OBITO: primeiro foi a Henriqueta Costa Campos, depois a Francisca Xavier, agora é a Teresa Lino

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ADEUS, TERESA!

O grupo fundador daquilo que viria a ser o actual Departamento de Linguística (então Núcleo e depois Secção de Linguística) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa está a reduzir-se: primeiro foi a Henriqueta Costa Campos, depois a Francisca Xavier, agora é a Teresa Lino…

Incansável trabalhadora na área da Lexicografia, da Lexicologia e da Terminologia, tímida e humilde como cabe àqueles que são realmente bons, a Professora Maria Teresa Rijo da Fonseca Lino mesmo depois de aposentada continuou a trabalhar, a produzir conhecimento e a dirigir projectos como se o não fosse. Vai fazer muita falta.

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Oh give me a home – Finland has slashed homelessness; the rest of Europe is failing | Europe | The Economist

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Giving the homeless shelter is cheaper than dealing with the consequences of rough sleeping

Source: Oh give me a home – Finland has slashed homelessness; the rest of Europe is failing | Europe | The Economist

Os filhos abandonados da ONU no Haiti | Internacional | EL PAÍS Brasil

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As histórias de 265 crianças haitianas que seus pais, Capacetes Azuis (dentre eles brasileiros), deixaram para trás após manterem relações com suas mães, muitas vezes em troca de comida

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Teolinda Gersão – O título foi “António Fournier”, mas, depois, a…

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O título foi “António Fournier”, mas, depois, a pedido dele, saiu no livro Combóio com Asas, creio que com o título de Combóio do Monte.

