Tertúlia 24 Saudades dos colóquios — Sábado 27 fev

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Tertúlia 24 Saudades dos colóquios – Sábado 27 fev 2021 (18h00 AZOST)

Mª de Lourdes Crispim, Mª Luísa Timóteo, Rafael Fraga – modera Chrys C

onde se fala de dicionários medievais, da persistência portuguesa nos habitantes de Malaca e da diáspora de um músico açoriano nos Países Baixos e seu regresso às origens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRANSMISSÃO EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

Os convidados e moderador (LIMITE 6 PESSOAS) usam o link …. https://streamyard.com/taseq2x44c

(os restantes podem assistir em https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/ e fazer perguntas por escrito)

todas as anteriores em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou

1 Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355/

2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266/

3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação) /https://www.facebook.com/709027249122704/videos/634964720788883

  1. Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202/
  2. Maria João Ruivo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/
  3. Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870/
  4. 7. José Luís Peixoto https://www.facebook.com/709027249122704/videos/1764308467071226
  5. Joaquim Feliciano da Costa https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/849325455889894/
  6. Richard Zimler https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2732501230349325/
  7. Luís Filipe Sarmento https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1445657988958848/
  8. Sérgio Ávila https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403949154326004/
  9. 12. Pedro P Câmara, Carolina Cordeiro e Diana Zimbron https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/381656222885298/
  10. Rui Faria, Ass. Emigrantes Dos Açores https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/386228869258060/

14 Eduardo Bettencourt Pinto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/750572025644373/

15 Manuela Marujo, Vera Duarte Pina, Hilarino Da Luz https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/673185173569248

  1. Vamberto Freitas https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/3161772613922562

17 Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/719736351982197/

18 Vilca Merízio, Sérgio Prosdócimo, Isabel Rei https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/310243923745297/

  1. 19. João Pedro Porto, Aníbal Pires https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/443617727008943/

20 (Galiza 1) Alexandre Banhos, Antº Gil Hernández, Maria Dovigo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403745814229515/

  1. J Carlos Teixeira e Manuela Marujo (Canadá), Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/326481121980177/
  2. Luís Gaivão, Raul Leal Gaião, Moisés de Lemos Martins https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/413672006400364/

23 – João Paulo Constância, Perpétua Santos Silva, Rolf Kemmler, https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1169121863503417/

Cada convidado dispõe de 20’ havendo 20’ de debate

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tertúlias dos colóquios

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SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS INDIVIDUAIS / DE GRUPO “Criatividade Confinada” – “O autor pelo Próprio”

  • Sábado 27 fev 2021 (18h00 AZOST) -, Maria de Lourdes Crispim, Maria Luísa Timóteo, Rafael Fraga – modera Chrys ou Helena C

25- Sábado, 06 mar 2021 (18h00 AZOST) — Susana Antunes, Diniz Borges, Conceição Andrade modera Carolina Cordeiro 3 sessões em conjunto com a Ass Daniel de Sá (16.00 Assis Brasil, Chrys Chrystello, Lélia Nunes modera Telmo Nunes; 19.15 Onésimo T Almeida, João de Melo e Joel Neto modera Roberto Rodrigues)

  • Sábado, 13 mar 2021 (18h00 AZOST) . Alexandre Borges, Leonor Sampaio Silva, Victor Rui Dores –modera Almeida Maia
  • Sábado, 20 mar 2021 16h00 AZOST) assembleia-geral da AICL

(18h00 AZOST) Concha Rousia, Antia Cortiças Leira, Artur Novelhe (Galiza) – modera Maria Dovigo

  • Sábado, 27 mar 2021 (18h00 AZOST) – Madalena San-Bento, Barbara Juršic, Ivo Machado – modera
  • Sábado, 3 abril 2021 (18h00 AZOST) – Leonardo Sousa, Diogo Ourique, xxxxx – falta moderador

  • Sábado, 10 abril 2021 (18h00 AZOST) – não há tertúlia mas há 33º colóquio em Belmonte 9 e 10 abril

