O galego, a orquídea da língua portuguesa

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Diego Bernal

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O galego, a orquídea da língua portuguesa

Diego BernalPublicado em Domingo, 10 Junho 2012 17:05
“Eu sou filho dumha Pátria desconhecida”, deste jeito exprime Castelao, no segundo livro de Sempre em Galiza, a orfandade que magoa galegos e galegas quando, no estrangeiro, nos perguntam pola nossa origem.

Pessoa, num formoso verso, grudou pátria e língua poetizando como ninguém o amor que muitos habitantes da Galiza sentimos polo idioma de Camões e Rosália de Castro, “a minha pátria é a língua portuguesa”.
E, com certeza, o poeta luso deu no alvo porque quando mais abalados ficamos os galegos e galegas é ao comprovarmos que os nossos parceiros de idioma ignoram a unidade lingüística galego-portuguesa.
Numha recente entrevista, o comunista Miguel Urbano Rodrigues lembrava como José Velo Mosqueira, celanovês participante da afouta tomada por antifascistas luso-galaicos do navio Santa Maria, ficou comovido no Brasil ao ver todo escrito em língua galega.
Essa maravilhosa sensaçom que tantos de nós temos experimentado ao chegar a Portugal ou ao Brasil logo some ao reparar que o que é evidência para nós nom o é para portugueses e brasileiros.
Mas se galego e português som a mesma língua, por que o povo brasileiro e português nom reconhece as falas galegas como parte do seu idioma?
Para entendermos isto é preciso vasculhar outras realidades lingüísticas.
Numha aula de língua galega que dei na Universidade de São Paulo, mostrando a diversidade linguística peninsular, fiquei espantado ao ver que alguns alunos identificavam a língua basca e catalá com a castelhana.
De outro lado, quem ouvir falar cidadaos de Baiona ou Perpinhá nestes idiomas perceberá como quem nom tiver nengumha noçom de francês os associará com a língua francesa.
No Brasil é comum que falantes de brasileiro identifiquem o galego com espanhol e, ao mesmo tempo, falantes de espanhol o confundam com português.
No entanto, ainda que menos habitual, isto pode acontecer mesmo com outras variedades do nosso idioma.
O professor da Universidade Federal Fluminense, o corunhês Xoán Carlos Lagares, contou-me como uma pesquisadora lisboeta no Brasil, ao requerer o acesso a um arquivo militar, nom foi identificada polo praça como falante de português e o soldado perguntou ao seu superior se umha mulher que devia ser estrangeira porque falava um português “errado” podia consultar o acervo.
A que se devem estas confusons?
As línguas som um conjunto de falas coesionadas por um padrom impulsionado por umha elite. Toda língua padrom é umha construçom artificial que responde aos interesses de umha classe social.
O português padrom, como o espanhol ou o de qualquer língua, é um “invento” construído ao longo da história.
Na escrita, portugueses e brasileiros identificam sem hesitaçom o seu idioma como um só. Porém, na oralidade, ao existirem milhares de falares diferentes, nom sempre um falante identifica todos eles com o seu idioma.
Isto acontece porque os meios de comunicaçom silenciam muitas das variedades e empobrecem a língua portuguesa reduzindo as suas possibilidades de pronúncia.
A múltipla diversidade dá lugar, aliás, à inevitável tensom, maior ou menor, que todas as línguas tenhem entre fala e escrita.
No Brasil as falas cariocas e paulistanas e em Portugal as lisboetas chegam a todos os lares através da televisom, a rádio e a internet.
Porém, quantas vezes umha mineira ouve umha portuguesa de Chaves, umha galega de Burela ou umha indiana de Goa?
Mas as falas galegas, para além de estarem isoladas do resto da lusofonia padecem umha forte pressom do espanhol.
A delicada situaçom que atravessa o português da Galiza deve-se a que desde o século XV sofre um processo de marginalizaçom que derivou no conflito lingüístico atual em que o castelhano está a se impor ao norte do Minho.
O galego, entendido como as falas lusófonas faladas na Galiza, é umha variedade da língua portuguesa que como toda língua num contexto de conflito lingüístico sobrevive sob a coaçom da língua teito. A língua galega é, portanto, de um ponto de vista estritamente lingüístico, umha variedade de português enfraquecida polo espanhol.
É a vontade coletiva demonstrada na história polo povo galego de revitalizar o idioma o que fai que as falas galegas nom sejam umha variedade de “fronteira”, um portunhol ou um castrapo. Eis a recuperaçom de léxico histórico (Deus, povo, século), de sufixos (-vel) ou a luita que desde o primeiro terço do século XX trava o nosso povo pola recuperaçom de usos da língua autóctone em contextos de que tinha sido banida polo espanhol.
A estabilidade das formas lusitana e brasileira do idioma galego contrasta com a descaracterizaçom da variedade galega. Esta deturpaçom também afeta, como é lógico, à prosódia da língua.
O desconhecimento das variedades do português e a situaçom de conflito lingüístico em que se acham as falas galegas é o que explica disparatadas atitudes como quando os portugueses tentam falar castelhano a galego-falantes. Atitudes que, pedagogicamente, devemos tentar corrigir reivindicando o reconhecimento da nossa peculiar forma de falar como parte da língua portuguesa.
Identificar o galego com o português é vital para reverter a perda de falantes. As falas galegas, como as orquídeas, precisam dessa rija árvore -a língua portuguesa- para florescer e continuar a enfeitar a viçosa fraga da diversidade lingüística planetária, para alegrar e enriquecer, com as cores do seu sotaque, a língua de Portugal e do Brasil que, nunca o esqueçamos, foi falada antes na Corunha do que em Lisboa e Brasília.