António Fournier
Veio a minha casa falar-me de um combóio.
Era alto, jovem, um tanto encorpado, de cabelo semi-comprido aos caracóis pretos, e óculos escuros que lhe davam um ar vagamente aparentado ao da gente do cinema. Ou talvez do “show bizz”.
Poderia tocar guitarra, ser baterista de jazz, cantor, pensei olhando outra vez. Ou talvez escrevesse versos clandestinos.
Tirou o cachecol e o casaco de couro preto e sentou-se à minha frente. Trazia imagens e memórias de um combóio, que passara anos a reunir e agora ia retirando de um saco e espalhando diante de mim, como peças de um Lego.
Poderia ser qualquer coisa, pensei, excepto talvez professor da universidade de Pisa. Mais enfermeiro desse Hospital das Letras do que realmente professor, confessou. Não, não era italiano. Português, madeirense.
Aí estava a razão de um qualquer ligeiro acento, que não me parecia já madeirense, mas poderia ser de qualquer outro lugar. Acontece quando se vive muito tempo no estrangeiro, a certa altura,sem darmos conta, há um ligeiríssimo acento que se insinua.
Falava sem parar de um combóio. Desenhos, fotografias, notícias, recortes de jornal.Talvez fosse um combóio perdido na infância, ocorreu-me,sem perceber por que razão ele vinha ter comigo, porque nada sei de restauro, nem de brinquedos antigos. No entanto não se tratava de um modelo à escala, mas um combóio em tamanho natural.
Nem sequer era eléctrico, mostrou-me :
Tinha uma locomotiva a vapor, de cremalheira, e as pessoas iam sentadas às janelas, a bem dizer nem eram janelas, era quase um varandim com pequenas colunas, num espaço todo aberto. Sessenta lugares sentados, tudo inaugurado na presença do Governador Civil e do Bispo, as senhoras vestidas a preceito e os cavalheiros de bigode e chapéu.
As obras tinham começado no sítio da Confeiteira. E depois tinha vindo num navio dinamarquês, o Concorde, o primeiro material rolante. Em 1893.
(Tratava-se portanto não da infância dele, verifiquei, mas de uma infância anterior e colectiva, das memórias da ilha.)
Tudo isso se passara no Funchal, concretamente entre o Pombal e a Levada de Santa Luzia, e depois o Atalhinho (o Monte), até ao Terreiro da Luta. Sem esquecer o Chalet Restaurante Esplanada, inaugurado em 1912, e os hoteis de luxo que surgiram depois.
Havia anos que ele procurava por todo o lado exemplares de combóios assim. Até que achara um tão parecido que poderia dizer-se primo deste, no Tirol austríaco, logo depois de Innsbruck.
Chamava-se,por conseguinte, Combóio do Monte.
(Combóio perdido procura-se, para tornar a colocar no trilho antigo.)
Mas por que razão ele fazia disso uma causa? (As pessoas das ilhas são um tanto loucas, atreitas a ideias fixas, manias, delírios, visões? Fruto do muito mar em volta, da solidão, do vento?)
Agora ele mostrava-me o desenho de um combóio com asas (com asas?) e explicava como contava obter, ou tinha já obtido, a cumplicidade da Unesco.
Mas era uma corrida contra o tempo, porque já tinham começado as guerras de interesses, a especulação imobiliária. Era aí, segundo ele, que eu podia ajudar. Na corrida contra o tempo. Viera,declaradamente, em busca de auxílio.
(Dois loucos, um jovem e uma mulher madura, correm contra o tempo. Atrás de um combóio perdido).
Olho para ele, sem saber o que pensar. De seguro, só sei que também não gosto das guerras de interesses e dos especuladores imobiliários.
– Você já se interessou antes por combóios, disse ele.Penso que bati na porta certa.
(Combóios e metros . O metro de Berlim, o metro de Lisboa ,os grandes combóios e a grande estação dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques.)
-Não posso negar, disse eu. Há combóios que fazem parte da minha vida.
– Então apoie o Comboio do Monte, atalhou ele triunfante, como se resolvesse uma equação ou demonstrasse, matematicamente, qualquer coisa. Apadrinhe, amadrinhe, o combóio do Monte.
(Apadrinhe o Comboio do Monte. As Páginas Amarelas apadrinham a Girafa. A Atlantis apadrinha o Coala, a SmithKleine a Suricata, o Creme Nívea os Leões Marinhos).
