram que em 2018 morreram em Portugal, por gripe e pneumonia, 8.158 pessoas.
As consequências da proliferação do vírus apenas agravaram cenários idênticos doutros anos, tudo resultado do desinvestimento sistemático no SNS, operado na última década. Com efeito, há 10 anos, pelo menos, que começaram a diminuir o número de camas nos hospitais. A redução generalizada de recursos humanos, a insuficiência das estruturas humanas e materiais em cuidados intensivos e a falta de articulação da saúde com a assistência social não são de agora. É de agora o aumento crescente da emigração de médicos e enfermeiros, cuja formação paga por nós acaba posta ao serviço de países terceiros? Revisitem a reportagem da jornalista Ana Leal sobre 15 hospitais do SNS, que passou na TVI24 a 13 de Abril de 2015, e digam-me se o cenário apocalíptico aí documentado se afasta do que hoje é descrito. Neste quadro, era desejável que se apurasse o número dos que morreram por falta de tratamento, por outras causas que não covid-19, particularmente depois da ministra da Saúde se imiscuir nos actos médicos dos hospitais do SNS, suspendendo por despacho as cirurgias prioritárias, designadamente as do foro oncológico.
5. A história das vacinas, um dos recursos mais poderosos da medicina para impedir mortes, está recheada de incidentes, por erros e pressões políticas. Por todos, cito dois:
– A tuberculose, cujo bacilo causador foi descoberto por Robert Koch em 1882, só conheceria uma vacina 45 anos depois, em 1927. Infelizmente, quando foi administrada pela primeira vez, provocou a morte de 72 crianças, por um erro de manipulação, que juntou à vacina bactérias activas.
– O enorme fiasco (custos e efeitos secundários na saúde de muitos cidadãos) que resultou da pressão política do presidente Gerald Ford, em 1976, para que os EUA produzissem uma vacina para uma epidemia que acabou por não se verificar (a gripe suína).
Moderna, Pfizer e BioNTech queimaram etapas de teste em animais e pularam directamente para o ser humano, numa vacina assente em operações de edição genética. Não sei se as 29 mortes verificadas na Noruega e as 55 ocorridas nos EUA, após a administração da vacina da Pfizer, permitem o estabelecimento de uma relação de causa, efeito. Mas deveriam ditar medidas apropriadas até que as respectivas investigações médicas e forenses estejam concluídas. E o discurso único deveria aceitar a perplexidade de quantos receiam eventuais efeitos, a prazo, desta inovação científica, marcada pela fragilidade das tradicionais e cautelosas fases de teste.
A vacina não vai acabar com a circulação do vírus. Vai evitar que quem esteja vacinado tenha doença grave quando se cruzar com o vírus. Com efeito, a 13 deste mês, durante uma conferência do JPMorgan (um dos maiores bancos do mundo, pois claro), Stephane Bancel (CEO da Moderna) afirmou que a covid-19 vai tornar-se endémica, que o SARS-CoV-2 não vai desaparecer e que nós teremos que viver com esse vírus para sempre, opinião partilhada por muitas autoridades de saúde pública e pela própria OMS (Prof. David Heymann, presidente do seu Grupo Consultivo Estratégico).
6. No quadro deste escrito, seria imperiosa uma referência aos testes PCR. Um teste PCR positivo, desde que verdadeiro, identifica no corpo do paciente a presença de matéria viral. Mas não permite concluir que se esteja em presença de um perigo de contágio, já que tal perigo depende da quantidade de matéria viral existente. E são muitos os especialistas que consideram uma insanidade testar qualquer pessoa sem sintomas.
Numa informação divulgada a 14 de Dezembro de 2020, a OMS reconheceu problemas relacionados com os testes PCR, em consequência de acções judiciais (uma delas ocorrida em Portugal) que reclamaram da sua inabilidade para diagnosticar a doença como, aliás, reconheceu explicitamente o próprio inventor, Prof. Kary Mullis, Nobel da Química em 1993. O insuspeito Anthony Fauci declarou publicamente ser totalmente inútil executar testes PCR com 35 ciclos ou mais (e não se conhece, geralmente, o número exacto de ciclos que os laboratórios executam durante os testes PCR).
No site da OMS pode ler-se que o teste PCR é um processo de acerto e erro, com muitos falsos positivos. E nessa linha basta atentarmos à saga vivida há dias por Marcelo Rebelo de Sousa (ora positivo, ora negativo, com escassas horas de permeio) e à circunstância de ter visitado um lar de idosos (um lar de idosos, sublinho) na pendência de um teste PCR (cujo resultado, insolitamente, lhe foi comunicado por jornalistas à saída, em frente às câmaras), para ficarmos conversados sobre a fiabilidade do processo.
7. A decisão sobre o confinamento seria sempre crítica e difícil. Mas deveria ser uma decisão de sim ou não. Esta espécie de confinamento é pouco mais que nada. Vamos pagar custos altíssimos para ter benefícios quase nulos. Vamos cilindrar o comércio de rua e atirar para a falência boa parte do nosso tecido produtivo, gerando desemprego, fome e pobreza.
Quando as autoridades nos dizem que 87% dos casos não permitiram a identificação do contágio, confessam que falharam grosseiramente na vertente eventualmente mais eficaz para combater a pandemia: o rastreio e a vigilância epidemiológica.
Ao contrário do que aconteceu em Março, são agora permitidas celebrações religiosas, funcionamento da catequese incluído. O Governo considerou que as confissões religiosas cumpriram sempre as regras de segurança sanitária. Restaurantes, ginásios, cabeleireiros e tantos outros não cumpriram?
Não é difícil aceitar os argumentos de António Costa a favor da escola presencial. Mas há uma incoerência insanável entre a sua retórica em defesa da necessidade de ficarmos em casa e a decisão de manter as escolas abertas, o que significa a mobilidade diária de mais de 2 milhões de pessoas.
É evidente a inconsistência e a arbitrariedade das medidas. Compreende-se que se possa ir à drogaria, mas não à livraria? À missa mas não ao teatro? À catequese mas não à sala de estudo? Aos refeitórios mas não aos restaurantes? Ao postigo do confessionário mas não ao postigo do boteco?
In “Público” de 20.1.21
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previstos 300 mortos ao dia para a semana

