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como vivi e escrevi sobre o 25 de abril (em Timor-Leste)
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Depois do 25 de Abril (data da Revolução dos Cravos em Portugal) JC começara a publicar artigos que o Comando Militar e, em especial o CEM (Chefe do Estado-Maior Arnao Metello) queriam evitar. Começara a ser chamado todas as manhãs ao CEM que simpaticamente mandava o seu motorista no velho Volkswagen do Estado-Maior buscá-lo a casa. Nessa rotina lá tinha de explicar porque publicara artigos censurados e considerados material proibido. Esta rotina prolongou-se por bastante tempo e trouxe consequências ao seu serviço militar. Uma verdadeira caça ou o jogo do gato e do rato. Em Julho desse ano morreu o seu avô materno por quem nutria um amor muito especial e de forma profunda por essa pessoa doce, carinhosa e com um enorme coração. Só saberia dessa morte em Setembro
-- J. CHRYS CHRYSTELLO,
biografia de Fernando Pessoa
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esteve recentemente em Portugal na RTP no programa do Herman:José Paulo Cavalcanti Filho escreveu biografia de Fernando Pessoa onde revela novos heterônimos MARCO RODRIGO ALMEIDA
DE SÃO PAULO José Paulo Cavalcanti Filho tinha um objetivo quando iniciou sua biografia de Fernando Pessoa (1888-1935): descobrir quem era o “homem real” por trás do grande poeta português.
SEM IMAGINAÇÃO http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/893968-biografia-brasileira-de-fernando-pessoa-revela-novos-heteronimos.shtml |
>25 de abril precisa-se (opinião a título pessoal)
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25 de abril precisa-se (opinião a título pessoal)
Eduardo Mayone Dias CARTA DA CALIFÓRNIA,- A língua portuguesa ontem e hoje
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1. Das origens à Idade Média
Pouquíssimo se sabe das mais remotas origens da língua portuguesa, os
falares da Península Ibérica pré-romana. É contudo de supor que em franjas litorais e em planícies separadas por altas serranias se tenham desenvolvido diferentes enclaves linguísticos que com o rolar dos séculos hajam originado os grupos galego/asturiano/português, basco/ navarro, castelhano/extremenho/andaluz e aragonês/catalão/ valenciano.
Esta é a pré-história do Português. A proto-história tem início com a invasão romana, durante a qual o latim foi imposto em todos os atos públicos, que podiam ir da administração até simples transações comerciais, e afogou os regionalismos linguísticos.
Durante o período romano, cerca de seis séculos, (1) o latim ia evoluindo e novas formas verbais foram criadas. Para dar um prosaico exemplo, as
primeiras vagas colonizadoras usaram o termo “scopa”, que resultou “escombra” em catalão e ‘escoba’ em castelhano. Quando as últimas levas chegaram à costa oeste traziam um mais moderno vocábulo, “basaura”, que deu “vasoira” em galego e “vassoura” em português.
As inovações introduzidas pelos romanos implicaram naturalmente inumeráveis termos, referentes a todas as formas de vida. Assim, por exemplo, ao serem criados novos procedimentos agrícolas, surgiram nomes de utensílios que deram em português charrua, arado, enxada, sacho ou machado. Também do grupo celta, possivelmente através de uma tardia latinização, vieram vocábulos como cerveja, camisa, carro, lousa e sabão. Como bem se sabe, depois de se haver corporizado a língua portuguesa, o latim persistiu ou foi revivido em expressões eruditas de variados campos do saber. Deste modo, por exemplo, na terminologia académica regista-se o doutoramento “honoris causa”, na diplomática a expressão “persona grata”, (2) na
jurídica “habeas corpus”,(3) na eclesiástica “urbi et orbi”, na lógica “quod
erat demonstrandum”, na estilística “ipsis verbis” e muitíssimo mais.
Entre aproximadamente os anos 406 e 411 da era de Cristo várias tribos germânicas, entre as quais se destacaram os visigodos, invadiram a Península e derrubaram o poderio romano.
