JLo: ″Angola e Portugal condenados a viver eternamente abraçados″

Views: 0

O presidente angolano e o português conversaram online sobre a pandemia de covid-19, a recuperação económica e os laços de amizade entre os dois países.

Source: JLo: ″Angola e Portugal condenados a viver eternamente abraçados″

EUA resgatou vítimas açorianas do vulcão dos Capelinhos – Diário da Lagoa

Views: 0

Na sequência do vulcão dos Capelinhos, no dia 02 de setembro de 1958, a ‘Azorean Refugee Act’ inicialmente atribuiu 1.500 vistos para aos açorianos para os EUA.

Source: EUA resgatou vítimas açorianas do vulcão dos Capelinhos – Diário da Lagoa

Portugal volta a arrasar nos ‘óscares’ do turismo. Algarve, Açores e Madeira considerados melhores destinos da Europa

Views: 1

O World Travel Awards 2021 para a Europa atribui mais uma vez uma extensa lista de prémios a Portugal, que ganha em diversas categorias.

Source: Portugal volta a arrasar nos ‘óscares’ do turismo. Algarve, Açores e Madeira considerados melhores destinos da Europa

cozinha perfumada naturalmente e biologicamente

Views: 4

May be an image of indoor
75
25 comments
49 shares
Like

Comment
Share
25 comments
View previous comments
All comments

  • J Bean Clapp

    Wait.. no this is perfect! Now hear me out… don’t want guests? If that is the guest bathroom, I guarantee you it will be effective. Hey at least they thought of the can of air freshener.

Cartas de condução das Bermudas não são válidas – Açoriano Oriental

Views: 2

Títulos de condução emitidos nas Bermudas não são válidos em Portugal por falta acordo bilateral entre os dois países