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A relação histórica de mortos após 14 dias, face ao número de casos e à taxa de letalidade média da semana anterior, continua a demonstrar ser muito rigorosa nos picos (os vales claramente são dias de menos resultados, não de menos contágios). A diferença do total estimado para o total de hoje é praticamente só das regiões que não contabilizei (Alentejo, Algarve, Açores e Madeira).
Dia previsto de 300 óbitos: daqui a uma semana. Mas a letalidade, ou seja, a probabilidade dos casos gerarem óbitos, continua a subir… Não me espantarei se ocorrer antes.
Se a vacinação cobrir os grupos de risco até meados de fevereiro, em março isto acabou… mas após quantos mortos?
Porque é que as escolas continuam abertas?
Porque é que continua o governo à espera de “quando a estirpe inglesa se tornar prevalente”? Nessa altura já estarão muitos milhares contagiados com ela, muitas centenas ou até mais de um milhar condenados à morte.
Porquê esta hesitação?
Porquê esta incapacidade de decisão atempada, assertiva?
Porquê?
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  • A “estirpe inglesa” está a tornar-se uma desculpa fabulosa para os políticos. Primeiro foi nas negociações do BRexit, agora para “justificar” a mudança na decisão das escolas. A “estirpe brasileira” também anda por aí já a ser preparada para ser usada da mesma forma…
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    • 12 h

do inevitável fecho das escolas

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O GOVERNO NÃO VAI AGUENTAR A PRESSÃO E FECHARÁ AS ESCOLAS. MAS DEVIA?
Ontem, depois de passar um dia a debater o confinamento, sentei-me a ver um noticiário (da TVI). Ao fim de uma hora só tinha ouvido falar em Covid, do relato do deputado do PSD no hospital de Cascais e da fila de espera nos crematórios. Fiquei com o estômago embrulhado. Quem vê um noticiário português por estes dias pensa que o planeta parou.
Entretanto fui acompanhando o debate sobre o encerramento das escolas reparando que, quem o defende, toma como “negacionista” alguém que não concorde. Essa é uma posicão que me incomoda ligeiramente, pelo que volto agora ao tema.
O covid existe, transmite-se rapidamente e mata. Sobre isso não existem grandes dúvidas. Estamos a viver uma pandemia. Portanto, é este o meu ponto de partida. Agora se não se importam, opinemos com números porque estes, normalmente, ajudam mais do que atrapalham.
O quadro na imagem foi retirado da seguranca social sueca e tem os dados oficiais das mortes registadas até ao dia 11 de Janeiro de 2021.
No círculo vermelho podem ver o número total de mortos (9211). A verde está assinalada a percentagem com menos de 50 anos (1%) e, a preto, os que tinham mais de 70 anos (91%). O círculo laranja assinala, entre aqueles que morreram, os que padeciam de doencas de coracão, pressão alta, diabetes e pulmões (por esta ordem).
Por fim, no quadro de baixo, a azul, encontram-se aquele que viviam em lares ou com apoio ao domicílio (73,7%).
Ou seja, o resumo desta informacão, oficial e pública na Suécia, permite-nos concluir que grande parte dos mortos tinha mais de 70 anos (51% com mais de 85), padecia de alguma condicão e vivia em isolamento.
Não desvalorizo qualquer vida, seja de que idade for, que isso fique aqui registado também. Faco este tratamento de informacão apenas para situar as mortes e os grupos mais frágeis onde eles efectivamente estão.
Durante o ano a que reporta este quadro, as escolas até ao décimo ano estiveram sempre abertas.
Será por isso razoável associar o encerramento das escolas ao salvamento de vidas? Bom, olhando para os factos eu diria que não.
Discute-se que as criancas entre os 13 e 17 estão entre os mais infectados e por isso, são veículos de transmissão. A primeira pergunta que me vem à mente é, com a folga que o verão nos deu (lembram-se do milagre?), não tiveram as escolas tempo suficiente para preparar este novo e esperado pico, de modo a garantir as distâncias?
O encerramento das escolas não pode ser visto à luz do que nós dá mais jeito, do indivíduo, de cada umas das nossas vidas. É preciso analisar a realidade do país e perceber o impacto global.
Volto a puxar as evidências do quadro apresentado para relembrar as medidas tomadas pela Suécia. As criancas mais velhas, a partir de certa altura, entraram em ensino à distância e as mais novas continuaram com aulas presenciais. A razão apresentada por Anders Tegnell era mais ou menos simples. Se todas as criancas fossem para casa, 25% dos profissionais da saúde tinham que ir tomar conta delas e isso, pura e simplesmente, faria o SNS desabar.
Ora, eu parto do princípio que em Portugal esse problema também existe. Colocando as criancas em casa, quem tomará conta delas? Os avós? Exactamente o grupo dos que devem ser protegidos?
É que para aqueles que nunca puderam confinar, o pessoal da saúde, logística, transportes, comércio, comunicacões, abastecimento, servicos, etc, o encerramento das escolas cria uma dificuldade extra numa vida que já deve ser complicada que chegue.
Há ainda outro detalhe que me parece importante. Os míudos que na Suécia foram para casa tinham computadores oferecidos pelas escolas (parte do plano de educacão, não foi por causa do covid), ou seja, estão todos em pé de igualdade para acompanharem as aulas. E o nível de escolaridade médio dos pais é elevado, pelo que a ajuda ao ensino é mais fácil. Essa não é, infelizmente, a realidade portuguesa.
Eu tenho alguma vergonha de dizer isto porque soa a conversa de emigrante, mas em Portugal, o único sítio onde as criancas estão em pé de igualdade é na escola pública. Em casa isso não se verifica. Não quero ofender ninguém com isto mas não podemos fingir que todos os miúdos têm acompanhamento escolar em casa ou material informático. Isso simplesmente não é verdade.
Na minha opinião, mais importante do que fechar as escolas é garantir, neste momento, que se cumpram as regras básicas de distanciamento. Para novos e menos novos. E esse trabalho, por mais que se queixem, não pode ser feito apenas pelo governo. Cabe a cada um de nós, pais e educadores, garantir que o explicamos aos nossos filhos.
E no fim de tudo, o que pode mesmo salvar vidas, é garantir que os idosos ficam fora de todo e qualquer contacto, até a pandemia estar controlada. E isso inclui tomar conta dos netos.
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o governo acha os livros inúteis????

