A GRANDE RÚSSIA

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Um conflito entre as Rússias
A independência da Ucrânia, assim como a da Bielorússia, foram acidentes precipitados por convulsões políticas no coração do mundo russo, decorrentes do fim da URSS. Não sendo nações, nem povos, mas expressões de combinações variadas das caleidoscópicas margens culturais da Rússia, ali não há uma identidade colectiva objectiva, uma organização social diversa, uma estrutura familiar própria, nem uma tradição política e institucional, mas apenas particularismos religiosos e linguísticos, tão ou menos expressivos como os de outras regiões da Rússia. A dificuldade dos ocidentais em perceber o que ali se confronta – o mito de uma “nação” frente à evidência da história – remete-nos para o problema da invenção das nacionalidades, tal como Patrick Geary soberbamente a colocou na introdução ao The Myth of Nations (2002), obra que tenho lido na 3º edição italiana, de 2019. Os “nacionalismos” são sempre violentos e excessivos quanto mais lhes falta a autenticidade, pois que à falta de passado, há que o inventar sob a forma de crença racional, ou seja, de ideologia de um grupo que ocupa o poder e procura a justificação e a legitimidade para o exercer. Estranho que a UE, sempre tão afoita na condenação dos nacionalismos como fautores de guerra, seja tão entusiasta do “nacionalismo ucraniano”. Se guerra houver, ninguém o pode prever, será mais uma guerra entre duas Rússias do que um conflito entre nações, pelo que a Europa ocidental, muito menos os EUA, se deviam intrometer senão com bons ofícios que levem as partes a pontos comuns de consenso. Infelizmente, há quem queira uma guerra a todo o custo para, assim, justificar a manutenção da servidão europeia a uma certa ideia da ordem internacional dissolvida pelo colapso do mundo soviético.
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A REGENTE ESCOLAR E O AMERICANO

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1946: “escândalo” em dia de São Valentim.
– in «Correspondência recebida», 14-02-1946.
– Fonte: Livro de correspondência recebida da Secção Pedagógica da Delegação Escolar de Vila do Porto, 1940-1950 | https://bit.ly/3BjelPs
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crónica de ANTÓNIO BULCÃO

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Educação com estrelas
Tenho um amigo que gosta muito de cozinhar. Não o invejo, porque sou incapaz de tal sentimento. Mas admiro-o.
Admiro o cuidado com que escolhe os ingredientes, sempre frescos e de boa qualidade. Admiro a paciência que dedica a cada prato, os seus tempos de preparação, de feitura, de finalização. E admiro o amor com que vai seguindo todo o processo, provando agora, corrigindo um tempero mais além, certo de que o sabor do produto final depende da ausência de pressa.
Vivemos tempos de enorme pressa. Queremos tudo para já, sem tempos de espera. Época de “fast food” e de facilidade. Nos consumos, nos processos, até nas relações amorosas, queremos que as coisas aconteçam depressa, sem o que passamos urgentemente à frente. E a maior parte das vezes compramos coisas que não nos satisfazem plenamente, vivemos percursos que nos cansam, aproximamo-nos de pessoas das quais nos livramos semanas ou meses depois, como se fossem uma conserva fora de prazo.
Há políticas cujas medidas, quando implementadas, têm efeitos quase imediatos. Baixamos o IRS ou o IVA e, em princípio, o consumo sobe. Baixamos o preço das passagens e as pessoas começam a viajar mais.
Não é assim, no entanto, com a Educação. Como política estrutural que é, as consequências das decisões tomadas podem levar anos até se poderem ver e avaliar. Muito mais num Mundo em constante mudança, com tecnologias que avançam dia-a-dia e com a globalização do conhecimento.
Em dia em que os partidos dialogam sobre uma Estratégia da Educação para a Década, não posso deixar de louvar a boa cozinheira que se revela cada vez mais Sofia Ribeiro. E não o faço como seu Chefe de Gabinete, por maior que seja a honra que o convite me trouxe. Faço-o como professor e como pensador, há mais de trinta anos a defender certos princípios e linhas de acção nas escolas por onde passei e nas páginas dos jornais.
A aprovação e transição dos nossos alunos não se resolve por decreto. Lembro-me das passagens administrativas decididas no período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril. Quem olhasse para os números, sem os analisar, pensaria que a democracia tinha operado o milagre de criar um sucesso absoluto entre os alunos portugueses. Quando, na realidade, conheci advogados muito maus que beneficiaram das tais passagens administrativas na faculdade.
Do mesmo modo, a melhoria das notas ocorrida no primeiro ano da pandemia, com os alunos a serem avaliados à distância, não pode florir os arcos de quem tem o Prosucesso como a maior marcha que se descobriu. Tive alunos muito bons que não resistiram à tentação do “copy past” nos trabalhos que lhes pedi para me mandarem para o mail. Nalguns casos era fácil detectar a fraude. Noutros nem por isso, e tive de aplicar o princípio de que “in dubio pro aluno”. Mas a avaliação não reflectiu, em muitos casos, a sabedoria…
No desenvolvimento da época do “fast food”, estabeleceu-se o princípio de que o que interessa é passar. Quando, na realidade, e tratando-se de alunos, o que interessa é que aprendam.
Por tal, louvo o espírito da Secretária Regional da Educação em funções. Está no bom caminho, quando defende que é imperioso criar metas intermédias de aferição e orientação do Sistema Educativo Regional, mais do que definir-se apenas metas de final de ciclo e muito menos ainda de final de todo um percurso escolar.
As taxas de aprovação e de transição são, sem dúvida, importantes. Mas terão de ser revistas, porque resultam de todo um processo educativo. Essencial se revela ir provando e corrigindo temperos, para que o prato final agrade a todos. E para que haja cada vez menos aprendizes de culinária a abandonar precocemente a cozinha.
Comecemos pelo primeiro ciclo do ensino básico. É aí que os ingredientes são mais frescos e revelam maior qualidade. E sigamos depois, com as referidas metas intermédias, o percurso de cada cozinhado. Corrigindo temperos, já certos de cada criança é o prato mais saboroso que alguma vez embelezou as nossas mesas. E nenhum igual a outro…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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eua o cerco à rússia

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Trouxe do mural de Pedro Pessanha. Presença militar dos EUA e/ou bases da Nato à volta da Rússia.
Independentemente de Putin se fosses russo gostavas?
Afinal quem ameaça o quê e quem?
Ah ok nós somos os bons, os cowboys e eles os maus ou os índios.
May be an image of map and text that says "RUSSIA Renato Cadei 11 de fevereiro as 19:59 A costo di essere monotono, ma come si fa ad essere così bugiardi? Da Saro Saro Traina Nessun militare russo è fuori dai confini della Russia. Migliaia di militari USA e di tutti i Paesi europei (Italia compresa) con aerei, navi e bombe atomiche però sono fuori dai loro Paesi e circondano la Russia. Però è la Russia che sta minacciando la pace."
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