Rússia pode ser responsável pela síndrome de Havana – ZAP Notícias

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Membros seniores da inteligência militar russa (GRU) terão recebido prémios e promoções pelo trabalho relacionado ao desenvolvimento de “armas acústicas não letais”. Mistério continua a assombrar a diplomacia dos EUA. Afeta diplomatas e espiões dos EUA em todo o mundo e pode estar ligado a armas de energia usadas por membros de uma unidade de sabotagem dos serviços secretos militares russos, segundo uma nova investigação jornalística do grupo The Insider, em colaboração com o alemão Der Spiegel e com o 60 Minutes. Se as conclusões de uma investigação de inteligência dos EUA diziam, no ano passado, que era “muito improvável”

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Assediou princesa e pode voltar a matar. Homicida do Centro Ismaili julgado por 11 crimes – ZAP Notícias

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Terá matado a mulher na Grécia e enganado as autoridades com retificação do seu apelido e data de nascimento antes do banho de sangue no centro ismaelita, em Lisboa. MP quer que Abdul Bashir seja internado. Abdul Bashir, o homem que matou duas mulheres no centro Ismaili, em Lisboa, está acusado de um total de 11 crimes. Vai ser julgado por dois crimes de homicídio qualificado agravado, seis de homicídio agravado na forma tentada, dois de resistência e coação e um crime de posse de arma proibida. Além do ataque no Centro ismaelita, o afegão também é acusado de ter matado

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Lavagem de dinheiro entre TAP e Sonangol: comissão ilegal investigada pelo MP – ZAP Notícias

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  Comissão de 2,5 milhões de euros em contrato entre TAP e Sonair incluem uma transferência de 530 mil euros para a conta do filho do administrador da Sonangol, detentora da Sonair. Alegadas comissões indevidas, no valor aproximado de 2,5 milhões de euros, associadas a um contrato entre a Sonair, uma empresa aérea controlada pela Sonangol, e a TAP terão sido movimentadas em 2008, de acordo com o Ministério Público (MP), que iniciou um inquérito em 2022. Um ex-administrador da Sonangol, Luís Ferreira do Nascimento José Maria, está a ser investigado por conduzir o negócio entre as duas empresas e

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JANTAR AO ALMOÇO

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A antiga hora do jantar

Os nomes das refeições, a norte do Minho, são muito familiares — e bem capazes de baralhar um português.

Marco Neves

Mar 31

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Foto de Jonathan Borba em Unsplash

Se formos até à Galiza e alguém nos convidar para jantar (usando a palavra com a pronúncia galega, que será algo como «xantar»), convém confirmar muito bem as horas. É provável que o galego ou a galega esteja a pensar no nosso almoço.

Por lá, o «almorzo»/«almoço» é a primeira refeição, que por cá chamamos «pequeno-almoço».

Já o «xantar»/«jantar» é por volta das duas da tarde… É o nosso almoço, com a diferença de ser um pouco mais tarde.

A «cea»/«ceia» é a refeição que tomamos ao final do dia — não estou a falar da «ceia» à portuguesa, uma refeição leve antes de dormir; estou mesmo a falar do jantar. No fundo, a ceia galega é como a Última Ceia de Jesus e dos Apóstolos: na verdade, é um jantar.

Olhemos agora para a maneira como os galegos escrevem a palavra «jantar» (que é o almoço — isto, para um português, é de dar a volta à cabeça)…

A ortografia oficial do galego propõe a forma «xantar». Este <x> representa a consoante que por cá representamos, na maioria das vezes, com um <ch>. Muitas palavras que, em português, são escritas com <j> ou com <g> (antes de <e> ou <i>) aparecem grafadas com <x> nos textos galegos. Isto acontece porque, a norte do Minho, não há distinção entre as consoantes das nossas palavras «chá» e «já». É por isso que um texto galego (na ortografia oficial) nos parece português com muito X lá pelo meio.

Em português, o som representado por <j> e o som representado por <ch> são muito parecidos: a língua está na mesma posição e o som passa como uma corrente de ar turbulenta. Tecnicamente, são consoantes fricativas palatais. A diferença entre os dois sons é esta: no caso da consoante de «já», as cordas vocais vibram; no caso de «chá», não vibram. O <j> português representa uma consoante sonora; o <ch> representa uma consoante surda. Estamos perante dois fonemas diferentes, que permitem distinguir significados — e esta diferença está apenas na vibração ou não vibração das cordas vocais.

Os reintegracionistas galegos, que defendem para o galego uma ortografia mais próxima da portuguesa, escrevem «jantar» (tal como também escrevem «almoço» e «ceia»). Note-se que, apesar desta diferença, jantam à mesma hora que os outros galegos e, na oralidade, também não distinguem os dois sons. Será estranho? Ora, é uma distinção gráfica sem reflexo na oralidade, tal como acontece, em português, com o <ss> e o <ç>, que representam o mesmo som. A ortografia mantém uma distinção que grande parte dos falantes já não faz na oralidade… Na Galiza, os reintegracionistas mantêm esta distinção gráfica para ligar a ortografia galega à ortografia portuguesa — para eles, galego e português são duas formas da mesma língua.

