ricardo rodrigues no tribunal europeu Rights court nixes fine against Portuguese broadcaster in child sex abuse case | Courthouse News Service

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The conviction of some of Portugal’s most prominent men for child sexual abuse in the Casa Pia scandal was the first time in the country’s history that such crimes at a state-run institution were prosecuted.

Source: Rights court nixes fine against Portuguese broadcaster in child sex abuse case | Courthouse News Service

SANTA MARIA S LOURENÇO TRILHO HISTÓRICO

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Trilho histórico da FAJÃZINHA-primeiro acesso à Baía de S.Lourenço.
May be an image of nature, tree, body of water and sky
Trilho histórico da FAJÃZINHA-primeiro acesso à Baía de S.Lourenço.
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TEMPLO PERDIDO E ESQUECIDO NA COVOADA S MIGUEL AÇORES

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Templo perdido em São Miguel
Muitas perguntas de levantam sobre este complexo: Quem o mandou erguer?, Qual a sua finalidade num espaço tão inóspito e distante como este? Quem ali viveu? Que divindade ali se venerava? Perguntas sem resposta.
Localização geográfica
Está localizado na freguesia Covoada, antigo território de Relva. junto de uma nascente água, num vale encaixado, entre uma densa vegetação e de difícil visualização, a uma altitude de 600 metros, e a uma distancia da costa do mar de 3, 5 km. Faz parte de uma propriedade privada, de um jovem agricultor, natural dos Arrifes.
Caracterização do espaço geográfico
A construção está inserida num pequeno vale, a que chamamos «Vale do Templo perdido». Trata-se de um vale fechado em forma de V estando a construção implantada na no fundo da do vértice do V. Toda a zona está coberta por uma intensa vegetação, fetos arbóreos, criptómerias, conteiras, entre outros.
Acesso ao complexo
Na actualidade por um pasto e de seguida por um trilho, entre uma mata de criptoméria e de fetos, que que vai estreitando à medida que o vale vais ficando cada vez mais estreito. No passado, naturalmente por um estreito trilho e entre uma densa vegetação endémica.
Flora envolvente
Nos século XV a XVII era um mato endémico e cerrado. Para termos uma ideia como seria, basta olharmos para a Tronqueira do Nordeste, e vermos as zonas protegidas, assim era aquele local, quando ali foi construida aquela edificação. Hoje ainda existem muitos fetos arbóreos, há mistura de espécies introduzidas nos séculos XVIII e XIX.
Condições climatéricas
Durante o inverno – frio e muito húmido, para além de ser chuvoso, enquanto no verão fresco e húmido também. O nevoeiro é uma presença habitual ao longo do ano.
Luz sol
Antes da introdução das criptómerias era uma zona com sol, e isso ainda se pode visualizar ao longo de um dia com bom sol, quando este através da árvores penetra nas ruínas. As 13h00 o sol incide sobre a cruz e sobre a porta como se fosse um raio para ali direcionado ( fachada virada a nascente) e pelas 16h00 o sol está a incidir no complexo das colunas, na sua fachada e no seu interior ( pátio), virado a sul.
Caracterização da construção
Trata-se de um complexo religioso de reduzidas dimensões e que está divido em duas partes distintas:
Ermida
Exterior
Fachada austera e simples, sem nenhum ornamento, havendo apenas um único registo a Cruz de Caravaca
Interior
O interior da ermida é espaço com cerca de 15 metros quadrados e um arco de volta perfeita, com altar. Não existe nenhuma abertura para além da porta, virada a nascente, bem como seu altar. O teto do templo é em abóbada/ ou de canudo. Há também na parede norte uma pequena copa.
Zona de refeições e pátio:
Exterior
1- A entrada para este espaço é por via de uma porta virada a sul e a escassos metros do templo;
Interior
1. Direita quem entra – Um corredor, com três copeiras;
2. Esquerda – colunata em pedra ;
3. As colunas têm capitéis dóricos, com execução tosca e irregular com os vãos de: 1.20, 1.64, 1.30, 1.30 cm, tendo cada coluna a altura de 190 cm e de largura: 21 cm, 60 cm, 67 cm, 62 cm;
4. As vigas de suporte que suportam a coluna têm 2.60 m e 3.23 m;
5. Sala de refeições com 2.00 m x 6.60 m;
6. Mesa em pedra com 2.00 m 70 cm;
7. Bancada de pedra em forma de L.
