escultor mariense – homenagem a Couto Viana

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a AICL divulga escultor mariense:

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Escultor mariense radicado em Lisboa inaugura mais uma obra

O escultor mariense Carlos Matos inaugurou, recentemente, no norte do país, mais uma obra da sua autoria.
Desta feita, um busto de António Manuel Couto Viana, a homenagear este dramaturgo, poeta e ensaísta desaparecido em 8 de Junho de 2010. A sua inauguração teve lugar na cidade de Viana do Castelo, na terra natal do escritor.
Carlos Matos nasceu no dia 24 de dezembro de 1955 na ilha de Santa Maria. Em 1962 vai para Lisboa, onde tem lugar todo o seu processo escolar, até concluir a licenciatura em Artes Plásticas – ESCULTURA – pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa ( E.S.B.A.L. ) e durante o qual lhe é atribuído um prémio na cadeira de Modelo Vivo – 1978 . (
Ao longo da sua interessante e reconhecida carreira, Carlos Matos colaborou com diversos teatros, onde se salientam o teatro de S. Luiz em Lisboa, o Teatro São Carlos, participa no espectáculo “As Bacantes” – Fundação Calouste Gulbenkian – Encenação de Fernanda Lapa – Adereços, participa no espectáculo “O Leão no Inverno” – encenação de Carlos Avilez – Teatro Experimental de Cascais – Adereços, em 2002 Participa no espectáculo “a Viagem de Pedro o Afortunado” – Esculturas de Cena – Encenação de Fernanda Lapa – Teatro Nacional D. Maria II bem como diversos Teatros de Revista.
Carlos Matos honra deste modo a memória do seu pai, o Sr. Fernando Matos, personalidade sobejamente conhecida em Santa Maria, onde foi funcionário do aeroporto (ANA) desde os últimos anos da década de 40 e onde permaneceu até à década de 60. O Sr. Fernando Matos foi o autor dos cenários e dos figurinos da revista “Estás-te Consolando”, dos retratos a carvão que até há pouco tempo estiveram expostos na parede do “lounge” do cinema do aeroporto “Atlântida Cine”, da decoração do bar do Clube Asas do Atlântico (em estilo “americano” – tecto, sofás, mesas, candeeiros, painel de parede preto com parras douradas – e que se manteve desde os anos 60 até há poucos anos atrás), dos puxadores com o logotipo do CAA que ainda hoje existem na porta principal do Clube Asas do Atlântico (cujas matrizes ainda se encontram guardadas pelo seu filho Carlos Matos), e pelos elementos marinhos feitos em arame zincado pintado de preto e branco que faziam a decoração da parede da sala interior da antiga Pousada da Praia Formosa. Estes são alguns dos trabalhos que se destacaram em Santa Maria. Em Lisboa também desenvolveu a sua arte onde teve um atelier em conjunto com o artista Sam.
Uma vez mais podemos constatar que “filho de peixe, sabe nadar” e que Santa Maria tem tesouros que ela própria desconhece.

