DINOSSÁURIOS E A BATALHA DE CARENQUE.

Views: 0

João Filipe Gonçalves Tolentino and Pedro Manuel Gonçalves Tolentino shared a post.

27 March

No photo description available.
Image may contain: text that says "A.M. GALOPIM DE CARVALHO DINOSSÁUROS ABATALHA DE CARENQU EDITORIAL NOTILIAS"
Image may contain: bridge and outdoor, text that says "Alverca 29 MLR"
Image may contain: outdoor and nature
Comments

33 ANOS A LUTAR

DINOSSÁURIOS E A BATALHA DE CARENQUE.
é o título de um livro que dei a público na Editorial Notícias, em 1994, hoje esgotado.

Leia aqui. num texto condensado, o que convém saber sobre este problema

Leia porque precisamos da sua ajuda e pedimos-lhe que partilhe e se junte a nós nas acções que iremos promover na próxima semana, a anunciar nesta página.

Este é um texto longo e todos sabemos que, via de regra, o número de leitores é inversamente proporcional à extensão das prosas. Mas é um grito de alerta e de revolta por algo de muito importante, em vias de se perder para sempre.

MAS NADA SE FAZ SEM ESFORÇO.
GANHÁMOS UMA LUTA MAS FALTA GANHAR A GUERRA.

E a verdade é que precisamos da todos

Para VERGONHA do “Instituto de Conservação da Natureza”, a jazida com pegadas de dinossáurios de Pego Longo (Carenque) que, há 22 anos, por solicitação minha, em nome do Museu Nacional de História Natural, classificou como MONUMENTO NATURAL (Dec. Nº 19/97, de 5 de Maio), encontra-se no mais confrangedor abandono, convertida, de novo, em vazadouro clandestino e densamente invadido pela vegetação autóctone, mais parecendo uma selva conspurcada por lixo.

Diz o citado diploma legal que cabe a este Instituto (agora também, ilogicamente, dito “das Florestas”), zelar pela proteção e conservação dos Monumentos Naturais que oficialmente classifica.
Uma vergonha!

Esquecida também dos poderes local (a autarquia sintrense) e central, esta importante jazida, em fase acelerada de destruição, está bem viva na mente de todos os que, como eu, sabem do que estão a falar, ou seja, os geólogos, docentes e investigadores nacionais nesta área científica e todos os especialistas internacionais que aqui acorreram, das Américas à China e à Mongólia, sem esquecer, claro, os nossos vizinhos da Europa. Está, ainda, no coração de todos os que respeitam os valores da Natureza.

A luta pela defesa desta jazida paleontológica, que ficou conhecida por “Batalha de Carenque”, remonta a 1986, (há 33 anos, portanto) quando dois finalistas da Licenciatura em Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, Carlos Coke e Paulo Branquinho, meus ex-alunos, descobriram um vasto conjunto de pegadas de dinossáurios no fundo de uma pedreira abandonada, na altura a ser usada como vazadouro de entulhos e lixeira clandestina, em Pego Longo, concelho de Sintra, na vizinhança imediata de Carenque.

Esta importante jazida paleontológica corresponde a uma superfície rochosa com cerca de duas centenas de pegadas, de onde sobressai, pela sua excepcional importância, um trilho com 132 metros de comprimento, no troço visível, formado por marcas subcirculares, com 50 a 60cm de diâmetro, atribuídas a um dinossáurio bípede.

Além deste, considerado na altura o mais longo trilho contínuo da Europa, identificaram-se, na mesma superfície, pegadas tridáctilas atribuíveis a carnívoros (terópodes), parte delas igualmente organizadas em trilhos.

O chão que suporta estas pegadas corresponde ao topo de uma delgada camada de calcário do Cretácico (com cerca de 92 milhões de anos), com 10 a 15cm de espessura, levemente basculada para Sul. Muito fracturada (à escala centimétrica), esta camada assenta sobre uma outra, bem mais espessa, de natureza argilosa, condições que dão grande fragilidade à dita camada de calcário e, portanto, a esta jazida.