8. O tecto do refeitório é em abóbada;
9. As paredes da espaço de refeições é composta pela colunata ( a nasceste) e por uma parede a poente.
Pátio
1. trata-se de um espaço que poderá ser entendido como se fosse uma «claustro», uma vez que é todo ele encerrado pela orografia do terreno. O único acesso ao espaço área é a galeria/ corredor ou o refeitório.
Símbolos
No tampo da mesa do espaço das refeições estão inscritos alguns símbolos, como a cruz e uma circunferência e um ponto no seu interior, sendo este idêntico ao que se encontra no complexo do Monte Brasil, na ilha Terceira.
Onde foi retirada a pedra para a construção do edifício?
Na zona envolvente ao complexo não há registo de um pedreira. Havendo apenas no local duas grotas, não muitos fundas, onde possivelmente tem origem a pedra.
A historiografia fala sobre estas construções?
O Cronista Frutuoso nas Saudades da Terra ( livro IV, capitulo L, da edição de 2005, p. 209), ao descrever o meio da ilha de S. Miguel, ao passar por aquele espaço, não faz referências a este complexo, apenas o cronista cita a «Fonte de Agua». O mesmo acontece quando faz a descrição da Relva ( capitulo XLIV, p. 179).
O Padre António Cordeiro, na História Insula, com data do século XVIII (1717) ao fazer a descrição da ilha também não faz referencia ao complexo da da Agua Nova.
Fr. Agostinho de Monte Alverne, Crónicas da Província de São João Evangelista das Ilhas dos Açores, (edição de 1991), não faz referência a este complexo, no entanto referenciou o cemitério das Furnas, no volume II.
Francisco Maria Supico, nas Escavações nada fala, apenas refere-se ao ermitério das Furnas, que foi fundado em 1614 e destruído em 1630, tinha uma ermida de Nossa Senhora da Consolação ( ver OC. Paginas – 1104, 1105 e 1219 ).
Quem mandou construir o complexo?
Não temos informação à data presente de quem mandou erguer esta construção. Estranho é que ela não seja referenciada na historiografia local, bem como nos crónicas do século XVI/ ou XVII. Também achamos estranho que esta construção tenha permanecido em silêncio durante vários séculos, embora ela seja do conhecimento de algumas pessoas, mas de um grupo muito reduzido, não sabendo no entanto do que se tratava.
Em que século poderá ter sido este complexo construído?
Existe no local a data de 1624, tendo numa pedra, com as armas da cidade de Ponta Delgada. Será esta a data do construção do imóvel? Ou será a data de outra construção no local, devido à captação das aguas para a cidade?
Também existe as letras IHS, ( Jesus Hominum Salvator). Estas iniciais foram utilizadas em muitas construções – pela Companhia de Jesus, a que pertencem os padres jesuítas, mas também por outros grupos de cristãos.
As colunas que estão no maior complexo são chanfradas. Era comum até ao século XVII se fazer este talho na pedra. Terá sido este complexo construído entre a escrita das Saudades da Terra ( antes de 1591, ano da morte de Frutuoso) e o ano de 1624, data que está inscrita na pedra? É de referir que os tetos são abobadados. E isso só reaparece no século XVI, com a renascença.
Ao que parece há uma lenda em torno do local?
A revista Açores, datada de Novembro de 1922, p. 24, diz que este complexo se ficou a dever a um grupo de Castelhanos, que ali se refugiram, que fugiram à lei, devido aos crimes que cometeram e fixaram-se naquele espaço. Não temos suporte se de facto isso aconteceu. A mesma fonte refere que o espaço religioso seria uma obra dos jesuítas, que ali iam fazer suas orações. Recordamos neste sentido que a companhia de Jesus é mais urbana.
Estamos perante um complexo de religiosidade cenobita?
Penso que sim, que estamos perante um lugar cenobita, ou que quer dizer é que este complexo poderá ter sido nosfinais do século XVI e inicio do século XVII uma casa de acolhimento de um reduzido grupo de indivíduos, que levaram um vida com as mesmas prerrogativas, estando isolados do mundo e em contacto com a natureza. No que toca à sua rusticidade, simplicidade e pobreza, a existência de um pequeno templo, com fachada para o exterior, bem como um refeitório com uma mesa de pedra, para além da casa da água, ou seja de uma nascente. Ambas as estruturas estão localizadas em locais inóspitos e isolados do mundo. Não existe nenhum elemento decorativo no local, mas sim austeridade pura.
