A rede de cunhas e favores de Oliveira Salazar – Portugal – SÁBADO

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Os pobres pediam-lhe dinheiro e casas, mas as elites (engenheiros, deputados, juízes, empresários, padres e condes) queriam colocações em bancos, aumentos e comendas. O ditador acedeu a centenas de cunhas. – Portugal , Sábado.

Source: A rede de cunhas e favores de Oliveira Salazar – Portugal – SÁBADO

CIA EM TEERÃO OU MOSSAD?

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SUMÁRIO EXECUTIVO
AVISO A BIDEN DE ASSASSÍNIO EM TEERÃO
A revelação do assassínio em Teerão de um alto dirigente da Al Qaeda, através de fuga de informação promovida por serviços secretos norte-americanos ou israelitas, é sinal de aviso a Joe Biden.
Abdullah Ahmed Abdullah foi morto a tiro em Agosto por agentes da Mossad ou mercenários estrangeiros a soldo de Israel em operação conjunta com os Estados Unidos, noticiou The New York Times na sexta-feira.
O atentado a tiro contra o líder da Al Qaeda, que custou também a vida à sua filha Miriam, viúva de Hamza bin Laden, ocorreu a 7 de Agosto quando ambos se deslocavam de automóvel num bairro do norte de Teerão.
A vingança serve-se fria
Essa sexta-feira marcava o aniversário dos atentados bombistas de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos em Nairobi e Dar es Salam, que causaram 224 mortos, em que Abdullah esteve envolvido.
Conhecido pelo nom de guerre Abu Muhammad al Masri, Abdullah, nascido no Egipto em 1963, integrara o núcleo inicial da Al Qaeda na guerra contra a ocupação soviética do Afeganistão e, posteriormente, organizara acções terroristas na Somália e noutros países da África Oriental.
Em 2003, al Masri que se refugiara no Irão, foi detido pelas autoridades iranianas em Xiraz, no sudoeste do país, juntamente com outros membros da Al Qaeda.
Em data indeterminada passou a prisão domiciliária e, mais tarde, a liberdade vigiada, tendo assumido o nome de Habib Daoud, cidadão libanês, residente em Teerão.
Miriam, que usava o nome Mariam Daoud, casara em 2005, no Irão, com Hamza, um dos filhos de Osama bin Laden, que veio ser morto em operação anti-terrorista na região de fronteira entre Afeganistão e Paquistão em data não revelada, mas referenciável entre Janeiro de 2017 e Setembro de 2019, segundo declaração oficial da Casa Branca.
Com a morte de al Masri fecha-se praticamente o ciclo da primeira geração de militantes da al Qaeda, ignorando-se a sorte de Ayman al Zawahiri, o egípcio, actualmente com 69 anos, que sucedeu na liderança da organização após o assassínio de Osama em 2011.
Um favor interessado
A colaboração de Israel na captura ou eliminação de militantes da Al Qaeda procurados pela justiça norte-americana tem sido pontual e, nesta operação, a Mossad acedeu a colocar à disposição de Washington a sua rede de agentes, mercenários e infiltrados no Irão.
A prioridade para os serviços secretos israelitas é a sabotagem do programa militar nuclear do Irão e não a caça a elementos da Al Qaeda que Teerão alberga e mantém sob controlo para dissuasão contra possíveis ataques dos terroristas sunitas.