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COMUNICADO DE IMPRENSA
Lisboa, 15 de janeiro de 2021
Confinamento: Estado retira ao livro estatuto de bem essencial
Ao contrário de jornais e revistas, os livros não podem ser adquiridos dentro dos respetivos pontos de venda.
A APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros manifesta publicamente o desagrado e a incompreensão e a profunda preocupação perante a discriminação que, no quadro das regras anunciadas para o novo confinamento que se iniciou às 00h00 de 15 de janeiro, atinge o livro e o retalho livreiro.
Ao livro sempre foi reconhecido o estatuto de bem essencial, por qualquer país que preze e estimule o acesso à cultura e ao conhecimento. É o instrumento crítico para a aprendizagem e para o saber em todas as idades. Infelizmente, em Portugal, voltamos a assistir à perda desse estatuto, manifestada na reiterada proibição de abertura das livrarias e do comércio do livro noutros retalhos não especializados.
Portugal foi dos países na Europa em que o sector editorial e livreiro mais perdeu, -17% no ano, ao invés de outros países. França +6,5%, Holanda +8%, Itália +1%, Alemanha +2%, Espanha +1%.
Esta decisão é tão mais incompreensível quanto estes espaços têm vindo a constituir, desde maio passado – altura em que a economia reabriu após o primeiro confinamento –, um exemplo maior de cumprimento das regras de prevenção e segurança sanitária.
Para além de muitíssimo grave, esta proibição é incoerente com a decisão de manter os estabelecimentos de ensino abertos – mais de um milhão e meio de alunos e respetivas famílias, a par de mais de 100 mil professores, deixam de ter acesso facilitado aos livros, seja de leituras recomendadas seja para simples fruição.
Importa sublinhar que, de acordo com os dados auditados pela GfK, o mercado do livro em Portugal registou uma quebra de 17% em 2020, o que representa cerca de menos 26 milhões de euros de livros vendidos. Para além de um «apoio» de 436.225 euros a pequenos editores e livreiros, nada mais foi feito pelo Governo, até ao momento, para socorrer uma das mais importantes indústrias culturais portuguesas.
Durante o 1.º período de confinamento, nenhum canal comercial de venda de livros a retalho evoluiu positivamente, todos perderam. As livrarias e outros, que tiveram de encerrar perderam 70%, e mesmo aqueles que se mantiveram em atividade, os Hipers, sofreram uma quebra de 19%. Verificou-se mais tarde que cada canal voltou às suas cotas de mercado habituais. O mercado online de livros é ainda residual e o seu uso está apenas concentrado nos grandes centros urbanos.
Estas novas medidas, mais gravosas que as medidas do 1.º confinamento, não servem os editores, não servem os livreiros e acima de tudo deixam uma importante parte da população sem acesso ao livro. Noventa porcento (90%) das aquisições de livros fazem-se nas livrarias e no retalho não especializado. Com estas medidas o livro passou de bem essencial a bem de luxo só disponível para alguns.
A satisfação do público consumidor de livros é a primeira preocupação da sã concorrência e o seu acesso em qualquer parte do país terá de ser garantida.
Os editores ficaram sem qualquer canal de comercialização dos seus livros, situação esta insustentável, que agravada pelo momento do ano em que surgem estas medidas, poderá levar ao encerramento de alguns. Para os editores é fundamental que as livrarias voltem a abrir e que o livro não seja excluído dos canais comerciais onde o público tenha acesso.
De recordar que, fechando desta forma todos os canais de retalho de venda do livro, os editores não terão capacidade para sustentar toda a rede de profissionais que vivem do livro. Falamos dos autores, tradutores, revisores, paginadores, designers, gráficas e profissionais das gráficas.
Todo o ecossistema que liga o autor ao seu leitor e que passa por um sem número de profissionais, editores, livreiros e profissionais do livro noutros retalho está a partir de hoje em risco.
Reforçamos que os livreiros, canal comercial fundamental e determinante para o livro, ficaram todos eles sem atividade e em situação de extrema dificuldade. Urge preservar o canal livreiro, dedicado em exclusivo ao livro, como agente de divulgação e promoção dos livros, dos autores, da nossa cultura e do conhecimento e que tão bem soube respeitar as regras de prevenção sanitária.
Perante mais este rude golpe, possivelmente sem retorno, o setor editorial e livreiro, já bastante fragilizado, a APEL dirige ao Senhor Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e à Senhora Ministra da Cultura um pedido para reverem esta proibição, em nome dos muitos milhares de editores, livreiros, autores e escritores e demais profissionais deste setor, conforme previsto na alínea b) do artigo 19.º do Decreto 3-A/2021, de 14 de janeiro.
Gabinete Comunicação APEL | comunicacao@apel.pt | Tel.: 21 843 51 82
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  • Por muito que me esforce não consigo compreender esta medida. Como estamos confinados precisamos muito de ler. A cultura é um parente pobre da nossa sociedade.