Qual a razão da edificação deste complexo naquele local?
Possivelmente a razão principal para a sua construção se fica a dever a existência de água no local, uma nascente, como indica Gaspar Frutuoso, nas Saudades da Terra e a constatar hoje. A orografia do terreno também ajudou, no sopé do Pico do carvão e num vale encaixada e como tal abrigado dos grandes vendavais.
A razão principal é o isolamento total, tendo como fim único o contacto com Deus, através da oração e de uma dura e austera forma de estar na vida, sem luxo, sem conforto, num local isolado e inóspito. Isso aconteceu em outras partes do mundo também, com «crentes» que se deslocaram para o deserto ou para as florestas, em pequenos grupos de dois ou de três.
Terá havido outras construções no local?
É provável que sim. Existe um templo, casa de oração, um refeitório, ou seja espaço de alimentação e ainda um pequeno espaço fechado, que poderá ser aqui entendido como espaço de lazer e de reflexão. É provável, dada a distancia da costa marítima, que houvesse no local um dormitório e um pequeno espaço de horta, para alimentos de base, note-se que a poente do refeitório há um pequeno vale, hoje coberto pela vegetação. Não sabemos que existe ou existiu algo nele.
Porque razão há apenas duas portas?
A ermida tem apenas uma abertura, uma porta pequena, não tendo nenhuma janela. Quando era fechada o «religioso» ficava totalmente isolado do mundo, como se fosse uma cápsula.
A construção da colunata, tem apenas uma única porta, que quando era fechada ficava o seu espaço totalmente isolado.
Estamos perante um complexo de oração isolado do mundo e em contacto com o divino, quando as portas se fechavam.
A porta do templo fica virada a nascente, enquanto que a porta do complexo das colunas fica virada a sul, formando um ângulo de 90 º. C
A Cruz de Caravaca?
A cruz de Caravaca tem dois braços horizontais, em que no centro da Cruz é costume haver a figura de Jesus ou o monograma “JHS” representativo da figura de Jesus. No caso presente isso não existe. A cruz que está inserida na construção é simples, no entanto em outra parte do imóvel há as inicias «IHS»
Estamos perante uma cruz pouco comum na ilha e mesmo nos Açores.
Há cavernas naturais no local?
Existe duas cavernas, não muito profundas, tendo a da direita mais de 15 metros de profundidade, com muitas desabamentos de terra no seu interior, estas cavidades estão a norte do pátio do complexo das colunatas. Elas ficam num nível superior, em relação à construção. Podem ter sido escavações humanas. Estas aberturas nas barreiras podem ter sido local de abrigo ou de extração de materiais, areia do mato, não sabemos ao certo.
Conclusão
Não temos certezas absolutas sobre este complexo, contudo tudo nos leva a crer que estamos perante uma construção
1. datada entre os séculos XVI/ XVII
2. de raiz religiosa de teor eremitico ou cenobita
– a ver pelo local onde foi construído;
– pela existência de água;
– pela tipologia do complexo;
3. com origens num pequeno grupo de castelhanos, a «confirmar» pela existência:
. cruz de Caravaca e com base na lenda;
4. que esteve praticamente à margem da igreja, dita por tradicional, atendendo que:
– nenhum cronista a citou nas suas obras ( Frutuoso, Cordeiro e Monte Alverne) todos com coincidência sacerdotes;
5. um complexo que foi engolido pela vegetação, se bem que nele se localiza uma nascente de água;
6. com uma tipologia hermética e simbólica:
– quando o «religioso» entra no templo e fechava a porta este encerra se para o mundo terreno e ali entra em contacto com o divino;
– quando se entra para o complexo das colunas, a única porta se fecha também para o – mundo e se abre para o jardim celestial, o éden.
7. com sobre o olhar de duas cavernas, também elas com um carácter simbólico. As grutas foram também espaços de acolhimento de ermitas/ cenobitas.
8. inédita no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel e possivelmente em todas as ilhas dos Açores;
9 Não referenciada na historiografia local, como objeto de estudo e nem como eremitério.
No photo description available.
Jorge Rebêlo, Sandra Fernandes and 70 others
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  • Margarida Hintze

