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Aprendam. Cogumelos para dentro e antes das eleições…

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O 05 DE OUTUBRO VISTO DO OUTRO LADO / OPINIÃO

Gente muito perigosa
Hoje é 5 de Outubro. Comemora-se o revolverismo de que falava Homem Cristo (Pai); celebra-se a Carbonária e seus dinamitistas; evocam-se os bravos regicidas de 1908, mais os matadores de polícias, mais as prisões particulares em que, de 1911 a 1915, milhares de monárquicos e católicos estiveram detidos sem mandado, sem acusação e sem julgamento; exulta-se pela carnificina do 14 de Maio de 1915, pelos assaltos das populações esfomeadas às padarias e mercearias e pela entrada, aos empurrões, de Portugal na Grande Guerra.
Hoje é dia de festividades. Festeja-se as tonsuras e medições frenológicas aos jesuítas e outros regulares; festeja-se a nomeação política dos magistrados judiciais pelo democratíssimo governo de Afonso Costa; festeja-se o encurtamento do universo eleitoral, o saque e queima de redacções de jornais e revistas da oposição, os pronunciamentos militares e o terrorismo da Legião Vermelha, bem como a camioneta da morte da Noite Sangrenta de 21 de Outubro de 1921. E, em maré de comemorativismos, porque não celebrar, também, o corte definitivo da sociedade portuguesa com a ciivilização, a ditadura dos professores primários, o triunfo de um republicanismo quase boçal, eriçado de superstições positivistas, os milhares de emigrados, as manifestações europeias pedindo a intervenção das potências num país que era comparado ao insolvente México de Pancho Vila, a bancarrota por duas vezes declarada, o regresso do presidente António José de Almeida do Brasil a bordo de um cargueiro britânico, dado o paquete português que o havia levado ao Novo Mundo haver sido confiscado ao Estado português por incumprimento do pagamento de dívidas ?
A república é, verdadeiramente, uma caixa de surpresas. Percorremos a galeria das criaturinhas e espanta-nos que tenha sobrevivido por 110 anos.
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Hoje há que lhe dar os parabéns aos portugueses, pois tal dia como hoje de 1043 o Condado Portucalense conseguia a sua independência. Foi a primeira cisão definitiva que sofreu a velha Galiza. A segunda cisão definitiva seria o 27 de Dezembro de 1067 quando Castela se convertir em Reino com o seu primeiro rei, Sancho I (II, dizem as más línguas) e consiga também a sua independência, começando com isso o seu projeto expansionista e pan-peninsular.

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Um dia memorável com o José Luís Peixoto.
Repetiria.


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Ja se sabe !

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[1] (citações do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)

Aqui vai isso:…See more

Sérgio Rezendes replied4 replies
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OUTRAS MEMÓRIAS EM
https://www.lusofonias.net/documentos/sons-e-poesia-colóquios.html
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O Expresso anuncia hoje a chegada a Portugal da escola sem professores – os “alunos” “aprendem” uns com os outros. Parece-me o corolário óbvio da cerveja sem álcool e do café sem cafeína. Enquanto as classes dirigentes colocam os filhos em colégios onde nunca falta um professor, e este tem uma formação extraordinária, e contratos para a vida, aos súbitos oferece-se uma aparência de escola. Hoje mesmo entrei numa loja onde perguntei com simpatia à Sra se havia tal produto e ela respondeu-me “não faço a mínima ideia!”. Olhei para o meu marido, a rir-me com discrição e traduzi-lhe baixinho, para ela não ouvir: “estou a borrifar-me se há ou não, não sei se vou ter emprego daqui a um mês e mesmo agora não ganho para viver, reforma nem sonho”. Trabalhadores assim des-tratados podem dispensar professores, quem sabe um dia até a escola. É claro que também dispensam clientes…
O preço que se paga aos professores (e aos médicos) é o mesmo que se paga à população que eles formam e cuidam – pouco, quase nada. O salário dos funcionários públicos está agregado à decadência do país. É baixo porque baixo é o salário geral de quem trabalha. Uns e outros alimentam um país onde as classes dirigentes têm como estratégia vender propriedades e colocar os filhos a estudar no estrangeiro em escolas onde há 1 professor para 12 alunos. A farsa está instalada. Tragam-me um chocolate sem cacau, por gentileza.
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Obrigado Tatiana Ourique, obrigado “Açoriano Oriental”!

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“Dotes” de “actor”
O antigo líder do PSD-Açores e ex-presidente do Governo Regional Mota Amaral, durante os últimos quatro anos, por várias vezes, elogiou em artigos na imprensa o actual presidente do Governo Regional e líder do PS-Açores, Vasco Cordeiro, nomeadamente quanto ao seu desempenho em instâncias europeias, em representação da Região Autónoma. Também elogiou o antigo presidente do Governo Regional e presidente honorário do PS-Açores, Carlos César. Não está em causa se foi justo ou não. O certo é que esses elogios, como é óbvio, não favoreceram o PSD-Açores. Mota Amaral também revelou-se muito satisfeito com algumas homenagens públicas que lhe prestaram autarcas socialistas. Tudo em “família”, portanto, que a democracia tem destas cortesias e amizades, embora por vezes estranhas.
Mota Amaral vem agora dizer que o actual líder do PSD-Açores, José Manuel Bolieiro, candidato a presidente do Governo Regional nas eleições legislativas regionais deste mês, “abriu o livro”, que é um grande visionário e que tem projectos fantásticos para o arquipélago, quando como presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada foi muito insuficiente. Todos o sabem!
Mota Amaral sabe muito, mas nós todos também sabemos alguma coisa. Ele sabe perfeitamente que Bolieiro não tem dimensão política nem tem condições para vencer as eleições, nem Bolieiro quer ser presidente do Governo Regional, num tempo de grave crise económica e de pandemia que não dá mostras de terminar, com todas as consequências inerentes. Boleiro está a fazer um “frete” ao seu partido e nada mais do que isso. Além disso, consta que Mota Amaral também deseja ficar para a história como o único líder do PSD-Açores que venceu eleições legislativas regionais, pelo que, sendo assim, não lhe interessa uma vitória, que não acontecerá, do PSD-Açores.
Nestas eleições o “teatro” é muito! O PS também tem feito muito “teatro”, querendo apresentar os Açores como o arquipélago das “mil maravilhas”, quando a realidade é muito diferente, nomeadamente com as dificuldades no sector da Saúde e os índices de pobreza, que ninguém pode desmentir e ignorar. Caberia ao principal partido da oposição não entrar no “teatro” eleitoral, mas, pelos vistos, todos querem mostrar “dotes” de “actor”. Que pena!