SATA PAGANDO A FATURA osvaldo cabral

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Já imaginou se o carteiro lhe batesse à porta e apresentasse uma factura para cobrar no valor de 541 euros por conta da SATA?
Claro que não vai acontecer exactamente assim, mas é isto que cada habitante nestas ilhas vai ter de desembolsar para pagar, só no próximo ano, a factura dos desmandos que os governos anteriores andaram a fazer na SATA.
Ninguém lhe vai bater à porta, mas é como se fosse. Não vai sair directamente do bolso de cada um de nós, contribuintes, mas são menos 130 milhões de euros que nos vão faltar para investir na educação dos nossos filhos, na saúde da nossa família ou no investimento na economia para criar mais empregos.
O aumento de capital da SATA, previsto com aquele valor na anteproposta do Orçamento Regional para o próximo ano, representa 17% de todo o investimento público previsto para 2022.
Em boa verdade, representa apenas uma estimativa, porque não se conhece ainda o resultado da negociação com Bruxelas para a reestruturação da SATA.
E a verdade torna-se mais dura porque os 130 milhões inscritos para o próximo ano são apenas uma ínfima parte da factura.
Se Bruxelas exigir o pagamento da factura por inteiro em 2022, ou seja, a limpeza do passivo da SATA, então teremos que pagar mais de 216 milhões de euros pelo passivo da Azores Airlines, 277 milhões pelo passivo da Air Açores e mais 6 milhões pelo passivo da SATA-Gestão de Aeródromos.
É este o verdadeiro valor da ruína que os governos do PS nos deixaram: mais de 500 milhões de euros em calotes que todos vamos ter de pagar, não havendo por onde fugir.
O peso deste enorme buraco é, para nós açorianos, maior do que o da TAP, já que, em média, cada português vai pagar 400 euros pelos 4,5 mil milhões de injecção pública na transportadora nacional.
O contribuinte açoriano vai pagar a regional e a nacional, confirmando-se que o carteiro bate sempre duas vezes.
O actual governo regional opta por pagar agora apenas 130 milhões, estendendo o restante pelos orçamentos seguintes, até tapar por inteiro o abismo que nos deixaram como herança.
Dava para construir um hospital novinho em folha em cada ilha da nossa região.
Ou, se quiser avaliar ainda mais a dimensão desta tragédia de gestão que foi feita na SATA nos últimos anos, é mais do que o valor que vamos receber do Plano de Recuperação e Resiliência, se juntarmos aos prejuízos o outro buraco que nos deixaram daquela outra tragédia chamada Saudaçor. Será o próximo episódio.
Aquilo que cada açoriano vai pagar pelo buraco cavado na SATA é mais do que a passagem que cada passageiro pagou, em 2012, à mesma companhia, para viajar entre Lisboa e Salvador, no Brasil, esta rota inventada pelos iluminados da altura, que custava metade do que pagavam os açorianos dos EUA ou Canadá que quisessem vir cá.
Resumindo: a factura vai chegando aos bocadinhos e como não temos recursos para pagar, lá vamos ter que ir à banca para nos endividarmos mais, o que significa que a conta vai cavalgar, porque depois vem a factura dos juros.
Portanto, caro leitor, o carteiro ou o homem de fraque vai mesmo bater-lhe à porta, por mais de uma vez.
Infelizmente, não haverá forma de reencaminharmos a factura para uns certos senhores que todos sabemos quem são…
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 13/10/2021)
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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/10/sata-pagando-a-fatura-por-osvaldo-cbral.pdf
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A «HISTÓRIA« CONTADA AO CONTRÁRIO

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Já imaginaram o Cristovão Colombo ou mesmo o Pedro Álvares Cabral chegar às terras que «descobriram» e serem confrontados com os habitantes locais para apresentarem «papéis», como hoje acontece na «emigração» contrária?
Ah!, pois é! 🙂
@ Ryc
0:15 / 2:01
Ready!

Lúcia Vasconcelos Franco and 1 other
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PINHAL DE LEIRIA ,ANDA DE NADA 4 ANOS DEPOIS

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NADA! Ao fim de QUATRO anos, NADA! Em Outubro de 2017, há quatro anos, um incêndio, com mãos criminosas, destruiu mais de 80% do Pinhal de Leiria. Ao fim deste tempo o que sabemos dos criminosos e dos seus mandantes, de acusações, condenações ou prisões? NADA! O que se fez neste tempo para recuperar o que resta do Pinhal de Leiria, em termos de limpeza e recuperação da madeira ardida? E o que se fez para evitar que tais situações se evitem, de facto, no futuro em termos de ordenamento e planeamento? E os que ganham com este desleixo são incomodados? Portugal está a tornar-se um Estado falhado!
(foto: Hélio Madeiras)

impostos em frança

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Agora que estamos com o OE 2022 nas bocas do mundo, é sempre engraçado comparar os escalões de imposto sobre o rendimento desse país que é visto como violentamente taxado, que é França, e com os dos portugueses.
em portugal é este roubo
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REPÚDIO PELO ATAQUE A PEDRO DA SILVEIRA