A revelação da colaboração da Mossad num atentado contra um alvo de escasso interesse para Israel, mas de grande valor simbólico para os Estados Unidos, surge como um sinal público para a administração Biden da identidade de interesses entre os dois estados.
Desencontro sobre o acordo
O presidente eleito pretende reverter a decisão de Donald Trump que, em Maio de 2018, apesar da oposição dos demais signatários — França, Reino Unido, Rússia, China, Alemanha, EU, Irão — denunciou o acordo de 2015 para suspensão por quinze anos do programa nuclear militar de Teerão.
A revisão das sanções impostas por Washington a Teerão e a empresas que mantenham negócios com o Irão implica, em primeiro lugar, que o Irão não viole os termos do acordo.
A Agência Internacional de Energia Atómica denunciou este mês, contudo, duas violações graves: a montagem de uma cascada de centrifugadoras em instalações subterrâneas na central de Natanz e a acumulação de urânio empobrecido acima do limite estipulado 2,4 toneladas.
Biden encontrará, por outro lado, forte resistência no Congresso e da parte dos aliados no Médio Oriente, sejam israelitas ou sauditas, para negociar um compromisso.
Em cima da mesa teriam de estar os interesses iranianos no Iraque, Síria, Líbano, Iémen, garantias mútuas de segurança no Golfo Pérsico e no Mar Cáspio, além de limites ao desenvolvimento por Teerão de mísseis de médio e longo alcance potencialmente portadores de ogivas nucleares.
A negociação está, além disso, condicionada pela campanha para a presidência da República Islâmica que culminará em Junho do próximo ano com a escolha do sucessor de Hassan Rouhani e a possibilidade da quarta eleição legislativa em Israel desde Abril de 2019.
A chantagem dos colonatos
Apesar da pública oposição de Biden, Benjamin Netanyahu prossegue a expansão dos colonatos israelitas, tendo sido aberto concurso este domingo para a construção de mais 1 257 residências em Givat Hamatos, numa zona de Jerusalém Oriental que cortará o acesso a Belém.
A presença, ilegal à luz do direito internacional, de cerca de 400 mil colonos na Cisjordânia, além dos 200 mil judeus israelitas residentes em Jerusalém Oriental, é facto incontornável e sucessivos governos jogam com autorizações de expansão residencial para obter concessões de Washington.
No estilo e nas concessões à expansão territorial Biden não será tão complacente e conivente com Netanyahu como Trump, mas à maioria dos decisores em Washington e Jerusalém importa que o presidente eleito assegure a continuidade de uma parceira estratégica.
Ao assinalar desde já que a aliança de segurança se funda na contenção do Irão, o mais perigoso inimigo de Israel, a revelação de um assassínio em Teerão serve o seu propósito.
barradas.joaocarlos@gmail.com
jornalista
assina esta coluna semanal à terça-feira no Jornal de Negócios
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Pandemia está a causar mais mortes de portugueses em casa – DN