Museu Virtual da Lusofonia

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Moises Lemos Martins

and

Lanza Del Vasto

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O Museu Virtual da Lusofonia - No Google Arts and Culture, uma plataforma de cooperação académica, cultural e artística, em língua portuguesa - Correio do Minho
CORREIODOMINHO.PT
O Museu Virtual da Lusofonia – No Google Arts and Culture, uma plataforma de cooperação académica, cultural e artística, em língua portuguesa – Correio do Minho
Em 2017, o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho, criou o Museu Virtual da Lusofonia. O Museu é um instrumento de cooperação académica, em ciência, ensino e artes, no espaço, físico e virtual, dos…

O Museu Virtual da Lusofonia ficou disponível na plataforma do Google Arts & Culture, em setembro de 2020.
A cerimónia do lançamento do Museu no Google Arts and Culture realizou-se no Museu Nogueira da Silva, em Braga, e contou com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do Reitor da Univeridade do Minho, Rui Vieira de Castro, e com a diretora de Políticas Públicas da Cultura do Google.
O Museu é um instrumento de cooperação académica, em ciência, ensino e artes, no espaço, físico e virtual, dos países de língua portuguesa e das suas diásporas, que se estende também à Galiza, a Macau e a Goa.
Solidamente comprometido com a promoção do conhecimento, por parte de todos os países lusófonos, este instrumento de mediação tecnológica tem em conta as inúmeras formas de expressão artística e cultural, destes países, procurando preservar e difundir internacionalmente o seu património.
De momento, o acervo do Museu compreende 45 exposições virtuais multimédia, 256 obras de arte, 112 fotografias, 98 programas de rádio, 19 filmes e dois documentários sobre os países de língua oficial portuguesa.
A missão, os objetivos e a importância que o Museu Virtual da Lusofonia tem para o espaço dos países de língua portuguesa, constituíram o objeto da crónica que ontem escrevi no Correio do Minho.

Paulo Osório, Cristian Góes and 94 others

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JÁ EM LINHA Tertúlia 20 Alexandre Banhos, António Gil Hernández e Maria Dovigo

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JÁ EM LINHA https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403745814229515/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tertúlia 20 Saudades dos colóquios –– sábado, 23 janº 2021 (18h00 AZOST)

Alexandre Banhos, António Gil Hernández ou Artur Novelhe e Maria Dovigo

 

TRANSMISSÃO EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

Os convidados e moderador (LIMITE 9 PESSOAS) usam o link …. https://streamyard.com/a2yr9ubvbj

 

(podem assistir em https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/ e fazer perguntas por escrito)

Pode ver todas as tertúlias anteriores e descarregar o vídeo em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

se quiserem ver sem descarregar vão a

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou

1 Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355

2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266 c

3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/634964720788883

  1. Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202
  2. Maria João Ruivo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/
  3. Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870
  4. 7. José Luís Peixoto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1764308467071226
  5. 8. Joaquim Feliciano da Costa https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/849325455889894/
  6. Richard Zimler https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2732501230349325/
  7. Luís Filipe Sarmento https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1445657988958848
  8. 11. Sérgio Ávila https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403949154326004
  9. 12. Pedro P Câmara, Carolina Cordeiro e Diana Zimbron https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/381656222885298
  10. Rui Faria, Ass. Emigrantes Dos Açores https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/386228869258060

14 Eduardo Bettencourt Pinto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/750572025644373

15 Manuela Marujo, Vera Duarte Pina, Hilarino Da Luz https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/673185173569248

16 Vamberto Freitas https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/3161772613922562

17 Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/719736351982197

18 Vilca Merízio, Sérgio Prosdócimo, Isabel Rei https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/310243923745297

  1. 19. João Pedro Porto, Aníbal Pires https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/443617727008943/

 

Cada convidado dispõe de 20’ havendo 20’ de debate

SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS INDIVIDUAIS / DE GRUPO “Criatividade7Educação Confinada” – “O autor pelo Próprio”

1 – Sábado, 05 SET 2020 (18h00 AZOST) — Álamo Oliveira (REALIZADO)

2- Sábado, 12 SET 2020 (18h00 AZOST) — Chrys Chrystello, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt (REALIZADO)

3 – Sábado, 19 SET 2020 (18h00 AZOST) — Helena Chrystello, Luciano Pereira, Maria Helena Ançã (REALIZADO)

4 – Sábado, 26 SET 2020 (18h00 AZOST) — Teolinda Gersão, Luís Filipe Borges, Onésimo T Almeida (REALIZADO)

5 – Sábado, 03 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Maria João Ruivo (REALIZADO)

6 – Sábado, 10 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Sérgio Rezendes (REALIZADO)

7 – Sábado, 17 OUT 2020 (18h00 AZOST) — José Luís Peixoto (REALIZADO)

8 – Sábado, 24 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Joaquim Feliciano da Costa (REALIZADO)

9 – Domingo, 25 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Richard Zimler (REALIZADO)

10 – Sábado, 31 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Luís Filipe Sarmento (REALIZADO)

11 – Sábado, 07 NOV 2020 (18h00 AZOST) — Sérgio Ávila (REALIZADO)

12 – Sábado, 14 NOV 2020 (18h00 AZOST) — Pedro P Câmara, Diana Zimbron, Carolina Cordeiro (REALIZADO)

13 – Sábado, 28 NOV 2020 (18h00 AZOST) – Rui Faria Associação de Emigrantes dos Açores (REALIZADO)

14- Sábado, 05 DEZ 2020 (18h00 AZOST) — Eduardo Bettencourt Pinto (REALIZADO)

15 – sábado, 12 DEZ 2020 (18h00 AZOST) – Manuela Marujo, Hilarino da Luz, Vera Duarte (REALIZADO)

16 – Sábado, 19 DEZ 2020 (18h00 AZOST) – Vamberto Freitas (REALIZADO)

17 – Sábado, 02 JAN 2021 (18h00 AZOST) — Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus (REALIZADO)

18 – sábado, 09 jan 2021 (18h00 AZOST) – Isabel Rei, Sérgio Prosdócimo, Vilca Merízio (REALIZADO)

19 – Sábado, 16 jan 2021 (18h00 AZOST) João Pedro Porto, Aníbal Pires, modera Almeida Maia (REALIZADO)

20 — Sábado, 23 jan 2021 (18h00 AZOST) – Alexandre Banhos, Artur Novelhe, Maria Dovigo (Galiza), modera Concha Rousia

— Sábado, 30 jan 2021 (18h00 AZOST) – Jose Carlos Teixeira (Canadá) José António Salcedo (Noruega/Portugal) modera Chrys

  • Sábado, 06 FEV 2021 (18h00 AZOST) — Rafael e César Carvalho, Carolina Constância, modera Carolina Cordeiro

. Sábado 13 fev 2021 (18h00 AZOST) – Luís Gaivão, Raul Gaião, Moisés Lemos Martins modera Sérgio Rezendes

