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Em entrevista a Francisco Pinto Balsemão no podcast Deixar o Mundo Melhor, o atual Presidente de Timor lembra os tempos de resistência e exílio, a importância de Xanana Gusmão, ‘pai da pátria timorense’, na formação do país, e as atuais relações com Ximenes Belo, acusado de abusos sexuais
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Source: @rtppt
https://www.rtp.pt/madeira/sociedade/madeira-e-acores-sao-os-grandes-centros-de-consumo-de-drogas-sinteticas-audio_106803
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extraído de CHRONICAÇORES VOL 5 LIAMES E EPIFANIAS AUTOBIOGRÁFICAS ED LETRAS LAVADAS 2022

Finalmente, a História repõe factos reais, desimbuídos de conotações patrioteiras. É assim que devemos considerar, um livro de 1984 do australiano Kenneth Gordon McIntyre, “The Rebello Transcripts, Governor Phillip’s Portuguese Prelude.” Para os desconhecedores da história da colonização da Austrália, o Capitão Arthur Phillip foi o Comandante da Primeira Armada que chegou à Austrália em janeiro 1788, oito anos depois da alegada descoberta do Capitão Cook, após 257 dias de tormentosa viagem, com 11 barcos, 730 degredados (160 mulheres), 250 marinheiros e homens livres, para criarem a primeira colónia britânica no continente.
Arthur Phillip nasceu em Fulham em 1738, filho de Jacob Phillip, professor de línguas, de origem alemã, e de Elizabeth Breach, viúva dum Capitão da Marinha Real Inglesa. Estudou no Hospital de Greenwich tornou-se aprendiz de marinheiro, aos treze anos na Marinha mercante na Gronelândia.
Aos quinze, alistou-se na Marinha Real e esteve na Guerra dos Sete Anos de 1756-1763. Tomou parte na Batalha de Minorca (1762), promovido a Tenente, com meio soldo logo que a Guerra terminou, casou, estabeleceu-se numa quinta (Lyndhurst, Hampshire) recorrendo à agricultura para sobreviver durante os dez anos seguintes.
Esteve depois nas colónias sul-americanas na guerra opondo a Espanha (e França), contra Portugal e Inglaterra, e da qual estas sairiam vencedoras, com a exceção de Rio Grande, que ficaria espanhol. O Tratado de Paris (1763) gerou trocas de territórios coloniais entre as potências europeias: a Espanha troca a Flórida por Havana, recupera Manila e as Filipinas, e devolve a Portugal a Colónia do Sacramento.
Em 1773, os Portugueses recrutavam oficiais de Marinha, e Phillip, Tenente Naval, obtém o posto de Capitão. Três anos mais tarde, comandava uma fragata portuguesa encarregue da proteção de Colónia. Era uma praça penal permanentemente ameaçada pela Espanha. Os habitantes foram obrigados a comer ratos, cães e gatos para sobreviverem ao cerco. O profissionalismo de Phillip granjeou-lhe a admiração dos portugueses. Em 1777, a Armada espanhola tentava provocar um confronto com os portugueses ao largo da costa, o comodoro irlandês, MacDoual, depois de consultar Phillip, disse ser de evitar um confronto direto.
Ao contrário do escrito nas biografias, a nomeação para Governador da colónia australiana, não corresponde à brilhante carreira na Real Marinha Britânica, mas aos relevantes serviços na Marinha Portuguesa.
O livro de McIntyre “The Rebello Transcripts” baseia-se num estudo de finais do séc. XIX, do General Jacintho Ignácio de Brito Rebello, arquivista da Torre do Tombo, que, a pedido de historiadores australianos, estudou a carreira do Capitão Phillip ao serviço dos portugueses. Embora os dados tenham estado à disposição dos historiadores, o desconhecimento da história não permitiu o seu aproveitamento.
Consagrados, como George MacKaness ao publicar, em 1937, a biografia do Almirante referem erradamente a defesa da “colónia” (Brasil), em vez de Colónia del Sacramento, hoje território uruguaio.
Mais tarde, 1778, por fidelidade, Phillip coloca-se à disposição da Inglaterra para a Guerra da Independência (EUA), após a dispensa pelos portugueses dos seus notáveis serviços.
Colocado na Reserva por 16 meses, aos 43 anos (1781) o Almirantado deu-lhe o comando dum navio de 64 canhões “Europa”. Phillip foi recomendado para o lugar, pela meritória ação ao serviço da Armada Portuguesa.
