judeus portugueses na América-Portuguesa

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Judeus Portugueses na América-Portuguesa

http://vozdnacao.blogspot.com/2010/11/judeus-portugueses-e-america-portuguesa.html
América Portuguesa

Em sua diáspora pelo mundo, os conversos portugueses, encontraram um porto seguro nas colônias ultramarinas Portuguesas, em especialmente no Brasil: A América Lusitana.

Entre os séculos XVI à XVIII, a grande maioria dos conversos que saíram de Portugal escolheram o Brasil como destino.

Isso se deveu não só as facilidades, já que as colônias nada mais eram que os quintais da metrópole, mas também a possibilidade de crescimento econômico e ascensão social.

Todavia, dois grupos distintos de Cristão-novos podiam ser observados entre os que decidiram cruzar o Atlântico:

  • Os que optaram pelo exílio por motivos religiosos.
  • Os que optaram pelo exílio, e assim, fugir da marginalização social imposta pela genere et moribus, que os impediam de ocupar um lugar digno na sociedade lusitana.
Deveras complexo separar um grupo do outro, pois mesmo os que buscavam lugares onde as leis de segregação eram frouxas, também almejavam uma posição digna na sociedade.
Interrogatórios do Sto. Ofício

As notícias de prosperidade dos conversos portugueses no Brasil, não tardaram a chegar em Portugal, que logo cuidou de despachar visitadores do Sto. Oficio as capitanias mais prosperas do Brasil.

A primeira Visitação do Sto. Ofício ao Brasil aconteceu entre de 1591 – 1595. Em 1624, nada menos que 245 Conversos já haviam sido processados.

Engenho Camaragib

Entre os anos de 1649 – 1748, entre os processados, encontramos 18 brasileiros de origem conversa executados no Largo do Róssio em Lisboa.

O Judaísmo, na maior parte do tempo, esteve presente na vida dos conversos portugueses de forma oculta no Brasil.

Em 1580 já se tinham notícias de várias Esnogas que funcionavam em Engenhos pertencentes a Conversos Portugueses.

Entre as primeiras Esnogas Secretas do Brasil, encontramos a do Engenho Camaragibe, Engenho Muribeca, ambos em Pernambuco, e a do Engenho Matoim na Bahia.

Um momento impa para os judeus conversos no Brasil, ocorreu durante a ocupação do Nordeste Setentrional pela Companhia das Índias Ocidentais.

Invasão Holandesa do Nordeste do Brasil
Com a liberdade religiosa posta como alicerce básico da nova possessão Holandesa nas América, a vida judaica prosperou.O continuo fluxo de Judeus da Nação Portuguesa de Amsterdam para o Brasil, somado aos Judeus conversos Luso-brasileiros que assumiram publicamente a sua fé, logo exigiu a edificação de uma vida comunitária organizada.

Assim duas qehilôth foram levantadas:
  • A Qahal Sur Israel, (primeira Esnoga das Américas), liderada pelo erudito Hakham Isaac Aboab da Fonseca,
  • A Maguen Abraham, liderada pelo Gramático e Hakham Rafael Moses de Aguilar.
Ambas foram unificadas na segunda metade de 600.
Com a expulsão dos Holandeses no Brasil, em 1654, a vida judaica ruiu. Porém, quatro foram os destinos tomados pelos Judeus Portugueses:
  • Os que voltaram a Europa;
  • Os que foram em direção a outras possessões holandesas na América do Sul, como Suriname e Curaçao;
  • Os que foram para Colônia holandesa na América do Norte, onde hoje se situa Nova Iorque nos EUA.
  • Os que voltaram à condição de criptojudeus e se refugiaram nos sertões do Brasil.

in diálogos lusófonos

poema de Gabriela Carrascalão

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Este poema faz parte do curriculo do 12 ano da Escolas Portuguesas de TL. Foram escolhidos tres poemas sobre Timor : este, um de Rui Cinatty e um do Padre Barros Duarte. …

Poema :
Titulo : Menino Abandonado
autora; MGabriela Carrascalao

01-12-2006

Menino…. Abandonado,
rejeitado!
chorando!…
nas ruas de Dili!…
Secas! Poeirentas!
Menino magoado!
Perdido…
Angustiado!
Geme!
Garoto inocente!
triste, mal amado!
Menino esfomeado!
inocência violada !
criança usada!
rosto massacrado,
lágrimas !
de sangue jorrando!
nas ruas de Dili!…
Secas! Poeirentas!
Criança chorando!
Meu Menino,
garoto magoado!
Triste !…
abandonado!…

