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Uma bruxa italiana dança na praça principal de Salento (Itália) durante a quarentena para afastar e exorcizar as forças maléficas do coronavírus
A dançarina é chamada de a “Strega Pizzica” (Bruxa Dançarina) e queria banir o mal do Covid-19 de sua terra com a sua dança, sua arte.
No dia 17 de abril por volta das 19:00 na Piazza Sant’Oronzo, veio uma esplêndida melodia de Salento que de repente quebrou um silêncio surreal. Na praça uma cena fantástica, uma dançarina vestida de preto dançou a pizzica bem no mosaico da famosa “Lupa di Lecce”, símbolo da cidade. Talvez este seja o símbolo de Pizzica, exorcizando esse período triste com a dança, dançando freneticamente ao pôr do sol na praça central de Sant ‘Oronzo, acreditando que amanhã tudo acabará e que voltaremos a abraçar todos nós novamente, com o calor que distingue o povo Salentino.
Pizzica é uma dança folclórica italiana popular , originária da península de Salento na Apúlia e depois se espalhou por todo o resto da Apúlia e pelas regiões da Calábria e da Basilicata oriental.
A Pizzica é uma dança capaz de falar sobre sentimentos vida e esperanças antigas. Ele está relacionado à Pizzica o fenómeno da “tarantismo”, entendida como exageros de opressão, ansiedade e medo. O tarantismo, como ritual, tem raízes nos antigos mitos gregos. Alegadamente, as vítimas que desmaiavam ou estavam em convulsão começavam a dançar com a música apropriada e eram revividas como se uma tarântula as tivesse mordido. A música usada para tratar a mania da dança parece ser semelhante à usada no caso do tarantismo, embora pouco se saiba sobre eles.
Um relato sobre a tarantela (dança típica italiana) que provém a Pizzica:
“Uma convulsão enfureceu a estrutura humana […]. Comunidades inteiras de pessoas se uniam, dançavam, pulavam, gritavam e tremiam por horas […]. A música parecia ser o único meio de combater a estranha epidemia […] animada e estridente, tocada em trompetes e quinze, animando os dançarinos; harmonias suaves e calmas, graduadas de rápida a lenta, de alta a baixa, provam ser eficazes para a cura.”

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Uma Autonomia ferida
Parece cada vez mais consensual que a Autonomia Política que temos não é aquela que todos almejamos.
A constituição de uma CEVERA – a preguiçosa comissão parlamentar para produzir uma reforma da Autonomia – é o exemplo desse descontentamento a nível dos agentes políticos, mas foi preciso uma pandemia para que o povo percebesse que, afinal, quando queremos impor regras cá dentro, em defesa da nossa saúde, o Terreiro do Paço não deixa, alegando a “continuidade territorial” e os travões que a Constituição consagra.
Temos, portanto, uma Autonomia ferida, senão mesmo incompleta, apesar da sua implementação que se confunde com os 16.500 dias de Liberdade, desde Abril de 74.
O mais curioso é que reagimos contra o centralismo conforme os maus humores dos nossos governantes.
Na primeira fase da Autonomia tivemos o protesto original dos “óculos escuros e gravatas pretas”, que depois resultou numa troca de palmadas nas costas e ficou tudo esquecido.
Nesta segunda fase temos uns arrufos e uns recados inflamados, mas depois voltam todos à tradicional submissão a Lisboa e às suas lideranças nacionais.
Faz agora quatro anos Vasco Cordeiro alertou os açorianos para estarem “vigilantes e prontos para os inimigos da Autonomia”, revelando grande preocupação com os “autonomistas de fachada de cá” e pedindo que os açorianos se mantivessem “vigilantes e prontos face aos antiautonomistas confessos de lá”, defendendo, intransigentemente, “a nossa capacidade e o nosso direito de sermos nós, açorianos, os senhores do nosso destino”.
Daí para cá, porque a cor do governo mudou, palmadinhas nas costas…
Nos últimos meses fomos violentamente agredidos na nossa dignidade de escolha perante as provocações de António Costa, Marcelo e o ministro mimado Pedro Nuno Santos.
A submissão com que reagimos a estas atitudes “políticas firmes” diz bem do grau de Autonomia que temos, por mais alertas para estarmos “vigililantes” e sermos “os senhores do nosso destino”.
O Dia dos Açores que assinalamos amanhã nunca foi tão cruelmente representativo como vai acontecer com as cerimónias oficiais, confinadas a uma participação virtual.
Uma Autonomia virtual, que nos vai embalando com o derramar de pacotes de subsídios do Estado e da Comissão Europeia, como vai acontecer mais uma vez, para amolecer os “açorianos vigilantes”.
Até quando não vamos ser senhores do nosso destino?
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 31.05.2020)
— with Osvaldo José Vieira Cabral.