    Excelente trabalho de investigação .Era bom que tivesse continuidade para chegarmos a uma conclusão. Quem o construí e porquê. Muito obrigada.
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Físicos desenvolveram uma nova maneira de levitar objetos usando apenas sons – SoCientífica

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A ciência abre margens para descobertas e experimentos fascinantes, como a capacidade de levitar objetos e outras ferramentas. Desta vez, cientistas

Source: Físicos desenvolveram uma nova maneira de levitar objetos usando apenas sons – SoCientífica

ANA CONTRA AMPLIAÇÃO AEROPORTO DA HORTA

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Meu artigo de hoje no diário “Incentivo “, novamente sobre aeroporto da Horta.
NOVA SOLUÇÃO RESA: UMA HIPÓTESE QUE É UM INSULTO
Na passada semana saíu na Comunicação Social que o representante da ANA VINCI – a empresa
privada concessionária dos aeroportos da antiga empresa pública ANA e que, neste contexto,
explora o da Horta – terá afirmado, na reunião do Grupo de Trabalho para a ampliação das pistas
desta infraestrutura do Faial, a possibilidade de em vez de ampliar a respetiva extensão para criar as
zonas RESA (Runway End Safety Areas) nos extremos das atuais pistas, optar por se utilizar partes
das existentes atualmente e assumir a diminuição do comprimento utilizável efetivo destas,
substituindo a utilização da aeronave que faz as ligações entre a Horta e Lisboa como equipamento
de referência para a certificação deste aeródromo pelo avião DASH Q400 de menores dimensões e
que opera inter-ilhas.
Só a consideração desta hipótese para solucionar o problema da certificação deste aeroporto sem
ampliar é já em si um insulto a todos os Faialenses e um ataque cerrado às suas justas aspirações de
alargamento das condições de operacionalidade do aeroporto da Horta através da opção de o
certificar para aparelhos com menores capacidades do que os maiores aviões que já nele operam.
Na hora que escrevo este artigo sei que a posição da Câmara Municipal da Horta foi contrária a esta
hipotese insultuosa, mas desconheço ainda de forma clara a do Governo dos Açores e isto
preocupa-me muito por este ser uma das partes mais influentes na decisão a tomar neste processo e
também tutelar a empresa transportadora aérea regional à qual se tem associado a ideia de fazer
centralizar em Ponta Delgada o transporte de passageiros a entrar ou sair do Arquipélago, isto numa
articulação do serviço da Azores Airlines que operaria fora da Região, sendo depois a distribuição a
partir de São Miguel para a generalidade das ilhas assegurada com os Dash da SATA .
Assim, não sei até que ponto esta insultuosa ideia foi fruto apenas de um devaneio dentro da ANA
VINCI ou de conversações daquela com entidades regionais, cabendo à concessionária do aeroporto
colocar a hipótese na praça pública para testar a reação ou mesmo gerar confusão suficiente para
preparar terreno para que esta proposta ganhe apoiantes suficientes e criar condições para se poder
retroceder face ao alvo inicial do estudo: a ampliação das pistas da Horta.
Uma coisa é certa, pior que o insulto, algo apenas verbal, é esta ideia passar mesmo à prática, ou
seja, para se certificar as pistas do aeroporto da Horta a solução ser deixar de considerar as
aeronaves Airbus A320 ou Boeing 737 para passar a ter como referência apenas o aparelhos de
transporte inter-ilhas. Isto depois da luta dos Faialenses para se aumentar a pista tendente não só a
alargar o seu leque de ligações ao exterior dos Açores com aeronaves com igual ou maiores
capacidades do que aquelas que já fazem ligações desta ilha ao exterior do Arquipélago, como
ainda acabar com as penalizações agora existentes pela exiguidade da infraestrutura.
Tempos houve em que o aeroporto da Horta passou de regional a nacional e depois foi elevado a
internacional, agora parece haver quem queira de uma só vez e cavalgando uma pretensa original
solução para um problema há muito por resolver, dar dois passos atrás num jogo de caranguejo e
onde os Faialenses ficam a perder.
Assumo, da minha parte que não aceito andar de cavalo para burro. Isto é castrar o desenvolvimento
económico de todos os setores produtivos do Faial e não só o turismo desta ilha
Vivo numa ilha que viu saírem valências que possuía, viu diminuir as condições de
operacionalidade de infraestruturas existentes, assistiu a projetos serem reduzidos ou faseados para
nunca serem concluídos e sempre protestei. Agora se as forças políticas regionais mudaram, a
minha forma de ser mantém-se. Assumo: a solução de reduzir o comprimento das pistas do
aeroporto da Horta para nelas implantar as RESA é de todo inaceitável e digo: Não!
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  • Manuel Brum

