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608. ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 16.09.2025

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608. ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 16.09.2025

 

Ultimamente o desânimo, o desalento, a impotência perante o que se passa em volta, tem-me afastado de falar de questões políticas.

A 12 de outubro nova ida às urnas para as autárquicas, as eleições onde os candidatos estão mais perto do povo. Nos Açores, tradicionalmente o vencedor da dúbia honra de maior abstencionista nada se espera a alterar essa tradição.

Em 21 anos de arquipélago e ao olhar para os candidatos – salvo uma ou outra exceção – diria que os partidos foram buscar o refugo de candidatos, além das promessas ocas e que nem um orçamento milionário permitiria, há candidatos que até nas promessas são pobres, outros repetem promessas antigas (do género não fizemos em 4 anos, mas agora vamos fazer).

Só dois partidos concorrem às 19 freguesias o PS e o Chega, mas este inovou ao buscar “estrangeiros” para as autarquias do Corvo, Lajes das Flores e Santa Cruz da Graciosa, quiçá por não haver membros do Chega naquelas três autarquias…

Além do mais, eticamente errado, moralmente condenável, politicamente escandaloso esta escolha de “continentais” vem colocar em dúvida a defesa dos interesses daquelas autarquias por essas pessoas – que além de desconhecerem a realidade local, talvez nem sequer as tenham visitado – .

Isto faz-me lembrar aquele célebre imperador romano Calígula e o seu cavalo favorito. Calígula, conhecido pela sua extravagância, mimava o cavalo Incitatus com luxos como estábulos de mármore e colares de pedras preciosas, e as fontes antigas sugerem que chegou a cogitar nomear o cavalo para o cargo de cônsul. Embora muitos acreditem que a história foi uma propaganda para retratar Calígula como insano, outros pensam que pode ter sido uma forma de ridicularizar o Senado, insinuando que um cavalo seria mais competente que os políticos da época, neste caso o Chega acha que não há competentes na Graciosa, Corvo e Flores…

Assim, não nos admiremos com o abstencionismo, pois o que o bom povo açoriano quer são as suas festas da paróquia abrilhantadas por artistas pimba (de preferência importados do continente), outros eventos híbridos de religião e paganismo, as romarias (sobretudo micaelenses mas que se estão a espalhar pelas restantes ilhas e diáspora) numa versão mais atual da máxima salazarenta de Fátima, futebol e fado.

O bom povo açoriano nem se apercebeu do endividamento excessivo que as gerações futuras terão de pagar, nem entende a crescente perda de autonomia, apenas sente a subida do custo devida, a enorme crise da habitação e preços estratosféricos da propriedade (em grande parte devido ao turismo), nem se apercebe da deterioração da natureza ((em grande parte devido ao turismo) num arquipélago apenas sustentável de nome, cuja economia entrará em declínio abismal mal o turismo comece a buscar novos poisos. Quando esse dia chegar será tarde mas devia ser sobre isso que os habitantes se deviam preocupar na altura de votarem ou de se absterem.

 

esta e ANTERIORES CRÓNICAS EM https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

 

Woman in Italy Marries Herself at Age 40 Italy’s first public example of sologamy (self-marriage)

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Woman in Italy Marries Herself at Age 40
Italy’s first public example of sologamy (self-marriage) was performed by Laura Mesi, a 40-year-old fitness instructor and vlogger from near Milan. After a 12-year relationship ended when she was 38, she made a promise to herself: “If by 40 I hadn’t found my soulmate, I’d marry myself.”  
Mesi kept her word. She held a full ceremony complete with a white dress, four bridesmaids, a three-tier cake, and about 70 guests. She even took a solo honeymoon afterward.  
“I firmly believe that each of us must first of all love ourselves,” she told La Repubblica. “You can have a fairytale even without the prince.”  
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The Sun Begins Killing off Elon Musk’s Starlink Satellites as Scientists Sound Alarm

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High above our heads, something is systematically destroying Elon Musk’s technology empire, piece by piece. Thousands of Starlink satellites – each worth millions of dollars – are vanishing from orbit at a rate that has left scientists scrambling to understand what’s happening. Contents show 1 Solar Cycle 25 Unleashes Unprecedented Power 2 NASA Scientists Sound […]

Source: The Sun Begins Killing off Elon Musk’s Starlink Satellites as Scientists Sound Alarm

morreu JOHN MARTINKUS

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So sad to hear about the death of John Martinkus. He did great work on Timor-Leste and elsewhere and his words will live forever. He had a tough life in the last few years. Last time I saw him in Dili he did not look the best, despite always having a good laugh to give. Take care my friend and keep fighting the good fight wherever you are!