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PROTESTO
“Os amigos e admiradores do açoriano Pedro Laureano Mendonça da Silveira (Flores, Fajã Grande, 1922 – Lisboa, 2003), mais conhecido por Pedro da Silveira, poeta, tradutor, crítico literário e investigador escrupuloso, com vasta colaboração dispersa em periódicos e revistas, membro da redação da Seara Nova até 1974, diretor de serviços da Biblioteca Nacional, manifestam o mais firme repúdio pelo artigo publicado na revista do EXPRESSO, de 9 de outubro de 2021, assinado por António Valdemar intitulado «Em Defesa de Uma Democracia Social» (pp.34-39) que na página 38 contém o destaque «PEDRO DA SILVEIRA: INFORMAÇÕES PARA A PIDE».
Pedro da Silveira é aqui falsamente acusado de informador da PIDE. O autor do artigo desconhece que “Pedro da Silveira” era o pseudónimo do informador da PIDE Duarte Vilhena Coutinho Feio Ferrery de Gusmão, nascido em Braga em 28 de novembro de 1912 e falecido no Rio de Janeiro em 26 de março de 1965.
Dado estarmos a falar de uma pessoa já falecida, os leitores doExpressopoderão confirmar a identidade do informador no seguinte artigo de Heloísa Paulo: «O exílio português no Brasil nas décadas de Cinquenta e Sessenta» (https://core.ac.uk/download/pdf/268259386.pdf).
Manifestamos o nosso mais vivo repúdio por este artigo desinformado e indigno que vem caluniar a memória de um homem que nunca se identificou com o regime salazarista”.
Álamo de Oliveira (Escritor)
Ana Maria Almeida Martins (Investigadora, ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Ana Monteiro (Ativista ambiental, S. Miguel)
Avelino de Freitas de Meneses (Historiador, professor universitário)
Carlos Bessa (Presidente do Instituto Açoriano de Cultura e editor de Pedro da Silveira)
Carlos César (Presidente do Governo Regional dos Açores, 1996/2012)
Ernesto Rodrigues (Escritor, professor universitário)
Eugénio Alves (Jornalista)
Fátima N. Lopes (Técnica superior da Biblioteca Nacional)
Fernando Marques da Costa (Historiador, ex-funcionário da Biblioteca Nacional)
Fernando Pereira Marques (Historiador)
Gabriela Silva (Agente cultural, Flores)
Helena Buescu (Professora universitária)
Heloísa Paulo (Professora universitária)
João Barroso Soares (Ex-editor de Pedro da Silveira)
João Goulart de Bettencourt
João José Alves Dias (Historiador, professor universitário)
Joel Neto (Escritor, Terceira)
Jorge Bruno (Diretor do Museu de Angra do Heroísmo)
Jorge Couto (Historiador, ex-diretor da Biblioteca Nacional)
José Carlos de Vasconcelos (Jornalista)
Lúcia Liba Mucznik (Tradutora, ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Luísa César (Bibliotecária, ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Luísa Ducla Soares (Escritora, ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Manuela Rêgo (Ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Maria Alice Lourenço de Faria (Ex-diretora do Instituto Português do Património Cultural)
Maria Fernanda Torres (Ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Maria João Vieira (Professora, Terceira)
Maria José Marinho (Investigadora, ex-funcionária da Biblioteca Nacional)
Marta Silva (Jornalista)
Nuno Costa Santos (Escritor, Terceira)
Rogério Sousa (Professor)
Sara Leal (Realizadora, Terceira)
Teresa Martins Marques (Presidente do PEN Club Português)
Tomás Vasques (Escritor, licenciado em Direito)
Urbano Bettencourt (Escritor, S. Miguel)
Vasco Cordeiro (Presidente do Governo Regional dos Açores, 2012/2020)
Vasco Medeiros Rosa (Editor, jornalista e investigador
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DEPOIS QUEIXAM-SE DAS IDAS DESNECESSÁRIAS AO HOSPITAL

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Durante a pandemia só podíamos contactar o centro de saúde através do telefone! Neste momento estou há dois dias a ligar para lá e ninguém atende…. O que se passa????? Não consigo andar, vou ter que chamar um taxi para andar para lá e para cá? OMG!!!! Ligo, chama, chama e desligam o telefone…. O que se passa? É de lamentar que gozem com quem toda a vida descontou para este serviço….
E é de lamentar mais ainda chegar a esta altura e ver que fui aldrabada durante anos! Recibos de vencimento com subsidios de toda a espécies que hoje em dia não dão para nada! Sempre fui crédula e nunca pensei que me pusessem nesta situação….
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  • Nuno Dumont Vilares