Deitou açúcar no café, tirou um biscoito e veio sentar-se no sofá, para apontar num mapa, ao lado da estação e da linha, as casas das Gibraltinas, assim chamadas porque tinham abrigado gente fugida de Gibraltar em 18 ou 19, no rescaldo da primeira Grande Guerra.
E logo depois, também em 19, contou, deu-se a explosão que vitimou o fogueiro, o maquinista e o filho do proprietário do café-hotel Golden Gate, carbonizou a Virgínia Preceito e fez voar sobre as carruagens a Maria Preceito, da qual só ficou um cesto de vime, apanhado nos escombros pelo Raul Pereira, mestre carpinteiro, que veio depois a casar com ela.
Histórias de amores como só acontecem nas ilhas.
Sem esquecer que a Mariquinhas do Raul, como passou a ser conhecida depois disso, sobreviveu porque o guarda-freio, o senhor Manuel Marques, por alcunha “o Ratinho”, lhe apagou o fogo dos vestidos, na altura da explosão.
– Sim, penso que também vou embarcar nessa, concordei, deixando-me levar pelas histórias e apanhando o combóio em marcha, empurrado, não puxado, pela locomotiva, que ofegava ladeira acima.
Mas para baixo, em alternativa ao combóio, podia-se descer em grande velocidade nos cestos, que duram até hoje mas já não são tão emocionantes nem tão indecorosos como quando as senhoras neles se sentavam, com saias até aos pés e de sombrinha.
Nessa altura era possível ver-se de relance um tornozelo ou até parte da perna, mais acima.A mãe de Fernando Pessoa quase teve um acidente ao descer no cesto de um passeio ao Monte. Em cuja igreja, convém saber, está sepultado um imperador do finado império austro-húngaro (para que conste: Carlos de Habsburgo, marido de Zita de Bourbon e Parma).
No entanto havia gente que não esperava pelo combóio nem pelos cestos para descer do Monte, sentava-se numa pedra polida e deslizava a grande velocidade sobre os carris, encosta abaixo. O que enfurecia a Companhia, porque além do desgaste podia deixar pedaços de pedra nos carris e perturbar a marcha.
O Monte era a Sintra da ilha, ao lado da Camacha ou do Santo da Serra. Os jornais anunciavam a partida ou o regresso das famílias gradas, saídas do Funchal para o Monte, a veraneio.
Depois o combóio acabou (trata-se apenas, naturalmente, da sua história muito abreviada). O último exemplar foi comprado por um homem do Porto, que se deslocou expressamente ao Funchal para o leilão. Houve pedaços dos carris postos a reforçar estruturas de prédios ,tudo se desfez para sucata e foi uma coisa triste de se ver.
Mas podia voltar-se atrás. Recuperar-se. Restaurar, reinstalar o combóio do Monte. Bastava um punhado de gente a empurrar com força, diz ele dobrando jornais, fotografias, desenhos e papeis e metendo tudo outra vez no saco.
Tem às vezes um riso nervoso. Como o de Mozart no filme de Forman. Lê-me alguns versos de um poema de Herberto Helder e fala-me de uma casa de José Barrias.Também os quer ligar ao projecto, a Helder e Barrias. Entre outros.Vai-nos prendendo a todos, numa mesma corda.
(A Corda, ocorre-me.O filme de Hitchcock. Por alguma razão imaginei logo que ele poderia estar ligado ao cinema. Era um filme que ele estava a fazer connosco, sem sabermos. Prendia-nos com uma corda, que ele ia puxando. Éramos nós o combóio, ligados uns aos outros como carruagens. Ele era a locomotiva.)
Ao contrário de Hitchcock, não é a nossa morte que ele quer. Mas está a montar uma cena, o filme é uma encenação e um espectáculo. A certa altura a cortina sobe e o combóio começa outra vez a subir o Monte. De repente fica muito visível,nos recortes de jornais, como num teatrinho de papel.
– Está bem,digo. Pode contar comigo.
Pergunta se pode fotografar-me. Para o seu arquivo pessoal.
Digo que sim (não tenho razões para dizer que não) e volto-me para a objectiva. (Ele está portanto finalmente atrás de uma câmara,o que não me surpreende).
Fui contagiada pela loucura dele, concluo enquanto se despede. Aceitei tudo, até o desenho de um comboio com asas. Mas não vejo nisso nenhum mal. Sonhos e loucuras combinam bem comigo.

