SANTA MARIA CASCATAS GÉMEAS

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Fomos ao sítio do Cai água e…
Finalmente compreenderam porque lhes chamei de “CASCATAS GÉMEAS”! 🙂
Desde que estão cá já na ilha tinham ido lá algumas vezes, mas como ainda não tinha havido chuva basta , tinham-se ficado pela paisagem sem compreenderem, porque eu tinha chamado o sítio de “Cascatas Gémeas” quando indiquei o caminho.
Despois das chuvadas destes dias ficaram a compreender e bem constataram a denominação aludida, quando em agosto de de 1986, depois de uma forte chuvada, visitei este lugar, pela 1ª vez, de forma exploratória, pela Ribeira do Salto acima (ora dentro dela ora furando as silvas nas margens), com um grupo de amigos que passavam o verão em S.Lourenço, entre os quais o meu saudoso cunhado Paulo Magalhães, que foi o mais entusiasta na aventura.
Foi mesmo uma aventura inesquecível, pois ainda não havia trilho definido para lá chegar e muito menos limpos com a compleição que tem hoje. Foi mesmo desbravar!!!
CHEGAMOS TODOS ENCHARCADOS E ARRANHADOS, MAS CONSOLADOS PELA COMPENSAÇÃO DA BELEZA!
A primeira coisa que disse quando vi aquela cenário edílico foi: “Afinal são duas cascatas gémeas” e não só uma queda de água!
Não sabia, ainda, na altura, que os antigos lhe chamavam de “Cai água” e muito bem, o que deve ser priorizado, mas a expressão espontânea de “Cascatas Gémeas”, traduz bem o cenário visto na altura e foi comprovado, finalmente, na última visita com amigos, muito desejosos de verem as duas cascatas a “laborar em pleno” 🙂
Fomos ao sítio do Cai água e…
Finalmente compreenderam porque lhes chamei de “CASCATAS GÉMEAS”! 🙂
Desde que estão cá já na ilha tinham ido lá algumas vezes, mas como ainda não tinha havido chuva basta , tinham-se ficado pela paisagem sem compreenderem, porque eu tinha chamado o sítio de “Cascatas Gémeas” quando indiquei o caminho.
Despois das chuvadas destes dias ficaram a compreender e bem constataram a denominação aludida, quando em agosto de de 1986, depois de uma forte chuvada, visitei este lugar, pela 1ª vez, de forma exploratória, pela Ribeira do Salto acima (ora dentro dela ora furando as silvas nas margens), com um grupo de amigos que passavam o verão em S.Lourenço, entre os quais o meu saudoso cunhado Paulo Magalhães, que foi o mais entusiasta na aventura.
Foi mesmo uma aventura inesquecível, pois ainda não havia trilho definido para lá chegar e muito menos limpos com a compleição que tem hoje. Foi mesmo desbravar!!!
CHEGAMOS TODOS ENCHARCADOS E ARRANHADOS, MAS CONSOLADOS PELA COMPENSAÇÃO DA BELEZA!
A primeira coisa que disse quando vi aquela cenário edílico foi: “Afinal são duas cascatas gémeas” e não só uma queda de água!
Não sabia, ainda, que os antigos lhe chamavanmde “Cai água” e muito bem, o que deve ser priorizado, mas a expressão espontânea de “Cascatas Gémeas”, traduz bem o cenário visto na altura e foi comprovado, finalmente, na última visita com amigos, muito desejosos de verem as duas cascatas a “laborar em pleno” 🙂 😀😃😄
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PAN/Açores apresenta proposta para acabar com o abate de animais de companhia – Jornal Açores 9

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O PAN/Açores apresentou hoje a primeira proposta desta legislatura na Assembleia Regional para colocar fim, no imediato, ao abate dos animais de companhia nos canis do arquipélago. Segundo um comunicado de imprensa, o partido assinala que já existe um decreto em vigor na região (nº. 12/2016) que “instituiu um princípio na fixação de regras para […]

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foram avisados… o que aí vem

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Sobre as novas sondagens da Aximage para as legislativas em Portugal – Parte V (Um gráfico para facilitar o entendimento das tendências actuais):
Na nota III, tratei das tendências projectáveis para os partidos a partir da sondagem Aximage, tendo em consideração tanto os limites máximos e mínimos dos partidos, dentro da alta margem de erro de 3,9% para a disputa entre estes, à exceção de PS e PSD. Esta é uma projecção que leva em conta as tendências de queda ou alta em relaç…