A ela se devem numerosas contribuições ao falar hispânico em especial relativas à arte militar (o próprio termo “guerra” é uma delas) ou à equitação, que acabaram por dar à língua portuguesa formas como baluarte, elmo, escaramuça, guarda, trégua, brandir, esgrima, dardo, flecha, espora, arreio ou galopar. Outras formas são sala, burgo, agasalho, ufano e ganso. Entre nomes próprios de origem germânica contam-se Alberto, Rodrigo, Humberto, Rogério, Fernando, Afonso, Gonçalo, Álvaro, Elvira, Berta, Ermelinda e Gertrudes.
Na sua maioria os neologismos foram adotados juntamente com o artigo
definido “al” (al caid> alcaide) ou a sua condensação num simples “a” (a
ris>arroz).
Os árabes trouxeram produtos agrícolas, cujas designações se mantiveram na fala dos seus súbditos cristãos: alface, algodão, alfazema, amêndoa, alfarroba, alfafa, alcachofra, açúcar, haxixe, azeitona, açafrão e outros.
Do aperfeiçoamento dos cultivos e do processamento das colheitas ficaram nora (com a sua roda de alcatruzes, ainda usada no século XX em Portugal) açude (represa), atafona (moinho de vento) ou azenha (moinho de água).
Ainda há umas décadas existiam no Algarve, (5) região portuguesa de mais
longa permanência árabe, numerosas casas encimadas por “açoteias”, terraços onde se secavam frutos. E evidentemente, o interior podia ser decorado com “azulejos”.
profissões e ocupações tais como alfaiate, arrais, alvanel (pedreiro), almoxarife (gerente de armazém), alcaide (governador militar e civil de um castelo e povoação adjacente), alfageme (fabricante de armas) e alcoviteira (intermediária paga de relações sexuais ilícitas).
Portugal com a tomada de Silves e a queda do Reino do Algarve e no de 1492 em Espanha, ao ser submetido o Reino de Granada.
NOTAS
(1) A ocupação militar da Península Ibérica durou de 218 AC até 17 AC. Uma vez radicado, o domínio romano manteve-se até a primeira década do Século V.
Autorizada a reprodução de artigos publicados nesta página desde que mencionada a origem
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OLIVENÇA A HERANÇA PERDIDA DE PORTUGAL
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«EN OLIVENZA NO HUBO GUERRA DE LAS NARANJAS, NO LLEGÓ A DISPARARSE UN TIRO»”Entrevista en HOY a Servando Rodríguez; Responsable de la oficina de Turismo de Olivenza»
«Mis padres, entre ellos, solo hablaban portugués en casa. Mi madre me riñó en Portugués hasta que se murió»
«Los portugueses hacen turismo nostálgico. Vienen a ver algo que era suyo y perdieran. No se organizan, no llaman a Turismo»
Nace en San Jorge de Alor, una de las cinco aldeas “portuguesas” de Olivenza. Las otras cuatro son Táliga, que ya es município, Villarreal, que no era de Olivenza, sino de Juromenha hasta 1801, San Benito y Santo Domingo. En San Jorge hay 500 habitantes. Llegó a tener más de mil.
Hoy-A Qué se dedicaban sus padres?
Servando -Mi padre trabajaba en el campo hasta que por los años 60 se fue a Suiza y luego estuvo 15 años en Alemania. Fui hijo de emigrante. Mi padre venía en Navidad a coger la aceituna de los olivares que había ido comprando con los ahorros. Era como los Reyes Magos: venía de Alemania y venía en Navidad. Traía regalos que por aquí no había. Mi madre y mis
dos hermanas se quedaron solitas porque yo me fui a estudiar a un seminario de hermanos maristas en las cercanías de Madrid. Mi padre me recogía en Madrid y llegábamos los dos hombres de la casa en vacaciones.
Hoy-Como llega a ese seminario?
Servando-Venia un hermano reclutador, el hermano Ladislao, la persona más buena del mundo. Llegó un día a la aldea con su sotana en un Seat 600 alquilado. Se acercó a la escuela y nos contó cómo era aquello. Me pareció una aventura muy bonita y le dije que sí desde el primero
momento. Mis padres me apot«yaran y me fui. Alli estudié hasta 3.º de Bachillerato y ya me vine aquí, donde acabé el Bachillerato. Estudié portugués en la Escuela de Idiomas de Madrid.