May be an image of 3 people and text that says "An eyewitness account of East Timor's descent into hell, 1997-2000 A Dirty Little War John Martinkus FOREWORD BY XANANAGUSMÃO XANANA GUSMÃO"

Questões de pouco dinheiro José Gabriel Ávila

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Questões de pouco dinheiro
Nestas pacatas terras ocidentais onde a emigração fez mossa profunda e abalroou a pirâmide etária, sente-se, duramente, os efeitos da automação e da inteligência artificial (IA).
Aos poucos, o cidadão da ultraperiferia insular, nomeadamente os idosos, é confrontado com decisões ditadas por centros de decisão, cujo principal objetivo é apenas o lucro e o efémero ganho de produtividade, prejudicando quem alimenta, com as suas parcas poupanças o gigantesco sistema financeiro.
Ainda me recordo do serviço do prospetor bancário que diariamente calcorreava ruas e canadas, indo de casa em casa, de mercearia em mercearia, de oficina em oficina, resgatando do colchão, o muito ou o pouco que se apurava das atividades agrícola, comercial e industrial e oferecendo empréstimos a quem deles carecesse. Quantos postos de trabalho, com remunerações acima da média, foram criados pela banca. Com a entrada dos sistemas informáticos e a privatização da banca operou-se uma revolução silenciosa: as instituições financeiras aumentaram, assistiu-se a uma guerra pelo lucro desenfreado dos accionistas, largamente publicitado pelos meios de comunicação social, como se de um milagre se tratasse…
Nesse sistema desumanizado em que muitos, criminosamente se serviram sem castigo, milhares de portugueses perderam poupanças. A justiça, porém, tarda em decidir restituir-lhes os proventos e não atende aos anos de vida e aos penosos e irrecuperáveis tormentos. E sempre em proveito de figuras gradas e intocáveis da sociedade.
Razão tinha o célebre escritor norte-americano Mark Twain, ao afirmar que “Um banqueiro é um homem que te empresta o chapéu-de-chuva quando faz sol e que to tira quando começa a chover.”
A introdução do dinheiro de plástico no sistema bancário foi consequência da evolução da informatização. Aos poucos, os balcões foram encerrando e o pessoal diminuindo. O que antes era uma profissão de salário médio-alto passou a ser um emprego sujeito a impiedosas exigências. De tal modo que um conceituado diretor do então BCA me confessava: “Na Graciosa temos a maioria dos clientes. Mas a administração do banco ainda quer aumentar os objetivos. Só se fomos desenterrar os mortos…”
As zonas rurais e periféricas, eventualmente, onde havia maiores poupanças, foram as mais prejudicadas.
Aqui na Ponta da Ilha existiram duas agências bancárias. Nas Lajes do Pico, sede do concelho, quatro e com vários funcionários.
Presentemente, na Piedade, restam duas caixas de multibanco; a Ribeirinha tem uma e a Calheta de Nesquim outra. Frequentemente essas ATM não disponibilizam dinheiro, que é poupança dos depositantes, que pagam comissões mensais e que serve para empréstimos e ganhos avultadíssimos.
Só para recordar, o ano passado os cinco maiores bancos portugueses tiveram lucros agregados de quase 5 milhões de euros – um valor record . À conta da Caixa Geral de Depósitos-banco público – foram registados 1.735 milhões de euros, 461 milhões só em comissões.
Cabe à CGD, segundo apurei, por acordo com o Banco de Portugal, distribuir pelo arquipélago a massa monetária para o normal funcionamento da economia e das ATM.
Por razões, alegadamente de segurança, esse serviço é deficiente.
Faltam funcionários para atender os clientes (nas Lajes do Pico, existe apenas 1) e a CGD recorre, normalmente, aos depósitos efetuados diretamente pelos clientes nos equipamentos das suas agências, o que é manifestamente pouco, dado o aumento de visitantes e à massa monetária em circulação.
Bem dizia o célebre economista canadiano John Kenneth Galbraith: A maneira como os bancos ganham dinheiro é tão simples que é repugnante.”
A situação é manifestamente preocupante. Cabe aos responsáveis governamentais, em defesa das populações, tudo fazerem junto das entidades bancárias para inverter este estado de coisas.
Não é lavando as mãos ou fingindo desconhecer o problema que os governantes se credibilizam e justificam a Autonomia e o sistema de Governo próprio.
2.Bons serviços têm prestado às populações as lojas do RIAC espalhadas pelas ilhas. Os funcionários são acolhedores, simpáticos e competentes, embora desempenhando múltiplas funções. Uma delas relacionava-se com os reembolsos da ADSE.
Fui, entretanto, informado que esse serviço cessou, sem que os interessados fossem prevenidos.
Atendendo a que muitos associados não possuem literacia informática, nem equipamentos que lhes permitam entregar digitalmente a documentação deveria o Governo Regional ter acautelado essas situações e dificuldades. Mesmo que haja razões de outra ordem, nomeadamente financeiras.
Se os Governos autónomos não mantiverem os serviços prestados às populações, sobretudo as mais idosas, não traz qualquer vantagem a Administração dos Açores.
A política do “não é connosco” ou do “não temos nada pr’aí “ é um argumento reprovável, sobretudo quando está em causa uma população envelhecida, sem suficiente entendimento sobre as alterações que a sociedade da informação e a inteligência artificial estão a impor ao mundo.
Que os atuais responsáveis pelos destinos da população açoriana entendam que lhes compete atenuar as necessidades e resolver os problemas para que se construa uma sociedade inclusiva, seja onde for.
Engrade, Piedade, 11/09/2025
José Gabriel Ávila
Jornalista c.p 239 A
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Discurso de Trump em português é falso; foi feito com IA

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Foi criado por Inteligência Artificial um discurso em português do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que ele supostamente menciona o dia da Independência do Brasil e faz uma série de críticas a Alexandre de Moraes.Trump não fala português

Source: Discurso de Trump em português é falso; foi feito com IA