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Quando os Beatles ″libertaram″ Caetano Veloso da prisão

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VERDADE TROPICAL
Quando os Beatles ″libertaram″ Caetano Veloso da prisão
DN.PT
Quando os Beatles ″libertaram″ Caetano Veloso da prisão
Um documentário para ouvir Caetano Veloso narrar e cantar as suas memórias da prisão durante a ditadura militar brasileira. Narciso em Férias, de Ricardo Calil e Renato Terra, é exibido este domingo (10.30) na Culturgest, no âmbito do Doclisboa.
Chrys Chrystello
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Mais férias e dinheiro para pessoal de Saúde que combate a covid-19: regulamentação chegou finalmente

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Profissionais envolvidos no combate à pandemia terão direito a meio salário extra…
Mais férias e dinheiro para pessoal de Saúde que combate a covid-19: regulamentação chegou finalmente
PUBLICO.PT
Mais férias e dinheiro para pessoal de Saúde que combate a covid-19: regulamentação chegou finalmente

história como a coca destruiu rabo de peixe

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Marta CarmoDUNAS – HARMONIAS
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RABO DE PEIXE
Vila na Ilha de São Miguel. Como meia tonelada de cocaína extraviada destruiu um povoado português de 7.000 habitantes
(Passado Não muito distante ) El País
NAUFRÁGIO DE UM NAVIO QUE TRANSPORTAVA DROGA FEZ A CARGA ENCALHAR NUMA CIDADEZINHA AÇORIANA DE 7.500 HABITANTES. ANOS DEPOIS, OS EFEITOS SÃO DEVASTADORES. AÇORES (PORTUGAL)
Rabo de Peixe é um lugar onde, para sobreviver, é preciso ter um pouco de ambição e uma tonelada de sorte. A vida neste povoado da costa norte da ilha de São Miguel, pertencente ao arquipélago dos Açores (Portugal) e com apenas 7.500 habitantes, é um metáfora da sua geografia: selvagem, esquecida, cruel e indômita. Não há recursos, mas, bom, há wi-fi. Quando a pesca de artesanal dá uma pausa, o tempo se divide entre tragadas em baseados e horas mortas à beira de um quebra-mar de concreto. Ali é o lugar onde pensar em como abandonar este pedaço de terra inerte. Mas é uma via morta. Nunca nada acontece. Por isso, no dia em que tudo aconteceu, a ilha ficou arruinada. Tudo, neste caso, é um veleiro modelo Sun Kiss 47, de 14 metros de comprimento, que naufragou na costa açoriana em junho de 2001 transportando 505,84 quilos de cocaína com uma pureza superior a 80%. Em reais, pelo câmbio de hoje, uns 150 milhões.
A memória coletiva de Rabo de Peixe apela a histórias tão disparatadas como a de mulheres empanando carapaus com cocaína, ou senhores de meia-idade vertendo colheradas de droga no café com leite.
Era um dia de mar bravo. O vento veio numa rajada, e o mastro não resistiu ao impacto. Impossível continuar a travessia, e inviável acessar o porto com um navio forrado de droga até a quilha. Num gabinete de crise apressado e com uma tripla dose de pânico, a tripulação decidiu afundar os fardos no fundo do oceano e introduzir parte do carregamento numa gruta do norte da ilha, a poucos quilômetros da vila de Rabo de Peixe.
Uma estratégia impecável, não fosse o fato de a natureza ter um espírito livre. Os pacotes, como o mastro, não resistiram à fúria do vento, e o quebra-mar virou um cemitério de pacotes de cocaína. Eles começaram a encalhar, a notícia correu, e a caça ao tesouro teve início. Encaixar as peças daquela noite escuríssima é um mistério, mas as testemunhas repetem a mesma sequência: dezenas de pessoas – de adolescentes a senhoras com bobes e grampos nos cabelos – equilibradas sobre o concreto, à espreita do material.
A polícia conseguiu apreender 400 quilos de cocaína, numa operação sem precedentes no arquipélago. Mas o resto ficou nas mãos de uma população civil castigada pela escassez e pela ignorância, e isso deformou a ilha de forma irreversível. “A polícia sustentou que o iate transportava só 500 quilos, mas isso é absurdo. O navio comportava até 3.000 quilos de cocaína, e ninguém cruza o Atlântico cobrindo um percentual tão baixo do espaço disponível. Cem quilos de cocaína, mesmo que de pureza excelente, não destroem uma geração”. Quem fala é Nuno Mendes, jornalista que foi enviado especial do jornal Público, de Lisboa, para cobrir o incidente. “O consumo de coca até então era residual e só ao alcance de jovens de classe média-alta. Um produto de luxo eventual. O problema surgiu quando seu uso se democratizou e uma população muito empobrecida começou a consumir à vontade e a traficar esse material de forma espantosa.”
Esse espanto se resume numa imagem muito recorrente: o típico copo de chope com cocaína até a boca, que era vendido nas ruas por 20.000 escudos (aproximadamente 75 reais, pelo valor atual). Ninguém sabia o preço de mercado, nem a periculosidade de uma substância dessa pureza, mas, sobretudo, havia pressa em ganhar dinheiro. As internações por overdose colapsaram os hospitais da ilha, e o caos foi tamanho que as autoridades sanitárias decidiram intervir nos meios de comunicação para advertir sobre os efeitos do consumo dessa substância. “Durante dias, dedicamos muito espaço a isto nos telejornais. Médicos em primeiro plano, com o rosto transtornado, suplicando que se pusesse fim a essa loucura. Foram semanas de pânico, terror e descontrole absoluto”, recorda a jornalista Teresa Nóbrega, então coordenadora de jornalismo do canal público RTP Açores. “Ninguém estava preparado para algo assim. A prova é que continua sendo um episódio não superado, quase 20 anos depois”, acrescenta.