MGabriela Carrascalão
1-12-2006

MGabriela

Quando os Bobos Uivam LIVRO DE ONÉSIMO T ALMEIDA

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Fogo, espionagem e outros mistérios q.b. são alguns dos ingredientes do novo livro do grande contador de estórias que é Onésimo T. Almeida. E também há presidentes e ex-presidentes da República, poetas, escritores e pensadores, tudo entretecido em conversas com textos clássicos e reflexões oportunas.
Quando os Bobos Uivam compõe-se de quatro estórias mirabolantes de realismo magicamente real a demonstrar que a arte, muitas vezes, não vai além da imagem pálida que a vida é capaz de inventar.

“ Quando os Bobos Uivam”, Onésimo Teotónio Almeida, Ed. Clube do Autor, 2013.

e agora josé (drummond de andrade)

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Carlos Drummond de Andrade – E Agora Jose

Drummond na voz de Drummond

poema “José” de Carlos Drummond de Andrade foi publicado originalmente em 1942, na coletâneaPoesias. Ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar.

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Análise e interpretação do poema

Na composição, o poeta assume influências modernistas, como verso livre, ausência de um padrão métrico nos versos e uso de linguagem popular e cenários cotidianos.

Primeira estrofe

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Começa por colocar uma questão que se repete ao longo de todo o poema, se tornando uma espécie de refrão e assumindo cada vez mais força: “E agora, José?”. Agora, que os bons momentos terminaram, que “a festa acabou”, “a luz apagou”, “o povo sumiu”, o que resta? O que fazer?

Esta indagação é o mote e o motor do poema, a procura de um caminho, de um sentido possível. José, um nome muito comum na língua portuguesa, pode ser entendido como um sujeito coletivo, metonímia de um povo. Quando o autor repete a questão, e logo depois substitui “José” por “você”, podemos assumir que está se dirigindo ao leitor, como se todos nós fossemos também o interlocutor.

É um homem banal, “que é sem nome”, mas “faz versos”, “ama, protesta”, existe e resiste na sua vida trivial. Ao mencionar que este homem é também um poeta, Drummond abre a possibilidade de identificarmos José com o próprio autor. Coloca também um questionamento muito em voga na época: para que serve a poesia ou a palavra escrita num tempo de guerra, miséria e destruição?

Segunda estrofe

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

Reforça a ideia de vazio, de ausência e carência de tudo: está sem “mulher”, “discurso” e “carinho”. Também refere que já não pode “beber”, “fumar” e “cuspir”, como se seus instintos e comportamentos estivessem sendo vigiados e tolhidos, como se não tivesse liberdade para fazer aquilo que tem vontade.

Repete que “a noite esfriou”, numa nota disfórica, e acrescenta que “o dia não veio”, como também não veio “o bonde”, “o riso” e “a utopia”. Todos os eventuais escapes, todas as possibilidades de contornar o desespero e a realidade não chegaram, nem mesmo o sonho, nem mesmo a esperança de um recomeço. Tudo “acabou”, “fugiu”, “mofou”, como se o tempo deteriorasse todas as coisas boas.

Terceira estrofe

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?

Lista aquilo que é imaterial, próprio do sujeito (“sua doce palavra”, “seu instante de febre”, “sua gula e jejum”, “sua incoerência”, “seu ódio”) e, em oposição direta, aquilo que é material e palpável (“sua biblioteca”, “sua lavra de ouro”, “seu terno de vidro”). Nada permaneceu, nada restou, sobrou apenas a pergunta incansável: “E agora, José?”.

Quarta estrofe

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

O sujeito lírico não sabe como agir, não encontra solução face ao desencantamento com a vida, como se torna visível nos versos “Com a chave na mão / quer abrir a porta, / não existe porta”. José não tem propósito, saída, lugar no mundo.

Não existe nem mesmo a possibilidade da morte como último recurso – “quer morrer no mar, / mas o mar secou” – ideia que é reforçada mais adiante. José é obrigado a viver.

Com os versos “quer ir para Minas, / Minas não há mais”, o autor cria outro indício da possível identificação entre José e Drummond, pois Minas é a sua cidade natal. Já não é possível voltar ao local de origem, Minas da sua infância já não é igual, não existe mais. Nem o passado é um refúgio.

Quinta estrofe

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Coloca hipóteses, através de formas verbais no pretérito imperfeito do subjuntivo, de possíveis escapatórias ou distrações ( “gritasse”, “gemesse”, “tocasse a valsa vienense”, “morresse”) que nunca se concretizam, são interrompidas, ficam em suspenso, o que é marcado pelo uso das reticências.