Pepetela ladrões honestos

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“Ainda há ladrões honrados”, por Pepetela

Redação revista África21
05/07/2012 09:14
“É pena que certos banqueiros, especuladores de agências de ratos, e outros ladrões de casaca e lacinho preto, não sejam apanhados da mesma maneira”

Brasília – “É pena que certos banqueiros, especuladores de agências de ratos, e outros ladrões de casaca e lacinho preto, não sejam apanhados da mesma maneira”

Quando uma pessoa ouve ou lê uma boa estória, fica com saudades de um tempo que talvez nunca tenha existido. Por exemplo, o tempo dos ladrões honestos, género Robin dos Bosques ou Ali Babá. Os tais que só roubavam os grandes ladrões. Infelizmente, na realidade, deparamo-nos sobretudo com os grandes ladrões que não são castigados, nem sequer pelos pequenos lhes aliviando um pouco o bolso. É mesmo de acreditar na ausência da justiça.

De repente, no entanto, surge uma notícia e lá voltamos nós a ter esperança, talvez a Humanidade não esteja perdida definitivamente para os liberalismos de nome, os tais que enriquecem os ricos e mais empobrecem os pobres, o tal liberalismo que só autoriza os grandes latrocínios, tão grandes que até mudam de designação e se tornam respeitáveis. O capitalismo que estamos com ele.

Mas vamos lá acender a réstia de esperança. Num desses países avançados do Sul, Austrália ou Nova Zelândia, um larápio roubou a carteira e um telemóvel de um cidadão. Ao analisar os resultados da bem sucedida operação, descobriu no telemóvel furtado fotografias de pornografia infantil. O gatuno entrou numa daquelas situações de encruzilhada, como os grandes caminhantes dos nossos matos. Que faço eu, vou pela direita, pela esquerda, sigo em frente? Porque tinha descoberto um criminoso maior que ele próprio.

Embora fosse reincidente, com vários julgamentos e mesmo prisão por ladroagem, se considerava pessoa de princípios, talvez (não pude confirmar) até de formação religiosa. Em época de crise, mesmo em país rico, há alguns que têm de recorrer a métodos menos corretos para se manterem vivos. Esta seria a sua justificativa para as aventuras mais ou menos perigosas em que incorria. Nada comparáveis a um miserável que abusa de crianças e ainda pode ganhar dinheiro com isso, vendendo vídeos ou fotos a outros tão malucos como ele (os doidos que me desculpem a força de expressão, mas este tipo de gente não é só «perturbada mental», é maluca mesmo, maluca furiosa).

Leia versão integral na edição impressa da revista África21 (N.º 65, JULHO 2012). Para assinar a revista contacte: jbelisario.movimento@gmail.com

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diving in East Timor o meu primeiro paraíso ()

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http://www.youtube.com/watch?v=Tu2OKCw3AY8&feature=youtu.be

 

Um dos Paraisos de Timor Leste….