Source: Cartas de condução das Bermudas não são válidas – Açoriano Oriental

A NOSSA DEMOCRAcIA NÃO GOSTA DA CULTURA

Views: 0

A NOSSA DEMOCRADIA
NÃO GOSTA DA CULTURA
Por Eugénio Lisboa
Um pouco de cultura
é uma coisa perigosa.
Alexander Pope
Num mundo culto temos uma
conduta florida e num mundo
inculto temos discursos floridos.
Confúcio
Escrevi com amargura o título deste artigo e escrevi-o só ao fim de muitos anos em que andei a não querer escrevê-lo. Custa-me dizer mal da nossa democracia, até porque, quando nasci, não havia democracia e vivi, depois, quarenta e quatro anos sem ela. E o pior sofrimento que a falta de democracia produz não é proibirem-nos que pensemos e digamos certas coisas, o pior é quererem forçar-nos a dizer outras coisas que não pensamos e em que não acreditamos. Ser forçado a dizer é, acreditem, um sofrimento bem maior do que não poder dizer. Mas às ditaduras, mesmo as pífias, como foi a do Estado Novo, nunca lhes basta que fiquemos calados, querem, à força, que falemos, de acordo com aquilo que são as “verdades” que eles apregoam. Dói que se farta, mesmo que se resista e se recuse a “verdade” que nos querem vender. Portanto, quando veio a democracia, regalei-me e preparei-me para me regalar o tempo todo. Íamos finalmente ter educação, saúde e cultura à séria, sem falar noutras coisas igualmente necessárias. Mas a educação, a saúde e a cultura tinham talvez sido as áreas mais particularmente vítimas do Estado Novo. Quanto a educação, pela parte que me toca e apesar de programas impregnados da ideologia maligna daquele regime que nos governava, Moçambique, onde nasci e fiz o ensino primário e secundário, era, apesar de tudo, um território com mais abertura e povoado por muitos refilões que o regime exportava (expulsava) da metrópole para lá. Isto e vivermos rodeados de gente de extracção inglesa e habituada a mais do que alguma liberdade de expressão, fazia com que, à boleia de um núcleo inesquecível de magníficos, cultíssimos e pouco subservientes professores, no liceu, pessoalmente, não me pudesse queixar muito. Se puser de lado algum (raro) aviso ou ameaça de algum neo-convertido oportunista, no sector do ensino, eu e outros como eu fomos deixados livres de dar curso à nossa iconoclastia, gozando à larga com as diatribes acutilantes de Voltaire contra a igreja e os tiranos, que a minha excelsa e culta professora de filosofia acolhia com um sorriso deliciado, sem temer dar a classificação mais alta ao rebelde de serviço. Mas nada disto permite negar que houvesse repressão – e da dura – nas áreas da cultura e educação e criminosa forretice na saúde, noutras partes do “império”.
Portanto, a democracia iria acautelar, finalmente, estes filhos perseguidos. Hoje, limitar-me-ei à cultura, talvez a área mais desprezada por esta democracia e por todos os governos, SEM EXCEPÇÃO ABSOLUTAMENTE NENHUMA. Independentemente da ideologia no poder, nem socialistas nem social democratas, quiseram NUNCA propiciar um orçamento minimamente decente à cultura. Tornou-se evidente, ao fim de quarenta e sete anos de democracia, que, para os políticos democratas que nos governam, a cultura “não é uma coisa séria”, para roubar o título de uma obra inesquecível do grande Pirandello. Portugal é, envergonhada e vergonhosamente, um dos países da União Europeia que menos gasta com uma cultura em que no fundo não acredita. Em percentagem do Produto Interior Bruto, andámos, nos primeiros tempos desta tão desejada democracia, pelos miseráveis 0,5 % e actualmente – corai, senhores ministros! – andamos a rapar o fundo desprovido da gamela: 0,25%. A média europeia é de 1%, isto é, quatro vezes as nossas encolhidas migalhas. Se nos lembrarmos de que países como a Argentina chegaram a andar pelos cinco por cento, ou seja, vinte vezes o que nós gastamos, não será excessivo dizer que o Estado Português não se digna dar ao sector da cultura uma fatia decente do PIB, mas tão só uma relutante e mísera esmola! Assim como quem diz: “Dê-se-lhes lá qualquer coisita, para nos desampararem a loja…” Porque os nossos governantes de todas as cores, no fundo, detestam gastar dinheiro com coisas que não dão muito nas vistas – tal como no tempo do Duarte Pacheco, cujo amor pelos estádios de futebol esta democracia herdou e ampliou. E eles acham que a cultura não passa de um capricho de calaceiros e rufias que não querem trabalhar. Que a cultura, em suma, não serve para nada. Mas estão muito enganados: ela serviria, por exemplo, para os nossos egrégios ministros serem capazes de ler aqueles textos, que hoje são marcos históricos fundamentais, acerca da influência que a cultura tem no crescimento económico de um país por via do efeito subliminar que uma imagem cultural adulta consegue produzir. Ortega y Gasset escreveu, a este propósito, páginas luminosas, dizendo coisas como esta: “a cultura não é a vida na sua totalidade mas apenas o seu momento de segurança, força e claridade”. Como já um dia observei, comentando este notável ensaio do pensador espanhol, “é esta imagem de segurança, força e claridade – que a cultura tão eficientemente inculca – é esta imagem, repito, que pode, subreptícia mas fortemente ajudar a criar aquele clima de confiança e segurança sem o qual o comércio não triunfa nem prospera.” Por outras e desenfastiadas palavras: uma imagem cultural pelintra não alicia seja quem for para comerciar a sério connosco. Isto mesmo aprenderam os britânicos, quando, no século passado, descobriram, para seu espanto, que os seus magníficos produtos industriais se vendiam pouco, porque o país se descuidara de fazer projectar para o exterior uma imagem cultural potente (não se tratava de não terem cultura, mas sim de a não tornarem visível.) Curiosamente, quem chegou a esta conclusão, depois de chefiar uma comissão de investigação das causas desse recuo dos britânicos em relação a outros países mais bem sucedidos na venda desses mesmos produtos, foi, não um personagem da cultura mas, sim, um personagem da área comercial: o Sr. D’Abernon. Do relatório dessa missão comercial, não cultural, transcrevo uma curta mas elucidativa passagem: “Àqueles que dizem não ter esta extensão da nossa influência [a cultural] qualquer relação com o comércio, respondemos que estão totalmente errados; a reacção do comércio à mais deliberada inculcação da cultura britânica, que nós advogamos, é definitivamente certa e deverá ter lugar com a maior rapidez.” Repito: o responsável por este relatório histórico, que esteve na base da criação do British Council, foi o chefe de uma missão comercial e não de uma missão cultural. Mas o British Council foi criado para promover, no estrangeiro, os valores culturais britânicos, como apoio indispensável à promoção do seu comércio. “Sem a cultura e a liberdade relativa que ela pressupõe”, disse-o esse espírito profundo e luminoso, Albert Camus, “a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação artística é um dom para o futuro.”
Que bom e eficaz seria que os nossos primeiros ministros batessem de vez em quando o pé ao dono das finanças, que nada sabe de cultura, mesmo que saiba alguma coisa de finanças, dizendo-lhe, alto e bom som, que há vida para além das finanças. No seu muito conhecido e divulgado poema “Liberdade”, Fernando Pessoa lembrava, sei lá porquê, que Jesus Cristo “não sabia nada de finanças”, inculcando, sibilinamente, que ele saudavelmente as desprezava. Às vezes, é preciso meter na ordem o ministro das finanças, explicando-lhe, muito devagar e com muito cuidado, que há outros valores que merecem ser respeitados. Talvez ajude contar-lhe esta verdadeira história: a alguém que lhe perguntou qual a diferença entre os cultos e os incultos, o venerável Aristóteles respondeu: “A mesma diferença que existe entre os vivos e os mortos”.
P. S. – Como disse, os nossos governantes gostam de nos dar apenas “um poucochinho” de cultura. É um grande erro e quero, a esse respeito, lembrar-lhes aqui o aviso do poeta Alexander Pope: ”Um pouco de cultura é uma coisa perigosa”. Sabemos hoje que mais vale nenhuma cultura do que poucochinha cultura. Mal lambida, a cultura é nefasta.
Teresa Martins Marques
Like