Mais uma vez, é destacada a ideia de que nem mesmo a morte é uma resolução plausível, nos versos: “Mas você não morre / Você é duro, José!”. O reconhecimento da própria força, a resiliência e a capacidade de sobreviver parecem fazer parte da natureza deste sujeito, para quem desistir da vida não pode ser opção.

Sexta estrofe

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

É evidente o seu isolamento total (“Sozinho no escuro / Qual bicho-do-mato”), ” sem teogonia” (não há Deus, não existe fé nem auxílio divino), “sem parede nua / para se encostar” (sem o apoio de nada nem de ninguém), “sem cavalo preto / que fuja a galope” (sem nenhum meio de fugir da situação em que se encontra).

Ainda assim, “você marcha, José!”. O poema termina com uma nova questão: “José, para onde?”. O autor explicita a noção de que este indivíduo segue em frente, mesmo sem saber com que objetivo ou em que direção, apenas podendo contar consigo mesmo, com o seu próprio corpo.

O verbo “marchar”, uma das últimas imagens que Drummond imprime no poema, parece ser muito significativo na própria composição, pelo movimento repetitivo, quase automático. José é um homem preso à sua rotina, às suas obrigações, afogado em questões existenciais que o angustiam. Faz parte da máquina, das engrenagens do sistema, tem que continuar suas ações cotidianas, como um soldado nas suas batalhas diárias.

Mesmo assim, e perante uma mundividência pessimista, de vazio existencial, os versos finais do poema podem surgir como um vestígio de luz, uma réstia de esperança ou, pelo menos, de força: José não sabe para onde vai, qual o seu destino ou lugar no mundo, mas “marcha”, segue, sobrevive, resiste.

Leia também a análise do poema No Meio do Caminho de Carlos Drummond de Andrade.

Contexto histórico: Segunda Guerra Mundial e Estado Novo

Para compreender o poema na sua plenitude é essencial termos em vista o contexto histórico no qual Drummond viveu e escreveu. Em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, o Brasil também tinha entrado num regime ditatorial, o Estado Novo de Getúlio Vargas.

O clima era de medo, repressão política, incerteza perante o futuro. O espírito da época transparece, conferindo preocupações políticas ao poema e expressando as inquietações cotidianas do povo brasileiro. Também as condições de trabalho precárias, a modernização das indústrias e a necessidade de migrar para as metrópoles tornavam a vida do brasileiro comum numa luta constante.

Carlos Drummond de Andrade e o Modernismo brasileiro

O Modernismo brasileiro, que surgiu durante a Semana de Arte Moderna de 1922, foi um movimento cultural que pretendia quebrar os padrões e modelos clássicos e eurocêntricos, heranças do colonialismo. Na poesia, queria abolir as normas que restringiam a liberdade criativa do autor: as formas poéticas mais convencionais, o uso de rimas, o sistema métrico dos versos ou os temas considerados, até então, líricos.

A proposta era abandonar o pedantismo e os artifícios poéticos da época, adotando uma linguagem mais corrente e abordando temas da realidade brasileira, como modo de valorizar a cultura e a identidade nacional.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais, no dia 31 de outubro de 1902. Autor de obras literárias de vários gêneros (conto, crônica, história infantil e poesia), é considerado um dos maiores poetas brasileiros do século XX.

Integrou a segunda geração modernista (1930 – 1945) que abraçou as influências dos poetas anteriores, e se focou largamente nos problemas sociopolíticos do país e do mundo: desigualdades, guerras, ditaduras, surgimento da bomba atômica. A poética do autor também revela um forte questionamento existencial, pensando no propósito da vida humana e no lugar do homem no mundo, como podemos ver no poema em análise.

Em 1942, data de publicação do poema, Drummond estava de acordo com o espírito da época, produzindo uma poesia política que expressava as dificuldades diárias do brasileiro comum e as suas dúvidas e angústias, assim como a solidão do homem do interior perdido na cidade grande.

Drummond morreu no Rio de Janeiro, dia 17 de agosto de 1987, na sequência de um infarto do miocárdio, deixando um vasto legado literário.