  • Sábado, 17 abril 2021 (18h00 AZOST) – Luís Takas Cardoso, Ângelo Ferreira, Teresa Sousa Almeida (Timor) modera Chrys

  • – Sábado, 24 abril 2021 (18h00 AZOST) – Francisco Madruga, Luís Fagundes Duarte,– falta moderador

    – Sábado, 1 maio 2021 (18h00 AZOST) – Carlos Bessa, Renata Correia Botelho, Manuel Jorge Lobão – falta moderador

    • Sábado, 8 maio 2021 (18h00 AZOST) Mª Luísa Soares, Helena Chrystello, Malvina Sousa, Onésimo T Almeida modera Chrys C

    • Sábado, 15 maio 2021 (18h00 AZOST) Jorge Cunha, José de Almeida Mello, Alda Batista – falta moderador

    • Sábado, 22 maio 2021 (18h00 AZOST) Joel Neto, Nuno Costa Santos, Vasco Pereira da Costa, Virgílio Vieira – falta moderador

    • Sábado, 29 maio 2021 (18h00 AZOST) Rosa Simas, Graça Castanho, Célia C Cordeiro – falta moderador

    • Sábado 5 junho 2021 (18h00 AZOST) Rafael e César Carvalho, Carolina Constância, modera Carolina Cordeiro

    A AMARELO AGUARDAMOS CONFIRMAÇÃO

    Ana Maria Franco Botelho,

    Paula Sousa Lima,

    Eduardo Ferraz da Rosa

    Há a hipótese de escolher DENTRE ESTES ASSOCIADOS novas sessões entre o colóquio de Belmonte e o de Ponta Delgada

    José António Salcedo

    Afonso Teixeira Filho

    Antonio Callixto

    ESTUDA-SE AINDA UMA SESSÃO ESPECIAL DE GENEALOGIA

    todas as tertúlias anteriores,

    descarregar o vídeo em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

    se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

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    A derrocada nos Jerónimos – Paixão por Lisboa

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    Source: A derrocada nos Jerónimos – Paixão por Lisboa

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    Doca sem cotovelo por oito milhões – O que escrevi, escrevi

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    Navios de cruzeiro com 300 metros poderão vir a atracar na Horta

    Source: Doca sem cotovelo por oito milhões – O que escrevi, escrevi

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    URBANO BETTENCOURT

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    Urbano Bettencourt

    is with

    Vítor Teves

    .

    VITOR TEVES, caderno 2021
    E no meio da pandemia chegam gestos de amizade que me deixam surpreso e comovido também.
    O Vítor Teves pegou no meu longo poema «Exercício de socorro a náufragos (tranquilos ou não) depois de falhar a respiração boca a boca» e tratou-o graficamente, por aproximação «aos falsos mármores das igrejas e a Cézanne e Günther Förg».
    Que tenha chegado sem que o carteiro dobrasse o caderno para o introduzir na caixa do correio é outro grande motivo de contentamento.
    Um grande abraço ao Vítor, a norte da ilha, agora tão longe do sul.
    (A digitalização, muito parcial, – apenas 5 das 13 páginas – não faz justiça ao original.)
    +3
    You, Aníbal C. Pires, Pedro Paulo Camara and 20 others
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    PDL CANIL DE ABATE ZERO

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    Paulo Melo

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    Município de Ponta Delgada tem canil de abate zero desde janeiro de 2018 - Jornal Açores 9
    JORNALACORES9.PT
    Município de Ponta Delgada tem canil de abate zero desde janeiro de 2018 – Jornal Açores 9
    O processo começou em 2015 com um protocol
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    MADEIRA ABRE A TURISTAS

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    Lubélia Duarte

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    A Madeira já abriu totalmente a turistas com certificado de vacinação
    PUBLICO.PT
    A Madeira já abriu totalmente a turistas com certificado de vacinação
    Medida abrange também quem chegar ao arquipélago com certificado atestando que já teve a doença e está recuperado. O objectivo é impulsionar o turismo, com quebras próximas dos 70%.
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    A TAP RUMO AO ABISMO?