Diving in East Timor (Timor Leste)

www.youtube.com

One of the world’s most spectacular and undiscovered diving destinations, Timor Leste boasts pristine coral reefs and an abundance of

Pedra de Santana, o monumento megalítico brasileiro

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in diálogos lusófonos

carnac

Patrimônio Lusófono

Pedra de Santana, o monumento megalítico brasileiro

5/06/2011 02:23:00 PM Ufo arqueologia e Mistérios

pedra-de-santana-1
Monumentos de pedras, erguidas há muitos milhares de anos, são encontrados aos montes na Europa, sendo Stonehenge o mais conhecido de todos, embora não o mais comum. Menires e Dolmens são encontrados também na França, Portugal e Itália. Curiosamente, o Brasil também possui um raro dólmen, localizado na Bahia, conhecido como Pedra de Santana.

Os Megálitos (do grego mega, megalos = grande, e lithos = pedra) são monumentos erigidos por sociedades neolíticas europeias, produzidos entre o V e o III milênios A.E.C. São geralmente de cunho ritualístico, funerário ou astronômico, cuja tecnologia para construção muitas vezes é desconhecida e gera controvérsias entre especialistas.

carnac Monumento Megalítico de Carnac, França

O Brasil também possui um inusitado monumento megalítico, talvez o único de toda a América do Sul, localizado no povoado de Santana, no município de Paramirim, interior da Bahia. Trata-se de um dólmen (nome derivado do bretão dol = mesa; e men = pedra) constituído por uma câmara formada por uma grande laje pousada sobre pedras verticais que a sustentam, provavelmente de cunho ritualístico. Não se sabe exatamente quem o construiu, usando que tipo de técnica. Provavelmente tenham lançado mão do uso de alavancas para suspender o enorme bloco enquanto encaixavam as pedras menores de sustentação, o que seria um feito colossal para a época, devido ao enorme peso do monumento.

pedra-de-santana-1
pedra-de-santana-2
pedra-de-santana-3

Este é um dos mais curiosos sítios arqueológicos brasileiros. Um monumento ritualístico de pedras totalmente singular, já que não existe nenhum outro dólmen no continente, somente na distante Europa. Não fazia parte da tradição de nossos indígenas erigir monumentos deste tipo, o que torna a construção ainda mais enigmática.

http://ramanavimana.blogspot.pt/2011/05/pedra-de-santana-o-monumento-megalitico.html

novo livro sobre Timor-Leste AS GUERRAS TRIBAIS, A HISTÓRIA REPETE-SE (1894-2006)

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acabo de disponibilizar gratuitamente em linha o 3º volume para a história de Timor
TIMOR LESTE VOL. 3, AS GUERRAS TRIBAIS, A HISTÓRIA REPETE-SE (1894-2006) QUE CONSTAVA COMO CAPÍTULO DE OUTRO LIVRO CHRÓNICAÇORES: UMA CIRCUM-NAVEGAÇÃO
BOA LEITURA

http://www.scribd.com/doc/94984898/TIMOR-LESTE-VOL-3-AS-GUERRAS-TRIBAIS-A-HISTORIA-REPETE-SE-1894-2006

