Derrocada na ilha de São Jorge leva ao encerramento do acesso à Fajã dos Cubres

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O caminho de acesso à Fajã dos Cubres, na ilha de São Jorge, nos Açores, está encerrado até segunda-feira devido a derrocadas provocadas pela chuva intensa, informou a proteção civil municipal.

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atribulado ano 2026 por osvaldo cabral

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O ANO ATRIBULADO DE 2026
1 – GOVERNO PODE CAIR – Não será difícil adivinhar que este novo ano traz cenários atribulados para a Região, face aos sinais que se vislumbram na economia e na política.
2026 é o ano crucial para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que termina no final do Verão, teremos também a execução do Plano de Investimentos anual, com apresentação do próximo para 2027, e a finalização do processo de privatização da SATA.
São três vertentes estratégicas essenciais para os Açores, para as quais os partidos da oposição vão querer fazer um balanço do desempenho do Governo Regional em cada uma delas.
E a melhor oportunidade será exactamente no regresso das férias de Verão, com a reabertura da sessão parlamentar e a apresentação do Plano e Orçamento 2027 em Outubro.
Pelo que se vai ouvindo nos bastidores dos partidos da oposição, o balanço perspectiva-se “muito negativo”, não sendo de descartar um eventual chumbo do próximo Plano e Orçamento e a consequente queda do governo.
Faz sentido a meio do mandato? Tudo vai depender do desempenho do governo naqueles eventos ao longo do ano, mas as perspectivas não são boas.
O Chega, que até agora tem ajudado a suportar a coligação, está numa fase de críticas crescentes à governação, manifestando profundo descontentamento com a actuação da equipa de Bolieiro e, mesmo a meio da legislatura, não vai querer ficar colado à imagem de uma governação fraca, criticada por todos os sectores da Região, desde parceiros sociais, autarcas e cidadãos, querendo evitar a imagem de “muleta” da coligação.
Já não haverá a desculpa do PRR, em que a oposição absteve-se no último Plano e Orçamento com o argumento, responsável, de que era preciso aproveitar todos os fundos comunitários e não atrasar a respectiva programação.
Sabendo-se que não vai ser possível aplicar na íntegra o PRR, muito menos um bom desempenho do Plano de Investimentos, a que acresce o rotundo falhanço da privatização da SATA, que continua a desgastar o governo, seja qual for o seu desfecho, a oposição fica em condições de mostrar um cartão vermelho a José Manuel Bolieiro.
Com o crescente descontentamento popular que grassa em todas as ilhas, agravado com o aumento do custo de vida para este ano e o abrandamento do turismo e, consequentemente, da economia regional, teremos então o cenário perfeito para a oposição fazer cair o executivo.
Se não for na próxima discussão do Plano e Orçamento, é quase certo que acontecerá em 2027.
Este é o cenário que se desenha nos bastidores da oposição.
Na coligação, há a confiança de que a maioria dos eleitores não vê na oposição, nomeadamente no PS, a alternativa desejada, continuando a pensar que Francisco César é o seguro de vida da coligação.
Embora não desejando eleições antecipadas, a coligação acha-se preparada para voltar a ganhar, seja em que circunstância for, e contar novamente com o Chega, que não quer o PS no poder.
Há, ainda, um outro trunfo que Bolieiro poderá utilizar no final do Verão, que é a remodelação do governo.
Com o Chega a pedir uma nova forma de governar, a coligação poderá proceder a uma remodelação, mesmo que trocando alguns secretários de pasta, com o argumento de que não o faz mais cedo porque todos os secretários estão envolvidos na programação do PRR.
Resta saber se é o suficiente para “domesticar” o Chega, sabendo-se que José Pacheco é um dos defensores da máxima dentro do partido, segundo a qual “se o governo não muda, nós vamos mudar o governo”.