UBERABA – A CATEDRAL por Eduarda Fagundes

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Nome Atual: Catedral do Sagrado Coração de Jesus
Nome Anterior: Igreja Matriz

Fonte:
Autor Fotógrafo: Marise Romano
Autor Restauração:
Referência: Catedral de Uberaba
Data: 2006


Foto:
Catedral do Sagrado Coração de Jesus – Praça Rui Barbosa (Centro – 2006/2007)

Histórico – Catedral do Sagrado Coração de Jesus

“A primeira Capela construída na região de Uberaba data de 1807, nas Cabeceiras do Córrego do Lajeado, Arraial da Capelinha, nas terras de propriedade de José Francisco de Azevedo. Em 1812, as imagens de Santo Antônio e São Sebastião, os padroeiros, foram entronizadas.

Com a mudança, em 1815, dos moradores do Arraial da Capelinha para o novo Arraial da Farinha Podre, Uberaba atual, o Sargento-Mor, Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira (Major Eustáquio), construiu uma nova Capela, na Praça Frei Eugênio, com a mesma invocação de Santo Antônio e São Sebastião, sendo benzida e liberada para as cerimônias religiosas, em 01 de dezembro de 1818. Em 02 de Março de 1820, com a instalação da Freguesia, esta Capela foi elevada à Categoria de Paróquia, e constituída em primeira Matriz.

A capela foi demolida e uma outra construída no mesmo lugar, pelo Vigário Silva. Foi inaugurada em 20 de janeiro de 1828, e serviu ao culto até 1856. A atual Igreja Matriz teve as obras iniciadas em 1827. Com a morte do Major Eustáquio, em 1832, as obras ficaram paralisadas por vários anos.

Vindo residir em Uberaba, em 1847, Antônio Borges Sampaio encontrou a Matriz nova inacabada, tendo apenas o telhado sobre os esteios e baldrames de aroeira, sem paredes nem assoalhos. Em 1848, o Cap. Joaquim Antônio Rosa retomou a sua construção cujas obras prosseguiram até 1856, sendo já celebrados na mesma, os ofícios religiosos. Esta Igreja passou por várias reformas e melhorias:

  • 1857 – Frei Eugênio construiu a Sacristia e o Adro.
  • 1859 – Joaquim Francisco Ananias construiu as duas torres, o coro, o arco-cruzeiro e o altar-mor.
  • 1868 – As torres foram revestidas de tijolos, argamassa e óleo.
  • 1874 – O relojoeiro Florêncio Forneri assentou o relógio em uma das torres.
  • 1880 – Foram colocados dois sinos, fundidos em Uberaba, por José Carlos Onofre.
  • 1889 – Vigário Carlos José dos Santos ordenou uma pintura externa na Igreja.
  • 1896 – As duas torres foram demolidas e edificada uma única torre, projetada pelo engenheiro Ataliba Vale, com características neogóticas.
  • 1899 – Com a transferência da sede do Bispado de Goiás para Uberaba, a Igreja Matriz alcançou as prerrogativas de Catedral.
  • 1907 – Com a inauguração da Igreja Sagrado Coração de Jesus (hoje Adoração Perpétua), para ser a Catedral, ela voltou a ser Matriz de Santo Antônio e São Sebastião.
  • 1926 – Dom Almeida Lustosa, 2º Bispo de Uberaba, transladou a Igreja Catedral para a Matriz de Santo Antônio e São Sebastião, com seu título de Sagrado Coração de Jesus, passando os Santos da primitiva Capela à Igreja da Adoração Perpétua.
  • 1933 – A matriz passou por sua última reforma total, permanecendo como está até os dias atuais. Foram acrescentados um transepto, capelas laterais e modificações no frontespício. O arquiteto responsável pelas obras foi Emanuel Giani.

Atualmente é cercada por grades de ferro, tendo à frente a Imagem de Cristo e nas laterais as imagens de Santo Antônio e São Sebastião.”
(ARQUIVO PÚBLICO DE UBERABA)

portugueses no holocausto

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PORTUGUESES NO HOLOCAUSTO” : “Salvaram-se da Inquisição mas não das câmaras de gás”

por Lusa

Esther Mucznik , investigadora
Esther Mucznik , investigadoraFotografia © Rui Coutinho – Global Imagens

A investigadora Esther Mucznik afirma no livro “Portugueses no Holocausto” que os judeus descendentes de portugueses se “salvaram das fogueiras da Inquisição, mas não das câmaras de gás” nazis.

Mucznik cita o caso “de um dos grandes pintores da escola holandesa”, Baruch Leão Lopes de Laguna, de origem portuguesa, que morreu em 1943, no campo de concentração de Auschwitz – e “com ele desapareceram quatro mil judeus de origem portuguesa na Holanda, que acabaram nas câmaras de gás”, acrescenta a investigadora.