GOÊS ESCREVE EM PORTUGUÊS 50 anos depois

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Goan writing in Portuguese gets another close look, back home
GOA, India: Five decades after the Portuguese language
suddenly lost its prominence in this society, a
researcher-priest is to come out with a detailed study of the
literature that influenced the minds and hearts of 19th and
20th century Goa.
Dr. (Fr) Eufemiano de Jesus Miranda is to release a
new book titled Oriente e Ocidente na Literatura
Goesa (East and West in Goan Literature). The
322-page book’s subtitle focuses on the “reality,
fiction, history and imagination” of the writings
from Goa’s past. It will be released on Wednesday,
May 30, 2012 at the Margao Ravindra Bhavan’s Black
Box at a function which starts at 4.45 pm.
This work looks at the work of many prominent writers of the
yesteryears — Francisco Luis Gomes, Orlando da Costa, and
themes such as the image of Mother India in the poetry of the
Portuguese-speaking Goan, the figure of the dancing-girl in
Goan Lusophone literature, and the works of “Gip” and
Augustinho Fernandes.
Dr Miranda also looks at the creative output of other Goans
writing in Portuguese — Floriano Barreto, Nascimento
Mendonca, Mariano Gracias, Adolfo Costa, Paulino Dias,
Adeodato Barreto, Sanches Fernandes, Lino Abreu, Vimala Devi,
Laxmanrao Sardessai and R.V. Pandit.
Eufemiano de Jesus Miranda earlier did his PhD at the Goa
University on the topic 19th-20th century Indo-Portuguese
Literature — a study of major themes in the socio-historical
background (Literatura Indo-Portuguesa dos Séculos XIX e XX:
Um estudo de temas principais no contexto sócio-histórico).
Miranda has also been at St Xavier’s College at
Mapusa, Goa, for ten years as a lecturer teaching
both Portuguese and English. In 1988, he was
awarded a scholarship from the Gulbenkian
Foundation, Lisbon, to work on the thesis which was
completed under the guidance of the late
vice-principal Fr. Ivo de Mascarenhas, at the Goa
University.
He has continued to teach at various institutes and colleges,
and as a priest involved actively in the pastoral ministry at
Curca-Santana, Alto de Porvorim, Santa Inez and presently at
Chicalim. Miranda is currently the parish priest of the
Chicalim Church.
Miranda has a classical formation from the seminary from 1954
to 1960, having learnt Latin, Greek, Hebrew, French, Marathi
and Konkani. His other passion is music, and he founded the
Music Lovers’ Society and the Goa String Orchestra, and he is
also president of the Stuti Choral Ensemble, Goa.
Stuti is the Konkani word for “praise”, and he is actively
involved in organising concerts in various in religious and
other venues with the goal of fostering the culture of
classical and popular music and taking it to the people.
In his book, Miranda suggests: “The Indo-Portuguese
writer is a ‘romantic’, a man under the spell of a
‘rupture’ and a ‘longing for totality’. It argues
that this writer — ethnically Indian but often
imbibed with Western, Christian and Latin traits,
and also strongly influenced by the
“Vedic-Upanishadic Hindu substratum”, was marked by
a painful search for “self-identity and
self-definition”.
Though the book is in Portuguese — one of the few to be
published in recent decades in that language in Goa — it has
chapter summaries in the English language.
The book has been supported in part by the Goa
government’s Directorate of Arts & Culture, and its launch is
being held in association with the Ravindra Bhavan, Margao.
Its introduction is by Prof. Dr. Hélder Garmes of the
Department of Classical and Vernacular Literature of the
University of Sao Paulo in Brazil.
A few Brazilian students are known to have done or are still
doing their research on topics relating to Goan writing in
Portuguese, a genre seemingly forgotten in its home of origin
itself.
Angela Goldstein has been studing the writing
(short stories) by Vimala Devi for her Masters.
Pedro Vinícius Leite has been doing a comparative
study between *O signo da Ira* and *O ultimo olhar
de Manu Mirando*, two novels by the awardwinning
Portugal-based late Orlando da Costa who traces his
roots to Margao.
Octavio Carillo has been working on a comparative study
between *O Signo da Ira* and Lambert Mascarenhas’
*Sorrowing Lies My Land* at the undergraduate level. João
Cunha who already did a study termed as impressive on *Jacob
and Dulce* by “Gip”, for his Master, now, in his PHd, is
studing the works by Jose da Silva Coelho. Prof Helder
himself has been doing a comparative study between *Os
Brahamanes* (1866), the novel by Francisco Luis Gomes, and
*The Guarani* (1857), a romantic Brazilian novel by Jose de
Alencar.
Dr Miranda’s book has been published by the Saligao-based
Goa,1556 named after the arrival of the first Gutenberg-style
printing press in the whole of Asia, in Goa in that year. It
is available via mail order from goa1556@gmail.com
The launch function is open to interested members of the
public.
###
Contact numbers:
Author (Dr/Fr Eufemiano Miranda) +91-832-2540099 (Portugues or English)
PUblisher (Goa,1556) goa1556@gmail.com +91-832-2409490 or +91-832-2409490 (English only) Contact: Frederick Noronha.

 

 

 

Língua nacional kikongo começa ser ministrada nas escolas primárias

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in diálogos lusófonos

Língua nacional kikongo começa ser ministrada nas escolas primárias

Tomboco – O formador provincial de línguas nacionais da direcção local da educação, ciência e tecnologia, Ngonga Afonso, afirmou domingo na sede municipal do Tomboco, província do Zaire, que a língua nacional kikongo começa a partir do II trimestre do ano em curso, a ser ministrada nas escolas do ensino primário da região.

O responsável prestou essa informação durante a sessão de encerramento do seminário provincial de formação de formadores escolares em língua nacional kikongo, realizado naquela localidade, sob a égide da direcção provincial da educação, ciência e tecnologia.

De acordo ainda com o formador, numa primeira fase a língua nacional kikongo será ministrada em instituições escolares de ensino primário dos municípios de Mbanza Kongo, Soyo, Kuimba, Tomboco, Nzeto e Nóqui.

Ngonga Afonso sublinhou que a introdução da língua nacional kikongo no currículo escolar vai facilitar o processo de ensino aprendizagem no seio dos alunos, principalmente para aquelas crianças com dificuldades de se expressarem em língua portuguesa.