Ou seja, politicamente este governo estará sempre na corda bamba durante todo o ano.
Com as fragilidades que tem apresentado e com a desorientação estratégica em várias áreas, o mais provável é que vamos ter um ano politicamente agitado.
2 – A ECONOMIA DAS ELITES E A DOS CIDADÃOS – A iniciativa do Secretário das Finanças em avançar com uma conferência de imprensa, no início deste ano, para fazer um balanço económico de 2025, é uma resposta às preocupações do Chega.
Duarte Freitas quer demonstrar que, mesmo com a maior dívida da história da Autonomia e com várias empresas públicas falidas, a economia “é pujante” e nunca esteve tão bem, mesmo comparando com os governos do PS.
Os números são bonitos, mas o que conta, para os cidadãos, é a carteira no fim do mês.
A economia cresce há mais de 50 meses, como gostam de sublinhar os governantes, mas não dizem que ela está a abrandar a olhos vistos.
Em 2024 houve apenas três meses em que o Indicador de Actividade Económica cresceu 2%.
Em 2025 não se registou nenhum mês com 2% de crescimento.
São crescimentos pífios, abaixo da média da inflação, que não se reflectem na carteira das famílias, o que agrava o descontentamento popular, notório em qualquer sector da sociedade.
A conferência de imprensa de Duarte Freitas foi recheada de números, mas com pouca mensagem motivadora para os cidadãos, cada vez mais cientes de que a economia está assente apenas no bom desempenho do turismo, que dá pleno emprego mas não dá bons salários e aumenta o custo de vida em sectores essenciais, como a alimentação, a energia e a habitação.
Há uma espécie de duas economias na Região: a dos que aproveitam os fundos comunitários para crescer e a dos cidadãos da classe média, que chegam ao fim do mês sem dinheiro nos bolsos.
O próprio Secretário das Finanças entra em contradição quando anunciou uma poupança no sector público de 30 milhões de euros, mas na conferência de imprensa veio dizer que só o sector da Saúde leva a fatia de leão do orçamento regional, com o HDES a tornar-se no “principal centro de custos da região”.
Ou seja, não há poupança nenhuma.
3 – A SUBMISSÃO A LISBOA – Com um governo tão desgastado, pelos inúmeros falhanços e pela falta de estratégia em áreas chaves da economia regional, o melhor que poderia acontecer era o Governo da República dar um pretexto para que a coligação fizesse do centralismo lisboeta um cavalo de batalha, desviando as atenções dos problemas internos.
Nem isso soube fazer.
Teve uma posição frouxa e submissa no caso dos salários em atraso nas Misericórdias e, agora, incompreensivelmente, na escandalosa trapalhada que é a portaria do Subsídio de Mobilidade, reagiu tardiamente e sem uma posição concertada com a Madeira, que foi mais rápida e contundente.
Miguel Albuquerque deu uma lição a Bolieiro sobre como se deve lidar com gente incompetente e centralista, seja qual for a origem partidária.
O PSD-Açores, reagindo tarde e por arrasto da Madeira, depois de constatar que o assunto está na boca de todos os cidadãos, dá a imagem de um partido refém da arrogância de Luís Montenegro e do ministro das dondocas de Cascais, que pela segunda vez faz da coligação açoriana uma autêntica rodilha política.
É preciso pôr este ministro na linha, à semelhança do que se fez com outros, noutros tempos, nomeadamente com a socialista Ana Vitorino, que nos queria “roubar” a gestão partilhada do mar.
Em plena comemoração de 50 anos de Autonomia, dar a percepção de subjugação ao Terreiro do Paço só nos envergonha a todos e vem comprovar o cenário mais do que provável descrito no início desta crónica: a coligação está a perder fôlego internamente há já algum tempo, claudica perante Lisboa e já poucos eleitores se revêem neste projecto.
Bolieiro e os seus parceiros da coligação que ponham as barbas de molho!
OSVALDO CABRAL
Janeiro 2026