  • Sábado 20 fev 2021 (18h00 AZOST) – , Perpétua Santos Silva, Mª Helena Anacleto-Matias, Mário Meleiro modera Hilarino da Luz
  • Sábado 27 fev 2021 (18h00 AZOST) – Mª de Lourdes Crispim, Norberto Ávila, Laura Areias – falta moderador

  • Sábado, 06 MAR 2021 (18h00 AZOST) — Susana Antunes, Diniz Borges, Conceição Andrade modera Carolina Cordeiro

  • Sábado, 13 MAR 2021 (18h00 AZOST) . Nuno Costa Santos, Alexandre Borges, Victor Rui Dores – falta moderador

  • Sábado, 20 MAR 2021 (18h00 AZOST) Jose Paz Rodrigues, Concha Rousia Antonio P Gil Hernandez (Galiza) – falta moderador

  • Sábado, 27 MAR 2021 (18h00 AZOST) – Paula Sousa Lima, Madalena San-Bento, Judite Jorge – falta moderador

  • Sábado, 3 abril 2021 (18h00 AZOST) – Daniel Gonçalves, Leonardo, Diogo Ourique – falta moderador

  • Sábado, 10 abril 2021 (18h00 AZOST) – 33º colóquio em Belmonte

  • Sábado, 17 abril 2021 (18h00 AZOST) – Luís Takas Cardoso, Ângelo Ferreira, José Barbara Branco Sócio (Timor) modera Chrys

– Sábado, 24 abril 2021 (18h00 AZOST) – Carlos Alberto Machado, luís Fagundes Duarte, Eduardo Ferraz da Rosa – falta moderador

– Sábado, 1 maio 2021 (18h00 AZOST) – Carlos Emanuel Jorge Botelho, Renata Correia Botelho, Jorge Lobão – falta moderador

  • Sábado, 1 maio 2021 (18h00 AZOST) – Maria Brandão, Paulo Ramalho, Nuno Dempster – falta moderador

  • Sábado, 8 maio 2021 (18h00 AZOST) Joana Félix, Luísa Ribeiro, Maria Luísa Soares – falta moderador

  • Sábado, 15 maio 2021 (18h00 AZOST) Joel Neto, Vasco Pereira da Costa, Virgílio Vieira – falta moderador

  • Sábado, 22 maio 2021 (18h00 AZOST) Rosa Simas, Graça Castanho, Célia C Cordeiro – falta moderador

 

Há a hipótese de escolher futuramente DENTRE ESTES ASSOCIADOS novas sessões entre o colóquio de Belmonte e o de Ponta Delgada

Afonso Teixeira Filho

Agenor F De Carvalho

Alda Batista

Ana Maria Franco Botelho

Ângelo Cristóvão

Antonio Callixto

Cliceu Laibida

José Soares

Maria Do Socorro Pessoa

Maria Luísa Timóteo

Mario Chiapetto

Sónia Palma

Tiago Anacleto-Matias

 

Painel Açores

Eduardo Jorge Brum

João Paulo Constância sócio

Leonor Sampaio Silva

Sidónio Bettencourt

OSVALDO CABRAL A PANDEMIA INVISIVEL

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A pandemia ‘invisível’
A pandemia trouxe uma série de problemas sociais, alguns dos quais estão a passar ao lado das autoridades e dos partidos, ocupados que estão com a propagação incontrolável do vírus.
Um deles é o chamado desemprego ‘invisível’, fenómeno que atinge também a nossa região, possuindo uma legião inexplicável de trabalhadores precários.
Desempregados ‘invisíveis’ são os que deixaram de figurar na população activa, mas também não constam nas listas do desemprego.
São trabalhadores que, provavelmente, deixaram de acreditar na procura de emprego, alguns dos quais estarão a viver à custa de trabalho precário sem registo (os incontornáveis “biscates”).
No país devem rondar os 40 mil e nos Açores há quem tivesse detectado, no terceiro trimestre do ano passado, cerca de 7 mil.
O fenómeno é transversal, mas mais detectado no sector do turismo, que sofreu um abalo no ano passado (irá fechar o ano, com toda a certeza, perto dos 80% em queda) e que já vislumbra mais este primeiro trimestre de 2021, no mínimo, completamente perdido.
Em Março do ano passado, quando começou a pandemia, havia 2.292 trabalhadores ao serviço nos hotéis da região, que foram diminuindo de mês para mês, até chegar a Novembro passado com 1.565 trabalhadores.
Os custos com pessoal caíram para metade, mas os proveitos totais foram um desastre: de 100 milhões de euros em 2019 para apenas 25 milhões até Novembro do ano passado.
Se juntarmos a estes números a restauração e todas as actividades dependentes do turismo, já se pode imaginar o enorme trambolhão em que estamos metidos.
Está toda a gente à espera de um milagre, mas por mais fundos comunitários e outros apoios que possam chegar, é inevitável o dominó de falências e despedimentos que vamos assistir já a partir deste trimestre.
Ninguém aguenta uma pancada desta envergadura, por mais medidas que se possam implementar.
Mesmo os que sobreviverão, vão levar anos a normalizar as suas contas e não será fácil regressar ao ritmo pré-pandemia.
A saúde está primeiro, mas se não olharmos rapidamente para os outros problemas sociais que começam a surgir, sobretudo nas populações mais frágeis, vamos ter uma catástrofe ainda maior.
****
SE A MADEIRA QUISESSE… – O autonomista e jornalista José Bruno Carreiro escreveu um artigo no “Correio dos Açores” em 1922 que ficou famoso, como impulso para o movimento autonomista de então, intitulado “O mal insulano” e que tinha como subtítulo “Se a Madeira quisesse…”.
Era um apelo à Madeira para se juntar aos Açores numa frente comum contra o centralismo lisboeta, a que os madeirenses responderam “A Madeira quer”.
Agora é a Madeira que nos ultrapassa em matéria de dinâmica autonómica, ao propor aos Açores uma plataforma comum entre os dois parlamentos na defesa dos insulares.
E os madeirenses vão mais longe: acabam de propor uma revisão da Lei de Finanças Regionais, face ao marasmo do parlamento açoriano, que nem conseguiu, numa legislatura inteira, produzir uma reforma da Autonomia.
O PS da Madeira acaba de produzir um documento interessante sobre esta matéria, que parece ter o consenso genérico do PSD, esperando-se que, no parlamento açoriano, faça-se alguma luz, também, sobre o mesmo.
No essencial a proposta apresenta um aumento do diferencial fiscal, igualdade de tratamento entre as duas regiões, capitação do IVA e alterações aos limites de endividamento e transferências do Fundo de Coesão.
O PSD madeirense quer ir mais longe e propõe a criação de um sistema fiscal próprio.
Havendo um consenso insular entre tantas forças políticas, esta é a hora de se avançar com um projecto concreto, arrojado e sério.
Como já desafiava José Bruno há quase 100 anos, basta as duas regiões quererem…
****
FISCALIZAÇÃO – O que se está a passar com a fiscalização das localidades com cercas é só mais um exemplo da nossa incapacidade autonómica, sem instrumentos legais para utilizarmos as forças armadas ou os recursos da PSP.
É uma velha discussão que nunca iremos vencer, a julgar pelas mentes preconceituosas no Terreiro do Paço, a começar por Marcelo e António Costa, que vieram, mais uma vez, com a história patética da “continuidade territorial”.
Há que recorrer a todos os meios para a defesa da nossa saúde pública, mesmo que isso implique um estado de desobediência aos iluminados centralistas, como fizeram os históricos autonomistas centenários.
São as nossas vidas que estão em jogo. Haja mais coragem.
(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 20/01/2021) — with