Hoy-Que presencia tenía el Portugués en su vida durante la infancia?
Servando-El idioma era la mayor presencia que habia porque nadie se sentía portugués. Ellos hablaban de lo portugués con ese cierto tono despectivo que se empleaba en el resto de Extremadura. Ellos ya eran españoles y mis abuelos, también. En lo demás era todo Extremadura: la comida, los costumbres.
Hoy-Que situación turística se encuentra cuando llega a la oficina en 1993?
Servando-El turista que venía por aqui era de Extremadura, de Portugal, y, según la época del año, de Madrid o de Andalucia. Habría que llamarlo excursionista más que turista. Olivenza recibe muchos grupos de autobús: escolares y mayores, gente que prácticamente no se queda a comer, no gasta demasiado. El turista eds lo que viene con la feria del toro: viene la família, se quedan a comer y a dormir, vienen unos días antes. Ahora sigue habiendo más excursionistas, pero se va notando un cambio. A finales de los 90, el turismo empieza a crecer mucho. Olivenza tenia cerca de 60000 visitantes anuales. Hace un par de años empezó a bajar. Este año se
ha recuperado, pero tenemos mucho campo por hacer. La crísis quizás nos beneficie al turismo de interior.
Hoy-Los portugueses como vienen a Olivenza, con que actitud?
Servando- Ellos no vienen aquí como turistas, sino a ver una cosa que es suya y que la perdieran. No se organizan, no llaman a la oficina de turismo para saber los horarios. Vienen a ver los escudos de Portugal, es un turismo nostálgico.
Hoy-Como se explica la história de Olivenza en Portugal?
Servando-Ellos se quejan de que ahora los maestros no se preocupan de explicar la história de Olivenza a los niños, pero a los mayores si se la explicaron. Como necesitan demostrar que Olivenza es portuguesa, retuercen los argumentos y empiezan los origenes de Olivenza falsamente como portugueses. Que después se pierde y se recupera y se fijan en la parte
final, cuando con la Guerra de las Naranjas se produce una ocupación ilegal.
Hoy-Y como se explica usted a los portugueses que visitan Olivenza?
Servando-Nosotros la explicamos de otra manera. La parte final es más complicada, pero claro, en 1801 existe el derechpo de conquista, que visto desde el punto de vista de hoy no tiene sentido. Yo empiezo contándoles que la primera vez que aparece Olivenza es en un documento de 1257 que se conserva en el archivo de la Catedral de Badajoz. En él, el reciente obispado dice cuales son los límites de la diócesis, dentro de los cuales deben enterrarse sus fieles y el documento dice del lado de acá del río Olivenza. Luego aparece en un pleito que surge entre Alconchel y Badajoz. Cuando en 1230 el rey Alfonso IX toma Badajoz y sigue camino de Sevilla,
para consolidar estas posiciones, entrega el castillo de Alconchel a la orden templaria, que puebla en la zona de Olivenza. desde Badajoz se quejan al rey que los templarios han repoblado en tierras que no eran de ellos, sino de Badajoz. En eses documento aparece Olivenza. Los templarios están aqui 28 años hasta que el rey da la razón a Badajoz y se tienen que ir.
De todo esto, los portugueses no hablan nada, aunque los documentos están ahí(1).
Hoy-.El cambio de nacionalidad, cuando Olivenza pasa a ser española en 1801?
Servando-La moderna historiografía portuguesa está empezando a considerar la Guerra de las Naranjas como la primera invasión francesa. Antes contaban tres invasiones y ahora cuentan cuatro. Carlos IV les declara la guerra formalmente. Además se la declara a su hija porque la reina consorte de Portugal es su hija. Es una guerra rapidísima porque la diferencia de fuerzas es muy grande. En Olivenza en realidad no hubo guerra. Simplemente se cercó la plaza, se le dijo al gobernador que si se rendia.
Hoy-Entonces se rinde sin resistencia?