Quishing em 100% Português, o AO 1990 nos jornais de Portugal, a crise dos dicionários, aforismo com vírgula e a palavra que

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Tudo, aqui, à volta da língua portuguesa – o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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CASTELO DE PENAS RÓIAS um dos meus favoritos

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CASTELO DE PENAS RÓIAS
Imagem: Vista do Castelo de Penas Róias, Portugal. Gravura, Duarte de Armas, “Livro das Fortalezas”, c. 1509, prancha 60.
O “Castelo de Penas Róias” localiza-se na povoação e freguesia de Penas Róias, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.
Antigo castelo da Ordem do Templo na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Outeiro de Miranda e Vimioso, o chamado núcleo duro do nordeste transmontano. Hoje compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, de seu sítio contempla-se a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de “roja” (vermelha).
História
Antecedentes
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação humana desta área. Os testemunhos arqueológicos apontam uma ocupação proto-histórica do local, que poderá estar relacionada a um castro. À época da Invasão romana da Península Ibérica, encontrava-se abandonado.
O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península, a região foi inicialmente conquistada pelo reino de Leão.
Com a afirmação do reino de Portugal, diante do estabelecimento da capital em Coimbra, tornou-se imperativa a sua defesa ativa. Para esse fim, Afonso I de Portugal (1143-1185) delegou aos cavaleiros da Ordem do Templo o encargo de fortalecer os acessos a sul e a leste do rio Mondego, doando-lhes, a partir de 1145, diversos domínios como os de Mogadouro e outros, na região de Trás-os-Montes.
Os domínios de Penas Róias foram doados à Ordem logo em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, “tenens” da Terra de Bragança, circunscrição na qual a localidade estava inserida. Essa época coincide com testemunhos arqueológicos da sua ocupação no século XII, ou um pouco antes, já ao final do XI, o que sugere, para alguns autores, a prévia existência de um reduto defensivo no local, fato que poderia ser atestado pelos vestígios de torreões de planta circular (típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa, nesse período) que subsistem nos vértices do castelo.
Em posse da Ordem, o castelo sofreu significativas alterações, entre as quais se destaca a construção de uma torre de menagem de planta em losango. Embora tradicionalmente se afirme a data de 1166 como a de início da construção do castelo, sob a direção do 4.º Grão-Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, a inscrição epigráfica na torre de menagem encontra-se bastante deteriorada. É possível, entretanto, ler-se a data como “Era 1210” (da Era Hispânica, correspondente ao ano de 1172 da Era Cristã) ou ainda “Era 1219” (correspondente a 1181). Francisco Manuel Alves (1940) e Cordeiro de Sousa (1948), pretenderam ler nela o nome de Gualdim Pais, o que não é plenamente verificável. De qualquer modo, os trabalhos contaram com o seu patrocínio direto, uma vez que a torre (e o castelo) inscreve-se no movimento maior de construção de castelos templários no país, todos assinalados por inscrições epigráficas e empreendidos por Gualdim Pais, como os de Almourol, Longroiva, Tomar e outros.
Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), empreendeu-se novo esforço de repovoamento da vila, que passou a sede de concelho, tendo recebido carta de foral em maio ou junho de 1187. Nesta fase, a Ordem deslocava a sua atuação mais para o sul, para a Beira Baixa, tendo recebido em agradecimento pelos seus serviços, os domínios de Idanha-a-Velha e de Monsanto em 1165 (os da primeira confirmados em 1197), e uma parcela, junto à Vila Velha de Ródão, em 1199. Em troca de Idanha-a-Velha, o soberano recebeu os castelos de Penas Róias e de Mogadouro (1197). Dois anos depois (1199), em troca da herdade de Azafa, o soberano recebeu da Ordem as igrejas de Mogadouro e de Penas Róias.
Posteriormente, sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), nas Inquirições de 1258, faz-se alusão a Penas Róias e ao “tenens” de Bragança, D. Fernando Mendes de Bragança, que ocupou a tenência de Penas Róias entre 1128 e 1145, quando a doou aos Templários. A vila recebeu carta de foral, juntamente com Mogadouro, em 1272, foral esse confirmado a Penas Róias no ano seguinte (1273).
Diante da extinção da Ordem do Templo, Dinis I de Portugal (1279-1325) transferiu os domínios de Penas Róias para a Ordem de Cristo (1319), acreditando-se que tenham tido lugar trabalhos de recuperação e reforço das defesas à época, que estará na origem da configuração registada por Duarte de Armas no início do século XVI.
O domínio da povoação e seu castelo foram adquiridos por Álvaro Pires de Távora (1457), que também detinha a alcaidaria dos castelos de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo e a povoação encontram-se figurados por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509). O soberano outorgou o Foral Novo a Penas Róias em 1512.
Do século XVIII aos nossos dias
As “Memórias Paroquiais” (1758) referem que o castelo, a norte da vila, encontrava-se arruinado, com muros “de pedra de seixo bruto”, estando a torre, “de quatro esquinas”, ainda “bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto” com paredes altas e porta “levantada mais de trinta palmos” com um letreiro ilegível.
No ano seguinte (1759), na sequência do processo dos Távora, a povoação passou para a Coroa.
Em 1836 registou-se a extinção do concelho e consequente declínio da povoação. Neste período, a população reaproveitou os materiais de construção do antigo castelo.
No início do século XX ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto n.º 34.452, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 59, de 20 de março de 1945.
Em 1977, quando se lavrava um terreno próximo, vieram à luz restos de colunas. A intervenção do poder público fez-se sentir entre 1977 e 1978, quando foram procedidos trabalhos de consolidação e reparos nas muralhas e na torre de menagem, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Em 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, nº 126, em 1 de junho de 1992.
Em 2007-2008, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo IPPAR ao programa comunitário InterregIIIA, foi desenvolvido um projeto de valorização que incluiu intervenções de conservação e restauro da torre de menagem e dos restos das muralhas do castelo.
Atualmente são visíveis apenas uma torre (fechada ao público) e os vestígios de antigas muralhas e cubelos medievais.
Características
Castelo roqueiro, na cota de 719 metros acima do nível do mar, foi erguido em estilo românico, tendo as suas muralhas sido reforçadas por quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos). O material em que foi construído assemelha-se ao do Castelo de Algoso.
Ao centro da praça de armas ergue-se a torre de menagem, de planta em losango com lados de dimensões variáveis – entre 7 e 8 metros de largura -, de muros espessos, em aparelho simples de xisto quartzítico, argamassado. Internamente era dividida em três pavimentos. Nos alçados leste e sul, rasgam-se janelas em cantaria. A oeste rasga-se a única porta, retangular, a cerca de três metros de altura, também em cantaria. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira, amovível. No lintel, inscreve-se a cruz pátea templária e uma inscrição epigráfica, muito erodida, onde de lê: “INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS […] MENSE[(?)] ERA MªCCªXª[…] [ano de 1172] TEMPORE REGE [ALFONSO] […]”. (BARROCA, Mário Jorge. “Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II”. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. pp. 376-379)
Próximo a esta torre encontram-se os restos de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo. Subsistem ainda alguns troços da sua muralha, a leste.
Finalmente, um recinto murado de maiores dimensões correspondia a uma zona de habitação, atividades artesanais e currais de gado.
in:fortalezas.org
chryschrystello escreveu em chronicaçores
Lembrava-me dos fraguedos de Penas Roias (onde fora pela primeira vez em 1962), e da famosa arca do cura dessa aldeia esquecida, aonde só regressaria no conforto do alcatrão em 2003 ou 4.

