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o tunel por osvaldo cabral

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Um grupo de cidadãos convocou para hoje uma vigília de protesto, junto ao Palácio de Santana, contra as medidas decretadas pelas autoridades sanitárias para a ilha de S. Miguel.
As manifestações cívicas são actos de cidadania democrática e só numa região em que é raro elas se realizarem é que poderemos estranhar.
Os partidos políticos não gostam deste tipo de manifestações, porque se apoderaram do espaço público e político como sendo apenas dos partidos, torcendo o nariz a quem se atreve ocupar o mesmo palco em nome da cidadania e da participação cívica.
Ficou demonstrado, há pouco tempo, no parlamento regional, quando rejeitaram uma proposta de um outro movimento cívico para alterar aspectos do nosso sistema eleitoral que são autênticos absurdos.
A cultura da partidocracia que se implantou no país não dá espaço a que outros movimentos se introduzam em terrenos que as forças políticas julgam ser apenas delas.
É por isso que o estado da nossa democracia está como está e a participação cívica, especialmente nos actos eleitorais, é aquilo que se conhece.
Todas as medidas restritivas, no combate à pandemia, mexem sempre com muitas actividades e há muita gente que é, naturalmente, prejudicada.
Os governantes e as autoridades sanitárias justificam estas medidas com a defesa da saúde pública, um bem essencial que deve ser protegido com uma boa explicação e muita sensatez.
No processo complicado em que vivemos, há mais de um ano, ninguém está isento de erros. Este governo já os cometeu e o anterior também.
É no equilíbrio e na avaliação dos pró e contras das medidas que elas devem ser aplicadas, acompanhadas sempre de apoios aos sectores prejudicados.
A medida de fechar os restaurantes às 20h parece pouco sensata e as autoridades nacionais já perceberam isso, abrindo a restauração no país, com regras, à excepção dos poucos concelhos onde ainda impera muita transmissão comunitária.
Numa ilha e numa comunidade com a dimensão como a nossa, onde os focos estão identificados, parece pouco sensato aplicar medidas de enorme restrição num concelho, quando no outro ali mesmo ao lado tudo é permitido.
Não é fácil a tarefa dos profissionais de saúde, sobretudo os que estão na linha da frente, como também não o é para quem investiu aquilo que tinha em negócios que apenas têm maior recuperação nesta época de Verão.
Fazer publicidade internacional a apelar aos turistas para visitarem ilhas seguras e depois impor restrições nos lugares mais frequentados pelos mesmos, não parece sensato.
Apesar de tudo – e é o mais importante – é que já se vê uma luz ao fundo do túnel com a vacinação em massa nos Açores.
É verdade que S. Miguel é o caso mais complicado, mas estamos certos que toda a população micaelense seria vacinada mais cedo se a República enviasse o número de vacinas suficiente para a imunidade desta ilha.
Optou – e muito bem – por enviar cerca de 12 mil para as ilhas sem hospital, vários meses depois dos Açores terem solicitado que fôssemos um exemplo para a Europa.
Agora é preciso que continue a corrigir as distorções que criou, enviando o mais rapidamente possível as vacinas e recursos necessários às ilhas maiores.
Ainda há esperança.
Portugal no lodo
Um organismo do Estado mata um ucraniano no Aeroporto de Lisboa e ninguém é responsável.
Morrem mais de 60 pessoas no incêndio de Pedrógão Grande e ninguém é responsável.
A Câmara Municipal de Lisboa envia para a ditadura russa dados privados de activistas russos em Portugal e ninguém é responsável.
É o mesmo país que aprova uma Carta Digital que prevê o regresso da Censura Prévia.
Portugal está no lodo.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 13/06/2021)
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Agradecimentos e conclusões 34º colóquio 10-11 junho 2021 PDL

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Agradecimentos e conclusões

34º colóquio 10-11 junho 2021 PDL

 