Outros trabalhos e prémios do escultor mariense Carlos Matos:
Em 1978 foi-lhe atribuída uma Menção Honrosa, no concurso de Medalha da CASA DA MOEDA. Ao longo sa sua carreira conquistou diversos prémios e a partir daí não têm parado os sucessos. Destes, destacam-se inúmeras participações em exposições (1ª. Bienal de Vila Nova de Cerveira, “Novos Escultores”- Sociedade Nacional de Belas Artes, “Artes Plásticas” Teatro Ibérico – Lisboa, Homenagem ao Prof. Reynaldo dos Santos – Vila Franca de Xira, Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros – Lisboa, Colectiva de Pintura e Escultura – Mercado Ferreira Borges – Porto, Exposição de Artes Plásticas de Sesimbra, V Bienal de Artes Plásticas – Festa do Avante,
“Mulher é o Tema” Museu Municipal de Loures, Escultura Portuguesa Contemporânea – Vila Franca de Xira, Exposição de Medalhas do 25 de Abril – Loures, Exposição “Jovens Escultores” – Fátima (recebe Menção Honrosa por este trabalho), ”Colectiva de Pintura – Escultura 13+6” – Galeria da Cervejaria Trindade, ”Colectiva de Escultura – Pintura” – Galeria Santa Justa, ”VII Bienal de Artes Plásticas – Festa do Avante”, ”Colectiva de Escultura e Desenho” – Convento do Beato – Lisboa, ”1ª Exposição de Medalhística da Amadora” – Amadora, ”Pintura Escultura e Fotografia de Artistas Açorianos residentes no Continente” – Câmara Municipal da Amadora, ”Exposição Colectiva “Arte contra o Racismo” – Casa da Imprensa, .”Colectiva de Escultura e Desenho” – Convento do Beato – Lisboa, ”1ª Exposição de Medalhística da Amadora” – Amadora, ”Pintura Escultura e Fotografia de Artistas Açorianos residentes no Continente” – Câmara Municipal da Amadora, ”Exposição Colectiva “Arte contra o Racismo” – Casa da Imprensa).
Destaca-se, em 1996 , quando prepara Exposição Individual “Escultura e Desenho de Carlos Matos” – Casa dos Açores – Lisboa.
Seguem-se outras exposições tais como a exposição de Artes Plásticas “Grupo Oriente” – Olivais Sul – Lisboa, II Exposição “Grupo Oriente” – Olivais Sul – Lisboa, I Bienal de Medalha do Concelho do Seixal, .Exposição Colectiva “Pintura Escultura e Cerâmica” – Galeria Quadrante – Odivelas, Exposição Colectiva “Pintura Escultura 2000” – Escola Vasco da Gama, ”6ª Exposição Internacional de Artes Plásticas de Vendas Novas”, participa na Exposição “O Figura – Homenagem a Cruzeiro Seixas – Câmara Municipal da Amadora, participa na Exposição “Laranjeira Santos – Vida e obra em Exposição” Câmara Municipal da Amadora.
No seu trabalho diversificado entre o Teatro, o Teatro de Revista (adereços e cenografia e elementos escultóricos), a medalhística e outras áreas da escultura, é convidado e participa como membro do júri em eventos como as Marchas Populares de Setúbal (cenografia).
De Carlos Matos é também a autoria das seguintes obras:
.A convite do Artista Plástico Juan Soutullo, foram-lhe encomendadas várias esculturas e a medalha comemorativa da inauguração do 1º Museu de Cera em Portugal – Fátima.
.Executa logotipo para “Estalagem D. Gonçalo” – Fátima.
.Executa peça escultórica para exposição “Depois do Modernismo”- Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
. Em 1987 eecebe encomenda de “Relevo” para o Museu de Cera de Fátima.
. Executa peças de Escultura para a Igreja de S. José – Olivais Sul –( Imagens de S. José e Cristo
. Em 1989 é convidado a executar a Medalha Comemorativa do 15º Aniversário do 25 de Abril.
. Em 1998 executa “Monumento à Solidariedade” – Fundação C.E.B.I. – Alverca do Ribatejo.
. Executa Esculturas ( Cristo e Nª Sra. da Misericórdia ) – Santuário de Nª Sra. da Misericórdia – Coimbra
. Em 2010 são-lhe solicitados os Retratos (escultura) de António Manuel Couto Viana e Maria Manuela Couto Viana – Homenagem a Couto Viana – Viana do Castelo
Em 1991 é convidado a dar um Curso de Modelação na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (E.S.B.A.L.)
Carlos Matos conta com diversos prémios para além dos já mencionados, tais como:
1985 – Foi-lhe atribuído o 1º prémio de Medalha na “Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros”
1986 – Recebe Menção Honrosa no concurso de Medalha “TOTOBOLA”
1991 – Recebe o 2º prémio no Concurso de Medalha do “Totoloto”
1992 – Participa e recebe Menção Honrosa na Exposição “Jovens Escultores” – Fátima

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BAILADO DA GARÇA ZECA MEDEIROS