Teolinda Gersão

Presépio recorda antigas casas da Maia

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André Silveira shared a link to the group: Açores Global.
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No posto de turismo da Maia, em São Miguel, há um presépio que … Publicado há 43 minutos

RTP.PT
No posto de turismo da Maia, em São Miguel, há um presépio que … Publicado há 43 minutos

Por que os psicopatas chegaram ao poder – Outras Palavras

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Há uma dimensão pouco examinada no avanço das lógicas neoliberais. Um sistema que estimula competição, disputa e rivalismo produzirá “líderes” brutais e sem empatia. Eleger gente generosa e sensível requer uma nova democracia

Source: Por que os psicopatas chegaram ao poder – Outras Palavras

Scientists explain Michael Jackson’s ‘impossible’ antigravity tilt – Big Think

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How did Michael Jackson accomplish the famous antigravity tilt? Three neurosurgeons (and MJ fans) dissect the dynamics.

Source: Scientists explain Michael Jackson’s ‘impossible’ antigravity tilt – Big Think

QUE O SNS NUNCA NOS FALHE

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Ana Monteiro and Maria Miranda Lawrence shared a post.
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Mafalda Anjos is with Rui Anjos.

Véspera de natal, toca o telefone. Era preciso ir aos Açores tentar salvar um bebé acabado de nascer, que se não fosse rapidamente operado ao coração não sobreviveria. O que faz um médico cardiologista pediátrico que se prepara para passar a consoada com a família, em Sintra? Larga tudo, mete-se no Falcon de emergência e vai. Parece óbvio, mas não é. Tantos anos depois de já não ser “novidade”, tanto meninos tirados de perigo, é mesmo preciso ter sentido de dever apurado e colocar o outro sempre em primeiro lugar.
O menino Jesus que nasceu de coração fraco teve direito a toque de varinha mágica, manjedoura especial e está fora de perigo. E eu tenho para mim que foi tudo graças a um certo anjo enviado para o salvar.
Ele dirá que é o seu trabalho, e que além dele há tantos colegas médicos, enfermeiros e auxiliares a fazer o mesmo todos os dias no Sistema Nacional de Saúde. Ele tem razão… Mas este é o meu tio Rui Anjos e nós na família, habituados a esta abnegação e dedicação total que se traduzem em faltas de comparência, ausências e atrasos múltiplos, não podemos ficar mais orgulhosos dele e da missão para a qual nasceu: salvar vidas.
(Créditos das fotos: Força Aérea Portuguesa)

desmitificando os cruzeiros…These cruise photos that guests took will make people think twice | EternalLifestyle

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Cruises look like they are a lot of fun. You get to board in a sunny destination like Miami, Florida and then head out to some islands in the Bahamas for some sun-soaked adventures. Or, you can get on a river cruise in Europe and stop off at historical towns up and down some very […]

Source: These cruise photos that guests took will make people think twice | EternalLifestyle

o “nosso” Álamo finalmente homenageado na Terceira

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em 2013-14 a AICL prestou-lhe várias homenagens nos seus colóquios

CADERNO DE ESTUDOS AÇORIANOS # 5

https://www.lusofonias.net/acorianidade/cadernos-acorianos-suplementos/cadernos/caderno-05-alamo-oliveira/download.html

SUPLEMENTO DOS CADERNOS DE ESTUDOS AÇORIANOS #5

https://www.lusofonias.net/acorianidade/cadernos-acorianos-suplementos/cadernos/caderno-05-suplemento-5-alamo-oliveira/download.html

Vídeos do AUTOR:

https://www.youtube.com/watch?v=_c8fCNBi81c

https://www.youtube.com/watch?v=FEeyiakpWiQ

https://www.youtube.com/watch?v=YR4NY6_2Fo4

http://www.youtube.com/watch?v=yg5KN9d0IX4

https://www.youtube.com/watch?v=Mz-IULWc5Ig

vídeo homenagem completa 2013

https://www.youtube.com/watch?v=xz2zjuKV9gU&t=0s&list=PLwjUyRyOUwOKyMkaiepZif1C_4tvtkeRI&index=104

Vídeo homenagem Seia 2013

https://www.lusofonias.net/acorianidade/2027-homenagem-aicl2-a-alamo-oliveira-2.html

VÍDEO HOMENAGEM AICL AO AUTOR-2 COLÓQUIO SEIA versão ESTH-IPG

https://www.lusofonias.net/acorianidade/689-video-homenagem-alamo-oliveira.html

É SÓCIO DA AICL.

PARTICIPOU NO 18º COLÓQUIO (GALIZA 2012), 19º MAIA (AÇORES) 2013, 20º SEIA 2013, 21º MOINHOS DE PORTO FORMOSO (AÇORES) 2014, 25º GRACIOSA 2015, 27º BELMONTE 2017, 30º MADALENA DO PICO 2018, 32º graciosa 2019

Filomeno Moreira to Açores Global
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EXPOSIÇÃO E VÁRIAS ATIVIDADES ASSINALAM O 75.º ANIVERSÁRIO DO ESCRITOR TERCEIRENSE

Álamo Oliveira homenageado pela biblioteca pública de Angra

O escritor terceirense Álamo Oliveira celebra 75 anos, em 2020, e a Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, de Angra do Heroísmo, homenageia-o com uma exposição e várias iniciativas, entre maio e setembro.