Osvaldo José Vieira Cabral

.

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  • O Sr Secretário do emprego resolveu atribuir o apoio a liquidez sem a condicionante das empresas manterem os postos de trabalho

ANTÓNIO BULCÃO DUAS COISAS

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Duas perguntas
Há algumas semanas que se tem vindo a notar um acréscimo de participações de pessoas ligadas ao PS nos jornais. São muitos, a publicar quase todos os dias.
Artigos sobre Educação, sobre Saúde, sobre Solidariedade Social, outros pura e simplesmente a deitar abaixo pessoas ligadas ao actual governo regional, crescem as opiniões, sobretudo de deputados socialistas.
Gente que nunca escreveu antes para os jornais, ou que participou muito esporadicamente nos mesmos, surge agora impulsionada por uma febre de protagonismo, por uma necessidade inadiável de marcar presença.
Nunca acreditei em acasos. Tudo na vida tem uma razão para acontecer. E esta torrente de opinião ou maledicência é certamente estratégica. Concertaram, entre eles, que louvar a governação de 24 anos e deitar abaixo a governação que nem tem dois meses é a melhor táctica para derrotar o inimigo. Eles faziam tudo bem, os outros fazem tudo mal. Eles eram muito bons, nalguns casos até os melhores, os outros são muito maus.
Tratando-se de estratégia, só mais tarde será possível concluir se é boa ou não. Como teria sido a Batalha de Aljubarrota se tivesse falhado a táctica do quadrado? Se antes da peleja alguém tivesse perguntado ao próprio Nuno Álvares Pereira se aquilo ia dar resultado, ele certamente não confessaria as suas dúvidas, mas não deixaria de as sentir.
Será que o povo vai apreciar os socialistas a malhar constantemente nos ora governantes? Ou, pelo contrário, não vai gostar de tanta azia e ódio?
Só o futuro o dirá. Mas a estes cronistas de um reino com punho fechado, gostaria de fazer duas perguntas simples. O que queríeis? O que quereis?
Queríeis em outubro nova maioria absoluta, para continuardes a ser os donos disto tudo? Tendo mandado durante vinte e quatro anos, metade do que durou a ditadura em Portugal e um terço da esperança de vida de um cidadão, queríeis ficar no poder eternamente?
Se era esse o desejo, tenho de vos informar que há uma coisa chamada democracia. E a verdade é que a maioria do povo estava cansada da vossa forma de governar, dos vossos processos, abandonos e clientelas. A democracia, a alternância no poder, a necessidade de mudança, não são boas apenas quando vos dá jeito. Portanto, se queríeis mandar nestas ilhas para sempre, temos pena, mas não é possível.
Quanto ao que quereis, a resposta será igualmente simples. Quereis instabilidade política, a queda do governo o mais depressa possível, para terdes de novo o que tivestes durante praticamente um quarto de século.
Por que não deixais este governo fazer o seu trabalho em paz, sem estardes a minar constantemente, em público ou na sombra? Por que não esperais para criticar políticas, demonstrardes que estão erradas, apresentardes propostas na vossa opinião certas, e depois deixardes o povo decidir? Tendes assim tanto medo de que a mudança traga políticas certas, ou que se vá descobrindo com o tempo o quanto as vossas eram erradas e os custos desses erros? Temeis tanto pelo vosso futuro, se tiverdes de voltar às vossas vidas, muitos de vós procurardes emprego, porque nunca trabalharam na vida?
Não espero que me respondam. Durante 24 anos escrevi cartas, fiz perguntas, sem que qualquer de vós tivesse o espírito democrático (ou a coragem) de responder. Talvez fosse estratégia, ignorar o Bulcão. Mas agora que mudastes de estratégia e passastes a fazer das páginas dos jornais receptáculos de propaganda, talvez venha algum, quem sabe todos, explicar o que queríeis, o que quereis.
Não estará nas minhas mãos satisfazer os vossos desejos de poder. Mas estará nas mãos do povo, o soberano julgador. E, pelo que ouço por aí, o povo começa a ficar muito cansado das vossas birras…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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Takas, Luis Cardoso on RTP

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Rosely Forganes

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t1mSpohnsordehd

Interview with Luis Cardoso on RTP ‘Todas as Palavras’ on the occasion of the release of his latest novel ′′ O Plantador de Arboboras ′′ / ′′ The Pumpkin Planter “.
Arkuiris editions have published Catherine Dumas’s translations of two novels by Lu ís Cardoso: ′′ Requiem for Alain Gerbault ′′ and ′′ The Year Pigafetta Closed His World Tour ′′

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DEP RIP Mª Beatriz Chrystello

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29 anos menos 18 dias depois do meu pai, a minha mãe deixou-nos órfãos 5.2.1992)

DEP RIP Mãe Maria Beatriz de Magalhães Alves Chrystello20.3.1923-18.01.2021

ao longo da vida escrevi alguns textos para ela e que selecionei e agora evoco em sua homenagem

2011, A UMA MÃE DEPRIMIDA – CRÓNICA 106, 28 AGOSTO 2011

Normalmente são os mais velhos quem dá conselhos aos mais novos, e os incentivam a lutarem contra as adversidades, mas aqui vai haver uma pequena inversão de valores pois à minha mãe deu-lhe agora com esta linda idade de 88 ½ anos para andar desanimada e deprimida. Nem se entende bem por que razão, pois o país está de vento em popa rumo à sua destruição final e a aprestar-se para se tornar num rodapé da História.