 

Comment
Share
0 comments

VILA FRANCA DO CAMPO 499 ANOS DEPOIS DO CATACLISMO

Views: 0

May be an image of sky
Era esta a vila que assistiu a um calmo anoitecer no dia 21 de Outubro de 1522, quando, de acordo com o Romance de Vila Franca,
“…Quarto de Lua seria: Era uma quarta-feira, Quarta-feira triste dia, E em a noite mais serena Que o céu fazer podia, Inda que corre Levante Nada d’ele se sentia; Não corre bafo de vento, Nem folha d’árvore bolia, Estrelado estava o céu, Nuvem não o escurecia.”
Aquela calma seria de pouca dura, já que pelas duas da madrugada, tempo local, de acordo com as Saudades da Terra de Gaspar Frutuoso,
“… estando o céu estrelado e claro, sem aparecer nuvem alguma, se sentiu em toda a ilha um grandíssimo e espantoso tremor de terra, que durou por espaço de um credo, em que parecia que os elementos, fogo, ar e água, pelejavam no centro dela, fazendo-a dar grandes abalos, com roncos e movimentos horrendos, como ondas de mar furioso, parecendo a todos os moradores da ilha que se virava o centro dela para cima e que o céu caía. E acabando o espaço do credo ou de um pater-noster e ave-maria a todo o mais, e ainda não foi tanto, tornou outra vez a tremer mais brandamente outro tanto. Durante a madrugada e até ao meio-dia do fatídico 22 de Outubro, as réplicas foram muitas e rijas.”
29
10 comments
Like