“A introdução pelo mistério da educação de línguas nacionais no currículo escolar é uma medida acertada, porque a identidade cultural de um indivíduo manifesta-se pela língua”, enfatizou.

Durante a acção formativa, foram ministradas entre outros temas os métodos de ensino em língua nacional kikongo, materiais e os cursos de elevação no ensino de leitura e os manuais de orientação para o professor e aluno.

Participaram no seminário, 25 formadores dos municípios do Tomboco, Soyo, Nóqui e Nzeto. Este é o primeiro seminário do género que a direcção provincial da educação, ciência e tecnologia realiza a nível da circunscrição.

[Fonte: www.portalangop.co.ao]
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excertos de autores açorianos traduzidos para francês e inglês

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leia excertos de autores açorianos traduzidos para francês e inglês
em
https://www.lusofonias.net/acorianidade/tradu%C3%A7%C3%A3o.html

pode igualmente ler excertos destes e de outros em CADERNOS (DE ESTUDOS) AÇORIANOS
https://www.lusofonias.net/acorianidade/cadernos-acorianos-suplementos.html

cristóvão de aguiar agraciado

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http://palcopiniao.blogspot.pt/search/label/COIMBRA

QUINTA-FEIRA, 24 DE MAIO DE 2012
Insígnias Autonómicas de Reconhecimento para Cristóvão de Aguiar, dia 28 de Maio de 2012
A CERIMÓNIA OFICIAL DO DIA DOS AÇORES, QUE DECORRE NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, DIA 28 , SEGUNDA-FEIRA DO ESPÍRITO SANTO, TERÁ LUGAR, ESTE ANO, NA VILA DA POVOAÇÃO, ILHA DE S. MIGUEL.

Nestas cerimónias, organizadas conjuntamente pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e pelo Governo Regional, com o apoio da Câmara Municipal da Povoação, serão agraciadas com insígnias regionais de mérito diversas personalidades e instituições da Região, em cerimónia que contará com as intervenções dos presidentes do parlamento açoriano e do Governo Regional.

O Dia dos Açores, que se destina a comemorar a açorianidade e a Autonomia, foi instituído pelo parlamento açoriano em 1980 (Decreto Regional nº 13/80/A, de 21 de Agosto).

Serão homenageadas várias personalidades a título póstumo, e também figuras como Renato Moura, das Flores, o realizador da RTP Açores, Zeca Medeiros, ou o escritor Cristóvão de Aguiar, Ricardo Serrão Santos, que dirigiu o Departamento de Oceanografia e Pescas, na Horta, por mais de 14 anos, Luíz António de Assis Brasil (Porto Alegre), empresários como José da Costa Franco (estabelecimento comercial Riviera, em Ponta Delgada) e instituições como a Kairós ou a Federação de Bombeiros dos Açores.

(Fonte: Assembleia Legislativa Regional dos Açores)

Insígnia Autonómica de Reconhecimento
Destina-se a distinguir os actos ou conduta de excepcional relevância de cidadãos portugueses ou estrangeiros que:
valorizem e prestigiem a Região no país ou no estrangeiro ou que para tal contribuam;
contribuam para a expansão da cultura açoriana ou para o conhecimento dos Açores e da sua história;
Distingam-se pelo seu mérito literário, científico, artístico ou desportivo.
É constituída por três peças (pescoço, peito e roseta).
PUBLICADO POR LAPA ÀS 23:22:00 1 COMENTÁRIOS

SECÇÃO: AÇORES, COIMBRA, CULTURA, CURIOSIDADES, JUSTIÇA, PRÉMIOS FUNDAMENTAÇÃO

a história de timor TRILOGIA por chrys chrystello

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volume um em inglês

http://www.scribd.com/doc/94793340/East-Timor-1973-1975-the-Secret-Files em inglês

volume um em português

volume dois

a criação da ACAIT TIMOR LESTE

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Património de influência portuguesa no mundo…
Mil Movimento Internacional Lusófono 23 May 00:19
Património de influência portuguesa no mundo
Edifício da Associação Comercial Industrial e Agrícola de Timor (ACAIT)
Díli, Díli, Timor

