pode perder-se esta joia da Horta

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Diário Insular, 22.10.2022
“Joia de arquitetura urbana da Horta está em risco de desaparecer””
You, Joaquim Magalhaes, Isabel Nolasco and 42 others
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  • Olivia Martins

    👍Subscrevo!!! ♥️💯
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  • Manuela Linhares

    E é verdade pode se melhorar as coisas sem tocar no que é precioso .
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  • Margarida De Bem Madruga

    Voltei a partilhar, porque este assunto me incomoda sobremaneira. Roubar a identidade duma parte da cidade para a “maquilhar” com uma solução estética de duvidoso gosto, já que a pretensa solução é confusa, labiríntica, até mesmo irritante por ser tão …

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  • Julieta Barreira

    Força Dra Manuela Bjs
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nada mudou desde 2010,,,

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ESTAMOS TODOS CONDENADOS – JUN. 2010 CRÓNICA 83

 

Enquanto os políticos na tribuna falam, a grei protesta à mesa do café e copia-os, não fazendo nada. Um círculo vicioso perfeito, entrecortado pela famosa trilogia portuguesa de fátima, futebol e fado. Já ninguém promete dias melhores, apenas mais do mesmo ou pior ainda. Mais sacrifícios em troca de nada. Ninguém anuncia luzes ao fundo do túnel, neste feudalismo republicano, de reformas vitalícias para ministros, deputados, assessores, privilégios para a minoria que come da gamela governamental e se alcandora ao poder com benefícios financeiros.

Há que entender que o país (com estes políticos, PS, PSD ou outro) não vai a lado nenhum, enquanto não acabar o sistema de cunhas e compadrios, pior do que no tempo do Salazar. Tem de se pôr cobro à impunidade na justiça, parar a corrupção rampante; deixar de aviltar a educação e os professores; acabar com cortes na saúde e a sociedade sem princípios nem exemplos (aqueles com que fui educado). Terminar com o chico-espertismo, a ignorância, o quero, posso e mando. Caso contrário, quer o povo deixe ou não, o governo fará o que entender em proveito próprio e detrimento nacional.

Estamos condenados à insignificância, mas é imperativo que nos sintamos bem dentro da nossa pele, sem nos calarmos quando vemos coisas erradas. Não adianta reduzir a realidade ao desgosto pela governação. Não faz bem a ninguém.

Temos de acreditar que nós, a gota (mais minúscula que uma lágrima furtiva) podemos fazer a diferença, no nosso restrito círculo, sabendo que é insuficiente para alterar o desvio da rotação da Terra, a perda do escudo magnético ou impedir as profecias de Nostradamus e dos 3 pastorinhos. Dizem que era assim na monarquia, na 1ª república, na ditadura e na 2ª república.

O mote é: o último a sair que apague a luz. Nem tenho esperança nem solução no mundo neoliberal globalizante, em que o lucro e o dinheiro tudo comandam na nova versão dos senhores feudais (ora bancos e correligionários). O mundo ocidental atravessa uma crise semelhante à de antigos impérios, doente sem líderes corajosos e sábios. A incapacidade de mudar, aliada à repetição dos erros, são constantes de gente pouco culta, gananciosa e interesseira. Até imperadores como Júlio César mostravam mais compaixão do que os líderes atuais da Europa.

Em África, do Saara ao Corno, há guerras, umas maiores, outras mais pequenas, sempre prontas, fruto da sofreguidão mercantilista de vendedores de armas e de regimes corruptos.

O continente europeu empobrece e no meio da injustiça social e miséria humana qualquer fundamentalismo prospera. A Europa continuará a impedir imigrantes africanos (muçulmanos ou não) sem expulsar os ilegais dentro de muralhas. A nova geração no poder na Europa, geração “rasca” de conhecimentos parcos, muita prosápia e pouco conteúdo intelectual, além de corrupção a rodos. Nenhum para além do medíocre. Os que vierem a seguir serão piores.

O mal da História sempre foi não a conhecermos nem reconhecer erros passados para evitá-los. A crise veio trazer a lume que os governos estavam interessados em salvar os bancos da bancarrota e não em devolver às pessoas o dinheiro. Estranha e perversa lógica. Uma lição a aprender (guarde $$$ no colchão ou no sobrado).