Para além das consequências inevitáveis de degradação decorrentes do uso deste enorme buraco como vazadouro, fui alertado, em Maio de 1992, para o facto de o traçado da então projectada Circular Regional Exterior de Lisboa (CREL) vir a destruir a maior parte do trilho principal, precisamente no seu troço mais interessante. Louvavelmente, a Brisa, empresa interessada neste processo, apercebeu-se do valor patrimonial em causa, mantendo-se em consonância com o Museu Nacional de História Natural na procura de soluções que corrigissem uma tal situação, não desejável.

Após uma longa batalha, de que a comunicação social de então deu ampla divulgação, a abertura dos túneis de Carenque foi, finalmente, a solução aceite pelo governo, representando para as finanças públicas um esforço acrescido, na ordem de um milhão e seiscentos mil contos (8 milhões de euros), merecedor de aplauso. Dois anos e meio depois, a 9 de Setembro de 1995, o então Primeiro-Ministro Cavaco Silva inaugurava a CREL, tendo tido a atenção de me incluir na comitiva que com ele percorreu os túneis de Carenque sob as pegadas de dinossáurios que tanta tinta têm feito correr. Terminava, assim, uma primeira batalha entre os cifrões e a cultura científica, de que esta, em boa hora, saiu vitoriosa.

Mas a guerra não ficou ganha. Há, ainda, como todos sabemos, uma última batalha que é imperioso e urgente ganhar. Ganhá-la passa pela conveniente musealização do sítio, cujo projecto de arquitectura, “Museu e Centro de Interpretação de Pego Longo (Carenque)”, da autoria do Arqº. Mário Moutinho, aprovado pela Câmara de Sintra em 2001 (sob a presidência de Edite Estrela), aguarda há 17 (dezassete) anos o necessário cabimento de verba.

Desde então, com a queda da presidência do PS para o PSD, nada mais foi feito. Simpático, acolhedor e, até amistoso no modo como sempre me recebeu, Fernando Seara nada fez pela salvaguarda deste importante geomonumento. Idêntico tratamento recebi, mais recentemente, de Basílio Horta, mas, infelizmente, tudo continua nos esquecimento. O desinteresse destes senhores pela cultura científica é evidente e lamentável.

A concretização deste projecto não necessita ser encarada em bloco. Pode ser faseada no tempo, começando pelas peças mais urgentes e atractivas. Não é compreensível ter-se dispendido tanto dinheiro na abertura dos túneis, para salvaguarda da jazida, e não viabilizar, agora, o financiamento necessário à conclusão da obra prevista e tirar dela os dividendos culturais e pedagógicos que é lícito esperar como potencial pólo de atracção turística.

Passados 33 anos sobre a sua descoberta, o trânsito automóvel flui normalmente sob um raro e valioso património, lamentavelmente deixado ao abandono. Entretanto, a jazida degrada-se sob a vigência de uma administração cega, surda e muda, indiferente aos milhões já ali investidos, não obstante a obra em falta representar muito pouco face à cifra já gasta com a abertura dos túneis.

E quando, em nome dos euros, se argumenta contra este empreendimento, podemos responder com o enorme potencial turístico desta jazida. A topografia do terreno permite uma boa adaptação do local aos fins em vista, dispondo do lado SW de um pequeno relevo (residual da exploração da pedreira) adaptável, por excelência, a miradouro, de onde se pode observar, de um só golpe de vista e no conjunto, toda a camada – uma imensa laje pejada de pegadas – levemente basculada no sentido do local do observador, numa panorâmica de justificada e invulgar grandiosidade.

Em acréscimo deste significativo potencial está o facto de a jazida se situar na vizinhança de uma grande metrópole e numa região de intensa procura turística (Sintra, Queluz, Belas) e, ainda, o de ser servida por duas importantes rodovias, a via rápida Lisboa-Sintra (IC-19), por Queluz, e a Circular Regional Externa de Lisboa (CREL-A9) que a torna acessível pelo nó de Belas e, no futuro, mais comodamente, pelo nó de Colaride.