Servando- El gobernador de Olivenza entrega la plaza sin pegar un tiro porque si se resiste, las consequencias para la población hubieran sido muy graves. De hecho lo condenaran a muerte en Portugal pero le conmutaron a pena. Juromenha también se entregó sin resisténcia. En Olivenza no hubo Guerra de las Naranjas. No llegó a dispararse ni un tiro. Los portugueses consideran que España entra con Francia a tomar Portugal (2). El tratado de Viena es consecuencia de la caída de Napoleón. A eses tratado, Portugal manda un buen embajador a defender sus intereses: el Duque de Palmela. El conde de la Torre, que creo que era extremeño, va por parte española. Lo primero que hacen los portugueses es reivindicar Olivenza y meten el artículo 105, donde se reconocen los derechos de los portugueses y se estipula que los españoles y los portugueses deben reunirse para que se devuelva. Los portugueses dicen que ahí se dice
claramente que se devuelva y los españoles argumentan que solo se dice que se reúnan para ponerse de acuerdo. España no fiorma el Tratado en erse momento, sino tres o cuatro años después. El embajador español no se opuso mucho a esto. Por esa época, desde Brasil se toma el territorio de las Siete Misiones, el actual Uruguay, y desde España se dice que si no
devuelven esos territorios, no pueden reivindicar Olivenza(3).
Hoy-En este contexto, qué le parece la comemoración de la Guerra de las Naranjas?
Servando-Los portugueses aprovechan cualquier cosa. Ellos reivindican Olivenza, aunque su gobierno no lo haga de manera acdtiva, y cualquier cosa les da alas. Había una buena intención en Olivenza desde el pinto de vista del turismo porque esta corporación municipal e4stá muy interesada en desarrollar el turismo. Olivenza podría tener una fiesta que atriga gente, además de la de los toros. Por eso se pensó en este espectáculo. Aquí la Guerra de las Naranjas no tuvo conflicto ninguno. Se haq intentado cambiar y que la representación tenga que ver con la historia de Olivenza y a mi me parece bien porque así, la gente de aquí y del resto de Extremadura conocerá mejos la historia, como transcurre desde el siglo XIII hasta ahora. Estoy de acuerdo en que se haga algo así, que atraiga el turismo.
Hoy-Que opina de nuevas asociaciones que han surgido para el fomento de las relaciones con Portugal como es el caso de Além Guadiana?
Servando-A mi me han invitado a pertenecer a ella, pero me sentiria un poco raro si hubiera pertenecido a esa asociación porque he notado cierto acompañamiento de grupos portugueses, aunque la asociación no tiene culpa, pero podrían instrumentalizarla. Otra cosa que no entiendo de esa asociación es que si por el 85 empezaron los Encuentros de Ayuda, si tenemos unos fondos portugueses en la biblioteca que no los tienen ni las universidades portugueseas, sin embargo parece como si esta asociación ignorara todo el anterior, como si empezaran de cero. Lo entiendo porque la mayor parte de sus miembros son gente nueva, que ha dejado de lado todo lo que se había hecho antes, que se podría haber aprovechado.
Hoy-El Grupo de Amigos de Olivenza?
Servando-Nace en Lisboa (4). Salazar no les reconoce y no pueden funcionar como asociación hasta que no llega la democracia. Se creó otro grupo en Estremoz y acabaron absorbidos por el de Lisboa. Presionan continuamente a las autoridades portuguesas para que no se olviden del tema. Pero estas autoridades saben que no hay vuelta de hoja con la cuestión. Cuando ha habido cumbres hispano-portuguesas y han aparecido estes grupos a meter baza, los mantienen a un kilómetro de la sede de la cumbre. Tienen unas anteojeras, confunden el deseo con la realidad (5). En el siglo XIX, quizás, pero hoy es imposible que ningún vecino de Olivenza diga que
quiere ser portugués, Otra cosa es que se intente que los oliventinos conozcan sus raíces. Eso sí es interesante (6). (FIM)
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Notas pessoais engadidas por Carlos Luna- sobre erros e tergiversações na entrevista:
(1) Já se sabe que Olivença foi conquistada em 1230 por Templários leoneses, mas isso não era Espanha de hoje nem o seu antecedente). Mas… era uma aldeia. Por outro lado, terras como Ayamonte e San Lúcar foram conquistadas pelos portugueses, bem como Aroche e Aracena. Em
1297, o Tratado de Alcañices definiu Olivença como portuguesa, e esses outros territórios como de Castela. Nas trocas de então, foram deslocadas populações. Olivença só se tornou importante sob domínio português, recebendo foral em 1298 e incentivos para o povoamento. Até 1801, fez parte de Portugal, e muitos dos seus filhos contribuíram para a História lusa. O entrevistado, que sabe disto, “pula” logo para 1801, desprezando 604 anos de história. Será isto ser imparcial?