No velho caminho medieval que vai para Penas Roias, logo à saída do Azinhoso, ainda existe um local chamado “Pelames”, onde os peleiros do Azinhoso curtiam as peles.
No velho caminho medieval que vai para Penas Roias, logo à saída do Azinhoso, ainda existe um local chamado “Pelames”, onde os peleiros do Azinhoso curtiam as peles.
O castelo de Penas Roias é roqueiro, anterior à nacionalidade, no tempo de D. Afonso Henriques era Fernão Mendes, o Braganção tenens da Terra de Bragança, em 1145, e o doou aos Templários . No lintel a cruz pátea templária: “Gualdim Pais, mestre geral dos Templários, mandou fazer o castelo de Pena Roia.”. A torre de menagem é de 1172. É possível ler-se a data “Era 1210” Era Hispânica, 1172 Era Cristã ou Era 1219 (1181)”. Já existiria um reduto defensivo, pois não se justificaria a doação aos Templários. Têm relevância os torreões de planta circular, nos vértices do castelo, incomuns na arquitetura militar medieval (que optou por torres de planta quadrangular) mais ligados à realidade leonesa. Com D. Sancho I (1185-1211), empreendeu-se o repovoamento e passou a sede de Concelho. Posteriormente, D. Afonso III (1248-1279), a vila encontra-se referida nas Inquirições de 1258, tendo recebido Carta de Foral, com Mogadouro, em 1272, renovado em 1273. Com a extinção da Ordem, D. Dinis transferiu-o para a Ordem de Cristo (1319). D. Manuel I (1495-1521) concedeu-lhe Foral Novo (1512). Posteriormente foi dada aos Távoras. Teve muralha, por Duarte d’Armas no início do séc. XVI. Em 1758 estava em avançado estado de ruína, hoje uma torre alcantilada, de planta quadrangular, de aparelho simples à base de xisto quartzítico com argamassa. A estrutura frágil da torre não permite o acesso. Perto, uma pequena torre circular..
No início de 1960 ainda não havia estrada, apenas um caminho de burros pelo meio do fraguedo, serra acima e nem se pensava sequer na mais recente barragem de Bastelos que está aos seus pés. Por isso entramos no jipe do meu primo médico, Zeca, e com o primo Carlos Alberto e o meu pai, um pouco temerosos, que eles não eram para grandes aventuras motorizadas, lá fomos atravessando a Ribeira de Bastelos, e por entre montes e rochas despidas de vegetação se subiu o fraguedo que se erguia a pique nos socalcos do velho castelo.
Passava-se pela velha ponte romana ou templária entre Azinhoso e Penas Roias, monumento completamente ao abandono até se chegar à “fonte da Vila” interessante de grande antiguidade com figuras antropomórficas, que hoje também demonstra enorme desprezo. As silvas e arbustos que lhe crescem na cobertura estão lá para o provar. A certa altura o jipe aberto voltou-se (capotou) e tivemos de saltar para não ficarmos debaixo. Lá o endireitamos e voltamos a subir ao castelo onde o senhor padre, numa habitação ao lado do mesmo, nos ofereceu da sua bem recheada arca em madeira, uns ricos chouriços com pão de centeio e bom vinho da região. Jamais esqueci esta aventura que me marcou para eu fazer viagens semelhantes para o resto da vida. O salpicão era mesmo bom e o chouriço… Em 2008 tive a oportunidade de contar esta mítica viagem histórica a um filho desse primo Zeca (que não conhecia pois não o via desde miúdo e aqui esteve colocado na PSP no Nordeste).