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    , ́ ̃ …
    Celebramos os acordos com os sindicatos, sim, porque paz social é melhor do que conflito. Mas enquanto isso, a situação da TAP agrava-se todos os dias. Sou a favor da salvação, mas os primeiros meses do plano sugerem o receio maior: o de que três ou quatro mil milhões depois a empresa não se salve. Isto seria um aviso à navegação se houvesse navegação. Não há: há política. Quando entra um comandante no cockpit?
    O resgate da TAP serve para manter o hub num país dependente do turismo, mas tem de ter limite de perdas, gestão independente e privatização parcial subsequente. Só que isto já está a correr mal.
    1) A terceira vaga já estragou o ano. Depois de um prejuízo total em 2020 que terá topado os €1,1 mil milhões, o primeiro trimestre está a ser um desastre. A terceira vaga da pandemia fechou de novo as receitas e os custos dispararam, porque a TAP já não está em lay-off e a redução de salários atrasou-se. A empresa estará a perder uns três milhões por dia e os cofres estão secos. Mas o pior é que as reservas para o verão são feitas a partir de março e o país vai pagar por ter sido o “pior do mundo” na terceira vaga. Teremos mais turistas do que em 2020, mas podemos falhar a recuperação prevista, até porque há uma guerra de preços nas viagens.
    2) A paz social esconde conflitos. Os acordos são duros, há grandes cortes salariais, há recalcamentos (os pilotos da TAP continuam a ser preferidos aos da Portugália) e não será fácil motivar as equipas. Mais: se a paz social implicar que no fim os acordos de empresa regressam ao início (em número de horas de voo, de tripulantes, etc.), a empresa voltará a não ser competitiva.
    3) Bruxelas pode exigir mais. A Comissão Europeia está a demorar na análise do plano e pode exigir mais cortes (definitivos) no pessoal e menos slots: se perder capacidade nas rotas rentáveis, as transatlânticas, a TAP vira tapezinha.
    4) Gestão a menos. Além de salários, é preciso cortar nos fornecedores e leasings a um nível que não está garantido. E a empresa, que está focada nos custos, tem de virar-se para as receitas. Para isso precisa de contratar uma liderança de topo, pagando bem e dando-lhe autonomia.
    5) Política a mais. Não tem a ver com ideologia, mas com experiência e incentivos. Hoje, a empresa é gerida pelo ministro Pedro Nuno Santos, o que dará asneira se assim permanecer após a negociação com Bruxelas. Os políticos não só não sabem gerir um negócio tão complexo como têm incentivos contraditórios com os de uma gestão independente. Agora são os sindicatos, depois serão voos “de interesse nacional” e exigências “a uma empresa do Estado”, pelo meio serão contratados cunhados, etc. etc. etc. Gerir uma empresa em reestruturação é impopular, os políticos têm de sair de cena, entregar e respaldar a gestão. A Caixa foi bom exemplo, a TAP não pode ser péssimo. As pressões políticas constrangem medidas racionais e custam dinheiro, mesmo que Portugal adore o Estado e aplauda medidas erradas que passam bem na TV.
    A TAP não terá outra oportunidade, Bruxelas não permitirá ir duas vezes com o cântaro à fonte. Ou isto corre bem ou ficamos a ver aviões de uma tapezinha a queimar impostos.
    (Expresso de 26/02/2021)
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    Luis Arruda and 3 others
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    • A culpa é de quem a gere ou de quem nela trabalha?
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    aumenta a pobreza em portugal

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    A CAUSA DAS COISAS
    1,7 – milhões de portugueses chegaram a 2020 com menos de 540 euros por mês.
    2,5% – dos portugueses não conseguiram ter uma refeição de carne ou peixe a cada dois dias em 2020. Eram 2,3% em 2019, segundo o INE.
    1,5 – milhões de euros foram já dados às famílias pela Cáritas, que lança esta semana o peditório nacional online.
    Se os indicadores da privação material recentemente publicados ainda não traduzem um agravamento da situação económica das famílias em 2020 é, em grande parte, devido a medidas como a suspensão do pagamento das prestações da casa ao banco. Mas a moratória do crédito à habitação acaba no final de setembro e se até lá as famílias não conseguirem recuperar trabalho e rendimentos será impossível retomarem os pagamentos. É nessa altura que ficará à vista o impacto da pandemia nas condições de vida dos portugueses, o que exige desde já um planeamento dessa transição.
    No photo description available.
    Artur Arêde
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    TIMOR E O JULGAMENTO DO PADRE