A autora de “Portugueses no Holocausto” lembra ainda que também havia luso-descendentes noutras partes da Europa, como deportados de Salónica, na Grécia, que acabaram mortos.

A investigadora procurou o rasto de portugueses e descendentes de portugueses que morreram devido às políticas de exterminação racial da Alemanha nazi, mas também atos de salvação de vidas, como os do diplomata Aristides de Sousa Mendes, cuja “coragem e sensibilidade à dor que o rodeava foram determinantes no salvamento de milhares de pessoas”.

Sousa Mendes não é o único. No Memorial dos Justos, em Jerusalém, consta também o nome de outro diplomata, Carlos Sampaio Garrido, e a investigadora cita ainda, entre outros, Alfredo Casanova, em Génova, Lencastre de Menezes, em Atenas, José Luís Archer, em Paris, Teixeira Branquinho, em Budapeste, e a infanta Maria Adelaide de Bragança que, em Viena, “não ficou indiferente ao sofrimento e não hesitou em ajudar a resistência”.

Em França, o português José Brito Mendes “arrisca a sua vida, escondendo a pequena Cecile”, cujos pais judeus tinham sido deportados para os campos da morte, como escreve a investigadora.

 

 

mia couto e premio camoes

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Eis o discurso
de Mia Couto ao receber o Prêmio Camões!

Mia Couto partilha Prémio Camões com a gente anónima de Moçambique

rr.sapo.pt

Embora muitos moçambicanos não saibam escrever ou sequer falar português, são co-autores dos seus livros
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As misteriosas descobertas arqueológicas nos Açores

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As misteriosas descobertas arqueológicas nos Açores

expresso.sapo.pt

São dezenas de estruturas em pedra ou escavadas na rocha encontradas em várias ilhas dos Açores e estão a gerar polémica, porque parecem apontar para a presença humana no arquipélago muito antes da chegada dos portugueses.
https://expresso.pt/multimedia/fotogalerias/misteriosas-descobertas-arqueologicas-nos-acores=f812970

São dezenas de estruturas em pedra ou escavadas na rocha encontradas em várias ilhas dos Açores e estão a gerar polémica, porque parecem apontar para a presença humana no arquipélago muito antes da chegada dos portugueses.

Amultiplicação de descobertas arqueológicas no Corvo, na Terceira e noutras ilhas dos Açores está a provocar polémica, porque parece indicar a presença de navegadores muitos séculos antes da chegada oficial dos portugueses, em 1427 (Diogo de Silves).

Celtas, fenícios, cartagineses, romanos podem ter passado pelo arquipélago, porque o regresso ao Mediterrâneo ou ao norte da Europa de qualquer barco que viajasse ao longo da costa africana teria de ser feito pela chamada volta do Atlântico, por causa da direção dominante dos ventos de nordeste.

Essa rota passava precisamente pelo grupo central das ilhas dos Açores e pelos seus dois melhores portos naturais: Angra do Heroísmo, na Terceira, e Horta, no Faial.

Faltam sondagens, escavações e datações por radiocarbono para se tirarem conclusões definitivas, mas se fosse provada a origem pré-portuguesa dos achados arqueológicos, a História teria de ser rescrita, tanto no que diz respeito à descoberta das ilhas como ao paradigma da navegação no Atlântico.

Félix Rodrigues, professor catedrático da Universidade dos Açores, que descobriu e estudou em profundidade alguns destes achados, vai mais longe e afirma ao Expresso: “Seria a maior descoberta arqueológica da Europa dos últimos 100 anos”.

Mapa da ilha do Corvo, com a localização dos achados arqueológicos. São cerca de 100 estruturas que parecem hipogeus (túmulos escavados na rocha) como os da região do Mediterrâneo
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Mapa da ilha do Corvo, com a localização dos achados arqueológicos. São cerca de 100 estruturas que parecem hipogeus (túmulos escavados na rocha) como os da região do Mediterrâneo

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os Açores e o sul do Brasil

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Documentário retrata relação entre os Açores e o sul do Brasil (Vídeo)

www.rtp.pt

http://www.rtp.pt/acores/?article=32410&visual=3&layout=10&tm=6

“10 ilhas e um mundo” é o título do documentário que narra a história do povoamento açoriano no Sul do Brasil e retrata as semelhanças culturais entre o arquipélago e a ilha de Santa Catarina. </div>