O reconhecimento desta jazida como valioso e excepcional relíquia geológica e paleontológica, à escala internacional, é hoje um dado adquirido. Assim e tendo em conta a condição privilegiada da região sintrense e a sua classificação, pela UNESCO, como Património Mundial, justifica-se todo o envolvimento que possa surgir, por parte das administrações local e central, nesta realização, que transcende não só as fronteiras da autarquia, como também as do País.

Todos sabemos que os dinossáurios constituem um tema de enorme atracção entre o público e que qualquer iniciativa neste domínio da paleontologia está votada ao sucesso. Nesta realidade, a Jazida de Pego Longo, convenientemente adaptada a uma oferta de turismo da natureza, de grande qualidade e suficientemente bem equipada e promovida, garante total rentabilidade a todo o investimento que ali se queira fazer.

Pela minha parte, continuo a oferecer, graciosamente (como sempre fiz), o meu trabalho na concretização deste projecto.

Como cidadão profundamente envolvido nesta causa, sinto-me no dever e no direito de nela voltar a insistir.
Esquecidas dos poderes local e central, as pegadas de dinossáurios de Carenque estão bem vivas na mente de todos os que, como eu, sabem do que estão a falar, ou seja, os geólogos, docentes e investigadores nacionais nesta área científica e todos os especialistas internacionais que aqui acorreram, das Américas à China e à Mongólia, sem esquecer, claro, os nossos vizinhos da Europa. Estão, ainda, no coração de todos os que respeitam os valores da Natureza.

Lembrando a sessão de dia 11 de Fevereiro de 1993, no Parlamento, sob a presidência do, para mim, saudoso Prof. Barbosa de Melo, na qual foi votada, por unanimidade (coisa rara), a recomendação ao executivo, no sentido da salvaguarda desta jazida paleontológica, apelo, uma vez mais, ao governo e à autarquia sintrense que reúnam vontades e interesses a fim de que se não perca este valioso património tão antigo quanto cento e doze mil vezes a História de Portugal.
A M Galopim de Carvalho

No photo description available.
Image may contain: text
Image may contain: bridge and outdoor
Image may contain: outdoor and nature

fotos históricas 1975 chrys

Views: 0

nem sabia que existiam, descobri hoje por acaso os negativos, a última foto fardado e a primeira desfardado em maio 1975 rumo a Bali mais uma vez…com tudo o que isso representa

 

 

os detalhes estão na trilogia da história de timor, em especial no vol. 1 o dossier secreto 1973-1975 https://www.lusofonias.net/arquivos/429/OBRAS-DO-AUTOR/1006/TRILOGIA-de-Timor-vol.-3-Historia-de-Timor.pdf

QUIÇÁ PICASSO escrita pré-histórica na ilha terceira

Views: 0

NOTA SATÍRICA DO EDITOR DESTE BLOGUE PELO DESENHO É VISÍVEL A INFLUÊNCIA PORTUGUESA DO TRAÇO BEM DISTINTO DO DE OUTRAS CIVILIZAÇÕES, penso mesmo ser possível distinguir a caligrafia de um dos escrivães a bordo da nau de gonçalo velho….ERGAMOS BEM ALTO ESSA GLÓRIA DOS PRIMEIROS POVOADORES (RSRSRSR…)

Image may contain: outdoor and nature

 

Quiçá, Picasso.

 

 

dirigentes de futebol australianos

Views: 0

Living in the country….

-1:11

a pureza volta a Brunei, Alá é grande e pouco misericordioso

Views: 8

Brunei to impose death by stoning for gay sex and adultery

KUALA LUMPUR (AFP) – Adultery and gay sex in Brunei will be subject to death by stoning from next week, authorities said, under a strict Syariah law that has been on hold for four years amid heavy criticism.

Rights groups reacted in horror on Wednesday (March 27) to the latest hardline move from the resource-rich nation on Borneo, which practises a stricter brand of Islam than its neighbours Malaysia and Indonesia.

The tiny sultanate will implement the harsh new penal code – which also prescribes amputation of a hand and foot for theft – next Wednesday.

Homosexuality is already illegal in Brunei but it will now become a capital offence. The law applies to only Muslims.

The new penalty for theft is amputation of the right hand for a first offence, and the left foot for a second offence.