O certo é que os líderes (pela incompetência e incapacidade de decidirem por justiça, equidade e democracia) não merecerão nota de rodapé quando a História for escrita. A ditadura neoliberal capitalista subjuga de forma tão tenaz como as fascistas e comunistas, os filhos e os netos pagarão a fatura. Nova civilização surgirá depois da ocidental, a menos que um asteroide interrompa a órbita e reduza isto a cacos antes de tempo.

As receitas que nos impõem são para dar dinheiro aos bancos que nos levaram ao caos, extorquiram poupanças e investimentos. Continuarão a fazer dinheiro fácil, especular e investir mal para receberem prémios milionários quaisquer que sejam os prejuízos. Os filhos vão pagar a fatura, as gerações futuras condenadas à servidão. Tudo hipotecado por projetos que não criam riqueza, mas empregos temporários e bons lucros para construtores civis e outros.

VOTOS SAZONAIS 2010, 17-31 DEZº 2010, CRÓNICA 88, 89

Pela expulsão de pecados, curas ao sábado, interpretação dos preceitos de pureza da lei, familiaridade com publicanos e pecadores, Jesus pareceu suspeito de possessão demoníaca. Fariseus, sacerdotes, escribas e adeptos de Herodes, mancomunaram-se para matá-lo. É acusado de blasfémia e falso profetismo, punível com a morte por apedrejamento. Há muitos que apesar de merecerem o castigo continuam à solta, com mordomias que o povo ignorante e manipulável lhes concede em troca do voto quadrienal com que os enganam. WikiLeaks e outros, desmascaram a corrupção que detém as guitas dos dirigentes desportivos em folias mandatadas pela banca e o povo feliz contenta-se com futebol, fado e falácias, em ambiente circense de telenovela em tempo real. Cada um constrói o berço de palha em que se deita e não adianta ficar à espera, porque os Reis Magos já não andam de camelo e o GPS deles não vos localiza. Em volta estão Pilatos e Herodes. Na cruz já não estão o bom e o mau ladrão, ocupados em coisas da governação, sem paciência para fazer companhia ao Cristo. Sorria face à crise, lembre-se dos milhões que estão pior, os que (já) não têm liberdade de escrever o que pensam e sentem, os que (já) não têm água ou comida, ou (já) nem teto, saúde, trabalho, os escravizados, bem pior.

o imperador

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Primeiro-ministro chinês afastado da liderança do Partido Comunista (msn.com)

 

Hoje vimos a “Guarda Pretoriana” de Xi num acto próprio de um líder supremo, de poderes ilimitados. Ele é agora um verdadeiro imperador moderno.
Xi governará a China não por um, mas por dois ou três mandatos (15 anos).
Ele tem “apenas” 69 anos.
Mao governou a China até à sua morte, aos 83 anos. Deng até 1989, quando tinha 85 anos.
O ocidente que esteja bem atento. Que analise bem, o que aconteceu hoje. Foi aos olhos de todos.
May be an image of 5 people, people standing, indoor and text that says "AFP 32LW43U AFP Noel Celis"
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Primeiro-ministro chinês afastado da liderança do Partido Comunista

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Li Keqiang, o primeiro-ministro da China e principal defensor das reformas económicas no país, está entre quatro dos sete membros do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista (PCC) que vão ser afastados.

Source: Primeiro-ministro chinês afastado da liderança do Partido Comunista

Cabos submarinos europeus de comunicações foram cortados nesta quarta-feira – Pplware

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Cabos submarinos europeus de comunicações foram cortados nesta quarta-feira e há quem aponte a Rússia como autora dos ataques.

Source: Cabos submarinos europeus de comunicações foram cortados nesta quarta-feira – Pplware