    Também digo: Não! Infelizmente a pista do aeroporto da Horta tem servido para os partidos e maus políticos “fintarem” os faialenses com falsas promessas, lançando para o ar hipóteses comezinhas e nunca foi encarado como um investimento imprescindível p…

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guerra no HDES, médicos otorrino contra hospital

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Por discordar da redução de valores de pagamentos
Serviço de Otorrino do HDES recusa-se a reduzir listas de espera em cirurgia
Desde o dia 1 de Abril do corrente ano que os médicos do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) suspenderam unilateralmente a actividade cirúrgica em produção adicional (RELEC; CI- RURGE), alegando a “incompreensível e inaceitável redução dos valores de pagamento propostos listados na portaria no254/2018 de 7 de Setembro de 2018”.
Numa carta enviada ao Secretário Regional da Saúde no dia 30 de março, onde se enumeram 7 problemas decorrentes da dita tabela, é comunicado que aquele serviço não realizaria mais nenhuma cirurgia em produção adicional a partir do dia seguinte.
O novo conselho de administração tomou posse a 2 de Fevereiro e no dia 29 de Março foi confrontado com a decisão unilateral dos médicos daquele serviço, segundo as nossas fontes, o que tem prejudicado sobretudo inúmeros utentes.
O resultado é que o número de cirurgias realizadas pela Otorrino está entre os piores registados no HDES no primeiro semestre de 2021.
Acresce que todos os elementos daquele serviço entregaram a “lei das 150 horas”, caso praticamente único no HDES, em que deixam desde Maio de poderem ser solicitados para prestar horas extraordinárias para todo o ano de 2021.
Face a esta situação, como o nosso jornal já noticiou, o HDES pediu a colaboração de uma Fundação nacional, que se dispôs a enviar médicos para colaborar na redução de listas de espera.
Ainda no passado fim de semana foi operado um doente que esperava pela cirurgia há mais de 5 anos.
Carta distribuída pela Ordem dos Médicos gera polémica
O Serviço de Otorrino do HDES também não concorda com esta colaboração.
Numa carta, sem assinaturas, divulgada pela Ordem dos Médicos dos Açores, aquele serviço do HDES reconhece que “temos perfeita noção da nossa lista de espera. A sua dimensão e antiguidade constitui um problema grave. Conhecemos bem esse facto e custa-nos a nós, médicos de ORL, cada vez que temos de avisar os nossos doentes que terão de esperar anos pela resolução cirúrgica do seu problema”.
“Não queremos pôr em causa a capacidade dos colegas, mas, para ORL
foi contratualizado operarem apenas amígdalas e adenoides. Uma cirurgia que pode ser feita por um interno do 1º ano, desde que supervisionado. A frase torna-se ainda mais absurda porque os doentes há mais tempo em lista de espera são sobretudo doentes a precisar de cirurgia otológica diferenciada. E nenhum desses doentes será operado ao abrigo deste programa. Aliás, há doentes que para além de terem indicação para retirar amígdalas e adenoides, também têm indicação para colocação de tubos transtimpânicos e nem isso será feito”, lê-se na referida carta.
Os médicos do referido serviço dizem que a solução encontrada foi feita sem o seu conhecimento e lembram que o Director de Serviço de Otorino “está há meses a alertar para a desmotivação resultante da alteração da tabela de financiamento da cirurgia adicional”, sem nenhuma resposta do Secretário da Saúde.
A carta termina dizendo que “não nos entendam mal: nós agradecemos que venham colegas ajudar-nos. Se pudessem vir 50 colegas operar 500 doentes, seria incrível. Mas antes de se firmarem acordos com colegas de fora, tem de se falar com quem trabalha cá dentro. Tem de se averiguar se há condições para realizar o que se planeia. E também não ficaria mal alguma preocupação com aquilo que realmente sobrecarrega quem dá ao hospital muito mais que aquilo a que é obrigado”.