Amnesty International on Wednesday urged Brunei to “immediately halt” implementing the new penalties.

“To legalise such cruel and inhuman penalties is appalling of itself,” Brunei researcher Rachel Chhoa-Howard said in a statement. “Some of the potential ‘offences’ should not even be deemed crimes at all, including consensual sex between adults of the same gender,” she said.

Get exclusive insights of Asia from our network of correspondents

Keep up with the latest in the region with the ST Asian Insider newsletter, delivered to your inbox every weekday

Ty Cobb, director of US-based gay rights group Human Rights Campaign, called the legislation “state-sponsored torture and murder of LGBTQ people,” adding it was “crucial” that the international community demand that the country “stop these barbaric changes that threaten the lives of Brunei citizens.”

A notice on Brunei’s Attorney General’s Chambers dated Dec 29 last year said the provisions will take effect on April 3.

Brunei first announced the measures in 2013 but implementation has been delayed as officials worked out the practical details and in the teeth of opposition by rights groups.

Under a shift towards hardline Islamic law, Brunei in 2015 banned excessive Christmas celebrations for fear that Muslims could be led astray.

https://www.straitstimes.com/asia/se-asia/brunei-to-impose-death-by-stoning-for-gay-sex-and-adultery?utm_medium=Social&utm_campaign=STFB&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR2jAPRlw1jO7_Lsnk1HgUtQQ_KNlRIGXtSUN2Wisd8wQxfc0I3mpKYEKb0#Echobox=1553693894

44 mins

About This Website

 

KUALA LUMPUR (AFP) – Adultery and gay sex in Brunei will be subject to death by stoning from next week, authorities said, under a strict Syariah law that has been on h…

Continuar a ler

abacaxi come-se assim

Views: 0

Estou hoje nesta…

-0:11

991,588 Views

O Sabor da Vida

Eu ia morrer sem saber que abacaxi é pra comer assim.

NORBERTO ÁVILA NA REP CHECA

Views: 1

Norberto Ávila

 

Image may contain: sky, cloud and outdoor

CAFÉ CENTAURO em Curso de Teatro em Português na República Checa

A peça de Norberto Ávila CAFÉ CENTAURO engloba um Curso de Teatro em Português que está a decorrer na Universidade Carolina, na República Checa. Neste curso, organizado pelo Centro de Língua Portuguesa/Camões em Praga e o Departamento de Estudos Lusobrasileiros daquela universidade, os participantes têm a oportunidade de desenvolver técnicas de voz e de expressão corporal para palco e de aprender a trabalhar um guião teatral. No final, os formandos vão dar vida aos personagens da peça do autor açoriano, numa apresentação ao público.

Foto: Universidade Carolina, em Praga, República Checa.

Conheça a obra do autor em www.norberto-avila.eu

Image may contain: sky, cloud and outdoor

A LOJA DO MESTRE ANDRE RIEU

Views: 4

Eduard Naya shared a post.

11 hrs

Adorei!

Que tal este miminho??

https://www.facebook.com/mariaamelia.campos/videos/10216260194491453/?t=7
-2:02

-1:40

293,857 Views

Maria Amelia Campos

Que tal este miminho??

Porque é que o tempo passa mais depressa à medida que envelhecemos?

Views: 1

Uma nova teoria defende que a perceção do tempo está ligada à capacidade de processamento de imagens pelo cérebro, que diminui com a idade….ESTA PERGUNTA CONSOME-ME DESDE QUE COMECEI A ENVELHECER…E NÃO HÁ TRAVÕES QUE CHEGUEM Visão | Porque é que o tempo passa mais depressa à medida que envelhecemos?

Source: Visão | Porque é que o tempo passa mais depressa à medida que envelhecemos?

https://visao.sapo.pt/sociedade/2019-03-26-Porque-e-que-o-tempo-passa-mais-depressa-a-medida-que-envelhecemos-/

 

ESTA PERGUNTA CONSOME-ME DESDE QUE COMECEI A ENVELHECER…E NÃO HÁ TRAVÕES QUE CHEGUEM Visão | Porque é que o tempo passa mais depressa à medida que envelhecemos?