“A ideia surgiu para prestar homenagem como escritor açoriano, mas também património do mundo e, ao mesmo tempo, um homem que tem um talento artístico dividido por áreas muito diversas, pela pintura, pela poesia, pela prosa, pelo teatro… A ideia é efetivamente celebrar o escritor terceirense que tem dado um contributo inestimável para a literatura mundial, para a projeção da literatura açoriana no mundo”, adiantou, em declarações a DI, a diretora da biblioteca pública de Angra do Heroísmo, Cláudia Cardoso.
Natural da freguesia do Raminho, Álamo Oliveira celebra 75 anos no dia 02 de maio, data em que deverá ser inaugurada a exposição, com a presença do escritor micaelense João de Melo.
O autor de “Já não gosto de chocolates”, “Até hoje, memórias de cão”, “Solidão da Casa do Regalo” e muitos outros vai colaborar na organização das diversas iniciativas, que se estenderão durante cinco meses.
“O curador será o próprio escritor. Ele será parceiro da biblioteca na organização da exposição”, revelou a diretora da biblioteca.
Segundo Cláudia Cardoso, o objetivo é homenagear o escritor em vida, ao contrário do que é muitas vezes a regra.
“Normalmente, fazem-se exposições evocativas sobre escritores que já não estão entre nós e a ideia da biblioteca é celebrar alguém que está vivo, que está connosco”, sublinhou.
Poesia, música teatro
Para além da exposição, que integrará diferentes painéis referentes às diversas vertentes da obra de Álamo Oliveira, será organizada uma mostra com caricaturas e retratos de várias personalidades sobre o escritor.
Estão também previstas palestras com convidados ainda a confirmar dos Açores, do continente e da diáspora, onde o escritor é “muito lido”, segundo Cláudia Cardoso.
A programação inclui ainda um serão de poesia e um concerto com poemas musicados de Álamo Oliveira.
A biblioteca está também em contacto com o grupo de teatro Alpendre para que seja levada à cena uma das peças do escritor, “que foi encenador muitos anos e um dos mentores deste grupo de teatro”.
Segundo Cláudia Cardoso, haverá igualmente uma parceria entre a Biblioteca Luís da Silva Ribeiro e a Biblioteca Álamo Oliveira, do Raminho, com um intercâmbio de atividades.
Autor de poesia, ficção, teatro, ensaios e contos, Álamo Oliveira já editou cerca de 40 obras e tem livros traduzidos em inglês, japonês, francês, espanhol, italiano, esloveno e croata.
Recebeu a Insígnia Autonómica de Reconhecimento da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e o Grau de Comendador da Ordem de Mérito da Presidência da República.
in, Diário Insular, 28 de Dezembro / 2019
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NOVA SOCIEDADE DE ZOMBIES

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//SOLTAS SOBRE OS ECRÃS//
A meu ver, uma revolução de costumes considera-se concluída com sucesso quando os novos hábitos são interiorizados com caráter de vinculatividade.
Volta e meia e digo a amigos: – se eu visse tudo o que me mandam ou publicam nas redes sociais, se respondesse a todas as mensagens, comentários e afins, não teria sequer tempo para dormir, quanto mais viver coisas como dançar, apreciar paisagens, conduzir em estradas nacionais ou conversar com amigos… – Por vezes gosto de provocar e responder, como se fosse uma coisa óbvia – eh pá, não vi. – Só que não. As pessoas têm a expectativa que vemos tudo o que se põe e envia virtualmente…

O pior disto é que as pessoas já assumem que uma mensagem via telemóvel é, deve ser respondida quase em simultâneo. Há uma expectativa de disponibilidade que nos põe a todos a ferro e fogo. Ai põe, põe… Basta andar uns dias mais fora do mundo virtual que logo vem a mensagem: “andas desaparecido”. Inverteu-se a coisa: ficar fora do virtual é desaparecer…Dá que pensar, sobretudo porque os convites para um simples café ou passeio ficam sempre pendentes…Nunca há tempo!
Nota: o meu restaurante favorito é o da TiLurdes, não só pela comida, mas porque não há rede lá dentro!

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