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Os alarmes soaram assim que o INE começou a publicar os dados sobre mortalidade em Portugal. De 2 de março até 1 de novembro, morreram mais 8686 portugueses, quase seis mil fora do contexto hospitalar. Para o diretor do maior serviço hospitalar de medicina interna do país, Jorge Almeida, a principal causa de morte é as pessoas “não procurarem cuidados de saúde”.

Source: Pandemia está a causar mais mortes de portugueses em casa – DN

Fernando Flor de Lima nomeado chefe do Gabinete do presidente do Tribunal de Contas

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Fernando Flor de Lima nomeado chefe do Gabinete do presidente do Tribunal de Contas
O Presidente do Tribunal de Contas nomeou para Chefe do Gabinete o Subdiretor-Geral da Secção Regional dos Açores, Fernando Manuel Quental Flor de Lima, até ontem Subdiretor-Geral da Secção Regional dos Açores, inicia hoje funções como Chefe do Gabinete do Presidente do Tribunal de Contas.
A propósito desta nomeação, o Presidente do Tribunal de Contas, José Tavares, sublinhou que, além das suas “elevadas qualidades pessoais e profissionais, o Senhor Dr. Fernando Flor de Lima dará um contributo efectivo para a articulação permanente entre os Serviços de Apoio da Sede e das Secções Regionais dos Açores e da Madeira, de que é profundo conhecedor”, realçando o facto de pretender uma maior proximidade entre a Sede e as Secções Regionais do Tribunal de Contas.
Licenciado em Direito, Flor de Lima ingressou na Administração Regional em 1 de Outubro de 1979, como técnico superior de 2.ª classe do Gabinete Técnico da Presidência do Governo Regional dos Açores. Em 1981 e 1982, representou o Governo dos Açores na III Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, integrado na delegação nacional. Entre 1983 e 1988, participou nas reuniões anuais da Convenção de Londres sobre Imersão, organizadas sob os auspícios da Organização Marítima Internacional. Desde 1987 a 1989, representou o Governo Regional na Comissão Luso-Francesa. No quadro de pessoal do Gabinete Técnico da Presidência, foi sucessivamente promovido para as categorias de técnico superior de 1.ª classe (23/07/81), técnico superior principal (23/04/86), assessor (29/09/89) e assessor principal (15/12/92). Foi deputado da então denominada Assembleia Legislativa Regional dos Açores, entre 10 de Novembro de 1984 e 17 de Novembro de 1988 (III Legislatura), tendo exercido as funções de Vice-presidente desta Assembleia, de 18 de Novembro de 1986 a 18 de Novembro de 1987. Entre 1982 e 1996, exerceu vários cargos em comissão de serviço, designadamente, Assessor (de 08/11/84 a 03/09/89) e Chefe do Gabinete do Presidente do Governo da Região Autónoma dos Açores (de 04/09/89 a 08/11/96).
Em 11 de Novembro de 1996, foi transferido, a seu pedido, para o quadro de pessoal da Secção Regional dos Açores do Tribunal de Contas, como assessor principal, tendo sido colocado na ex-Contadoria do Visto. Entre 03/04/97 e 03/01/00, exerceu o cargo de Contador-Chefe da Contadoria do Visto, em regime de substituição. Em 1 de Dezembro de 1999, transitou para o corpo especial de fiscalização e controlo do quadro de pessoal do Serviço de Apoio Regional dos Açores do Tribunal de Contas, com a categoria de auditor, por força das alterações orgânicas introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 440/99, de 2 de novembro.
Desde 4 de Janeiro de 2000, exercia as funções de Subdiretor-Geral do Serviço de Apoio Regional dos Açores do Tribunal de Contas, tendo as suas comissões de serviço de três anos sido sucessivamente renovadas.
Por inerência de funções, foi assessor da Secção Regional dos Açores do Tribunal de Contas e Presidente do Conselho Administrativo, em conformidade com o n.º 1 do artigo 105.º e o n.º 3 do artigo 34.º, ambos da Lei n.º 98/97, de 26 de Agosto.
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despojos antigis resgatados no porto de Ponta delgada

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Pierre Sousa Lima

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23 m

https://www.facebook.com/rtpacores/videos/411239613378126/
0:28 / 2:16
Cinco âncoras antigas e uma embarcação afundada foram encontradas durante as obras de dragagem da bacia do porto de Ponta Delgada.
Os objetos vão ser avaliados e recolocados junto ao Ilhéu de São Roque.
You, Duarte Melo and 3 others

Tribunal da Relação considera ilegal quarentena da DGS –

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Source: Primeira página em 60 segundos: Tribunal da Relação considera ilegal quarentena da DGS – JN

 

 

https://tvi24.iol.pt/sociedade/coronavirus/covid-19-tribunal-diz-que-quarentena-imposta-pela-dgs-no-estado-de-alerta-e-ilegal?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=ed-tvi&fbclid=IwAR2CTQ1XlkM_-fdvebnfTSOanXmFMOpuI_wSTgwhwqHHP9P6EgZdvNBfQ3k

natália, ARQUIPÉLAGO – Centro de Artes Contemporâneas» dos Açores. Uma história apagada

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«ARQUIPÉLAGO – Centro de Artes Contemporâneas» dos Açores. Uma história apagada.
 

Parece – ou quer-se fazer parecer – que o «Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas», sediado no edifício recuperado (ou melhor, feito praticamente de novo) da antiga Fábrica de Álcool da Ribeira Grande, é uma coisa nova. Sê-lo-á, talvez, pelo espírito grandiloquente e vazio que presidiu à sua forma actual. Porém não o será, se tivermos em conta uma história que (vá lá saber-se porquê) alguém tenciona apagar mas que está na hora de recordar – ao arrepio da história oficial açoriana que tão bem segue o guião estalinista de ir apagando das fotografias oficiais as personalidades que vão deixando de interessar.