 

Porque é que o tempo passa mais depressa à medida que envelhecemos?

Porque é que o tempo passa mais depressa à medida que envelhecemos? Getty Images
Uma nova teoria defende que a perceção do tempo está ligada à capacidade de processamento de imagens pelo cérebro, que diminui com a idade

É uma questão de perceção, obviamente. Cada minuto tem os mesmos 60 segundos e estes demoram o mesmo tempo a passar, estejamos nós na idade dos porquês ou na idade da reforma. No entanto, o tempo parece passar muito mais devagar quando somos mais novos e acelerar à medida que envelhecemos. Quem não se lembra das férias intermináveis de verão, em idade escolar? Eram três meses que nunca mais acabavam. É verdade que, agora, em adultos, não temos três meses de férias de verão. Mas o pouco que temos parece ainda menos do que é.

Adrian Bejan, investigador da Universidade de Duke, nos EUA, dedicou-se a estudar o fenómeno, e esta semana avançou com uma explicação: à medida que envelhecemos, o cérebro perde capacidade de processar imagens e, como consequência, a mente humana perceciona a passagem do tempo de uma forma mais rápida.

“As pessoas ficam muitas vezes fascinadas com a quantidade de memórias que guardam daqueles dias de juventude que pareciam durar para sempre. Não é que as experiências tenham sido muito mais profundas ou significativas; é só porque elas foram processadas de forma muito mais rápida”, escreve o autor do estudo, docente de engenharia mecânica.

A sua teoria assenta nesta ideia de que “a mente humana sente a passagem do tempo quando as imagens percecionadas mudam”. Logo, quanto maior o número de imagens mentais, maior a sensação de que o tempo demora mais a passar. “O presente é diferente do passado porque as imagens processadas mudam, e não porque o relógio de alguém toca. Os dias parecem durar mais na juventude porque a mente recebe mais imagens num dia do que quando é mais velha”, explica Bejan.

Ao desenvolverem-se, os neurónios crescem em tamanho e tornam-se mais complexos. Com o avançar da idade, degradam-se e os impulsos nervosos encontram maior resistência “no caminho” entre os olhos e a zona do cérebro que processa imagens. Segundo o investigador, é esta deterioração física que condiciona, depois, a perceção da passagem do tempo.

Mas há outro sinal que ajuda a entender a diminuição da capacidade de processar imagens. Quando somos mais novos, os olhos movem-se mais vezes e, por isso, captam mais imagens do que em idades mais avançadas, o que aumenta a tal sensação de que o tempo demora mais a passar. Adrian Bejan compara esta discrepância a certos dias mais agitados, já em idade adulta. Sempre que realizamos muitas tarefas e estamos em vários lugares – processando, por isso, mais imagens do que num dia mais calmo –, cresce a ideia de que tivemos um longo dia. Na verdade, como todos sabemos, teve a mesmo duração do anterior.

O ECOCÍDIO CAUSADO PELOS VEGETARIANOS As plantas realmente sabem quando são comidas e enviam sinais de socorro

Views: 0

Paulo Leite

14 hrs

Tá tudo lixado… Daqui a pouco nem vegetais…

About This Website

 

SEMPREQUESTIONE.COM|BY CONSPIRAÇÃO GLOBAL
Elas fazem isso usando sinais semelhantes aos animais em perigo. Os biólogos continuam estudando o mistério de como as plantas são capazes de se comunicar umas às outras.

PORTUGAL UM DESERTO IGNORADO

Views: 0

Mogadouro shared a link.
Yesterday at 08:39
About This Website

 

PUBLICO.PT
https://www-publico-pt.cdn.ampproject.org/v/s/www.publico.pt/2019/03/26/sociedade/noticia/trasosmontes-alto-douro-espelho-pais-moderno-tambem-vazio-gente-1866771/amp?fbclid=IwAR0rWQciHubTnk_f2LbPGsIUuzB0jm_7nneTv_E3yyj68tzbcLSZYMRcAN4&amp_js_v=0.1#referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&amp_tf=De%20%251%24s&ampshare=https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2019%2F03%2F26%2Fsociedade%2Fnoticia%2Ftrasosmontes-alto-douro-espelho-pais-moderno-tambem-vazio-gente-1866771