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    Justiça, Media, Abusos e o caso de RD
    Isto não é uma notícia. É apenas um texto em jeito de pensar alto, depois de ler muitos comentários, falar com muitas pessoas e ouvir muito debate sobre este tema.
    A agenda de debate em Timor-Leste tem estado marcada nas últimas semanas pelo julgamento do ex-padre Richard Daschbach pelos crimes de abuso sexual de crianças, pornografia infantil e violência doméstica. O caso é o primeiro do tipo envolvendo um antigo membro da Igreja e que, dadas as várias questões envolvidas, com grande impacto social e até político, está a suscitar declarações intensas tanto a favor das vítimas como a favor do arguido.
    Em paralelo ao debate sobre os alegados crimes – o processo continua em segredo de justiça – têm-se gerado igualmente debates sobre aspetos tão diversos como tradição e cultura, religião e fé, manipulação ou aproveitamento político do caso, contexto judicial e o setor da justiça e o papel dos media e a sua cobertura dos antecedentes do caso e do seu atual processo. Estes debates são importantes, especialmente porque raramente houve tanta discussão pública sobre um caso na justiça timorense, ou pelo menos com tantas nuances como este. Ao mesmo tempo, é talvez a primeira vez que crimes de abusos sexuais de crianças, tristemente um dos crimes mais comuns em Timor-Leste, suscita debate tão alargado.
    Talvez seja importante lembrar que desde a primeira hora, e isso viu-se com as organizações que apoiaram as vítimas e com os jornalistas, mexer nestes assuntos suscita sempre opiniões viscerais de alguns. Jornalistas e organizações de apoio a vítimas foram insultadas, atacadas e criticadas, incluindo por um polémico relatório feito pelo ex-responsável da Comissão de Justiça e Paz, entretanto afastado do cargo, que motivou um pedido de desculpa da Arquidiocese de Díli. Eventualmente, o autor deste relatório poderá ter incorrido numa violação do segredo de justiça do processo, passível de punição criminal no Código Penal timorense. O Vaticano, através do representante máximo em Timor-Leste, e a Igreja Católica em Timor-Leste, já deixaram claro que para a Igreja, RD é culpado. Foi investigado e foi condenado. É hoje um leigo, pelo que continuar a usar as expressões ‘amo’ ou ‘padre’ é errado.
    Houve sempre duas trincheiras neste debate. De um lado os dificilmente convencidos da culpabilidade de RD e que o continuam a defender publicamente, dando-o como inocente e do outro os que se colocam do lado das vítimas e já dão RD como culpado. É normal em questões tão fraturantes como estas. E porventura, dificilmente qualquer argumento, mesmo depois de uma sentença do Tribunal – vá ela em que direção for – levará qualquer dos dois campos deste debate a mudar de opinião. Isso nota-se, aliás, pelo facto de a decisão do Vaticano de considerar RD culpado – tendo em conta até a sua confissão, levando à sua expulsão do sacerdócio – continuar a ser ignorada por muitos dos que apoiam RD.
    Tratar temas como este nos media é sempre um processo complexo e que exige o máximo rigor, ética e deontologia. Há menores envolvidos, uma figura que é respeitada por um setor da sociedade e a presença pública de um líder histórico. Além disso, dada a natureza dos crimes, é essencial garantir que os direitos do arguido são cumpridos, mas ao mesmo tempo que as vítimas são protegidas, apoiadas e que podem depor sem qualquer pressão ou intimidação, seja ela direta ou velada, feita no tribunal ou através dos media.
    Os media
    Importa relembrar que este caso surgiu nos media antes de entrar no processo de justiça formal e quando já estava a decorrer a investigação pelo Vaticano. O Tempo Timor foi o primeiro jornal a noticiar o caso, seguindo-se depois a Lusa. Publicações como o Néon Metin juntaram-se mais tarde e tem havido alguns artigos esporádicos em jornais como o Timor Post. Porém, em grande medida, o assunto tem sido praticamente ignorado por vários OCS timorenses, incluindo – e não se percebe bem porquê – a agência nacional que noticiou a visita de Xanana Gusmão, de uma forma já fortemente condenada pelo Conselho de Imprensa, mas não escreveu nada sobre o julgamento. Nem sequer publicou os comentários ou críticas do CI, órgão do Estado, à sua cobertura.