📷Imagens de Antoni Quinzi facilitadas pela policial. A imagem inferior direita corresponde a sua entrada em prisão.GONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
Sempre existem pontos cegos entre a realidade e a ficção, mas a memória coletiva de Rabo de Peixe apela a histórias tão disparatadas como a de mulheres empanando carapaus com cocaína em vez de farinha, ou senhores de meia idade vertendo colheradas de pó no café com leite. A expressão é que o humor é igual à soma da tragédia mais o tempo. Embora talvez não tenha transcorrido ainda o tempo prudencial, é quase impossível não sorrir, mesmo que de tristeza.
“Nunca tivemos acesso a estatísticas reais. No começo, a prioridade era frear a loucura, depois não havia médicos suficientes. Sempre faltou interesse. Contabilizamos 20 mortes e dezenas de internações por intoxicação nas três semanas seguintes ao desembarque. Mas foram dados não oficiais que reunimos com a ajuda de médicos e pessoal sanitário”, recorda Nuno Mendes, para quem o episódio se cobriu de um halo de secretismo para que não se transformasse numa questão de Estado e, sobretudo, não repercutisse internacionalmente.
📷Cena juvenil e cotidiana em Rabo de Peixe. Estes garotos sobreviveram para contar a história. GONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
A polícia travava duas batalhas simultâneas: apreender cada grama de cocaína que ainda sobrasse na ilha e localizar o iate avariado que transportava a droga para a Europa. Depois de duas semanas de buscas exaustivas no porto de Ponta Delgada, a capital da ilha, aconteceu o milagre: a polícia encontrou um pequeno pacote na parede falsa de um iate atracado, envolvido em um papel de jornal: o nome do jornal e a data coincidiam com a embalagem de outros fardos apreendidos dias antes na praia. Os agentes detiveram o único homem que se encontrava no interior da embarcação, Antoni Quinzi, um siciliano de aspecto imponente, que não ofereceu resistência.
Sua intercessão foi crucial para o futuro da investigação e para a apreensão da cocaína que permanecia oculta. “Quando lhe contamos a ratoeira que a ilha havia virado, ele colaborou com informações importantes sobre a mercadoria que permanecia oculta na face norte”, relata João Soares, então inspetor-chefe da Polícia Judiciária. Foi ele quem deteve o italiano no iate, e duas semanas depois coordenaria a perseguição ao traficante após uma das fugas mais surrealistas – e ligeiramente ridículas – da história policial de Portugal.
Dez dias depois de ser preso, Quinzi saltou o muro do pátio da penitenciária, despediu-se da polícia com um aceno e fugiu numa Vespa que lhe esperava na estrada. Soares justifica a falha: “Uma ilha já é uma prisão. Ninguém foge de uma prisão em uma ilha”. Mas Quinzi fugiu. Seria detido duas semanas depois em um barracão no nordeste de São Miguel, com 30 gramas de cocaína e um passaporte falso. Transferido para a prisão de Coimbra, já no Portugal continental, acabou condenado a nove anos e 10 meses de prisão. Foi o único detido na operação. Ficou provado que sua principal missão era dirigir o barco da Venezuela até as Ilhas Baleares (Espanha).
Houve secretismo para que não repercutisse internacionalmente. “Contabilizamos 20 mortes e dezenas de internações por intoxicação nas três semanas seguintes ao desembarque. Mas foram dados não oficiais que reunimos com a ajuda de médicos e pessoal sanitário”, diz o jornalista português Nuno Mendes
“Era puro magnetismo. Muito alto, mãos imponentes e olhar triste. Soa a síndrome de Estocolmo, mas me dava pena. Dava a sensação de que se sentia extremamente culpado e não sabia como ajudar.” Catia Benedetti é professora de italiano na Universidade dos Açores e foi intérprete de Quinzi durante os interrogatórios e o julgamento, ocorridos em Ponta Delgada. O homem ainda é uma espécie de lenda na ilha. Todos o conhecem, mas ninguém nunca o viu. Hoje em dia, a pureza da droga ainda se mede segundo os parâmetros “do italiano”. Esse é a unidade métrica que se utiliza para determinar a qualidade da cocaína nos Açores, e a prova empírica de que a ferida, 17 anos depois, não está curada.
Um serviço ambulante de atendimento a dependentes percorre semanalmente São Miguel para distribuir metadona aos heroinômanos. E, apesar de este parecer ser um problema diferente do relatado acima, um está na origem do outro. “A pureza da cocaína produziu um efeito catastrófico. O efeito da droga era tão feroz que as pessoas começaram a consumir heroína para conseguir dormir.” Assim Suzete Frias, então diretora da Casa de Saúde de Ponta Delgada, resume esse drama social. Surgiu então um problema novo na ilha: a dependência em drogas. “Os filhos de classe média-alta se internaram em clínicas de desintoxicação no continente; a classe operária procurou a heroína.” Apesar de tudo, o ruído nunca foi excessivo. A tragédia foi como um pomposo – mas discreto – elefante na sala.
📷Paisagem característica da zona norte da Ilha de São Miguel dos Açores, onde o barco se escondeuGONZALO TRUJILLO/ALBERTO VAN STOKKUM
Os Açores ficam no meio do oceano Atlântico, 1.400 quilômetros a oeste de Lisboa, e da terra firme é muito difícil escutar os bramidos desse elefante de ressaca, que há mais de 15 anos ataca tudo o que aparece na sua frente. Você acha que tudo seria diferente se tivesse ocorrido na Europa, Suzete? “Nada disto teria acontecido.”
As autoras desta reportagem, Rebeca Queimaliños (Pontevedra, 1982) e Macarena Lozano (Granada, 1982) estão em pleno processo de realização de um documentário sobre o tema. Fizeram várias viagens à região e já gravaram boa parte (ver trailer).
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e o PAN nada diz quanto a esta cambalhota?