  1. Este colóquio teve de ser encurtado, de novo, em mais um dias (dia 12) devido às normas da pandemia. Graças à extraordinária e rápida ação da Carolina Cordeiro e Pedro Paulo Câmara foi possível reequacionar todo o evento em poucos minutos. Agradece-se a todos os autores que prescindiram das suas atuações para que isso fosse possível
  2. NA SESSÃO DE ABERTURA (onde pela primeira vez esteve presente um Presidente do GRA), o Dr José Manuel Bolieiro salientou o “mundo sem geografia” que é a Lusofonia. O Presidente do Governo deixou uma saudação a todos os lusófonos, “seja qual for o vocábulo que de forma específica possam utilizar na língua”.O Governo dos Açores, prosseguiu, “estará ao lado” da AICL para “todas as realizações de futuro”, asseverou ainda o Presidente do Governo. Iniciativas como esta “valem pela qualidade que representam” na literatura e também na “identidade lusófona”, até porque “transportam para o presente todo o legado poético” e “inspiram novas gerações a darem valor e a conheceram aqueles que deram raiz à Açorianidade, Portugalidade e Lusofonia”. José Manuel Bolieiro elogiou ainda a “resiliência” da AICL, presidida por Chrys Chrystello, elogiando ainda a “simbólica data” de arranque do colóquio deste ano e o “inspirador lugar” do mesmo: o Centro de Estudos Natália Correia, na Fajã de Baixo.
  3. A Câmara Municipal de Ponta Delgada, presidida por Maria José Lemos Duarte, e a Associação Internacional de Colóquios da Lusofonia (AICL), presidida por Chrys Chrystello, assinaram na sessão de abertura um memorando de entendimento para a organização, em 2022, do 36.º Colóquio da Lusofonia em Ponta Delgada. Maria José Lemos Duarte, na sessão de homenagem ao professor catedrático da Universidade de Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos da América, para onde emigrou na década de 70, notou que Onésimo, “onde quer que escreva, onde quer que fale, é dos Açores e pelos açorianos”, e pela “sua irrepreensível participação na vida pública, que nos orgulha, valoriza e enriquece”, expressando votos para que a “lucidez e a coragem” do escritor, um “profundo e desassombrado conhecedor de Portugal”, possam “continuar a inspirar-nos a todos”. A Presidente renovou ainda o seu “mais profundo agradecimento” a Onésimo Teotónio Almeida por ter aceite o seu convite para integrar, enquanto presidente da Comissão de Honra, a candidatura de Ponta Delgada | Açores a Capital Europeia da Cultura 2027 – Azores 2027, promovida pela Câmara de Ponta Delgada, “na firme certeza do seu contributo para a valorização e a defesa nacional e internacional desta candidatura, como é seu apanágio quando se trata de encorajar o sucesso dos Açores”, disse. A homenagem a Onésimo Teotónio Almeida contou também com as intervenções de Chrys Chrystello, Urbano Bettencourt, Vamberto Freitas, Maria João Ruivo e José Andrade, Diretor Regional das Comunidades.
  4. Estamos imensamente gratos pelas presenças da Secretária regional da Educação (Dra. Sofia Ribeiro) que interveio na sessão de educação e do Diretor regional das Comunidades (Dr José Andrade) que fez uma alocução elegíaca na sessão de homenagem a Onésimo T de Almeida e pela presença da Vereadora da Cultura de Vila Franca do Campo, Dra. Nélia Guimarães.)
  5. Neste evento a Câmara de Belmonte firmou o protocolo de adesão de Ponta Delgada à Rede das Judiarias e entregou pó dos sarcófagos de Gonçalo Velho Cabral e de seu sobrinho Pedro Álvares Cabral à Escola do Mar do Colégio do Castanheiro em antecipação dos 600 anos da chegada aos Açores (2027) fortalecendo de forma indelével os laços que unem Belmonte e Ponta Delgada, com a hipótese de se tornarem cidades irmãs, depois da sua geminação.
  6. Luís Filipe e Alexandre Borges irão ser adicionados à próxima antologia da AICL com 16 jovens autores açorianos
  7. Agradecemos a oportuna Mostra de Livros da Letras Lavadas que edita ou editou todos os autores presentes neste colóquio.
  8. A coorganização do evento a cargo da Câmara decorreu de forma exemplar, com uma invulgar eficiência e prontidão e além do envolvimento pessoal da Senhora Presidente, queremos deixar o nosso agradecimento à sua equipa (Dra. Luísa Silva, Dr José de Mello, Dra. Luísa Margarida Pimentel, André Borges, Nuno Engrácio e os condutores de serviço) bem como á equipa técnica que nos acompanhou na conceção e realização do evento e sua transmissão (Tiago Rosas, Pedro Cimbron, Bruno Duarte e seus colaboradores)
  9. Por último resta-me agradecer a todos os oradores a sua disponibilidade para se ajustarem ao corte de um dia na programação, mas que nos permitiu realizar, com sucesso, este evento, o primeiro com participação presencial desde o 32º na Graciosa em outº 2019, e que foi transmitido em três plataformas digitais para todo o mundo. A homenagem ao Onésimo, o lançamento do último livro do mestre Eduíno de Jesus, a sessão da educação, as sessões de poesia, e as participações do Eng.º Joaquim Feliciano da Costa (EMPDS Belmonte) do Professor Félix Rodrigues, Vamberto Freitas, Urbano Bettencourt, Sérgio Rezendes, Luís Filipe Borges, Aníbal Pires, Conceição Medeiros, Helena Chrystello, José Andrade, José de Almeida Mello, Rolf Kemmler, Pedro Almeida Maia, Maria João Ruivo, Carolina Cordeiro, Pedro Paulo Câmara foram essenciais para esse sucesso. Agradecemos ainda as gentis palavras do Vereador da Cultura, Dr Paulo Mendes na sessão de encerramento, com a oferta da Câmara de nos ajudar a apresentar uma imagem mais profissional do nosso portal e páginas dos colóquios. Uma última nota de agradecimento ao Trio Origens (Rafael e César Carvalho com Carolina Constância), Ana Paula Andrade com um quarteto vocal e com o jovem tocador de flauta belmontense, António Costa, foram momentos a recordar. Por esta e outras razões pandémicas o 34º colóquio será recordado ficando em todos a ansiedade pelo 36º que se espera possa ocorrer sem limitações e uma participação alargada de oradores e participantes presenciais. Nos próximos dias iremos disponibilizar o acervo fotográfico e filmográfico do evento. Bem hajam todos os que nos ajudaram a realizar este 34º colóquio e até para o ano Ponta Delgada.