(2)Não por acaso, o Tratado de Badajoz de 1801 só seria considerado válido se TAMBÉM se assinasse um tratado de paz com a França….
(3) Várias coisas são omitidas aqui. Por exemplo, em 1811, o Município Oliventino pediu a reitegração em Portugal, coisa que espanhóis e ingleses não permitiram. Por outro lado, em 1814, em Paris, ficou acordado que todos os tratados assinados debaixo da influência da França
Napoleónica (incluindo o expressamente o citado Tratado de Badajoz de 1801) seriam considerados nulos. Espanha assina o artigo 105 sem pôr quaisquer reservas, em 1817, o que invalida a Questão do Uruguay. Aliás, em termos de Direito Internacional, a ocupação de um território não pode justificar a ocupação de um terceiro… e isto desde o século XVIII. Finalmente, a diplomacia portuguesa aceita sair do Uruguay logo que cheguem tropas espanholas. Em 1820, as tropas que se preparavam para sair de Espanha com esse destino resolvem fazer a Primeira Revolução Liberal em Espanha. Porque a situação tornou inviável o envio dessssas tropas em 1820. 1831, 1822, 1823, tanto mais que em 1822 o Brasil se declarou independente (reconhecido em 1825) e o Uruguay seguiu o mesmo caminho em 1828 (reconhecido como tal por Espanha em 1835), Portugal considerou que não fora possível, e por culpa de Madrid, a “transação” Olivença-Uruguay, pelo que o acordo de 1815 continuava a estar em vigor!
(4)fundado por um oliventino, Ventura Ledesma Abrantes.
(5) Servendo esquece-se das reivindicações espanholas sobre Gibraltar (desde 1704) e argentinas sobre as Malvinas /(desde 1833). Parece que, neste caso, não se trata de “anteojeras”, mas sim atos determinados!!
(6)Em resumo, desde que uma ocupação ilegal se prolongue durante 200 anos, se escondam a História, as raízes (daí a necessidade que o entrevistado vê em que os oliventinos conheçam as suas raízes; quem os levou a esquecer?), se combata o uso da língua “nativa”, se promovam
deslocações de população (caso dos funcionários públicos…), tudo se torna LEGAL. Pena que a Espanha não aplique o mesmo princípio a Gibraltar, onde 99,9 % da população votou CONTRA a união a Espanha…
DANIEL FELIPE um poema de amor e da resistência
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em anexo as minhas 3 versões de homenagem a este poeta e poema que me marcaram desde há mais 40 anos...Chrys Chrystello
1. e.37. tantos os sonhos (a soeiro pereira gomes) mar 16, 1973
2. 474. poesia revisitada ( de novo a ti, daniel filipe) 16 mai 1976
3. 524 reinvenção do amor , revisitando daniel filipe, 18 outubro 2011
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
O SUCESSO DO IDIOMA
Olivença e a “Guerra das Laranjas”
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Olivença e a “Guerra das Laranjas”
A questão de Olivença é uma delicada pendência dormente nas relações luso-espanholas. É, não – era! Um alcalde “voluntarioso” do lado espanhol resolveu chutar o tema para as primeiras páginas dos jornais. E inevitavelmente para a primeira linha da política. Agora, procura dobrar a língua, mas o mal está feito e o seu gesto tem tudo menos de inocente.