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Aguardo a tomada de posição dos dirigentes do PAN/Açores suscitada pela resposta que o Sr. Pe. Ricardo Tavares enviou ao promotor da petição que por aí circula visando o cancelamento da sua nomeação para Director Regional da Cultura e que passo a transcrever na íntegra:
“Boa tarde, Sr. Filipe — Como já lhe referi, a minha opinião é pessoal e não passa disso. A partir do momento que sou nomeado Diretor Regional da Cultura, meto de lado as minhas opiniões e trabalho ao serviço das tradições culturais da Região, qualquer que ela seja. Pode esperar de mim respeito e apoio efectivo a todas as manifestações da Ilha Terceira, até porque a tauromaquia contribui em boa medida para a economia da Ilha. Se tem amor e respeito pela verdade, não deve esconder esta minha visão. Com os melhores cumprimentos, Ricardo Tavares”.
Que grande cambalhota!
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“Enquanto eu for pároco, não haverá lugar para violência contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque, enquanto houver maus-tratos contra animais, haverá sempre violência contra pessoas.”
Estas foram as palavras do Padre Ricardo Tavares, o Pároco dos Fenais da Luz do concelho de Ponta Delgada, para manifestar o fim das touradas nas festas do Senhor Bom Jesus dos Aflitos.
“A tourada é uma prática sádica, na qual as pessoas se divertem à custa do medo e do pânico do toiro, além de ser uma actividade bárbara, anti-civilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma acção social ou até para o restauro da Igreja.” reforça o Padre Ricardo.
Sempre nos disseram que não se mistura a política com a fé, mas quando entramos no campo ético-moral das causas que defendemos, a fusão é inevitável.
O