SANTOS NARCISO ESCREVE SOBRE DANIEL DE SÁ

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Livro Grande fechado

Tanto havia para ler… e tão inesperadamente se fechou este Livro, em manhã magoada de oitava da Trindade que jamais esquecerei. O telefone, a voz serena e dorida de Américo Viveiros, director deste Atlântico e do Correio dos Açores: Morreu Daniel de Sá! E fez…-se um silêncio de livro fechado. Toda e qualquer palavra estaria a mais! Morreu Daniel de Sá!
Claro que estas “Leituras do Atlântico” teriam de ser sobre este Livro Grande fechado, uma vida única na simplicidade e diferente na multiplicidade de conhecimentos, sempre transmitidos com a fidelidade de pensamento de quem nunca se vergou a modas nem a correntes literárias, porque ele mesmo, o Daniel de Sá, traçou a sua linha de vida, pautada por um grande Amor, a Maria Alice, os filhos e os netos, Marta, Tiago e Isabel e a quem mais possa vir acrescentar a família em beleza e amor (in O Deus dos Últimos, Ver Açor 2011) e por um grande sonho: universalizar a Literatura açoriana sem lhe retirar o encanto da autenticidade insular.
A grande amizade que me une a Daniel de Sá, desde 1973, tolhe-me o pensamento e limita-me a expressão, porque tudo quanto eu quero dizer é como um mar de saudade que bate na dor da ausência e se transforma em espuma de pensamentos que se evola no leve sopro de quem sente que a outra dimensão da vida afinal está mais perto do que aquilo que podemos imaginar.
Dizia Agostinho de Hipona que muitas das honras prestadas a quem morre mais são consolo para os vivos do que refúgio para quem partiu. Por isso, quero falar de Daniel de Sá como se ele aqui continuasse, respeitando os seus gostos, a sua humildade e a sua discrição. Daniel de Sá detestava o elogio fácil e a homenagem de circunstância. Fugia de palcos e passadeiras, com a mesma naturalidade com que se dispunha a ajudar toda e qualquer pessoa que a ele recorresse, para um conselho, uma palavra, uma correcção, um texto ou um pensamento. Era fiel aos seus Amigos e sofria com traições e ingratidões. Nunca competiu e por isso mesmo não pode nem deve ser objecto de competição na sua memória. E porque esta tentação pode existir, de alguém querer servir-se do nome de Daniel de Sá para autopromoção ou outros interesses, deixo aqui o repto a quem de direito para que o nome de Daniel de Sá não seja usado para satisfazer desejos de brilho momentâneo mas seja honrado e perpetuado da única forma que ele quereria: a divulgação dos seus livros e dos seus ensinamentos. Ler Daniel de Sá, levá-lo às escolas, incluí-lo nos manuais e na história, divulgar os Açores e cada uma das ilhas através de textos por ele escritos, eis a melhor maneira de o homenagear, porque o legado cultural que nos deixa é tão vasto que levará anos a ser entendido em toda a sua dimensão. Não cedam as entidades políticas, regionais ou autárquicas à tentação fácil de emoldurar a memória de Daniel de Sá, aceitando propostas mais ou menos oportunistas, porque ele iria detestar e com a sua proverbial calma e frontalidade, declinar.
E há tanto para divulgar a quem pouco conhece de Daniel de Sá, um dos mais marcantes escritores açorianos de todos os tempos. Urge ler, por exemplo, a simplicidade e ternura de A Longa Espera, contos imortais, de 1987, ou a força de Um Deus à Beira da Loucura. Daniel de Sá era um intimista com sede de Infinito e preocupava-o o mal da sociedade que o levou a escrever um grande livro: E Deus Teve Medo de Ser Homem, no mesmo ano em que publicava o magnífico romance As Duas Cruzes do Império.
A Terra, a gente e modo ser açoriano, tudo isto se imortaliza em A Ilha Grande Fechada. Mas a obra de Daniel de Sá passa ainda por A Terra Permitida e O Pastor das Casas Mortas, tudo com o mesmo carinho com que é capaz de narrar as Ilhas, desde Santa Maria – Ilha Mãe até à Terceira, Terra de Bravos, não esquecendo São Miguel, e muito mais, impossível de resumir nesta coluna.
Daniel de Sá escreveu um dia que ao ler um livro, em vez de nos fixarmos no que está dentro dele, devemos concentrar-nos em QUEM está nas sua páginas. O Livro Grande que agora se fechou abre ainda mais esta ilha e estes Açores para a universalidade da palavra e dos afectos, como só Daniel de Sá sabia cultivar!
Até sempre, Amigo!
Santos Narciso