Esta carta distribuída pela Delegação dos Açores da Ordem dos Médicos, segundo sabe o “Diário dos Açores”, originou forte polémica entre os profissionais, com condenações sobre o facto da Ordem ter divulgado cartas internas, o que não é hábito na Ordem.
Pelo menos dois médicos enviaram ao Bastonário da Ordem dos Médicos, a nível nacional um protesto e solicitando que intervenha junto da Delegação açoriana, que consideram uma espécie de “delegação sindical” que opta por partes de alguns médicos.
Partidos querem saber o que se passa
A “polémica do baronato”, como já é conhecida nos corredores do HDES, já chegou aos partidos políticos, que querem saber junto do HDES o que se está passar.
O PPM deverá ser recebido pela administração do Hospital amanhã, enquanto o CDS será recebido hoje.
O deputado Pedro Pinto, do Grupo Parlamentar do CDS-PP, solicitou ontem ao Governo Regional uma série de esclarecimentos respeitantes à acumulação de funções públicas e privadas no Hospital do Divino Espírito Santo.
O requerimento visa obter “uma listagem dos médicos que exercem funções no Hospital do Divino Espírito Santo com acumulação em entidade privada hospitalar” assim como apurar “se algum médico deste hospital é diretor clínico em unidade de saúde privada”.
O requerimento solicita o fornecimento de outros dados relevantes, como sejam a carga horária de cada um destes médicos.
“Igualmente, é muito importante saber se algum destes médicos que acumula funções públicas e privadas no HDES apresentou escusa de colaboração no combate às listas de espera cirúrgicas”, declarou Pedro Pinto.
Pedro Pinto argumentou que “o facto de os Açores disporem de três hospitais para cerca de duzentos e quarenta mil habitantes acarreta para o orçamento regional um encargo que não ocorreria num território único e contínuo com o mesmo número de habitantes. Justifica- se, pois, a necessidade de um elevado nível de exigência, rigor e transparência na gestão das unidades de saúde públicas, dos seus recursos humanos e das verbas orçamentais a elas alocadas”. “Se esses princípios per se não fossem suficientes, assim o exigem os contribuintes”, rematou o deputado.
HDES vai ser ouvido no parlamento
Entretanto, a Comissão de Assuntos Sociais do parlamento dos Açores aprovou ontem a proposta do Bloco de Esquerda para que sejam ouvidas várias entidades “relativamente às polémicas, problemas e queixas graves que têm envolvido o Hospital do Divino Espírito Santo e o seu novo conselho de administração nos últimos meses”.
Foram aprovadas por unanimidade as audições do Conselho de Administração do HDES, do Secretário Regional da Saúde e Desporto, do Sindicato Independente dos Médicos, da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Médicos, e da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Enfermeiros.
Foi ainda aprovada, mas com a abstenção do CDS, a audição do ex-diretor de Informática do hospital, que foi despedido – segundo o BE – sem que tenham ainda sido apuradas responsabilidades relativamente ao alegado ataque informático de que o hospital terá sido alvo.
Além do alegado ataque informático, entre os assuntos que o Bloco de Esquerda quer ver esclarecidos está a nomeação de familiares diretos da presidente do Conselho de Administração e do diretor clínico do hospital para vários cargos na instituição, as denuncias de tentativa de condicionamento da atividade sindical feitas pelo Sindicato Independente dos Médicos, a existência de publicações pagas nas redes sociais por parte da presidente do Conselho de Administração publicitando páginas do HDES que, alegadamente, não são páginas oficiais do hospital.
O agendamento das audições será agora decidido pela mesa da Comissão de Assuntos Sociais, presidida pelo deputado Joaquim Machado, do PSD, segundo nota do BE.
(Diário dos Açores de 27/07/2021)
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Manuel Moniz, Artur Neto and 53 others
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