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Opinião de Carlos Morais José, no jornal Hoje Macau de 29 de Maio de 2020.
Até que enfim.
Os constantes pedidos de independência para Hong Kong por parte dos activistas, bem como as deslocações de delegações a Washington e outros países, no sentido de motivar uma intervenção internacional na ex-colónia britânica são mais do que motivos para justificar a aprovação da lei de segurança nacional para Hong Kong por parte da Assembleia Popular Nacional.
Assim, Pequim está a garantir a integridade territorial da China que se encontra explicitamente ameaçada pelas reivindicações exibidas nos protestos de Hong Kong.
Logo, trata-se de um assunto de defesa nacional, uma atribuição do país consagrada na Lei Básica, portanto de uma acção legal e não ilegal, como alguns iluminados consideram.
Claro que se chegou a este ponto depois da RAEHK se ver paralisada durante vários meses e a violência emergir regularmente por parte dos activistas, tendo encontrado uma reacção tímida do lado da polícia local.
Sendo regulamentada a lei, o governo de Hong Kong tem finalmente dentes para acabar com esta situação, altamente prejudicial para as suas gentes e estabelecer um clima pacífico que permita o regresso da normalidade, ao abrigo do segundo sistema, isto é, garantindo os direitos cívicos e políticos expressos na Lei Básica.
Até que enfim.

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Informação – Praia da Viola
Informamos que a partir do mês de Junho, e com a abertura da época balnear no concelho da Ribeira Grande, a praia da Viola será vigiada por um nadador salvador aos fins-de-semana e feriados.

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On the Moon, the Space X launch was also followed with great interest.

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A ESCOLA TRADICIONAL TEM FUTURO? ABRA-SE O DEBATE!
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VAMOS À ESCOLA
José Tolentino Mendonça
Há momentos, como este da estação atual, em que as interpretações sobre os perigos e as oportunidades são tão contrastadas que nos sentimos dentro do incipit de “História em Duas Cidades”, a narrativa que Charles Dickens dedicou à emergência da revolução francesa: “Era o melhor de todos os tempos, era o pior de todos os tempos, era a idade da sabedoria, era a idade da loucura, a época da fé e a época da incredulidade, o período da luz e o período das trevas, a primavera da esperança e o inverno do desespero. Tínhamos tudo à nossa frente, não tínhamos nada à nossa frente…” Uma divisão assim acentuada de perspetivas é, por exemplo, aquela que se está a desenvolver a propósito da escola. De uma parte estão os que saúdam a chegada promissora do futuro, mesmo se nesta primeira fase ele chegue de rompante e nos encontre impreparados, no meio de muitas debilidades. Mas estas serão progressivamente corrigidas e o importante é que não se volte para trás, dizem. A rede escolar será mais qualificada e eficaz: em vez de termos, por exemplo, dezenas de universidades localizadas, cada uma com a obrigação de constituir um amplo conjunto de docentes para assegurar os seus cursos, os alunos poderão ter acesso aos melhores professores e iniciativas de uma determinada área científica, através da via telemática. A transformação a que assistimos já no domínio das publicações científicas, com o abandono da edição em papel e a formação de autênticas bibliotecas digitais, vai propagar-se às outras dimensões do ensino e da investigação, potenciando o trabalho deslocalizado, em rede e num quadro de internacionalização.
Mas há quem tema estas elucubrações. Em Itália são sobretudo os filósofos — e nomes reconhecidos como Agamben, Cacciari, Esposito ou Marramao — a chamar a atenção para a extrema delicadeza do que se pode estar a preparar. Neste grupo, , , “ ” à . “ ” é, , í é , , ã, ê é çã. é “ ó ” , , , , “ í á ”.As outras vozes, porventura com entoação diferente mas na mesma direção, recordam que seria um absurdo voltar ao dualismo cartesiano, em que a mente tem o primado, julgando assim poder dispensar o corpo, as emoções ou a tangibilidade da relação educativa enquanto prática colaborativa e comunitária. Não é possível excluir o corpo da escola, pois é através dele que damos significação ao mundo, maturando os diversos saberes e exercitando a responsabilidade pela inteira existência. Num abaixo-assinado que o grupo de filósofos italianos promoveu, recorda-se que “o termo escola não quer dizer aprendizagem mecânica de noções, nem coincide com o martelar dos dedos num teclado, ou com a subordinação aos motores de busca. Quer dizer, sim, antes de tudo sociabilidade, em sentido horizontal (entre colegas) e vertical (com os docentes), dinâmicas de formação omnilateral, crescimento intelectual e moral, maturação de uma consciência civil e política”. Mas para isso, insistem, é á çã çã . Eis um debate decisivo do presente.