A década de 1950 correspondeu ao início de um longo período de crescimento económico em toda a Europa, renascida das cinzas do pós‐Guerra, que teve reflexos em Portugal. A economia portuguesa internacionalizou-se, nos limites impostos pelo seu relativo atraso e pelas opções políticas condicionadoras da liberdade económica estabelecidas pelo regime, crescimento esse que se reflete, de forma mais ou menos sensível, nos territórios ultramarinos.
Apesar da sua posição periférica e da pobreza da sua economia, baseada na exportação de produtos primários e caracterizada por baixos níveis de produtividade, Timor conheceu algum desenvolvimento neste período. Tal ficou também a dever‐se ao esforço de reconstrução levado a cabo pelo governo português, que empreendeu um plano de obras públicas de forma a dotar a província de infraestruturas básicas, destruídas na sequência da invasão japonesa.
Entretanto, a política de desenvolvimento plas‐ mada nos Planos de Fomento, que definem as grandes linhas do investimento público e de facilitação do acesso ao crédito, foi propiciada pela instalação em Timor, já no início da década de 1960, de várias instituições financeiras, que criaram um ambiente propício à iniciativa empresarial.
Foi, pois, neste contexto que foi criada a Associação Comercial, Agrícola e Industrial de Timor (ACAIT), cujos estatutos seriam aprovados pela portaria 1869, de 3 de janeiro de 1953. Era uma associação de classe que reunia sócios individuais e coletivos que exercessem funções nos setores agro‐pecuário, industrial, comercial e financeiro e cuja ampla gama de objetivos incluía o fomento económico de Timor, a defesa dos interessses dos associados junto das autoridades, assistência jurídica, formação profissional ou a concessão de bolsas de estudo para os filhos dos associados. Entre os objetivos definidos pela ACAIT nos seus estatutos figura a construção de uma sede cuja primeira fase seria inaugurada em abril de 1964, na presença do governador, o tenente‐coronel José Alberty Correia.
Todavia, o projeto do edifício teve origem num órgão do poder central, mais precisamente no Ministério do Ultramar e na Direção‐Geral de Obras Públicas e Comunicações, tendo sido executado pela Direção de Serviços de Urbanismo e Habitação e subscrito em 1960 pelo arquiteto António Sousa Mendes.
Tal como aconteceu com a sede do Banco Nacional Ultramarino (BNU) em Díli, neste caso o Estado português assumiu a rutura com a estética que habitualmente seguia, adotando os preceitos arquitetónicos do modernismo – no fundo, ao modo do que acontecia com a encomenda dos organismos privados em Angola e em Moçambique, territórios com os melhores conjuntos de edifícios do modernismo. Com efeito, também assim davam curso a desígnios de protagonismo, ou seja, através da afirmação da diferença.
Com o edifício da ACAIT e a sede do BNU em Díli o movimento moderno entra naquela antiga colónia portuguesa, introduzindo o tema da edificação total ou parcialmente solta do solo e assente sobre pilotis, da cobertura plana e das palas e grelhas de ensombramento que, abundantemente, caracterizam os planos das fachadas de maior incidência e exposição solar.
Esta circunstância é tanto mais interessante, sob o ponto de vista da história da cidade de Díli e da própria situação colonial portuguesa, quanto o edifício está localizado à ilharga do Palácio das Repartições, que constitui, no plano simbólico, o facto arquitetónico e urbano mais representativo da presença e do poder da potência colonial. Aliás, o edifício dá continuidade ao plano da fachada do palácio numa extensão muito significativa, destacando‐se ainda por um ligeiro acréscimo de altura em relação à cércea do palácio e retirando todo o benefício da ocupação do gaveto para exprimir um valor arquitetónico mais volumétrico e espacial. Isso, enquanto o palácio se esgota na composição bidimensional de uma fachada clássica. Atualmente é ocupado pela Embaixada de Portugal.

Edmundo Alves, Fernando Bagulho
HPIP
www.hpip.org

códice* português do século XVI

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indiálogos lusófonos

 

História da ciência

Descoberto códice* português do século XVI

Por Nicolau Ferreira (http://jornal.publico.pt/noticia/19-05-2012/descoberto-codice-portugues-do-seculo-xvi-24569167.htm)