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AÇORES 🙂

https://www.youtube.com/watch?v=39s7gm9FP8w
Bailado da Garça

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Bailado da Garça do programa “Deixem Passar a Música” – Toadas do Vento Ilhéu Realização: José Medeiros Ano: 1986 Direção Musical: Luís Gil Bettencourt Grav…

ONÉSIMO, PROGRESSO E RELIGIÃO POR DANIEL DE SÁ

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Minha gente

A propósito do livro do Onésimo “Utopias em Dói Menor”, eu tinha-lhe prometido dar o meu ponto de vista a respeito de uma ideia feita de que a Europa protestante se desenvolveu mais do que a católica. Mas, como talvez interesse a mais alguém, envio-o por este meio. O Onésimo, tal como eu, não defende aquela visão viciada pela simples constatação de que, nos países de maioria protestante, o progresso foi maior do que nos de maioria católica, o que se deveria à repressão católica, sobretudo por intermédio da Inquisição, contra as ideias novas que iam surgindo. Ora esta repressão acontece no campo do pensamento religioso – principalmente teológico e moral – raramente interferindo com o pensamento científico. O caso de Galileu é uma questão excepcional, e motivado principalmente pela inveja dos seus rivais ou invejosos colegas cientistas. Sem eles, seus delatores, Galileu dificilmente teria chegado ao tribunal da Inquisição.
Ora, sendo a repressão do Santo Ofício uma tentativa de vasculhar as ideias teológicas e morais, e de condená-las quando lhe parecessem merecedoras de tal, é muito difícil provar que isso tenha tido implicações no avanço científico. Alguns dos nomes que o Onésimo cita entre os cientistas de maior vulto em Portugal na época da expansão marítima, estão por exemplo Pedro Nunes, Garcia de Orta e D. João de Castro, que fizeram as suas investigações em plena época da Inquisição, se bem que os primeiros tenham sido perseguidos depois de mortos! E foram descendentes seus que sofreram os rigores estúpidos da Inquisição. A perseguição religiosa, sobretudo à conta de reis que não queriam ver em perigo a unidade nacional (como os “santos” Reis Católicos” de Espanha ou os “beatos” D. Manuel e D. João III), foi prejudicial nesse caso. O Onésimo fala de havermos perdido Espinosa, e eu acrescento agora, em Espanha, o caso de Miguel Servet. Este é mesmo um exemplo perfeito de que, a havê-lo, não teria sido só catolicismo o responsável por um hipotético menor desenvolvimento nos países onde era dominante. E isto porque, tendo de fugir de Espanha, Servet desenvolveu no estrangeiro o seu pensamento teológico e estudou a circulação do sangue nos pulmões. E como acabou ele? Condenado à morte na Suíça por insistência de Calvino! Porque, se a Igreja Católica, por intermédio da Inquisição de raízes mais políticas (ou pelo menos tanto quanto) que religiosas, condenava “hereges”, os protestantes não o fizeram menos nem com menor crueza, sendo que normalmente até fingiam menos o julgamento do que a Inquisição.
Além disso, a Igreja Católica não conseguia impor-se tanto quanto se imagina em questões morais. Lembre-se que os católicos não eram grandes cumpridores das orientações religiosas, tendo em reis, cardeais, bispos e padres exemplos de deboche moral e de ilimitadas ambições materiais. Aliás, a confissão foi sempre mal entendida pela maioria esmagadora dos católicos, que viam naquele sacramento uma maneira de serem perdoados os seus pecado quando quisessem, e, em último caso, na hora da morte, desconhecedores de que assim caíam nos chamados pecados contra o Espírito Santo, pelo que o sentido religioso do pecado por ambição material era pouco tido em conta. Já os protestantes, mormente os luteranos, que negavam o valor a confissão, viam no julgamento divino uma apreciação da totalidade da vida humana, pelo que, para eles, o pecado teria uma implicação que de certo modo se projectava mais na eternidade do que segundo a noção (errada, repito) dos católicos.