Mas afinal que há de novo entre este país hoje e aquele que deixei em 1972-1973? Uma pequena diferença chamada democracia que diz respeitar o voto popular, mesmo que não sirva para nada. Se os antigos senhores do Estado Novo tivessem descoberto esta aspirina…tinha-se poupado a Revolução dos Cravos e seus heróis. Hoje há liberdade de expressão de imprensa, mas com ela – como dizia Eça – não se pagam dízimos nem a hipoteca da casa. Uma mãe nunca se deve cansar pois tem todos os dias da sua vida para dedicar aos filhos e netos e tem uma enorme responsabilidade em esperar que eles atinjam as metas que se propuseram. Nesse particular, foste bafejada com o tardio amadurecimento do filho varão que, sem cabeça para os negócios, enveredou por uma via literária que te deveria encher de orgulho para dizeres MISSÃO CUMPRIDA.

Claro que todos nós sabemos que esse caminho foi tortuoso, passado em longínquos locais (ainda é) e com mais escolhos do que aqueles que a tripulação do Vasco da Gama encontrou na primeira viagem do caminho marítimo para as Índias. Mas chegou a bom porto e se não mercadejou com os locais teve o mérito de ver reconhecido parte do seu esforço em prol da língua de todos nós.

Mais razão para depressões teriam os teus filhos e netos cujo futuro é sombrio e sem se vislumbrar melhoria possível num decénio ou dois a não ser emigrar. Deves passar em revista o quão afortunada tens sido, pela vida conjugal sem divórcios que são hoje moeda comum, pelos filhos que não sendo perfeitos são bem melhores dos que se veem por aí, o mesmo se podendo dizer dos netos que tantas alegrias te deram e companhia fizeram num mundo em que a maior parte dos netos nem sabe quem são os avós. Claro que tens razão para andares deprimida, os ossos já não são o que eram, a memória de quando em vez prega umas partidas, o frio sente-se mais, os amigos vão escasseando e cada vez há menos gente da tua geração com quem conversar. Mas, se olhares em volta nos que foram mais bafejados pela roda do dinheiro verás que são bem menos felizes do que tu, quer em saúde quer em momentos felizes.

Quem disse que o dinheiro traz felicidade deveria ser masoquista. Pode ajudar a retirar alguns contratempos diários e dar uma ilusória sensação de felicidade como aquela que tive durante anos, mas nada se compara a uma vida vivida para os fins que se conseguiram almejar e cumprir. A maioria da população mundial nem sabe para que vive ou por que vive. As convulsões que te rodeiam, a falta de valores e princípios por que sempre te regeste e que passaste aos teus estão seriamente comprometidas neste mundo sem valores ou com valores diametralmente opostos aos teus, e apesar da enorme maleabilidade e aceitação de novos paradigmas entendes que tudo isto mudou demasiado depressa e para pior.

Mas este discurso que muitas vezes partilho contigo não deixa de ser curiosamente idêntico ao que a tua mãe e outros usaram em épocas diferentes. Assim foi sempre ao longo dos tempos. Nunca o ser humano deixou de ser escravo da sua época e dos seus condicionalismos. Claro que quando te queixas quanto à meteorologia tens toda a razão, isto anda tudo às avessas do que era, em tempos idos, quando ainda havia quatro estações do ano e quando estavam associadas à agricultura, que como todos sabemos desapareceram do sistema. Nem agricultura nem estações, e teremos de inventar novos padrões para nos regermos ou fazer como aprendi aqui nos Açores: em vez de definir amanhã vou à praia, decidimos apenas quando o tempo deixa ir à praia.

Imagina tu que até o tempo nos tirou essa oportunidade de escolha. Crescemos – e educaste-nos – a acreditar no matrimónio como coisa inviolável até à morte, e hoje nem sequer se equaciona essa oportunidade quando as pessoas se juntam ou procriam, eu sou das últimas abencerragens a ainda acreditar nessa instituição talvez por te me ter servido tão mal das primeiras vezes que a tentei. No nosso tempo, que era o mesmo para ti e para mim, os filhos tinham um pai e uma mãe, hoje todas as combinações são possíveis e nem sempre as biológicas…nenhum dos teus netos ainda casou no sentido tradicional do termo e mesmo que o faça não terá o significado que teve para mim ou para ti. Dantes estudar para se tirar um curso abria as portas do emprego, hoje nada significa e muito menos a promessa de emprego. Poderíamos, neste momento, afirmar que isto eram razões mais do que suficientes para te deprimir, mas se pensarmos melhor deveria ser motivo de gáudio por ainda teres vivido num tempo em que as coisas eram brancas ou pretas enquanto hoje nunca têm aquelas cores, antes se metamorfoseiam de tons infindáveis de cinzento deprimente.

Se passares em revista as conquistas que atingiste desde o nascimento até hoje verás que nenhuma foi fácil e todas eram carregadas de esforço e sacrifício, abdicação e dedicação. No teu tempo as mulheres sabiam cozinhar e os teus filhos ainda recordam os teus pratos e os teus dons culinários. Hoje têm de pagar bem caro e nenhuma comida se lhes compara. O teu rolo de lombo de vitela fazia-me andar milhares de quilómetros e ainda tem um sabor único.