Tal como Colónia do Sacramento, de difícil linha de abastecimentos, também Botany Bay representava enorme desafio. Em 1786 conduzia a Primeira Armada a Botany Bay, daí a importância de Phillip para a história da Austrália.
A Primeira Armada arribara após meses de tormentosa viagem. Phillip escolheu Sydney Cove, vasto porto natural, a norte de Botany Bay. Das 1030 pessoas 3/4 eram condenados, e os restantes marinheiros e oficiais. Durante cinco anos com inabalável otimismo, tentou criar uma colónia viável com material humano inadequado. A maioria dos condenados pertencia às mais baixas classes. Concedeu terras para amanharem ao terminarem as sentenças. Isto não os transformou em classe diligente de agricultores. Apenas 13 colonos livres embarcaram na sua governação para criarem uma colónia viável. A fome era uma ameaça constante.
A Primeira Armada levara mantimentos para dois anos. A 2ª Armada chegaria a junho 1790 e a 3ª em julho 1791. Até ao reabastecimento, todos os bens eram racionados. Fundou-se Parramatta como centro agrícola com os condenados na lavoura. Faltavam animais de carga e equipamento, o que aliado às condições locais e à dificuldade de criar uma colónia nova tornavam bem difícil tal desiderato.
Quando, doente, regressou a Inglaterra em dezº 1792, o núcleo urbano de três mil pessoas não produzia os géneros necessários para sobreviver. Os marinheiros foram substituídos pelo New South Wales Corps, em 1791, promovendo trocas comerciais mercantis entre a Índia e os EUA. A colónia sobreviveria com mais navios, mas com o futuro incerto devido ao elevado custo duma colónia longínqua e cara.
A visão de Phillip para a viabilidade com colonos livres demorou tempo, após anos de privações. Antes de sair deixou as linhas mestras de sobrevivência económica. Foi promovido a Contra-Almirante (1798), reformou-se (1805) em Bath onde faleceu (1814) Almirante.
QUADRO I – A LUTA PELA COLÓNIA DE SACRAMENTO
| 1494 TRATADO DE TORDESILHAS Espanhol n |
| 1679 Fundação de Colónia pelo Príncipe Pedro Português |
| 1680 Destruição de Colónia pelos Espanhóis Espanhol |
| 1683 Devolução de Colónia após negociações Português |
| 1705 Captura. Guerra da Sucessão em Espanha Espanhol |
| 1713 Devolução. Tratado de Utreque (Utrecht) Português |
| 1750 Renegação do Acordo. Tratado de Madrid Espanholn |
| 1761 Revogação do Acordo. Tratado do Pardo Portuguêsn |
| 1762 Captura. Guerra dos Sete Anos Espanhol |
| 1763 Devolução. Tratado de Paris Português |
| 1777 Destruição pelos espanhóis Espanhol |
| 1821 Anexação por Portugal Português |
| 1822 Independência do Brasil Brasileiro |
| 1828 Fundação do Uruguai Uruguaio |
n Denota apenas mudança teórica do domínio legal, já que na prática (fisicamente) nada se alterou.
| QUADRO II – CARREIRA DO CAPITÃO PHILLIP NA MARINHA PORTUGUESA | ||||
| 1774 | 25 agosto | Solicita autorização para admissão na Marinha Portuguesa | ||
| 22 dezº | Parte de Londres para Lisboa | |||
| 1775 | 14 janº | Nomeado Capitão da Marinha Portuguesa | ||
| 09 fevº | Parte de Lisboa ao comando da “Belém” | |||
| ? maio | Chega ao Rio de Janeiro | |||
| 28 setº | Ao comando da “Pilar” com destino a Colónia | |||
| 22 outº | A “Pilar” parte do Desterro | |||
| ? novº | Regressa ao Rio, partindo logo a seguir. | |||
| 1776 | 27 janº | Ao comando da “Pilar” ruma a Colónia | ||
| 18 ago | A “Pilar” intervém na defesa de Colónia | |||
| 29 dezº | Parte de Colónia | |||
| 1777 | 20 fevº | Fica baseado na Ilha de Santa Catarina | ||
| março | Integrado num Esquadrão Naval no Rio de Janeiro | |||
| 01 abr | Parte ao comando da “Pilar” numa missão de defesa a sul | |||
| 26 abr | Regressa triunfante com um barco inimigo aprisionado | |||
| 29 maio | Nova partida em patrulha às águas do sul | |||
| 23 outº | Nomeado Capitão do “Santo Agostinho” | |||
| 1778 | 10 maio | Parte do Brasil com destino a Lisboa | ||
| 04 ago | Chegada a Lisboa | |||
| 24 ago | Pagamento e exoneração da Marinha Portuguesa | |||
extraído de CHRONICAÇORES VOL 5 LIAMES E EPIFANIAS AUTOBIOGRÁFICAS ED LETRAS LAVADAS 2022