 

 

condolências dom carlos filipe ximenes belo

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Descansa em paz dona Aurea,
irma de Dom Ximenes.
Condolencias a familia
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  • Anna Carrascalão

    Paz a sua alma. Os nossos sentidos pésames à familia enlutada.

    Um abraço
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34º COLÓQUIO Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte

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https://www.acorianooriental.pt/noticia/onesimo-teotonio-almeida-valoriza-o-espaco-cultural-da-regiao-326957

 

Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte

A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada considerou “justa e merecida” a homenagem do 34.º Colóquio da Lusofonia a Onésimo Teotónio Almeida, um “embaixador dos Açores” que “encurta distâncias e aproxima mundos” e que “tem representado um papel da maior importância para a valorização do espaço cultural da Região”.

Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte
Autor: AO Online

 

Maria José Lemos Duarte, que falava esta sexta feira no Centro Natália Correia, na sessão de homenagem ao professor catedrático da Universidade de Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos da América, para onde emigrou na década de 70, notou que Onésimo, “onde quer que escreva, onde quer que fale, é dos Açores e pelos açorianos”.

A autarca destacou, por isso, o “contributo do cidadão empenhado, do professor militante, do pensador descomplexado, do escritor e ensaísta generoso e do comunicador do diálogo empático” para a “definição do que é ser açoriano e da açorianidade no contexto português”, para a divulgação de novos autores açorianos ou para a valorização das comunidades portuguesas, em particular as açorianas, na outra margem do “Rio Atlântico”, com as quais mantém uma relação muito próxima e afetiva.

“Onésimo decidiu alargar fronteiras mas não perdeu o olhar de um açoriano orgulhoso das suas raízes, que estão no nosso arquipélago e onde germinaram muitas das ideias que o formaram como cidadão, como pensador, como escritor”, disse, congratulando a “vastíssima e diversificada obra distinguida com prestigiados prémios regionais, nacionais e internacionais” e através da qual “questiona, entende e explica as mundividências”.

Maria José Lemos Duarte saudou, em nome da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Onésimo Teotónio Almeida pela sua “irrepreensível participação na vida pública, que nos orgulha, valoriza e enriquece”, expressando votos para que a “lucidez e a coragem” do escritor, um “profundo e desassombrado conhecedor de Portugal”, possam “continuar a inspirar-nos a todos”.

“Onésimo, o homem público, o homem das letras, o intelectual que tem presença regular na comunicação social, é respeitado pelos diferentes quadrantes políticos, setores da vida pública e da sociedade civil, fazendo-se sempre ler e ouvir, através da palavra escrita ou da intervenção pública, como um ilhéu, um açoriano de Portugal”, acentuou.

A Presidente renovou ainda o seu “mais profundo agradecimento” a Onésimo Teotónio Almeida por ter aceite o seu convite para integrar, enquanto presidente da Comissão de Honra, a candidatura de Ponta Delgada | Açores a Capital Europeia da Cultura 2027 – Azores 2027, promovida pela Câmara de Ponta Delgada, “na firme certeza do seu contributo para a valorização e a defesa nacional e internacional desta candidatura, como é seu apanágio quando se trata de encorajar o sucesso dos Açores”, disse.

A homenagem a Onésimo Teotónio Almeida contou também com as intervenções de Chrys Chrystello, Urbano Bettencourt, Vamberto Freitas, Maria João Ruivo e José Andrade, Diretor Degional das Comunidades.

Ana Paula Andrade (piano) e António Costa (flauta) protagonizaram o momento musical que antecedeu a homenagem.

O 34.º Colóquio da Lusofonia, organizado pela Associação Internacional de Colóquios da Lusofonia, e do qual a Câmara Municipal de Ponta Delgada foi co-organizadora nesta sua edição insular, decorreu no Centro Natália Correia, na freguesia de Fajã de Baixo entre 10 e 11 de junho.

 

Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte – Açoriano Oriental

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A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada considerou “justa e merecida” a homenagem do 34.º Colóquio da Lusofonia a Onésimo Teotónio Almeida, um “embaixador dos Açores” que “encurta distâncias e aproxima mundos” e que “tem representado um papel da maior importância para a valorização do espaço cultural da Região”.

Source: Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte – Açoriano Oriental

Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte – Açoriano Oriental

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A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada considerou “justa e merecida” a homenagem do 34.º Colóquio da Lusofonia a Onésimo Teotónio Almeida, um “embaixador dos Açores” que “encurta distâncias e aproxima mundos” e que “tem representado um papel da maior importância para a valorização do espaço cultural da Região”.

Source: Onésimo Teotónio Almeida “valoriza o espaço cultural da Região”, diz Maria José Duarte – Açoriano Oriental