Sabia-se que a cópia do manuscrito estava na Biblioteca Nacional, em Lisboa, mas só agora está a ser estudada nuno ferreira santos
Passou 250 anos no arquivo de uma cidade alemã, sem que se soubesse dele. É um manuscrito de Francisco de Melo, o maior matemático antes de Pedro Nunes As 122 folhas de autoria do matematico português Francisco de Melo são um objeto único: um manuscrito, em latim, com demonstrações de teorias de Euclides e Arquimedes. O documento é “belo”, dizem os historiadores.
Francisco de Melo também foi autor de empreendimentos cartográficos fundamentais para a compreensão da história. Os registros de documentos com mais de 400 anos nos ajudam a entender a importância de Portugal naquela época.Do resumo “Reflexões a propósito da reconstituição de um mapa corográfico de Portugal do começo de Quinhentos.” de Suzanne Daveau, onde é citado o matemático Francisco de Melo, texto publicado pelo Centro de Estudos Geográficos sdaveau@clix.pt passo um peque no trecho ( http://www.sge.org/fileadmin/contenidos/imagenes_ibercarto/actividades/Programa_workshop_Mar%C3%A7o_2011.pdf):ResumoA partir da lista toponímica e locativa de 1531 lugares de Portugal, contida num pequeno manuscrito ricamente iluminado, conservado na Staats‐und Universitätsbibliothek de Hamburgo, foi possível reconstituir os traços principais do mapa corográfico que lhe serviu de base. A marca de posse que abre o manuscrito sugere que este mapa foi oferecido, em 1526, ao Cardeal Infante D. Afonso, quando lhe impuseram o barrete cardinalício. Vários factos concordantes parecem designar o matemático D. Francisco de Melo, como o promotor do empreendimento cartográfico. A análise da repartição espacial, desigualmente exacta, dos diversos topónimos, em função da sua longitude e latitude, permite enunciar algumas hipóteses sobre as fontes e as técnicas que foram usadas na construção do mapa. Verifica‐se que os erros são maiores na faixa litoral do que na parte oriental do país e que eles crescem de sul para norte.De modo que foi o litoral noroeste que sofreu a maior deformação.
* Códice: (ou codex, da palavra em latim que significa “livro”, “bloco de madeira”)
Quem pode passar/partilhar mais informações do “códice português do século XVI” agora descoberto ?
Aprendemos juntos!
Saudações lusófonas,
Margarida

 

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o samba do trema VASCO PEREIRA DA COSTA

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samba do trema

(Vasco Pereira da Costa) FLORIPAABR 2010 13º COLÓQUIO DA LUSOFONIA
Olha que trema mais lindo
Mais cheio de graça
É ele o treminha
Que vibra e que passa
Com duas bolinhas
A caminho do mar
Trema do corpo embolado
Do sol de Ipanema
O seu rebolado
É mais que um poema
É a coisa mais linda
Que já vi passar
Ah, Por que vai tão sozinho?
Ah, mas que trema mais triste!
Ah, trema que não existe
Olha lá, mas que belo treminha
Mas que já não se escrevinha
Ah, se o trema soubesse
Que quando ele passa
As duas bolinhas
Se enchem de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
Vou fazer este sambinha
C’o trema de 1 bola só
Outras bolas vão entrar
Mas pontinho é 1 só
Ah, se o trema soubesse
Que quando ele passa
As duas bolinhas
Se enchem de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor
Vou escrever este sambinha
Dó ré mi fá sol si dó
Assim se faz ao treminha
Treminha de 1 bola só
Há muita gente pr’aí
Que fala muito e treme nada
Ou quase nada…
Continua neste sambinha
Ao trema que mete dó
As bolas querem entrar
Mas só dei 1 para só
E o treminha no sambinha
Dó ré mi si lá si dó
Já não sabe se é treminha
Se é ponta de 1 bola só
em florianópolis durante o Açorianópolis durante o 13º colóquio da lusofonia
OUVIR ORIGINAL AQUI
https://youtu.be/edFY-YVwZgs