Calheta de Pêro de Teive: ouçam o arquitecto Kol de Carvalho e deixem-se de mentiras

Views: 1

Calheta de Pêro de Teive: ouçam o arquitecto Kol de Carvalho e deixem-se de mentiras

O conhecido arquitecto Kol de Carvalho, em declarações a um jornal de Ponta Delgada, desmonta hoje, com as suas inegável competência e notável lucidez, a grande mentira que é a chamada requalificação da Calheta de Pêro de Teive, patrocinada e promovida pelo Governo Regional dos Açores do PS e pela Câmara Municipal de Ponta Delgada do PSD, unidos em estranha aliança numa matéria de enorme relevância para a cidade.
Depois de afirmar, nomeadamente, que os “critérios económicos” sobrepõem-se aos “critérios urbanos”, verdade indesmentível, Kol de Carvalho pede um entendimento entre o Governo Regional e a Câmara Municipal, para que ““construam uma coisa capaz” no espaço conquistado ao mar na Calheta.
Sobre os projectos que têm surgido para o local, Kol de Carvalho mostra óbvias reservas. “Todo o processo da Calheta vem num crescendo. Os primeiros projetos ainda deixavam espaço livre. Os últimos já não deixam espaço livre nenhum, embora se diga que se põem umas plantas, é muito difícil alguma planta crescer em cima de um estacionamento”, afirmou, que é o que existe abaixo do nível da Rua Engenheiro José Cordeiro, ou seja, um parque de estacionamento subterrâneo.
O Governo Regional e a Câmara Municipal têm dito sempre que vão ser demolidas as galerias inacabadas, que vai ser construído um hotel e que vai ficar uma praça de “grandes dimensões”, com espaços verdes para usufruto da população. O arquitecto vem confirmar que tudo isso não corresponde à verdade, quanto à alegada praça e aos alegados espaços verdes, ao realçar que não haverá “espaço livre nenhum” e, mesmo que coloquem lá “umas plantas”, não vão crescer em cima de uma placa de cimento.
Kol de Carvalho, cuja honestidade técnica e intelectual todos reconhecem, diz também: “O último projeto que vimos vai continuar a entaipar a Calheta, dada a volumetria brutal que vai fazer com que aquela que é chamada a quarta travessa da Calheta seja um beco horrível”. A “volumetria brutal” em causa é a do monstruoso hotel que está previsto para um local que é público mas que está concessionado a privados, o que nunca devia ter acontecido, porque a Calheta é da população.
Considera que a solução deveria passar pela construção “de um estacionamento enterrado que viesse dotar aquela zona de estacionamento e depois era fazer a tal praça pública que poderia ter um quiosque ou outro, mas que não entaipasse a Calheta”. Portanto, a Calheta livre de mamarrachos, como os poderes públicos têm dito, também é mentira, porque o hotel a construir será outro mamarracho, de grandes dimensões.
Depois de fazer uma pormenorizada cronologia deste processo, o arquitecto lembra que passaram-se vinte anos desde o aterro da baía da Calheta de Pêro de Teive e todo o espaço circundante continua por concluir.
Gostaria de saber o que têm a dizer sobre as oportunas e lúcidas declarações do arquitecto Kol de Carvalho a Assembleia Legislativa dos Açores, o Governo Regional, a Assembleia Municipal de Ponta Delgada e a Câmara Municipal, que são as instituições com competência e capacidade legais para decidirem numa matéria como a da Calheta. Em nome do interesse colectivo, unam-se e coloquem os Açores acima dos milhões, acabando com a mentira prevista para a Calheta.
A única solução correcta, digna e verdadeira é demolir as galerias comerciais inacabadas e transformar o espaço numa praça, sem mais hotéis ou interesses privados à mistura. A ideia de um jardim público não resultaria em cima de uma placa de cimento, como alerta o arquitecto.
Muito obrigado, senhor arquitecto Kol de Carvalho, pela sua brilhante intervenção, numa terra em que parece que há muita gente a “dormir”…