A FAZER POLÍTICA NA SATA

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Muito bem dito. E por isso, o CEO em viagem de promoção política, político assumido, sempre ligado à política, tem de se afastar do comando da SATA.
Aliás, para se recordar o passado recente, esta administração política foi nomeada pelo político Vasco Cordeiro, reconfirmada pelo político José Manuel Bolieiro, e salva com o dinheiro político de todos nós. Portanto faz política, como é mais que evidente e mais que necessário, dado ser uma empresa pública e cujo potencial impacto nas vidas dos Açorianos e nas contas da região é enorme.
Este governo cometeu diversos erros básicos no seu arranque, por um lado por não estar preparado para assumir funções que chegaram de surpresa, mas também pela falta de capacidade e liderança do seu presidente. JMB, sendo a sua imagem de marca não reformar nada, em vez de fazer diferente, repensar o plano de reestruturação (que é uma fantasia), nomear uma administração liderada por um CEO especialista desligado da política e assumir a necessária mudança dada a herança deixada por Vasco Cordeiro, optou, sem qualquer surpresa por fazer nada. Mesma administração, mesmo plano de reestruturação e mesma política. Esse é que é o verdadeiro óbice de como chegámos aqui no passado recente, dado que a herança pesada, essa é da inteira responsabilidade de Vasco Cordeiro. Aliás, foi interessante ver ontem VC alertar para as dificuldades financeiras da região. Tinha lhe ficado bem um pedido de desculpas por a ter deixado assim, com a SATA com uma âncora ao pescoço das contas públicas regionais.
Este senhor CEO apenas está a fazer política para se manter a todo o custo num lugar dourado, extremamente bem remunerado e sem grande escrutínio público, diga-se. A sua vergonhosa acção de propaganda mentirosa aquando da publicação das contas do primeiro semestre mostraram muito bem ao que vem, e certamente tal não será esquecido no momento de decidir a sua já mais que certa saída. Pena se ter perdido mais dois anos de prejuízos acumulados. Estes dois, e mais possivelmente quase 200 milhões de prejuízos, pesam nos ombros deste governo, mas em particular nos de JMB e sua política não reformista.
André Silveira
Pode ser uma imagem de texto que diz "Presidente da SATA em Montreal "Se querem que a SATA progrida, deixem os oS administradores administarem e políticos entregues somente à política""
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um punhado se areia nas mãos diário II de maria joão ruivo