    Naturalmente, num caso como este em que a opinião pública está dividida e entrincheirada, a cobertura jornalística tem que ser particularmente cuidada, procurando focar-se o mais possível nos factos e evitando ao máximo a manipulação que as partes podem tentar fazer. As palavras, expressões, informações e demais usadas devem ser particularmente ponderadas e cuidadas.
    Um dos debates que tem surgido é sobre se há ou não notícias a mais sobre o caso e sobre o impacto que isso pode ter no processo, nas vítimas ou até no arguido. A cobertura noticiosa, qualquer ela, afeta necessariamente a opinião. Mas isso não depende exclusivamente do jornalista ou sequer da notícia. Muitos estão já pré-condicionados e olham para as notícias com os seus próprios filtros de condenação ou aplauso. Há que exigir responsabilidade aos media mas os jornalistas não podem ser constantemente responsabilizados, um pouco na base do ‘shoot the messenger’ simplesmente porque não gostam das notícias ou do seu conteúdo.
    A ideia de que os jornalistas podem condicionar o processo é sempre debatível, mas para isso teríamos que questionar a imparcialidade do sistema de justiça e considerar que os juízes, neste caso um coletivo, vão ser condicionados pelas notícias e não pela substância do processo. Pensar que jornalistas ou notícias condicionam tribunais é passar um atestado de incompetência ao sistema judicial, um pilar essencial do Estado. E muito menos se pode achar que mesmo que esse condicionalismo possa existir que isso deve levar os jornalistas a deixar de reportar o caso, o seu contexto ou demais. O jornalista é responsável pelo que escreve, como escreve e em que se baseia para o escrever. Não pode ser responsabilizado por eventuais condicionalismos a que juízes se sintam obrigados por causa das suas notícias.
    Sobre o impacto no arguido ou nas vítimas, o mesmo argumento. O arguido tem direito à presunção de inocência, no que toca ao processo judicial em curso, mas também se deve recordar sempre que já foi condenado por um tribunal da Igreja. Isso é dar a informação de forma equilibrada. E quanto à ideia de que as notícias causam dano às vítimas, parece ser um argumento perigoso, uma quase tentativa de silenciar um assunto que é particularmente prevalente no país. Não são as notícias que fazem dano às vítimas. As vítimas sofrem não porque se fala do abuso que sofreram, mas porque esse abuso aconteceu, porque algumas pessoas adultas não as protegeram como deviam e permitiram que esse abuso, que conheciam continuasse e porque a sociedade em si e o Estado em particular continua a ser lento, moroso e nem sempre eficaz na sua proteção e em fazer justiça. É mais que evidente que abuso de crianças e violência contra mulheres é demasiado comum em Timor-Leste. É um assunto de que toda a sociedade fala em quase segredo e que toda a sociedade reconhece. Mas sobre o qual se continua a falar pouco abertamente. Pelo menos até agora.
    Além disso, na maioria dos outros países, um caso como este teria tido uma cobertura muito mais intensa e exaustiva, com declarações de alegadas vitimas, filmagens regulares no orfanato, tentativa de entrevista a outros adultos empregues o Topu Honis sobre se sabiam ou não dos alegados abusos, etc, etc, etc. É comum em muitos países, haver violações de segredo de justiça e uma cobertura muito mais sensacionalista de casos como este. Em Timor-Leste isso não tem ocorrido.
    Outro debate importante em torno a este caso reside no facto do arguido ter sido visitado, já depois do caso ser conhecido – e mais recentemente durante os primeiros passos do julgamento em si – por dois líderes históricos do país. Taur Matan Ruak justificou a visita explicando depois que se tratou de um caso de ‘respeito’ e não de condicionar o processo. Ainda que tenha pedido à SVC para deixar RD regressar a Oecusse, onde os alegados crimes foram cometidos.
    No outro caso, o de Xanana Gusmão, não há até agora qualquer declarção pública sobre a motivação do seu apoio a RD, apesar de a Lusa – e eventualmente outros jornalistas – pedirem comentários sobre isso. A visita de XG feita a casa de RD foi transformada num ato público, com convite a alguns jornalistas para filmarem e a distribuição de um comunicado de imprensa. Isso transformou a visita num ato não privado, mas sim num ato público e eventualmente político – dada a importância política de XG no país. O facto de XG ter acompanhado RD a Oecusse, de ambos terem ficado alojados no mesmo hotel, viajado em alguns casos na mesma coluna de veículos e de esses momentos serem acompanhados e noticiados por jornalistas que estiveram ‘integrados’ na comitiva, tornam essas ações igualmente públicas.