Comment
10 comments
All comments

  • Pedro Garoupa

    Calmo, mas antecedido de varios dias chuvosos que encharcaram as encostas das ravinas ladeando as ribeiras que sulcam o Maciço do Fogo.
    As investigacoes que teem sido feitas (e que continuarao, porque muito ha’ a investigar sobre este cataclismo e as suas consequencias no arrasamento da Vila), visando perceber e documentar o que aconteceu em 1522 , bem como preparar a prevencao futura deste tipo de cataclismos, apontam para um deslizamento de materiais do tipo ‘lahar’ – escorrencia de materiais de vertente em forma fluida -, no fundo, muito semelhante ao deslizamento de lamas que aconteceu na Ribeira Quente em 1997.
    A evidencia cientifica indica que o sismo foi o desencadeador do processo de deslizamento de materiais fluidos em larga escala que soterraram a parte central da Vila. Portanto, nao foi o sismo que destruiu Vila Franca, mas sim a ‘avalanche’, ou escorrencia em larga escala. E foi a ‘entrada’ desta ‘avalanche de lama’ no mar (simplificando os termos cientificos), que provocaram o pequeno ‘tsunami’ que destruiu embarcacoes junto ao ancoradouro da Ribeira dos Pelames.
    O cataclismo de 1522 alterou radicalmente a vida de Vila Franca e da Ilha. Mas ha’ muitissmo a fazer, quer para resgatar arqueologicamente o soterrado sob a Vila, quer para continuar a trabalhar na prevencao.
    3
    • Like

    • Reply
    • 20 h
    • Carlos Vieira

      Pedro Garoupa obrigado pelo testemunho. Desconhecia estes estudos e gostei imenso de o saber. Grande abraço
      • Like

      • Reply
      • 7 h
  • Pedro Garoupa

    No proximo ano, 2022, perfazem QUINHENTOS ANOS deste grande cataclismo. Tempo de reflectir, fazer ponto de situacao. Por isso, proponho e estou disponivel para trabalhar numa grande iniciativa de CIDADANIA para um grande congresso internacional sobre o tema.
    3
    • Like

    • Reply
    • 19 h
    • Luís Matos

      Pedro Garoupa muito bem! Disponível para o que puder contribuir .
      2
      • Like

      • Reply
      • 19 h
      View 1 more reply
    • Carlos Vieira

      Pedro Garoupa concordo plenamente com a tua sugestão. Neste momento a Igreja, através da Ouvidoria de VFC e a nossa Câmara Municipal, estão a preparar e a desenvolver um vasto trabalho neste sentido. Como membro desta equipa, irei levar esta tu ideia. …

      See more
      2
      • Like

      • Reply
      • 7 h
  • Pedro Garoupa

    Considerado Carlos Vieira, muito obrigado pelo apoio expontaneo. E’ muito bom que a Ouvidoria de VFC e a Camara Municipal estejam a trabalhar neste assunto. Mas considero, (como antes referi), que pela dimensao, impacto e transversalidade deste evento, e’ fundamental haver um movimento de CIDADANIA de modo a criar uma DINAMICA que leve os CIDADAOS, como alavanca aglomeradora de todas as Forças Vivas da Vila (quando falo da Vila, falo das PESSOAS naturais, residentes e amigos do Concelho, quer vivam nos Acores, quer nas Comunidades), a participar activamenente na celebracao dos eventos mais marcantes da nossa Historia, porque sao parte da nossa IDENTIDADE.
    Por isso, proponho, voluntarizo-me e irei avancar com um grupo alargado e inclusivo de cidadaos e Forças Vivas na organizacao dum Congresso Internacional.
    1
    • Like

    • Reply
    • 6 h

    Carlos Vieira replied
    1 reply
    18 m
  • Jose Manuel

    Lindo!!!
    • Like

    • Reply
    • 55 m

Portugal poderá ter caído na ″armadilha dos países de rendimento intermédio″

Views: 3

A “longa estagnação do crescimento económico” e “interrupção do processo de convergência” da economia portuguesa este século sugerem que poderá ter caído na “armadilha dos países de rendimento intermédio”, conclui um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS).

Source: Portugal poderá ter caído na ″armadilha dos países de rendimento intermédio″

força militar europeia

Views: 0

CRIAÇÃO DE UMA FORÇA DE REACÇÃO MILITAR RÁPIDA DA UNIÃO EUROPEIA

Portugal entre os primeiros na Iniciativa de Formação de um Exército da EU

 

Na Cimeira da EU desta semana, entre o assunto dos combustíveis e litígios com a Polónia, a Alemanha aproveitou para apresentar uma iniciativa de criação de uma tropa de intervenção europeia.