No nosso tempo as famílias mantinham contacto e os primos davam-se durante toda a vida, hoje as crianças nascem e crescem sem sequer saberem que têm primos. Ainda hoje lamento que eu e os primos primeiros, segundos e terceiros nos tenhamos apartado e nem sequer conhecemos os descendentes uns dos outros. Foi assim que antevi a minha família e quando a tive, o mundo em volta já tinha mudado. Tive de me socorrer das recordações, de revisitações e de revivalismos para dar à estampa em livro a narrativa desses tempos, cuja maior parte podemos considerar saudosos pelos bons momentos vividos. Não consegui passar aos filhos nem um décimo do que tu e o pai me passaram, mas convenhamos que é difícil, nesta era, um pai ou mãe competirem com a TV, PlayStation, GameBoy e computadores entre tantas outras coisas que existem hoje e os transformam em viventes de mundos virtuais.

Sempre tivemos as nossas diferenças, e quem as não tem? mas soubemos maduramente passar por cima delas e viver harmoniosamente melhor do que alguma vez sonhamos, sem nos atropelarmos nem às nossas crenças, cada um seguindo caminhos e trilhos que se não se cruzam também se não afastam. Chama-se a isto um equilíbrio saudável, cumpriste a tua missão como mãe e passei anos a tentar redimir-me daquilo de que era acusado.

Depois a 19 de maio Cristóvão de Aguiar autografou um livro para ti em que ficou escrito

Cumpri a minha quota-parte contigo e com o pai – em tempos e moldes diferentes – estabeleci uma paz duradoura e um entendimento. Haverá quem prefira chamar-lhe um pacto de não-agressão, mas creio que se trata antes do respeito mútuo que hoje existe. Não sei se estas linhas servirão para desanuviar a depressão que alegas ter e a falta de vontade de tudo, mas deveriam pelo menos fazer sorrir-te ao almoço e sentires orgulho nos filhos e netos que tens.

 

em 2013

582. dia da mãe #1, 5 maio 2013

 

8 de dezembro é o meu dia da mãe

mas calendários mudam-nos os políticos

e mandam que seja hoje

contrariado, obedeço

para te dizer, mãe,

errei quando te dizia

não pedi para ser nascido

bem hajas por isso

valeu a pena ter vivido

 

em 90 anos assististe a muita dor

preocupações, canseiras e desgostos

mas feliz de mim que ainda te dei

netos, alegrias e vitórias

livros, colóquios e memórias

 

fica connosco para partilhares

mais sonhos que tenho para te dar

em 2014

647. Dia da mãe fora de prazo, 4 maio 2014

 

queria escrever um poema à mãe

neste dia que decretaram ser dia dela

mas não consigo esquecer o 8 dezembro

e aliás é dia da mãe todo o santo dia

 

queria escrever um poema à mãe

a pedir desculpa pelo que fiz

pelo que não disse e devia

pelo que preocupei e não alegrei

pelo que senti e não disse

 

queria escrever um poema à mãe

dizer da saudade dos afagos e ternuras

sentir o conforto da infância

viver o futuro que sonhaste

apagar as tristezas do caminho

as mágoas, dores e canseiras

 

queria escrever um poema à mãe

dizer palavras que nunca disse

escrever esta partilha de amor

lembrar os momentos protegidos

as admoestações benignas

mas nunca aprendi a dizer

amo-te mãe

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

2007 (ChronicAçores)

A morte, como já disse, por diversas ocasiões, é tabu na sociedade ocidental. Não se prepara para ela nem se aceita livremente quando chega. Prefiro a maneira de ser e de estar em conformidade com os ritos orientais. Toda a vida é experimentada tendo em mente que a morte é o passo seguinte, o fim, o objetivo primário. A vida é a fase transiente e passageira, e não um desfecho em si. Apenas a curta etapa, a passagem por esta orbe que diariamente os humanos destroem.

 

No taoismo, o Tao é mais do que um caminho, a fonte de tudo neste mundo. Ao seguir o caminho, os taoistas aspiram à união com o Tao, e, com as forças da natureza. Isso implica livrar-se de preocupações e apego ao mundo material para concentrar-se no caminho, alcançando equilíbrio e harmonia na vida e conquistando a paz que vem da compreensão. Diz-se dos que atingem o objetivo que serão imortais após a morte física.

será lembrada nos momentos bons antes e depois da minha diáspora e por estas imagens que recolhi ao acaso

1941

 

 

 

 

 

1985

 

2002

 

 

 

 

2005

2013 90 anos

Digital

 

 

 

 

 

2017

 

 

 

 

1948

 

 

 

 

1973

 

 

 

 

 

1986

 

 

 

 

 

 

1951

 

 

 

 

 

1955

 

 

 

 

 

1958

 

 

 

1960

 

 

 

 

 

 

 

música dos anos 80

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RÁDIO NOSTALGIA – YOU TAKE MY SELFCONTROL
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PENSA EM UMA MÚSICA TOP DOS ANOS 80 ?..ESSA É UMA DELAS💯🔝🎶
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noruega alerta perigo na vacinação a pessoas idosas e outras

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“Para aqueles que têm maiores fragilidades de saúde, até os efeitos secundários relativamente leves da vacina podem ter consequências sérias”, anunciou o Instituto Norueguês de Saúde Pública.
A Noruega iniciou a sua campanha de vacinação no dia 27 de dezembro, com a vacina da Pfizer-BioNTech. Passadas quase três semanas, já foram vacinadas 33 mil pessoas. Entre estas, o país registou a morte de 23 pessoas que receberam a primeira dose da vacina.
Visão | Covid-19: Noruega alerta para a vacinação de pacientes doentes com mais de 80 anos
VISAO.SAPO.PT
Visão | Covid-19: Noruega alerta para a vacinação de pacientes doentes com mais de 80 anos
Na Noruega, 13 mortes de pacientes com doenças graves e mais de 80 anos podem estar associadas a efeitos secundários da vacina. A Agência de Medicamentos do país sublinhou que o risco é muito baixo, mas desaconselhou a vacinação de pessoas doentes naquela faixa etária
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prémios covid para enfermeiros, bombeiros…e para profes não há????

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https://blog.lusofonias.net/2021/01/18/secretario-regional-da-saude-e-desporto-autoriza-pagamento-de-premios-covid-para-bombeiros-dos-acores-comunicacao-portal/