PAN Açores

apoia totalmente a decisão tomada pelo Padre Ricardo, agradecendo a sua coragem do fundo do coração.

Podes consultar o texto do Padre Ricardo aqui: http://bit.ly/2hrrUa3
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subida ao Pico gelado

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Subida nocturna 4 de dezembro 2020
Subida n 2470 🍀🙏🏔😍💪👣
Obrigado grande grupo 😍😍😍💪👣🏔
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You, Ana Monteiro, Olívia Paula Câmara Arruda and 23 others
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Expresso | Entre a merda e o infinito

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Vemo-nos como consumidores de informação mas somos sobretudo doadores. Não procuramos quem nos defenda do perigo que já todos temos claro que existe ou da exploração a que estamos sujeitos. Procuramos, sim, um serviço de internet mais rápido e mais eficiente. Nunca fomos tão bovinos como agora

Source: Expresso | Entre a merda e o infinito

conversas pandémicas Mario Freitas Médico consultor (graduado) em Saúde Pública e Delegado de Saúde (Diário dos Açores de 04/12/2020)

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Conversas pandémicas XXXIV – Cordões sanitários cirúrgicos como medida de Saúde Pública
1. O artigo desta semana: Cargas virais mais altas em pacientes assintomáticos com COVID-19 podem ser a parte invisível do iceberg.
Hasanoglu, I., Korukluoglu, G., Asilturk, D. et al. no seu artigo “Higher viral loads in asymptomatic COVID-19 patients might be the invisible part of the iceberg.”, [Infection (2020), https://doi.org/10.1007/s15010-020-01548-8], demonstram que pacientes assintomáticos têm cargas virais de SARS-CoV-2 maiores do que pacientes sintomáticos e, ao contrário de outros poucos estudos na literatura, uma diminuição significativa da carga viral foi observada com o aumento da gravidade da doença. Factores associados a mau prognóstico, como baixa contagem de linfócitos, opacidade em vidro fosco bilateral na TC de tórax e idade avançada, estão significativamente correlacionados com baixa carga viral de SARS-CoV-2.
A COVID-19 é um quebra-cabeças complicado, com peças de várias cores e formas. Mais estudos virológicos e imunológicos são necessários.
2. Algumas frases que ainda lemos, e ouvimos. Em jeito de negacionismo.
2.1. “É apenas uma Gripe…”
Observando a mortalidade, estratificada para a idade, associada à infecção COVID-19 versus a da gripe sazonal, a covid19 é significativamente mais letal do que a gripe, em todas as idades acima dos 30 anos: 2,9 mais, aos 30 anos; 5,0 mais, aos 40 anos; 8,6 mais, aos 50 anos; 13,6 mais, aos 60 anos; 14,4 mais, aos 70 anos.
2.2. “A Suécia conseguiu…”
Não, a Suécia tem o maior número de mortes acumuladas, per capita (uma variável particularmente importante, para avaliação) de todos os países nórdicos. Cerca de 5 a 10 vezes maior. Finlândia, Noruega ou Dinamarca foram bem-sucedidos. A Suécia falhou.
2.3. “Os bloqueios não funcionam…”
Além de muitos artigos provando o contrário (https://www.nature.com/articles/s41586-020-2404-8, https://www.nature.com/articles/s41586-020-2405-7, https://science.sciencemag.org/content/369/6500/eabb9789, https://www.thelancet.com/…/PIIS0140-6736(20…/fulltext, https://www.medrxiv.org/con…/10.1101/2020.05.07.20092353v1, https://arxiv.org/abs/2004.06098, https://www.nber.org/papers/w27091, https://www.nber.org/papers/w26906), as respostas pandémicas – bloqueios, distanciamento social, uso de máscaras, etc. – têm sido tão eficazes na redução da propagação de doenças que a actividade da gripe permanece baixa, em ambos os hemisférios. O mapa da OMS, para a atividade da gripe, está em branco (https://www.who.int/…/2020_09_14_surveillance_update…)
3. Os cordões sanitários como medida de Saúde Pública.