Pois bem: tudo começou em 1997, na sequência da morte de Dórdio Guimarães, viúvo de Natália Correia. E era eu, pese embora a quem desagrade, Director Regional da Cultura.

Após um processo judicial complicado, levado a bom porto pelo Dr. Álvaro Monjardino, a quem eu pedi que se encarregasse do assunto em nome da Região, a maior e mais interessante parte da herança jacente de Natália Correia e Dórdio Guimarães veio para os Açores. Dessa herança fazia parte uma preciosa pinacoteca (colecção de arte) – tão boa e tão completa que, antes de ser encaixotada e enviada para Ponta Delgada, foi exposta em Lisboa, ocupando seis salas do Palácio Galveias. Dessa exposição, feita em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, fez-se um magnífico catálogo que os interessados que o não conhecem poderão consultar nas bibliotecas públicas.

Como não havia então, em São Miguel, nenhum edifício com as condições necessárias para expor a colecção, ficou a mesma, por meu despacho, à guarda da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, até se encontrar um local condigno para a depositar e onde a expor ao público. Mas, antes de se definir esse local, era necessário criar-se um organismo externo, à altura do Museu Carlos Machado mas dele independente, que assumisse, legal e juridicamente, a propriedade e a gestão da colecção, em nome da Região.

Criou-se então, por Decreto Legislativo Regional, o «Centro de Arte Moderna de Ponta Delgada», que teria como núcleo fundador esta mesma colecção de arte. E embora eu tivesse posto como possibilidades de edifícios a adquirir e adaptar (eu sou contra a construção de novos edifícios, havendo disponíveis já existentes) o corpo principal do antigo Hospital de São José, ou então o edifício Nicolau de Sousa Lima, à ilharga do teatro Micaelense, não consegui os apoios políticos e financeiros necessários para adquirir nem um nem outro. O que, francamente, foi pena: se o antigo Hospital, com a sua bela fachada neoclássica e pés-direitos altíssimos, e a sua localização, daria um excelente Centro de Arte Moderna, o outro edifício, de boa arquitectura moderna e com amplos espaços, constituiria uma mais-valia se articulado com o Teatro Micaelense, com o qual tem, de resto, afinidades estilísticas.

Entretanto, em 1999, eu deixei o cargo de Director Regional para assumir o de deputado à Assembleia da República, e deixei – correctamente – de ser ouvido ou achado na matéria. Até porque pensava que um Decreto Legislativo Regional era coisa para ser cumprida. Porém, enganei-me: não o foi.

Anos mais tarde, comecei a ouvir falar no novo projecto para a Ribeira Grande, e que se chamaria «Arquipélago» para poder representar as nove ilhas – o que, sendo uma ideia interessante, não me parecia resolver um problema de fundo: como poderiam as pessoas das outras oito ilhas sentir-se representadas num, e beneficiadas por um, equipamento cultural para cuja visita teriam que pagar viagens de avião e estadias em hotéis? Mas passando por cima disso, recordei aos então responsáveis máximos pela política cultural dos Açores que existia, encaixotadíssima, a colecção de arte de Natália Correia e Dórdio Guimarães, e que se encontrava em vigor o Decreto Legislativo que criara o … Centro de Arte Moderna de Ponta Delgada.

Ao que me foi respondido: nada.