 

CASTELO DE PENAS RÓIAS
Imagem: Vista do Castelo de Penas Róias, Portugal. Gravura, Duarte de Armas, “Livro das Fortalezas”, c. 1509, prancha 60.
O “Castelo de Penas Róias” localiza-se na povoação e freguesia de Penas Róias, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.
Antigo castelo da Ordem do Templo na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Outeiro de Miranda e Vimioso, o chamado núcleo duro do nordeste transmontano. Hoje compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, de seu sítio contempla-se a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de “roja” (vermelha).
História
Antecedentes
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação humana desta área. Os testemunhos arqueológicos apontam uma ocupação proto-histórica do local, que poderá estar relacionada a um castro. À época da Invasão romana da Península Ibérica, encontrava-se abandonado.
O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península, a região foi inicialmente conquistada pelo reino de Leão.
Com a afirmação do reino de Portugal, diante do estabelecimento da capital em Coimbra, tornou-se imperativa a sua defesa ativa. Para esse fim, Afonso I de Portugal (1143-1185) delegou aos cavaleiros da Ordem do Templo o encargo de fortalecer os acessos a sul e a leste do rio Mondego, doando-lhes, a partir de 1145, diversos domínios como os de Mogadouro e outros, na região de Trás-os-Montes.
Os domínios de Penas Róias foram doados à Ordem logo em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, “tenens” da Terra de Bragança, circunscrição na qual a localidade estava inserida. Essa época coincide com testemunhos arqueológicos da sua ocupação no século XII, ou um pouco antes, já ao final do XI, o que sugere, para alguns autores, a prévia existência de um reduto defensivo no local, fato que poderia ser atestado pelos vestígios de torreões de planta circular (típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa, nesse período) que subsistem nos vértices do castelo.
Em posse da Ordem, o castelo sofreu significativas alterações, entre as quais se destaca a construção de uma torre de menagem de planta em losango. Embora tradicionalmente se afirme a data de 1166 como a de início da construção do castelo, sob a direção do 4.º Grão-Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, a inscrição epigráfica na torre de menagem encontra-se bastante deteriorada. É possível, entretanto, ler-se a data como “Era 1210” (da Era Hispânica, correspondente ao ano de 1172 da Era Cristã) ou ainda “Era 1219” (correspondente a 1181). Francisco Manuel Alves (1940) e Cordeiro de Sousa (1948), pretenderam ler nela o nome de Gualdim Pais, o que não é plenamente verificável. De qualquer modo, os trabalhos contaram com o seu patrocínio direto, uma vez que a torre (e o castelo) inscreve-se no movimento maior de construção de castelos templários no país, todos assinalados por inscrições epigráficas e empreendidos por Gualdim Pais, como os de Almourol, Longroiva, Tomar e outros.
Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), empreendeu-se novo esforço de repovoamento da vila, que passou a sede de concelho, tendo recebido carta de foral em maio ou junho de 1187. Nesta fase, a Ordem deslocava a sua atuação mais para o sul, para a Beira Baixa, tendo recebido em agradecimento pelos seus serviços, os domínios de Idanha-a-Velha e de Monsanto em 1165 (os da primeira confirmados em 1197), e uma parcela, junto à Vila Velha de Ródão, em 1199. Em troca de Idanha-a-Velha, o soberano recebeu os castelos de Penas Róias e de Mogadouro (1197). Dois anos depois (1199), em troca da herdade de Azafa, o soberano recebeu da Ordem as igrejas de Mogadouro e de Penas Róias.
Posteriormente, sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), nas Inquirições de 1258, faz-se alusão a Penas Róias e ao “tenens” de Bragança, D. Fernando Mendes de Bragança, que ocupou a tenência de Penas Róias entre 1128 e 1145, quando a doou aos Templários. A vila recebeu carta de foral, juntamente com Mogadouro, em 1272, foral esse confirmado a Penas Róias no ano seguinte (1273).
Diante da extinção da Ordem do Templo, Dinis I de Portugal (1279-1325) transferiu os domínios de Penas Róias para a Ordem de Cristo (1319), acreditando-se que tenham tido lugar trabalhos de recuperação e reforço das defesas à época, que estará na origem da configuração registada por Duarte de Armas no início do século XVI.