Se são a mesma língua ou não é discussão que preocupa muitos galegos, mas não aquece nem arrefece a grande maioria dos portugueses. Mas é inegável: o português e o galego estão muito próximos — então se olharmos para os usos populares, não podemos deixar de reconhecer que estão intimamente ligados.

Afinal — e voltando ao jantar que afinal é almoço — é fácil encontrar portugueses que se lembram de ouvir chamar «jantar» ao almoço e «ceia» ao jantar. Aliás, encontramos portugueses que ainda usam esses termos com o significado antigo (ou galego). Se não é esse o uso no português-padrão, é um significado que sobreviveu muito tempo nos usos populares da língua. Uma vez por outra, olhar para norte da fronteira lembra-nos a nossa língua na boca dos nossos avós.

Para terminar, deixo um vídeo que gravei há umas semanas:

Obrigado por ler a página Certas Palavras. Se desejar, pode ficar a conhecer os livros que publiquei e os programas em que participo.

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1 de abril, le poisson d’avril

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1.       469.1. dia de enganos, abr 1, 1976 dia de enganos (abril 1976)

 

nesse dia acordou irritado

logo por azar estremunhado

notaria a seu lado

a mulher

morta há dez anos

os ossos espalhados pela cama

pressupunham aqui e além

um certo descuido

mas que diabo!

voltou-se para a janela

tentando adormecer uma vez mais

invariavelmente o fazia em dias como aquele

então

atiraram a bola à vidraça

o quarto ficou estrelado

mil sóis recortavam-se no ladrilhado

esforçou-se por manter a calma

ocultou a face no travesseiro

agarrou a almofada

freneticamente

num esgar sensual

ao longe tiniam campainhas

não havia dúvida iria ser um dia mau

decidiu-se a folhear o matutino

recusou-se a acreditar

limpou os óculos

estava lá sem engano possível

em título de caixa alta

em editoriais se consagrava

o sonho supremo da humanidade

por decreto presidencial

dum senhor que ninguém elegera

ia ser promulgada e publicada

no diário da governação

com força institucional

A  D E M O – C R A – C I A

em termos mui solenes o governo advertia

dentro de 24 horas em cerimónia apropriada

nascia a democracia

e zás! nem quis ligar a televisão

quieto e calado tresleu

era demais!

violento choque!

democraticamente

sem se dar conta

caiu para o lado com um baque surdo

morreu na cama e em jejum

democrata de nascença.


1.       469.2.  le poisson d’avril, abr 1, 1976 le poisson d’avril (abril 1976)

 

hoje, todos os jornais cumpriram

nem uma só mentira se imprimiu

era a verdade toda

a do sonho não vivido

talvez possível em letras garrafais

  • HOJE DIA NACIONAL DE ENGANOS É LÍCITO DIZER A VERDADE – proclamava o editorial a duas colunas

no canto esquerdo páginas quinze

era minha a foto e o nome

nem me impressionou!

ri mesmo com desprendimento

negra cruz encimava frontispício

dizeres os do costume

a missa presente no corpo do finado

hora a habitual na residência

o féretro sairia para jazigo familiar

(lembram-se de cada!

claro que me importei

quando o padre disse

que ELE me chamara à sua presença)

todos compungidos choravam rezas e eulogias

vestiam negro exceto as flores

e as palavras vazias

adivinhei um sorriso dissimulado

nos lábios da viúva

andei por aqui e ali ouvindo este e aquele

pediam à minha alma que os libertasse

queriam alívio

disfarcei-me por entre sombrias colunatas e fugi

(ainda hoje me procuram!)

 

Professora e Escritora Helena Chrystelo Homenageada na Maia – Câmara Municipal da Ribeira Grande

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Site institucional da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Desenvolvido por Digitlântico.

Source: Professora e Escritora Helena Chrystelo Homenageada na Maia – Câmara Municipal da Ribeira Grande

Encontrados crânio e dentes de Émile. Criança de dois anos estava desaparecida há oito meses em França – Mundo – Correio da Manhã

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Acessos à aldeia estão bloqueados para a realização de perícias mais aprofundadas.

Source: Encontrados crânio e dentes de Émile. Criança de dois anos estava desaparecida há oito meses em França – Mundo – Correio da Manhã

Capitão do Exército detido por ameaçar funcionário com arma em posto de combustível em Lisboa – Portugal – Correio da Manhã

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Suspeito abandonou o local a pé, mas foi intercetado nas imediações.

Source: Capitão do Exército detido por ameaçar funcionário com arma em posto de combustível em Lisboa – Portugal – Correio da Manhã