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“NÃO CONSIGO RESPIRAR!” – RACISMO NOS EUA
A história do racismo nos EUA
por João Paulo Charleaux – Nexo
A morte de Floyd não é um fato isolado. O debate sobre violência policial contra os negros nos EUA é tão antigo quanto a própria história do país, que, assim como o Brasil, é marcado pela escravidão de africanos, considerada uma prática legal até a segunda metade do século 19.
Mesmo após a abolição da escravatura, os negros ainda viveram um século 20 marcado por leis discriminatórias e perseguições protagonizadas por milícias que cometiam linchamentos públicos, em muitos casos sob anuência das autoridades.
O cenário de racismo persistente nos EUA colocou o movimento negro na vanguarda da luta por direitos civis nos anos 1960, que culminaram com a conquista de uma série de direitos que, embora tenham feito justiça ao passado, não foram suficientes para equalizar uma situação de desigualdade resultante de séculos de história.
Racismo em números
O instituto americano Pew Research Center publicou em 2019 um abrangente estudo de opinião sobre a percepção que os EUA têm a respeito das diferenças raciais no país.
58%
dos americanos classificam como “ruins” as relações raciais no país
56%
acham que o presidente Donald Trump tornou as relações raciais ainda piores
80%
dos americanos consideram que a herança da escravidão prejudica os negros ainda hoje nos EUA
O mesmo instituto aponta, com base em dados de 2017, que os negros eram 12% da população adulta americana, mas representavam 33% da população carcerária do país.
No subgrupo das mulheres, a disparidade é ainda maior – o número de mulheres negras encarceradas no país é o dobro do número de mulheres brancas na mesma situação.
As injustiças estruturais, somadas aos episódios reiterados de brutalidade contra negros nos EUA, alimenta uma rede de pessoas, movimentos e instituições que lutam por justiça.
Um dos movimentos mais conhecidos desse setor é o que ficou conhecido pelo nome “Black Lives Matter” (ou vidas negras importam, em português).
O movimento teve início num dos muitos episódios de violência policial semelhantes ao ocorrido com Floyd, em Minneapolis, quando em fevereiro de 2012, o jovem negro Trayvon Martin, de 17 anos, foi seguido, alvejado e morto por um vigia de bairro na Flórida. O autor dos disparos, George Zimmerman, alegou legítima defesa e acabou sendo absolvido pelo assassinato.

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https://www.alucinoconfeisbuk.com/2017/08/tu-amiga-la-alcoholica.html?m=1