    Outro debate importante tem a ver com o dever de não publicidade do julgamento inerente ao facto do coletivo de juízes ter determinado que o julgamento tinha que decorrer à porta fechada. Penso que importa aqui distinguir duas questões, o que ocorre dentro do tribunal, no âmbito do julgamento, e o que ocorre fora do Tribunal e que não se refere a detalhes do que ocorreu dentro. Na prática trata-se de distinguir entre quem é o dono da informação em cada caso.
    Importa consultar os dois artigos relevantes do Código Penal, 74 e 76, sobre segredo de justiça e limitação de publicidade, que impedem divulgar dados do processo em si e divulgar dados do julgamento em si. Nenhum destes artigos prevê a proibição total a que qualquer dos intervenientes do processo falem do caso, desde que o que digam não se refira a nada que tenha ocorrido no tribunal. É uma questão talvez complicada de explicar e debater, mas uma nuance importante
    Exemplo: uma declaração feita no tribunal por qualquer das partes, pelo arguido ou por alegadas vítimas ou testemunhas é ‘do tribunal’, ou seja, é informação que pertence ao julgamento em si e, como tal, sujeita à limitação de publicidade e segredo de justiça previstos no Código do Processo Criminal.
    Mas o arguido pode, mesmo no decurso do julgamento, fazer uma declaração aos jornalistas a dizer que fez ou não fez os atos de que é acusado. E as vítimas, ao mesmo tempo, também são donas da informação sobre os seus abusos. Do tribunal é apenas o que está registado em ata. Do arguidos e vítimas é a informação sobre o que aconteceu.
    Exemplo: o arguido pode vir dizer, ‘eu sou inocente’ ou ‘eu sou culpado’, mas não pode dizer o que disse no tribunal ou que a defesa ou o MP lhe perguntaram isto ou aquilo. As vítimas podem dizer ‘eu fui alvo de abuso’, mas não podem dar detalhes do testemunho que fizeram na sala de audiência. Também os advogados podem fazer comentários sobre o caso, mas sem referirem nada processual ou de substância que tenha sido discutido ou deliberado ou apresentado no tribunal.
    Ainda mais claro é o que ocorre com declarações que qualquer das partes tenha feito antes do julgamento começar. Essas declarações existem, não foram alvo de qualquer providência cautelar ou limitação do tribunal e, por isso, podem continuar a ser publicadas, partilhadas ou noticiadas. Considerar que não podem ser agora novamente divulgadas, depois do julgamento começar, não tem qualquer fundamentação já que, no momento em que foram proferidas, o dono da informação era apenas – e continua a ser – a pessoa em causa.
    Se calhar há mais para dizer. E, naturalmente, haverá coisas com que não concordam. Digam de vossa justiça.
    Abaixo estão os dos artigos do Código Penal que referi
    Artigo 74.º
    Segredo de justiça
    1. Todos os participantes processuais e quaisquer pessoas que, por qualquer título, tomarem contacto com o processo e conhecimento, total ou parcial, do seu conteúdo, ficam impedidos de o divulgar.
    2. É proibido a qualquer pessoa assistir à prática de ato processual a que não tenha o direito ou o dever de assistir, ou, por qualquer outra forma, tomar conhecimento do conteúdo do ato processual.
    Artigo 76.º
    Limitação da publicidade
    1. Excecionalmente, o tribunal pode restringir, parcial ou totalmente, a publicidade do ato processual público, desde que as circunstâncias concretas do caso o aconselhem, como forma de preservar outros valores, nomeadamente a moral pública e a dignidade humana.
    2. A exclusão da publicidade nunca abrange a leitura da sentença ou do acórdão.
    3. Não implica restrição da publicidade a decisão do tribunal de impedir a assistência de algumas pessoas a todo ou a parte do ato processual, nomeadamente, como forma de sancionar comportamentos incorretos ou de garantir a segurança do local em que se realiza o ato e das pessoas que nele participam.
    4. O tribunal também pode proibir a presença de menores de 18 anos de idade sem que isso represente restrição da publicidade.
    5. Em caso de processo por crime sexual que tenha por ofendido um menor de 18 anos, os atos processuais decorrem em regra com exclusão da publicidade.
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    You, Joao Paulo Esperanca, Rosa Horta Carrascalao and 46 others
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    • Antonio Sampaio