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Sabendo embora da humildade e da insignificância das minhas palavras, fica aqui o meu testemunho sobre o Diário II – Um Punhado de Areia nas Mãos – da minha Amiga Professora Maria João Ruivo, com uma referência à homenagem prestada nos 70 anos de vida literária do grande poeta e escritor Eduíno de Jesus que muito estimo e respeito. Foram estas as minhas ” Leituras do Atlântico” desta semana:
Um punhado de areia nas mãos
Na passada segunda-feira, dia 3 de Outubro, na Biblioteca do velho Liceu, hoje Escola Secundária Antero de Quental, e no âmbito de mais uma edição dos Colóquios da Lusofonia que decorreram em São Miguel, foi prestada uma homenagem ao escritor e poeta Eduíno de Jesus, pelos seus 70 anos de actividade literária, cabendo a Vamberto Freitas a apresentação do homenageado, de quem disse: “Eduíno de Jesus é para a minha geração açoriana uma referência profunda, douradora e consequente. Não menciono neste momento os deuses que o precederam ou ainda viveram muitos anos na sua companhia literária. Por certo que não é o único que cultiva os vários géneros da literatura em língua portuguesa. No seu caso particular algo de absolutamente original acontece. Nos últimos anos tem desesperado alguns dos seus colegas e amigos por não trazer cá para fora em livro os escritos críticos e ensaístas que ele cultivou no início da sua carreira, que começa nos Açores e continua em Lisboa nos mais variados jornais e revistas, especialmente a crítica e ensaísmo ssobre as artes diversas que o comoviam e lhe chamavam a atenção, desde as artes plásticas ao teatro e a escrita em geral”.
Na mesma sessão coube-me a honra de dar o meu testemunho sobre o livro de Maria João Ruivo, “Um Punhado de Areia nas Mãos”, ao qual dedico esta edição de Leituras do Atlântico:
Não foi uma apresentação porque isto já tinha sido feito – e bem – pela Professora Leonor Sampaio da Silva, naquele mesmo espaço, no passado dia 8 de Setembro. Quis apenas deixar o meu testemunho pessoal sobre o quanto gostei de mais esta bem sucedida investida de Maria João Ruivo, na escrita diarística. E antes de mais, tenho de confessar que quando a leio, leio sempre mais alguém, ou melhor, tenho sempre mais alguém no meu espírito: Fernando Aires e Eduíno de Jesus que celebramos nas suas 70 primaveras literárias. Fernando Aires, para mim o grande, enorme e inesquecível mestre da literatura diarística nos Açores, a ombrear com o melhor que temos (ou tivemos) no País. E tenho comigo Eduíno de Jesus, o “Patriarca” da Literatura Açoriana. Do alto dos seus 94 Janeiros ele é conto, poema ensaio e teatro. Mas é, acima de tudo, um símbolo ilhéu da universalidade que mora em nós. E Maria João Ruivo é, a par do intimismo dos seus diários, uma alma de poeta que está presente em tudo o que escreve. Aqui, em “Um Punhado de Areia nas Mãos”, a poesia funde-se com a descrição memorial, com a inquietação existencial e com a veia afirmativa do ser e do estar em cada momento diferente de vida. “O mar aqui mesmo ao alcance daminha mão, para regalo do corpo e da alma, com este fundo de rocha tão clara que nem parece basalto… Mais uns palmos e a escuridão abissal da fossa Atlântica”. (7 de Agosto, de 2019).
Este volume II de “Um punhado de Areia nas Mãos”, edição Letras LAVAdas, que abrange entradas que vão desde 2016 até a este ainda corrente 2022, tal como o primeiro, é “um livro intimista que reúne memórias e reflexões que abrangem um longo período de tempo, embora, como a própria autora diz, com largas intermitências, porque a escrita de nós não é pacífica e, a par com o encantamento da descoberta, traz muitas dúvidas e angústias, por isso a adiamos tantas vezes”.
Neste Diário de Maria João Ruivo o leitor sente que há uma presença contínua dos acontecimentos, perfeitamente doseada de emoções e sensações próprias, porque (Maria João dixit, 26 Dezembro 2020) “um Diário é o registo inevitável de tudo quanto nos marca, nos comove, nos afecta, nos irrita ou, simplesmente nos suscita uma reflexão”.
Como com precisão e profundidade escreveu a Professora Rosa Maria Goulart no belíssimo prefácio deste livro, “ a dor e a alegria do mundo pontuam este Diário, porque nas mais comoventes páginas entram registos do que foi acontecendo à sua volta…” E um Diário, como se sabe, é algo de dinâmico e que não se esgota com o tempo.
Maria João Ruivo com estes dois volumes de “Um Punhado de Areia nas Mãos” não é uma continuadora. Ganhou uma identidade muito própria, um estilo muito peculiar e está a trilhar um caminho muito seu, marcado embora por eternos laços de afecto que vamos sentindo nas suas páginas.
Individual e colectivo, regional e universal, intimista e social, são dicotomias que me apaixonam na vida e na Literatura. “Este peso de ser ilhéu, apesar de tudo, ainda nos põe sombras nos olhos, de vez em quando. Não como noutro tempo, certamente, em que só se saía de barco e levava dias até que chegássemos ao destino. Todavia este mar em volta não deixa de oprimir, por vezes, sobretudo nos dias cinzentos da mágoa que envolve a Ilha toda”. A sede do universalismo e ao mesmo tempo o universo a caber na “ilha-toda” aqui bem patente nesta entrada de 29 de Junho de 2019…
Intimista e social também aqui se pode aquilatar pela forma como A mim, porém, há um outro aspecto que me cativa e detém, quando leio Maria João Ruivo. É a forma simples, despida de artifícios literários, como escreve. Um Português cadenciado, ritmado, gramaticalmente perfeito, sem aventureirismos estilísticos, como se a autora quisesse em tudo manter a condição de Professora e Educadora da Língua-Pátria, o que se vai tornando raro em muitos escritores que confundem e misturam irreverência e criatividade, com iconoclastia linguística.
Ler Maria João Ruivo é somar estas três vertentes que Rosa Maria Goulart especifica no prefácio: “beleza da escrita, solidez das ideias, domínio das convenções do género diarístico”. Melhor resumo seria difícil. E isto faz com que eu me repita, dizendo que ao ler este Um punhado de Areia nas Mãos senti a emoção de reviver Fernando Aires, mas senti mais ainda a sensação de que nele há um pássaro que se liberta do ninho e trilha caminhos próprios em voos para o desconhecido.
Multifacetadas são as nossas vivências quotidianas, autênticos caleidoscópios de movimento e cor, de tal modo que no filtro do tempo ficam apenas sombras e ecos daquilo a que chamamos vida.
Felizmente que de “Um Punhado de Areia nas Mãos” conseguimos fazer voar ao vento pedaços de alma e fiapos de amor. Como Maria João Ruivo, de forma tão genuína e bela, aqui consegue. Parabéns!
Santos Narciso
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Most relevant

  • Raquel André Machado

    Sublime a sua Explanação, sublime o Diário II – Um Punhado de Areia nas Minhas Mãos.
    Os meus

    Parabéns

    !

    Beijinho