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A group of experts discovered that people in Melanesia have some unusual genes in their DNA after conducting an extensive examination. Some experts assume that these genes, which are yet unknown, are derived from a previously unknown species of humanoid. According to Ryan Bohlender, the researcher, these genes do not belong to any recognized species, such as Neanderthals or Denisovans. These genes were passed down from distinct species. The true history of human civilization appears to be far more complex than previously imagined. The most recent research indicates that we are not who we think we are. This discovery is …
Source: Researchers Found Alien Anunnaki Genes In Aboriginals DNA – Alien News
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Terá lugar hoje (28-11), pelas 18.00 horas, na livraria Leya Bucholz (Lisboa), a apresentação do Dicionário da Língua Portuguesa Medieval (DLPM), resultante de um projeto desenvolvido, entre 2004 e 2007, no Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa (UNL), e coordenado por João Malaca Casteleiro (Universidade de Lisboa – ULisboa), Maria Francisca Xavier (UNL), ambos já falecidos, e, ainda, por Maria de Lourdes Crispim, professora aposentada da UNL. A obra, publicada em julho deste ano, tem a chancela da Editorial Caminho.
O DLPM regista e descreve vocabulário que cobre o período entre o séc. XII e o início do séc. XVI, i.e. está integrado nos chamados períodos pré-literário (até cerca do final do século XII), galego-português ou antigo (até 1385/1420) e pré-clássico ou médio (até 1536/1550) do português. A periodização da língua portuguesa contempla, ainda, o português clássico (séculos XVI a XVIII) e o português moderno (século XIX até à atualidade).
O DPLM tem a particularidade de ter sido baseado num corpus informatizado de textos medievais, i.e. num acervo de textos da época devidamente transcritos e digitalizados, o que permite pesquisas mais finas da informação lexical e a produção de um trabalho lexicográfico mais sistemático. O corpus do DLPM é constituído por 3.347.916 itens ou palavras, cifra que poderá parecer pequena quando pensamos em corpora textuais contemporâneos, com centenas de milhões de itens, mas que é extremamente significativa se atentarmos à época focada, com escassa produção de texto escrito (de que hoje se conhece seguramente apenas uma pequena porção), manuscrito (a imprensa de tipos móveis surge na Alemanha cerca de 1439 e o primeiro livro impresso em Portugal, o Pentateuco, data de 1487). O dicionário tem 17.202 entradas e, para cada uma, além da informação corrente em obras deste género, apresenta descrição exaustiva e as respetivas variantes gráficas encontradas.
“(…) A língua portuguesa carece ainda de obras lexicográficas à altura da sua importância.”
Apesar de ser uma das línguas faladas do mundo, de ter conhecido a atribuição de um “Dia Mundial” pela UNESCO em 2019 e de se prever grande crescimento do seu número de falantes ao longo deste século, a língua portuguesa carece ainda de obras lexicográficas à altura da sua importância.
Saúda-se, assim, a publicação do DPLM, que se junta às publicações recentes da edição revista do Vocabulário histórico-cronológico do Português Medieval, de Antônio Geraldo da Cunha (2014, Fundação Casa de Rui Barbosa, Brasil), projeto iniciado em 1979 pelo autor, que não chegou a ver a sua conclusão, e à publicação digital do Dicionário Histórico do Português do Brasil, projeto ideado e lançado pela saudosa Maria Tereza Camargo Biderman em 2007 e concluído sob coordenação de Clotilde de Azevedo Murakawa, ambas docentes da Universidade Estadual Paulista – UNESP (2021, https://dicionarios.fclar.unesp.br/dhpb/).
A apresentação do DPLM estará a cargo dos professores Maria Teresa Brocardo (UNL) e António Sampaio da Nóvoa (ULisboa).
Nota. Já depois de publicada a crónica anterior, tomei conhecimento dos dados do Observatório da Diversidade Linguística e Cultural na Internet, de 2022. A percentagem atual de falantes de língua portuguesa conectados à internet é globalmente de 74% (era de 67% em 2020), tendo o Brasil atingido 81% de população conectada (contra 74% em 2020) e Portugal 78% (contra 75% em 2020). A esta progressão não serão certamente alheias as necessidades geradas pela pandemia de covid-19 e pelos confinamentos dela decorrentes.
Professora e investigadora, coordenadora do Portal da Língua Portugues