Nos últimos anos, o ambiente melhorava: com apoio das autoridades regionais extremenhas, a autarquia de Olivença abrira-se à revelação das raízes portuguesas, recuperando e reafirmando traços identitários na toponímia histórica das ruas e em festivais anuais de matriz portuguesa. Simultaneamente, com algum pragmatismo, dos dois lados da fronteira, descobriam-se formas imaginosas de tornear dificuldades políticas, a fim de responder às necessidades das populações – por exemplo, no dossier de reabilitação de uma ponte de acesso à vila. Este desanuviamento revelava grande sentido prático e era um processo inteligente, que procurava andar para diante sem ferir o alto melindre político da questão. As autoridades locais e regionais espanholas pareciam interessadas em avivar a especial identidade de Olivença, até para a singularizar na região como pólo específico de procura turística, e circunscrevendo o processo a traços de identidade cultural, sem entrar obviamente pelo delicadíssimo – e potencialmente explosivo – plano político.
Estávamos nós postos neste sossego, quando o “enérgico” alcalde Bernardino Píriz aterra em Olivenza e resolve reabrir a Guerra de las Naranjas. Desde há semanas que éramos alertados para a provocação que congeminou. Até que o PS e autarcas locais do lado português – a meu ver, bem – resolveram agarrar no assunto.
“Festejar” a Guerra das Laranjas em Olivença é uma coisa de flagrante mau gosto. Seria um pouco como a Rainha Isabel II ir celebrar a Gibraltar o Jubileu de Diamante no próximo mês de Junho.
José Ribeiro e Castro
>MIA COUTO E O AO1990
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Não sou um militante contra o acordo. Não me reconheci em algumas da razões que foram invocadas para chegar a este acordo, como por exemplo que este acordo facilitaria um melhor entendimento entre a língua. Sempre li livros do Brasil e com o maior prazer, pelo facto de eles terem uma grafia ligeiramente diferente. Os meus livros e os de Saramago são publicados com a grafia original e nunca ninguém se queixou. Acho inclusivamente que há uma diferença na grafia que só traz valor. Mas não faço guerra ao acordo. As nossas guerras são outras, é perceber porque é que nós, países de língua portuguesa como Portugal ou Moçambique, estamos tão distantes do Brasil, porque é que o Brasil está tão distante de nós. Por que razão é que um filme português no Brasil tem de ser legendado. Porque é que quando eu chego ao Brasil e digo que sou de Moçambique, ninguém sabe onde é ou o que é Moçambique.
AGUALUSA E O AO1990
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Apontamentos sobre o acordo ortográfico e o desacordo!
“Caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado — por resistência de Portugal —, entendo que Angola deveria optar pela ortografia brasileira”, José Eduardo Agualusa.
Acorda, Acordo,ou dorme para sempre *
José Eduardo Agualusa
Participei[em 2008] na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, num debate sobre o Acordo Ortográfico — que o Brasil prometeu aplicar este ano, e Portugal também, tendo Portugal depois recuado de forma inexplicável.
Pela experiência que ganhei participando em debates públicos cheguei à conclusão de que as opiniões contrárias ao Acordo Ortográfico resultam:
1) da confusão entre ortografia, as regras da escrita, e linguagem. O Acordo Ortográfico tem por objetivo a existência de uma única ortografia no espaço da língua portuguesa, não pretende, o que aliás seria absurdo, unificar as diferentes variantes da nossa língua.
2) no caso de Portugal, de um enraizado sentimento imperial em relação à língua. No referido debate, na Casa Fernando Pessoa, este sentimento ficou explícito quando um espetador se levantou aos gritos: “A língua é nossa!” A História desmente-o. A língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal — na Galiza. Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação coletiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos. Basta pensar na influência árabe. Se retirarmos todas as palavras de origem árabe e banto à língua portuguesa, deixaremos de a conseguir utilizar.
3) de uma série de objeções técnicas ao presente acordo. Muitas delas fazem sentido. Neste caso parece-me que o mais correto seria corrigir essas deficiências e depois aplicar o acordo.
Angola tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil. Não produzimos livros. Porém, necessitamos desesperadamente deles. Se queremos educar as nossas populações, e desenvolver o país, teremos de importar nos próximos anos muitos milhões de livros. Espero das nossas autoridades que criem rapidamente legislação tendente a facilitar a entrada de produtos culturais e, em particular, de livros. Importamos livros de Portugal e do Brasil. Isso significa que temos livros em duas ortografias no nosso território, fato/facto que suscita natural confusão, sobretudo aos leitores recentemente alfabetizados — em particular jovens e crianças.