DAVID CRYSTAL E O 1º COLÓQUIO DA LUSOFONIA 2001-2002

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Recentemente (2001) o emérito linguista anglófono Professor David Crystal escrevia dizendo ”O Português parece-me que tem um futuro forte, positivo e promissor, garantido à partida pela sua população-base de mais de 200 milhões, e pela vasta variedade que abrange desde a formalidade parlamentar até às origens de base do samba. Ao mesmo tempo, os falantes de português têm de reconhecer que a sua língua está sujeita a mudanças, tal como todas as outras, e não se devem opor impensadamente a este processo.”
“Quando estive no Brasil, no ano passado, por exemplo, ouvi falar dum movimento que pretendia extirpar todos os anglicismos. Para banir palavras de empréstimo doutras línguas pode ser prejudicial para o desenvolvimento da língua, dado que a isola de movimentações e tendências internacionais. O inglês, por exemplo, tem empréstimos de 350 línguas, incluindo Português, e o resultado foi ter-se tornado numa língua imensamente rica e de sucesso. A língua portuguesa tem a capacidade e força para assimilar palavras de inglês e de outras línguas mantendo a sua identidade distinta. Espero também que o desenvolvimento da língua portuguesa seja parte dum atributo multilingue para os países onde é falada, para que as línguas indígenas sejam também faladas e respeitadas, o que é grave no Brasil dado o nível perigoso e crítico de muitas das línguas nativas.[1]
Posteriormente contactei aquele distinto linguista preocupado com a extinção de tantas línguas e a evolução de outras, manifestando-me preocupado pelo desaparecimento de tantas línguas aborígenes no meu país e espantado pelo desenvolvimento de outras. Mostrava-me preocupado sobretudo pelos ismos que encontrara em Portugal após 30 anos de diáspora.
Mesmo admitindo que as línguas só podem ter capacidade de sobrevivência se evoluírem eu alertava para o facto de recentemente terem sido acrescentadas ao léxico 600 palavras pela Academia Brasileira em 1999 das quais a maioria já tinha equivalente em português.
Sabendo como o inglês destronou línguas em pleno solo do Reino Unido, tal como Crystal afirma no caso dos idiomas Cúmbrico, Norn e Manx, perguntava ao distinto professor qual o destino da língua portuguesa, sabendo que o nível de ensino e o seu registo eram cada vez mais baixos, estando a ser dizimados por falantes ignorantes, escribas, jornalistas e políticos sem que houvesse uma verdadeira política da língua em Portugal e alguns esforços para criar uma no Brasil.
A sua resposta[2] em março último (2002)pode-nos apontar um de muitos caminhos, que espero ver tratados neste fórum aqui hoje. Diz Crystal:
As palavras de empréstimo mudam, de facto, o caráter duma língua, mas como tal não são a causa da sua deterioração. A melhor evidência disto, é sem dúvida a própria língua inglesa que pediu de empréstimo mais palavras do que qualquer outra, e veja-se o que aconteceu ao Inglês. De facto, cerca de 80% do vocabulário inglês não tem origem Anglo-Saxónica, mas sim das línguas Românticas e Clássicas incluindo o Português. É até irónico que algumas dos anglicismos que os Franceses tentam banir atualmente derivem de latim e de Francês na sua origem.
Temos de ver o que se passa quando uma palavra nova penetra numa língua. No caso do Inglês, existem triunviratos interessantes como kingly (Anglo-saxão), royal (Francês), e regal (Latim) mas a realidade é que linguisticamente estamos muito mais ricos tendo três palavras que permitem todas as variedades de estilo que não seriam possíveis doutro modo. Assim, as palavras de empréstimo enriquecem a expressão. Até hoje nenhuma tentativa de impedir a penetração de palavras de empréstimo teve resultados positivos. As línguas não podem ser controladas. Nenhuma Academia impediu a mudança das línguas.
Isto é diferente da situação das línguas em vias de extinção como por exemplo debati no meu livro Language Death. Se as línguas adotam palavras de empréstimo isto demonstra que elas estão vivas para uma mudança social e a tentar manter o ritmo.
Trata-se dum sinal saudável desde que as palavras de empréstimo suplementem e não substituam as palavras locais equivalentes. O que é deveras preocupante é quando uma língua dominante começa a ocupar as funções duma língua menos dominante, por exemplo, quando o Inglês substitui o Português como língua de ensino nas instituições de ensino terciário. É aqui que a legislação pode ajudar e introduzir medidas de proteção, tais como obrigação de transmissões radiofónicas na língua minoritária, etc. existe de facto uma necessidade de haver uma política da língua, em especial num mundo como o nosso em mudança constante e tão rápida, e essa política tem de lidar com os assuntos base, que têm muito a ver com as funções do multilinguismo.
Recordo ainda que não é só o inglês a substituir outras línguas. No Brasil, centenas de línguas foram deslocadas pelo Português, e todas as principais línguas: Espanhol, Chinês, Russo, Árabe afetaram as línguas minoritárias de igual modo.”
Por partilhar a opinião do professor David Crystal espero que no final deste encontro possam os presentes voltar para os seus locais de residência com soluções e propostas viáveis deRepensar a Lusofonia como instrumento de promoção e aproximação de culturas sem exclusão das línguas minoritárias que com a nossa podem coabitar.


[1] Carta de David Crystal 16/02/2001 a Pedro Kaul do governo brasileiro, citada no fórum Ajudar Timor em 16/03/2001
[2] Carta de David Crystal ao autor (Chrys Chrystello) em 25 Março 2002