    Tete, o meu centro de saúde não atende o telefone desde que a pandemia começou até agora. Reclamei e disseram-me que não tinham telefonista. Estamos nisto..
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    • 11 m

o outro PORTO PIM

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O misterioso Porto Pim.
Foi com muita surpresa que ontem fiquei a saber que existia nas imediações de Peniche um porto de nome Pim, que desapareceu na sequência dos assoreamentos que ocorreram nos últimos 500 anos.
Sabia da existência da praia de porto pim, no Faial e da importância que esta praia/porto/fabrica teve na industria da caça à baleia açoriana.
Tendo em conta a linha temporal dos acontecimentos, a semelhança de capital cultural entre as populações, assim como a toponímia e geografia, tudo indica que, foi do oeste que partiram os recursos humanos que deram nome à praia de Porto Pim no Faial e contribuíram para a fundação de, pelo menos, a industria da caça à baleia; e que, o misterioso porto pim se situava na ILHA do BALEAL.
“Durante a Baixa Idade Média o sector marítimo que separava Peniche do continente foi certamente sujeito a assoreamento pronunciado, nomeadamente o estuário do Rio de S. Domingos onde se situava o porto de Atouguia da Baleia. Esta povoação e seus termos tinham sido doados por D. Afonso Henriques, em 1158, a Guilherme Descornes, um dos capitães dos cruzados que o haviam auxiliado na tomada de Lisboa em 1147 (e.g., BARROS, 1885, p. 146), tendo obtido foral em 1167, renovado em 1218 (e.g., REIS, 2007). Porém, a Coroa, perante a importância do porto, não prescindia dos seus direitos portuários e, principalmente, dos referentes à pesca das baleias. Mas, para esta actividade, que carece de aturada vigilância do mar, Atouguia não estava situada no melhor local (pois que se situava afastada de mar aberto), sendo mais adequadas as ilhas de Peniche e do Baleal. Há indícios de que foi esta última a escolhida (e daí a seu nome), tendo mesmo aí sido construídas algumas casas para abrigo dos que se dedicavam a tal oficio (e.g., MARQUES et al., 1944/45, Doc.17, p.12). O valor de tais casas não seria despiciendo, pois já no final do século XIII constam no rol da arrecadação do almoxarife do rei D. Afonso III, em que a última verba é: Item a Renda das casas da morada que el Rey mandou fazer en o baleal en que moram os baleeyros que dizem que ualem L libras (BARROS, 1885, p. 233). Assim, o porto de Atouguia, no estuário do São Domingos, era complementado por dois postos avançados, as ilhas do Baleal, pequena e vocacionada para a pesca da baleia, e de Peniche, muito maior e que, portanto, permitia maior diversificação de actividades. Para aferir a importância que a pesca da baleia tinha na altura, refere-se que, em 1370, D. Fernando I fez mercê a Aires Gomes da Silva dos direitos reais da vila de Atouguia, mas, no entanto, preservou para si os referentes às baleias (BARROS, 1922 p.148). Depreende-se, portanto, que a importância do porto de Atouguia era enaltecido pelo comércio de derivados das baleias.
O assoreamento costeiro e estuarino, principalmente o da barra, punha, contudo, em causa o funcionamento do porto. Tal está bem expresso numa carta do rei D. Duarte, de 11 de Junho de 1438, em que se diz que, antes desta situação, vinham ao porto de Atouguia muitos navios carregar vinhos, sal e muitos outros produtos e depois deixaram de vir, dada a impossibilidade de entrarem; por isso, D. João I mandou iniciar o desassoreamento da barra, operação continuada por D. Duarte, o que permitiu que o porto (e o comércio consequente) voltassem a ter grande actividade (Chancelaria de D. Duarte, liv. 1, fl. 157). Tinham-se iniciado, assim, as actividades antrópicas tendentes a contrariar a evolução natural nesta zona de Atouguia – Peniche, as quais se prolongarão até à actualidade. No entanto, se as operações efectuadas permitiram a continuidade do funcionamento do porto, o assoreamento tornava a passagem da barra e o trajecto até Atouguia difíceis, tendo-se afundado vários navios por não terem bom conhecimento dos fundos. Tal levou D. Duarte a determinar, no documento aludido, que aí houvesse, permanentemente, uma barca de pesca e o respectivo arrais e outro homem por ele nomeado, sob condição de, pelo menos um deles, viver na Atouguia, em Peniche ou Porto Pim (um pequeno porto vizinho actualmente desaparecido) que pudesse servir de piloto aos navios nacionais e estrangeiros que demandassem o porto (Chanc. de D. Duarte, liv. 1, fl. 157v).”
PDF | CAPÍTULO IV DE ÍNSULA A PENÍNSULA: O CASO DE PENICHE (PORTUGAL). Available from: https://www.researchgate.net/…/320086266_CAPITULO_IV_DE… [accessed Jul 07 2018].
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