Quando, em 2012, assumi o cargo de Secretário Regional com a tutela da Cultura, o edifício do «Arquipélago» estava em vias de conclusão, mas com graves problemas técnicos, financeiros e de obra por resolver. E não havia qualquer programa ocupacional para a sua utilização, o que colocava outro tipo de problemas: por exemplo, a nível de mobiliário e dos equipamentos necessários para um edifício destinado a ser um Centro de Artes – não se sabendo, no entanto, de que artes se trataria, nem qual o seu regime de funcionamento. Apesar de os sucessivos Directores Regionais terem adquirido, a preços comerciais e sob a curadoria de uma distinta personalidade lisboeta, cujo nome não recordo mas que recebia uma avultada avença mensal para desempenhar a tarefa, uma lista de obras de artes consideradas como «testemunhos da modernidade» e que eu, no entanto, nunca cheguei a ver.

Tinha, portanto, um elefante branco pela frente. Que enfrentei desta maneira:

1. Os problemas técnicos, financeiros e de obra foram resolvidos, e o edifício foi dado por concluído em matéria de construção.

2. Cancelei a avença com o tal curador de aquisição de obras de arte (embora tendo sido necessário pagar-lhe uma indemnização por resolução unilateral de contrato…).

3. E, para o programa ocupacional, entendi que deveria envolver a comunidade artística regional, que em várias áreas conta com personalidades de relevo a nível nacional.

Nesse sentido, foi criado um Conselho de Curadores, ao qual foi pedido que, tendo em conta as características do edifício e o entendimento que tinham do que deveria ser o papel desta estrutura no contexto da política cultural para a Região, apresentassem uma proposta de programa ocupacional e funcional para o «Arquipélago». Deste Conselho constavam personalidades de valor inquestionável, oriundos de áreas como a literatura, as artes plásticas, o cinema e o audiovisual, as artes performativas (teatro e dança), a música (clássica, popular e tradicional), a fotografia, o “design” ou a arquitectura, cujos nomes não cito para não esquecer nenhum, mas que constam de um diploma legal facilmente consultável.

Mas havia algumas ideias de base, que muito acarinhei, e que tinham a ver com o envolvimento da massa crítica artística e técnica regional, bem como da população.

Uma delas era considerar o «Arquipélago» como um centro de artes vivas, que disponibilizaria salas e espaços para serem utilizados por grupos de teatro, grupos musicais, dançarinos e coreógrafos, ranchos folclóricos, filarmónicas, artistas plásticos, arquitectos, etc., que ali poderiam criar, ensaiar, encenar e expor os seus trabalhos. E, em cada uma destas áreas, montar-se escolas de formação para actores, encenadores, músicos, dançarinos, artistas plásticos, e tudo o que se fosse revelando como necessário para a constituição de uma massa crítica e, sobretudo, de um público interessado em actividades e produtos culturais.

Outra, tinha a ver com minudências como, por exemplo, o mobiliário: uma vez definido o programa ocupacional do edifício, e daí definidos os tipos de mobiliário necessários, seria solicitado (por concurso) aos “designers” açorianos que desenhassem as mesas, cadeiras, estantes e todo o tipo de móveis – que depois seriam executados pelos marceneiros de todas as ilhas que tivessem condições para o fazer. Assim se daria trabalho a criadores e a técnicos regionais, que se sentiriam (e às respectivas famílias…) directamente envolvidos no processo.

Estava tudo isto em andamento – pelo menos em conceptualização – quando fui afastado do governo. Não sei quem, nem porquê, nem em nome de quê, decidiu que as coisas não seriam assim, que o «Arquipélago» seria antes uma coisa a modos que um Guggenheim ou um Serralves que supostamente atrairia milhares de turistas a São Miguel (… ugh! …), e que ficaria para ali, como para ali está, dirigido por alguém que alguém achou que – para quem é, bacalhau basta. E, é claro, os artistas, criativos e agentes culturais dos Açores, bem como a generalidade da população, ficaram, literalmente, a ver navios.

Águas passadas, dir-se-á. Águas paradas, vê-se.

E a propósito: onde pára, e em que condições se encontra, a colecção de arte de Natália Correia e Dórdio Guimarães, que tem obras de quase todos os artistas representativos do modernismo português e que tanto trabalho deu para que viesse para os Açores?

E ninguém faz perguntas?

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