Já aqui falei na epidemia de peste bubónica no Porto (1899), diagnosticada por Ricardo Jorge, na altura médico municipal, autoridade de saúde à época. Em 24.08.1899 foi estabelecido um cordão sanitário à volta do Porto, com as autoridades militares, levantado 4 meses depois (22.12.1899). O artigo “As epidemias nas notícias em Portugal: cólera, peste, tifo, gripe e varíola, 1854-1918”, de Maria Antónia Pires de Almeida (publicado em História, Ciências, Saúde – Manguinhos, vol. 21, núm. 2, abril-junio, 2014, pp. 687-708), mostra a forma como os jornais diários transcreveram todo o processo, com o objetivo de alertar os leitores para o perigo real da doença, que não foi bem aceite na cidade.
Ricardo Jorge aplicou medidas vigorosas, pois conhecia bem as condições em que a doença se desenvolvia e os grupos mais afectados: “as classes trabalhadoras, miseráveis, ou nos seus hábitos ou na casa em que residem”. Foram postas em prática medidas sanitárias de higiene pessoal (como a construção de balneários públicos) e para combate aos agentes transmissores da doença. A caça aos ratos e aos gatos fez as crianças do Porto e de Lisboa ganharem algum dinheiro: por cada rato grande entregue numa esquadra de polícia recebiam 20 réis, por cada pequeno, 10. Ao mesmo tempo suprimiram-se os comboios de recreio, as “feiras, romarias e outros ajuntamentos”, e obrigaram-se à inspeção médica todos os passageiros e empregados dos comboios, que tinham de cumprir uma quarentena de 9 dias.
Apostando na prevenção da disseminação da doença, isolando os doentes e a própria cidade, Ricardo Jorge limitou os focos de infeção. De facto, as medidas radicais postas em prática por Ricardo Jorge limitaram o contágio da doença, logo nos primeiros dias, o que contribuiu para as afirmações locais de que não se tratava de uma epidemia e que em Lisboa as autoridades centrais exageravam no que dizia respeito a esse tema.
As medidas de Saúde Pública foram motivo de grande revolta popular, com cenas de autêntica guerra civil. O presidente da câmara do Porto apresentou a sua demissão, como protesto contra o cordão sanitário, que dizia ser uma ingerência do governo central de Lisboa nos negócios da cidade. Ricardo Jorge acaba por se demitir e pede transferência para Lisboa, depois de enviar ofícios ao governador civil e à Câmara Municipal, nos quais mostra “a impossibilidade que tem em continuar, pela parte que lhe diz respeito, no combate da doença reinante, atento o desvairamento da opinião pública e da falta de concurso que todas as classes dirigentes do Porto precisam de prestar para que se estabeleça a situação sanitária da cidade”. Ricardo Jorge continua a sua carreira em Lisboa, como Inspetor-geral dos Serviços Sanitários do Reino. Trabalha na organização dos Serviços de Saúde Pública e no Regulamento Geral dos Serviços de Saúde e Beneficência Pública, que resulta (1901) na criação da Direção-Geral de Saúde e Beneficência Pública e do Instituto Central de Higiene, que em 1929 muda o nome para Instituto Ricardo Jorge.
Uma inovação importante desse período é uma máscara profilática facial, inventada pelo Dr. Afonso de Lemos, para ser usada por médicos e enfermeiros na observação e tratamento dos doentes de peste. As máscaras faciais foram mais tarde popularizadas, em 1918, durante a epidemia de gripe.
Mario Freitas
Médico consultor (graduado) em Saúde Pública e Delegado de Saúde
(Diário dos Açores de 04/12/2020) — with

Mario Freitas

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  • No futuro, nos picos da gripe sazonal, não será benéfico, como medida preventiva, o uso de máscara em locais fechados com muita gente? Será que o uso de máscara não ficará na cultura ocidental, depois da pandemia e em certas circunstâncias?
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