Acrescente-se que um dos maiores desafios que temos pela frente, nos próximos anos, é o de alfabetizar toda a nossa população. Ora, uma das virtudes do actual Acordo Ortográfico é precisamente o de facilitar a escrita.
Caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado — por resistência de Portugal —, entendo que Angola deveria optar pela ortografia brasileira. Somos um país independente. Não devemos nada a Portugal. O Brasil tem cento e oitenta milhões de habitantes, e produz muito mais títulos, e a preços mais baratos, do que Portugal. Assim sendo, parece-me óbvio que temos mais vantagem em importar livros do Brasil do que de Portugal.
No futuro, Portugal pode sempre unir-se à Galiza. Isto supondo que a Galiza não tenha entretanto começado a aplicar o Acordo Ortográfico, ou, no caso de o Acordo não vencer, começado a utilizar a ortografia brasileira.
requiem pelo vale do tua
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o criminoso ato de destruição do vale do Tua (Douro) e da sua linha férrea deixa-nos a todos mais pobres e tristes, desde 2007 que lutámos contra isto, mas a construção da barragem avançou e todos perdemos uma parte importante do património da humanidade do rio douro
veja na nossa página alguma simagens e vídeos inestimáveis desta beleza única:
http://www.lusofonias.eu/conteudo/outros-videos-relevantes/
humor: Dicionário algarvio de termos e dizeres do Algarve (já com o novo acordo ortográfico)
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BECHARA Brasil cedeu mais do que Portugal
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Brasil cedeu mais do que Portugal no Acordo Ortográfico
Publicado em 2011-04-12
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| foto Bruno Simões Castanheira |
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| João Malaca Casteleiro |
“A base fundamental do Acordo Ortográfico está indissoluvelmente ligada ao Acordo de Portugal de 1945. Se há cedências foram do Brasil”, disse o linguista responsável pela implementação do Acordo Ortográfico no Brasil, na abertura do 15.º Colóquio da Lusofonia em Macau.
Sobre as pesquisas de outros especialistas que indicam que o Acordo Ortográfico alterou 1,6 por cento do vocabulário de Portugal e 0,5 por cento do vocabulário do Brasil, Evanildo Bechara considerou que aquelas “resultam do grande emprego na escrita (de Portugal) de consoantes que não se pronunciam”.
“Essa argumentação proporcional mostra apenas um facto: há um excesso de consoantes mudas. Não concordo com o argumento, porque no Brasil as mudanças representam quatro, cinco, seis cedências dos brasileiros e Portugal só fez uma”, disse à Agência Lusa.
Segundo aquele membro da Academia Brasileira de Letras, de 83 anos, a “ortografia portuguesa usa e abusa das chamadas consoantes inarticuladas”, enquanto que o Brasil, “desde 1943 e antes, adopta a solução de escrever só os fonemas que se pronunciam”.
O linguista constatou que “essas consoantes mudas estão em todas as páginas dos dicionários”, o que faz com que o novo Acordo Ortográfico, em termos quantitativos, tenha maior impacto no vocabulário de Portugal do que no do Brasil.
“O brasileiro teve de abrir mão do trema, dos acentos em palavras com ditongos abertos como ‘ideia’ e ‘jiboia’ – e isso é uma agressão à pronúncia brasileira –, do circunflexo de ‘voo’, ‘enjoo’, ‘perdoo’ e de ‘creem’, ‘veem’ e ‘leem’ e os diversos empregos do hífen, muito mais próximos da ortografia portuguesa de 1945 do que a da brasileira de 1943”, explicou.
Por seu lado, João Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, que participou na redacção do Acordo Ortográfico, admitiu também a possibilidade de, “em termos absolutos, poder ter sido o Brasil a fazer mais alterações” do que Portugal.
Mas as alterações no vocabulário do Brasil “reflectem-se num menor número de palavras, porque em Portugal a supressão das consoantes mudas afectou um número larguíssimo de palavras e de uso muito frequente”, disse à Lusa.
“Não é possível chegar-se a um acordo perfeito porque 100 anos de ‘guerra ortográfica’ geraram muitas diferenças assentes em pronúncias também diferentes. E portanto como unificar? Impossível, temos de consagrar a dupla grafia”, concluiu.