O domínio da povoação e seu castelo foram adquiridos por Álvaro Pires de Távora (1457), que também detinha a alcaidaria dos castelos de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo e a povoação encontram-se figurados por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509). O soberano outorgou o Foral Novo a Penas Róias em 1512.
Do século XVIII aos nossos dias
As “Memórias Paroquiais” (1758) referem que o castelo, a norte da vila, encontrava-se arruinado, com muros “de pedra de seixo bruto”, estando a torre, “de quatro esquinas”, ainda “bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto” com paredes altas e porta “levantada mais de trinta palmos” com um letreiro ilegível.
No ano seguinte (1759), na sequência do processo dos Távora, a povoação passou para a Coroa.
Em 1836 registou-se a extinção do concelho e consequente declínio da povoação. Neste período, a população reaproveitou os materiais de construção do antigo castelo.
No início do século XX ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto n.º 34.452, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 59, de 20 de março de 1945.
Em 1977, quando se lavrava um terreno próximo, vieram à luz restos de colunas. A intervenção do poder público fez-se sentir entre 1977 e 1978, quando foram procedidos trabalhos de consolidação e reparos nas muralhas e na torre de menagem, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Em 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, nº 126, em 1 de junho de 1992.
Em 2007-2008, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo IPPAR ao programa comunitário Interreg IIIA, foi desenvolvido um projeto de valorização que incluiu intervenções de conservação e restauro da torre de menagem e dos restos das muralhas do castelo.
Atualmente são visíveis apenas uma torre (fechada ao público) e os vestígios de antigas muralhas e cubelos medievais.
Características
Castelo roqueiro, na cota de 719 metros acima do nível do mar, foi erguido em estilo românico, tendo as suas muralhas sido reforçadas por quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos). O material em que foi construído assemelha-se ao do Castelo de Algoso.
Ao centro da praça de armas ergue-se a torre de menagem, de planta em losango com lados de dimensões variáveis – entre 7 e 8 metros de largura -, de muros espessos, em aparelho simples de xisto quartzítico, argamassado. Internamente era dividida em três pavimentos. Nos alçados leste e sul, rasgam-se janelas em cantaria. A oeste rasga-se a única porta, retangular, a cerca de três metros de altura, também em cantaria. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira, amovível. No lintel, inscreve-se a cruz pátea templária e uma inscrição epigráfica, muito erodida, onde de lê: “INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS […] MENSE[(?)] ERA Mª CCª Xª[…] [ano de 1172] TEMPORE REGE [ALFONSO] […]”. (BARROCA, Mário Jorge. “Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II”. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. pp. 376-379)
Próximo a esta torre encontram-se os restos de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo. Subsistem ainda alguns troços da sua muralha, a leste.
Finalmente, um recinto murado de maiores dimensões correspondia a uma zona de habitação, atividades artesanais e currais de gado.
in:fortalezas.org
 

património apodrecido nos açores

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Carlos Augusto Furtado

Estamos a falar de um estado pobre, que cobra impostos a uma população ainda mais pobre, onde parte dela vive de auxílios do estado pobre, numa nação que não produz o suficiente para manter o edificado existente, nação esta que já há muito tempo não “produz” filhos em quantidade para travar o envelhecimento da população. Há tanto para fazer neste triste país.
May be an image of street
Chrys Chrystello lembra-me macau sob admin port quando lá vivi 1976-1982, quandoa china tomou conta, recuperou e manteve…uma vergonha açores…
Rui Machado de Medeiros

Carlos Augusto Furtado, se é tudo tão pobre eu ofereço a lata de tinta para pintar as janelas.