açores estado de graça do governo acabou

Views: 1

Estado de graça do governo açoriano acabou com as Agendas Mobilizadoras
O analista Elias Pereira considerou que o “estado de graça” do Governo dos Açores terminou com a polémica das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência, mas defendeu que não se vislumbra qualquer “crise governativa”.
“Creio que o estado de graça do Governo Regional terminou com este episódio das agendas mobilizadoras, sendo exigível que continue a reforçar a coesão insular em que a redução da passagem aérea para 60 euros é a medida mais equitativa para todos os açorianos”, afirmou o advogado à agência Lusa, numa análise à política regional um ano depois das eleições legislativas regionais.
Elias Pereira é advogado de profissão, comentador político em vários órgãos de comunicação social regionais e também membro do Conselho Superior de Magistratura e presidente do Conselho Geral da Universidade dos Açores.
Apesar do caso das Agendas Mobilizadoras, em que o executivo açoriano foi acusado de preterir empresas em detrimento de outras, o comentador acredita que os partidos “têm conhecimento da grave crise económica” e não vão querer “contribuir para uma deriva de instabilidade”.
“Corrigido o azimute das agendas mobilizadoras e cumpridos os acordos celebrados, não se vislumbra qualquer possibilidade de crise governativa, o que, de certa forma, foi demonstrado pelos resultados das eleições autárquicas”, apontou.
Referindo-se às consequências das eleições regionais de 2020, Elias Pereira afirmou que “ciclos políticos longos liderados por um partido, além de cristalizarem o poder, fragilizam profundamente as oposições”.
Para o advogado, o atual quadro político açoriano “exige uma nova cultura política”, que promove a “humildade e a capacidade de diálogo”, que “muitas vezes é confundida com brandura”.
Contudo, salientou, a “coligação só é útil” se conseguir promover “reformas estruturais” em áreas como a administração pública regional, a transição digital, os transportes e incentivar uma “reflexão sobre a SATA” e uma “mudança de modelo na lavoura”.
“O problema não está na coligação como solução governativa, mas na celeridade e competência com que desempenha as suas responsabilidades. É previsível, com a multiplicação de partidos, que seja uma solução possível para o futuro”, defendeu.
Em termos da orgânica do executivo, Elias Pereira referiu que a redução do governo poderia torná-lo “mais ágil” e sugeriu a “criação de outra vice-presidência com a pasta das finanças públicas e com a reforma digital da administração pública regional”.
O analista salientou que é “previsível que aconteça a meio do mandato” uma “fusão de departamentos” para dar um “sinal claro de mais versatilidade da ação governativa”.
“É desejável que a Comissão de Acompanhamento e o Conselho Económico e Social constituam um núcleo decisório e de fiscalização fundamental em torno do Plano de Recuperação e Resiliência, para que seja garantida a participação de todos e o duplo controlo da sua execução”, acrescentou ainda.
May be an image of 1 person
14
2 shares
Like

Comment
Share
0 comments

Pensões vitalícias dos titulares de cargos políticos disparam para oito milhões – Política – Correio da Manhã

Views: 2

Valor global das subvenções vitalícias sobe 14% no próximo ano, para os 8,28 milhões de euros.

Source: Pensões vitalícias dos titulares de cargos políticos disparam para oito milhões – Política – Correio da Manhã

Greves da função pública, professores e médicos. O calendário das paralisações nas próximas semanas – Atualidade – SAPO 24

Views: 0

Source: Greves da função pública, professores e médicos. O calendário das paralisações nas próximas semanas – Atualidade – SAPO 24

governo dos açores feng shui

Views: 1

Definitivamente terminou o estado de graça do governo triangular dos Açores. Primeiro foi, e continua a ser, o dossier das Agendas Mobilizadoras que obrigou José Manuel Bolieiro a cancelar o processo em curso e a voltar à casa de partida. Uma decisão aplaudida pelas Câmaras de Comércio que dias antes andavam a trocar farpas e acusações, com Horta e Angra em ataque cerrado à Câmara de Comércio de Ponta Delgada.
Um caso político de impacto ainda por descodificar, mas que já fez transpirar o Presidente do Governo e abalou o presidente da Câmara do Comércio de Ponta Delgada. Ambos na mira dos ataques políticos e empresariais.
No caso da maior Câmara do Comércio dos Açores sabe-se que já existem diversos protagonistas no terreno a tentar “contar espingardas”, para depois decidir se apresentam ou não uma lista à liderança da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.
Espera-se que prevaleça o interesse dos empresários e da economia micaelense e não de players ao serviço de outros capazes de jogadas políticas para atacar o poder empresarial do grupo Oriental.
Voltando ao Governo. José Manuel Bolieiro ainda estava a lamber as feridas causadas pela catástrofe das Agendas Mobilizadoras e já sofria nova estocada, esta aplicada a frio por Nuno Barata, deputado e líder regional da Iniciativa Liberal. Barata afirmou, com todas as letras, que não aprovaria o orçamento se este mantivesse “um endividamento de 295 milhões de euros” para injetar na SATA “mais 133 milhões de euros em aumento de capital, sem que a empresa demonstre que vai reduzir o passivo”. Mais um susto para o Governo Regional que bem pode agradecer à providencial agenda de Bruxelas que atirou para 2022 o dossier SATA.
Mas Nuno Barata deixou um outro aviso: o de que rasgará o acordo com o PSD se “continuarem os atropelos à democracia” e a “caça às bruxas, sem, no entanto, concretizar quem são as vítimas dessa caça inquisitorial, nem quem serão os ignóbeis inquisidores. Ser deputado e líder de um partido obriga a que, quando se aponta o dedo, se identifique o alvo, sob pena de ficarmos pelo mero “diz-que-disse” que prolifera nas redes sociais e mesas de alguns cafés.
Em resumo, o ar político já foi bem mais saudável para o governo açoriano e o estado de graça que costuma abençoar os primeiros meses da governação já se esfumou. O que até pode ser positivo para o Presidente do Executivo Regional se contribuir para que ele entenda que está na hora de arrumar a casa e procurar melhorar o seu Feng shui político.
A mobília parece fora de sítio, os cortinados não condizem com a cor das paredes e há móveis a atravancar as portas. Nada como reordenar a casa de acordo com as sábias práticas orientais. O Oriente sempre teve muito a ensinar ao Ocidente.
(Paulo Simões – Açoriano Oriental de 24/10/2021)
May be a black-and-white image of Paulo Simões, beard and indoor
1
Like

Comment
Share
0 comments