Bechara reconheceu a importância do novo Acordo, que “reflecte que os países de língua oficial portuguesa atingiram uma maioridade política e cultural”.
O linguista referiu ainda que “se a unificação ortográfica era no século passado um anseio de professores, hoje tem interesses económicos e políticos para mostrar que aquele grupo de países tem um peso que antes não tinha”, realçou.
| Artigo Parcial |
BECHARA introdução ao novo acordo
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Introdução ao Novo Acordo Ortográfico – Evanildo Bechara
| MA – estadão.com.br () |
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Qualquer discussão, crítica ou indagação que envolva as novas normas de escrita propostas pelo Acordo Ortográfico aprovado em 2008 pelas esferas governamentais para entrar em vigor a 01/01/09, exige conhecimento mais largo do assunto.
Toda essa maravilhosa aventura vai ser aqui posta de lado por fugir ao propósito imediato de nossas considerações. Interessa-nos mais de perto o esforço desenvolvido no final do século 19 até o livro seminal do foneticista português Gonçalves Viana, Ortografia Nacional, saído em Lisboa em 1904, obra que pôs a questão ortográfica nos trilhos da ciência linguístico-filológica do seu tempo. O subtítulo do livro anunciava claramente a intenção que movia seu autor: simplificação e uniformização sistemática das ortografias portuguesas.
O plural ortografias alude às bases dos dois sistemas que presidiam cada corrente apontada como digna de ser seguida: a etimológica e a sônica ou fonética; segundo esta última, as palavras deviam ser escritas como se pronunciam. A escrita etimológica era a que se atribuía ares de ciência, por seguir a tradição greco-latina, com suas letras dobradas e com os dígrafos ph (phosphoro), th (theoria), sc (sciencia), etc. Ambas tiveram de buscar ajuda de diacríticos desconhecidos das duas línguas clássicas: os acentos agudo (´), grave (`) e circunflexo (^), o apóstrofo (‘), o til (~), o hífen (-), a cedilha (,) sotoposta ao c e poucos outros, no que já eram dispositivos que seriam aproveitados nos formulários ortográficos oficiais elaborados pelas comissões acadêmicas a partir do século 20. A utilização dos acentos gráficos tem por objetivo indicar a correta sílaba tônica para os falantes nativos e estrangeiros que não desejam ou não podem cometer erros de pronúncia. Línguas há que dispensam o recurso aos sinais gráficos, como é o caso do latim clássico e dos idiomas germânicos, pelo fato de terem estruturalmente marcada a posição da sílaba tônica. No grego antigo a necessidade do uso dos acentos gráficos se deu no Egito em virtude de a língua da Hélade ter passado a ser veículo de comunicação falada entre estrangeiros que desejavam acertar na posição da sílaba tônica. Entre portugueses e brasileiros a acentuação gráfica também visava a um expediente didático.
Se os acentos tinham funções bem demarcadas entre os timbres aberto e fechado da vogal da sílaba tônica, desde cedo os ortógrafos variaram as funções do hífen e das iniciais maiúsculas e minúsculas, concedendo-lhes aspectos objetivos e subjetivos, criando aos utentes perplexidades de emprego que não puderam ser disciplinadas inteligentemente pelas técnicas e postas em prática pelo homem comum na hora de registrar por escrito esses sinais ortográficos, perplexidades que chegam até ao acordo de 1990 que os signatários tentaram disciplinar e simplificar.
Cabe aos representantes das duas Academias e aos especialistas estudar-lhes as normas aprovadas e dar-lhes condições técnicas para que seja alcançado o propósito dos signatários do acordo, qual seja “um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional”.
Para dar conta da tarefa que lhe cabe neste particular, a Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Brasileira de Letras e sua equipe de lexicógrafos elaboraram quatro princípios metodológicos que nortearam a operacionalização das bases do acordo:
a) respeitar a lição do texto do acordo;
b) estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;
c) acompanhar o espírito simplificador do texto do acordo;
d) preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do acordo.
Por: Evanildo Bechara
* Evanildo Bechara é filólogo e gramático, membro da Academia Brasileira de Letras e Coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da instituição