      , estava a ler o teu texto e a lembrar-me do que foi o circo mediático em torno do processo Casa Pia, por exemplo. É complexo, sim, mas também pode ajudar a crescer, ajudar a separar o que é jornalismo do que não é.

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    Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos | Comentários fechados em TIMOR E O JULGAMENTO DO PADRE

    será por causa dos políticos que os abutres não entram em portugal?

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    O ESTRANHO CASO
    DOS ABUTRES QUE NUNCA ENTRAM EM PORTUGAL
    O que nos diz o El Pais:
    “Naturalmente, os pássaros não entendem de fronteiras, mas entendem de comida e em Portugal não há. A diferença não está no clima, na topografia ou nos ecossistemas, mas nas diferentes políticas de saúde dos países vizinhos: enquanto em Espanha as carcaças do gado permanecem no campo, o governo português exige a recolha imediata das carcaças para sepultamento ou cremação.”
    Smart vultures never, ever cross the Spain-Portugal border. Why?
    BIGTHINK.COM
    Smart vultures never, ever cross the Spain-Portugal border. Why?
    The first rule of Vulture Club: stay out of Portugal.
    Artur Arêde and 55 others
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    Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos | Comentários fechados em será por causa dos políticos que os abutres não entram em portugal?

    lisboa corta verbas para açores e madeira

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    Para irmos todos mais animados para a cama com o país que temos.
    May be an image of 3 people and text that says "Miguel Albuquerque também denuncia GOVERNO DA REPÚBLICA CORTOU MESMO VERBAS PARA OS AÇORES E MADEIRA REBIGALL #PL2"
    Sonia Borges de Sousa, Artur Neto and 20 others
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    • Será por serem as Regiões de cor política diferente ou é mera coincidência?
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    Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos | Comentários fechados em lisboa corta verbas para açores e madeira

    La Cumparsita – Raul Jaurena, bandoneon (TMC Orchestra) – YouTube

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    Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos | Comentários fechados em La Cumparsita – Raul Jaurena, bandoneon (TMC Orchestra) – YouTube

    Premio-Literario-Januario-Leite

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    Is this a 300 million-year-old screw or just a fossilized sea creature? | Ancient Origins

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    A Russian research team known as the Kosmopoisk Group, which investigates UFOs and paranormal activity, claims to have found a one-inch screw embedded inside a rock that is 300 million years old.

    Source: Is this a 300 million-year-old screw or just a fossilized sea creature? | Ancient Origins

    Publicado em AICL Lusofonia Chrys Nini diversos | Comentários fechados em Is this a 300 million-year-old screw or just a fossilized sea creature? | Ancient Origins