De facto, “os recentes acontecimentos no Afeganistão demonstraram, mais uma vez, que a UE deve ser capaz de … agir com firmeza e rapidez”, diz o documento elaborado pela Alemanha, Holanda, Portugal, Finlândia e Eslovénia. Em termos concretos, o conceito prevê um maior desenvolvimento dos Agrupamentos Táticos da UE em forças poderosas de resposta armada a crises, para que podem ser destacadas a curto prazo.

A iniciativa alemã, também no sentido de, a longo prazo, se formar um Exército da União Europeia, limita-se, para já, a abordagens bi- ou multinacionais. Isto porque as divergências políticas entre os membros da EU e à má coordenação europeia das forças militares não permitem ainda uma coordenação europeia conjunta das forças militares. Este é um impulso para a formação de uma força de intervenção coordenado agora pelos cinco países.

Agora, que os EUA se estão a retirar do seu papel de polícia mundial, a Europa sente-se obrigada a cuidar da sua própria segurança e estratégia geopolítica.

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6799

 

DO DIREITO TORTO DA UNIÃO EUROPEIA E DO CONTENCIOSO COM A POLÓNIA

O Governo da Polónia nega-se a ultrapassar as próprias Instituições

 

A União Europeia está em construção. Por isso são compreensíveis erros na sua edificação. O que não é compreensível é a arrogância como um constructo incompleto se arroga direitos de Estado sobre os Estados membros servindo-se do atuar de oligarcas de Estados membros legitimados, em parte, apenas por contratos à margem da discussão pública e da via democrática.

A disputa entre a UE e a Polónia sobre o Estado de direito da Polónia ameaça dividir a UE, como se observa na recente cimeira da UE.

O pano de fundo da atual disputa é uma decisão do Tribunal Constitucional polaco em Varsóvia que declara partes do direito da UE como incompatíveis com a Constituição polaca. Na cimeira, o primeiro-ministro polaco manteve-se firme e afirmou que certas instituições da UE, tais como a Comissão e o Tribunal de Justiça Europeu, usurparam poderes que não lhes tinham sido concedidos e “não era esse o acordo e, por conseguinte, nem o governo polaco nem o parlamento polaco atuarão sob pressão de chantagem nesta matéria”.

Há países em que a independência dos parlamentos e governos não é colocada sob o ajuizar do cidadão e dos parlamentos porque o dinheiro ajuda os governos e substitui as disputas.

A UE está inquieta com a Polónia por esta não consentir, ao contrário do que fazem outros governos contra as próprias constituições (Estes governos não vinculam suficientemente a opinião pública nem o Parlamento em questões em que está em jogo a soberania nacional e em que a EU, de facto, interfere na soberania de países criando factos consumados sem a legitimação necessária). Os governos, em falta perante a própria população e as próprias instituições, estão todos eles interessados em que a Polónia seja castigada; tornar-se-ia muito incómoda uma discussão pública de factos consumados à margem de Estados e do cidadão se o proceder da Polónia viesse pôr na praça pública assuntos comprometedores!

Embora a reforma judicial polaca seja um empreendimento questionável, por outro lado, a Comissão Europeia, a fim de aplicar a chamada lei europeia, utiliza um tribunal (TJCE) que presume ter soberania sobre a constituição dos Estados nacionais ligados apenas por tratados na UE, e não por tribunais nacionais nem legitimados democraticamente e, portanto, sem obediência constitucional (Este é um assunto muito controverso entre os juristas!).

De facto, a lei europeia não é elaborada/legitimada através dos canais democráticos parlamentares. “O Parlamento da UE tem, na melhor das hipóteses, o direito de participar, mas não o direito de iniciar legislação, que é característico de um parlamento democraticamente legitimado” (Jens-Carsten Petersen). E, finalmente, permanece a questão de saber a que serviço e direito disciplinar os juízes do TJCE estão efectivamente sujeitos. No caso da Polónia, a UE está a agir de forma tecnocrata autónoma, apesar de necessitar de remodelação.

 

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6797